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Emily Benson

Ah não, ela está com essa cara de vegetal de novo! Sim, a minha irmã tem cara de vegetal, principalmente, quando ela está apaixonada. Oh, eu sabia que não ia dar certo.

- Será que você poderia não fazer essa cara de peixe morto na minha frente? – Revirei os olhos.

- Ãhn?

- Tá vendo? Você ai com essa cara de peixe morto e com os pensamentos em saturno. – Bufei. – Quer dizer, com os pensamentos em certo apartamento que visitamos ontem.

- Bestona. – Ela sorriu. – Até parece que eu deixo me abalar com qualquer homem.

- Mas estamos falando do Senhor Galã Black, o conquistador. E, pode contar para mim, você está caidinha pelo Sirius.

- Emily, cala a boca. – Irritou-se. – Eu não estou caidinha pelo Black, eu não sou idiota para achar que tem chances de dar certo com ele.

- Tem certeza? – Impliquei.

- Olhe aqui, é obvio que eu não estou iludida com ele, assunto encerrado!

Me engana que eu gosto.


Lily Evans

Odeio acordar tarde, ao contrário de Amy e Luma, mas nesta manhã em especial não estou com a menor vontade de me levantar, dormi muito tarde.

Sirius Black, ah... Ele é uma figura. Ele é extremamente bonito, confesso, mas, definitivamente, a beleza não é o seu melhor ponto. Simplesmente, ele é um cara incrível, mas não faz o meu tipo.

Fui para a cozinha pegar um suco e, milagrosamente, Amy estava acordada (ou pelo menos tentava) com sua caneca roxa cheia de café.

- Bom dia, Amy! – Entrei sorridente no cômodo. – Tinha formiga na sua cama?

- Ah, Lily, o sarcasmo nunca foi seu ponto forte.

- Bem, eu aprendo fácil. Mas, falando sério, por que você está acordada tão cedo?

- Vou fazer compras, muitas compras eu diria. – Falou animada. – Quer ir comigo?

- Com certeza! - Eu adorava ir ao shopping.

- Será que Malu vai querer ir conosco?

- Provavelmente não, ela chegou super tarde, mas não custa agente perguntar.

- Na verdade, custará uma cara feia e um dia de abuso. – Ela me lembrou.

- É, mas vamos passar o dia fora mesmo. – Lembrei-a também.

- Então vamos.

Fomos até o quarto de Malu, para variar, o notebook estava ligado. Ela estava largada na cama ainda com roupa de sair, maquiagem e de sapatos. Ela nunca ia mudar.

- Malu... – cutuquei-a de leve, mas não obtive sucesso. – Malu!

- Ãhn? – Acordou assustada. – Ah, são vocês!

- Exatamente, pelo visto a festa foi boa ein? – Amy fez cócegas nela.

- Ah, foi sim. – Ela deu um meio sorriso e encostou a cabeça no travesseiro.

- Antes que você volte a dormir... Vamos fazer compras, quer ir? – Perguntei.

- Não, hoje não. – Disse entre bocejos.

- Então tá, eu sugiro que você vá tomar um banho e vista um pijama. – Falei.

- Eu irei.

[...]

- Como estava a piscina ontem? – Amy perguntou enquanto esperava deitada na minha cama que eu terminasse de tomar banho.

- Gelada! – Gritei dentro do banheiro.

- Imaginável. – Ela riu. – Maluca...

- Psicopata, sado-masoquista. – Completei rindo também. – Eu já sei disso tudo! Mas, conheci um de nossos vizinhos.

- Sério!?

- Sério. – Sai do banheiro vestido um roupão. – Um lindo.

- Ah é? – Perguntou com aquele tom implicante de que quer dar segundas intenções.

- É, mas ele não faz o meu estilo.

- Sei...

- Amy, pelo amor de Deus, não comece.

- Bom dia. – Malu apareceu no quarto: cabelos molhados, cara de sono e roupão laranja. – É, eu sei, minha cara está péssima.

- Ninguém falou nada! – Amy defendeu-se.

- Enfim, peguei o vizinho. – Disse bocejando.

- Quê!? – Amy e eu exclamamos.

- Ah, não vou contar detalhes. – Ao ver nossas caras feias, ela se corrigiu. – Ah, agora não. Boa noite.


Sirius Black

- Bom dia Remus, Peter. – Saudei-os quando cheguei à cozinha.

- Seu 'bom humor' é bem perceptível. – Peter revirou os olhos.

- Não é para menos, o veado safado me acordou às quatro da manhã. – Bufei.

- Morro de pena. – Remus riu.

- Ah, parem! – Me abusei. – Preparam o que para comer?

- Nada. – Peter disse com voz de tédio.

- Pra variar.

- Agente precisa sair dessa vida. – Comentei.

- Concordo, já não agüento mais comer cereal com leite e suco de caixa. – Remus fez cara de nojo.

- Então, vamos contratar alguém.

- De preferência gostosa. – Pensei alto, alto até demais, eles me olharam de cara feia. – Ah, de preferência que cozinhe bem... Gostoso.

- Ótimo, vou colocar o anuncio no jornal e marcaremos a entrevista. – Remus ficou de pé e foi para o quarto.

- James já te deu um sermão? – Peter me perguntou.

- Ele não se encontra em condições nem de andar, quanto mais de me dar sermão.

- Vou procurar alguma coisa interessante para fazer. – Falei indo para o quarto, eu já sabia o que fazer.


Luma Kopke Schmidt

Ótimo, eu posso comer vento ou tocar fogo na cozinha, ambas as possibilidades me fascinam. Bem, ficar na minha cama me parece mais interessante.

A noite ontem foi incrível, o James é uma graça, mas, definitivamente, ele não faz o meu tipo para mais de uma noite. Na verdade, nunca encontrei ninguém que faça verdadeiramente o meu tipo... Não depois de meus casos românticos, ao menos eles dariam um livro.

Homens, por que a espécie humana precisa deles para se procriar? Realmente uma pena, portanto, já que não tem outro jeito, na verdade tem, mas é incogitável por mim, nos "adaptamos" a eles.

O maior tempo que eu já passei com alguém foi com o Jason (dois anos), ah ele sempre foi um fofo, na verdade, fofo até demais. Ele era delicado, gentil e romântico, mas ele exagerava demais, é demais. Demais, além do aceitável do exagero. Mas mesmo ele sendo um grudento distante, eu gostava dele. É, ele era um 'grudento distante', ele era aquele namorado que quando estava com você era um grude, possessivo, mas depois que estava cada um na sua casa ele parecia esquecer da minha existência, passava semanas sem ligar.

Ele acabou comigo, confesso, fiquei feliz. Minha felicidade veio seguida de uma frustração, depressão. Duas semanas depois eu descobri que eu era traída e já fazia quase seis meses, mas ele me traia com um homem. Passei uma semana chorando, sem sair do meu quarto, até hoje, meus pais nunca entenderam o porquê.

Bem, desde então sempre fiquei com um pé atrás, não por achar que todos os homens do mundo são gays, mas por medo de não dar certo. Isso me levou a não ter relacionamentos de mais de uma noite e que de preferência eu não esteja sóbria, mas isso não quer dizer que eu saia todas as noites para ficar com vários homens no mesmo dia, não é assim que a coisa funciona.

Definitivamente, eu espero que no meio da lista de compras das meninas esteja incluso "comida", porque eu ainda estou com fome. Tem resto de pizza e algumas besteiras que elas comeram hoje. Quer saber? Eu estou precisando mesmo perder 2,5kg. Voltei para o quarto e peguei o meu notebook, Enrico estava online e havia deixado uma mensagem "Vamos sair?". Ele parece ser aquele cara que você tem um relacionamento imprevisível, eu gosto disso, mas, óbvio, nada imprevisível à lá Jason. Não quero pensar nisso, pelo menos, não agora. Uma corda apareceu na minha varanda, aparentemente, veio da cobertura, o que diab...

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!– Gritei e o ser que estava pendurado na corda se assustou e caiu na minha varanda. – Socorro! Socorro!

- Aiiiii. – Ele gemeu e tampou os ouvidos. – Pára de gritar. – Pediu.

- Socorro! Socorro! Ladrão! – Gritava feito uma maluca, fui até o quarto e comecei a atirar sandálias nele.

- Pare sua psicopata! – Berrou. – Eu sou seu vizinho!

- Você é o quê? – Perguntei confusa.

- Vizinho, pessoa que mora no mesmo prédio ou rua, casa ao lado ou em frente, coisas desse tipo. – Olhava para cima parecendo estar aborrecido.

- Vou ligar para a sindica! – Entrei no meu quarto e peguei o telefone, ele levantou-se imediatamente e entrou no meu aposento. – O que você pensa que está fazendo?!

- Tentando voltar para a cobertura? – perguntou com deboche.

- Ah é? Pois, se vire! Dê uma de homem-aranha, super-herói ou coisa do gênero e volte de onde você saiu!

- Dormiu com um cavalo foi? - Atirei-lhe outra sandália.

- E eu não vou ligar só para a sindica, vou ligar para a policia e te denunciar por invasão domiciliar.

- Ei, vamos resolver as coisas como pessoas civilizadas. – Ergueu as mãos.

- Civilizadamente? – Perguntei áspera. – Ah, pegue suas coisas e saia do meu apartamento!

- Bruta. – Resmungou.

- Inconveniente. – Fiz uma careta.

Ele deixou a corda e eu abri a porta do quarto para ele, e o mesmo me acompanhou.

- Bonito apartamento, vocês tem bom gosto.

- Obrigada. – Falei menos azeda. – Ah, desculpe-me pelo meu enxame.

- Não tem problemas, não é todo dia que alguém invade a sua varanda despencando da cobertura. Eu calculei errado.

- Percebi. – Dei um primeiro sorriso. – Definitivamente, só seria mais bizarro se você estivesse fantasiado de algum super-herói.

- Né?

- É, daí eu não ligaria para a sindica tão pouco para a policia, mas para o hospício.

- Boa sugestão. – Ele riu. – Ah, Sirius Black, um prazer.

- Luma Kopke Schmidt, o prazer é todo meu.

- Bem, vou lá na cobertura recolher minhas coisas e tentar descer novamente.

- Boa sorte.

- Obrigado.


Amy Meester

Caminhávamos fazia horas e comprado toneladas de coisas. Resolvemos sentar e tomar um chocolate quente, colocar as conversas em dia e descansar para o segundo tempo de compras.

- Tive uma idéia. – Falei do nada.

- Teve?- Lily franziu a testa. – Que tipo de idéia?

- Bem, depois você vê a minha idéia.

- Cada dia que passa eu tenho mais certeza de que você é doida.

- Obrigada. – Sorri amarelo. – Mas anda, conta do vizinho.

- Ei, eu já falei logo cedo.

- Você disse que ele era lindo, mas não fazia o seu tipo, mas isso não satisfaz a minha curiosidade.

- Para variar. Srta. Curiosidade. – Ela sorriu. – Sirius Black, sem definições, sem dúvida, prefiro que você o conheça pessoalmente.

- Hum, fascinante.

- De fato é.

Ficamos conversando besteira por mais uma hora, fizemos mais compras, Lily foi para casa mais eu precisa ainda resolver alguns 'problemas'.


Remus Lupin

Reunião dos condôminos hoje, quem precisa de programação melhor que essa? James acabou de acordar, ele está zanzando feito um zumbi pela casa. Ele largou-se no sofá e fechou os olhos.

- Ressaca? – Perguntei o obvio.

- Parece? – Perguntou abusado.

- Só um pouco. – Sorri. – Mas e ai, foi boa a farra ontem?

- Bastante.

- Pegou quem?

- A vizinha.

- Quem?! – Exclamei assustado. – Quer dizer, você voltou com a Karen?

- Ah, claro que não é a Karen. – Bufou.

- Então quem?

- Luma. A vizinha nova.

- Que safado apressado! – Ri.

- Não me comportei como um safado. – Ficou ofendido.

- Até parece. – Revirei os olhos. – Reunião do prédio hoje.

- Ah, que se dane.

- Pelo menos um de nós tem que ir.

- Que só não serei eu. – Disse apressadamente.

- Só sobra prá mim. – Bufei.

- Vai ver que é porque você é o mais civilizado dos quatro. Temos que demonstrar pessoas normais.

- Ah James, vai dormir.


Sirius Black

É por muito pouco eu não ia sendo denunciado à polícia ou iria acabar parando em um hospício. E essa droga de elevador está demorando demais!

- Olha se não é o meu vizinho querido. – Karen saiu do elevador.

- Olá, Karen, como vai você? – Perguntei.

- Definitivamente, melhor agora. – Ela se agarrou no meu pescoço. Depois as mulheres reclamam quando sofrem assédio. – Ah, Sirius, você é tão... sexy.

- Obrigado, mas... – Tentei tirá-la de cima de mim. – Karen, dá licença.

- Mas, Black...

- Ah, Karen, pelo amor de Deus, eu não vou ficar com você.

- Mas... mas... – Fez cara de dengo.

- Com licença.

Entrei no elevador, simplesmente, ela não tem limites! Certo, eu tenho fama de galinha, mas, definitivamente, eu não pego ex-namorada de amigo meu, ainda mais, sendo o James.


Luma Kopke Schmidt

Que vizinho mais bizarro, mas o que ele tem de bizarro ele tem de lindo. Eu precisava sair um pouco para tomar um ar e comer alguma coisa, aliás, ainda precisava comprar meu material para Hogwarts.

'Triiin Triiin'

- Alô? – Atendi o meu celular, odeiava quando ligavam de confidencial.

- Oi, querida.

- Matt?

- Ah, amor, você reconhece a minha voz!

- Impossível não reconhecer a voz de um panaca feito você. – Me acomodei em uma das poltronas da sala.

- Ei, panaca, que você namorou.

- Infelizmente, agora procure o que fazer, pois eu tenho.

Desliguei o telefone irritada e peguei minha bolsa e fui pegar a minha chave no quarto, quando estava saindo do apartamento a porta da frente se abriu, era James.

- Olá, James. – Cumprimentei. – Como você está?

- Bem, acho que estou bem. – Ele deu um sorriso. – Vai descer? Esquece, que pergunta idiota.

- Vou sim descer, vou comer alguma coisa e depois comprar meu material para a faculdade.

- Quer ajuda?

- Adoraria!

- Ótimo, vou buscar meu carro e daí nós vamos, ok?

Estávamos esperando o elevador quando James me encostou na parede e me deu um daqueles beijos de cinema, a minha vontade era de dar um chute nas partes baixa dele e sair correndo, porque ontem foi ontem e hoje é hoje, mas não tem como se render a esse beijo. O elevador fez um barulho e a parta abriu, paramos imediatamente.

- Olá James, olá Luma. – Disse Sirius, confuso.

- Olá. – Falei sem graça.

- Oi, ah... vocês já se conhecem? – Agora foi a vez de James ficar confuso.

- Sim, eu a conheci faz meia hora atrás. – Sirius respondeu. – Sem querer, acabei invadindo a varanda dela, sabe, cálculos errados.

- Imagino, bem, vamos Malu?

- Vamos. Até mais Sirius.

[...]

- Obrigada James, não sei o que teria sido de mim sem você.

- Provavelmente, uma pessoa perdida em Chicago. – Ele sorriu marotamente.

- É verdade. – Sorri também, ele se aproximou de mim e me beijou. – Ah, James..

- Sim.

- Er... É... Ah, nada não. – Suspirei. – Tenha uma boa tarde.

- Você também.

- Ah, James?

- Oi. – Ele sorriu.

- Sabe, eu acho melhor agente parar de ficar. – Falei sem saber o que estava falando, de fato. – Bem, é melhor evitar complicações futuras.

- Se você prefere assim. – Ele deu os ombros. – Amigos então? – Sorriu.

- Amigos. – Retribui o sorriso.

Entrei em casa e Lily estava sentada no carpete da sala com várias sacolas comendo chocolate, ela sorriu ao me ver. Deixei minhas sacolas no quarto e voltei para a sala.

- Oi, Malu.

- Oi, Lily, boas compras?

- Sim, compramos material para a faculdade, comida e roupas.

- Graças a Deus. – Pensei alto, alto até demais. Lily riu.

- Vai para a reunião de condôminos?

- Bleeeeh. – Fiz uma careta.

- Tudo bem, imaginei.

- Cadê Amy?

- Não sei, ela disse que ia resolver alguns problemas.

- Problemas? – Ergui uma sobrancelha.

- É, mas ela não disse o que era.

- Estranho.

- Demais.


Amy Meester

Simplesmente estava perfeito, definitivamente, não poderia estar mais perfeito! Bem o elevador poderia subir mais rápido e eu poderia estar com menos sacolas.

Depois de esperar quase uma eternidade, o elevador chegou. Alguns minutos estaria largando essas sacolas em qualquer lugar do apartamento.

- Hei, você de preto, poderia me ajudar com a porta? – Pedi ao moreno, pois estava com várias sacolas na mão.

- Claro. – Ele veio me ajudar.

- Obrigada.

- Disponha.

Entrei no apartamento e deixei as sacolas no chão próximo à porta e fechei a porta, Lily e Luma estavam sentadas no chão da sala com as sacolas de Lily.

- Olá pessoas! – Dei um gritinho para enfatizar minha presença.

- AIIIII MEU DEUS! – Lily ficou de pé e levou as mãos à boca.

- SANTO MERLIN DE ASSIS! – Malu saltou do chão e começou a gritar histérica. – VOCÊ TÁ RUIVA!

- Né? – Eu saltitava feito uma maluca e as meninas também. – Gostaram?

- Ficou... PERFEITO! – Lily alisava meu cabelo.

- Fazia tanto tempo que eu queria pintar, mas naquela droga de internato. – Revirei os olhos.

- Precisamos comemorar! – Luma saiu correndo.

- Claro!


Sirius Black



- Vai aonde? – Ouvi James me perguntar quando eu procurava a chave do carro.

- Casa de meus pais. – Falei emburrado.

- Boa sorte. – Ele suspirou em solidariedade.

- Obrigado. Vou passar uns três dias lá, até as aulas. – Bufei. – Até as aulas!

- Até mais.

Peguei uma pequena mala e fiquei esperando o elevador, desci e fui para a garagem no subsolo e entrei no meu carro. Foi um presente de meus pais quando eu atingi a maior idade, desde pequeno sempre fui um admirador de carros. Devido às condições financeiras privilegiadas de minha família, meu primeiro carro foi um Nissan Skyline 350GT prateado, um carro lindo e que sempre impressiona as mulheres, mas sempre quis um carro que não fosse sedan, queria um carro pequeno e turbinado para sair livre pelo mundo, não que esse não seja. Meu sonho de consumo é um Volvo C30. Ganhei uma moto em meu último aniversário, ela é incrivelmente veloz te dá uma sensação de liberdade, penso que posso voar. Entrei no carro, liguei o som e saí.

Final de semana em família, mal posso esperar por isso. Bufei e virei a esquina, esses fins de semana não poderiam ser mais patéticos. Minha família sempre teve muito dinheiro, portanto, as pessoas normalmente são bem mimadas, egoístas e com um senso de superioridade. Meus pais moram em Nova York, mas possuem uma enorme propriedade perto de Milwaukee, no Wisconsin.

Minhas primas vão estar lá, ou seja, terei raiva suficiente por um ano todo. O mais feliz é saber que elas vão estudar em Hogwarts. É para pagar todos os pecados da minha infância. Elas duas são dois projetos da Barbie, são mafiosas, venenosas... Não as culpo, toda a família é assim, com pouquíssimas exceções.

O trânsito estava tranqüilo, portanto, cheguei cedo lá. Estavam quase todos reunidos na varanda da frente, um som suave tocava enquanto eles tomavam vinho e jogavam conversa fora.

Desci do carro e foi àquela recepção, quero dizer, àquela falsidade. Deixei as coisas no quarto e me juntei ao resto da família. Peguei uma taça de vinho e acomodei-me na rede, Narcisa e Bellatrix sentaram-se nela também.

- Olá, primo querido! – Narcisa beijou minha bochecha.

- Oi Bella e Ciça. – Tentei ser o mais gentil possível.

- Estava com saudades. – Narcisa falou. – Mas não sentiremos mais saudades, vamos estudar em Hogwarts e morar perto da sua casa.

- Que ótimo. – Falei com ironia.

- Você é tão sem graça. – Bella resmungou.

- É a convivência. – Alfinetei e ela me deu um beliscão. – Eiii, isso dói!

- Eu sei. – Ela sorriu.

Bellatrix e Narcisa são primas inseparáveis, são como irmãs, eu diria. Elas vão cursar Arquitetura em Hogwarts. É, até o curso é igual. Elas combinam bastante.

Narcisa é uma moça muito bonita. Cabelos loiros dourados, longos, lisos com pequenas ondulações e olhos profundamente azuis que se destacam na pele alva. É muito alta e possui corpo de modelo, é a verdadeira Barbie. Fútil, debochada, mimada, egoísta... Irritante por natureza.

Bellatrix é extremamente linda, mas tem uma cara de enjôo, igual a ela. Pele morena, cabelos e olhos tão negros quanto o sobrenome. Também é muito alta, uma mulher misteriosa, de alta periculosidade.

- Ciça, venha cá querida! – Minha mãe chamou, ela estava chateada comigo por alguma razão.

- Já vou tia. – Narcisa levantou-se e foi conversar com minha mãe.

- Sua mãe está chateada com você. – Bella encostou sua cabeça em meu ombro e começou a alisar meu peitoral.

- Grande novidade. – Sorri. – A novidade seria se ela não estivesse.

- Você é tão sexy...

- Você é tão inconveniente... – Revirei os olhos.

- Por isso, eu sou Bellatrix Black. – Ela passou a língua sob o lábio inferior de forma provocante. Não, eu não vou fazer o gosto dela. – Por que agente não fica?

- Porque eu sou Sirius Black, imune ao seu veneno. – Sorri marotamente e a deixei sentada na rede bufando de ódio.


Bellatrix BlackSuspirei frustrada, fui até Narcisa e sai arrastando-a para o nosso quarto lá no primeiro andar.

Quem ele pensa que é para falar assim comigo?

- Já sei, nosso querido primo te deu um fora de novo. – Ciça revirou os olhos e se deitou na cama dela.

- Pois é, mas desta vez ele vai me pagar por todos esses anos. - Encarei o espelho.

- Bem, você pretende fazer o quê?

- Não sei ainda, mas vou precisar de você.

- Claro, pode contar comigo. – Ela sorriu maleficamente.


N/A: oieee pessoas!

sim, eu postei, não é big, mas é post de qualquer forma. espero que vocês realmente gostem e continuem acompanhando.

essa é uma long long fic, em breve eu vou disponibilizar a trilha sonora e os wallpapers ...

um abraço especial para... Nita Black, Debora Souza, Danielle Malfoy Black, Barbara Malfoy Cullen, Bellah.

Obrigada pelas reviews, nao se importem em deixar mais, EU AMO REVIEWS. :)

Beijocas,

Jessie