O que você quer? – Capítulo 12
Dormir nunca foi uma boa idéia em nenhum lugar em que as pessoas possam saber onde você está, mas isso sempre foi inevitável e ainda mais quando eu não estava no meu porte físico mais confiável.
Mas bem, se você precisa descansar,precisa antes pensar onde isso pode ser feito sem levar um tiro assim que baixar a guarda e quem pensaria que eu tinha me hospedado numa farmácia? Tá eu sei, não é muito criativo e não tem cama, mas o sofazinho lá atrás onde o povo toma vacina dá pro gasto e lá tem remédios, o que me deixava dopadamente feliz já que eu estava doida por correr tanto, por explodir, por sumir me jogando ao encontro de um ferro que apertava bem onde eu estava machucada e ainda por ter me rasgado com arame farpado…como eu odeio arame farpado e renda…maldita renda que enroscava em todo santo lugar, quase cai de cara no chão com isso.
Eu consegui dormir uma boa noite de sono, sem sonhos, até ouvir o barulho das portas da frente serem abertas e isso foi como um despertador gritando para pular pela claraboia de volta para rua, o que eu fiz sem pensar duas vezes e já me preparar para mais uma voltinha pela cidade, cinco horas da manhã talvez fosse a hora mais segura aqui, muito escuro para te pegarem mas muito próximo do amanhecer para ficarem te procurando e isso me dava a vantagem de ninguém perceber eu entrando pelos fundos de uma loja qualquer e saindo rapidamente com uma roupa, mais - hmm agora olhando bem elas não é muito descente, pelo menos não tinha renda e olha! Tem um chapéu de cowboy – usavel eu diria, esse chortinho poderia matar o vampiro do coração provavelmente, aquele vestido era puritano demais, fico imaginando se ele ia ter gostado…
Ai!Mente idiota! Para de pensar nele um segundo!Não consigo, parece que me chama…o que ele esconde? Por que eu sai de lá, se eu quero tanto ficar com ele? Ah! Porque ele estava tentando me controlar…isso uma resposta eu consigo responder, mas porque tantas aparecem na minha mente? Por que ele me faz sentir em casa? Quando eu voltar provavelmente ele vai estar lá na porta do meu apartamento com uma cara de tacho lindo de se ver…aii porque eu sei isso? Eu não conheço nada dele…porque eu sei como ele vai reagir? O que eu faço? E santo deus, isso é um top? Não nem em sonho eu uso isso sem nada mais por cima…cade o vestido?
Olhei ao redor do beco onde estava e logo encontrei o vestido perto do lixo, bom agora ele não teria um destino totalmente cruel de ficar pela eternidade perdido por esses becos até algum psicopata encontrar para fazer alguma de suas vitimas usar. Rasguei com tudo a saia, fazendo ela virar uma blusinha bem bonitinha, me livrei das mangas fru frus também e lá estava a minha nova versão de regata com gola alta de renda e fazendo contraste com o top vermelho que aparecia ferozmente por baixo do branco já meio amarelado do que era o vestido. É com certeza se ele visse ficaria bem louco, o que me faria rir por um més inteiro.
Mas as botas eram boas até, isso eu poderia devolver para ele se quisese, agora eu precisava de munição e depois de transporte, duas coisas rápidas de se conseguir num mesmo lugar. Provavelmente Lee Lee estava lá já cedo tomando alguma bebida com Kate, a madre Carmen poderia me vender qualquer coisa que matasse sem chamar muita atenção e nem avisar a máfia se pagasse bem…Ok…hora de ir na igreja.
Um dos maiores contrabandeadores do mundo usava a rota menos provável de alguém pensar e isso garantia que você encontra-se aqui desde drogas a misseis, nada muito diferente eu sei, mas quem diria que uma madre superior comandaria tudo isso a mão de ferro? Olhando para ela ninguém diria que de baixo dessa roupa de freira preta há uma arma personalizada e alguem que atira com uma pontaria assustadoramente boa para uma senhora de 70 anos e isso é porque vocês nunca viram o padre com a metralhadora terrestre…isso sim é uma coisa que não tem preço, se você não está na linha de tiro claro…
-Obrigada pelo chá! Agradecia para a noviça que hoje estava no lugar de Kate como guarda costas e me servia.
-Ora você continua sendo uma das poucas que não reclamam quando eu sirvo isso aqui e ainda agradece.
-É realmente delicioso, importado não? O sabor dele revela que não é aqueles indústrializados…
-Sim,sim, você é uma boa apreciadora…eu mesma não gosto muito dessas coisas artificiais… Mas o que te trás aqui minha querida? Colocando a xícara em cima do pires na mesinha que separava a sua poltrona de couro marrom do sofá do mesmo estilo em que estava sentada e agora apoiando sua cabeça nas mãos entrelaçadas e me olhando com a cara bondosa mas ao mesmo tempo que eu via força, uma verdadeira expecialista em négociação, nada abalaria aquela expressão fria.
Terminando de engulir o chá, ainda admirando a saleta já muito conhecida, simples e branca com um crucifixiço dourado pendurado na parede atrás das duas e segurando a xícara comecei:
-Bom, os negócios andam prósperos e isso acaba com meus recursos, estou a procura de coisas leves. Olhando diretamente seus olhos tão castanhos quanto os meus mas que demostravam uma dureza de espirito inexplicavel.
-Estamos com uma encomenda recen adquirida, faz bastante o seu gosto e eu sei que você adoraria arrebatar ela, já que quem encomendou nunca vai vir buscar graças aos seus serviços e é claro que por isto há uma pequena dívida para ser paga aqui…
Ai Tânia…nem pra segurar um pouquinho a boca grande? Quero só ver, se o Mike encomendou algo do tipo tanque de guerra, como eu vou levar isso?! E ainda mais quanto esse cara ficou devendo? Eu não acredito que vou ter que pagar a dívida do morto…pensei que isso era a única lenda por aqui que não se cumpria – o que mato paga a conta.
-É claro que se isso me satisfazer eu vou pagar bem madre, mas irei prescisar de uma caroninha depois, você sabe…
-Compreendo querida. E fez sinal com a mão para a outra freira que saiu da sala e rapidamente voltou com uma caixa de madeira, colocando-a do lado e tirando dela algumas armas passando para mim.
-Faça o seguinte, venda o resto eu fico com a lança chamas – uma arma prata que além de disparar normal, também lançava fogo usando a explosão da bala como ativador químico para aumetar ele – e também com essa quarenta e quatro russa se vier o cinto e uma granada de brinde.
-Feito, a compra de tudo e a doação para nós vendermos paga já a dívida. Ela disse com os olhos brilhando perigosos.
Mandando um dos seus aliados me levar, eu ainda estava com raiva daquele ser se eu não pagasse a dívida dele eles me matariam lá mesmo mas se eu não tivese mandado ela vender o resto eu provavelmente teria pago menos…maldita freira ainda pediu para deixar uma doação na porta da igreja e se despidiu com o famoso "Deus te abençoe", incrível!
Estava com tanta raiva que nem percebi que ele parou bem a frente do famoso Jelau, que beleza tantos lugares para se encher a cara meio dia e elas vem bem para cá, com certeza todo mundo deve estar sabendo graças aquela loira louca e eu praticamente vou estar pronta para eles fazerem o almoço comigo, tenho que sair dessa cidade rápido…
-Grata pela carona. Disse ríspida e sem olhar para trás sai do carro batendo a porta, colocando meu chapéuzinho cowboy para dar estilo e fui entrando pelas portas vai e vem de madeira.
E lá estavam elas, duas perdidas com copos de cerveja jogando cartas no balção do bar vazio com suas armas do lado dos copos, uma ainda vestida com a roupa de freira e um óculos escuro de lentes rosa que faziam uma pontinha para cada lado sentada com as pernas abertas segurando as cartas com a mão bronzeada e a outra bebendo e a outra com uma regata preta contrastando com sua pele avermelhada morena e uma calça colada com uma arma em cada lado do cinto fumando um cigarro enquanto batia na mesa com outra carta, Tyler não estava a vista agora, devia estar na cozinha e poucas almas vivas me encaravam distantes enquanto chegava perto e via Kate passando a perna de novo em Lee Lee, bom ela era procurada em Vegas pelo apelido de Kate so fast – rápida por muitos motivos, entre eles em conseguir mecher com as cartas sem ninguém ver e também por poder matar tão rápido que o segundo que leva a bala já esta morto antes do primeiro começar a sangrar, se bem que eu também posso fazer isso.
-Ei Lee, se continuar assim ela vai te roubar até seus venenos criatura.
-Não se eu matar ela primeiro… dando aquele sorriso sacana de quem deveria estar pagando para ver ela pegou mais uma carta e bateu na mesa.
-Baby…assim você acaba com meus negócios sabe? Olhando para mim com seus olhos azuis como se não estivese nem ai e bebendo mais um gole continuou… que que tu fazes por aqui falando nisso?
-Tua madre superior depois de tentar tirar até meu último centavo disse que Lee Lee estava aqui contigo, se eu soubese teria vindo direto…porque afinal vocês vieram pra cá, beber na igreja estava ficando entediante? Suspirei vencida e resolvi me sentar na outra banqueta apoiando as costas no balcão ao lado de Leah e olhando para a porta.
-Mudança de ares talvez. Me dando de ombros como resposta a última questão e batendo na mesa com outra carta, pegando o copo e vendo que já está vazio gritando "Oww, mais uma ai Tiu" e ouvindo como resposta "Assim que a madre me pagar essa noviça!"
-Ela te esfolou muito? Leah me olhando pela primeira vez com seus olhos pretos avaliando o meu estado de cima a baixo.
-Nem tanto, tive que pagar a conta da última alma penada, mas ainda dá para pagar uma viagem de volta com o Sam…falando nisso o barco tá na cidade?
-Yep, ele e Ly andam só fazendo entregas pequenas ultimamente e a máfia chama de vez em quando…ei eles estão atras da tua cabeça não?
-Hei, ela tá valendo o dobro agora que decidiu dar fim a mais um…e você deve ter dado fim também na vadia dele né?
-Quem sabe mana Kate, dei de ombros e um sorrisinho satisfeito por saber que provavelmente Tyler não iria me botar pra fora com a metralhadora.
-Porque todas vocês querem ficar bebendo aqui de gra… - vindo para fora da cozinha enchugando um copo Tyler ia falando raivoso mechendo aquele bigode estranho quando me viu – Nãaaooo, suma daqui criatura! Ele se abaixou para pegar provavelmente sua metralhadora quando ouvimos o som de carros freiando e gente descendo. Olhei para as duas que já tinham pego suas armas, em alerta e elas acentiram engatilhando.
-Tiu, fique ai embaixo…a coisa vai ficar feia agora. Disse enquanto ouvia o engatilhar lá fora e o começo do tiroteio bar adentro. Com a lembrança de Alice "pule para dentro do balcão" eu puxei Lee que já estava animada atirando que nem uma louca para fora e ela pegou Kate pela saia e puxou junto, acabando todas indo para trás do balcão, ouvindo o som das balas batendo.
-Nossa! Tiu tu blindou o balcão que mara! Gritei rindo da cara de raiva que ele estava por ter sua última proteção usada por mim…
-E é tudo sua culpa, agora eles vão acabar com o meu bar de novo! Retrucava desesperado.
-Relaxa coloca tudo na conta da madre!
-Não não não, ela me mata depois! Kate gritou mais afastada, levantando de vez em quando para atirar.
-Sim, coloque na conta! Leah incentivou, sabendo que isso faria Kate ficar pelos próximos meses totalmente sem bebida…
-Hei Lee, vamo antes que ela de a louca e comece atirar em nós junto com o tiu.
-Só se for agora! Tiu tamo saindo por trás, ve se enrola os caras com a metraladora se não ninguém te paga depois!
A mensão da palavra não e pagar na mesma frase fez ele ficar meio branco e o bigode arrepiar para cima, ele se levantando e começando a gritar com as duas metralhadoras em mão atirando deve ter sido um sinal de que a conta dela junto da minha com certeza é maior que o valor do bar.
-Iihaaa! Gritei segurando o chapeu e indo de ré para porta em quanto ativara dando cobertura para Lee e Kate sair.
Foi uma fuga estranha, correndo atirando e roubando um carro qualquer velho com uma noviça e usando a minha granada- brinde acabamos por despistar eles, eu conseguir chegar ao barco já negociando com Sam para sair de lá na hora a toda ainda atirando, dessa vez afundando algumas lanchas que perseguiam – isso nós, lee, Emily e eu faziam matando todos por cima e pulando nelas para acabar o resto, voltando logo pra lancha logo em seguida, foram umas 2 por pessoa,mas acabo tudo e saimos e eu me perdi novamente no vazio dormindo alerta e com dor no quarto que sempre ficava por aqui, sabendo que iriamos até a Espanha desta vez e eu precisaria me decidir até lá o que faria, porque eu realmente estava cansada de tantos tiroteios e sentia falta daquele olhar estranho.
Acabou que chegando lá eu ainda não sabia de nada, mas eu tinha uma certeza. Ele me fazia bem e eu deixaria rolar até provavelmente ele cansar de brincar e me matar, só pediria para que ele espera-se até ser só eu, mesmo eu estando longe da minha família eu ainda os tinha e não magoaria eles ao ponto de achar que eu morri ou mesmo deixar eles me enterrarem, isso nunca, eu já era egoísta ao ponto de largar tudo para trás mas não traria dor e quando eles precisasem eu retornaria uma última vez. Eu procurei sempre por algo que me fazia falta, sempre me fascinando com o mistério e ele de certa forma me deixava com a sensação de finalmente ter encontrado o que me faltava, o mistério que eu estava procurando.
Era isso, finalmente eu me decidi, eu voltaria.
Hello gente! Sorry por ter demorado dessa vez, mas eu estava sendo arrastada pela minha mama, pelas ruas da cidade a procura de um vestido para o casamento da prima...nada muito frustante sabe, um milhão de roupas para provar e nada de achar o bendito vestido....eu mereço...
Esse cap foi mais para ela refletir e rever a vida que levava, ela está perdendo a graça de viver aquilo intrigada com nosso vamp...o prox cap vai ser interesante para vocês, pricipalmente se gostam de uma certa loira que tuna carros...me aguardem XD, além do mais quem está com saudade do ed vai ter ele completo a partir daqui ok?
Eh isso...continuem me mandando reviews...isso me faz querer escrever mais e mais uhahuahuahua
Fui ^^
