. : : Capítulo III : : .
. : : Reunião no apê : : .


Luma Kopke Schmidt

É, de fato eu não poderia ser mais burra e distraída do que eu sou, poderia? É mais ai seria a catástrofe em pessoa, não que eu não seja, enfim. Merda minha testa está doendo!

James é uma pessoa bem gentil, só sendo mesmo para socorrer uma psicopata ambulante de patins cor de rosa, é meu patins é rosa, algum problema? Estavamos no carro dele, eu segurava minha testa que estava sangrando.

- Quantos anos você tem? – ele perguntou.

- Dezessete.

- Eu tenho dezoito. Você faz faculdade de quê?

- Vou iniciar arquitetura e urbanismo. E você?

- Direito.

- Que legal!

- É, é um curso maravilhoso. Você tem um sotaque diferente. – Ele comentou, não pude deixar de dar um sorrisinho.

- É todo mundo diz isso.

- Sério?

- Sério.

- Você é americana?

- Sou sim, mas minha família não.

- Eles são de onde? – perguntou interessado.

- Bem, minha avó materna é francesa e meu avô materno é alemão eles casaram na França e tiveram a minha mãe na Alemanha. Minha família por parte de pai é toda da Alemanha. Meu pai e minha mãe se conheceram em Milão e me tiveram em Nova York.

- Uau, você é praticamente um pedaçinho do mundo. – Ele sorriu.

- É quase isso.

- Você fala qual desses idiomas?

- Todos.

- Sério!?

- Sim. Francês, Alemão, Italiano, Espanhol, Sueco e Inglês.

- Estou impressionado.

- Ah. – Corei. – Eu preciso me comunicar com os meus parentes.

- Justo. Você vai ligar para algum parente?

- Ah, eu não moro com meus pais. – Informei. – Mas quando eu chegar lá eu pedirei as minhas amigas para irem me buscar.

- Então tá.

- Muita gentileza sua em me ajudar. Obrigada.

- Não foi incomodo algum, que espécie de pessoa eu seria se não te ajudasse?

Ele me levou até um hospital próximo ao parque, fui levada até um médico que fez um curativo na minha cabeça, levei alguns pontos. Quando voltei para a sala de espera James estava me esperando.

- Como se sente?

- Bem melhor, levei alguns pontos, mas nada de mais. – Sorri.

- Que bom. Tenha mais cuidado da próxima vez que for atender ao telefone.

- Pode ter certeza que eu irei.

- Você vai ligar para as suas amigas ou você aceita uma carona? – me perguntou.

- Oh, eu já te incomodei de mais. Eu ligarei para elas, muito obrigada por tudo.

- Não será incomodo, eu garanto. – Deu um lindo sorriso. – Além do mais, foi um prazer te conhecer, pena que para isso você meteu a testa no poste. – Ambos caímos na gargalhada.

- Bem, sendo assim, eu aceito sua carona até o parque.


James Potter

Ela é uma pessoa muito agradável de conversar e tem um bom senso de humor. Ofereci-me para lhe dar uma carona até sua casa, mas ela preferiu voltar para o parque alegando não saber a rua que morava.

Dez minutos depois estávamos novamente no parque, caminhando lentamente apenas apreciando a passagem. Por incrível que pareça ela patina bem.

- Até que você patina bem. – Comentei para quebrar o silêncio.

- É, você apenas me conheceu em um péssimo momento. – Ela sorriu.

- Meu amigo patina muito bem, acho que vocês se dariam bem. – Falei distraído.

- É muito relaxante, ah James, a conversa está ótima, mas acho melhor eu tentar achar o caminho de casa.

- Tudo bem, você me dá seu telefone?

- Claro.

Ela saiu patinando pelo parque e eu voltei para o carro e, conseqüentemente, para o apartamento.


Lily Evans

Que dor de cabeça agradável, para não dizer insuportável! Malu encontra-se sumida desde cedo, ah sim, que bela novidade ela sumir sem avisar aonde vai! Amy está dormindo, e eu? Estou tentando ver TV, mas realmente está difícil. Onde tem uma farmácia por aqui? Peguei o telefone e liguei para a portaria.

Para minha sorte eles entregam em casa, menos mal, porque eu não faço idéia de como se chega lá. Não deu nem cinco minutos para a baterem na porta, como é possível? Fui abrir, era Malu.

- O que diabos é isso na sua testa!? – perguntei ao vê-la.

- Ah, isso? – Apontou para o curativo. – Isso foi um pequeno acidente de trabalho.

- É dá prá ver, pensei que você soubesse andar de patins. – Comentei e ela se largou no sofá.

- De fato sei, mas fica difícil quando você tenta procurar o seu celular no bolso da calça que fica perto da barra e um poste de materializa em sua frente. – Comentou, não pude deixar de rir.

- "Um poste de se materializou na sua frente foi? ''

- Foi, foi uma merda, quebrei Iphone! – Resmungou tirando o aparelho quebrado do bolso.

- Nossa, que saco, mas quem tava te ligando?

- Eu não sei, ao menos conheci um carinha super legal.

- Foi?

- Foi, James, acho que era esse seu nome.

- Interessante, mas e o Enrico?

- Ãhn? - Fez uma careta.

- Você não estava derretida pelo Enrico?

- Estava? – Arregalou a sobrancelha. – Ora bolas, eu não estou, nem estava derretida pelo Enrico! Além do mais, eu não estou interessada no James, eu nem o conheço!

- Aham, ah claro, sei... – Debochei.

TIN DON

- É o meu remédio. – Informei e fui pegar minha carteira no quarto.

Paguei pelos medicamentos, fui tomá-los e retornei à sala. Malu mexia no curativo e resmungava em alemão. Por que não em francês? Algum tempo depois, Amy juntou-se a nós.

- É você acordando e eu indo dormir. – Comentei. – Estou morrendo de dor de cabeça.

- Tudo bem Lily, melhoras! – Amy falou se largando encima de Malu no sofá.

- Hei! Você é pesada! – Reclamou. – Melhoras Lily.

- Obrigada. – Falei e fui me deitar.


Amy Meester

- O que foi isso na testa? – perguntei.

- Ah, patins, meti a cara no poste.

[risos incontroláveis]

- Quê?!

- Ah, pára de rir, não foi nada legal! – Resmungou.

- Tudo bem, para você não foi nenhum pouco engraçado, mas para quem vê ou escuta é super. Mas você está bem?

- Estou sim. Ah, mas meu Iphone não. Quer ir comigo comprar outro?

- Em dez minutos estou pronta.

- Tentarei também.


Peter Pettigrew

TIN DON

- Peter abre a porta. Deve ser as meninas! – Remus gritou do banheiro.

É, para variar, sobra para mim só porque eu me arrumo primeiro. James e Sirius estão fazendo o mesmo, ah tudo bem eu abro! Sim são as meninas.

Emily e sua irmã estavam na porta, cada uma com duas sacolas na mão. Por sinal, estavam lindas esta noite.

- Boa noite Peter! – Emily deu um beijo em minha bochecha e entrou, o mesmo fez Isabela. – Peter essa é Isabela, Bela este é Peter.

Emily estuda com James, os dois são super amigos, devido à amizade dos dois, nós acabamos criando uma afeição muito grande por ela. Possui cabelos castanhos escuros, longos e lisos. A pele é bastante alva com algumas sardas no rosto e olhos castanhos esverdeado. Nem é baixa, nem alta possui uma estatura normal. É uma garota adorável.

Isabela é a irmã mais nova de Emily. É alta, e possui um lindo corpo. Cabelos ondulados e longos castanhos claros e com algumas mechas queimadas, olhos incrivelmente azuis e uma pequena tatuagem de joaninha nas costas.

- Um prazer em conhecê-lo Peter. – Isabela sorriu.

- Trouxemos filmes, alguns aperitivos e, é claro, bebidas. – Emily informou.

- Ótimo, as donzelas não demoram a se arrumar.

- Tudo bem, enquanto isso nós arrumamos as coisas.


Sirius Black

- As meninas já chegaram. – James informou quando eu saí do banho.

- Legal, já estou quase pronto.

- Certo, vou fazer uma ligação e já vou para a sala.

- Tudo bem.

Ele começou a discar, sem querer pude ouvir toda a conversa. Não era minha culpa se James era incrivelmente surdo.

- Alô, Malu?

- James?

- Eu mesmo, como vai sua testa?

- Melhor, obrigada por ligar.

- Não tem por onde. Estava pensando, poderíamos sair esta noite?

- Tudo bem, não ia fazer nada mesmo.

- Ótimo, onde podemos nos encontrar?

- Nossa, de boa nem sei. No parque pode ser, tem algum café por ali?

- Tem sim, mas estava pensando em irmos a alguma boate.

- Ah de boa! Nós encontramos que horas na cafeteria?

- Às dez está bom para você?

- Por mim está ótimo.

- Beleza então, ah sim, lembre-se onde você mora para eu te levar na volta, porque é insanidade sair sozinha muito tarde.

- Pode deixar. Até mais tarde James!

- Até mais, Malu.

Ele desligou o telefone e passou a mão nos cabelos, ai tem coisa! Fiz de conta que não estava prestando atenção à conversa e perguntei.

- Quem era?

- Uma garota.

- Ah, jura!?

- Sim.

- Digo, nunca ouvi falar desta garota aqui em casa.

- Ah, deve ser porque eu a conheci hoje.

- Hum, deve ser muito boa para você ter essa urgência em vê-la.

- Ela é bem divertida, meiga...

- Sei, digna de uma boa noite. - Tentei imaginá-la. Uma loira escultural de olhos azuis.

- Você não tem jeito. – Ele bufou. – Anda se arruma logo, as meninas estão nos esperando.

- Eu sei.

- Ah é claro, aviso prévio: nada de graçinhas com a irmã da Emily, ela não é do estilo de garotas que servem para ficar com você.

- Por que não? – Franzi o cenho.

- Porque você não passa de uma noite com uma garota, e olhe lá!

- Ah cara, lembra do que eu te disse? De querer namorar sério?

- Lembro sim, mas a Isabela não será cobaia dessa sua fase "experimental".

- Farei o possível para me controlar.


Isabela Benson

Sirius e James ainda estavam se arrumando, devo confessar que estou muito ansiosa para conhecer o famoso Black. Eu conheço James desde o ano passado, quando minha irmã começou a fazer direito na turma dele. Ah, o James é uma pessoa adorável.

Emily e Peter estão preparando as comidas para o filme. Peter me pareceu uma pessoa muito legal. É, enquanto eles trabalham, eu aprecio a vista da varanda, mero detalhe no apartamento vizinho tem duas malucas dançando no Playstation.

- Boa Noite Emily! – Ouvi uma voz emergir na cozinha.

- Boa noite Remus. Tudo bem com você?

- Estou muito bem.

- Onde estão os meninos? – Emily perguntou.

- Terminando de se arrumar.

- Prá variar, aliás, nem sei por que eu pergunto. – Bufou. – Ah, antes que eu me esqueça, aquela é minha irmã Isabela. – Ela apontou para mim. Ele veio caminhando em minha direção. Era um rapaz bonito e com um sorriso encantador. Super "pegável", se Emily não estivesse morrendo de amores pro ele.

- Olá, Isabela! – Ele me cumprimentou. – Meu nome é Remus John Lupin, prazer em conhecê-la.

- Olá, Remus, o prazer é todo meu. – Sorri.

- Ah, os meninos já devem estar chegando, é típico deles demorar! Venha para cá, eles não demoram.

- Tudo bem.

E de fato não demorou muito para que Sirius e James aparecessem na sala. Como eu já conhecia James, ele veio até mim e me deu um baita abraço. Logo Sirius parou em minha frente.

- Isabela Benson, um prazer em conhecê-la. Sou Sirius Black. – Deu um lindo sorriso.

- Tenha certeza que o prazer é todo meu. – Retribui o sorriso.

O tradicional dois beijinhos na bochecha, o último com certo desvio. Ah, como Deus pode criar uma criatura tão... sexy assim? Agora que estávamos juntos, fomos para a sala ver os filmes.

- Poxa Emily, só tem filme ruim. – James resmungou.

- Você queria que eu trouxesse o quê? – Emily bufou. - Algum tipo de pornografia?

- Sei lá exceto filmes que vocês mulheres se reúnem a tarde para fofocar e chorar.

- Então o que você sugere? – Debochou.

- Qualquer coisa exceto isso! Vou até minha coleção de filmes, garanto que tem algo melhor. – James balançou a cabeça negativamente e depois voltou com vários DVDs em mãos. – Escolham.

Depois de muita discussão e enrolada dos meninos, eles acabaram escolhendo algum filme de terror, não me ative ao título. Nós organizamos pela sala e James colocou o DVD no aparelho e apagou as luzes.

Em uma quina do sofá, sentamos Sirius e eu juntos e Peter esparramado no mesmo ao nosso lado. Remus e Emily ficaram sentados no chão com as costas apoiadas no sofá. Estavam próximos ao aparador de madeira que tinha na sala. James foi até o quarto e buscou a cadeira do computador e se acomodou próximo à porta do quarto de hóspedes.

Iniciou-se o filme, agora sim posso ver o nome "O Exorcismo". Sim, este filme é muito velho, e por sinal eu nunca o vi e não faço a mínima questão de vê-lo agora. Sim, estou morrendo de medo de vê-lo.

- Está com medo do filme? – Sirius cochichou em meu ouvido me fazendo tremer um pouco.

- Um pouco. – Respondi sem graça, óbvio que ele percebeu.

- Não se preocupe. – Mesmo com a luz pude perceber um sorriso maroto se formar em seus lábios. – Estarei aqui caso precise. – Obviamente eu iria precisar.

Como um ser humano pode concentrar tanta beleza? . Não demorou muito para ele atravessar a mão pela minha nuca e ficou acariciando-a. Ah, que mãos!

Sinceramente? Estou odiando este filme, é horrível (em todos os sentidos imagináveis). Sirius continuava acariciando minha nuca, James não parava de olhar para o relógio, Peter estava dormindo, Emily e Remus estão se beijando. Ãhn? Volta a fita! Bleh!

James deu uma leve piscadela para nós e saiu do apartamento levando consigo a chave do carro e sua carteira, provavelmente ele irá para alguma festa.

- Hei, vamos fazer mais pipoca! – Sirius se levantou e me puxou até a cozinha.

- Tudo bem.

- Posso ser muito sincero com você? – perguntou-me apoiando-se no balcão.

- Pode, aliás, deve. – Fui até simpática para o quão assustada estava.

- É o seguinte, eu estou com muita vontade de ficar com você. Não é da minha natureza 'falar', apenas agir, mas o James praticamente me proibiu de tentar qualquer coisa com você, porque você é a irmã caçula da Emily. Bem, eu não sei se ela já comentou com você que meus relacionamentos têm 'tendências' a não durarem mais que duas horas e bem, eu não sei se você estaria disposta a ficar comigo mesmo assim... – Ele não mencionou falar mais.

- Já terminou de falar? – Ele apenas balançou a cabeça positivamente. – Não sei para você, mas para mim 'ficar' significa não ter responsabilidade, ser só naquela hora e ponto, ou seja, a pessoa já tem consciência disso.

- Bem, eu sei, mas vocês mulheres...

- Eu não sou como as outras, sei muito bem onde estou me metendo e, aliás, tenho juízo suficiente para não criar expectativas com você.

- Como assim?

- Ora bolas, eu sei que você é galinha, mas isso não te faz menos bonito. Eu sempre tive uma quedinha por você, mas só para ficar.

- Sendo assim...

Ele me puxou pela cintura e me envolveu com um beijo daqueles de cinema, aqueles de tirar o fôlego. Nos agarramos bastante na cozinha e depois voltamos para ver o filme. Acabo de concluir que Sirius Black é maravilhoso.


James Potter

Deixei Remus, Emily, Sirius, Isabela e Peter na sala, esperava realmente que o Sirius se comportasse. Peguei as chaves e fiquei esperando o elevador. Faltam quinze minutos para as dez, tempo suficiente para chegar ao café. Nem foi preciso, consegui chegar em dez.

Estava lá ela sentada em uma mesa do lado de fora apreciando um chocolate quente, estava tão linda. Possui uma beleza diferente, um estilo impar, única.

- Boa noite, Malu. – Falei ao sentar-me a mesa.

- Oh, boa noite, James. – Sorriu.

- Tudo bem com você?

- Estou sim obrigada. E você como vai?

- Muito bem, e a testa também vai bem? – ela continuava sorrindo encantadoramente.

- Sim.

- Que bom. Então, há quanto tempo você chegou aqui? – comecei a puxar assunto.

- Ontem de madrugada.

- Nossa, muito pouco tempo.

- É verdade, mas já gosto daqui, passei duas férias de verão com meu pai aqui.

- Que ótimo, é uma cidade maravilhosa. Onde você mora?

- Bem, não sei o nome do prédio, mas é perto daqui, um branquinho com muito vidro que tem duas coberturas e fica em frente ao cinema...

- Ei, eu moro aí! – exclamei.

- Sério?! – ficou boquiaberta.

- Você conheceu o meu amigo Peter! Bem que ele disse que a menina tinha um sotaque diferente.

- Céus que coincidência! – Ela estava boquiaberta. – Eu me lembro deste Peter. – ambos rimos.

- Inacreditável. – comentei.

- Nem eu acredito ainda. – ela sorriu.

- Sua cor predileta? – perguntei do nada.

- Preto.

- Branco. Um esporte?

- Patinação. – rimos.

- Basquete. Uma fruta?

- Morango.

- Morango.

- Haaa, primeira coisa igual! – Ela brincou.

- Banda predileta?

- Pink.

- The Beatles.

Continuamos conversando bobagens até por volta das onze horas da noite. Temos algumas coisas em comum, mas não muitas, mesmo assim ela é uma pessoa muito agradável de conversar.

- Agora que eu sei que você mora no mesmo prédio que eu e sem seus pais, não há problemas com horas, que tal irmos a alguma boate daqui?

- Acho uma idéia magnífica!


Isabela Benson

Estávamos no maior agarrado lá na cozinha, sinceramente, como alguém pode ser tão irresistível quanto Sirius Black? Escutei, com dificuldade, Emily me chamar na sala. Que hora mais inconveniente! Bem, mas se tratando da Emily, ela sempre é inconveniente nesses casos. Tentamos ignorá-la, mas ela se materializou na cozinha.

- Por que eu não imaginei isso? – Ela suspirou, a me ver meio descabelada, fiquei um pouco sem graça. – Bem, eu estou indo, vamos?

- Tudo bem. Dez minutinhos eu desço, ok? – Falei me recompondo.

- Certo, estarei na garagem. Tchau, Sirius! – Disse se retirando do local.

- Tchau, Emily! – Falou ele falsamente constrangido.

- É, eu tenho que ir. – Falei não querendo descer.

- Ah, não vai, por favor. – Pediu me abraçando mais forte.

- Estou sem carro, tenho que ir com ela, não por querer, mas por necessidade. – Xinguei-me mentalmente por ter sido burra o suficiente para não ter ido em meu próprio carro.

- Eu a deixo em casa. – Tentou.

- É melhor ela não chegar sozinha, meus pais não vão gostar muito disso, eles estão passando o fim de semana aqui. – Bufei.

- Tudo bem, então nos vemos em outra ocasião.

Beijamos-nos por mais algum bom tempo, eu fui até o banheiro me arrumar e desci. Remus e Emily estavam encostados no capô do carro de mãos dadas e rindo de alguma coisa.

- Olá, pessoal. – Falei sorrindo ao me aproximar do carro, Sirius estava de mãos dadas comigo.

- Oi, Bela. – Remus sorriu também.

- Vamos? – Emily pôs-se de pé. – Já é tarde.

- Certo, vamos. – Soltei a mão dele e dei-lhe um selinho. O mesmo fez Emily em Remus. – Até mais guris.

Quando saímos do prédio, Emily virou-se para mim e fez um comentário, a única frase dita durante o caminho.

- Você é insaciável. – Riu.


Remus Lupin

Quando elas se retiraram voltamos para o hall e ficamos esperando o elevador. Sirius estava calado, isso é muito estranho. Talvez ele já tenha se dado conta da bela merda que ele fez, não que eu esteja pensando que Bela seja uma merda.

Agente sempre foi super contra de que ele ficasse com ela, para o próprio bem dela. Vai ver que é porque ele é um super galinha que nunca conseguiu namorar sério com ninguém, sem que garota fosse parar no hospital com problemas de coluna devido ao peso dos "chifres'' na cabeça. Sem exageros.

- O James vai matar você. – Comentei quando entramos no elevador, esse foi o meu lado demoníaco agindo.

- Não precisa dizer panaca. – Bufou. – Mas a carne é fraca!

- Eu sei..

- E você também não pode falar muita coisa, você ficou com a melhor amiga dele! – Me interrompeu.

- Pelo menos eu consigo namorar sério, ao contrário de..

- Ah ta, vamos acabar este assunto. Será que o Peter ainda está dormindo? – Mudou de assunto drasticamente.

- Suponho que sim.

- Ele só faz dormir. – Bufou.

- Ora dê um crédito a ele, ver um filme muito ruim e vendo dois casais se agarrar é um pouco chato. – Ambos rimos.

Ao entramos no apartamento vimos, no meu quarto, Peter jogando vídeo game. É ele estava realmente dormindo.

- Você não estava dormindo!? – Sirius perguntou boquiaberto.

- Como seu eu fosse conseguir dormir com o Remus se enroscando na Emily! – Atirei-lhe uma almofada. – Mas também se eu levanta-se eu deixaria de dar muitas gargalhadas internas, obviamente.

- Idiota. – Bufei.

- Por quê? – Sirius perguntou curioso.

- Por que..

- Abra o bico que você jamais verá a luz do sol. – Me joguei na cama irritado.

- Ah qual é, compartilhe comigo! – Protestou.

- Vá à merda.

- Com crase ou sem crase? – Provocou. Atirei-lhe outra almofada.


Luma Kopke Schmidt

Entramos em seu lindo automóvel na cor prata e seguimos para uma boate não longe dali, estava lotada. Com certa dificuldade entramos e nos dirigimos ao bar.

- Está entupido aqui! – comentou alto, pois o barulho estava inviabilizando qualquer conversa em tom civilizada.

- É sim.

- O que vamos beber? – chegou mais perto para não precisar falar tão alto.

- Não sei, vamos ver o que tem no menu. – Sorri pegando o folheto.

- Certo, eu vou querer uma vodka de limão. – pediu ao garçom.

- Bem, e eu uma de morango.

- Só um momento. – O barman se retirou e logo surgiu com duas doses de vodka.

- Obrigada. Achei hilário o fato de morarmos no mesmo lugar. – comentei.

- É sim. Eu acredito em algo chamado destino.

- Eu também. Ah, vamos dançar?

- Claro!

Colocou-se de pé rapidamente e me puxou para o meio da pista, entretanto estava inviável de dançar ali. Ia não ia eu levava um empurrão de alguém, isto estava me deixando irritada.

- Vou pegar mais bebidas. – Disse ele. – O que você vai querer?

- O mesmo. – Sorri.

- Certo, não demorarei.

E lá se foi ele para o bar, continuei dançando. Um rapaz alto e muito forte de olhos negros e pele morena esbarrou em mim com muita força. Fiquei resmungando baixo e ele olhando torto.

- Algum problema? – Perguntei de cara amarrada.

- Você é muito gostosa, sabia?

- Me respeite seu idiota, não te dei ousadia para isso!

- Não se faça de difícil. Até parece que você não é umazinha de qualquer esquina.

Filho da mãe! Quando era pequena, papai me colocou em um curso de defesa pessoal. Particularmente acredito ter aprendido coisas muito úteis, ao menos na época de escola serviu contra os babacas das turmas acima da minha. Peguei seu braço direito e o contorci para o lado oposto da articulação, ele ficou se contorcendo de dor.

- Sua vadia!

- Ah cala a boca seu panaca! – A esta altura já estavam todos olhando para mim e James já tinha retornado rapidamente para onde eu estava.

- Quem é o imbecil que está mexendo com a minha namorada? – James colocou-se ao meu lado e segurou minha mão.

- Ah, não sabia que essa aí tinha dono. Deve pagar muito bem pelo aluguel.

PAFT

James deu-lhe um soco na cara.

- Vamos Malu. – Puxou minha mão até sairmos daquele lugar. – Você está bem?

- Estou sim. Ah, obrigada por me defender.

- Era o mínimo que eu poderia fazer, mas acho que você se defendeu bem.

- Fiz defesa pessoal quando era mais nova.

- Explica muita coisa. – Riu. – Agora vamos para onde?

- Não sei, me faça uma surpresa.

- Certeza?

- Absoluta.

- Me falaram que seu beijo tem gosto de morango, posso provar? – ele piscou para mim.

- Claro. - Ofeguei

Ele me envolveu pela cintura e aproximou o seu rosto do meu e lentamente começou a me beijar e, rapidamente, ele aprofundou o beijo. Tem lábios ágeis que trabalhavam em sincronia com os meus, céus! Que beijo é esse?!


Amy Meester

- Cansei! – Lily desabou no sofá.

- Você é muito mole! - Ri desabando ao seu lado.

- Pipoca, brigadeiro e filme? – perguntou ela.

- Boa sugestão, qual o filme?

- O velho e clichê Moulin Rouge.

- Hei, mas a Malu não está aqui. Lembra? – Falei.

- Ah é verdade, então que tal maratona Jogos Mortais?

- Fechado, vou à locadora. – Lily disse pegando a chave do carro.

- Certo, eu faço a pipoca e o brigadeiro.

...

- Ah vou dormir, estou morrendo de sono! – Bocejei.

- Vou para a piscina.

- Maluca, viciada, sado-masoquista... – Falei bocejando enquanto ia para o meu quarto. – Boa noite.

- Boa noite!


Sirius Black

- Vai aonde? – Remus me perguntou quando eu peguei a chave e me retirei da sala.

- Piscina.

- Qual é cara, está tarde!

- Deixei o som do quarto lá na última festinha que teve.

- Ah, foi mesmo.

- Não demoro.

- Tudo bem.

Fui pela escada de emergência e cheguei à cobertura. Sinto-me lisonjeado por morar em um lugar tão maravilhoso quanto esse, é pensando bem, acho que vou ficar um pouco aqui. Acomodei-me bem em uma das cadeiras de sol e fiquei contemplando o céu estrelado.

Sempre gostei muito de astronomia, física, coisas desse gênero, mas eu não sou maluco. É, vai ver que é porque meu nome é em homenagem a uma estrela. Meus pais sempre saiam à noite para dar uma volta pela cidade e acabavam em um gramado olhando o céu. No dia em que minha mãe descobriu que ela estava grávida, eles fizeram o mesmo passeio e, ao ver a estrela, resolveu que eu seria Sirius. É engraçado "ser uma estrela''.

Distraio-me com facilidade enquanto penso nas estrelas, ah sim, sou lunático. Percebi ao longe uns ruídos próximo a mim. Não, eu não quero ver o que é.

- Boa noite, este celular é seu? – Uma voz falava comigo, odeio quando me atrapalham.

- É sim. – Respondi sem olhar para quem era.

- Por favor, eu gostaria de pegar a espreguiçadeira.

- Pode colocar no chão.

- O chão está molhado! – Disse impaciente.

- Tudo bem. – Acomodei-me melhor e peguei o celular com uma, aparentemente, ruiva que o segurava. – Obrigado.

- Não tem por onde. – Disse ainda impaciente.

- Ei, não te conheço, conheço? – perguntei confuso.

- Não, eu não faço a mínima idéia de quem você seja.

- Não está sendo irônica? – Franzi o rosto.

- Claro que não, por acaso estou falando com alguma celebridade ou coisa do gênero?

- Não. - Quanta ignorância! - Bem, mas eu nunca a vi no prédio.

- Vai ver que é porque eu me mudei recentemente e não saí andando por aí?

- Ei, qual o seu problema? – Arregalei a sobrancelha.

- Nenhum, ah esta piscina tem aquecedor?

- Você não está pretendendo entrar agora nela não, né? – perguntei assustado.

- Na verdade, estou. – Sorriu colocando a bolsa na cadeira e ficando apenas de biquíni.

- Você ficou maluca!? – Perguntei indignado.

- Não, eu não fiquei maluca, apenas estou com uma ligeira vontade de tomar banho de piscina. Posso?

- Não, não pode! Você vai congelar!

- Homens são tão dramáticos. – Revirou os olhos e se encaminhou para a piscina.

O aquecedor estava quebrado, ela não entende isso!? Simplesmente ela vai virar picolé. Automaticamente me levantei e fui em sua direção na hora que ela mencionou pular, eu a agarrei, tarde de mais, caímos juntos na água gélida.

- Oh, shit! – Ela exclamou quando emergiu na superfície.

- Eu disse que estava fria! – Falei sorrindo. – Ah, Sirius Black, prazer.

- Prazer, Lily Evans. – sorriu.

- De onde você é?

- Nova York.


Quatro Horas da Manhã...


James Potter

- Acho melhor irmos para casa. – Escutei a voz dela ao longe, ela estava bem mais sóbria que eu.

Perdi as contas de quais e quantas bebidas diferentes eu bebi, às vezes, é um pouco controlar a vontade insaciável do meu corpo por álcool. Talvez, um dia, eu consiga me controlar.

Estamos com um problema sério, eu diria até que seriíssimo, eu não sou capaz de ficar em pé e ela não sabia dirigir. Voltar para casa, agora, não é tão viável assim.

- James, eu estou falando com você. – Me cutucou novamente.

- Ah sim, mas eu não vou conseguir dirigir.

- Notável. – Disse paciente. – Mas isso não é problema, voltamos de táxi.

- Você é um anjo.

- Impressão sua.

[...]

Minha cabeça estava me matando, tudo o que eu não quero é me deparar com o Sirius e escutar suas lições de moral quando ele está sóbrio.

- Como você está? – perguntou-me quando entramos no elevador.

- Nada bem.

- Você tem remédio para ressaca?

- Não se preocupe, ressacas são tão comuns lá em casa quanto mulheres trocarem a cor do esmalte. – Ri da minha própria piada sem graça.

- Ou seja, freqüentemente. – Sorriu. – Então eu vou considerar isso um "Vou ficar bem".

- Exato.

Encostei-a contra a parede e a beijei. Senhor, como ela beija maravilhosamente bem. O elevador abriu e continuamos nos beijando em frente ao apartamento dela.

- Bem, até mais, vizinho. – Ela entrou.

A inteligência em pessoa, definitivamente, eu não vou conseguir achar a chave certa no meio desse monte, tentar de uma por uma é sem dúvida alguma pedir "quebre a porta". 'tin don', acabo de pedir minha sentença de morte, os caras vão me matar.

- Quem diabos... – Escutei a voz baixa de Sirius reclamando atrás da porta. – James seu filho da puta! - Murmurou um "tia Dorea que me perdoe" - Onde porra está a sua chave!?

- Shiii, vai acordar os vizinhos. – Entrei em casa e ele fechou a porta com força. – Onde porra você enfiou a sua chave!?

- Err, ela está aqui, mas eu ia acabar quebrando a porta. – Falei sem me importar muito com o sermão dele.

- Seu cachaceiro de uma figa! – Bufou.

- Amanhã agente conversa. – Fui tomar banho.


N/A: Saudações hô!

Gente, ta aí, mais um capítulo. Desculpem-me erros de incoerencia e de gramática (já disse o quanto eu odeio gramática?). Espero não ter demorado muito e, sinceramente, espero que gostem.

Agradeço as reviews, EU AMO REVIEWS, então pode deixar a vontade :)

Um abraço para: Barbara Malfoy Cullen, Fernanda, Serena Sy Potter, Débora Souza, Lily Evans (Anny), Yuufu, Thaty.

Por favor, deixem reviews

beijos, até breve

Jessie