Capitulo 11: Dança Comigo!
É realmente fácil nos envolvemos com uma pessoa... Mas o difícil é esquecermos que amamos outra.
- Gina, onde você pensa que vai assim? – a voz zombeira de Naty se sobrepôs a de May, onde já começava a reclamar do atraso da ruiva.
Já estavam a mais ou menos vinte minutos naquela maldita sala abandonada do quinto andar, e nada de Gina aparecer.
A garota deu um leve sorrio ao entrar na sala e colocar sua mochila no chão, ao lado da porta.
Droga!, Gina pensou, engolindo em seco. Faltavam menos de dez dias para o baile e ela tinha que aprender a dançar de qualquer forma, e já começara aquele maldito sábado com o pé esquerdo.
- Me desculpem o atraso. – May a olhou de cima para baixo, e quando chegou em seus pés a índia não falou nada, só fez o favor de fazer uma careta e girar os olhos.
Naty passou a mão nos cabelos, como se estivesse tentando manter uma calma que começava a se evaporar.
- Gininha, minha vida...- Perigo!, Uma voz em alerta gritou na mente da ruiva que voltou a engolir em seco. Mas o que estava havendo? Pensou, vendo a amiga andar em sua direção, fazendo com que altíssimo salto de sua sandália preta, onde fez Gina arregalar os olhos assustados ainda mais ao ver como um ser humano conseguia andar com tanta perfeição em cima daquilo, que estava à mostra pela minúscula saia branca aonde balançava graciosamente a cada passo, que ecoava. – Você quer aprender a dançar?
Mas que pergunta infeliz era aquela? Gina teve vontade de falar, mas com um simples balançar de cabeça respondeu da forma mais simples possível:
- Claro, por isso que estou aqui.
May saiu do parapeito da janela, onde estava encostada, e se colocou ao lado da Naty.
- Então, mi amore...- a voz gélida da índia deu o ar de sua graça – Como você me vem para uma aula de dança com esse tênis que quase não tem sola, criatura?
Gina olhou para os próprios pés. Oras, ela não sabia dançar e não iria arriscar a andar com uma daquelas sandálias onde o salto era do tamanho de uma varinha e a grossura de uma folha de pergaminho. Não era louca a ponto de querer quebrar as pernas.
Com um suspiro cansado, passou a mão pela testa suada. Como odiava o calor.
- Meninas, eu não vou arriscar a andar numa dessas...- fez uma careta e apontou para os pés das amigas – armas de guerra.
Naty e May riram para valer antes de sorrirem uma para a outra de modo quase perverso, onde fez Gina erguer uma das sobrancelhas. Ah sim, elas iriam aprontar alguma coisa.
- Eu ou você? – May perguntou entre um sorriso perigoso no canto dos lábios, onde fez seu tom de voz sair num simples murmúrio perigoso.
Naty colocou o cabelo para trás do ombro.
- Tenha o prazer. – andou até o som que estava sobre a mesa dos professores e ligado magicamente.
Gina seguiu a morena com os olhos. Grande erro!
Em quanto toda sua atenção estava em Naty, May teve a chance de um único piscar de olhos transformar seu tênis numa sandália, e a grande calça de moletom cor de chumbo que fazia as pernas da ruiva parecerem maiores do que as de Hagrid, numa saia vermelha curtíssima, parecida com a cor de sangue, graças ao seu tom apagado, quase chegando ao vinho.
Gina olhou para suas pernas a mostra e logo para seus pés.
Ah sim, ela mataria aquela Sonserina maldita.
- May, você quer por acaso mor...- não conseguiu terminar a frase, já que quando deu o seu primeiro passo em direção a índia para estrangulá-la perdeu o equilíbrio e caiu no chão, batendo fortemente sua bunda no chão frio e duro da sala. – Ai! – gemeu de dor.
Naty riu para valer chegando a jogar a cabeça para trás, enquanto May simplesmente tampou o rosto com as mãos.
- Senhor, dei-me paciência. – a índia rezou, esfregando o rosto, antes de voltar a encarar a ruiva que ainda se encontrava no chão. – GINA! – gritou, andando até a amiga e lhe estendendo a mão – Não creio que você não saiba andar de salto.
Gina deu um sorriso amarelo e engoliu em seco.
Elas queriam o quê? Que ela fosse uma modelo que soubesse andar sobre uma passarela como uma verdadeira pluma?
Suspirou e passou a mão pelos cabelos. Aquilo seria mais difícil do que imaginara.
- Não eu não sei. – confessou – Eu sempre usei tênis.
Naty sorriu e assim andou até a ruiva para logo abraçá-la.
- Relaxe, tenho certeza que a nossa queria Mayzinha aqui, terá o maior prazer em lhe ensinar a andar de salto...- sorriu para a índia que estava com os olhos arregalados e a boca aberta – Não é?
May respirou fundo várias vezes para manter a calma, antes de por fim sorrir forçadamente.
- Claro. – Por que todo o trabalho complicado tinha que ficar sempre com ela? – Venha aqui Gina. – andou até a ruiva e a segurou pelas mãos. – Vamos com um passo de cada vez.
- Okay! – Gina respondeu num tom animado, olhando Naty se afastar e sentar sobre a mesa do professor.
- Comece dando um passo para frente com a perna direita. – May informou, mas no momento que a ruiva deu o primeiro passo, voltou a perder o equilíbrio e caiu no chão.
Naty gargalhou e olhou para o relógio que trouxera e que estava em cima da mesa: oito e meia da manhã.
Suspirou profundamente antes de começar a enrolar uma mecha de seu cabelo no dedo, numa forma despreocupada. Bem que Fred poderia estar ali para lhe ajudar a passar o tempo.
Andou até o parapeito da janela e sentou-se neste, fitando o belo dia de primavera que começava a se expandir pelo jardim da escola. As grandes árvores se encontravam ainda mais verdes e brilhantes, onde delicadas flores amarelas e rosas começavam a brotar sobre seus longos e fortes galhos. Até mesmo a própria Floresta Proibida não estava tão assustadora naquela época do ano. O gramado estava também muito verde, onde o tom claro deste se destacava num contraste harmonioso com as flores vermelhas, rosas, brancas e de outras cores claras, onde começavam a desabrochar sobre os calorosos raios do Sol que começava a se erguer em direção ao céu azul, sem uma única nuvem, onde a este também se refletia nas águas plácidas do lago o deixando ainda mais cristalino.
Sorriu. Se houvesse algum tempo antes do almoço, chamaria Fred para um passeio aos arredores do castelo. O dia estava simplesmente perfeito.
Encostou a testa no vidro e se permitiu adormecer por um breve momento.
A brisa quente que entrava pela janela balançava seus cabelos graciosamente, de modo também que trazia o aroma doce das flores, de uma forma tranqüilizante.
Até mesmo May não estava mais gritando com Gina que voltara a cair pela quinta vez.
Sentiu, estranhamente, seu peito se apertar e no momento que se concentrou no breu diante de seus olhos, pôde ver uma certa imagem ir ficando cada vez mais nítida. Seus olhos começaram a marejar.
Aquele dia estava como o de Hogwarts, mas no lugar de um grande castelo, havia uma casinha de madeira branca com uma cerca da mesma cor, onde rodeava o belo jardim de belas roseiras.
Uma mulher, morena de incríveis olhos azuis sorria em meio às gargalhadas da filha que era rodopiada por seus braços, cortando o cheiroso ar do campo.
- Ei, minhas princesas olhem para cá. – uma voz grave pôde ser ouvida perto da porta da casa. A mulher e a criança pararam de rodopiar e olharam para o homem sorridente e esbelto que continha uma maquina fotográfica nas mãos, e no momento que os olhos das duas se fixaram na lente desta, um flash disparou.
- Papai, você quer me deixar cega? – a criança resmungou risonha, por causa da forte luz branca que a cegou por alguns segundos.
- Eu já falei para o seu pai trocar essa maldita maquina, mas ele não me escuta. – a mulher falou, entrando na brincadeira.
O homem soltou uma gostosa gargalhada antes de se juntar as duas, e dar um apaixonado beijo na mulher e um amoroso na bochecha da filha, antes de segura-lá pela cintura e a jogar para o alto.
- John cuidado, ela pode cair!
- Relaxe Liza, eu sou um bom apanhador. – o homem falou olhando para a esposa, enquanto corria e segurava a filha nos braços que ria gostosamente.
A mulher se aproximou com um lindo sorriso e iluminava os incríveis olhos azuis, assim como os do marido e os da filha que eram ainda mais claros.
- Bem que essa garotinha aqui gosta de voar. – a menina riu e ergueu os braços em direção a um colar que a mãe tinha em volta do pescoço.
- Que lindo.
Liza sorriu e beijou as pequeninas mãos da filha antes de tirar o colar e colocar no pescoço dela.
- Que bom que você gosta minha pequena, por que ele é seu.
- Eu que o dei a você no nosso aniversario de casamento. – John disse, dando mais um beijo na mulher.
- Daria para vocês fazerem isso quando eu não estou por perto. – a criança resmungou, olhando para o colar em seu pescoço.
- Naty! – o casal falou juntos, antes de sorrirem.
- Tudo bem, prometemos que iremos nos controlar. – Liza murmurou entre um suspiro.
Naty sorriu e assim passeou os dedinhos sobre a jóia: a corrente era de ouro branco talhado com fios em um tom de azul, combinando com a cor do delicado pingente que havia pendurado sobre este.
- Espere minha linda. – a mãe disse carinhosamente, pegando a jóia entre as delicadas mãos – Se você apertar aqui no lado, vai se abrir. – e assim o fez. Apertando o pingente nas laterais, a jóia pareceu se abrir como mágica, revelando assim uma foto, onde os três estavam sentados sob a sombra de uma árvore rindo abertamente.
- Obrigada mamãe, eu amei. – e assim pulou no colo da mãe que se permitiu cair no chão e rolar sobre o gramado verde no campo com a filha, sendo observadas pelo pai que ria também com a doce visão.
Com certeza eles eram a família mais feliz do mundo.
- Naty? – uma voz, ela pôde escutar ao longe – Terra chamando Naty do mundo dos sonhos, responda, cambio.
A morena soltou um baixinho grunhido antes de levantar as pálpebras lentamente, para logo poder se deparar com a imagem risonha de May.
- Eu vim pro inferno? – Naty murmurou, fazendo o sorriso da índia desaparecer, dando lugar a um desdenhoso.
- Não meu bem, você ainda não foi para o inferno. Lembra que eu e você fizemos um acordo de irmos juntas?
A morena começou a rir sobre os belos raios de sol e desencostando-se da janela, abraçou a índia.
- Ai, me desculpa May. – lágrimas escorriam pelo rosto das duas de tanto gargalharem – Eu ainda estou um pouco sonolenta.
May revirou os olhos e se afastou da amiga, antes de voltar a sorrir de orelha a orelha.
- Isso não importa. – o tom era de pura satisfação – Veja o que eu consegui fazer. – e mostrando com a mão como se elas estivessem num leilão e May mostrava a mercadoria, Naty pôde ver Gina andando perfeitamente sobre as altíssimas sandálias.
A ruiva dava graciosas viradas sobre os calcanhares e colocava uma perna na frente da outra, como se estivesse mesmo andando sobre uma passarela, sem esquecer que mexia os quadris numa sintonia perfeita, aonde não chegava a ser vulgar, somente sensual e provocante.
Arregalando os olhos, voltou a olhar para o relógio que agora indicava dez horas.
- Merlin seja Santificado. – Ela havia dormido por longas duas horas!
Dando um pulo se colocou de pé e correu em direção a Gina que rolou os olhos e passou a mãos pelos cabelos num gesto nervoso.
Ela estava lá toda feliz por ter conseguido dar mais de três passos com aquela sandália e a amiga lhe fazia o incrível favor de chegar a correr, pular em sua direção com uma perfeição a qual parecia que ela estivesse descalça. Que amiga fora arranja!
- Ta Naty eu sei que você anda tão bem de salto que chega até mesmo poder correr numa maratona com eles, mas eu como iniciante que sou, não precisa me humilhar.
Naty deu um sorrisinho amarelo.
- Desculpe. – clareando a garganta sobre o olhar fuzilante da ruiva, falou, na tentativa de mudar o humor dela – Bem... Já que você aprendeu a andar de salto, que tal começarmos a aula de dança?
May soltou um profundo suspiro onde chamou a atenção das amigas para ela.
A índia ergueu os braços e balançou a cabeça de modo de indignação.
- Não me olhem dessa maneira. – olhou para Naty que tinha uma das sobrancelhas erguidas. Ela já fizera sua parte em ensinar Gina a andar de salto, agora seria com a morena ensiná-la a dançar. – Eu não vou ensinar a Gina a dançar, não sou boa sobre esse assunto com iniciantes. É a sua fez Naty de parar de ser vagal e fazer algo que preste.
Naty fez uma careta e olhou para Gina que tinha os braços cruzados em frente ao peito.
Okay, maldita hora que mandara May ensinar aquela ruiva a andar de salto, agora estava ferrada. A parte mais difícil estava com ela.
O que eu fiz pra merecer isso?, Pensou cabisbaixa, antes de dar a volta nos calcanhares e ir em direção ao som que estava em cima da mesa dos professores, dando alguns ajustes no som o ligou, e logo uma música calma e romântica cortou o ar da sala.
May girou os olhos.
- Como eu detesto essas músicas melosas. Parece coisa de velório – Gina a fitou com um ar de deboche.
- E você queria o que? Um rock? – falou irônica balanço os braços de forma sarcástica.
May sorriu de orelha a orelha e os olhos negros ganharam um brilho travesso.
- Não é uma má idéia.
Naty voltou para o centro da sala, batendo o salto alto da sandália sobre o chão de pedra e assim pediu:
- Meninas, por favor, não briguem, isso aqui não é um ringue de luta. – May e Gina a olharam com as sobrancelhas erguidas onde avisavam muito bem que se ela não falasse algo coerente aquela sala viraria um ringue num piscar de olhos. Ou melhor, em socos. – Okay, May deixa para depois essa coisa de rock, punk... Agora o que importa é ensinar a Gina a dançar valsa. – Naty se virou para Gina, numa cara irritada – Mas como uma criatura como você com quinze anos não sabe dançar valsa? Onde você esteve todos esses anos, dançando em volta de uma fogueira para ver se chovia?
May gargalhou e Gina abafou uma risada sobre a ironia da amiga.
Dança da chuva envolta de uma fogueira? Da onde Naty havia tirado essa, num clube de índios?
Suspirou e passou a mão sobre a sua saia na tentativa de cobrir um pouco as suas pernas expostas.
Ela não era o exemplo perfeito de uma garota cem por cento feminina. Enquanto as outras haviam brincado com bonecas, aprenderam a dançar, ou até mesmo haviam bagunçado o guarda roupa da própria mãe, ela fora mais travessa. Subira em árvores, rolara em barro, e jogara Quadribol com os irmãos.
Mas para tudo isso, Gina tinha uma ótima desculpa; fora criada com seis irmãos corujas, então ela não poderia ser uma verdadeira princesa que gostaria de ter um quarto todo rosa, com almofadas em forma de corações e coisas cheias de penas e pelos.
Só de pensar em um quarto rosa, sentia um arrepio na espinha.
Senhor, como odiava aquela cor. Havia tantas como azul, branco, vermelho, preto... Por que tinham que ter inventado aquela coisa asquerosa e chamativa. Rosa... Até o nome era bizarro.
Rindo levemente se lembrou quando era acordada pelos irmãos, que pulavam em cima de si gritando ou lhe dando vários beijinhos, para ir jogar uma partida de Quadribol com eles. E modéstia à parte, ela era a melhor de todos.
Ser menina tinha lá a sua partes positivas; sobre uma vassoura ela era mais rápida e tinha reflexos rápidos, sem esquecer que por ser mais leve do que os irmãos, ganhava bem mais agilidade para pegar a goles.
Oh sim, ela amava ser mulher.
Respirando fundo e enchendo seus pulmões com oxigênio sorriu para as amigas de uma forma confiante. Ela iria aprender a dançar custe o que custar e também não estaria mais na lista de garotas mais feias do colégio, muito pelo contrario, estaria nas mais bonitas. Não era algo para surpreender Harry, mas para ela estar bem consigo mesma. Okay, no fundo tinha aquele quê de querer impressionar o melhor amigo e pisar na cara achatada daquela Chinesa maldita da Corvinal.
E sim, ela iria receber aquele prêmio com muitos méritos ainda. Se não ela não se chamava Virginia Weasley.
- Por que toda essa demora, Naty? Vamos lá! – aproximou-se da amiga - Me ensine a dançar, por que no dia do baile eu quero flutuar naquela pista de dança.
May se sentou no parapeito da janela e também sorrindo, falou confinante:
- E você vai Gi.
Naty deu um pulinho e assim bateu palmas.
- Então vamos lá. – clareou a garganta – Vamos lá ruiva, barriga pra dentro, peito pra frente e bunda pra trás. Ora de balançar o esqueleto. – e num passe rápido, pegou a mão de Gina e a vez rodopiar, antes de começar a mexer o corpo dela de um lado para o outro em ritmo com a música.
- Eu já falei Rony, eu não sei. – falou pela milésima fez, colocando a sua vassoura sobre o gramado do campo de Quadribol.
O ruivo bufou e sentou-se no banco.
- Como você não sabe o que vai vestir para o baile, Harry?
O moreno deu os ombros e começou a colocar as luvas nas mãos, enquanto tentava fazer de tudo para manter a calma.
Rony estava a quase duas horas lhe perguntando qual seria a sua fantasia no Baile. Mas que culpa ele tinha de não saber o que iria usar?
Suspirou, onde será que Gina havia se metido para o ajudar mais uma vez, livrando-o do irmão.
- E do que você vai vestido? – perguntou, fitando o ruivo erguer uma das sobrancelhas.
- Eu... Eu ainda não sei. – Harry riu, quanta ironia.
- Então, Roniquinho. – provocou-o – Não me encha o saco. – e soltando uma sonora gargalhada, pegou sua vassoura, colocou-a entre as pernas e dando um leve impulso com os pés começou a voar, sentindo a brisa quente bagunçar ainda mais seus cabelos.
Sentiu aquela sensação maravilhosa de plenitude o invadir. Abriu os braços e fechou os olhos. O vento daquela manhã ensolarada brincava com seus cabelos revoltos, os deixando ainda mais bagunçados. Os raios de sol o aqueciam de modo que seu corpo estremecesse levemente quando uma leve brisa fria vinda do norte tocava em sua pele, e o aroma das flores o faziam lembra-se de Gina.
Seu coração disparou, e engoliu em seco. Estava novamente pensando na melhor amiga. Já não bastara o sonho que tivera com ela na noite anterior, onde lhe mostrou o que ele e ela poderiam ter feito naquela sala, onde fora feita a reconciliação.
Chacoalhou a cabeça, afastando as lembranças e com um solavanco feito pela perna virou a vassoura para o lado, deslizando sobre o ar, como uma criança que escorregava pela primeira vez num escorrega.
Oh Merlin, aquilo que era vida.
Se tinha algo que o fazia esquecer dos problemas, esse algo era voar. Era como se pudesse bater as asas e voar para onde quisesse. Longe de seus problemas que foram jogados em suas costas quando Voldemort marcara sua testa com aquela cicatriz em forma de raio.
Abriu os olhos e piscou algumas vezes contra os raios de sol que brilharam sobre suas íris, o cegando.
Sorriu ao ver entre a sua visão esbranquiçada uma lembrança sua e de Gina, quando ela reclamou que Rony havia quebrado a sua vassoura nas férias passadas na A'Toca.
- E agora como eu vou voar? – estralou os dedos das mãos, tensos – COMO MALDIÇÃO EU VOU JOGAR? – ela reclamou, andando de um lado para o outro. Harry observava a cena fazendo de tudo para não rir. Ela estava incrivelmente cômica e, para seu desespero, linda, naquela calça jeans e a blusa de moletom amarela clara, junto com alguns fios do cabelo presos num alto rabo-de-cavalo que caiam sobre o rosto carrancudo dela.
- Não faça bico, ruiva. Sobre você jogar eu não sei, mais até lá a sua vassoura já vai estar arrumada e...- deu os ombros - Você pode voar comigo. – ofereceu, colocando a vassoura entre as pernas e estendendo-lhe a mão – Vem.
Gina arregalou os olhos.
- Olha Harry não me leva mal, mas...- deu um sorriso amarelo – Você está sem os seus óculos, e... Eu preso a minha vida, sabe!
Harry gargalhou de modo que fez Gina suspirar, vendo que ele havia desistido daquela idéia maluca, mas se enganou, pois a risada que ele dera fora somente para despistá-la e quando a chance chegou, ele a pegou pela cintura e a colocou sentada na vassoura na sua frente, e antes que ela pudesse protestar, ele levantou vôo.
- Harry James Potter, me ponha no chão agora mesmo. – ela gritou colocando, passando a perna direita para o outro lado da vassoura, de modo que pudesse ficar mais segura, antes de agarrar com as duas mãos o cabo a sua frente.
- O que foi Gininha, com medo de altura? – fora à vez de ela rir, numa risada forçada e irônica.
- Não meu bem, eu tenho medo do maluco que ta dirigindo essa geringonça.
Harry se curvou sensualmente e deslizou os dedos de suas mãos pelo braço da ruiva a sentido se arrepiar sobre seu toque.
- Relaxe. – murmurou ao pé do ouvido dela, antes de aos poucos lhe abris os braços a fazendo sentir o vento brincar com seus cabelos, onde o cheiro deste, começava a entorpecê-lo.
Por que ela tinha que ter um cheiro tão bom?
- Okay Harry, agora você quer que eu fale: Estou voando Jack, como no filme Titanic que vimos de manhã na casa da Mione? Sendo que estamos, realmente, voando. – ela falou, rindo e apoiando a cabeça em seu peito, com os olhos fechados.
Harry voltou a deslizar os dedos pelo braço dela, para lhe acariciar o rosto corado, onde estava calmo e sereno.
- Não. – a voz dele fora num tom rouco a fazendo respirar pesadamente – Quero que você diga que me ama. – Gina abriu os olhos e sorriu.
- Eu te amo. – ela murmurou no seu tão famoso tom de voz; doce e meigo que o fazia se sentir nas nuvens. Ela ergueu o braço e abraçou-o pelo pescoço o fazendo se inclinar sobre os lábios dela. E quando as bocas finalmente se tocaram...
- Harry cuidado! – pôde escutar a voz de Rony gritar ao longe. Abriu os olhos bruscamente, por causa do susto, e pôde ver que logo a sua frente estava às arquibancadas.
- Oh droga! – falou com os olhos arregalados, mas antes que pudesse fazer algo para se esquivar, seu corpo se chocou contra os bancos de madeira, o fazendo soltar um leve gemido de dor.
- Ai meu nariz! – Maldição, a lembrança estava sendo tão boa. Tudo bem que até a parte do Titanic era verdade e logo depois disso fora fruto de sua imaginação. Mas inferno, ele não tinha nem paz para sonhar que estava beijando aquela pimentinha?
Rony se aproximou do moreno como um verdadeiro raio e assim pousou cuidadosamente sobre os estrondos, fitando o amigo caído no chão entre os vários bancos de madeiras caídos encima dele.
- Você ta legal? – perguntou, estendo a mão e ajudando Harry a se levantar.
- Já estive em dias melhores. – resmungou, tirando o pó de suas vestes.
Tirou os óculos e fez uma careta ao ver que suas lentes estavam quebradas.
Com um longo suspiro, guardou os óculos no bolso de sua calça e pegou sua vassoura antes de encarar Rony que tinha os olhos brilhantes graças as lágrimas, onde mostrava que ele fazia uma incrível força para segurar o riso.
- Tudo bem Rony, pode rir. – e sem demorar o ruivo começou a gargalhar de uma maneira tão escandalosa que alguns alunos que estavam perto do lago ergueram a cabeça, curioso, para saber o que seria a causa engraçada, daquela risada.
- Me desculpe Harry, mas...- Rony tentou se desculpar entre a respiração alterada graças à gargalhada – Foi muito hilário você caindo sobre os bancos.
Harry lhe fitou com os incríveis olhos verdes brilhando de puro aborrecimento.
- Não precisa se desculpar. – falou, enquanto voltava a voar e assim pousava sobre o gramado do campo – Vamos procurar a Hermione, ela deve estar na biblioteca.
Ao ouvir o nome da namorada, Rony sorriu de orelha a orelha.
- Boa! Aí eu aproveito e pergunto como ela vai vestida pro baile. – Harry abaixou a cabeça.
Ele, por acaso, seria o único garoto que não iria acompanhado naquele baile.
"Não!" A resposta de Gina soou em seus ouvidos o fazendo ficar ainda mais carrancudo. Por que aquela ruiva tinha que ser tão teimosa. Era só um baile, ele não iria a levar para a Sala Precisa, deitá-la na cama que tinha lá e...
Pare com isso agora mesmo, seu pervertido!, Sua mente gritou o fazendo cortar a linha de seus pensamentos de uma forma brusca.
Okay, era naquele momento que ele deveria sair correndo para seu dormitório e tomar um belo banho de água fria, antes que Rony visse seu estado e perguntasse por que ele estava daquela forma. E não seria nada legal responder ao ruivo que estava tendo sonhos eróticos com a irmãzinha dele; a doce e meiga Gina, e que ela o excitava como nenhuma garota fora capaz. E aquela ruiva nem estava ao seu lado! Bastava somente pensar nela para que seus hormônios começassem a dar um fortíssimo sinal de sua existência.
Senhor, o que fizera para merecer aquilo?
- Eu desisto! Nunca vou conseguir aprender a dançar. – Gina falou, andando com passos pesados até uma carteira e sentando-se. – Além do mais, meus pés estão cheios de bolhas. – resmungou, tirando as sandálias.
Naty respirou fundo e voltou a olhar para o relógio; onze horas.
Uma hora e nada de sequer um único progresso. Merlin! Tinha plena consciência de que Gina não sabia dançar, mas a ruiva era dura de mais. Não conseguia nem mesmo rebolar.
Dando um leve sorriso para May que continha os cenhos franzidos, andou até a ruiva que massageava os pés.
- Gina, você tem que tentar. Falta pouco tempo para o baile e...
- Não quero saber, Naty. – Gina falou, interrompendo-a, fixando seus olhos em alguma parte do chão de pedra da sala – É melhor eu não ir a esse baile. – declarou fechando os olhos e abaixando ainda mais a cabeça.
May deu um longo grito e pulou do parapeito da janela.
- Eu juro pela minha mãe Virginia Weasley...– tanto Naty como Gina arregalaram os olhos, May somente as chamavas pelos nomes quando estava muito brava. – Que se você voltar a repetir que não ira a esse maldito baile, EU TE ESTRANGULO!
A ruiva deu um leve sorriso e assim deu os ombros. Aquela índia era mesmo uma ótima amiga.
- Ta bom, vou ficar na minha então. – deu os ombros.
Aquela manhã passara num piscar de olhos e nenhuma delas havia sentido as horas passarem. E quando se deram de conta o sol já estava alto o suficiente no céu e seus raios se encontravam ainda mais fortes e quentes.
Gina passou a mão pela testa suada, antes de afastar alguns fios de seu cabelo que lhe grudavam nos lábios, deixando sua boca ainda mais seca. Ah, como daria tudo por um copo de água.
Ou a boca do Harry!, Uma voz irritante e fina ecoou em sua cabeça a fazendo cerrar os punhos.
Oh não, tudo menos aquilo. Já passara tempo de mais pensando em Harry, sentindo o seu coração disparar quando ele vinha em sua direção com aqueles mesmos passos, seguros e relaxados em sua direção, aquele sorriso que iluminava os incríveis olhos verdes e os braços abertos para recebê-la nele. A fazendo sentir aquele calor tão protetor.
Suspirou. Nem mesmo com aquela dor infernal dos pés e aquela sede que a faria, se pudesse, beber toda a água do lago, conseguia tirar aquele moreno de sua cabeça. Era como se houvessem prensado ele a ferro em brasa em seu cérebro, em seu coração... Em sua alma.
Jogando a cabeça para trás, inspirou com força a brisa quente daquele começar da tarde.
- Olha...- disse, quebrando o silêncio da sala que se estabeleceu por longos minutos – Por que você May não dança com a Naty e eu só observo. Vocês sabem que eu sou boa com os olhos.
Naty riu e se aproximou de May que ficou um pouco pensativa sobre a idéia da ruiva.
- Ora meu bem, lógico que você tem que ser uma ótima observadora, pois se bobear conhece todas as partes do corpo de Harry e mais um pouco.
Gina corou furiosamente enquanto May soltava uma sonora gargalhada.
- Falou tudo Naty, e devo acrescentar que talvez nem o próprio Potter conheça tão bem a si mesmo, como a nossa Gininha aqui.
- Daria para vocês duas pararem com essas baboseiras.
Naty a fitou de modo deslumbrante, com as incríveis íris azuis brilhando entre os fogosos raios de sol.
- Okay Gi, não se zangue. Só estávamos brincando. – May concordou com um gesto de cabeça, numa fisionomia tão inocente que Gina não conseguiu se segurar para não fazer uma careta engraçada. Inocência era a palavra que passava longe de May, talvez, ironia, sacarmos, fria e calculista seriam as palavras que a definiriam com um estranho, mas com ela e Naty a índia era muito mais do que uma boa amiga. Era como se fosse uma irmã.
Passando a mãos nos cabelos, voltou a calçar as sandálias e se levantou como uma verdadeira felina que já avistara sua presa.
- Gina, temos um problema. – a voz de Naty soou a fazendo encará-la. – É que bem... Eu não sei se sua idéia de observar eu e a May dançar seja uma boa idéia.
A ruiva franziu o cenho.
- Por quê?
- Por que nem eu e nem a Ná sabemos conduzir, como damas só sabermos ser levadas pelo cavalheiro, entendeu? – May explicou.
Gina gemeu levemente e se deixou cair novamente sobre a cadeira, exausta e desanimada.
Aquilo era tudo o que ela não precisava.
Mas como um raio de uma chuva impetuosa, o rosto de Naty se iluminou de modo que pareceu ser mais forte do que a luminosidade que o sol trazia com seus raios quentes.
A morena soltou um gritinho e com um leve "eu volto já" saiu correndo da sala, deixando para trás uma índia com os olhos arregalados e uma ruiva abobalhada.
- Ela ta normal? – May perguntou depois de alguns segundos que ambas se mantiveram em silêncio.
Gina deu os ombros e estralou a língua.
- E desde quando a Naty é normal?
Contaram nos dedos os segundos que se passavam e logo os minutos que vieram a se formar. E depois, que pareceu uma eternidade, de quinze minutos, Naty estava de volta, com o seu semblante radiante e os olhos brilhantes graças ao luminoso sorriso branco que ia da extensão de uma orelha a outra.
- O que você esta aprontando? – foram as primeiras palavras de May.
- Nada – a morena deu os ombros – Mas como nenhuma de nós sabe conduzir eu achei a solução de todos os nossos problemas.
Gina riu sarcasticamente.
- E qual seria?
- Achar um cavalheiro. – as palavras da morena foram ditas com tanta naturalidade que May e Gina quase pensaram que ela estava brincando.
E agora mais essa!, Gina pensou cerrando os dedos envolta do braço da carteira. E qual ser a aproxima surpresa? O anuncio do fim do mundo?
May parecia tão mais abalada como qualquer uma das três, não demorou muito para que a risada dela, fria e venenosa, soasse ao redor da sala fazendo as amigas estremecerem.
- E com essa maravilhosa idéia, quem você chamou, Ná?
E antes que a morena pudesse responder a porta da sala se abriu tão silenciosamente como se um filme de terror estivesse sendo gravado ali.
- Eu! – a voz grave e arrastava pesou no ar fazendo-as encararem a porta para logo permitirem o caimento de seus queixos.
Gina bateu a mão na testa e abaixou a cabeça. Naty sorria enquanto May ainda continuava com seu semblante contorcido num profundo transe.
Mas o que, inferno, ela havia feito para receber um castigo daqueles? Ela por acaso fora uma pessoa muito malvada na reencarnação passada e agora nesta estava pagando todos os seus pecados?
Respirou fundo para manter a calma e voltou a fitar o penteado impecável dos cabelos platinados e a pose aristrocatica, junto com o pequeno sorriso sensual que ele continha no canto dos lábios finos e firmes.
E lá na porta não estava ninguém mais que...
- Draco Malfoy? – May falou entre os dentes, antes de olhar para Naty a fuzilando com as íris negras – Você chamou para ser o cavalheiro esse pavão oxigenado?
Naty deu um leve sorriso amarelo e deu os ombros ingenuamente, enquanto Draco ria sarcástico e fechada a porta atrás de si.
- Veja bem, May. – ele começou, encostando o ombro na porta, com as mãos no bolso da calça e fitando-a com aquelas incríveis íris que estavam num tom profundo de azul, que a fez ser obrigada a prender a respiração, graças também ao tom sensual da voz dele, murmurando o seu apelido que chegou em seus ouvidos como uma corrente elétrica, percorrendo toda a extensão de seu corpo. – Esta quase na hora do almoço, e todos os garotos que vocês conhecem e não são poucos – havia um tom de ciúmes na voz dele, ou era somente impressão dela? May pensou, erguendo uma sobrancelha – devem estar em alguma parte desse colégio conversando entre si ou paquerando alguma garota, loucos por uma aventura. Se você me entende. – ele terminou sarcástico, se desencostando da porta e andando até a índia – Sem esquecer que quase, nenhum deles sabem dançar...
- Como se você soubesse. – May o interrompeu, antes de rir gostosamente, jogando a cabeça para trás e fazendo as madeixas negras deslizarem por suas costas. Por alguma razão Draco sentiu ciúmes daquelas mechas e desejou ser elas, somente para sentir a pele dela, sua testura e sua maciez onde o, com certeza, enlouqueceria.
- Não me venha com ironias, índia...- ele provocou, ainda sorrindo, como se a provocação dela não houvesse tido nenhum efeito, a irritando. Oh sim, ele sabia muito bem lidar com aquela morena indomável – Você sabe muito bem como sou eu numa pista de dança, e já dançamos juntos várias vezes, sendo que sempre ganhávamos os prêmios de primeiro lugar quando participarmos de algum campeonato nas férias de verão ou de Natal. – o perfume dele penetrou sobre a pele de May a fazendo colocar os braços em frente ao peito, como se temesse demonstrar a sua fraqueza na frente dele. Senhor, em alguns momentos odiava ser tão orgulhosa. – Por isso, é melhor ser eu aqui a conduzir do que qualquer um que chegue destruir seus pés e você não possa andar por um bom tempo ou participar de algum baile.
May respirou fundo, tentando manter a calma. Somente de ver diante de seus olhos aquela visão perfeita dela e de Draco deslizando graciosamente sobre uma pista de dança, era o necessário para ferver o seu sangue. Merlin, o jeito que ele rodeava sua cintura com aqueles braços fortes, deslizava a pontinha do nariz pelas suas bochechas até chegar na alva curva de seu pescoço para lhe sentir o doce aroma de seu perfume a fazia estremecer, e as pernas longas e grossas serem colocadas entre as suas, fazendo os quadris se mexerem sensualmente de modo que ela podia sentir a força viril dele sobre si. Estava muito acima de qualquer paraíso que existisse no céu!
- Okay Malfoy, você tem razão. – Draco arregalou os olhos. Ela por acaso estava... Concordando?, Pensou abismado, assim como Naty e Gina que ainda mantinham seus semblantes arregalados.
Gina sorriu e assim se aproximou dos dois.
- Bem... Então por que não andamos logo com isso, eu ainda tenho muito o que aprender.
Draco sorriu e colocou uma mecha ruiva dos cabelos dela atrás da orelha. Por alguma razão, aquele gesto incomodou May profundamente que trocou a posição dos braços.
- Você tem razão...- Draco murmurou, deslizando sua mão pela cintura de Gina que engoliu em seco – Então deixe eu te mostrar como é, por q...
Gina sorriu e colocou uma mão de suas mãos sobre a do loiro, e a outra, com a pontinha dos dedos, nos lábios dele, o calando delicadamente.
- Sabe... Eu sempre aprendi melhor observando as pessoas e depois tentando. Então, não tem como você dançar com a May e a Naty fica somente me explicando?
Ela, por acaso, estava louca, doida, biruta, com falta de sangue no cérebro ou de neurônios?, May sentiu uma enorme vontade de gritar aquela frase. Mas o que aquela maldita ruiva tinha em mente, a jogando de encontro aos braços de Draco, onde este pareceu nada incomodado com a idéia, muito pelo contrario, o sorriso pareceu crescer sobre aqueles lábios que a faziam esquecer do próprio nome.
Maldição, por que Draco Malfoy, simplesmente não sumia da face da Terra, e a deixava em paz.
Respirando fundo o oxigênio, fuzilou Gina com os olhos quando a viu caminhar em direção a Naty e se sentar na cadeira ao lado da morena, enquanto Draco girava nos calcanhares e a olhava de modo insinuante.
Eu já sei Malfoy, eu estou ferrada, não precisa jogar na minha cara!, Outra frase. Mas o que estava havendo com a sua voz, por que ela não saia? Parecia que alguém havia feito um feitiço de silêncio nela, não permitindo que sua garganta liberasse sua voz.
Draco segurou sua mão a fazendo ter um sobressalto graças ao gesto inesperado, e beijou as costas desta, sem desviar seus olhos dos dela.
- Dança comigo! – murmurou, mexendo seus lábios sobre a pele da mão dela, sem desencostar, a fazendo sentir o movimento que sua boca fazia.
Engolindo em seco lançou mais um olhar mortal as amigas antes de soltar um longo suspiro.
- Tudo bem, Malfoy. Eu aceito. – respondeu, erguendo uma das sobrancelhas para Gina, fazendo a ruiva entender que era muito bom mesmo ela aprender a dançar observando-a com Draco, se não já poderia ir preparando o próprio caixão.
Draco por sua vez deu um grande sorriso provocante a fazendo sentir um arrepio na espinha, enquanto ele a puxou para si, de modo que seu corpo se moldasse contra o dele numa forma perfeita.
O loiro estralou os dedos e a porta da sala se trancou, cortinas tamparam a janela impedindo que os raios de sol iluminassem ao arredor e o som ligou, fazendo soar uma música ritma e provocante.
As pernas de Draco se colocaram entre as de May, fazendo a índia sentir entre suas coxas as dele; fortes e firmes.
Prendeu a respiração quando o loiro encostou sua testa na dele, fazendo as bocas ficarem perigosamente próximas, enquanto as mãos frias e ágeis deslizavam pela sua coluna e repousavam sobre sua cintura, a fazendo requebrar ainda mais sobre a coxa forte entre as suas, em um compasso perfeito com o quadril dele que também se mexia no ritmo da música, cada vez mais sensual e rápida.
- Não sabia que você ainda lembrava como se dança lambada. – May falou num sussurro ao pé do ouvido do loiro que riu, enquanto a afastava de si e a fazia dar um leve giro e de costas voltar a ficar com o corpo colado no seu.
Roçando os lábios pelo pescoço dela, Draco respondeu no mesmo tom:
- Eu ainda me lembro de várias coisas May.
A índia voltou a engolir em seco quando começava a mexer os quadris de um lado para o outro e suas pernas iam se abaixando aos poucos, e quando chegou ao seu limite no chão, sentiu a força da masculinidade de Draco sobre suas costas a forçando a rebolar e logo voltando, do mesmo modo, a ficar de pé.
Nesse momento a música mudou para algo ainda mais calmo e perigosamente tentador.
Tudo ali clamava por um beijo quente e apaixonado, por algo mais romântico. E quando os violinos começaram a soar, May não pôde impedir que uma imagem erótica ecoasse em sua mente, mostrando o que ela e Draco poderiam ser capazes, juntos, de fazerem sozinhos sobre a mesa do professor a sua frente com aquela música soando em seus ouvidos, embalando-os num clima alucinante de prazer.
Umedecendo os próprios lábios, sentiu os dedos do loiro entrelaçar nos seus, envoltos de sua cintura, e a fazer girar de uma forma rápida e delicada sobre o altíssimo salto da sandália e voltar a ficar de frente para ele. Olhos nos olhos... Boca quase se encostando na outra.
- Agora é tango? – May perguntou, jogando a cabeça para trás enquanto se posicionava para os novos passos da dança.
Draco não respondeu, simplesmente sorriu e com um piscar de olhos uma fraca luz prateada se formou diante dos lábios dele, e logo o formato de uma rosa apareceu e ele colocou o caule com alguns espinhados entre os dentes braços e perfeitos.
Ele a trouxa ainda mais perto para si e assim iniciou os passos, deslizando os pés sobre o chão, enquanto suas mãos iam descendo sensualmente até a coxa dela, onde a fina peça da saia preta roçava, moldando-o como uma luva.
Se aquele momento estava sendo difícil para ela, estava sendo mil vezes pior para ele. Onde a complicação de manter o próprio controle dos hormônios se encontrava cada vez mais impossível. Os olhos negros penetrantes, a boca carnuda e o corpo sensual dela faziam um conjunto de um perfeito pecado que o fazia mergulhar cada vez mais fundo num inferno ao saber que não poderia se afogar naquele mar revolto das íris escuras, experimentar o doce sabor daquela boca e sentir a testuda daquele corpo delicado e acetinado sobre o seu.
Prendeu a respiração na tentativa de impedir a entrada do perfume dela em suas narinas.
Impossível, concluiu transtornado, quando as mãos dela deslizaram sobre seus braços e uma das pernas fora erguida para cima de modo que ele a segurasse ao lado de sua cintura, e a fizesse inclinar o corpo para trás, chegando a encostar a cabeça quase no chão.
E com a rosa ainda presa sobre seus dentes, deslizou as pétalas sobre o pescoço dela até o colo, antes de May pegar a flor e a colocar sobre sua orelha.
Ele a girou sobre o ar e voltou colocar em pé e nesse momento a música voltou a mudar seu estilo. Agora o ritmo era animado e rápido.
May soltou um leve grito entusiasmado e se afastou de Draco. Sorrindo provocante, ela começou a mexer os pés e logo os quadris para por fim os braços e a cabeça.
- Vamos ver se dessa aqui você se lembra. – os pés se mexiam rápido num ritmo harmonioso com os quadris.
Draco sorriu e a observou quase hipnotizado.
- May, você sabe muito bem que samba não é muito o meu estilo. – a índia ergueu uma das sobrancelhas e se aproximou dele, rebolando freneticamente abaixou-se até o chão e logo voltou a subir, roçando cada parte de seu corpo sobre o dele, fazendo um rastro de fogo à medida que voltava a ficar ereta.
- Oras, e desde quando o grande Draco Malfoy tem preferência por estilo de música? – a voz dela era quase parecida com a de uma cobra; arrasava e perigosa – O importante é que ele seja bom com o...- passou a língua sobre os lábios – corpo.
Estava preste a se afastar quando os braços fortes do loiro rodearam a sua cintura e assim começaram a acompanhar no mesmo ritmo e passos da música.
- Então eu vou te mostrar o que posso fazer com o meu corpo.
May sorriu.
- Não me desaponte. – Draco a girou bem rápido ao seu arredor antes de voltar a colocá-la a sua frente e assim responder:
- Nunca nenhuma garota reclamou.
Por alguma razão aquele comentário a incomodou. O que ele estava insinuando com aquilo? Que ela seria a sua próxima vitima, onde depois de atacada, ele esperava que saísse pelos cantos do colégio contando a todos os deuses como ele era bom de cama e como sabia lidar com o próprio corpo perfeitamente? Girou os olhos. Pois muito bem; que aquela cobra esperasse sentado.
Dando um forçado sorriso, respondeu seca:
- Sempre a uma primeira vez para tudo, Draquito.
O loiro se manteve calado, enquanto começava a dançar, com May sempre rebolando a sua frente.
Estava preste a pegá-la no colo e girá-la quando a música mudou.
Nesse meio tempo de silêncio, May usou-o para recompor sua respiração e olhar para Gina e Naty, onde para seu desespero não estavam mais lá.
Onde aquelas amigas desnaturadas se meteram?, Pensou, passando a mão pelos cabelos molhados de suor.
- Céus, como aqui esta quente. – murmurou se abanando com as mãos para si mesma, sem perceber que havia falando num tom alto suficiente para que Draco tivesse ouvido.
A música soou e o loiro voltou a trazê-la para si.
- Então querida, é bom depois de dançarmos você ir tomar um belo banho de água fria, pois você só sairá daqui quando estiver...- passando a ponta da língua, levemente, sobre o lóbulo da orelha dela, terminou num sussurro: - fervendo.
May não disse nada, somente se deixou ser conduzida por aquele som tranqüilo de valsa, seus pés seguindo o comando de Draco, que sorria e a girava de uma maneira como se ela fosse uma verdadeira princesa tamanho o cuidado que ele tinha sobre deslizar suas mãos sobre o corpo dela.
Os quadris seguiam os mesmos gestos, assim como as pernas que se esticavam e deslizavam pelo chão, sempre encostadas na perna do par.
Draco a fez apoiar a cabeça sobre seu ombro enquanto ele colocava o queixo sobre o pescoço dele, aspirando o perfume que emanava dela, impregnando-se em sua roupa e penetrando sobre seu ser.
Por que essa maldita índia tem que ser tão perfeita?, Pensou perturbado, passando seus braços sobre o corpo dela, a abraçando carinhosamente, enquanto os braços dela abraçavam-no pelo pescoço, aproximando ainda mais os rostos.
Podia ouvir as batidas fortes do coração dela e a respiração cada vez mais ofegante. E ele poderia afirmar; não estava tão diferente dela assim.
Sentiu o compasso da dança ir ficando cada vez mais rápido e sensual.
May voltou a deslizar as mãos pelos seus braços, enquanto ele a girava para longe de si e a fazia ir rodopiando entre seu braço e ficar com o corpo colado no seu, de costas.
Colocando a cabeça para o lado, a índia fez com que Draco tivesse uma bela visão da tentadora curva alva do pescoço delicado. Prendeu a respiração quando ela ondulou o corpo contra o seu e com um olhar provocante voltou a rodopiar e ficar a sua frente.
Com um gesto firme a puxou para si, e levando uma de suas mãos na cintura dela, continuou a conduzi-la pela sala, inerte a tudo ao redor.
Sem mexer os lábios a índia começou a imitir um som delicado o fazendo se lembrar do som de um pássaro num amanhecer de primavera.
Respirou fundo e voltou a encostar sua testa na dela. Pôde ver a índia piscar um dos olhos para o som e uma nova música começar a soar. Era uma trilha sonora composta por instrumentos musicais clássicos; violino e piano. E um leve coral atrás conduzia a melodia cada vez mais para o pico da perfeição.
Sem perceber May começou a cantar levemente, como se sua voz tivesse ganhado vida própria, enquanto girava o corpo ao redor do de Draco e voltava a ficar a sua frente, com os braços ao lado do próprio corpo e dando um passo para frente, moldando o quadril com o gesto e logo deu outro passo para trás, e assim voltou a repetir os movimentos com a outra perna, sentindo o poder dos olhos azuis do loiro sobre si a fazendo sentir como se uma chama subisse pela sua espinha, enrolando-se nela como uma cobra.
- Fiquei assim sem saber direito o que fazer. Perdi a noção do tempo e espaço ao te olhar... Só sei que meu corpo pediu e eu tive que obedecer. – sorrindo começou a mover os braços, deslizando as mãos pelo seu colo num gesto provocante onde fez com que Draco começasse a suar - Naquele instante, eu nem conseguia pensar... Palavras se perderam, somente os olhos leram... O que a gente desejava... Era só você e eu.
Aproximando-se dele, May sorriu e ergueu o braço e num gesto doce, delineou o semblante do loiro com a pontinha dos dedos, antes de enterrá-los na cabeleira platinada e ficando na pontinha dos pés, cantou o refrão da música, roçando seus lábios dos dele:
- Nós dois nos entregando aos poucos. Nós dois vivendo um pro outro. – a música do som se tornou provocante, mas continuava lenta, fazendo o loiro sentir uma incrível tortura. Merlin, ela estava o enlouquecendo com aquela canção, fazendo com que imagens fluíssem em sua mente. Além do mais na mente dele; de Draco Malfoy, um verdadeiro tarado de mão cheia. E a ponto de saber que não poderia se quer tocar naquela morena era como se tivesse vivendo num verdadeiro inferno. - E eu só quis ouvir sua respiração. – Oh sim ela estava ouvindo, com certeza. - Eu vi o quanto você me queria. – 'Queria' seria a palavra errada para se usar num momento como aquele, ele a desejava; desejava se perder nela, se afogar e conhecer o significado do verdadeiro prazer entre um homem e uma mulher. - E mais e mais eu me envolvia
Demais... Poder sentir aquela sensação.
Esquecendo onde estavam e o que estavam fazendo Draco deu ouvido a seus impulsos esquecendo nas conseqüências que poderiam o levar mais tarde.
Enlaçou May pela cintura e trouxe o corpo dela para perto do seu. A melodia continuou tocando, até que a índia apoiou o queixo em seu ombro e terminou a canção num tom de voz belo e bastante afinado ao lado de seu ouvido, provocando-lhe arrepios:
- E agora está tão difícil ficar aqui sem ter você. Vou enlouquecer se não conseguir te encontrar. Meu coração disparou, seu jeito me conquistou e não dá pra esquecer...
O gosto da pele, de como foi bom te amar...
- Você não deveria ter me provocado. – falou, sorrindo perigosamente, enquanto o som do CD sendo riscado soava pelas paredes da sala. – Agora eu vou te fazer ferver de verdade.
O vento de fora do castelo balançou uma das cortinas, fazendo com que um fino facho do raio de sol iluminasse por alguns segundos o semblante de May. Ela sorria e os olhos negros brilhavam em puro deleite.
E foi naquele momento que Draco entendeu; ela também não estava se preocupando com as conseqüências.
Sem esperar por uma resposta inclinou a cabeça e roçou seus lábios contra os dela de uma forma terna, para logo a abraçar por completo e assim devorar-lhe a boca numa maneira faminta e selvagem.
As línguas começaram a se buscar de forma rápida, como se quisessem se fundir uma na outra.
May estremeceu quando as mãos de Draco deslizaram pela extensão de suas costas e entraram para de baixo de sua saia, apertando sua coxa fortemente e assim erguê-la do chão a fazendo circular a cintura dele com as pernas, enquanto suas mãos apertavam os cabelos platinados entre seus dedos.
Gemeu quando a boca dele desceu para seu queixo e assim o mordeu levemente com os dentes antes de escorregar a pontinha da língua para a sua nuca.
Draco caminhou até a mesa do professor e colocou May sentava lá, mas sem permitir que ela tirasse as pernas envoltas de seu corpo.
Inclinando-se sobre ela, pôde sentir os seios dela se oprimirem contra seu peito, aumentando ainda mais seu desejo.
- Draco...- ela murmurou num fio de voz, quando os dedos ágeis dele começaram a desabotoar os botões de sua blusa.
- Shhh... Eu sei que isso é uma loucura, mas também uma necessidade. – ele respondeu calando-a com um novo beijo, mas desta vez mais calmo e carinhoso.
May sentiu-se no verdadeiro paraíso, experimentando aquelas sensações novas. Claro que beijá-lo sobre uma cama era delicioso, mas ali, quase deitada sobre a mesa de um professor, com Draco sobre seu corpo, era algo muito alem do que poderia ter um dia sonhado.
Era uma sensação maravilhosa que se tornava ainda mais perfeita e excitante com aquele gostinho de perigo, onde eles sabiam que a qualquer momento qualquer pessoa poderia entrar naquela sala e flagrá-los naquele momento tão intimo. Mas quem disse que ela estaria ligando se fossem pegos ou não? Queria somente sentir.
Segurando-o pelo colarinho da camisa, trouxe-o para mais perto de si, de modo que o fizesse ficar ajoelhado sobre a mesa.
Draco parou de beijá-la por um momento e a fitou, enquanto se erguia e tirava a sua camisa de dentro da calça e abria os primeiros botões, deixando a vista seu peito delineado e forte.
May se deitou na mesa e mordeu a própria língua para abafar um gemido quando o viu se deitar sobre si e continuar com as caricias.
Estava preste a arrancar a camisa dele, deslizando-a pelos braços fortes, quando ouvir do outro lado da porta risos abafados.
- Draco. – chamou-o com a voz rouca, enquanto este fazia uma trilha de beijos de seu pescoço até o ninho entre seus seios. – Draco! – chamou-o novamente um pouco mais alto.
Ele ergueu a cabeça e fitou-a com aquelas íris azuis mergulhadas em um puro fogo que ela acendera. Sentiu-se orgulhosa ao saber que tipo de sensações era capaz de causar nele.
- O que foi? – ele sussurrou e engatinhou até a boca dela e dando-lhe um leve beijo nos lábios já inchados – Estou ocupado agora.
May sorriu e assim levou a mão à boca dele, impedindo que ele lhe desse mais um beijo.
- Acho que tem alguém na porta, ouvi risos. – Draco ergueu uma das sobrancelhas antes de sair de cima dela e da mesa.
Com um suspiro frustrado, passou a mão pelos cabelos desarrumados e abotoou a blusa antes de encará-la por fim com sua pose novamente impecável.
- Eu juro que se for algum aluno intrometido eu não me importo de ir para Askaban, mas o mato. – May riu e também saiu de cima da mesa, com a blusa já abotoada.
- Então seremos dois. – respondeu penteando os cabelos com os dedos.
Fitando-se mais uma vez caminharam até a porta já com a varinha em punhos.
Draco levou a mão à maçaneta e num rompante abriu a porta bruscamente, fazendo com que uma ruiva caísse no chão bruscamente e uma morena sobre ela.
May franziu o cenho e cerrou os olhos ao ver Gina e Naty encará-la com um sorriso bobo.
- Olá May, sabia que você está muito bonita hoje? – Gina falou, se levantando e começando a desamassar sua saia, enquanto Naty fazia o mesmo.
- Vocês haviam saído da sala? – Draco perguntou, estranhando. Nem havia reparado que elas haviam saído.
- Você tem um minuto para me responderem o que estavam fazendo atrás da porta como dois elfos domésticos curiosos. – a índia sussurrou entre os dentes, fazendo as amigas entenderem o tamanho de sua irá.
Naty engoliu em seco antes de respondeu:
- Bem você e o Draco...– Gina olhou para o loiro com um sorriso no canto dos lábios onde o fez girar os olhos e movê-los para outro lugar da sala, enquanto passava a mão pelos cabelos num gesto nervoso – Estavam aí dançando tão bem e entretidos um no outro que eu e a Gininha aqui não queríamos interromper.
- Gininha é a Senhora sua mãe. – a ruiva retrucou. Ah como odiava aquele apelido que os gêmeos deram-lhe o favor de fazer – E depois...- voltou sua atenção para a índia que já estava com a fisionomia menos carrancuda – Vocês sabem que horas são?
Draco franziu o cenho e consultou o relógio em seu pulso, antes de arregalar os olhos.
- Meio dia? – respondeu, olhando para as janelas e fazendo estas desaparecerem, permitindo que uma forte entrada de luz iluminasse a sala e o cegasse. – nós nem percebemos que o tempo havia passado tão rápido.
May suspirou, e estranhou os dedos. Oh, claro que ele não havia percebido, nem mesmo ela. Estavam tão ocupados fazendo outras coisas que a última coisa que passou na cabeça deles era saber que horas seriam.
Respirou fundo e soltou o ar com força pela boca.
- Então vocês foram almoçar? – concluiu, olhando para as duas amigas que concordaram com um gesto de cabeça – E não me chamaram? – Gina e Naty deram os ombros e colocaram um sorriso amarelo nos lábios – Vocês foram almoçar, não me chamaram e preferiram ter me deixado sozinha com essa girafa assada? – apontou para Draco que ergueu uma sobrancelha.
- Você não estava reclamando alguns minutos atrás sobre a minha companhia, Mayzinha. – a índia o fuzilou com os olhos.
- Oh, cale-se. – balançando as mãos nervosamente, saiu da sala – Eu vou almoçar...- apontou a varinha para Gina que engoliu em seco pela atitude inesperada – E é muito bom que a senhorita tenha aprendido a dançar se não Virginia Weasley você saberá muito bem como eu sou zangada.
Naty se colocou na frente da ruiva e assim retrucou:
- Tenha certeza May que ela aprendeu, no tempo que ficamos aqui na sala vendo você e o Malfoy dançarem, eu lhe tirei todas as duvidas e na cozinha ensinei os passos para ela. – deu um sorriso animado – Você vai ficar muito surpresa ao ver a nossa Gininha aqui dançando, pois se bobear ela aprendeu tão bem que esta melhor que nós.
May soltou uma gostosa gargalhada,
- Assim espero. – e assim foi até a cozinha.
Draco colocou as mãos no bolso da calça e assim deu os ombros.
- Eu também estou indo. – olhou para Gina e deu um leve sorriso sensual – Se você já aprendeu a dançar eu não tenho mais nada o que fazer aqui.
- ALTO LÁ MALFOY! – Naty se interveio antes de o loiro desse um único passo. Ele encarou-a pasmo. – Eu não sou muito boa como cavalheira, então o que eu ensinei a Gina não é algo para lá da perfeição, por isso...- fechou a porta, colocou Gina nos braços de Malfoy e andou ate o som, tudo num tempo recorde – Pode começar a conduzi-la por essa sala.
- Natalie eu estou com fome. – Draco retrucou, apertando a cintura de Gina numa maneira que ele estivesse pedindo a ajuda dela.
- É Naty deixe-o almoçar depois nós dançamos.
- Negativo. – a morena retrucou, já se sentando sobre a mesa – Caramba, essa mesa ta quente hein. – Draco arregalou os olhos e abaixou a cabeça. – Mas isso não importa, vamos lá, se coloquem em posição.
Draco olhou para Gina e assim murmurou:
- Depois você me ajuda a matá-la. – Gina sorriu.
- Pode deixar. – nesse momento a música do som começou a tocar e Naty acompanhou o ritmo batendo palmas e contando:
- 1, 2, 3...- Draco começou a conduzir Gina pela sala e se surpreendeu ao vê-la não errar um único passo – 1, 2, 3 – rodopiou-a e a fez trombar o corpo levemente contra o seu o fazendo sentir as curvas perfeitas daquele corpo aceitado.
É aquela tarde não seria tão entediante como imaginara.
- 1, 2, 3 – fazendo um passo mais difícil, ele a conduziu pela sala com passos rápidos e sorriu ao ver que a ruiva havia o seguido com perfeição.
- Muito bom, Weasley. – ela soltou uma sonora gargalhada, enquanto dava mais um giro.
- Eu tive um ótimo professor. – Draco sorriu e assim continuou a conduzi-la, enquanto Naty suspirava do outro lado da sala.
- Espere até tê-la em seus braços Potter. Vamos ver se você ira resistir agora. – a música mudou para uma mais dance e assim gritou: - Vamos lá, não parem... 1, 2, 3...
Continua...
