Capítulo 9 – Jantar
N/A:
Post comemorativo: NIVER DA BAH
Remus Lupin
O baile havia sido bem divertido. Passei boa parte do tempo conversando, dançando, rindo e, obviamente, namorando Emily. Eu não tinha encontrado com nenhum dos meninos, apenas Sirius prestes a ter uma coleira presa em seu pescoço. Eu ri com esse pensamento.
Cheguei ao apartamento cedo, já que Emily ia voltar com o carro dela. Não dormi, tomei banho e fiquei enrolando na cama. Escutei uma discussão no quarto de hospedes. Era James e alguém de voz conhecida ou, pelo menos, eu acreditava que conhecia. Peter estava adormecido na cama de baixo. Quando não havia mais gritos, eu fui para a sala.
Cena que realmente eu preferia não ver. James sentado no sofá enrolado no lençol. Fiz uma careta e limpei a garganta.
- Oi – ele disse voador.
- Perdi alguma coisa?
- Estou namorando – James respondeu ainda com um olhar estranho.
- E suponho que vocês já tiveram a primeira briga de casal.
- Exato.
- Sim, mas desde quando você está namorando? – Eu estava confuso, não lembrava dele ter mencionado recentemente nada sobre nenhuma garota .
- Desde hoje.
- Ow – Eu abri a boca. Tão rápido assim? – Legal, com quem?
- Lily Evans.
- Ah, sério? – Eu parecia uma velha fofoqueira. – Eu a conheço!
- De onde?
- Hogwarts. – Respondi.
- Ah é, ela faz medicina.
A porta abriu-se, era Sirius. A parte preta do smoking na mão, a gravata solta e a roupa e cabelos bagunçados. Sua cara estava péssima, não que fosse algo extraordinário.
- Você está horrível! – James comentou.
- Olha só quem fala – Sirius resmungou.
- Aconteceu alguma coisa? – Eu quis saber.
- Que eu me lembre não – deu os ombros e se largou no sofá. – Que dor de cabeça infeliz.
- Trate de melhorar, vou chamar a minha namorada para jantar aqui com suas amigas.
- Então convidarei Emily e Isabela - eu informei.
- Ah, ótimo, problemas. – Sirius gemeu no sofá.
- Aconteceu alguma coisa? – Perguntei de novo, não me lembrava de já ter sido curioso em toda a minha vida.
- Aquela maluca acha que agente transou – ele fez um movimento brusco e resmungou colocando as mãos na cabeça. – Vou tomar banho e dormir.
- Temos aula à tarde, não se esqueça. – James informou.
- Ah, claro, já estou nela.
Lily Evans
Eu estava super abobada com o que acabara de acontecer. Girei a maçaneta e abri a porta, Amy estava sentada.
- Você não deveria estar dormindo? – perguntei. – Temos aula hoje.
- Ah, eu não vou - ela sorriu.
- Por quê?
- Sei lá – deu de ombros. – Talvez eu vá, mas, por hora, eu não tenho vontade.
- Você é estranha – eu revirei os olhos. – Vou tomar banho.
- Olá pessoas! – Malu apareceu na sala, vestida em um roupão e secando os cabelos.
- Você está acordada, a esta hora? – Perguntei incrédula, ela me encarou sentindo-se ofendida.
- Eu não dormi – ela resmungou. – Eu fui ao baile de máscaras.
- Foi? – Minha cara deveria ser algo extraordinariamente bizarra. Amy começou a rir.
- É, eu fui. – Ela abaixou a cabeça e enrolou os cabelos na toalha.
- Fala pra ela com você ficou, Malu. – Amy segurou o risinho.
- Quanta maturidade, Amy – amarrou a cara.
- Com quem você ficou? – Eu perguntei, eu estava muito curiosa.
- Enrico. – Ela falou simplesmente.
- Bem, agora você diz o que ele é seu – Amy riu, eu perdi alguma coisa.
- Amy! – Repreendeu-a e ficou vermelha de raiva, isso fez Amy rir mais ainda.
- Ei, eu quero saber!- Protestei, odiava ficar sobrando.
- Enrico é meu professor de cálculo. – Ela resmungou.
- Como assim? – Eu estava boquiaberta.
- Ah, eu não vou explicar de novo. – Malu fez uma careta.
- Caramba Malu! – Eu me sentei no sofá ao lado de Amy. – Tenho uma novidade.
- Qual? – Malu e Amy se sentaram eretas, esperando por uma boa fofoca. Elas não mudavam. – Estou namorando!
- Ãhn? – As duas pararam. – Como assim? – Amy se pronunciou.
- Namorando. – Eu estava me divertindo com as caras delas.
- Do verbo namorar? – Malu tentava processar, eu concordei. – Desde quando?
- Não tem nem uma hora.
- Deus, com quem? – Amy dirigiu-se a mim.
- James Potter. – Eu sorri, sua figura veio em minha mente.
- James, o vizinho?
- Sim. – Eu ergui uma sobrancelha. – Conhece, Malu?
- Sim. Foi o carinha que eu fiquei assim que cheguei aqui, mas não se preocupe, eu não gosto dele. – Informou.
- Tudo bem. – Ela parecia sincera. – Vou tomar banho e dormir, eu vou para as minhas palestras ou aulas hoje a tarde e vocês duas deveriam fazer o mesmo.
As duas se entreolharam e fizeram caretas. Eu revirei os olhos e fui tomar banho.
James Potter
- Temos aula à tarde, não se esqueça. – Informei.
- Ah, já estou nela. – Sirius resmungou e se encaminhou para o quarto.
Eu o acompanhei em silencio até o nosso dormitório e fechei a porta. Ele largou-se na cama e gemeu, levando as mãos à cabeça.
- Que porre, hein? – Eu puxei assunto.
- Por favor, não comece com sermões, espere até eu estar normal.
- Curiosidade... – Pensei. – Como você dirigiu até aqui?
- Bem, isso não é tão curioso prá mim, dirijo muito bem, isso é fato. – Ele se remexeu.
- Você não vai a aula, certo? - Ignorei a modéstia dele.
- Corretíssimo.
- Bem, se importa de quando melhorar, pensar e pedir algo para o jantar?
- Não se preocupe. – Sirius arrumou o travesseiro. – Eu mesmo faço.
- Mas você está um moribundo. – Eu informei o que ele deveria ter ciência.
- Ah, você realmente acha que eu vou perder a oportunidade de colocar veneno na comida da Isabela? – Ele me olhou incrédulo, eu amarrei a cara.
- Sirius...
- É sério, ela tentou abusar sexualmente de mim, uma criança indefesa! – Ele cruzou os braços e soltou um 'aiiii'.
- Você uma criança indefesa abusada sexualmente? – Rolei os olhos e prendi o risinho. – Que piada.
- Eu estou falando sério. – Amarrou a cara também. – Bem, mas não se preocupe com o jantar.
- Obrigado.
- Não disponha.
Luma Schmidt
Milagrosamente eu não estava com tanto sono. Tirei um cochilo razoável e antes do almoço eu já estava com minha carga completa. Não tinha muito que fazer, mas certamente eu não apareceria em Hogwarts.
Resolvi ir arrumar meu quarto, apesar de não estar uma bagunça, seria uma boa ocupação. Eu realmente não tinha o que fazer.
Comecei tirando as roupas e organizando-as impecavelmente. Depois organizei todas as várias caixas de sapatos e as outras coisas. Ficar ali estava me deixando com tédio.
Vesti um jeans básico e uma camisa vermelha com mangas de decote em V e um salto alto preto. Peguei a carteira e coloquei dentro de uma bolsa preta e fiz coque malfeito nos cabelos. Eu iria fazer compras.
Deixei um bilhete sob a mesa da cozinha e desci para pegar um taxi, não ter carro era algo muito irritante. Revirei os olhos e fui abrir a porta.
- Oi James. – Eu dei um sorriso, certamente ele iria bater na porta.
- Ah, oi Luma. – Deu um sorriso estranho.
- Malu, por favor. – Pedi. – Vou chamar a Lily, pode entrar.
Informei e girei os calcanhares tomando o rumo do quarto da ruiva original. Abri a porta cuidadosamente, ela estava deitada.
- Lily? – chamei baixinho.
- Oi.
- Está acordada? – perguntei entrando no quarto.
- Não, estou te respondendo por telepatia.
- Besta. – Fiz uma careta. – Seu namorado está na sala.
- Quem? – Ela sentou-se de imediato.
- James. – Repeti. – Eu vou fazer compras, quer algo da rua?
- Não, não obrigada. – Balançou a cabeça e olhou para o relógio.
- Então tá. – Dei de ombros e sai do quarto. Passei pela sala e ele estava sentado como se estivesse com um cabo de vassoura nas costas, tentei não rir. – Lily já vem.
- Obrigado.
Fechei a porta e fiquei esperando o elevador. Quando estava na portaria pedi para chamarem um táxi para mim.
James Potter
Foi bastante constrangedor encontrar com Luma. Era muito estranho namorar com a melhor amiga da minha ex-ficante. Revirei os olhos, eu gostava de Lily, realmente gostava.
Era uma sala bastante agradável. Quem quer que tenha decorado tem muito bom gosto. Talvez, precisássemos de alguém para ver nosso apartamento.
Não demorou muito até que Lily fosse para a sala. Estava meio sonolenta e de pijamas, sentou-se ao meu lado e me cumprimentou com um beijo rápido.
- Oi. – Deu um sorriso. – Como dormiu?
- Oi. – Aquela situação era estranha. – Bem, e você? – Daí eu ri. – Até eu te acordar.
- Bem. – Gargalhou.
- Não vai para aula? – perguntei.
- Sim.
- Sim, não vai ou sim, vai? – Fiquei confuso.
- Sim, eu vou.
- Penso que você deveria se apressar.
- É, eu sei. – largou-se no sofá com preguiça.
- Vamos, te dou uma carona.
- Mas eu dirijo melhor. – Prendeu um risinho. – Certo, prometo não demorar.
- Ah, Lily, que tal um jantar lá em casa hoje? – Perguntei. – Meus amigos e agregadas, suas amigas e agregados, você e eu.
- Por mim tudo bem. – Deu um sorriso largo. – Vou me arrumar.
Sirius BlackEu escutava aquela musica de abertura do two and a half man em algum lugar do meu quarto. Merda, alguém estava me ligando.
'ben ben ben ben...'
Levantei-me irritado e comecei a procurar pelo aparelho celular. Estava no bolso da minha calça. Fiz uma careta e olhei na tela 'James P.' e a nossa foto. Que ser inconveniente.
- O que é? – Perguntei rispidamente.
- Tudo bem?
- Estava, até você me ligar panaca. – Minha delicadeza passeava em plutão. – Onde você está?
- No apartamento da Lily, vamos juntos à Hogwarts.
- Você é um idiota mesmo, por que diabos você não veio me informar disso pessoalmente? – Minha voz era suave, houve um silencio do outro lado. – Porque eu dava um soco na sua cara!
- Bem, vamos ter o jantar sim. Seremos nove, peça alguma comida para nós. – Ele pediu gentilmente, como sempre, ignorando meu acesso de brutalidade.
- Eu mesmo irei preparar. – Informei.
- Sirius, eu não sei se você seja capaz de manusear uma faca...
'Tu tu tu tu tu' Eu fechei o slide com certa ignorância e resmunguei, eu estava bêbado não aleijado. Tomei um banho gelado e coloquei um jeans claro com um moletom azul. Procurei na gaveta remédio para ressaca e tomei dois comprimidos de uma só vez.
Andei lentamente para a cozinha e repousei o livro de receitas sob o balcão de mármore branco. Lembrei-me de ter abandonado Luma sem carona. Droga!
Luma Schmidt
Olhei para os lados, impaciente. Talvez não fosse uma hora tão boa para fazer compras, mas então o que mais eu poderia fazer?
Minha mente vagou pela noite anterior. Enrico e eu, seria tão absurdo assim? Idiota, lembrei a mim mesma, até parece que alguém como ele iria querer ficar comigo além daquela noite. Pensar nisso me causou uma agonia. 'Luma, não se iluda' a voz da razão falou para mim. Cale a boca.
Uma buzina tocou alta, fazendo qualquer pensamento meu se desfazer. Com o susto eu pisei em falso para trás e cai de bunda no batente de granito na escadaria do prédio. Que maravilha, eu resmunguei.
Pude escutar uma batida de uma porta, mas eu estava distraída demais me xingando para poder olhar quem me dera tamanho susto.
- Você está bem?
- Enrico? – Eu chamei por seu nome sem ao menos ver seu rosto, só até então eu levantei e o vi. – O que você está fazendo aqui?
- Bem, pensei que você pudesse precisar de alguma carona para a escola.
- Escola? – Ergui uma sobrancelha.
- Faculdade. – Corrigiu-se rindo. – É difícil não associar você a escola.
- Rá, muito engraçado. – Fiz uma careta. - Bem, obrigada pela carona, mas eu não vou a aula hoje.
- Por que não? – Fez uma cara estranha. – As aulas da manhã foram transferidas para a tarde.
- É, eu sei. – Balancei a cabeça. – Mas eu não estou com vontade de ir a aula hoje.
- Por quê? – Ele me olhava como se eu fosse uma ET.
- Faltar aula de vez em quando é saudável.
- Luma... – Começou com o tom que o meu pai usava para me repreender.
- Epa, não use esse tom comigo. Parece até o meu pai.
- Desculpa, mas mesmo assim eu acho que você deveria ir.
- Ah não, eu vou fazer compras. – Dei um sorriso e vi o carro de James passando com Lily pela rua. – Quer subir?
- Não, obrigado. Preciso ir a Hogwarts.
- Divirta-se! – Continuava sorrindo.
- Obrigado, você também. – Mostrou seus dentes incrivelmente brancos. – Ah, você deveria se levantar da escada.
- Ah.. – Eu não tinha notado. – Sim, claro, te vejo depois.
- Sim.
Ele deu meia volta e entrou em seu carro, eu não conhecia o modelo, mas reconheci que era uma Mercedes preta. Aqueles carros enormes e quadrados ideias para coisas envolvendo lama. Ele acelerou e saiu dali. O táxi chegou, lhe paguei a corrida e informei que não iria precisar mais.
Fui para o hall e peguei o elevador que, milagrosamente, estava no térreo. Em dois minutos e eu já estava no último andar. Procurei pela chave dentro da bolsa e escutei a porta da frente se abrindo.
- Ah, você está ai! – Sirius suspirou aliviado, eu não entendi.
- Oi, Sirius! – Dei um sorriso e continuei de cabeça baixa me concentrando em minha bolsa.
- Luma...
- Malu. – Corrigi.
- Desculpa por ontem.
- Como assim? – Levantei a cabeça e minha expressão era de dúvida.
- Por ter te deixado sozinha, você não teve problemas para voltar, teve?
- Não. Sirius, não se preocupe, ocorreu tudo bem. – Sorri para tranqüilizá-lo.
- Que bom. – Pareceu aliviado.
- Se divertiu?
- Nem um pouco, sai logo depois que você foi atrás das nossas bebidas. – Pausou. – Eu apaguei.
- Ah. – Eu considerei as possibilidades.
- Você vai jantar conosco hoje?
- Jantar? – Ergui uma sobrancelha.
- É. Vocês, nós e mais duas convidadas. James já falou com Lily.
- Bem, eu irei. – Sorri.
- Não vai para a aula?
- Não, estou sem saco. – Informei. – E você?
- Não, estou sem saco. – Me imitou.
- Você vai fazer o quê?
- Cozinhar para o jantar.
- Posso ajudar? – Meu rosto se iluminou com a possibilidade de ter o que fazer.
- Claro.
- Certo, eu vou vestir uma roupa e apareço daqui a pouco.
- Ótimo.
Peter Pettigrew
Eu me levantei e fui direto para o banheiro tomar um banho. Coloquei roupas leves já que não estava fazendo frio e fui para a sala. Encontrei Sirius chegando com um sorrio nos lábios.
- Bom dia, Peter.
- Bom dia, Sirius. – Esse bom humor matinal não era comum. – Como passou de noite?
- Bem, foi bem ruim, mas minha manhã está ficando boa. – Sorriu. Sim, ele estava estranho. – E a sua?
- Foi boa. – Dei de ombros. – Não vai para a aula?
- Ah Merlin! – Gesticulou as mãos com impaciência. – Não, eu não vou.
- Tudo bem. – Levantei as mãos em sinal de paz.
- Ah, o James está namorando com a vizinha da frente e hoje iremos jantar todos juntos, portanto, não arranje coisas para fazer e se vista de forma apresentável.
- Você está bêbado?
- Não vem ao caso. – Amarrou a cara, isso era um sim ou um estava. – Olhe, se arrume cedo, as visitas não precisam ter o desgosto de ouvir você cantando no chuveiro.
- Tudo bem. – Eu suspirei, não iria discutir com ele agora.
- E você não vai para aula?
- Não.
- Depois fala de mim. – Rolou os olhos e eu ignorei.
- Vou fazer uma ligação e dar uma volta. – Eu informei. – Te vejo no jantar.
- Até lá.
Peguei a chave do carro, carteira e celular e me encaminhei para a garagem no subsolo do edifício. Peguei o aparelho telefônico – em estado precário devido às quedas – e disquei para minha mãe.
- Mãe?
- Oi, querido, aconteceu alguma coisa?
- Sim, eu estou desistindo do curso. – Informei, houve um silêncio do outro lado. – Mãe?
- Peter Pettigrew, o que você disse?
- Que eu estou abandonando o curso de administração para tentar jornalismo em Harvard ou Yale.
- Você não pode fazer isso, quem vai cuidar das empresas do seu pai! – Ela estava histérica.
- Depois conversamos. – Falei, eu não iria discutir por telefone. – Até mais, mãe.
Fechei o flip e fiquei encarando os outros carros. Dirigir um pouco seria bom.
Sirius Black
Remus estava dormindo no quarto. Peter estava estranho, dei os ombros e voltei para a cozinha. Peguei o avental branco e coloquei sob a camisa vermelha e o jeans. Apoiei-me no balcão e recomecei a folhear o livro de receitas. Não poderia haver uma cena mais gay.
Houve um som da porta e eu fui abri-la. Malu estava de jeans claro e uma regata branca e os cabelos presos. Um sorriso estava estampado em seu rosto. Era incrível como sempre estava sorrindo.
- Minha assistente, entra!
- Tem certeza de que eu não vou atrapalhar?
- Absoluta. – Eu fechei a porta. – Vamos por aqui.
- Então, porque você saiu na noite anterior, quero dizer, por que você apagou?
- Absinto. – A lembrança me irritou. – E você fez o que?
- Dancei um pouco, não dançar me mexi de um lado pro outro e fiquei conversando com um amigo.- Não sei porque, mas esse parte 'conversando com um amigo' não me soou convincente. – Então, o que iremos preparar?
- Bem, eu pensei fazer uma sopa bem leve para entrada e um macarrão ao molho branco no forno com salada acompanhando. Servindo vinho tinto e de sobremesa creme flutuante. O que acha?
- Eu gostei.
- Ótimo. – Não pude deixar de sorrir. – Bem, vamos começar com o macarrão?
- Pode ser. O que eu preciso fazer?
- Bem, vamos cortar as coisas em pedaços pequenos. Cebola, calabresa, salsicha, azeitona.
- Certo, onde está a faca? – Ela sorriu, sua expressão era animada.
Será que ela estava querendo me matar por ter deixado-a sem carona ontem? Espantei meus pensamentos e fui buscar duas facas para cortarmos o que se pedia. Por cavalheirismo, peguei as cebolas e calabresas.
- Então, de onde você é? – Ela me perguntou, já tinha começado a cortar.
- Minha família é de Seattle, mas eu nasci em Nova York. – Informei. – Ah, tente cortar assim, fica mais fácil. – Mostrei-lhe a melhor direção.
- Obrigada.
- E você?
- Bem, minha família é da Alemanha. Minha bisavó teve muitos filhos e esses se espalharam, tem parte da família na França, Itália, Portugal e aqui nos Estados Unidos. – Ela falou mordendo o lábio inferior concentrando-se no trabalho. – Meu pai e minha mãe nasceram em Berlim, mas vieram morar em Nova York há muitos anos.
- Seus pais são o quê? – perguntei, ela hesitou.
- Meu pai é embaixador da Alemanha nos Estados Unidos e minha mãe é estilista, tem uma coluna de moda em Milão e sua agencia de modelos.
- Ah, eles são separados?
- Sim. Se separaram há três anos. – Deu os ombros. – Mas é como se eles fossem separados sempre, pelo menos pra mim, era muito raro os dois estarem em casa. Você está chorando! Eu disse alguma coisa?
- Não. – Eu ri. – É só a cebola.
- Ah. – Ela riu também. – Me esqueci deste pequeno detalhe.
- Pelo visto você tem o hábito de freqüentar a cozinha bastante. – Eu revirei os olhos.
- Err... – Luma ficou calada. – Qual sua cor predileta?
- Azul. – Respondi rindo.- Que mudança de tema, a sua?
- Preto.
Eu terminei de cortar a minha parte que, era bem maior que a dela, e fui fazer outras coisas. Ficamos conversando futilidades e coisas importantes, era como se fosse a primeira vez que tivéssemos nos visto.
- Por que você invadiu a minha janela naquele dia?
- Bem, eu calculei errado.
- O que é isso na sua testa? – Eu observei um curativo pequeno quando ela retirou a franja dos olhos.
- Eu cai semana passada, estava andando de patins meu iphone tocou e eu meti a cara no poste. Literalmente falando.
Eu não resisti e soltei uma gargalhada.
- Gostaria de ter visto.
- Rá, muito engraçado. – Deu língua.
- Enquanto você termina ai eu vou colocar o macarrão para cozinhar.
- Tudo bem.
Eu me virei e comecei a procurar as panelas e formas que iria precisar. Era muito agradável conversar com ela. Aparentemente ela havia desistido de me matar. Passei na geladeira e peguei bombons de chocolate com recheio. Me aproximei.
- Abra a boca e feche os olhos. – Pedi e assim ela fez. Coloquei o chocolate em formato de coração na boca dela.
- Recheio de cereja, meu predileto. – Comentou depois de comer.
- Você é muito imitona, sabia?
- Não sou imitona nada. – Mostrou a língua feito uma criança de dois anos.
- Até parece que não.
Continuamos conversando e fazendo coisas diferentes. Eu estava bem longe dela até que eu escutei um sonoro 'aii' e corri para ver o que era.
Ela estava com as mãos sangrando e segurando a faca amolada. Seus olhos estavam escuros e com uma expressão intimidadora.
'Você me paga Black!'
Espantei esse pensamento idiota e percebi a realidade: ela estava sangrando muito. Havia cortado a palma da mão. Entrei em pânico.
- Malu, você está bem?
- Sim, não se preocupe, foi um corte bobo. – Fez uma careta. Estava branca como o papel.
- Você não pode ver sangue não é? – Perguntei pegando uma toalha para colocar em sua mão. Ela balançou a cabeça positivamente. – Não olhe.
- Tudo bem. – Virou o rosto.
- Me dê a sua mão. – Pedi e enrolei na toalha. – Vamos, Remus está em casa, pode dar uma olhada nisso.
Segurei sua mão e a conduzi até o quarto de Remus. Ascendi a lâmpada.
- Remus, temos uma emergência. – Falei.
- Ahn? – Acordou sonolento.
- Sirius, não é nada.
- Eu preciso que você dê uma olhada não mão de Malu. – Pedi, ignorando-a.
- Me dá dois minutos, vou lavar o rosto e as mãos. Pegue a minha malinha. – Pediu.
Eu peguei a caixa branca que estava no guarda-roupa e sentei-me na cama, fiz o gesto para que ela fizesse o mesmo. Ele analisou a mão dela por alguns instantes.
- Vai ter que ir ao hospital. - Luma desmaiou.
Ótimo. Eu pensei, olhei para Remus e ele estava com um sorriso, deixei escapar alguma coisa. Eu amarrei a cara e ele parou de rir.
- Tem sempre um que desmaia com sangue. – Revirou os olhos.
- Pode me dizer o que diabos eu vou fazer? – Ela estava encostada no meu ombro.
- Vamos colocar um pouco de álcool e acordá-la e levá-la para o hospital. – Eu o olhei. – Não se preocupe, não é nada demais, ela só desmaiou por ter visto o sangue.
Eu a coloquei melhor, segurando-a como se fosse um bebê em meu colo. Remus foi buscar álcool e logo voltou com o frasco. Antes ele limpou sua mão e fez o sangue parar de correr, foi um curativo simples que, segundo ele, no hospital eles dariam alguns pontos, mas que não ficaria cicatriz.
Depois disso ele finalmente molhou um algodão com álcool e colocou próxima a via nasal dela. Malu acordou, balançando a cabeça tentando capturar o que havia acontecido. Ela corou.
- Me desculpem, eu não consigo controlar.
- Não se preocupe. – Remus a acalmou. – Isso é normal, você não pretende fazer área de saúde, pretende?
- Nem que Merlin levantasse do caixão e me pedisse isso. – Fez uma careta, Remus e eu gargalhamos. Era tão fácil conversar com ela.
- Então, ainda precisamos ir ao hospital? – Perguntei a Remus.
- Sim, eu aconselho.
- Tudo bem. – Ela fez uma cara de criança de dois anos. Certamente, ela não era muito fã de hospitais. – Você vai conosco?
- Não é necessário, a não ser que você queira. – Ele deu os ombros.
- Você vai para a faculdade?
- Sim.
- Então eu me viro com ela. – Eu informei. – Vamos, Malu.
- Mas... – Ela me olhou com aquela cara de criança.
Eu ignorei isso e peguei a chave do carro e a arrastei para o hall. Apertei o botão e fiquei parado com cara de vácuo.
- Não gosto de hospitais. – Comentou.
- É, eu percebi. – Prendi o risinho.
Luma Schmidt
Sim, uma proeza dessas só poderia acontecer comigo. Eu poderia me matar por ser tão inútil. Agora estava eu com Mao enrolada e Sirius esperando o elevador, parecendo um pai levando uma criança traquina para o médico. Isso era tão humilhante.
- Sirius, eu posso ir sozinha. – A intenção era não ir. – Não quero dar trabalho e de qualquer forma você tem que terminar o jantar dos seus amigos.
- Nosso jantar. – Corrigiu. – Você realmente acha que eu vou deixar você ir sozinha?
- Bem, você deveria.
- Não para quando eu der as costas você voltar para casa. – Ele deu um sorriso de como tinha sacado a jogada. Eu bufei e o elevador fez o 'plin'.
- Isso está sendo mais difícil que eu pensava. – Murmurei baixinho. – É a segunda vez que vou ao hospital, em duas semanas.
- Bem, isso demonstra o qual atenta você é. – Ele riu.
Mostrei a língua.
Emily Benson
Eu já estava pronta a séculos, onde diabos aquela menina estava? Subi a escada de nosso pequeno apartamento martelando o salto no chão de madeira. Bati na porta e não obtive resposta.
- Isabela? – Eu coloquei a cabeça no quarto escuro.
- Caso você não tenha notado, eu estava tentando dormir. – Foi ríspida.
- Olha, só temos um carro, temos aula, eu vim saber se você já estava pronta.
- Eu não vou.
- Gostaria de lembrar que somos bolsistas, temos que comparecer as aulas e, sobretudo, tirar notas excelentes. – Apontei. – Portanto trate de mover esta sua traseira dessa cama imediatamente e se arrumar.
- Não preciso de aula.
- Claro que precisa, afinal você nunca foi boa em contas. – Zombei.
- Eu já disse que eu não vou. – Sua voz era grossa.
- Olhe aqui. – Meu tom de voz se elevou. – Você vai se levantar desta cama agora, vai se arrumar e vai para aquela faculdade. Você não vai dar motivos para agente perder essa bolsa tão importante, porque se isso acontecer, eu mato você, entendeu? – Ameacei.
Ela cerrou os olhos e levantou-se da cama encaminhando-se para o único banheiro do primeiro andar, batendo a porta com força. Dei um risinho e provoquei.
- Quebre!
- Vá se danar!
Lily Evans
Eu não sabia como alguém podia ser tão incrível. Ele aparece no meu apartamento e me convidou para conhecer seus amigos, isso no primeiro dia de namoro. Depois me dá uma carona para a faculdade.
Chegamos cedo. Ele estacionou o carro na frente do meu bloco e olhou para mim com um sorriso.
- Entregue.
- Obrigada.
- De que horas eu passo para te pegar, minha doutora? – Eu ri.
- Bem, às seis.
- Ótimo, eu estarei aqui. – Soltou o cinto e se aproximou de mim. – Eu já a amo, sabia?
- Não. – Não pude deixar de sorrir. – Eu também.
- Você também o quê? – Fez-se de desentendido.
- Eu também o amo. – Rolei os olhos. – Eu preciso ir, te vejo mais tarde.
- Tudo bem.
Dei um beijo longo em seus lábios e sai do carro, batendo de leve a porta e caminhando em direção ao grande prédio. Ele ficou um tempo parado me observando entrar até que eu desapareci pela porta de vidro fumê.
Subi para a sala vinte que ficava no segundo andar. Teríamos aula de histologia, Edward Cullen, estava na sala.
- Boa tarde. – Eu falei educadamente quando passei pela porta.
- Boa. – Sua voz era indiferente. Eu dei os ombros e fui para uma carteira logo na frente.
O sinal tocou e um homem apressado de jaleco entrou na sala com uma pilha de coisas em uma cesta. Livros e coisas do gênero.
- Bom dia. – Saudou. – Ah, não boa tarde. – Parecia confuso. Sou o professor John de histologia, este é Edward Cullen, aluno avançado que ficará observando nossa aula.
A aula correu bem, exceto pela presença estranha. Uma menina que estava ao meu lado falou comigo. Seu nome era Jennifer Anderson. Sua fisionomia era tipicamente norte-americana: estatura media, pele muito branca e olhos incrivelmente azuis. Seus cabelos eram loiros - quase brancos – em corte Chanel e os olhos azuis demais. Era uma verdadeira tagarela de roupas exóticas.
James Potter
Estava no fundo da sala, meu lugar habitual, esperando Emily. Ultimamente ela andava tão atrasada. Quinze minutos após o toque do sinal ela entrou apressada na nossa aula de economia, sentando ao meu lado, espumando de raiva.
- O que aconteceu? – Eu cochichei.
- Nada. – Respondeu irritada, puxando todo o ar que seus pulmões agüentavam.
- Não foi nada. – Eu amarrei a cara. – Óbvio que aconteceu alguma coisa.
- Eu poderia matar a Isabela. – Soltou enquanto folheava seu livro com brutalidade.
- Ah. –Foi a única que reação que eu tive. – Não se preocupe, o Sirius está preparando isso para hoje à noite. – Tentei animá-la.
- Do que você está falando? – Encarou-me como se eu tivesse alguma doença mental.
- Do jantar, vocês vão não vão?
- Ah sim. – Ela suspirou. – Ele tem meu total apoio.
Suspirou e começou a prestar atenção a aula. Depois de dois tempos de economia tivemos um intervalo. Nos encaminhamos para o refeitório para comprarmos nossos lanches e sentamos em uma mesa próxima a janela de vidro com visão para os jardins.
- Estou namorando. – Informei orgulhoso.
- Finalmente você desencalhou. – Ela comentou enquanto observava com uma careta para o pedaço de pizza.
- Hei! – Eu protestei. – Eu não estava encalhado.
- Não. – Rolou os olhos e sorriu para mim. – Parabéns.
- Obrigado.
- Quem é ela?
- Lily Evans, você irá conhecê-la hoje a noite.
- Mal posso esperar por isso.
Olivia Schmidt
Através do vidro da janela do meu quarto, eu podia ver o sol iluminando todo o jardim da frente da casa. Olhei ao meu redor, era um lugar tão desprezível.
As paredes eram de um rosa claro com papeis de parede velhos, desbotando. Havia a cama com uma colcha lilás – um dia já fora roxa – um pequeno guarda-roupa, um criado mudo e uma pequena escrivaninha. Os móveis eram antigos, da época que minha mãe era jovem, de cor escura. A cortina era desbotada, tudo era desbotado e velho.
Terminei o meu dever de matemática e guardei os meus livros no armário. Já não bastava ser feio por natureza, aquele lugar não precisava de bagunça para ficar mais ridículo ainda.
Desci as escadas pulando um degrau. Minha mãe estava preparando o jantar na cozinha. Eu não parecia muito com ela, talvez eu me parecesse com meu pai.
- Olivia, onde está sua irmã?
- Não sei, deve estar brincando por ai. – Dei de ombros.
- E o seu irmão?
- Mike não chegou da escola. – Eu bufei. Minha mãe achava que eu era babá dos meus irmãos.
Desde pequena eu sempre soube que meu pai não fazia ideia da minha existência. Minha mãe, Lauren, sabia onde ele estava, mas nunca contou sobre mim, isso me fez odiá-la.
Quando eu tinha dois anos de idade, ela se casou com Daniel, um mexicano e tiveram meus meios-irmãos mais novos: Mike com doze anos e Julie de quatro.
- Mãe. – Eu chamei distraída enquanto colocava água em um copo.
- Sim, Olivia.
- Por que a senhora não me diz onde está meu pai?
- Olivia, eu já lhe disse que não quero você falando do seu pai.
- Eu tenho o direito de saber. – Falei amarga.
- Não há necessidade.
- Eu odeio você. – Cerrei os olhos e subi.
Sirius Black
Foram precisos alguns pontos na mão, nada que deixaria alguma marca. Enquanto a enfermeira costurava, Malu fazia caras e bocas, era impossível não rir com aquela cena.
Saímos do hospital e ela estava séria, olhando para o novo curativo.
- Posso assinar? – Perguntei abrindo a porta do carro.
- Não. – Fez beicinho.
- Por que não? – Dei a volta e sentei no banco do motorista.
- Você é chato.
- Oh. – Eu prendi o riso. – Vamos, nem doeu.
- Não doeu? – Virou-se prá mim. – Não foi na sua mão.
- Oh, desculpe. – Eu estava me controlando para não ter um acesso de riso.
O velocímetro foi ganhando velocidade facilmente e logo estávamos a cento e vinte por hora. Eu desviei os olhos para mudar a música.
- Não tire os olhos da pista.
- Não se preocupe, não vamos bater. – Dei um sorriso confiante.
- Você vai me ensinar a dirigir? – Ela perguntou distraída.
- Sim, assim que sua mão melhorar.
- Por que você anda tão rápido?
- Gosto de adrenalina.
Peter Pettigrew
A tarde passou rápida, cheguei cedo ao apartamento. Sirius terminava de preparar o jantar e me pediu para ajudá-lo. Vi se a sala estava organizada e guardei, milagrosamente, as poucas coisas que estavam fora do lugar e fui arrumar a mesa da sala de jantar.
Sirius parecia uma dondoca dos tempos antigos, me passou todas as informações para deixar a mesa impecável. Feito isso tomei um banho quente e procurei uma roupa para vestir.
Optei por um jeans e uma camisa pólo verde escura com allstar marrom. James chegou por volta das seis e meia, informando que as visitas chegariam às oito.
Fiquei na sala, enquanto os dois se arrumam. Remus também chegou e foi se arrumar. Às oito e dez, o porteiro informou que Emily e Isabela estavam na portaria, pedi que mandassem elas subirem. Mais algum tempo e elas já estavam no apartamento.
- Boa noite garotas. – Dei um sorriso simpático enquanto abria a porta.
- Boa noite, Peter. – Emily foi calorosa, já Isabela tinha uma expressão de 'vá se ferrar'.
Eu ignorei isso e pedi para que ficassem à vontade. Elas sentaram-se no sofá.
- Aceitam alguma coisa?
- Não, obrigada. – Emily sorriu. – Então, como você vai?
- Muito bem.
- Como vai a faculdade de administração.
- Estou abandonando. – Falei.
- Abandonando? – Ergueu uma sobrancelha.
- Exato, não é minha praia.
- Ah, pretende tentar o quê?
- Jornalismo. – Meu rosto se iluminou. – Vou tentar em Harvard ou Yale.
- Que ótimo! – Ela pareceu muito feliz.
Isabela parecia estar em um mundo a parte. Não respondeu quando eu dei boa noite ou ofereci alguma coisa, ela estava se fazendo de difícil.
Remus Lupin
Estávamos todos nos arrumando, Sirius estava prolongando o que não podia ser adiado. James não contia as gargalhadas.
- Droga, eu não quero sair daqui. – Resmungou. – Não até o efeito do veneno se completar.
- Não seja ridículo. – Eu falei. – Você é homem ou não é?
- Hei! – Colocou as mãos na cintura. – Por que a dúvida sobre a minha masculinidade?
- Nada. – Revirei os olhos. – Vá lá e se comporte como sempre, como se nada tivesse acontecido.
- Bem... – Ele considerou e completou receoso. – É verdade.
Saímos os três do quarto rumo a sala. Peter estava distraindo as meninas conversando, Isabela estava com uma cara enjoada. Ao ver Sirius, o rosto dela se iluminou. Agora eu consegui entender porque ele estava tão apavorado.
- Boa noite meninas. – Eu saudei solenemente.
- Boa noite. – As duas responderam uníssonas.
Todos trocamos dois beijinhos, exceto Isabela que puxou Sirius para um beijo.
Isabela Benson
Eu estava achando tudo um saco. Já estava completamente revoltada pela discussão com Emily pela manhã. Eu esperava que ele fosse abrir a porta, mas não aquele paspalho com cara de idiota do Peter que nos recepcionou.
Ficamos sentadas no sofá, onde diabos ele estava? O sem sal perguntou se queríamos alguma coisa, eu preferi me manter calada. Os dois ficaram conversando, fiz o favor de me desligar da conversa e colocar a pior cara que podia.
Então ele, o meu Deus grego, apareceu. Tinha um olhar de expectativa, estava tão lindo. Os cabelos ainda estavam molhados, o que dava um ar completamente sexy naquele corpo escultural coberto por uma camisa pólo de listras horizontais azuis escuras e claras e, como marca registrada, estava de allstar branco.
Não pude deixar de sorrir, afinal eu estava compartilhando o mesmo ar que ele.
- Boa noite meninas. – Remus saudou solenemente.
- Boa noite! – Respondi com um humor completamente diferente.
Os meninos foram até nós, para a tradicional troca de dois beijinhos na bochecha. Sirius estava receoso, por que diabos ele estava se comportando feito uma mariquinha de interior.
Ele sentiu-se pressionado com o olhar de Remus, então se aproximou de mim e virou o rosto para beijar minha bochecha, entretanto, eu fui mais rápida e enlacei seu pescoço com meus braços puxando-o para um beijo que ele resistiu e me soltou quase imediatamente. Ao menos foi quase, isso era só charminho. Odeio homens que se fazem de difíceis.
Quando nos soltamos ele amarrou a cara e segurou meu punho esquerdo, ele apertava com tanta força que o relógio do meu punho começou a machucar. Sirius continuou me encarando e me puxou bruscamente até um canto mais reservado.
- Oi, Sirius, querido. – Dei um sorriso. – Eu sei que você gosta de ser selvagem, mas aqui não é o momento apropriado.
Brinquei com uma mecha do seu cabelo molhado com a mão livre. Isso o deixou furioso.
- Escute bem, eu não quero nada com você. – Seu olhar era frio e furioso. – Portanto para de ficar se oferecendo, eu não gosto de garotas como você.
- Isso foi bem rude de sua parte. – Amarrei a cara.
- Não queria ter que ser rude. – Continuava frio. – Mas você não me deu outra alternativa.
Eu estava furiosa, as palavras começaram a fluir sem que ao menos eu pudesse calculá-las.
- Você gosta daquela aguada da Luma, não é?
- Olha, não vou permitir que você fale assim.
- Isso não responde a minha pergunta! – Falávamos baixo.
- Isso realmente não é da sua conta. – Falou entre dentes.
- Claro que é, você me iludiu!
- Não seja sonsa, eu nunca te iludi. – Estava incrédulo. – Ao contrário de você que me dopou com absinto e tentou se aproveitar de mim.
- Se aproveitar de você? – Eu repeti com sarcasmo. – Essa pose de santo, definitivamente, não combina com você Sirius Black. Eu não te obriguei a beber.
- Certo. – Considerou. – Mas tentou me fazer acreditar que tínhamos passado a noite juntos, só falta daqui a algum tempo você dizer que está grávida. – Zombou.
- Você é um...
'Tin don' Escutamos o barulho, ele olhou para mim e depois apreensivo para a porta. Ficamos parados olhando James ir abrir a porta.
- Lily! – Disse calorosamente. – Entrem meninas.
Duas ruivas ocuparam entraram no apartamento. Uma era muito bonita com cabelos ruivos naturais a outra tinha um cabelo estiloso, mas certamente não chegaria nunca aos pés da outra.
- Onde está Luma? – James perguntou para a ruiva mais bonita que aparentemente se chamava Lily.
- Está vindo.
Não podia ser.
- Esta Luma não é... – Olhei feio para ele.
- Sim, é ela mesma. – Retribuiu o meu olhar. – E você irá se comportar, afinal está na minha casa.
Eu me larguei dele e lancei-lhe um olhar sério e fui me sentar com os demais.
Amy Meester
Eu já estava pronta há séculos, mas parecia que Lily e Luma iriam ver o desfile de moda da Victoria Secret´s. Eu estava bem informal com jeans e uma blusa roxa e uma sapatilha preta.
Lily por fim apareceu na sala. Também de jeans – só que escuro – e uma blusa estilo morcego branca e uma sandália se salto muito baixa.
- Onde está Luma? – Perguntei.
- Está vindo, acabou de receber uma ligação do Enrico. – Lily prendeu o risinho. – Pediu que fossemos indo.
- Tudo bem. – Dei de ombros.
Nos encaminhamos para o 'tão distante' apartamento da frente. Lily apertou o botão e ficamos esperando. Um rapaz alto e bonito abriu a porta. Um sorriso surgiu imediatamente nos lábios da ruiva, certamente esse era o tal James.
- Lily! – Disse com entusiasmo. – Entrem meninas.
Lily e eu entramos no aposento. Era um lugar bacana, bem masculino. Havia um casal no canto, com um olhar cheio de expectativas na porta. Meu olhar percorreu a sala, havia mais um casal conversando, não sei se eram namorados. Eles conversavam com Peter, o garoto do baile.
Não pude deixar de sorrir quando ele olhou para nós, ele retribuiu o sorriso. Fiquei feliz por saber que não ficaria deslocada.
Ele falou algo para o suposto casal de namorados e levantou-se para falar comigo. Continuava com um sorriso estampado, talvez como eu, lembrando das coisas que falamos ontem.
- Olá, Amy!
- Oi, Peter. – Cumprimentei. – De todas as pessoas que eu poderia imaginar aqui, nunca me ocorreu te ver.
- Nem eu. Vamos, fique a vontade!
- Obrigada.
Fomos para perto do casal sentando. O rapaz era lindo, senti borboletas no estomago. A garota era bonita e, aparentemente super simpática.
- Amy. – Peter se dirigiu a mim, acordando-me de meus devaneios. – Esse é o meu amigo Remus Lupin e nossa amiga Emily.
- Olá. – Deu um sorriso e os dois retribuíram.
- Remus faz medicina e Emily direito em Hogwarts. – Peter informou. – Ah, aceitam alguma bebida?
- Não obrigada. – Eu respondi.
- Então, o que você faz? – A tal de Emily me perguntou.
- Medicina veterinária. – Respondi meio aérea, ele era tão lindo.
Lily Evans
Agora eu observava o apartamento com clareza. Era um lugar muito agradável. Amy já parecia conhecer um dos garotos e foi logo indo conversar com ele e um casal que estava sentado no sofá. Ao fundo havia uma garota e um rapaz que reconheci ser Sirius.
- Aqueles são Emily e Remus, o que veio até a porta é Peter. – James falou baixinho. – Aqueles são Sirius e Isabela.
- Eles moram aqui?
- Só os garotos. Emily e Isabela são irmãs, não moram por aqui.
- Ah.
- Vamos, quer alguma coisa? – Ele me arrastou para a varanda.
- Não, obrigada. – Sorri envolvendo meus braços em seu pescoço.
- Nossa, nem eu? – Ergueu uma sobrancelha.
- Bem, eu não preciso pedir algo que já tenho.
- Boa, Lily Evans. – Gargalhou baixinho e envolveu nossos lábios.
- Então James, como foram suas aulas?
- Boas, Doutora Evans. E quanto as suas? – Eu ri, era tão engraçado quando ele me chamava de Doutora Evans.
- Foram boas, mas ainda nada pratico envolvendo sangue e essas coisas.
- Nossa.
TIN DON
- É Luma. - informei.
- Vou abrir.
Luma Schmidt
Enquanto não comprava um celular descente estava com um pré-histórico, ao menos fazia ligações. Eu estava ainda de roupão quando o celular tocou.
- Alô? – Atendi sem olhar o número
- Luma?
- Sim, quem fala? – Coloquei o telefone sob meu ombro e encostei a cabeça, com as mãos procurava o que vestir.
- Sou eu, o Enrico. – Por que eu não reconheci antes? O celular quase caiu.
- Oi, Enrico, tudo bem?
- Está ocupada?
- Bem, apenas escolhendo uma roupa para ir jantar. – Comentei ficando em duvida entre um vestido estampado e uma camiseta prateada com uma boneca preta.
- Vai sair?
- Vou jantar na casa dos vizinhos da frente, minha amiga está namorando um deles.- Expliquei.
- Ah... – Sua voz me pareceu desapontada.
- Bem, você acha que dá para sairmos ainda hoje?
- Claro, podemos dar uma volta. – Um sorriso formou-se em meus lábios. – Te encontro às dez e meia?
- Acho que é muito tarde.
- Qual é, eu não tenho dez anos de idade que preciso estar na cama às dez. – Resmunguei.
- Bem, mesmo assim, eu passo ai por essa hora.
- Tudo bem. – Dei de ombros.
- Até mais.
Desliguei o celular e escolhi a blusa prateada com uma calça jeans escura, não estava com vontade de usar salto então escolhi uma rasteirinha simples. Amarrei o cabelo em um rabo de cavalo e fui para o apartamento da frente.
TIN DON
James abriu a porta.
- Boa noite Luma! – Estava animado.
- Boa noite James. – Não foi difícil de corresponder o entusiasmo.
- Entra, já estamos todos aqui.
- Me desculpe pelo atraso, estava em um telefonema. – Informei.
- Não se preocupe. – Sorria.
Percorri os olhos pela sala. Amy estava enturmada conversando com um quarteto, eles agora haviam parado para olhar quem acabara de chegar. Era uma menina de cabelos escuros e lisos, um rapaz de cabelos castanhos de fisionomia muito atraente e outro rapaz menos atraente. Seus rostos eram felizes. A outra garota estava emburrada e eu podia jurar que me encarava, ela era do meu curso de arquitetura, mas não fazia ideia de qual era seu nome. Lily estava na varanda com um sorriso satisfeito estampado nos lábios e no outro canto Sirius estava em um canto a parte da sala.
- Malu! – Sirius a abandonou para me dar um abraço.
Sirius Black
Houve o som da porta, eu enrijeci ao lado dela.
- Lily! – James atendeu a porta empolgado. – Entrem meninas.
Duas ruivas entraram, uma eu já conhecia e a outra eu jamais vira na vida. James olhou para a porta e dirigiu a palavra para Lily.
- Onde está Luma?
- Está vindo.
Então depois de lançar um sorriso para as duas novas visitantes voltei ao problema em minha frente. Ela me olhava de cara feia.
- Esta Luma não é....
- Sim, é ela mesma. – Retribui o mesmo olhar raivoso. – E você irá se comportar, afinal está na minha casa.
Ela se largou e foi sentar com os demais. Tratou de amarrar a cara, eu ignorei este fato. Mais algum tempo e houve o mesmo barulho de porta, James foi abrir empolgado.
Eles trocaram algumas palavras brevemente e Luma entrou no aposento. Arrastei-me de meu lugar sorrindo por ela estar ali e tratei de lhe dar um abraço de boas-vindas.
- Malu!
- Oi, Sirius. – Sorriu quando nos soltamos.
- Então, como vai sua mão? – Perguntei.
- Bem. – Ela me mostrou a mão com curativo.
- Então, vai me deixar assinar ou não?
- Não. – Fez uma careta.
- Estou de mal.
- Ah. – Revirou os olhos.
A conduzi para sentar e percebi que Isabela não parava de nos atirar olhares furiosos, Luma pareceu perceber ficando constrangida.
- Então, vamos jantar? – Peter perguntou e a maioria concordou.
Puxei Malu para a cozinha, não iria correr o risco de deixá-la sozinha sob os olhares de Isabela. Esquentei a comida e quando todos já estavam à mesa pedi que ela se juntasse ao outros.
Emily Benson
- Então, vamos jantar? – Peter perguntou.
Sentamos-nos à mesa da seguinte forma: Peter, Amy, Remus e eu. No lado oposto James, Lily, Luma, Sirius e Isabela na ponta, ficando assim ao meu lado.
Sirius serviu o jantar que foi acompanhado com champanhe. Sirius sentou-se e propôs um brinde.
- Vamos brindar o namoro de James e Lily, que ambos sejam muito felizes! – Sorria. – Saúde.
- Saúde! – Todos falamos e tomamos um gole da taça.
- Então, fale sobre você. – Me dirigi a Amy, já que estava quieta e já haviam se formado grupinhos de conversa.
- Ah, sou de Nova York. – Falou com uma voz vazia, como se estivesse em um lugar alheio a sala de jantar.
- Você gostava? – Remus perguntou.
- Sim. – Deu um sorrisinho fraco. – Sinto saudades.
- Mas, você mora com suas melhores amigas, isso não recompensa? – perguntei.
- Nem sempre. – Deu de ombros.
Eu estava me sentindo excluída. Remus e Peter dividiam toda a atenção de Amy, ela parecia estar gostando das perguntas disputadas. Dei de ombros e apreciei o jantar.
Isabela Benson
Ele estava fazendo de propósito. Sim, só podia. Sirius virou-se e começou a conversar com Luma, era como se eu não estivesse ali.
Fiquei encarando o meu prato, esperando que a qualquer momento a comida ganhasse vida e atacasse aquela ladra de atenções.
- Você estuda na minha turma de arquitetura, não é? – Luma perguntou, era a oportunidade que eu queria.
- Sim, Isabela Benson, prazer. – Dei um sorriso e Sirius olhou desconfiado.
- Ah, Luma Kopke Schmidt, o prazer é todo meu. – Apertamos as mãos, como se Sirius não estivesse ali.
- Então, gostando das aulas? – Perguntei.
- Sim, e você?
- Também, apesar de estar um pouco deslocada. – Fiz drama.
- Ah, amanhã você senta com Damian, Sophie e eu. – Ela sorriu. – Foi à aula hoje?
- Não, estava indisposta. – Dei um sorrisinho tímido e olhei para Sirius. – Tive a melhor noite da minha vida.
- Que bom. – Ela sorriu, pareceu sincera e não se importou com o olhar atribuído a Sirius. Considerei isso como um sinal verde.
- Não foi Sirius? – Sorri, sua expressão mudou. Era ilegível.
- Com licença. – Sirius colocou-se de pé e me arrastou até o quarto.
Ele bateu a porta com força e ficou me encarando.
- Não gostou que eu contei para a sua amiguinha?
- Escuta. – Fechou a mão e respirou. – Não me faça perder toda a minha paciência e esganar você.
- Nossa, quanta agressividade. – Revirei os olhos.
- Você vai para lá, e vai dizer que não passou de uma brincadeira.
- Você quer que eu minta?
Ele não respondeu. Abriu a porta com força e passou pela sala de jantar pedindo desculpas e sentando-se à mesa. Fiz de conta que nada havia acontecido e me juntei a eles também.
Lily Evans
Fomos jantar quando Peter nos chamou. O jantar foi bem legal, exceto pelo clima ruim depois de uma aparente discussão entre Sirius e Isabela.
Depois fomos para a sala de estar novamente. James colocou uma música agradável para conversamos enquanto bebíamos vinho.
Logo estávamos conversando sobre os mais diversos assuntos. Luma olhava freneticamente para o relógio, provavelmente ela estava de encontro marcado com o Enrico.
- Venha aqui. – James falou no meu ouvido quando já estavam grupos isolados de conversas e pegou em minha mão.
Ninguém notou que saímos, um sorriso formou-se em seus lábios e logo já estávamos em um quarto diferente do da noite anterior.
- Este é meu quarto e de Sirius.
- Legal. – falei com sinceridade.
- Sirius e eu somos os bagunceiros, seria impossível dividir quarto com os dois senhores limpeza.
- Que coisa feia James Potter. – Eu ri me aproximando dele.
Ele envolveu-me pela cintura e eu o envolvi pelo pescoço, deixando nossos rostos colados.
- Ah, Lily, sabe como é vida de universitário. – Ele rolou os olhos e eu gargalhei.
- Que desculpa mais esfarrapada. Por que você quis sair de lá?
- Mais privacidade com a minha namorada. – Juntou nossos lábios e me beijou provocante e rápido. – O que acha?
- Me parece ótimo.
Ficamos algum tempo ali em pé nos beijando sem os olhares e depois resolvemos voltar para a sala.
Luma Schmidt
Ficou um clima estranho depois que Isabela insinuou que tinha passado a noite com Sirius e os dois tiveram uma discussão no quarto. Era uma declaração estranha para aquela situação.
Sirius amarrou a cara e não falou mais nada durante toda a noite. Isabela vez por outra puxava assunto comigo. Eu olhava quase que constantemente o relógio.
Depois já estávamos nos sofás conversando. Lily foi para o quarto com James. Eu queria sair logo dali, ver Enrico, mas as horas estavam se arrastando. Não demorou muito e o casal já estava de volta para a sala.
Só podia se escutar Remus, Amy, Peter e Emily conversando. James e Lily namoravam e cochichavam timidamente ao nosso lado. Isabela estava quieta, eu preferia não puxar assunto e Sirius estava irritado demais para falar alguma coisa.
- Ei, Isabela, vamos. – Emily ficou de pé. – Eu não gosto de dirigir tão tarde.
- Tudo bem. – Deu de ombros e ficou de pé acidentalmente derrubando o conteúdo de sua taça de vinho em mim. – Oh, céus, perdoe-me!
- Tudo bem. – Eu suspirei. – Eu moro ao lado, ninguém vai me ver neste estado.
- Desculpe-me.
- Não se preocupe. – Eu falei colocando-me de pé.
- Vamos, Isabela. – Emily despediu-se de todos. – Obrigada pelo jantar.
- É uma honra ter vocês aqui. – James sorriu.
- Vamos, Isabela.
- Eu acompanho vocês duas. – Remus se ofereceu e saiu com as duas.
- Bem, obrigada pelo jantar. – Eu falei sorrindo. – Sirius, você cozinha maravilhosamente bem, agora vou me retirar e vestir outra roupa, estou esperando um amigo.- Amy você vem?
- Claro.
Nos despedimos, e Lily resolveu ficar com James. Fomos para o apartamento e eu fui direto tomar um banho. Vesti um calça jeans com uma regata preta e uma blusa de manga branca por baixo. Mantive os cabelos do jeito que estavam e fui para a sala ver TV com Amy.
- Acho que alguém ficou encantada por Remus. – Eu comentei sentando-me no sofá.
- Imagina. – Ela riu. – Confesso, ele é bem bonito, mas não estou encantada.
- Sei. – Revirei os olhos. – O que se passa de bom esta hora?
- Não sei, quer ver Moulin Rouge? – Ela me perguntou.
- Não, o Enrico está vindo. – Falei. – Não quero deixá-lo plantado esperando enquanto eu vejo um dos meus romances prediletos.
- Tudo bem. – Ela riu. – É o interfone, deve ser o seu querido Enrico.
- Alô? – Atendi o telefone da cozinha.
- Tem um Enrico, procurando por Luma.
- Pode pedir para subir, obrigada. – Eu dei um sorriso para o telefone.
- Quer que eu vá para o quarto? – Amy perguntou.
- Não precisa, vou para a cobertura.
- Oh, que romântico.
- Me poupe. – Fiz uma careta.
TIN DON
- Comporte-se. – Alertei.
Abri a porta. Ele estava sorrindo.
- Boa noite. – Falou solenemente.
- Boa noite. – Eu sorri. – Entra.
- Err... – Ele olhou para Amy.
- Prefere ir para a cobertura ou para o hall lá embaixo?
- Vamos descer.
- Tudo bem. – Dei de ombros. – Amy, estou com minha chave.
Ela assentiu e eu fechei a porta. Enrico estava muito sério, ignorei isso e o conduzi até o elevador que estava aberto. Mencionei apertar o térreo, mas ele pressionou o a garagem antes.
- Vamos, sair daqui. – Ele parecia ter engolido um cabo de vassoura.
- Tudo bem. – Eu fiquei de ponta de pés e envolvi meus braços em seu pescoço e mencionei beijá-lo, mas ele nos afastou.
Eu dei de ombros e fiquei encarando o meu reflexo no espelho. O plin do elevador me assustou, saímos na garagem escura e ele me conduziu ao seu carro.
Entrei no banco do passageiro e coloquei o cinto de segurança enquanto ele ia para o banco de motorista. Ele começou a dirigir em silêncio, tão devagar. Estava um clima de que eu levaria um pé na bunda em breve.
- Luma.
- Sim? – Eu perguntei distraída olhando as paisagens se passarem devagar.
- Nós não podemos mais nos ver. – Ele pressionava o volante com força. – Eu sou muito velho, seu professor...
- Eu não vejo como isso pode ser um problema.
- Mas é.
- Vai me dizer sua idade? – Eu perguntei, não queria pressionar.
- Pensei que isso não fosse um problema – Olhava para o volante.
- Não é, mas estou curiosa.
- Me pergunto se isso irá perturbar você.
- Experimente.
- Trinta e dois. – Ele suspirou. – Eu me sinto um pedófilo.
- Me poupe.
- Olha Luma. – Ele encostou o carro, não estávamos longe da minha casa. – Eu não consigo ficar longe de você, mas isso é realmente necessário, eu não vou conseguir ficar com você.
- Mas...
- Luma, eu estou doente, eu vou morrer. – Ele suspirou e olhou para a rua. – Eu tenho AIDS.
Eu fiquei em choque.
- Eu não me importo.
Ele começou a rir.
- Não é engraçado.
- Não, tem razão, não é. – Estava furioso, parou de rir. – Mas eu prefiro considerar como uma piada a acreditar que você está falando sério.
- Eu estou falando sério.
- Luma, eu não vim pedir sua opinião, estou apenas te comunicando que não podemos mais nos ver.
As lagrimas frustradas começaram a rolar em meu rosto.
- Isso é totalmente ridículo e desnecessário, por que você está chorando?
- Porque eu estou furiosa! – Fui ríspida. – Me leve para a casa, agora.
Ele dirigiu na mesma velocidade, era irritante. Ele estacionou na porta do prédio, eu sai do carro irritada e bati a porta do carro e sai andando para a escadaria. Enrico desceu o vidro e falou.
- É melhor assim.
Eu não respondi, apenas entrei no prédio e subi.
Aloha!
sim, sim, eu estou viva. desculpa pela demora, mas essa porcaria de pc tava quebrado (ô novidade). agradeço pelas reviews deixadas, muito obrigada mesmo.
bem, eu espero que gostem do capítulo, ignorem os erros e deixem a review quando acabarem. criticas, elogios e sugestões são bem vindas.
bem, eu nao sei se já coloquei os personagens aqui, mas eu fiquei super revoltada quando eu tinha terminado e o pc apagou tudo. enfim, para quem quiser saber:
Leighton Meester - Luma Kopke Schmidt
Dulce Maria (REBELDE)- Lily Evans
Hayley Williams - Amy Meester
Chace Crawford - Remus Lupin
Chris Evans - James Potter
Tom Sturrigde - Sirius Black
Wagner Santisteban - Peter Pettigrew
Ana Hickmman - Emily Kopke
Brad Pitt - Prof. Enrico Laureano
Robert Pattinson - Edward Cullen
Taylor Lautner - Jacob Black
Blake Lively - Narcisa Black
Maite (REBELDE) - Bellatrix Black
Fernanda Vasconcelos - Emily Benson
Joana Balaguer - Isabela Benson
Edward Speleers - Damian Coller
Perola Farias - Sophie Kunzler
Rafael Almeida - Charlie Botton
Kristen Stewart - Olivia Schmidt
Nicole Kidman - Profa. Sarah Geller
Sara Paxton - Cathy Geller
Jojo - Karen Jones
Milo Ventimiglia - Petros Clark
Adrian Pasdar - Richard Schmidt
Allison Mack - Jennifer Anderson
Gerard Butler - Daniel Herrera
Amy Adams - Lauren Herrera
Mary Kate Olsen - Julie Herrera
Jake Cherry - Mike Herrera
Nicholas D Agosto - Zachary Roberts
Bem, desculpem ai alguma coisa.
até o próximo post
beijos
Jessica
