. : : Capítulo VI : : .

. : : Primeiro dia de aula : : .


Amy Meester

E a ligação caiu. Lily olhava apreensiva para mim, nessas alturas ela já estava com boa parte do esmalte roída e com o tique nas pernas.

- O que aconteceu? – Perguntou histérica.

- Não sei – ela me encarou feio – ao certo, mas ela disse que estava bem. – Acrescentei.

- Mas o que ela disse, além disso?

- Não vai passar a noite em casa, isso é uma certeza. – Falei. – Isso é estranho, ela não saiu para nenhuma festa ou coisa assim, ela simplesmente não pode não dormir em casa.

- Devemos ligar para o tio? – Lily perguntou insegura. Malu iria nos matar caso agente ligasse para ele.

- Não sei. – Eu estava confusa. – Não sei, vou retornar a ligação.

No terceiro toque, uma voz masculina atendeu ao telefone. Eu me espantei. Lily notou isso e começou a tagarelar do meu lado. Fiz um gesto para que ela se calasse.

- Alô, a Luma está? – Perguntei ao estranho.

- Sim.

- Com quem eu falo? – perguntei.

- Sirius Black.

- Sirius Black? – Repeti. Eu conhecia esse nome. Lily tentou falar alguma coisa, mas eu fiz sinal para que ela parasse.

- É, vou passar para Luma.

- Oi, Amy. – Ela falou com a voz mais calma que a outra vez.

- Onde você está? – Eu perguntei, ela cochichou com o tal de Sirius e me respondeu.

- Bem, em um motel fora da cidade. – Disse envergonhada.

- Quê!? – Perguntei incrédula. – Como assim?

- É, mas não é o que você está pensando. - Apressou-se em dizer. - Quando eu estava no parque tentaram me sequestrar...

- SEQUESTRAR!? – Berrei. Lily saltou do sofá nervosa.

- Calma. – Ela suspirou. – Eu estou bem. Sirius é nosso vizinho, ele estava passando e me ajudou a escapar. Está tudo bem, volto para Chicago amanhã cedo.

- Tem certeza que está bem? – Perguntei receosa.

- Sim, não se preocupem, diga a Lily que pare de roer as unhas. Aliás, não conte nada para os meus pais.

- Mas...

- Sem 'mas' ou qualquer outra conjunção adversativa. – Sua voz era firme. – Sem envolver os meus pais, entendeu?

- Bem. Acho que sim.

- Sem 'achismo', vou desligar agora. Amanhã conversamos.

Tu tu tu. Ela desligou de novo. Era complicado não falar com os pais dela a respeito disso, afinal, estávamos tratando de uma tentativa frustrada de sequestro que só não aconteceu pelo acaso – muita sorte – do vizinho estar passando. Provavelmente seríamos degoladas ou mortas, mas os pais da Malu tinham que saber, isso era um fato.


Luma Kopke Schmidt

Era estranho estar ali com o meu vizinho. Depois que toda a adrenalina sumiu, só restou o medo. Não sei de onde eu criei coragem de tomar uma atitude tão estúpida quanto aquela. Eu tremi com meu pensamento e Sirius percebeu.

- Você está bem?

- Sim, obrigada. – Menti. – Mas uma vez, obrigada por me ajudar.

- Não precisa me agradecer. – Sorriu. – Precisa de alguma coisa. Sei lá, um chá, chocolate? Vocês mulheres gostam desses tipos de coisa quando estão nervosas.

- Não, estou bem. – Olhei para o lugar. - Eu nunca havia estado em um motel antes. – Comentei, e ele riu.

- Bem, não posso dizer o mesmo. – Ele revirou os olhos, eu sorri.

- De que horas a gente volta amanhã? – Perguntei acomodando-me melhor na cama, abraçando um travesseiro.

- Cedo. As aulas só começam às oito horas. – Ele me informou procurando o controle da TV. – Sair daqui 6 horas, está bom para você?

- São quantos minutos daqui para lá. – Eu não havia prestado atenção.

- Cerca de trinta minutos, dirigindo à 200km/h.

- Você vai andar assim amanhã? – Perguntei nervosa.

- Mmmmm. – Ele puxou uma grande quantidade de ar e soltou quase imediatamente. – Sabe, eu não consigo andar civilizadamente, mas eu posso tentar.

- Certo, então a gente vai ter que sair mais cedo, eu preciso de tempo para me arrumar.

- Mulheres. – revirou os olhos.

- Sabe, é complicado escolher um salto que combine com a blusa e que a blusa fique legal na calça, ou então o vestido com a bolsa. Daí vem os acessórios, se a roupa tem estampas não se usa nada muito extravagante, já se a roupa é lisa você precisa usar coisas que valorizem a roupa. Tipo, essas coisas assim custam tempo. – Eu falei rápido e ele teve uma crise de risos. – Que foi?

- Vocês, mulheres, o guarda-roupa parece mais uma loja.

- Que mentira. – Foi minha vez de revirar os olhos.

- Até parece. – Ele deu um sorriso lindo. – Bem, você quer ir dormir agora ou agente arranja o que fazer, deve estar passando alguma coisa boa na TV.

- Bem, receio que vou dormir, amanhã vamos acordar muito cedo. – Falei bocejando. Eu descobri que estava cansada.

- Tudo bem, suponho que se estivesse em casa eu estaria bebendo com os caras. Você tem bom senso, isso é legal, penso que vou andar mais com você, claro que se você não se importar.

Eu deveria estar com medo de ficar sozinha em um quarto de motel com uma pessoa que eu só falei uma vez na vida - além do mais, em uma invasão ao meu quarto - se ele fosse algum tarado ou maniaco? Mas ele me passava uma sensação de paz, então, não me importei.

- Bem, você fica ai e eu durmo no sofá. – Ele pegou o travesseiro da cama e se encaminhou para o sofá.

- Ei, você vai ficar com dor nas costas. – Avisei. – Não é justo eu ficar com a cama toda e você aí.

- Não se importa então de dividir a cama? – Ergueu uma sobrancelha.

- Não. – Dei os ombros. - Eu deveria me importar?

- Não. – Ele deu os ombros também e deitou-se ao meu lado. Sirius tinha um cheiro diferente, era inebriante. – Então, que curso você vai fazer?

- Arquitetura, eu ia fazer engenharia civil também, mas infelizmente vai ficar muita coisa. - Tagarelei. - E você?

- Vou para o terceiro de engenharia civil. – Ele sorriu. – Vamos estudar no mesmo bloco.

- Legal, não ficarei tão deslocada assim.

- Ao que depender de mim, não. – Tirou a camisa, eu não havia reparado em seu corpo escultural. – Vai ao baile de máscaras?

- Nhé. – Fiz um ruído esquisito e ele gargalhou. – Que foi?

- Qual é, como é que não vai ao evento mais badalado da faculdade?

- Não indo? – Fiz uma cara de óbvio.

- Não existe essa possibilidade, só há uma: ir.

- Eu não vou. - Acomodei-me melhor na cama.

- É claro que vai. – Desligou o abajur. – Nem que eu tenha que raptá-la. – Ele sorriu, eu desliguei o meu abajur. – Boa noite.

- Boa noite.

Acho que sobreveviria a mais uma tentativa de sequestro.


Remus Lupin

Já era meia noite, nenhum sinal dele. Onde aquele filho de uma mãe havia se metido? Levantei-me do sofá me sentindo ligeiramente tonto, caí no sofá após uma nova tentativa eu estava de pé em busca do telefone. Parecia que ele havia sido tele transportado por ETs, era melhor eu não fazer esse comentário alto.

- Onde aquele gayzinho está? – Perguntei.

- Quem sabe, provavelmente, pegando alguma. – Peter deu os ombros.

- Mas ele avisa quando vai fazer isso. – James informou. – Provavelmente ele está ainda na casa da mãe.

- Então vou ligar para lá. – Sugeri.

- Certo, eu ligo. – James pegou o telefone. – Eu estou mais sóbrio que você. – Peter gargalhou.

- Cala a boca. – Amarrei a cara. – Vou tomar banho.


James Potter

Remus foi tomar banho, ele era o mais vulnerável aos efeitos do álcool. Peter pediu mais pizza pelo celular e eu estava discando para Sirius. Era melhor que eu ligar de cara para a mãe dele, ninguém queria o FBI ou coisa assim envolvida. No terceiro toque...

- SEU VEADINHO DE UMA FIGA! VOCÊ ME ACORDOU! – Ele berrou do outro lado da linha. Eu fiquei confuso, uma voz feminina surgiu baixinho do outro lado da linha 'o que foi?'.

- Onde você está? – Perguntei ignorando o tom agressivo.

- Dormindo?! – Perguntou usando um tom de óbvio.

- Isso você deixou bem claro. – Mantive a voz uniforme. – Eu quero saber onde você está? Ou você está bêbado o suficiente para não lembrar? – Alfinetei.

- Eu não bebi. – Resmungou. – Eu tive que ajudar uma amiga, por isso eu estou aqui com ela. Eu volto a tempo para a aula.

- Então, você estava realmente dormindo? – Perguntei intrigado.

- Sim, James, eu estava dormindo. – Ele me afirmou. 'James?' a voz ao lado perguntou.

- Tudo bem. Juízo. – Suspirei. – Ah, me responde uma coisa.

- Rápido, eu realmente quero voltar a dormir. – Ele estava realmente irritado.

- Essa sua 'amiga', é a Malu?

- É sim, você conhece?

- Conheço.

- Tudo bem. - Conhecendo o Sirius, ele deu os ombros.

- Até amanhã. – Ele desligou.

Ele não perdia tempo. Bufei e fui para o quarto, que esta noite, seria só meu. Ele sabia que eu estava ficando com ela, e não foi só uma vez para ela dar a desculpa "foi só uma noite", se ela não tivesse falado eu ainda estaria com ela. Malu era encantadora.

Ignorei meus pensamentos e fui tomar um banho para dormir. Eu teria uma conversinha com ele amanhã.


Sirius Black

Já eram cinco da manhã, hora de acordar. Luma dormia virada de costas para mim, seu perfume era incrível, seu cabelo cheirava a framboesa. Levantei-me e fui tomar um banho – por sorte estava com minha mala - para poder acordá-la.

- Luma? – Coloquei minha mão em seu ombro.

- Mmmmmmmmm... não... sim... ah... pára... gato... – Ela resmungava coisas sem sentido.

- Está na hora de acordar, você precisa combinar todas as roupas e coisas assim. – Prendi o riso. Ela levantou-se devagar e me olhou também prendendo o riso.

- Muito engraçadinho. – Ela agora ria. – Bom dia.

- Bom dia. Dormiu bem?

- Sim.

- Vamos indo? – Perguntei ajudando-a a se levantar.

- Claro, vou lavar o rosto.

Paguei a conta e fomos para o carro. Abri a porta para ela e fui para o banco de motorista. Luma me esperava já com o cinto e olhando para mim.

- Você vai dirigir como um maluco?

- Hummm.. Olha, eu te prometo que vou tentar dirigir devagar.

- Obrigada. – Sorriu e acomodou-se melhor no banco.

Liguei o motor e, automaticamente, o som ligou. Na noite anterior estávamos tão agitados que sequer notamos a música. Eu não comentei nada, mas ela pareceu ler meus pensamentos.

- Nem prestei atenção ao que você escuta.

- Rock, alternativa e música clássica vêm no topo da lista. – Comentei prestando atenção a estrada, mas a observando cautelosamente de vez em quando pelo canto do olho.

"It seems so far, that i have gone down this road only to find that it ends. Looking back there is one thing that I know, I can't make it all alone again cause I'm too weak to stand on my own when all I need is you…"

Fall into you, do Evanescence começou tocar ela colocou um sorriso nos lábios e se virou novamente para mim.

- Gosto de Evanescence.

- É bem legal.

Às seis horas e dez minutos chegamos ao prédio. Subimos ainda falando de música, o tempo passava incrivelmente rápido quando eu estava ao lado dela.

- Está com chave? – Perguntei.

- Sim. – Ela me mostrou. – Sabe, pensando bem, gosto da forma como você dirige, é emocionante, quando eu aprender quero dirigir igual a você. – Sorria agora.

- Sinto-me lisonjeado com esse elogio. - Dei um sorriso idiota "eu tenho trinta e dois dentes, sabia?" - Olha eu posso te ensinar.

- Seria ótimo!

- Bem, então te vejo lá no bloco em algum intervalo. – Segurei o ímpeto de dar um beijo nela, mas, ela era minha vizinha e já tinha ficado com James. Era proibido.

- Sim, te vejo por lá, mas espero que você não seja como os outros veteranos que indicam os caminhos errados. – Ela fez uma pausa. – Ah, muito obrigada por ontem, eu não sei o que teria acontecido se você não aparecesse. – Seus olhos estavam ficando vermelhos. – Obrigada.

E ela entrou. Fiquei por algum tempo olhando para a porta, agora vazia e entrei.


Lily Evans

[barulho de secador]

Que diabos a Amy pensa que está fazendo secando o cabelo essa hora? 'Secando o cabelo' A voz irônica na minha cabeça respondeu. Revirei-me na cama para tentar dormir – sem sucesso – Sentei e passei a mão nos cabelos. Argh, estava completamente embaraçado, isso ia dar mais trabalho que eu queria a esta hora. Procurei uma roupa e fui tomar banho.

Meia hora depois eu estava pronta para ir para a faculdade e, Amy continuava secando os cabelos, isso era bizarro. Fui até o quarto dela, para minha surpresa, ela estava dormindo. Só podia ser a Luma, claro, só ela passa séculos secando os cabelos.

- Ei, você está bem? – Eu a abracei.

- Sim. Eu estou bem. – Ela sorriu e desligou o secador, seu cabelo já estava com as pontas onduladas.

Já havia tomado banho e passado seu perfume Channel 5. Usava um de seus roupões coloridos – roxo – e passava um pouco de blush nas maçãs do rosto. Ela estava muito feliz.

- Você está feliz. – Comentei.

- Sim, não é para menos, eu escapei de um sequestro.

- E encontrou o príncipe encantado. – Completei rindo.

- Nhé. – Ela fez uma careta. – Príncipes encantados não existem.

- Bom dia. – Amy tombou na porta. Ela não era nenhum pouco racional assim que acordava, menos racional que qualquer pessoa normal. – Por que vocês estão acordadas tão cedo?

- Temos aula. – Respondi.

- Mas nossas aulas só começam de tarde. – Contestou bocejando.

- Hoje, nossa aula é cedo. – Balancei a cabeça negativamente. Amy normalmente já era esclerosada e com sono.. Oh céus!

- Ah, é. – Suspirou. – Vou tomar banho.


Sirius Black

Já estava pronto para a aula, ao contrario de Malu, eu não precisava quebrar a cabeça com vários acessórios e coisas assim para sair. Não pude deixar de rir ao lembrar desse comentário. Uma calça jeans clara, um all star marrom e uma camisa bege me pareciam suficientes. Eu despejei cereal na tigela e cobria, agora, com leite. James surgiu na cozinha mal humorado.

- Bom dia. – Falei olhando para a tigela, quando olhei para James, ele me encarava. – Aconteceu alguma coisa?

- Será? – Perguntou com sarcasmo.

- Parece. – Dei os ombros. – Aconteceu alguma coisa? – perguntei de novo.

- Você é um traíra safado! – Acusou. – Você ficou com uma menina que eu sai mais de uma vez! Eu gostava dela, panaca!

- Eu não fiquei com ela. – Amarrei a cara, será que era tão díficil assim acreditar que eu resisto as mulheres? Sim.

- Até parece. – Bufou. – Eu te conheço, seu galinha desprovido de caráter!

- Ah, cara, eu não fiquei com ela! – Sentei-me e comecei a comer. Estava com minha consciência limpa.

- Você é patético. – Resmungou.

Remus e Peter se juntaram a nós no café, olhavam cautelosamente para nossas caras abusadas. Peter foi o primeiro a se pronunciar.

- Que clima tenso. – Olhou para James e depois para mim.

- Esse canalha pegou a menina que eu fiquei duas vezes semana passada! – James vociferou. – Eu gostava dela, aliás, ainda gosto!

- Quantas vezes eu vou dizer que eu não fiquei com ninguém? – Perguntei com tédio.

- Vá se ferrar!

- Que patético vocês, dois amigos, brigando por uma menina. – Remus fez uma careta.

- Ele que é patético. – Levantou-se e pegou seu casaco. – Vejo vocês mais tarde.

Remus, Peter e eu suspiramos, James não era exatamente o tipo de pessoa flexível. Pegamos nossos casacos e fomos para nossos carros. Remus em seu Chevrolet Epica Branco, Peter no Fiat Linea prata e eu no meu Nissan Skyline prata, em quinze minutos eu já estava em Hogwarts. Fiquei no carro esperando o sinal tocar.


Amy Meester

Terminei de me arrumar: all star, jeans e um casaco. Acho que está muito bom para o primeiro dia de aula. Dei os ombros para a minha figura no espelho e fui tomar café com as meninas.

- Bom dia! – Sorri.

- Bom dia. – Elas retornaram.

- A senhorita vai comentar sobre ontem, ou vou ter que imaginar? – Lancei um olhar para Malu.

- Oww, tentaram me sequestrar lá no parque.

- No parque!? – Eu exclamei incrédula. – Você disse que ia a farmácia!

- E eu fui. Só que eu comprei chocolate e uma coca e me sentei para pensar.

- Malu, você ficou maluca? – Lily olhou severa.

- Ah, eu nunca imaginei que alguém ia tentar me sequestrar. Enfim, mas vamos encerrar o caso.

- E depois? - Perguntei curiosa.

- Mmm, vocês estão com expectativas demais para o que não aconteceu.

- Você é tão sem graça. – Lily revirou os olhos e falou com tédio.

- Droga, estou super atrasada! – Malu olhou para o relógio de pulso e saiu correndo para o banheiro.

- Você vai no carro da Lily. – Informei. – O bloco dela é o menos longe do seu.

- Não se preocupem, eu vou de táxi. – Saiu correndo.

- Luma! – Lily gritou. – Eu levo você.


Luma Kopke Schmidt

Merda! Merda! Eu corria para o meu bloco enquanto eu xingava-me mentalmente por demorar tanto para me arrumar. Sirius, provavelmente, iria rir da situação. Peguei meu horário na secretária e sai feito um foguete para a sala 20. Cálculo I, no segundo andar. Ótimo, eu gemi em meus pensamentos, eu iria chegar feito uma maluca que acabou de sair da cama.

Parei em frente a sala e respirei arrumando a minha roupa e depois o cabelo. Abri a porta, estava lotada, exceto por um lugar – o meu, óbvio - ao lado de... Sophie! Sentei-me ao seu lado ofegante pela corrida com obstáculos que acabara de enfrentar. Murmurei um 'oi' que sai um pouco alto, enquanto recuperava o fôlego e ela me deu um beliscão. 'Aiiii' eu gemi.

O professor estava de costas. Alto, cabelos castanhos claros – quase loiros – com um penteado moderno usando gel, um casaco preto e aparentemente um corpo bem feito. Uau, estava quase uma hora atrasada pelo trânsito. Eu achei que as coisas não poderiam piorar, que ingênua.

- Srta Kopke Schmidt, qual é o resultado da questão? – Um segundo depois de eu me sentar o professor continuou de costas, e com sua voz rouca dirigiu a pergunta a mim. Definitivamente, não era meu dia de sorte.

Olhei para o quadro esperando que Merlin me ajudasse a entender, não estava tendo muito sucesso. Eu sentia todos o olhares se voltando para mim. Esse não era o primeiro dia de aula que eu imaginava.

- Ow. – Eu gemi baixinho olhando para a mesa.

- Espero que a Srta já tenha o resultado. – Falou o professor com a voz séria.

- Eu não sei. – Falei com a voz tranquila e em seguida complementei. – Acredito que outra pessoa que esteja há mais tempo que eu seja capaz de responder, Professor. – Olhei para o horário. – Enrico? – Minha voz não saiu como um complemento, e sim de surpresa. 'Enrico Laureano' havia escrito no papel, não podia ser.

- Se a Srta chegasse cedo a aula, talvez pudesse resolver esse exercício. – Ele se virou para a classe, seu olhar estava risonho. – Contudo, uma lista extra compensa o seu atraso. – Ele me entregou sorrindo uma lista com 50 questões. Todos riram e eu gemi.

- Ótimo. – Resmunguei baixinho quando ele voltou a dar aula.

- Oi, Malu. – Sophie sorriu para mim. – Desculpe-me pelo beliscão.

- Tudo bem. – Sorri de volta.

O sinal tocou assim que eu terminei de falar, sinceramente era melhor nem ter entrado. Bufei por ter sido tão desligada e peguei minhas coisas. A turma estava quase toda do lado de fora.

- Vamos, temos aula de estética no quinto andar! – Sophie estava quase na porta.

- Eu já vou indo. Te alcanço em cinco minutos. – Falei fingindo arrumar as coisas.

Me levantei arrastando meu salto preto no chão de mármore claro e passei pela mesa dele e dei um sorriso largo.

- O senhor não me disse que ensinava em Hogwarts. – Falei.

- Nem você que estudava aqui. – Retribuiu com um sorriso lindo. Eu quase desmaiei. – Vamos fazer o seguinte, me chame de você ou Enrico quando não estivermos na aula, ok?

- Tudo bem. – Continuava com um sorriso nos lábios. – Pode me chamar de Luma ou Malu, 'Srta Kopke Schmidt' é assustador.

- Certo. – Ele gargalhou. - Você vai se atrasar para a próxima aula.

- Ah, é. – Dei uma tapa na minha testa. Eu não queria mais 50 questões extras. – Até mais!

Saí correndo.


Lily Evans

Isso era maior que eu pensava, contudo, nada que um mapa tenha resolvido. Sala dois no térreo, iríamos ser apresentados e ter aulas de nivelamento.

Uma senhora de meia idade, alta de cabelos loiros presos em um coque perfeito entrou na sala. Seus olhos eram azuis claros, intensos.

- Bom dia. – Sua voz era alta. A turma fez um coro – Sou Sarah Geller, diretora do curso de Medicina e professora de anatomia de vocês.

- Durante esta semana, os nossos monitores darão uma introdução das matérias desse período. As aulas normais, portanto, iniciam-se na próxima semana.

Haviam dois homens e uma mulher parados ao lado dela. A mulher se parecia muito com a Sra. Geller. Todos os três seriam modelos com a maior facilidade. Me senti um lixo perto deles.

- Estes são Remus John Lupin, Edward Cullen e Cathy Geller. Estudantes, respectivamente: terceiro, sétimo e quarto período.

Cathy Geller, deveria ter 1,75 de altura. Seus cabelos eram loiros, lisos um pouco abaixo do ombro. Seus olhos, ao contrário da mãe, eram verdes. Vestia um jeans claro, all star vermelho acompanhado de uma regata branca. Era muito linda.

Remus tinha os cabelos castanhos escuros ligeiramente compridos e bagunçados, seus olhos eram castanhos escuros. Era alto e não tinha barriga de cerveja. Sorria freneticamente. Jeans, uma pólo vermelha com uma jaqueta jeans combinando com a calça e tênis.

O outro parecia um Deus. Edward Cullen, provavelmente, tinha 1,85. Era albino dos cabelos acobreados que pareciam querer fugir da cabeça. Seus olhos eram topázio. Tinha músculos definidos, mas nada em exagero. Estava vestindo um jeans escuro, um tênis da adidas e um casaco verde musgo. Ele era extremamente sério, frio. Um arrepio percorreu minha espinha quando o meu olhar encontrou seus olhos de gelo.

Então eles começaram a falar revezando de vez em quando.


Amy Meester

Meu bloco era, definitivamente, o mais afastado de todos. Os alunos de Medicina Veterinária que não tinham carros sofriam. É, mas pelo visto todos têm. Eu bufei ao ver o estacionamento, completamente lotado! Dei algumas voltas e nenhuma possibilidade de estacionar o meu Porsche amarelo – a coisa mais linda. Fiquei parada escutando alguma coisa que tocava no meu som, meus pensamentos divagavam no baile de amanhã: roupas; sapatos e a máscara. Essas coisas queimavam os meus neurônios.

Uma buzina estrambolicamente irritante surgiu atrás de mim , um New Beatle preto, meu carro estava atrapalhando os outros carros. Essas pessoas estressadas tão cedo! Resmunguei para mim mesma e acelerei. Estacionei o que me pareceram quilômetros de distância. Certamente, eu deveria chegar mais cedo amanhã, pois com a minha sorte invejável, eu posso ter que estacionar na guarita principal.


Emily Benson

Já estávamos na segunda aula seguida de direito constitucional, a aula estava super "animada", para não dizer um funeral. James e eu, como sempre, estávamos sentados nas últimas cadeiras. Agente conseguia se divertir até em aulas como essas, mas, definitivamente, hoje não era o caso.

James estava com um mau humor perceptível até em Plutão. Largado na cadeira, com a mão direita segurando o queixo enquanto a outra mexia distraidamente no lápis. Peguei uma borracha e atirei na cabeça dele.

- Ai! – Fez uma careta e eu sorri.

Peguei um pedaço de folha e escrevi 'O que diabos você tem?' e coloquei sob sua mesa. Ele entrouxou a cara e pegou o lápis e respondeu brevemente.

'Nada'. Foi a resposta que ele me deu. Olhei para James cerrando os olhos ele deu os ombros.


Luma Kopke Schmidt

Corri um pouco e consegui alcançar Sophie. Fomos caminhando juntas para nossa aula de estética. Eu já a conhecia desde pequena, seu pai também era embaixador, porém, da Suécia.

Sophie Kunzler tinha 1.55 de altura e pele morena clara. Corpo de uma pessoa normal, nem esquelética tão pouco acima do peso. Seus cabelos eram incrivelmente lisos um pouco abaixo do ombro, seus olhos eram chocolate. Sophie estudou conosco quando éramos pequenas.

- Tudo bem Sophie? – Sorri.

- Sim, estou bem e você?

- Bem também. Não sabia que você iria estudar aqui, muito menos no mesmo curso que eu.

- Foi algo de última hora. – Ela sorriu. – Malu, você é louca?

- Eiii! – Fiz uma careta. – O que eu fiz desta vez?

- A hora que você entrou na sala, tipo você deveria ter ficado do lado de fora.

- Ahhh. – Eu gargalhei. – Não prestei atenção a este detalhe.

Ela revirou os olhos. Sentamos em cadeiras juntas no meio da sala, ela começou a retirar o seu material da bolsa e eu fiz o mesmo.

- Onde você está morando? – Perguntou enquanto fuçava freneticamente na bolsa atrás de alguma coisa.

- Ah, com Lily e Amy, dividimos um apartamento aqui perto. – Eu olhava minhas unhas. – E você?

- Com minha tia e meus primos. – Fez uma careta.

- Mmm, parece legal morar com primos. – Sorri. – Eu não tenho primos.

- Definitivamente, não é. – riu sem graça.

- Sorry. Animada para o natal deste ano?

- No way. – Ela fez uma careta. – É o ápice do sem graça, sabe suicídio social. – Nós gargalhamos.

- Olá, com licença, posso sentar com vocês? – Uma voz nos interrompeu.

Um homem alto e pele clara estava parado ao nosso lado. Cabelos loiros cheios de gel para sustentar o topete. Seus olhos eram azuis vibrantes. Vestia um terno cinza com riscos claros, camisa preta e uma gravata cinza com preta. Ele sorriu.

- Sou Damian Coller. – Estendeu a mão. Sophie e eu nos entreolhamos e apertamos a mão dele.

- Sophie Kunzler. – Disse educadamente. – Um prazer em conhecê-lo.

- Ah, eu sou Luma Kopke Schmidt, mas pode me chamar de Malu. – Sorri.

- Bom dia classe. – Uma senhora baixinha que deveria ter uns 65 anos cumprimentou a turma.


Isabela Benson

Sentada no fundo da sala completamente deslocada, mas eu iria mudar essa situação. Na primeira fila havia duas meninas muito bem vestidas.

A loira mexia em seu cabelo sedoso, trajava um vestido de seda com a estampa florida e um scarpin preto, um lenço rosa estava amarrado em seu pescoço. Já a morena usava uma calça justa de tom claro com uma blusa morcego preta, salto amarelo berrante. Elas conversavam e sorriam bastante.

Sai do fim da sala arrastando a minha plataforma caramelo e rezando para não tropeçar na barra do vestido creme tomara que caia que estava vestindo. Dei um sorriso largo e comecei a falar.

- Olá, sou Isabela Benson, posso me juntar a vocês?

Elas me analisaram de cima a baixo, se entreolharam e deram os ombros. Eu estava nervosa, não gostava de me socializar.

- Tudo bem. – A morena falou. – Bellatrix Black. – Não era possível.

- Narcisa Black, prazer. – A loira deu um sorriso falso.

Sentei-me ao lado de Narcisa, tímida, elas continuavam me analisando. Fiquei muito agradecida por a aula começar, a atenção delas foi desviada para a frente. Suspirei aliviada.


Luma Kopke Schmidt

Damian era extremamente simpático, um doce de pessoas. Cochichávamos baixinho fazendo comentários bestas sobre a aula. Minha borracha caiu no chão, quando eu me levantei uma moça jovem havia se materializado na porta.

Cabelos negros presos em um coque, usava o uniforme dos funcionários de Hogwarts. Uma saia longa preta, camisa branca e um terninho preto com o brasão sob o peito esquerdo, um lenço nas cores amarela, vermelha, verde e azul envolviam seu pescoço. Ela olhava para um pedaço pequeno de papel, após parecer ter a certeza do que iria falar ela se pronunciou.

- Srta. Kopke Schmidt, por favor, me acompanhe.

Eu gelei, todos os olhares, novamente, se voltavam para a mim. Eu odeio ser o centro das atenções. Levantei-me com uma expressão vazia e sai fazendo barulho com o meu salto.

Eu me recusava a acreditar que em menos de uma hora em Hogwarts eu já estava encrencada. Eu não havia feito nada de errado, recentemente, além de chegar atrasada. Enrico filho de uma mãe, certamente tinha me dedurado! Nem foi tanto tempo assim! Eu provavelmente estava com uma cara bizarra, pois a mulher não parava de olhar para mim. Eu estava me contorcendo de ódio.

- A primeira sala a esquerda. – Informou-me depois de uma longa caminhada com uma voz gentil.

Eu não respondi, provavelmente minha resposta seria um 'vá se ferrar' ou coisa pior. Caminhei até a sala, girei a maçaneta e abri a porta e em seguida exclamei:

- Pai!? – Eu estava horrorizada, eu estava com mais problemas que eu supunha.

- Olá querida. – Sua voz era calma. – Tudo bem?

- Er... claro, eu acho. – Estava realmente confusa. – Olha eu não me atrasei porque eu quis, eu não tenho carro lembra? E eu não respondi a pergunta porque eu realmente não sabia. – Era melhor ser objetiva. Os dois gargalharam. – Que foi? – Ergui uma sobrancelha.

- Querida, não fui chamado por Dumbledore, vim por vontade própria.

- O senhor por acaso é mãe Diná para prever que eu estava encrencada? – Fiz uma careta. – É?

- Não, estou aqui para tratar da sua segurança. – Seu rosto estava sério.

- Segurança? – Fiz outra careta.

- Sim, já estou a par dos acontecimentos de ontem.

- Duas traíras. – Resmunguei baixinho e me sentei na cadeira de couro preto. – Não foi nada, como veem estou perfeitamente bem. – Dei um sorriso largo.

Eles me ignoraram completamente. Começaram a conversar sobre o que ser "melhor" para mim. Motorista para ir e para voltar –nada de sair andando - andar com dois seguranças colados, mas dois seguranças no bloco. Era melhor ser banida da sociedade. Eu me contorcia na cadeira enquanto eles decidiam a minha vida social.

- Posso contar com você Dumbledore?

- Claro.

Os dois se cumprimentaram, eu dei um sorrisinho falso e sai com meu pai. Quando já estávamos no corredor bem afastado da diretoria. Eu finalmente abri a boca.

- Muito obrigada por estragar minha vida social daqui para frente e por estragar o meu primeiro dia de aula. – Falei sarcástica e ele me encarou.

- É para o seu bem. – Minha cara amarrou. – Você não entende hoje, mas um dia irá.

- Arrã. – Resmunguei e acelerei.

- Onde você vai? – Perguntou incrédulo.

- Voltar para a aula? – Fiz uma cara 'isso não é óbvio?'

- Vou te levar ao médico. Tem um curativo na sua testa e eu preciso se você não sofreu nenhum dano.

- Eu estou bem, não bati a cabeça ou coisa assim, isso. – apontei para a testa. – Foi andando de patins.

- Você não é médica. – Alegou.

- Te vejo depois. – Amarrei a cara e fui caminhando para a sala.

- Pego você para almoçar.

- Tá. Eu bufei e continuei me arrastando para a sala de aula.


Sirius Black

Cinco... Quatro... Três... Dois... Um. E, finalmente, o sinal tocou. Sai da sala para o intervalo, desci do sétimo andar em direção a lanchonete, provavelmente eu poderia comer um elefante.

Estava procurando um banco para me sentar quando senti dois braços me envolvendo pela cintura. Com o hálito quente ela sussurrou no meu ouvido.

- Oi Sirius! – Era Isabela. Eu respirei fundo e virei-me.

- Olá, Isabela.

- Tudo bem? – Sorria.

- Sim e com você? – Ela me largou.

- Bem, você viajou e nem me disse! – Eu fiz uma careta, eu deveria ter dito?

Eu não me dei ao trabalho de responder, eu não devia satisfações a ela desse jeito, mas seria muito rude dizer isso. Meus olhos revistaram o lugar uma imagem pequena e tão conhecida se 'materializou' na lanchonete com um copo de suco, era Luma, a desculpa perfeita para me livrar de interrogatórios desnecessários.

- Me dá licença, preciso resolver algumas coisas.

- Ei! Eu estou falando com você! – Reclamou, mas eu já estava longe demais.

Segurava seu suco e estava sintonizada em outra galáxia. Sentei-me ao seu lado e a cutuquei de leve, trazendo-a para a terra. Ela balançou a cabeça – provavelmente espantando seus pensamentos – e deu um largo sorriso.

- Oi!

- Oi, Luma.

- Malu, por favor. – Pediu.

- Tudo bem, Malu, como você está? – perguntei olhando para ela.

- Bem, mais uma vez, obrigada por ontem. – continuava sorrindo, feito um anjo.

- Ah, não foi nada, fico aliviado em saber que você está bem. – Agora eu estava sorrindo também. – E ai, como está sendo o seu primeiro dia de aula, caloura? Olhe, cuidado com veteranos que passam informações erradas. – Ela gargalhou.

- Não era exatamente como eu planejava, mas não está ruim. – Deu os ombros. – Ah, eu não caio em conversa de veterano. – Revirou os olhos.

- Que bom, suas chances de se perder são bem menores. – Pausei. – E quanto ao baile?

- O que tem ele? – Ergueu uma sobrancelha e bebeu um pouco do suco.

- Quero dizer, você pretende ir a ele? – Completei o que ela deveria ter entendido.

- Ah, é isso. – Fez uma careta e encarou seus sapatos. - Eu não vou, essas coisas não são a minha cara.

- Mmmmm. – Fiz um som indecifrável. – Você realmente deveria ir. – Na verdade, isso deveria ter sido um "eu realmente espero que você vá", mas eu me contive a isto.

- Bem, quem sabe não me dá uma louca e eu vou, provavelmente vocês verão um dilúvio atingir Chicago, mas eu vou pensar no caso.

- Ótimo. – Sorri. – Se você precisar de ajuda, sabe, com a dança, eu posso te ensinar a dançar, modéstia parte, eu sou um pé de valsa. – Ela gargalhou. – Quê? Eu sou mesmo.

- Acredito que como um pé de valsa você vai precisar de um pé amanhã para dançar, não vou estragar sua noite espatifando-os.

- Você mente muito mal. – Revirei os olhos. – Aposto que você sabe, mas, sei lá, tem vergonha ou ainda não se descobriu.

- Ah.. – Ela corou. – Eu realmente não sei, qualquer dia desses eu te mostro.

- Eu vou cobrar. – Sorri e me levantei. – Eu preciso resolver algumas coisas, te vejo por ai. – Beijei sua testa e sai.


Isabela Benson

Eu estava em estado de choque, paralisada no meio de vários alunos encarando a cena que se descrevia em minha frente. Ele havia me abandonado para falar com o protótipo de manequim de loja de grife da minha sala! A esnobe que chegava atrasada e já causava o reboliço em menos de duas horas. Fechei o meu punho, provavelmente, eu daria um soco em alguém.

- Hei, está tudo bem? – Uma voz conhecida me chamou, era Narcisa.

- Estou sim. – Menti.

- O que você está olhando? – Bellatrix foi objetiva. Ela acompanhou o meu olhar, Sirius e a outrazinha conversando. – Ah, tão cedo e já se rendeu aos encantos do meu queridozinho primo? – Primo? Eles eram realmente primos?

- Sirius é seu primo? – Perguntei para confirmar.

- Sim. – Disse indiferente dando os ombros. – Quer um conselho? Não se iluda.

Isso foi um verdadeiro balde de água fria


James Potter

Sentados no gramado, apreciando os raios solares. Emily e eu costumávamos fazer isso nos intervalos. Não tinham saias longas com tecidos estampados, nem blusas enormes brancas ou óculos coloridos e cabelos desgrenhados. Não dávamos tragos, mas tínhamos o nosso lado hippie de ser.

Emily balançava o pé – eu tique nervoso. Ela estava me pressionando bastante naquela manhã. Ela suspirou, era um misto de tédio e fúria. Eu ignorei isto, continuei 'lendo' a minha revista, talvez, uma hora ela cansasse. Ou não...

- Você vai contar ou não!? – perguntou impaciente.

- Contar o quê? – Fiz-me de desentendido, às vezes, isso funcionava.

- Imbecil! – Buscou mais ar, tentando se acalmar. – Eu quero saber porque você está assim, parecendo um riquinho deserdado.

- Ah... – Eu pensei um pouco, eu podia contar com ela. – É Sirius.

- O que tem ele? – fez uma careta. – Ah, me deixa adivinhar... vocês brigaram por uma garota, certo?

- Errr... – Desta vez eu fiz uma careta. – Como você sabe?

- Homens são tão previsíveis, principalmente vocês dois.

- Você faz um juízo tão baixo de nossas pessoas. – Amarrei a cara.

- Ow. – Revirou os olhos. – Mas exatamente o que aconteceu?

Eu expliquei tudo, ela não me interrompeu, foi um longo monologo de reclamações. Quando conclui, ela passou a mão nos cabelos e olhou para o céu depois olhando para mim.

- Você deveria acreditar nele.

- Quê? Você está defendendo-o?! – Estava incrédulo.

- Sim. – Deu os ombros. – Vocês são melhores amigos, o Sirius gosta muito de você, eu realmente não acredito que ele tenha feito isso com você, caso fosse outra pessoa eu não teria tanta certeza.

Fiz uma careta. É, talvez ela estivesse certa.


N/A: Oiiiiie!

ah, eu postei :) desculpem a demora, mas eu estava com problemas nos arquivos, espero regularizar isso logo.

queria agradecer a todas as reviews que eu recebi esta semana, fiquei muito feliz. como eu já disse, elas sao muito importantes.

um abraço para as leitoras: 3 L´s, Barbara Malfoy Cullen, Bellah, L. Fernii, Debora Souza, Dora Zeferino, eu, Fernanda, Lizzie Bowen, Danielle Malfoy Black.

próximo post assim que as reviews forem chegando no meu email, não custa nada deixar e fazer uma autora feliz. como da última vez, pelo menos 10.

beijos

Jess