Capitulo 6: Seja meu par
Às vezes olho para o céu e pelo brilho das estrelas sou capaz de ver seus olhos.
Sinto a brisa tocar meu rosto e sinto seu perfume.
Toco na pétala de uma rosa e posso sentir sua pele.
Mas quando você esta, realmente ao meu lado... Parece que tudo o que eu desejo não passa de um simples sonho bom que é ter você finalmente para mim.
Colocou a mochila em cima da mesa fazendo um barulho oco ecoar pelas grandes estantes de livros. Puxou a cadeira e um ruído irritante de arranha-chão a fez estremecer ao mesmo tempo em que não dava a atenção para o olhar reprovador da bibliotecária.
Respirou o oxigênio ate que seus pulmões ficassem cheios e assim soltou o ar com força pela boca enquanto sentia o corpo escorregar sobre a cadeira. Céus, ainda podia sentir seus lábios arderem.
Olhou ao redor e contatou, aliviada, que estava sozinha.
Voltando se ajeitar na cadeira, puxou sua mochila para si e lhe abriu a aba. Retirou os poucos cadernos e abriu o bolso escondido que havia no fundo desta.
Sentiu seus olhos se encherem de água quando, com a ponta dos dedos, tocou no fino cordão de um colar.
- Sinto sua falta. – murmurou baixinho, olhando para o céu azul além da janela de vidro. Voltou a guardar tudo na mochila e assim apoiou a cabeça nos braços. Fechando as pálpebras lentamente, não demorou muito para adormecer.
Eles não gritavam, mas era impossível conter as lágrimas.
- NÃO! DEIXEM, ELES EM PAZ. – uma garotinha gritou enquanto tentava se desvencilhar dos braços de um brutamontes enquanto outro atrás de si a batia – AH! - gritou de dor quando o fino e doloroso coro de um chicote chocou-se contra sua carne.
Fechou os olhos e pode escutar a água da chuva batendo no telhado daquela prisão onde estava presa há quase três dias.
Sangue estava por todos os lados junto com instrumentos de tortura.
Ergueu a cabeça e pode ver que eles continuavam mordendo os lábios na tentativa de não gritar, para não assustá-la ainda mais.
Os olhos azuis da mulher estavam fixos em si, e a dor estava estampada nitidamente nas íris claras.
- Cuide-se, minha garotinha. – pode escutá-la gesticular com os lábios, antes de olhar para o homem ao seu lado que também estava caído no chão olhando para a criança. A mulher com esforço lhe segurou a mão e a apertou, antes de arquear o corpo para cima e gritar com força; um grito da morte.
A criança arregalou os olhos e as lágrimas escorreram ainda mais pelo seu semblante sujo e manchado de sangue, enquanto o grito do homem veio logo em seguida.
Os brutamontes ao redor riam com gosto, parecendo se divertirem em ver o sofrimento deles.
A mulher deu-lhe uma ultima olhada antes de sorrir, parecendo dizer que tudo ficaria bem, e fechou os olhos e o corpo amoleceu.
A criança deu um chute na canela do homem que a segurava e correu para os corpos, não se importando com a dor pelo seu corpo.
Não, eles não poderiam estar mortos, precisava deles. Como iria viver sem as pessoas que mais amava ao seu lado; a protegendo, a amando e lhe dando carinho.
Jogou-se entre os corpos e segurou a mão da mulher; fria e inerte.
- Abra os olhos. – pediu balançando o próprio corpo para frente e para trás – Abra os olhos. Ainda não é hora para irmos dormir. – começou a tremes e seus olhos a ficarem vermelhos. Olhou para o corpo do homem ao seu lado, que também não se mexia mais. Com os dedos pequenos e trêmulos tocou-lhe no rosto; frio.
- Abra os olhos, hoje é Natal e eu ainda não ganhei o meu presente. – soluçou baixinho.
- Esqueça pirralha inútil, eles morreram e foram para o inferno. – escutou alguém dizer atrás de si, mas sem se virar falou com ódio, entre os dentes:
- Cale a boca. - a dor aumentou ainda mais. Puxou o corpo do homem caído ao seu lado, pelas vestes encharcadas com força para si, e sem esperar mais continuou os olhando antes de gritar alto:
- PAPAI, MAMAE, NÃO! – caiu sobre eles e chorou, para logo desmaiar quando algo pesado bateu sobre sua nuca.
- Naty? – escutou alguém chamá-la e uma mão quente e protetora em seu ombro a chacoalhando.
Levantou a cabeça e coçou os olhos antes de olhar quem estava ao seu lado.
Suspirou ao ver aquela cabeleira ruiva, os olhos castanhos, e os lábios que há poucas horas a fizeram delirar.
Sentou-se melhor sobre a cadeira e sorriu.
- O que foi Fred? – perguntou soltando um longo bocejo, enquanto o ruivo puxava uma cadeira e sentava ao seu lado.
- Você está bem?
Naty fechou os olhos quando sentiu os dedos delicados e quentes do ruivo percorrerem seu pescoço e irem para trás da sua nuca, num gesto que deixou um rastro de fogo por sua pele,
Oh Deus, nenhum homem nunca a fez sentir aquelas sensações tão maravilhosas, como ele a fazia sentir. Era como se fogo corresse por suas veias e borboletas em sua barriga batessem as asas num mesmo ritmo crescente.
Sua respiração ofegou no momento que o rosto dele se aproximou do seu.
- Estou...- disse num sussurro olhando-o nos olhos – melhor agora. – sorriu.
Fred correspondeu o sorriso e lhe beijou a bochecha.
- Onde esta minha irmã? – ela deu os ombros.
- Pelo que ela me disse...- suspirou – deve estar no Salão Principal.
Por alguma razão estranha os olhos castanhos dele brilharam de uma forma incrível.
- Isso é bom...
- Por que? – franziu o cenho.
- Porque agora...- se aproximou ainda mais, perigosamente – Estamos sozinhos.
Oh, agora sim ela podia dizer que havia conhecido a verdadeira tentação. Ou a felicidade.
- POTTER SUA ANTA. – a ruiva gritou no momento que o viu sentado ao lado de uma Corvinal. Chegando perto o suficiente dele o pegou pela gola do casaco e o puxou – Com licença. – disse irônica para a morena que a fuzilava com o olhar.
- Calma ai Gininha, não precisa ter ciúmes. – disse enquanto era arrastado para fora do Salão - Cuidado, eu não sou de vidro, mas preciso desse corpinho lindo para sobreviver. – ele respondeu rindo.
Gina o jogou numa parede e o encurralou, e colocando o dedo indicador bem no meio de sua cara, disse num tom aborrecido:
- Olha Harry, se você precisa ou não desse seu corpinho – disse sarcástica – eu não sei, mas é bom você ter uma boa resposta para o que eu vou te perguntar, se não o seu lindo reprodutor de criança quatro olhos ira ser partido ao meio. – o moreno arregalou os olhos e colocou a mão entre as pernas, fazendo uma barreira para proteger-se.
- Okay, Gi...- disse serio – O que foi?
Ela o segurou pela gola da blusa e o aproximou-se de si.
O hálito dele pode sentir tocar em seu rosto enquanto o peito másculo subia e descia numa respiração amena junto com a sua. A calor dele era eloqüente e o perfume a fazia delirar.
Chacoalhou a cabeça, não era hora de ficar sonhando com o melhor amigo. Voltou a fitá-lo, e aquelas íris verdes feiticeiras fizeram suas pernas tremerem assim como o restante de seu corpo.
"O inferno" Disse a si mesma, tentando voltar ao momento presente e quando finalmente conseguiu, gritou:
- ONDE ESTA O MEU CADERNO? – o chacoalhou – EU JURO PELO O QUE É MAIS SAGRADO, HARRY, SE VOCÊ O LEU, NEM MESMO VOCÊ-SABE-QUEM, IRIA FAZER ALGO TÃO TERRIVEL COMO EU PRETENDO FAZER COM VOCÊ.
Harry suspirou aliviado e jogou a cabeça para trás a encostando na parede.
Oh, então era aquilo?, Pensou tranqüilo, ao ver que não iria perder o se "reprodutor de quatro olhos" fez uma careta ao se lembrar como a melhor amiga chamara a sua relíquia.
- Esta na minha mochila, depois te entrego. – a olhou com um olho, achando simplesmente adorável as orelhas dela num tom de vermelho profundo se perdendo sobre as mexas sedosas que brilhavam – E eu não li – mentiu. Como poderia não ter visto? A imagem daquele desenho dos dois se beijando o atormentava a cada minuto e a vontade de torná-lo verdadeiro era algo que quase doía em seu peito na tentativa de segurar seus impulsos. – E outra, se ele é tão importante deveria tomar mais cuidado.
Gina abaixou a cabeça e o lhe soltou as vestes. Deu um passe para trás e torceu os lábios.
Era verdade, aquele caderno era como se fosse sua vida, nele escrevia musicas que sabia que nunca iria cantar, mas as letras mostravam o que sentia por aquele moreno que enlaçara seu coração a ferro e o marcara para sempre, sua alma o chamava e seu coração o desejava.
- Desculpe. – disse num tom baixo, passando a mão pelos cabelos e olhando ao redor, se olhasse para aqueles olhos incrivelmente cor de oliveira, com certeza iria fazer uma loucura. – Mas aquele caderno é muito importante para mim.
Harry deu os ombros e se aproximou, de modo que pudesse acariciar as bochechas rubras dela.
- Relaxa ruivinha, eu sei. – sorriu, lhe piscando os olhos – Mas não se esqueça que eu também sou importante para você. – ela o olhou com uma sobrancelha levantada.
- Tadinho de você. – e dando a volta nos calcanhares começou a andar rumo aos jardins.
- Aonde você vai, Gi? – escutou Harry perguntar.
Ela simplesmente respondeu num gesto de mão, onde o fez entender que era para o mais longe dele, agora o motivo, talvez ele nunca fosse descobrir.
- Su, tenho somente três palavras para você. – Draco murmurou no momento que a professora de Transfiguração deu as costas para eles para mexer em alguma papelada dentro de um arquivo. – eu...te...odeio.
A índia revirou os olhos e cruzou os braços.
- Novidade. – falou rindo irônica – Tenha certeza, Draquito, o sentimento é recíproco.
O loiro passou a mão entre os cabelos platinados num gesto que mostrava perfeitamente o seu nervosismo.
- É bom saber disso, pois se nos tivermos que limpar troféus. Farei com que você os limpe com a própria língua. – ela o fitou com as sobrancelhas levantadas.
- Você não seria capaz. – desafiou.
Ele a olhou pelo canto dos olhos com um brilho perigoso nas íris cinzas que a fizeram estremecer.
- Veremos então.
May bufou e olhou para a professora que estava agachada movendo a bunda como se estivesse requebrando.
- Professora! – chamou cínica – McGonagall!
A velha bruxa a olhou por cima dos ombros e perguntou:
- Sim, Senhorita Su?
A morena sorriu com desdém.
- Eu estou aqui há quase meia hora e bem...- se aproximou – Qual vai ser nossa detenção? – fez o favor de dar uma ênfase melhor à palavra "nossa" e sorriu ainda mais ao ver o olhar raivoso do loiro.
McGonagall se ergueu e andou ate a sua cadeira, colocando uma pilha de papeis sobre a elegante mesa de madeira.
- Eu estava pensando que a detenção de vocês poderia ser limpar os trof...- May arregalou os olhos e pode ver que ao seu lado Draco se aproximou da mesa como se estivesse rezando para que a detenção fosse realmente limpar troféus e assim fazê-la os limpar com a língua.
- Eu tenho uma idéia melhor. – a morena interrompeu recebendo um olhar interrogativo da professora – Tenho notado que faz um bom tempo que a cerca que impede os alunos de entrarem na floresta proibida esta corroída, então...- sorriu – por que não permite que eu e o Senhor Malfoy aqui - ironizou - a pintemos?
Draco ficou ainda mais pálido e abriu a boca, atônico.
Ela só poderia estar louca, concluiu, vendo que a índia sorria cada vez mais ao ver seu estado de espanto. Permitiu-se cair na cadeira e colocou a cabeça sobre as mãos, parecendo querer crer que aquilo era um sonho... Não, um pesadelo.
A professora pensou um pouco, enquanto emitia um som estranho parecendo o de uma mosca. Ela moveu os olhos para os papeis e deu uma olhada sobre eles, antes de responder com um sorriso satisfeito;
- Perfeito! – ela disse eufórica – Podem ir almoçar agora, estejam aqui às oito horas para pagarem sua detenção.
May deu um simples gesto afirmativo com a cabeça, enquanto a professora voltava a mexer nos arquivos. Olhou para Draco que ainda continuava na mesma posição, murmurando coisas indecifráveis. Ela se agachou a tempo de escutá-lo murmurar:
- Índia louca...Vou matar ela...Ela vai matar a nós dois... Desgraçada...- ela teve que segurar uma risada, mordendo a própria língua. Balançando a cabeça negativamente, se levantou e deu um tapa na cabeça do loiro, o fazendo sair do transe.
- O QUE FOI AGORA? – ele gritou, para logo receber um olhar repreendido da professora.
- Se você não ouviu, Malfoy? A sora já nos dispensou. – e sem dizer mais nada saiu da sala.
O Sonserino não demorou muito para também sair e começar a andar sobre seus calcanhares.
- Aonde você vai, Su? – ele perguntou, colocando-se ao seu lado.
- Não é da sua conta. – respondeu simplesmente, o fazendo bufar.
- Então vamos fazer o seguinte...- começou irônico – você vai para aquele lado e eu vou para aquele ali – e apontou para o lado oposto atrás deles. A índia deu os ombros parecendo satisfeita.
- Vá para o lado que você quiser, é você que anda sempre atrás de mim me secando por trás. – se gabou – sendo que eu já to acostumada a ser seguida. Sabe como é, é duro ser gostosa.
Draco fechou a cara e ergueu uma das sobrancelhas.
- Pobre de você ao pensar isso. – debochou. May se virou para ele e sorriu venenosa.
- Eu não penso Draco, simplesmente todos os meninos deste colégio acham isso. – e sem dizer mais nada, deu a volta nos calcanhares indo em direção ao corujal com uma certa idéia em mente, sem se importar em deixar para trás um certo loiro que tinha os braços cruzados em frente ao peito, fazendo que sempre fazia, a secar discretamente.
- May! – alguém a chamou no momento que virou o corredor, olhou para trás a tempo de ver uma cabeleira ruiva se aproximar e sem esperar a enlaçar pela cintura.
- Fala, clone. – disse divertida, vendo Jorge lhe mostrar a língua.
- Engraçadinha. – a fitou – Aonde vai?
Ela deu os ombros.
- Ao corujal. – abraçou o ruivo também, colocando a cabeça em seu ombro – E você? – Jorge fez uma careta antes de revirar os olhos.
- Estava procurando a minha segunda copia ambulante, mas ele pareceu sumir do mapa. – May riu.
- Então por que não me faz companhia? – Jorge nada disse, só a abraçou por trás e começaram a andar rindo com as besteiras que falavam, enquanto um certo loiro atrás de uma parede os olhava com ódio.
- Weasley miserável. – ele murmurou cerrando os punhos e voltando a caminhar para o lado oposto, em direção ao seu dormitório para tomar uma boa ducha de água fria.
Por alguma razão a atmosfera da biblioteca começou a esquentar, fazendo gostas de transpiração brotarem de sua pele e escorrerem ate seus lábios, lhe fazendo sentir sua garganta ficar ainda mais seca.
Ele estava tão perto que podia sentir o hálito quase febril sair daquela boca que a fazia delirar, o perfume daquele corpo másculo que ansiava tocar e aqueles olhos castanhos inebriantes a faziam derreter como mel aquecido.
- Fred...- a voz saia tremula e pode vê-lo sorrir e aquele simples gesto a fez prender a respiração – O que você quer?
Ele simplesmente tirou um jornal do bolso e o colocou sobre a mesa, na sua frente.
- De uma olhada você mesma. – o tom de voz era de orgulho ao mesmo tempo que fazia uma pose na cadeira como fosse uma estrela de cinema.
Naty riu ao ver a ridícula comparação que fizera.
Pegou o pequeno jornal e começou a lê-lo e à medida que seus olhos passavam por cada linha, se arregalavam, arrancando gargalhadas do ruivo.
JORNAL DE HOGWARTS
Com muito orgulho que viemos anunciar agora a nova lista que acaba de sair. Desculpe a nossa demora novamente já que um novo ataque de garotas raivosas voltou a acontecer.
Desejo que o nosso fotografo Colin, melhore logo para tirar fotos do baile que ira acontecer daqui três semanas, já que ele recebeu um feitiço – não conhecido – de uma garota da Sonserina – Pansy Parkinson – SUA DOIDA, BULDOGUE VELHO.
Agora vamos a lista.
Lista dos garotos mais LINDOS:
1°- Harry Potter – 6° ano – Grifinória (MERLIN, QUE CARA!)
Revirou os olhos, que novidade ao ver o menino que sobreviveu em primeiro lugar naquele top de garotos mais lindos do colégio; aqueles olhos verdes incríveis, os cabelos negros que caiam sobre o rosto firme e a boca sensual. Riu. Só se a garota fosse uma muralha humana para não resistir aquele charme.
2°- Draco Malfoy – 6° ano – Sonserina (Isso que é loiro hein)
3°- Gêmeos Weasley – 7° ano – Grifinória (aaah, sem comentários)
Arregalou os olhos e fitou o ruivo ao seu lado.
- Terceiro lugar, é? – falou num tom orgulhoso, vendo Fred dar os ombros e passar a mão pelos cabelos.
Balançando a cabeça divertida voltou sua atenção para o jornal.
4°- Rony Weasley – 6° ano – Grifinória (dá lhe o ataque dos cabeças vermelhas. Grande família linda)
5°- Paul Lawcer – 6° ano – Corvinal (Grande Natalie McBride. SORTUDA!)
"Sortuda?" Não, ela não diria aquilo e nem as jornalistas se conhecessem realmente Paul. Ele poderia ter um rosto e um corpo lindo, mas por dentro não passa de um cretino, ordinário...
Amassou a folha do jornal entre os dedos e fixou seus olhos em algum ponto da mesa, parecendo se relembrar do que passava nas mãos do namorado.
Sentia nojo de si mesma, era uma covarde onde não conseguia escapar daquelas teias venenosas onde se prendera.
- Naty? – Fred a chamou estranhando a mudança radical do temperamento dela.
A morena suspirou e balançou a cabeça para logo sorrir e voltar a sua atenção para as últimas linhas do jornal.
6°- Brian Watanabe – 7° ano – Corvinal (O mestiço dos deuses)
Comentários das garotas do jornal: Não temos muito o que dizer, só o básico: GOSTOSOOOOOS!!!
Quando terminou de ler o comentário das garotas no fim da pagina, não caia em si de tanto rir. Lágrimas já escorriam pelo seu semblante corado, enquanto Fred estava com a cabeça apoiadas na mão sobre a mesa a observando, se divertindo com sua risada. Ele achava realmente incrível como o cabelo preto caia como ondas sedosas sobre o rosto dela e alguns fios roçavam no busto farto, ele tinha inveja daqueles fios. Os olhos azuis estavam brilhantes graças às lágrimas e o rostinho corado fazia um conjunto perfeito avermelhado com os lábios que tivera o prazer de experimentar, e ansiava novamente.
Naty limpou as lágrimas e o olhou, sorrindo.
- O que foi? – perguntou carinhosa, enquanto ele dava os ombros.
- Só estava vendo como você é linda, mas ao mesmo tempo tão fechada.
Naty abaixou a cabeça.
- Tem certas coisas, Fred, que seria bom você nunca saber. – ela o olhou entre as mexas negras que caiam lhe sobre os olhos – Talvez se soubesse nunca entenderia.
O ruivo se ajoelhou ao lado dela e lhe segurou as mãos entre as deles, acariciando a palma dela com o polegar, num carinho que a emocionou.
- Deixe-me pelo menos tentar. – pediu.
A morena soltou uma de suas mãos e levou os rosto dele, antes de se inclinar.
- Um dia...- murmurou – Um dia.
Fred sorriu e num impulso a enlaçou pela cintura e a trouxe ainda mais para perto de si, contemplou os lábios entreabertos dela por alguns minutos, para logo olhá-la nos olhos como estivesse pedindo autorização para beijá-la. E para seu espanto, Naty sorriu.
Aproximou seu rosto do dela e finalmente fez o que tanto ansiava; a beijou.
Os lábios se encontraram como uma corrente elétrica, um choque que percorreu o corpo dos dois fazendo o sangue correr ainda mais rápido por suas veias. Um facho de luz pareceu englobar os corações que aceleraram os batimentos.
As línguas se encontraram como duas cobras se enlaçando. Elas dançavam num mesmo ritmo antes de se separarem e voltarem a se tocar, freneticamente.
A respiração ofegou, e quando ele subiu uma das mãos pelas costas dela a fazendo gemer, um sorriso satisfatório não pode segurar que se formasse em seus lábios.
Naty também sorriu, nunca se sentira tão bem nos braços de algum garoto, era algo novo, algo reconfortante que fazia seu coração se aquecer e bater tão rápido como se a qualquer minuto fosse explodir.
Tantos homens já a tocaram a fazendo sentir nojo, não somente deles, mas de si mesma que nunca imaginou que poderia sentir tanto prazer quando o seu calor se misturasse com o de alguém. E Fred estava lhe mostrando que o prazer entre um homem e uma mulher existia. Não somente essa corrente eletrizante que percorria seu corpo, mas também o amor que começava a brotar em seu coração.
Suspirou e quebrou o contato dos lábios para recuperar o fôlego.
- Eu ainda não terminei. – Fred disse com o rosto vermelho, antes de voltar a puxá-la e assim capturar-lhe os lábios novamente.
Deslizou a mão pela lateral da cintura dela antes de encontrar uma brecha de sua blusa e entrar por de baixo do tecido fino e assim lhe tocar a pele quente e macia.
Deus, estava caindo num abismo sem fim. Em águas profundas que o fazia perder a sensatez e o fôlego.
Começou a acariciar a pele da cintura fina e delgada antes de deslizar para as costas, mas antes que pudesse continuar o carinho algo o fez parar, a ponta de seus dedos passou por algo levemente elevado nas costas delas, subiu mais a mão e pode continuar sentindo aquelas marcas.
"Cicatrizes?" Perguntou a si mesmo estranhando as marcas tão profundas e provavelmente feitas de uma maneira brutal.
Quebrou o contato dos lábios e a fitou com um ar interrogativo, os dedos ainda passeavam pelas costas dela e as marcas continuavam o seu caminho, cada vez mais profundo.
- O que...são...es...- mas antes que pudesse continuar, Naty deu um pulo da cadeira, pegou sua mochila e bateu em sua mão, de modo que a fizesse sair de dentro de sua blusa.
Ela o olhou com uma magoa que fez o sentir como seu coração houvesse sido engolindo por uma cobra e assim, parado de bater.
- Até mais Fred. – e dando a volta nos calcanhares, correu em direção a porta da biblioteca.
- Eu ainda não entendo por que você mandou aquela carta, May. – Jorge perguntou quando eles pararam ao lado da grande porta de carvalho do Salão Principal.
- É que...- mas antes que pudesse continuar, escutou uma voz histérica a chamar, a fazendo olhar para o lado e ver a tempo, Naty vindo em sua direção, correndo em alta velocidade.
- Ai meu Deus. – arregalou os olhos e gesticulou com os lábios, quando a morena pulou em cima de si a abraçando e as duas caindo no chão, de modo que um estrondo chamasse a atenção de alguns alunos – DE NOVO NÃO. JÁ É A SEGUNDA VEZ S" HOJE. – gritou revoltada.
- Ai, foi mal May. – Naty se desculpou rindo, enquanto sentia braços fortes segurarem sua cintura a ajudando a se reerguer. Olhou para trás e pode ver Fred sorrindo e colocar a cabeça na curva de seu pescoço e aspirar o seu perfume. – Brigada.
Ele nada disse, só deu um leve beijo em seu pescoço a fazendo ficar arrepiada.
- Alou, eu não quero ser chata, mas...- May disse sarcástica – alguém pode me ajudar aqui?
Jorge a olhou com um ar travesso.
- Você disse que foi a segunda vez que alguém pulou em cima de você? – a índia o olhou com um certo deboche.
- Pois é, ninguém resiste à perfeição aqui. – riu com a própria brincadeira.
- Então eu não serei o diferente. – e sem dizer mais nada, Jorge pulou em cima da índia a fazendo cair novamente no chão – Terceiro estraique.
May gemeu.
- Lá se vai minha costela.
Não demorou muito para que, junto com o trio maravilha, Gina chegasse e fitasse a morena caída no chão com um certo ar de surpresa.
- May, querida, eu sei que não é da minha conta o que você faz com o meu irmão, mas...- sorriu e agachou-se ao lado da índia que a fuzilou com o olhar – Não dava pra ser mais discreta, não?
- Cale a boca se não eu acabo com a sua raça. – ela avisou entre os dentes enquanto tentava tirar o ruivo de cima de si, o que estava sendo um pouco complicado já que ele era o dobro de seu tamanho.
Relaxou o corpo sobre o chão, enquanto fechava os olhos e suspirava fundo. Podia sentir que seu corpo começava a formigar e logo não iria mais senti-lo.
Estava prestes a dar um grito, mandando aquele gêmeo desgraçado sair de cima de si, quando uma voz arrastada de alguém que, irritava-a profundamente, falou na sua frente.
- Desprezível. – abriu os olhos a tempo de fazer suas íris negras encontrarem com as cinzas de Malfoy que a olhava com um ar repugnante.
- Vai a merda Malfoy. – gritou com ódio, vendo o Sonserino balançar a cabeça e dar as costas a ignorando completamente.
- Ei Malfoy. – escutou alguém chamá-lo e se arrependeu quando virou o rosto para ver quem era. – Pode ser desprezível essa cena, mas isso aqui só eu posso fazer. – e antes que o loiro fizesse alguma coisa, Jorge arqueou o corpo um pouco para cima para abraçar May e assim inclinar o rosto e fingir que a beijava.
- Você é louco. – a índia murmurou no seu ouvido.
- Cala aboca e só me ajuda com essa cena fajuta.
- Com todo o prazer, benzinho. – sorriu travessa e assim o abraçou pelo pescoço e espalmou suas mãos nas costas do ruivo para trazê-lo ainda mais para perto e poder corresponder com mais entusiasmo o "beijo".
Draco fez uma careta de nojo e levou a mão ao estomago que começou a dar voltas.
Abaixou a cabeça e foi sentar-se à mesa para poder ver se ainda conseguia jantar ou teria que ir para o seu dormitório vomitar.
Gina ria com gosto antes de abraçar Harry por trás e murmurar com um bico:
- Ah, eu também quero. – o moreno a fitou com os olhos verdes brilhando em parceria.
- Não seja por isso. – e antes que a ruiva pudesse fazer alguma coisa, ele já havia a pegado no colo, a encostado na parede e assim fingir que também a beijava.
Fred olhou para a morena e com um sorriso malicioso, perguntou:
- Você também quer, Naty? – ela arregalou os olhos e deu-lhe um tapa no braço, num gesto brincalhão.
- Acho que você já ganhou de mais hoje. – sentiu seu rosto tomar uma tonalidade forte de vermelho quando seus olhos se encontraram com todos ao redor que pararam de fingir que se beijavam e a fitavam com surpresa. – Opz...
- Natalie, o que você andou fazendo, sua safada? – May perguntou.
Naty deu algumas tossidas e assim, rindo, anunciou:
- Então gente...- olhou para a índia que engoliu em seco ao ver os olhos azuis da amiga brilharem intensamente mostrando que algo ela iria aprontar – MONTINHO NA MAY. – gritou enquanto gritava e corria em direção a Jorge e pula em cima dele, fazendo o peso sobre a índia aumentar.
- Ai Deus, hoje eu não sobrevivo. – May disse entre os gemidos enquanto os outros pulavam em cima de si, a fazendo perder o fôlego.
Todos os alunos que passavam diante deles riam com a cena desastrosa e seguiam seu caminho, sendo que alguns paravam e continuavam a observar.
Alguns alunos do jornal de Hogwarts já haviam tirado suas fotos, sorrindo satisfeito sabendo que teriam uma nova matéria para a primeira pagina.
Algumas garotas também estavam entre a roda que se formara entre eles, olhando para a bunda de Harry, já que era o ultimo da pirâmide.
- Ei Potter. – ele virou o rosto – Que bunda em. – sorriu conquistador fazendo as garotas suspirarem, enquanto Gina as fuzilava com os olhos.
A ruiva sentiu uma vontade enorme de mandá-las pastar ou enfiar a mão na bunda do amigo, mostrando que somente ela poderia fazer aquilo.
Sim, ela estava com ciúmes, morrendo de ciúmes ao ver que aquelas garotas não se tocavam que Harry era dela e de mais ninguém. Não que o amor que sentia por ele fosse algo possessivo, mas só de pensar que outras garotas o achavam bonito, sendo que elas também eram muito sensuais, a fazia se sentir tão pequena e voltar a lembrar que para o grande Harry Potter, ela só passava de uma simples amiga, onde o ajudava ficar com garotas fúteis e oferecidas como aquelas.
- Minha bunda é linda, mas só você tem o direito de tocá-la. – escutou Harry sussurrar em seu ouvido, a olhando com os olhos verdes brilhando, parecendo gostar de ver o rosto dela ficar vermelho cada vez mais, mostrando o seu nítido ataque de ciúmes. Ele sorria enquanto deslizava as palmas da mão sobre seus braços, como se estivesse a abraçando com o corpo, a embalando em seu calor.
- Olha que assim eu vou aproveitar, em. – avisou divertida, fazendo o sorriso dele, aumentar.
- Eu não irei impedir. – e assim, os dois riram.
- Algum problema, Kay? – Lucius perguntou ao ver o grande amigo abrir um envelope e percorrer os olhos sobre ele.
- Parece que May esta pedindo nossa ajuda. – anunciou olhando para o companheiro – Ninguém segura essa menina, sempre se metendo em problemas, e parece que o seu filho esta com ela. – Lucius sorriu e bebeu mais um pouco de seu drinque.
- Jovens.
Kay andou ate sua mesa e abriu a gaveta, pegando sua varinha e se encaminhou ate a porta.
- Aonde vai?
- Irei falar com o Lord, terei que pedir permissão para ver se posso levar alguns comensais comigo.
O loiro colocou o copo sobre a mesa de magno preta e se levantou.
- É algo grave? – perguntou, vendo o amigo indígena sorrir.
- Você acha que quando essas crianças fazem alguma travessura é algo grave? – Lucius deu os ombros.
- Na ultima vez sua filha quase castrou o Draco. – Kay riu para valer.
- Tal filha...- fez uma careta e olhou para baixo entre suas pernas – tal mãe.
Lucius riu e acompanhou o amigo ate a sala do Lord, onde provavelmente deveria estar torturando algum comensal como divertimento. E quando chegaram na porta da grande sala onde ele ficava, os gritos de algum homem respondiam sua pergunta.
Kay bateu na porta e a voz fria e seca de Voldemort ecoou pelas paredes frias:
- Entre!
Lucius olhou para o amigo e murmurou:
- É bom que saiba o que vai falar. – Kay sorriu e lhe deu um tapa nos ombros.
- Relaxa, eu sempre sei. – e sem demoras, abriu a porta e entrou no recinto onde uma fumaça branca e um cheiro forte de sangue estava impregnado ao redor.
- O que aconteceu? – Voldemort perguntou jogando o corpo de Pedro contra uma parede, fazendo este gemer de dor com o impacto.
Os dois Comensais andaram ate o Lord e agacharam-se diante dele.
- Levantem-se, vocês sabem que são os únicos que não precisam fazer isso. – O Lord falou ríspido, dando a volta nos calcanhares e indo se sentar em sua cadeira, onde ficava dentro de uma grande escultura de uma cobra com a boca aberta parecendo que iria engoli-lo.
Kay olhou para o loiro ao seu lado e dando os ombros, ambos se levantaram.
- Mi Lord, receio interrompê-lo no seu horário de tortura – Kay olhou para o lado a tempo de ver Pedro rastejar pelo chão ate a porta de saída – Mas preciso de sua permissão para levar alguns comensais comigo ate a floresta proibida. - Voldemort ergueu os olhos vermelhos e o fitou com o semblante sem nenhum sentimento ou emoção.
- O que aconteceu?
- Parece que May se meteu em alguma encrenca. – com aquele argumento o Lord sorriu pelo canto dos lábios e os olhos vermelhos se tornaram ainda mais brilhantes.
- O que ela fez? – quis saber.
Lucius sorriu venenoso e falou num tom de desdém:
- Provavelmente ela deve ter colocado fogo nas barbas de Dumbledore. – Voldemort riu e a risada fria ecoou pelo castelo, fazendo algumas janelas dos corredores compridos se quebrarem e os cacos de vidros cortantes caírem sobre alguns comensais que passavam diante delas, cortando-os.
- Essa é minha garota. – ele disse num tom orgulhoso – Vejo que esta ensinando muito bem a sua filha, Kay. – anunciou, vendo o comensal de sua confiança sorrir.
- Ela também aprende muito com o padrinho.
Voldemort pegou o cálice prateado ao seu lado e levou aos lábios, antes de responder:
- Pois bem, leve quantos Comensais quiser. – com uma reverencia respeitosa Kay e Lucius se encaminharam ate a porta, mas antes que pudessem sair por completo, escutaram o Lord proferir: - E diga a minha afilhada que espero vê-la em breve para colocar a marca negra nela.
Kay se virou e com os olhos negros brilhando, respondeu:
- Com certeza, Lord. Com certeza. – e assim fechou a porta, deixando o grande Senhor das Trevas com seus pensamentos para um novo plano; como matar Harry Potter.
O sol no horizonte alaranjado foi se pondo aos poucos, ate que deu lugar para a noite e as brilhantes estrelas tomarem conta do céu escuro. A lua minguante brilhava entre os altos galhos da floresta e a neblina esbranquiçada ao redor dava um aspecto de filme de terror ao cenário.
- Um...dois...três...
- Cale a boca Malfoy. – May respondeu mal-humorada enquanto caminhavam em direção as florestas proibidas com latas de tinta branca na mão.
- Estou contando para ver se não perco a cabeça e faço você engolir essa tinta goela a baixo. – May sorriu irônica.
- Quando você ver o que eu tenho preparado você ira me agradecer, então... – o olhou com ódio – Cale a boca seu loiro aguado.
Draco bufou.
- Bom menino. – anunciou divertida, para logo soltar uma risada satisfatória ao ver a cara raivosa do loiro sobre si. – Ora, não me olhe dessa maneira, fico com medo, Draquito.
Ele jogou as tintas no chão quando chegaram perto da cabana de Hagrid e cruzando os braços sobre o peito respondeu:
- Então pare de ficar olhando pra mim, mesmo que isso seja difícil, não é mesmo? - a índia colocou uma mexa do cabelo atrás da orelha e subiu os pequenos degraus da escada da cabana do gigante e antes de bater na porta respondeu bufando:
- Parece que amanha no jantar teremos a cabeça de um loiro como prato principal. – Draco riu com gosto.
- Minha bunda é mais gostosa.
- Coitado. – revirou os olhos e bateu na porta de madeira – HAGRID! – chamou e logo passos pesados vindo de dentro da cabana puderam ser escutados junto com o chão que tremia levemente.
O velho gigante abriu a porta com um sorriso que ia de orelha a orelha. May no momento que o viu também sorriu e pulou em cima dele, agradecendo por ele não ter feito isso se não seria ela pela quarta vez caída no chão, e pior, com um gigante em cima de si.
Eu não ia sobreviver, pensou brincalhona, abraçando com mais força seu professor, enquanto Draco ficava encostado na cerca, mas quando escutou algo bufar atrás de si deu um sobressalto e se colocou ao lado da índia no mesmo instante.
- Ola crianças. – Hagrid falou amigável – Soube que pegaram uma detenção.
Draco revirou os olhos e May sorriu.
- Pois é, parece que nossa lista de travessuras esse ano vai ser enorme. – o gigante riu.
- Imagino, gostariam de alguma coisa? – o sonserino se colocou ao lado da morena e lhe deu um cutucão nas costas avisando que se ele fosse obrigado a entrar naquela cabana ela não iria sobreviver para ver os raios de sol amanha.
- Não Hagrid, eu só vim dar um oi mesmo, ate mais. – e dando um beijo na bochecha do gigante desceu as escadas, pegou as tintas e andou ate a cerca branca um pouco mais adiante.
- Idiota, miserável, desgraçada...
- Linda, sexy, inteligente? – May continuou com o tom de voz sarcástico enquanto o olhava por cima dos ombros e lhe mandava um beijo no ar – Eu sei.
O loiro jogou as tintas sobre o gramado e andou ate a índia como uma cobra raivosa, faminta, pronta para dar seu bote e devorar sua presa.
- Se você fosse realmente inteligente não iria me provocar, esta entrando num terreno perigoso, Sutramy. – avisou se aproximando dela e fazendo seus narizes quase se tocarem, May sorriu e se aproximou ainda mais, sentindo o aroma cítrico dele penetrar sobre seus poros e começar a percorrer seu corpo a inebriando.
- Eu já entrei nesse caminho Malfoy, há muito tempo, e nunca hesitei. – sussurrou fazendo o sonserino estremecer ao seu tom de voz tão sensual e ao mesmo tempo perigoso – e não será agora que irei fazê-lo.
Draco a pegou pela cintura e num passe rápido de pernas e a colocou entre seus braços a ameaçando jogá-la numa possa de lama.
- Você não se atreveria. – a índia perguntou com os olhos arregalados enquanto se segurava com mais força no pescoço do loiro que sorria vitorioso.
- Nunca duvide de mim. – mas antes que ele pudesse fazer alguma coisa, May o pegou pelo colarinho e assim girou o corpo o fazendo cair com as costas sobre a poça funda de barro.
- E nem de mim. – estava preste a se levantar quando o loiro pegou uma quantidade generosa de lama na mão e a jogou de encontro ao rosto da morena – Sua cobra imunda! – May gritou pulando sobre ele e assim começaram a rolar sobre a lama e o gramado, fazendo folhas grudarem em suas vestes e o barro esconder seus rostos.
Draco a jogou com força contra o gramado e a puxou pelas pernas a fazendo ralar as costas.
- VERME. – ela gritou com ira, pegando a varinha em punhos e proferindo com ódio – Petrificus Totallus. – um jato de luz saiu da ponta da varinha dela atingindo o loiro em cheio que sentiu aos poucos seu corpo endurecer e não conseguir mais mexê-lo.
- May... você sabe que eu te amo né? – Draco perguntou com a voz tremula, vendo a índia se aproximar dele com sorriso nos lábios que se escondiam entre a lama, mas os olhos brilhando numa forma maldosa estava nítido, o fazendo engolir em seco.
- Agora, Draquito, irei te ensinar que com uma Sutramy não se brinca. – num gesto rápido, pulou em cima dele o fazendo cair novamente sobre a lama, agora, imóvel.
A índia pegou uma forte quantidade de grama e observou o corpo do loiro minuciosamente.
- No cabelo não. – o sonserino pediu, vendo os olhos dela brilharem ainda mais, a fazendo ficar com uma fisionomia quase demoníaca.
- O ponto fraco. – e jogou a grama no cabelo dele o fazendo morder o lábio para segurar um grito de ódio. Ela passou a mão pelos cabelos dele, o sujando ainda mais e folhas verdes tomarem conta da extensão de sua cabeça – Olha só, você ama tanto a nossa casa que ate esta com o cabelo pintado de verde.
Draco a fuzilou com os olhos cinzas ainda mais frios e escuros, tentou se mover mais seu corpo parecia não o obedecer.
Maldita índia, concluiu com ódio a vendo o sujar ainda mais de grama.
A raiva dos dois sonserinos era tão grande que não se deram ao trabalho de virar os rostos para ver que bem ao seu lado estavam comensais da morte que os observava com certa surpresa e ironia.
- Ei, Kay. – Lucius chamou o amigo ao seu lado que tinha os braços cruzados no peito enquanto olhava a própria filha em cima de Draco.
- Fala.
O loiro chegou mais perto e perguntou:
- Você já fez sexo com sua mulher na lama? – o índio bateu a mão na testa.
- Não é que não. – respondeu atônico, olhando para o amigo – Vejo que nossos filhos têm mais imaginação que nos. – suspirou – Estamos perdendo os nossos postos, Lucius.
May continuava sujando o sonserino, quando escutou um galho ao seu lado quebrar, chamando sua atenção a fazendo virar o rosto e o que viu a fez ficar pálida; seu próprio pai e seu "tio" estavam ali, rodeados por comensais da morte, os fitando de uma maneira surpresa enquanto alguns faziam o favor de rir.
Oh Deus, eles pensavam que ela estava... COM O DRACO?
Num pulo saiu de cima do loiro e andou ate o pai com passos raivoso.
- Eu não estou fazendo NADA. - gritou vendo o pai suspirar aliviado.
- Graças a Deus, você ainda é pura. – a índia sorriu travessa.
- Ora pai, você que pensa. – o comensal a fitou severo.
- O que você esta querendo...- mas antes que pudesse termina de falar, viu a filha abrir os braços e sorrir de orelha a orelha.
- Deixa pra lá, e me deixe te dar um abraço. – o pai arregalou os olhos e se colocou atrás de Lucius de modo que pudesse se defender.
- Sai pra lá.
May abaixou os braços e fez um falso bico enquanto fazia lagrimas brotarem de seus olhos.
- Que horror pai, não querer abraçar sua própria filhinha?
Kay saiu de trás do loiro e se aproximou da filha cauteloso.
- Olha May, eu amo você, mas... Você é como sua mãe, uma doida. Tenho que agradecer a Deus por sua irmã ser como eu, sã.
A índia ia responder mais um barulho vindo a trás dela chamou sua atenção como o dos outros comensais.
- Olha, eu não quero atrapalhar o reencontro emocionante, mas eu ainda estou aqui petrificado e com lama entrando em certas partes de meu corpo que já esta começando a coçar. – Draco falou entre os dentes, enquanto sua cabeça ia afundando cada vez mais na poça.
- Esse é o meu filho. – Lucius disse a si mesmo, indo ate o loiro e o puxando pelas vestes antes de, num passe de varinha, desfazer o feitiço.
Lucius colocou o filho ao lado de May e voltou para o circulo de comensais. Kay respirou fundo o ar daquela noite sombrosa, para logo transformar o vento, antes ameno, em algo agressivo. As arvores começaram a balançar bruscamente, e as folhas se elevavam do chão, parecendo dançar sobre o ar.
O homem fixou seus olhos nos dois jovens fazendo suas íris antes negras tornarem-se num tom quase prateado como de uma cobra, e assim assoprou fazendo uma rajada de vento verde sair de sua boca e embalar os sonserinos em aspirais.
May sorria enquanto Draco a olhava com ódio, sem perceber que suas vestes à medida que as aspirais iam subindo pela extensão de seu corpo, ficavam mais limpas ate que não restou uma única sujeira.
Kay balançou a cabeça e relaxou os ombros. Encarou a filha, agora limpa, e sorriu, abrindo os braços disse com um tom de alegria:
- Vem pro papai filhinha. – May o olhou como se fosse um louco, antes de virar as costas bufando.
- Agora também não quero mais abraçar o Senhor.
O Comensal fez bico e olhou para o homem ao seu lado que ria com gosto.
- Oras, bobeou, dançou meu amigo. – Lucius foi ate o filho e o abraçou – Como esta Draco?
O sonserino correspondeu o abraço e respondeu num suspiro:
- Bem melhor, pai. – Lucius se soltou do filho e o olhou com orgulho antes de ir ate May e abrir os braços.
- E você pequena? – a índia se virou e sorrindo abraçou o "tio".
- Ótima! – e sobre os ombros do comensal que ainda abraçava mostrou a língua pro pai que deu os ombros como se não se importasse e foi cumprimentar seu sobrinho.
- Draco. – falou num tom paterno.
- Senhor Kay. – o loiro respondeu educadamente, fazendo o homem sorrir.
Os outros comensais se encontravam quietos e parados, enquanto o vento balançava suas capas negras. A floresta Proibida estava quieta, mas podia se sentir olhos vindos daquela escuridão os observando, como se a qualquer momento fosse os atacar e comê-los para o jantar.
- Bem...- Lucius falou depois de um tempo – Por que nos chamaram?
May se colocou ao lado de Draco e sorriu.
- Nos levamos uma detenção, então pensei que alguns comensais – apontou para os homens atrás do pai – Poderiam pintar a cerca aqui.
Draco a olhou atônico.
- Então foi por isso que os chamou? Para pintar uma misera cerca? – a índia o olhou com ironia.
- Malfoy, use isso aqui – lhe deu um tapa na cabeça – que você chama de cérebro pelo menos uma única vez na sua vida. Se você estiver a fim de ficar ai agachado pintando cerca por mim tudo bem, mas eu me recuso a fazer trabalhos desse tipo. – Kay riu.
- Tudo bem, crianças não briguem – ele engoliu em seco quando recebeu olhares mortíferos dos jovens, o fazendo dar um passo para trás – Deixe com a gente – virou a cabeça e com um único movimento os homens atrás deles começaram a trabalhar, pegando as tintas os pinceis e assim começarem a pintar num ritmo rápido.
- Por que estou pensando que tem mais alguma coisa? – Lucius voltou a perguntar, agora cruzando os braços sobre o peito e observando o filho minuciosamente, como se estive vendo qual seria o lugar mais doloroso para matá-lo.
May passou a mão pelos cabelos num gesto que mostrava sua raiva, ao lembrar-se o que acontecera com sua irmã naquele dia.
Umedeceu os lábios com a pontinha da língua e assim encarou o pai que estava na sua frente, agora, com um daqueles olhares que faria qualquer um tremer, ou ajoelhar sobre seus pés pedindo misericórdia, mas ela não.
- Foi à pequena, pai. – o homem endureceu ainda mais o rosto, fazendo as íris negras cintilares num aviso de perigo – Alguns alunos da Sonserina, do quinto ano, bateram nela.
Kay ergueu uma das sobrancelhas enquanto apertava os punhos com força, na maneira de conter sua raiva. Cerrou os olhos levemente fazendo no lugar destes, aparecer uma linha de fogo negro crispante. Os lábios estavam frios, mostrando nenhuma emoção.
- Nomes. – foi a única coisa que disse, olhando para a filha, que suspirou ao escutar a voz tão venenosa dele.
- Gardellin, Sillister, Kasine, Kurt e Hystolli. – Draco respondeu, colocando as mãos no bolso da calça e não se importando de não esconder o seu tom de voz revoltado, ao ter que se lembrar da cena de Mia apanhando naquela manha. Uma nova raiva arrebatou-se em seu peito, e a vontade de matar aqueles desgraçados estava começando a se transformar em tentadora.
- Deixa comigo. – Lucius falou, empunhando a varinha e a apertando entre os dedos frios. – Faz um bom tempo que eu estou com vontade de pegar a família Gardellin.
Kay estranhamente voltou a possuiu sua fisionomia alegre e se virou para o amigo, com o cenho franzido:
- Por acaso, essa não é a família que torturamos ate deixar o pai um verdadeiro viciado em latas de lixo e a mãe uma louca que acha que é uma cantora de opera? – Lucius confirmou num gesto de cabeça, fazendo um sorriso alegre cortar os lábios do índio – Mas que beleza, agora iremos acabar com o filhinho deles. – os olhos brilharam em alegria – Hoje vai ser uma noite gloriosa.
Draco e May se entreolharam achando graça no homem, mas quando seus olhos se encontraram o ódio voltou a atormentá-los, fazendo o loiro a fuzilar com os olhos mostrando que o que ela se atrevera a fazer a ele naquela noite, não iria deixar barato, enquanto a morena simplesmente sorria.
- May, acho que já vamos indo. – o pai falou indo ate ela e a abraçando – Se cuida e não se esqueça que eu te amo. – sorrindo, deu-lhe um beijo na testa, antes de murmurar: – Boa noite.
May sorriu.
- Boa noite papai, eu também amo o senhor. - não demorou muito para que, depois das despedidas, os homens aparatassem, deixando-a novamente sozinha com um certo loiro que não parava de olhá-la. – Olha, Draco eu sei que não sou a mulher da sua vida, mas daria para parar de me olhar como se eu fosse? – bufando, começou a andar em direção ao castelo, com o loiro aos seus calcanhares.
- Só estava pensando qual vai ser minha vingança. – a índia o encarou sobre os próprios ombros.
- "timo, pense bem, e faça de alguma maneira eu não ter vontade de matá-lo depois, ai poupa o meu tempo e o seu.
Draco sorriu pelo canto dos olhos e os olhos cinzas tornarem-se ainda mais claros, fazendo a índia engolir em seco.
Deus! Estavam à luz da lua, e o esplendor dessa fazia os cabelos platinados dele brilharem ainda mais, as mexas caiam sobre o rosto pálido dando-lhe um ar misterioso que balançavam graças à brisa fria, e o sorriso sexy sobre os lábios finos e frios era quase um convite tentador para ser saboreado.
"Pare já com isso" May gritou consigo mesma, fazendo um gesto impaciente com as mãos e entrando no castelo.
- Boa noite, Malfoy. – oras, pelo menos ela era educada.
- Boa noite, Su. – ele respondeu sorrindo ainda mais - Sonhe comigo.
Ela riu, ao virar o corredor.
- Isso seria pesadelo, querido. – e sem dizer mais nada, sumiu nas sombras do corredor.
- Como assim não vai ao baile? – Naty perguntou atônica, fitando a ruiva ao seu lado que tinha a cabeça baixa, como se estivesse delirando. – Vai ser um baile ótimo, você tem que ir Gi.
A ruiva se ajeitou ainda mais sobre o seu casaco negro antes de soltar um longo suspiro e responder:
- Naty, eu não tenho roupa, não tenho par e pior...- crispou os lábios – Não sei...
- Fala minhas melhores amigas, lindas e maravilhosas – May falou atrás das duas jovens, fazendo-as terem um sobressalto e a olharem assustadas.
- Sua louca, me assustou. – Naty falou encostando-se à parede e levanto a mão ao peito arfante. A índia sorriu e lhe deu um tapinha no ombro.
- Então eu consegui dar o efeito que eu queria – riu e lhe piscou um olho, fazendo a morena também rir – Mas e ai qual era o assunto?
Gina fez um gesto impaciente com as mãos e se colocou ao lado de Naty que procurava alguma coisa dentro da mochila.
- Nada de mais. – deu os ombros – O mesmo assunto de sempre, garotos, baile, par.
Um sorriso de orelha a orelha cortou os lábios da índia que deu um pulo de alegria e se aproximou ainda mais das amigas, dizendo com entusiasmo:
- Meu Deus, amanha iremos a Hogsmead comprar o vestido para o baile, e...- os olhos negros brilharam como fosse de uma criança que esperava ansiosa pela surpresa que o pai tinha para lhe mostrar – finalmente irei reabastecer o meu estoque de chocolate – Gina e Naty se entreolharam com as sobrancelhas erguidas antes de rirem, deixando a índia emburrada – O que foi? Eu sou chocolotra com muito orgulho.
Gina abraçou a índia.
- Isso a gente sabe, May. – riu – Mas me diga, você não deveria estar na sua detenção com o Draco? – a índia revirou os olhos.
- Por Merlin, ate com vocês aquela palha dourada me persegue – passou a mão pelos cabelos – Ninguém merece. – Naty riu e tirou de sua mochila uma revista de moda.
- Vindo de você, querida, você deve ter o deixado lá sozinho cumprindo a detenção por vocês dois – May deu os ombros – Mas, me deixa te conta, sabia que a nossa amiga aqui – apontou para Gina que cobriu o rosto com as mãos – disse que não vai ao baile?
May olhou para a ruiva incrédula.
- Você é uma louca se não for. – Naty sorriu.
- Eu disse isso, mas ela falou que não tem par, vestido...- a índia a interrompeu.
- Você vai nesse baile mesmo que eu tenha que te arrastar pelos cabelos ate aquele salão. – a segurou pelos ombros – Se ta me entendendo?
Gina olhou para as amigas e sorriu.
Elas eram malucas ao pensar que iria entrar naquele salão. Vestida com o que? Panos e farrapos com o que estava acostumada? Já não agüentava mais aquela timidez que a fazia ter vergonha de seu próprio corpo, o escondendo por debaixo de pesadas vestes escuras. Os cabelos sempre mal penteados e as unhas sempre roídas.
Suspirou, sua vida sempre foi daquela forma humilde. Mas chega uma hora que uma garota no auge de sua adolescência quer ser destaque entre as outras, chamar a atenção dos garotos e ter um namorado lindo que faça às outras jovens morrerem de inveja, mas... O que ela tinha que dava inveja nas outras garotas? A amizade do grande Harry Potter, que a havia como um objeto que usava para beijar qualquer garota, tendo ela namorado ou não.
Queria mudar, mas seu orgulho que sempre lhe avisara; não importa o que os outros pensam, a impediam de fazer tal coisa. Abaixou a cabeça e olhou para os próprios sapatos, negros, gastos e com buracos.
Desejava chamar a atenção somente uma única vez, entrar em algum lugar e fazer todas as cabeças se virarem para si, principalmente a de Harry. Queria ser bonita como suas amigas, e ter tanto bom gosto.
- Desculpe meninas, mas, eu tenho medo. – May e Naty se aproximaram e colocaram-se ao seu lado, numa forma que pediam para que ela continuasse – Olhem para vocês e olhem para mim? – apontou para elas e logo para si mesma – Vocês são lindas, as garotas mais lindas do colégio e eu...
- Uma pessoa maravilhosa, popular onde todos gostam e conhecem. Uma garota de quinze anos linda e acima de tudo amiga. – May falou levantando o rosto dela de modo que a fitasse nos olhos – Gi, uma pessoa não precisa ser linda por fora para ser notada. – Naty sorriu e falou divertida, fazendo a índia agradecer aos deuses por ela ter quebrado o clima tenso.
- E alem do mais, garota, você é a única que pode apertar a bunda do Potter. – as outras riram divertida – Gi, você ama o Harry e isso não é segredo para nenhuma de nos, se você quer a atenção dele, mude. Deixa que eu e a May a ajudemos a se transformar numa nova garota. – a ruiva sorriu fraco.
- O Harry tem que gostar de mim como eu sou, e não pela minha aparecia.
May deu-lhe um tapa na cabeça.
- O, ruiva teimosa, por Deus, é pior que os gêmeos juntos. – riu – O Potter já gosta de você como é, não é por acaso que você é a melhor amiga dele.
- Mas parece que não é o suficiente. – Gina voltou a falar, ajeitando a mochila no ombro.
- Não é o suficiente, pois você se faz o favor de se esconder por debaixo disso aqui – e segurou o grosso tecido do casaco – Abra-se garota, voe, VENHA PARA O LADO VERMELHO DA VIDA. – Naty abria os braços e pulava pelo corredor como uma ave, arrancando gargalhada das amigas – Olha aqui, ruiva, eu não quero saber se você quer ou não, mas o caso é; VOCÊ VAI NESSE BAILE.
May fez um gesto afirmativo com a cabeça.
- É isso ai, alem do mais, o baile é a fantasia e você já sabe do que vai fantasiada? – Gina deu os ombros.
- Qualquer coisa que ninguém possa me reconhecer. – Naty bateu palmas.
- Ta entrando no espírito da coisa. – sorriu divertida. – Eu tava pensando em ir como uma dama das águas. – os olhos azuis brilharam sobre o esplendor da lua, fazendo-a ficar com uma fisionomia ainda mais de uma menina.
- Boa. – May falou impressionada – Eu estava pensando em ir como uma vampira. – olhou para a ruiva que parecia pensativa ao seu lado – E você, Gi?
Ela deu os ombros.
- Façam o que vocês acharem melhor – suspirou – Estou na mão de vocês. – as amigas se entreolharam numa forma enigmática – Mas olhem lá o que iram fazer.
Elas lhe piscaram um olho e sorriram.
- Pode deixa, Gi...- Naty começou.
- No dia do baile... – May continuou a examinando de cima para baixo, como se estivesse vendo suas medidas.
- Você estará linda. – a morena esticou a mão para a índia ao seu lado e esta bateu em sua palma numa forma de cumplicidade. Gina fez uma careta e murmurou num gemido:
- To vendo que eu to ferrada. – May a abraçou pelos ombros.
- Relaxa cabeça de fogo, não confia em nos aqui? – Gina a olhou e quando estava preste a responder, a índia a cortou – Não responda. – as três riram.
Continuaram andando pelos corredores vazios, iluminados somente pela luz da lua que passava entre as grandes janelas de vidro.
O castelo estava estranhamente inquieto, e raramente elas trombavam com algum aluno, onde, olhava para May com medo, temendo que ela tirasse pontos de sua casa, por esta desrespeitando a regra por estar fora da cama, mas a índia parecia estar nem ai, já que continuavam rindo com alguma piada que as amigas ao seu lado falavam.
Não demorou muito para que no meio da conversa, as três se calassem e olhassem para trás, a tempo de ver um certo trio; duas cabeças vermelhas, sendo que uma delas fez o coração de Naty acelerar, e a outra era um moreno que fez Gina, por sua vez, prender o fôlego.
Harry e os gêmeos se aproximaram sorridentes, e o brilho nos olhos de cada um, avisava a elas que, alguma coisa eles iam aprontar.
- Não me diga que ira colocar a Madame Norra num espeto de churrasco e colocá-la dentro de uma caixa de presentes e mandá-la para o Filch. – Gina perguntou, colocando os braços em frente ao peito, quando o melhor amigo se colocou a sua frente, colocando uma mexa de seus cabelos ruivos atrás da orelha.
- Você acha que eu seria capaz de fazer tal maldade? – a ruiva ergueu uma das sobrancelhas – Ta, eu seria sim. – riu.
Fred sorriu para Naty de uma forma que a encantou, fazendo-a abaixar a cabeça, desconcertada. May estranhou aquele comportamento da amiga, já que pela primeira vez na vida, Natalie McBride, corou. Aproximou-se de Jorge e murmurou:
- O que ah com esses dois? – o ruivo riu e lhe enlaçou a cintura.
- Você é cega ou o que? – brincou – Faz muito tempo que venho reparando nessa queda que a Naty tem pelo Fred, e podemos dizer que o sentimento é recíproco. – a índia arregalou os olhos.
- Merlin esta ouvindo minhas preces. – fez uma careta, quando continuou – Paul não serve para a Naty, e já venho notando alguns dias que ao lado dele, ela anda tão infeliz.
Mas antes que a conversa pudesse continuar, Harry se ajoelhou em frente a Gina, sendo seguido por Fred que fez o mesmo com Naty e Jorge entendendo o recado também se ajoelhou na frente de May. As garotas se olharam e foram obrigadas a segurar uma risada quando eles pegaram suas mãos.
Gina olhou para Harry que sorria para ela de uma forma encantadora, a fazendo derreter como mel aquecido, e a obrigando a morder a própria língua quando sentiu os dedos do amigo deslizarem sobre seu pulso, fazendo suas pernas bambearem.
- Nos estamos aqui. – Fred começou, sem tirar os olhos de Naty que sorria.
- Para fazer um pedindo muito importante. – Jorge continuou.
- E é bom que não nos desaponte com suas repostas – Harry terminou, antes de soltar um longo suspiro, e assim os três em uníssono pediram:
- Seja o meu par?
Gina se engasgou com a própria saliva, Naty soltou um grito de surpresa e May riu para valer, ao ver a cara de cachorro pidão de Jorge.
As três se entreolharam por um tempo, fazendo caretas como se estivessem conversando por códigos, rindo algumas vezes, divertidas.
Os garotos ficavam cada vez mais apreensivos. Já estavam começando a suar quando elas, com sorrisos venenosos nos lábios disseram da mesma forma que eles, juntas:
- Não! – e rindo, deram a volta nos calcanhares e começaram a andar em direção para suas casas, deixando um certo trio de garotos revoltados para trás.
- Boa noite meninas. – May falou para as amigas quando virava o corredor em direção ao lado oposto ao delas.
Gina e Naty sorriram e entraram no Salão Comunal da Grifinória, sabendo que amanha seria um longo dia.
Continua...
