Afrontas e desejos – Capítulo 13

O vento estava cortante e gelado, mas ao sol dessa praia perdida na Espanha a sensação não era tão friovola e me lembrava do toque de seus lábios queimando com os meus, sim a Espanha no inverno era um lugar agradável.

-Pegue! Não posso deixar meus clientes acabarem morrendo de frio, porque não se lembra de arranjar um mero casaco antes de rodar o globo…

Sam resmungava enquanto eu vestia o casaco que ele tinha me jogado. Não adiantaria muito, minhas pernas ainda ficariam de fora mas pelo menos escondia as armas, mas daria para pegar um avião normal com todo o equipamento novo e eu teria que me virar para chegar em casa.

-Valeu cara…EI LY! DA PROXIMA VEZ QUE VOCÊS ME PEGAREM POR AQUI EU TE TRAGO ALGO MAIS CHIQUETOSO!

-Cara se ta querendo morrer mesmo. Agora ele falava com voz séria e provavelmente imaginava se a Ly atiraria uma faca pela janela da cozinha, mas ela não faria isso, não com a chance de ganhar algo melhor do que esse negócio que o Sam comprou para ela e ele diz que é um casaco…

-Eu me preocuparia contigo primeiro, se ela não te matar da proxima vez que você tentar dar um presente para ela. Não era a toa que ela doa essas coisas de boa vontade para tudo quanto é tipo de passageiro. Respondi no mesmo tom sério, tentando não rir e vigiar para não levar bala.

Ele emudeceu por um momento e resolvel que não tinha jeito mesmo e gritou para deus e o mundo ouvir "Ly eu vou te dar um presente melhor no proximo aniversário amor!" e pra mim com seus olhos ofuscados pela lente do seu rayban provavelmente semifechados, falou com a voz ameaçadora baixinha :

-Vou encomendar alguma coisa com você pra isso, mas agora você some antes que eu resolva fazer você ter um passeio pela prancha.

E essa foi minha deixa para pular do barco enquanto ouvia um último resmungo "mulheres" e seguir até a prainha deserta e me preparar para uma boa caminhada ao Sol pelo encostamento da autoestrada até chegar á algum tipo de civilização espanhola – diga-se hotel spa - onde eu posso arranjar uma boa suíte. O bom é que a Lee Lee não viu que eu rapelei o ipod dela, mas ainda seria uns bons 50km protegida por um chapeu cowboy, um casaco cheguei e armada até os dentes é claro…

Mas eu não esperava encontrar 10km depois no meio do nada aquele carro, que dava para perceber que era totalmente tunado e pronto para disparar na mais alta velocidade preto com insufilme combinando de tão escuro, parado e aquela loira radiande num com uma calça colado vermelha de couro e um casaco charmoso xadrez que eu sabia ser a última moda francesa, contrastando com a sua cor pálida como porcelana que parecia esperar encostada na sombra de uma árvore com um pé nela mostrando sua sandália bota preta que deixava a ponta do pé para sério, ela perto de uma angel da victória secrets ganhava facil e sem precisar desfilar com uma asa do tamanho de um bonde grudado nas costas e só com roupas intimas, uma top model daria a alma pela pele dela!

Eu já desconfiei só pela montagem do cenário e me preparei já com as mãos prontas para pegar a arma e atirar, mas quando ela resolveu descrusar os braços e abrir os olhos eu sabia que meu plano de pelo menos surrupiar o carrão estava totalmente fora de cogitação…

Malditos vampiros! E agora eu não acabaria com a sorte de explodir mais um, o único modo era eu ter a sorte de que se ela pegase sol viraria pó, mas isso também não parecia muito possivel. Me olhando enquanto eu continuava vindo, ela abriu um sorriso esperto de lado e disse com sua voz suave como uma sinfonia perfeita:

-Ora ora, quem imaginaria…

E sem eu nem me dar conta já estava batendo contra a mesma árvore com ela me segurando os pulsos e olhando de cima a baixo perguntando com a voz ríspida:

-O que você vai fazer!?

E eu sem nem pensar duas vezes como se fosse um deja-vú mas ao mesmo tempo algo novo a encarei e disse no mesmo tom:

-Vou continuar até o último dia!

-E como vai acabar?!

-Como deveria ter sido!

-Você tem medo da morte? Agora ela falou com uma voz suave num sussuro e nessa hora eu sabia que o efeito deja-vú tinha acabado e que eu não responderia como se eu fosse aquela menina presa dentro de casa controlada e vigiada por todos.

-Eu tenho medo de deixar os outros para trás, nada mais.

-Porque você mudou, ela acentiu mas ainda perguntando e me soltando e se virando em direção ao carro.

-Porque eu não queria acabar sozinha cuidando dos negócios da família como uma contadorazinha barata. Eu sussurei passando a mão nos pulsos ainda sentindo o aperto gelado na pele.

E ela sorriu, colocando um óculos escuro bem moderno no rosta e abrindo as porta do carro e virando o rosto para meu lado novamente e me encarando riu dizendo:

-É você vai deixar ele louquinho, como o Em disse, entra logo antes que meu ursinho resolva pousar com o brinquedo dele e te arrastar para mais um vôo.

De vez em quando eu achava que era azarada pra caramba, mas a visão de um banco de couro e alta velocidade bem afastada de outro episódio dentro daquele avião prestes a cair foi como se eu sentise a luz da lua batendo bem direto em mim e eu me vi praticamente correndo para dentro do carro.

-A propósito…qual teu nome loira?

-Rosalie, mas pode chamar de Rose. Ela olhou pra mim com a sombrancelha erguida como se estivese lembrando de algo e continuou:

-Gosta de velocidade? Eu não vou me segurar já que você sabe que não sou humana.

-Yeh baby! Pé na tábua!

-Uhh você que pediu! Ela disse segurando o riso e dando a partida com tudo, abrindo uma tampinha em cima do câmbio onde eu vi três botões vermelhos e logo eu saquei a parada com os olhos brilhando dizendo:

-Nãoo Rose! Nitro! Aii deixa eu aperta um?

-O próximo eu deixo você apertar, se segura! Ela disse rindo e apertando o primeiro botão quando eu olhei para o velocímetro estavamos quase a 300 milhas, a sensação de tudo indo para trás foi ótima e eu sabia que não teria chance dela pensar em bater, já que ela conseguia guiar a essa velocidade como se estivessemos correndo normalmente.

- E quem diria que você ia gostar disso? Se quiser eu monto um pra ti depois... Ela me olhou de canto enquanto se admirava pelo retrovisor arrumando o cabelo e segurando com uma mão o volante.

-Rose…eu sou sua fã….vo..você que montou essa maravilha? Agora estava totalmente surpresa, aquela loira com cara de top model construindo carros, é a coisa mais bizarra e interesante que eu já vi. E eu também quero...

-Desde a primeira a última pecinha tunada e você não viu o som dele ainda, o Ed estava praticamente implorando pra mim colocar um desses no dele...

-Ahh…o vampiro tarado tem um também...murmurei sentindo o vazio novamente perto de mim.

-Cara você mudou muito! Agora rindo muito, provavelmente por ter ouvido a minha reclamação. Porque eu sempre esqueço que eles ouvem bem assim? Que que ele te fez para você arranjar esse apelido carinhoso?

-Nada de mais além de me agarrar...mas isso é muito injusto! Fiz bico e cruzei os braços olhando para a janela e vendo tudo passar como um borrão.

-O que? Ele te agarrar? Agora ela virou totalmente o rosto e ficou olhando para mim com a sombrancelha bem levantada segurando o riso em sinal de dúvida e incredulidade…

-Não claro que não é isso, por mim se ele me agarrar e não soltar mais eu não reclamo nada, mas é injusto! Parece que vocês todos sabem um monte sobre mim e eu não sei nada de vocês, não sei porque derrepente apareceram e não sei porque eu to me dando tão bem com isso, é uma injustiça essa incognita! Já revoltada falando em voz alta.

-OK ok, desde que não passe a linha eu posso tirar algumas dúvidas. Ai ela parou e deu um sorrisinho maléfico que me arrepiou, era o mesmo sorrisinho típico Alice vai as compras, só que tem uma condição.

-Eu preciso de alguns intervalos para voltar a vida enquanto vocês vão tentar me matar com sacolas de compras e provadores. Eu disse com a voz maléfica também e ela pareceu se surpreender de eu ter entendido a indireta…

-Eu esqueço que você é observadora e que a Ali te faz de boneca em Paris…faça as perguntas!

-Eu sou traumatizada com isso….só o pensamento comprar já me alerta do perigo próximo, disse em meio as risadas nossas, tá certo eu só não posso perguntar as coisas principais que explicam o que eu quero saber então - pensei rápido lembrando das perguntas sobre vampiros e como eles vivem que eu estava curiosa – ok vocês desintegram ao Sol?

-Não você nem imagina o que acontece, mas desintegrar é coisa de cinema…

-Hmm…e vocês dormem em caixões? Cruzei os braços ao estilo mumia nessa hora enquanto decidia se fazia as mais difíceis agora ou depois.

-De jeito nenhum…eca! A gente nem dorme! Ela só rindo com as piadinhas particulares provavelmente e com a minha atuação.

-Nunca?! Arregalei os olhos.

-Nunquinha, isso quer dizer que Ali pode te arrastar por um shopping 24h sem parar.

Isso me fez arrepiar de novo e ela deve ter pensado que era friu, ligando o aquecedor do carro fazendo a velocidade baixar um pouquinho, mas nada que eu conseguise ainda ser capaz de dirigir.

-Não quero pensar nisso, próxima! –Disse com uma voz de desespero fazendo ela rir novamente da minha cara, ela e Em juntos deveriam acabar com a paciencia de qualquer um… - e aqueles negócios de joga água benta, cruz etc?

-Tudo mito, se bobear vai primeiro quem jogar…

-Vivem pra sempre?

-Eternamente jovem, mas não pense que só porque isso te dá chance de ficar na moda pra sempre vai ser divertido, temos muito tempo de sobra e vemos tudo e todos perecendo e indo embora. E agora seu tom passou a um suave fio de voz melancólico.

- Isso não devia ser triste para você, tudo vai mas quem você ama tá ai eternamente do seu lado…

-Porque você não fica com sua família já que pensa assim?

-Porque minha felicidade não estava completa lá, não que eu não seja feliz com eles, mas se eu decidise ficar lá com eles minha vida acabaria assim que eu ficase completamente sozinha, eles não durariam pra sempre e eu sentia cada segundo indo e eu ficando sem conseguir o que eu queria, pelo menos agora eu achei algo que me interesou o bastante e que parece que não vai me deixar.

-Ele nunca mais vai te deixar a não ser que você vá, vampiros só se apaixonam uma vez...

-Ele não está apaixonado eu diria, mas enquanto ele quiser brincar comigo tanto faz – apaixonado por alguém como eu? Não acho possivel, deve ter alguém que possa ficar com ele para sempre e ser tão perfeito quanto…depois pensei, se ele quiser me matar, ele me salvou então minha vida pertence a ele pra começo de conversa…só tenho aquele último pedido – isso me leva a outra dúvida, vocês nascem assim ou é estilo drácula, morde que pega?

-Drácula era um baixinho nojento que gostava de empala o povão, mas a idéia do morde que pega tá certa, só não ache que é tudo isso, a dor de ser transformado é a pior possivel e todos nós dariamos tudo para voltarmos a ser humanos novamente...você devia confiar, ele tá muito mas muito louco por você…

-Louco essa é a palavra certa para ele…você viraria humana novamente? Mesmo tendo o Em e uma vida que parece ser bem mais interesante porque?

-Eu sou um monstro, eu fico com água na boca quando sinto o cheiro do seu sangue pulsando, eu não posso morrer e além disso não posso ter filhos…quando eu era humana eu queria ser mãe, era meu grande sonho…ela sussurou mais uma vez melancólica.

-Desculpe…mas mesmo assim parece que minhas idéias e as suas não vão bater, vocês são tão legais…sussurei de volta.

-Tudo bem…em breve chegaremos a França, não posso deixar Ed ler minha mente contando tudo isso para você…mas você consegue fazer ele contar. Ah! Alice deixou um recado pra ti além de mandar a ameaça sinistra das compras! Ela voltou a rir com isso e mais um arrepio maligno passou por mim…

-É quem sabe...o que que a baixinha quer agora? Ela pode ter me salvado com a visão do balcão blindado, mas ainda não perdoei por ela não ter mandado uma mala de roupas com o Edward pro meio daquele matagal! Rose, eu tive que vestir um vestido rendado! Sabe quanto aquele treco ultrapassado quase me matou com os arames farpados que prenderam nele?!

-Se você ainda for desastrada, eu imagino que seja, deve praticamente estado mais a beira da morte do que quando James foi te matar…ela disse que "pode seguir pelo coração por uns dois dias, depois volta pro lado racional que a coisa vai pegar…"

James? Quem é esse perdido? Não..não aquele inglês se chamava Carlie…quem será…ah! Será que era o vampirão que mato o Mike de vez? Ow…sim…finalmente mais uma resposta…E que que é essa nova charada da Ali? Ela tá pedindo pra mim libera geral? Ma que isso gente! Isso é um sinal, acho que eu devo me preparar psicologicamente pra quando entra no ap se ele tiver lá…

Isso vai ser interesante…

Senti somente um chaqualhão suave e gelado enquanto sua voz suave me chamava baixinho, não tinha percebido que tinha dormido, deveria estar mais cansada do que pensava. Quando olhei em volta estavamos em frente ao meu prédio e eu via a agitação do anoitecer em Paris se passando pela avenida a sua frente, ela deveria ter praticamente voado pra cá já que demoraria pelo menos mais umas 3 horas para uma pessoa normal correndo no carro chegar aqui.

-Bella? Bellaa!

-Oi? Já acordei…ahhh – um belo abrir de boca pra provar isso só fez ela me chacoalhar mais uma vez até eu abrir bem os olhos e desencostar do confortável banco de couro…

-É por isso que ele gosta de te ver…parece uma matraca, não para um segundo!

Eu falando dormindo? Nossa eu devia ter baixado totalmente a guarda, eu me controlava pra não falar dormindo nem eu ainda morava na América! Nunca gostei de ninguém bisbilhotando minha mente, sempre apertava os dentes na boca e dormia assim…o que que será que eu deixei escapar? Merda…

-Desculpa Rose, falei dando um sorriso amarelo tentando disfarçar a raiva e a frustação…o que eu disse falando nisso?

-Você que devia saber…e parar de chamar por ele um pouco…credo, depois eles falam que eu exagero com o Em…

Isso me fez corar novamente e eu nem imaginava o que poderia ter dito, com isso fui abrindo a porta do carro e saindo.

-Er…tchau Rose!Valew pela carona...hmm…bye…

E fui correndo pra porta do prédio mas ainda deu para ouvir que ela estava rindo demais dentro daquele carro agora com as janelas bem abertas para o povo poder ver a diva que estava dentro. Oh vampira má!

Mas eu nem imaginaria que ia dar de cara com aquele cachorro francês no meio do elevador, provavelmente ele estava fazendo uma visita ao Ben, um visinho muito amigável que era amigo dele e morava alguns andares abaixo do nosso…que sorte, não dava pra matar ele aqui porque tinha câmera…com certeza que sorte…

Somente nos encarávamos enquanto a porta do elevador fechava, eu encostada no canto de trás logo a frente do espelho e ele perto da porta me olhando com aquela cara que parecia que queria me devorar e me matar ao mesmo tempo, talvez eu devesse dar cabo dele mais tarde…

O som do elevador parando e fazendo "plin" quando as portas foram abertas foi um alívio mas ao mesmo tempo uma afronta, eu comecei a sair e percebi que ele me esperava e fui logo dizendo:

-Qualquer gracinha e você não vai ter tempo de fazer um último desejo e eu não estou falando no sentido de você ainda poder deixar descendentes.

Sorri com o olhar maligno e me virei enquanto ele me encara-va, me virei fora da porta e fiz um não não com os dedos, colocando eles em frente a boca em sinal de silencio e mostrando as armas escondidas atraves da abertura do casaco. Isso pareceu fazer sentido para ele e ele estaqueou dentro do elevador até ele se fechar completamente e eu me virar pra minha porta agradecendo por ainda conseguir assustar sendo sexy…isso deixava qualquer um perdido…

Respirei fundo e abri a porta, esperava ve-lo em algum lugar mas parecia totalmente deserto o apartamento, fui em meio a escuridão olhando os lados e sentindo o vazio se alastrar misteriosamente no meu peito, aquele silêncio me deixava louca, odiava aquele vazio…por isso que eu devia ser tão apaixonada por música. Passei direto entre a sala e a cozinha estilo americana (aberta se intercomunicando com a sala) e fui para a ala pessoal onde estava o quarto de hóspedes nunca usado e minha suíte, entrando no corredor que era meu closet pegando um pijama decente - que no meu caso era uma camiseta larga e uma calça de moletom esportiva – roupas intimas e colocando minhas pantufas de bichinho, jogando as botas, o cinto com as armas e meu celular num canto armário a dentro e indo direto para um banho.

Enquanto relaxava com a água quente sobre o meu corpo e ardendo meus machucados eu fiquei me perguntando se eu estava ficando totalmente louca, eu podia jurar que ele estaria aqui e eu sentia a presença dele por perto, só esperava que ele não estivese espiando – se não eu já sabia como botaria ele para fora, a base da minha nova arma lança chamas ou talvez usasse o rolo de macarrão que estava na cozinha, aquilo mesmo nunca seria utilizado se dependese de mim, eu era uma pessoa fã da vida que não tivese louça para lavar – ainda com esses pensamentos mas meio aborrecida por não ter visto ele ainda eu reclamei de baixo do chuveiro:

-Onde você tá vampiro idiota lindo?

Desliguei o chuveiro e estava a me secar quando percebi que havia música sendo tocada lá longe, não era do sistema de som já que estava muito baixo e não parecia estar tocando pela caixa de som que tinha nesse comodo, eu conhecia aquela música pensava enquanto secava o cabelo e saia com a toalha ainda sobre os ombros mesmo vestida já. Uma melodia suave, misteriosa e triste ao mesmo tempo, ouvindo o som das notas do piano eu consegui finalmente me lembrar qual música que era, uma das minhas favoritas Sonata ao Luar de Beethoven estava sendo tocada de uma forma meio diferente mas que ao mesmo tempo parecia dar a ela uma personalidade mais melancólica e bela.

Fui andando em direção a minha sala já sabendo que estava acompanhada e que meu visitante estava desfrutando do piano de cauda que eu gostava de tentar tocar e ficava lindo no canto da sala em frente as janelas que iam até o chão e que me davam uma vista explêndida da torre Eifel. Não me passou pela cabeça que poderia ser ele, mas assim que o vi tocando tão calmamente, somente a luz do luar e do cenário da cidade, foi como se houvese um milhão de borboletas na minha barriga que soltavam fogo aquecendo meu peito.

Não pensei no momento mas era isso que Alice queria não era mesmo? Fui devagar, desviando dos meus sofás de couro preto e passo a passo cheguei perto dele ainda tocando e abracei seu pescoço deixando os seus braços livres para ele continuar a tocar e apoiei meu queixo no seu ombro sentindo sua pele fria e seu cheiro calmante e doce, escutando a melodia e olhando ele precionar cada tecla no ritmo certo. Era como se eu estive-se finalmente completa depois de tanto tempo, como um sonho que nunca acabou…

-Você me preocupou…ele sussurou sem errar nenhuma nota nem parar.

-Essa era idéia principal, mas você que saiu primeiro…respondi suave, olhando seu perfil no escuro.

-Você não me deu escolha…qual era a idéia secundária? Dando um sorrisinho de lado que me fez suspirar e ele olhar de lado para mim, tentando não deixar eu perceber.

-Não sou eu que fico escondendo as coisas sabe? Eu baixei meu rosto tentando esconder que estava corando com aquele olhar dele que eu sabia que ele podia ver. Eu precisava pensar…e o senhor vampiro tarado não estava me deixando…

-Para com isso, foi só um beijo eu não te ataquei nem nada do tipo – ele disse sério voltando o rosto novamente para o piano e começando outra música que eu reconheci como Clair de lune de Debussy – o que você pensou e esta pensando?

-Sabe, quando você quiser contar você vai mesmo que me mate depois.

-Bella! Você é absurda, eu não vou te matar por causa disso, talvez eu te mate por ser como eu sou…dizendo sério e suavizando até ser só um sussuro se perdendo na melodia. Mas quando eu fizer isso provavelmente nunca mais você vai querer chegar perto de mim novamente…

- Eu não sou tão forte sabe? E ri da visão de eu tentando expulsar ele da minha vista usando o pau de macarrão. Mas eu decidi que não me interesa.

-Não te interesa?! Sua vida não te interesa?! Nesse momento toda música parou e eu pude ouvir a voz brava de veludo dele me atingindo como uma faca.

-Não, desde que você fique por perto. Só tenho um pedido para você quando você decidir acabar com tudo isso e procurar outro brinquedo.

Mesmo na escuridão eu consegui enchergar uma careta dele e seu olhar negro me deixando sentir sua agonia e tristeza incrédula.

-Você não entende mesmo não é? Qual é seu último desejo? Ele continuou com a voz triste.

-Espere…espere até eu ficar totalmente só, ai não haverá nada mais que possa se preocupar comigo e nada mais a perder…e somente o inferno estará a minha espera…sussurei firme mas ao mesmo tempo triste, sabendo que com isso um dia tudo terminaria e só o sofrimento para pagar meus pecados sobraria.

-Você nunca ficará só meu anjo e nunca irá para o inferno, esse é o lugar pra onde eu irei assim que você partir.

Eu dei uma risada triste e sarcástica. Imagine! Ele no máximo matou para continuar vivo, nada mais que isso…

-Você tem um lugar bem bonito no paraíso, mesmo eu não querendo que você se vá nunca. Mas eu…eu mato gente por dinheiro…eu fiz muita coisa de certa forma idiota, mesmo não me arrependendo! Eu não chegarei nem perto do purgatório Edward! E tanto eu como você sabemos disso…

E o silencio pairou sobre nós somente sendo cortado por nossas respirações cheias de sentimentos e tristezas. Então me soltei dele e decidi sentar do seu lado, olhando sua face que possuia uma expressão indecifrável e dizendo suave novamente:

-Toque mais alguma coisa para mim.

E ele fez isso mesmo, mas antes passou o braço sobre mim e me puxou para se encostar no seu tronco bem perto dele, me gelando mas ao mesmo tempo aquecendo. Nunca tinha escutado aquela melodia que era a mais triste possivel, mas ao mesmo tempo me dava uma sensação de paz, fechei meus olhos me ajeitando melhor naquele corpo friu de mármore ouvindo sua voz baixa como o vento e sentindo sua respiração em mim:

-Essa é a sua música meu anjo, ela é a promesa de que eu nunca vou te deixar…

-Ela é a promesa que eu nunca vou esquecer pra ti também, e será eterna enquanto eu durar.

Ouvi ela até que a escuridão me engulise e todo aquele sonho fosse embora, dando lugar a outro mais sombriu:

"Duas sombras, perdidas numa sala bem decorada mas ainda escura e estranha, uma voz de mulher negociando com um homem que aparecia sentado num sofá em frente a uma lareira quase totalmente apagada:

-Acabaremos com a guerra por um motivo maior.

-Desde quando uma vingancinha contra uma criança é motivo de trégua? Ele dizia com a voz forte.

-Desde que as duas partes odeiem o alvo principal. Ela numa voz suave e elegante, mas ao mesmo tempo ameaçadora.

-Ela tem aliados fortes…

-Eles já estarão dispersos o suficiente quando resolvermos atacar. E seus olhos brilhando pratiados e vermelhos como sangue foram a última coisa que eu vi antes de sentir a escuridão sendo levada."


Nãooo fla a verdade né...eu sou d+....isso é praticamente dois caps! Olha como eu sou boazinha e ainda deixei vcs com bastante Ed pra dar o gostinho! Sério hj eu tava inspirada uhahuauhauh....espero que curtam logo tem mais!

Thanks pelas reviews...vcs sabem que eu adoro!

- Katryna...dessa vez eu vou te atrasar bastante eu sei, bastante coisa pra ler heim!

-Noelle...Ora eu sempre posso fazer um esforço de colocar ela num avião com em! Me aguarde uauhaha

- Raffa cara, quando eu li sua última review foi como se eu tivese um ataque de risada maligna...foi bem assustador pra quem viu de fora sabe...mas cara tá ai! Segundo cap da semana! Quero só ver uhauhahuahuauh promeça é divida eterna! *mts risadas malignas...mts mesmo muauhauhahuahuauh!* eu nem tinha visto o tanto que tinha escrito até agora poco...mas cara eu tó com dó até...são 9 págs do word...num se estrese tanto ok? Num quero nenhum leitor com os dedos travados de tanto escrever review uhauhahuauhahuahu

Vcs sabem que eu não sou maligna....deve ser meu cabelo verde, ele me deixou com vontade de detonar geral sabe?....

eh isso ai...

Bye bye baby! XD