Capítulo 8 – Se não lembro, não fiz.
Enrico Laureano
Era errado, tão inadequado, tão tentador, tão bom. Era tão absurdo eu estar beijando uma menina dez anos mais nova que eu, minha aluna. Muito pior, eu estava apaixonado por ela. Tão meiga, doce, divertida. Parecia-me um anjo, mesmo assim, ainda era errado.
Eu separei meus lábios do dela. Mil coisas passaram por minha cabeça... Seus pais, Dumbledore, conselho de professores, os alunos. Seria alvo de tantas criticas, talvez isso afetasse a carreira dela.
- Isso é tão errado... – Eu suspirei.
- O quê? Você me beijar? - Ergueu uma sobrancelha.
- Exato. Luma, olhe para a minha idade e a sua. São dez anos, eu sou seu professor, você acha isso certo?
- Não estamos em Hogwarts. E, além do mais, eu tenho dezessete anos. Não vejo problema algum em nos beijarmos.
- O problema não é exatamente este. – Era melhor ser sincero desde o principio. – Eu estou apaixonado por você, eu não quero ficar com você só hoje.
- Sinceramente, eu não vejo qual a complicação. – Ela suspirou.
- Mas...
- Sem 'mas'.
Ela não me permitiu concluir e me puxou para um beijo, desta vez mais intenso, ousado. Não sei por quanto tempo mais ficamos juntos, entre beijos e uma conversa divertida. Luma, às vezes, não parecia ter a idade que tinha, isso só me deixava cada vez mais fascinado.
As quatro da manhã eu me ofereci para levá-la em casa. Aceitou, afinal, não tinha carro. Fomos conversando sobre algumas besteiras e coisas sobre o curso. Ela me fez esquecer completamente meus pensamentos sobre nossas diferenças, ela me fazia achar que não era tão inadequado. Despedimo-nos com um beijo longo, calmo e ela entrou em seu prédio. Que garota apaixonante.
Amy Meester
Cheguei em casa exausta, largando meus sapatos em qualquer lugar da casa e fui para meu quarto. 'Que bela merda eu fiz na parede' Eu pensei quando liguei a lâmpada. Eu iria chamar alguém para consertar aquilo.
Eu estava completamente sem sono, deitar na cama agora seria altamente frustrante já que eu nao conseguiria dormir mesmo estando cansada. Resolvi tomar um banho e procurar na lista telefônica algum lugar que entregasse comida japonesa ou chinesa em casa, minha criação de lombrigas começava a gritar dentro de mim.
Demorei bastante. Lavei os cabelos com meus produtos prediletos, vesti um pijama e fui para a sala ver TV e, como sempre, não encontrei nada que me agradasse. Peguei o telefone e fiz o pedido. A maçaneta da porta começou a rodar, certamente seria Lily.
- Malu? – Eu fiz uma careta. – Você não ficaria em casa?
- Oi, Amy. – Ela tirou o salto de doze centímetros. – Bem, eu realmente não ia, mas Sirius acabou me convencendo a ir.
- Ah, o Sirius é? – Eu fiz uma cara estranha, algo parecido com 'ahá, eu sabia'. – Suponho que vocês ficaram.
- Não. Eu dancei com ele, mas eu sai para pegar uma bebida e depois ele tinha sumido. – Ela deu os ombros. – Mas...
- Mas o quê? – Odiava a palavra 'mas', sempre me deixava curiosa.
- Onde está Lily?
- Não chegou. – Respondi.
- Bem, mas eu fiquei com meu professor de cálculo.
- Com quem!? – Eu saltei do sofá.
- Meu professor de cálculo. – Ela repetiu. – Ele é uma graça. Lembra do carinha que eu conheci no aeroporto e que pegou o mesmo vôo que nós?
- Bem. – Tentei lembrar. – Sim, mentira que ele é seu professor.
- Verdade, verdadeira. –Ela deu os ombros. – Como foi o baile?
- Ótimo, conheci um garoto chamado Peter, passamos a noite inteira mangando das pessoas. – Eu ri.
- Você não presta. – Revirou os olhos. – Vou tomar banho.
Sirius Black
Que dor de cabeça infeliz. Eu sabia, eu sabia que não deveria ter bebido aquilo. Malditas fadas verdes! Revirei-me na cama nem um pouco conhecida. Senti a cabeça doer um pouco mais e um peso sob meu tórax se moveu.
Abri os olhos e me deparei em um lugar completamente estranho. Cortinas rosa, bichos de pelúcia e uma foto ao lado da cama: Emily e Isabela. Espera ai, eu estou sem roupa. Ah, certamente, isso não acabaria bem.
- Oi, querido. – Ela sorriu. – Como você está?
- O que aconteceu, o que eu estou fazendo aqui?
- O quê? – Ergueu uma sobrancelha.
- Entre nós, quero saber porque eu vim parar aqui.
- Você não se lembra da nossa noite maravilhosa? – Perguntou desapontada. Definitivamente, isso daria em merda.
- Não, eu não me lembro de absolutamente nada.- Respondi. – Quer dizer, só da festa e depois eu apaguei.
- Como assim você não lembra? – Estava prestes a chorar.
- Merda, nós transamos? – Saiu sem querer.
- Claro que sim seu idiota! – Ela estava histérica. – Por sinal, foi a melhor que eu já tive. – Ela começou a acariciar meu peitoral.
Não podia ser possível. Era inacreditável. Fechei os olhos e tentei recuperar algo em minha memória, mas a única coisa que consegui foi minha cabeça doer mais. Nenhuma lembrança, não fazia sentido.
- Como eu cheguei aqui? – Eu me sentei.
- No seu carro, você veio dirigindo.
- Eu? – Tomei um susto. – Meu carro está inteiro?
- Claro. – Ela riu. – Não seja tolo, você estava sóbrio, aliás, eu não entendo porque você está fingindo que não houve nada entre nós na noite passada.
- Não, eu não estava sóbrio. – Levantei-me e peguei minha roupa e comecei a vesti-la. - E eu não lembro da noite passada.
- Aonde você vai?
- Para casa. – Informei terminando de colocar a calça do smoking.
- Você transa comigo e simplesmente vai embora como se eu fosse uma garota de programa? – perguntou incrédula.
- Não houve nada entre nós. Quando eu bebo, por mais deplorável que seja o meu estado no outro dia, eu sempre lembro do que fiz.- Eu parei um pouco e minha mente estava clareando mais. – Certo, eu me lembro de você dirigindo o meu carro, você me trazendo até o seu quarto e só. Então se eu não lembro, eu não fiz, portanto, esqueça, eu não transei com você.
- Você é um imbecil, então o que você pensa que é isso? – Ela me mostrou uma marca vermelha em seu pescoço. – Eu fiz sozinha?
- Talvez, mas eu não fui eu.
Dei os ombros e peguei a gravata, a parte superior do smoking e a chave do carro que estava ao lado da cama e desci as escadas com cuidado. Minha cabeça iria explodir a qualquer momento.
- Sirius Black, volte aqui! – Ela atirou uma sandália em direção as escadas, por sorte, eu desviei.
- Oi, Emily. – Saudei quando cheguei a sala. – Se importa de me acompanhar até o carro?
- Claro que não. – Pegou o roupão de cetim e colocou sob o pijama e me acompanhou.
- Não sei o que aconteceu na noite passada. Sua irmã acha que nós dormimos juntos, mas eu tenho certeza que eu não fiz isso, apesar de não lembrar.
- Complicado, eu não sei dizer o que houve entre vocês.
- Isso é tão confuso.
- Você bebeu demais, sua cara está um horror.
- É, eu sei. Malditas fadas verdes.
- Bem, se vocês transaram ou não, relaxa, ok? Isso não quer dizer que você tenha que pedi-la em namoro ou casamento. Ela irá entender, ao menos eu espero.
- Eu também. – Passei a mão nos cabelos.
Lily Evans
Para muitos, era falta de escrúpulos que eu houvesse dormido com um garoto que eu acabara de conhecer. Eu normalmente criticava, mas certamente porque eu jamais havia sentido o que eu senti hoje.
Foi como se eu o conhecesse de uma longa data, éramos tão íntimos. Parecia absurdo eu confessar para mim: 'eu estava apaixonada por James Potter'. Minha parte racional, não queria aceitar.
Eu jamais se quer vira seu rosto, conhecera sua família, seus hábitos, seus gostos, mas era como se eu soubesse tudo isso. Eu não sabia nada, mas ao mesmo tempo sabia de tudo. A única coisa que eu tinha ciência era sobre sua pele, seus lábios, seu cabelo macio, sua voz rouca. Oh, que sedutor.
Eu virei-me na cama e me espreguicei, mantendo os olhos fechados por causa da claridade. James se moveu também e começou a acariciar meu cabelo
- Sabe, Lily, você é incrível.
- Você também.
- Parece bobo, mas estou apaixonado por você.
- Incrivelmente, mas eu também. – Dei um sorrisinho.
- Ei, quer namorar comigo? – Oh, por essa eu não esperava.
- Sim. – Eu continuava abraçada, sem olhar para ele.
- Sério?
- Sério. – Eu virei-me para olhá-lo. Não podia ser!
- Sua maníaca do volante! – Ele deu um pinote da cama e enrolou-se nos lençóis.
- Ah não, eu não acredito! Você... – Eu considerei falar adjetivos positivos, mas resolvi usar da mesma qualidade que ele. – O motorista arrogante!
- Como que a minha Lily, pode ser você? – Ele falava alto. – Saia deste corpo, Lily você está ai?
- Não seja idiota! – Eu gritei e peguei minha roupa.
- Como você entrou no meu apartamento, sua psicopata?
- Ah, cala a boca. – Terminei de vestir o vestido.
- Eu nunca mais quero te ver na minha vida! – Ele estava alterado.
- Ótimo, eu digo o mesmo! – Bati a porta do apartamento dele.
- Você também.
- E CUIDADO COM OS POSTES, A CIDADE AINDA PRECISA DELES! – Ele abriu a porta.
- Certamente eu os deixarei, ao contrario de você!
Fiquei esperando o elevador, esse lugar era tão parecido com o meu prédio. Ignorei, certamente era a raiva. James continuava parado na porta falando coisas, bloqueei isso da minha mente. Desci e me encaminhei para a garagem era a mesma garagem... 'Ah, merda!' Dei meia volta e subi.
James Potter
Abri a porta que ela acabara de bater e fiquei falando milhões de coisas enquanto ela esperava o elevador. Fez-se um plin e ela entrou. Que coisa espetacular, a minha Lily tinha que ser aquela maníaca? Oh, que sorte. Bufei e fiquei olhando para o vazio, ainda enrolado nos lençóis. Uma cena patética para qualquer expectador.
Pensando bem, era ridículo todo aquele meu escândalo. Eu deveria cometer suicido por ser tão imbecil. Revirei os olhos e o elevador fez outro plin. Era Lily.
- Você? – Perguntei surpreso, não em tom de briga.
- É, eu mesma. – Resmungou. – Acabei de descobrir que eu moro aqui.
- Mora? – Ergui uma sobrancelha.
- É. – Ela procurava a chave certa.
- Lily... – Fui me aproximando.
- Eu estou ocupada, Potter, não viu?
- Lily...
Eu já estava ao seu lado a puxei pela cintura e a beijei, ela tentou resistir, mas depois cedeu. Ficamos por não sei quanto tempo ali no hall do último andar nos beijando. Quando nos separamos eu dei um sorriso e perguntei.
- Então, ainda estamos namorando?
- Bem. – Ela considerou. – Por mim, sim.
- Ótimo! – Dei-lhe outro beijo.
- Eu vou entrar, estou cansada. – Bocejou. – Bem, eu acho que você deveria ir vestir uma roupa.
- Ah, é verdade.
nota da autora:
oiiie gente! sim, eu postei, me desculpem se eu demorei, mas eu estou simplesmente pirando. é as aulas da faculdade ainda nao começaram, mas eu, como sempre, tenho milhares de coisas para fazer. tenho espetaculo em agosto e setembro, estou ensaiando feito louca todos os dias, várias horas por dia (tarde e noite). isso é muito desgastante. sem contar que pela manhã tenho o curso do autocad, já que vou pagar essa matéria na facul, e lá é apenas supercial, tô adiantando logo. gente, é tão bom fazer projeto! *.*
vou postar em breve, à medida que as reviews forem invadindo minha caixa de email. por favor, não custa nada. estou aberta para criticas, sugestoes, enfim, falem o que acham, é muito importante mesmo.
Esse capítulo, para variar, nao foi betado, estou com divergencia de horarios com minha beta, acredito que sábado eu encontre com ela para combinarmos uma horinha para ela dar uma revisada, portanto, me perdoem pela perolas, estou com uma puta crise alergica (para variar_
Sim, eu recebi alguns comentários que a fic estava muito voltada para L/S. gente, desculpa, mas é que eu adoro narrar com eles, mas nao se preocupem, em breve, terá mais L/J, não vai ser logo, pois os capitulos já estao encaminhados, dai nao dá para voltar atrás, mas estourando em 3 capitulos, Lily e o Jayminho vem com tudo!
Então, agradecendo as reviews de: Juuh Malfoy, MandiiinhaCerqueira, Bellah, Fernanda, Ferniii, Barbara Malfoy Cullen.
muito obrigada mesmo :)
apareço em breve.
já sabem, deixem sua review!
beijos,
Jess
