Bonjour – Capítulo 14

A claridade me despertou e por um momento eu me senti perdida mas logo me localizei, estava no meio da minha cama king side coberta entre os travesseiros macios que eu adorava, o quarto amplo seguindo o mesmo estilo de decoração do momento tinha sido a pouco tempo re-decorado com paredes cinzas e uma violeta escuro tinha cortinas brancas que iam até o chão voando com o vento que passava pela porta da varanda entreaberta, uma tv de plasma pendurada a frente junto com a estante branca que se encaixava nele, onde estava além do meu lindo videogame a minha coleção de livros – uma coisa que eu adorava era ir na livraria, tinha gente que gastava tudo em roupas, outras em carros…bom eu fazia tudo isso também, mas sempre gastava uma boa quantia em livros. E que variedade, tinha desde livros escritos em japones à escritos em Português brasileiro, outro dos meus vícios que era ler a obra no seu idioma de origem - fazendo um estilo bem clean, mas sem nunca abandonar os meus vícios.

Não me lembrava de ter ido dormir, minha última memória foi ao lado do piano…ou será que aquilo foi um sonho? O silêncio daquele lugar parecia me levar a esta resposta, mas se o aquecimento está ligado porque a cama está fria? Fiquei passando a mão suavemente ao meu lado da cama e resolvi rolar para sair sentindo na pele a mudança de temperatura estranha mas também um cheiro magnífico que eu amava, mas isso não era totalmente conclusivo, esse cheiro sempre está por perto, mas nunca tanto.

Com um suspiro e um sorriso inesperado abracei o travesseiro do lado e o deixei, levantando calmamente e indo para o corredor do meu closet, pegando uma calça bem apertada, uma camiseta estampada roxa e um casaco para sobrepor de oncinha com detalhes de tachas fui me vestir no banheiro com a intenção de fazer um visual bem roquinho. Me arrumei penteando meus cabelos castanhos avermelhados deixando eles soltos, já que eram lisos e estavam cortados bem para esse estilo e passando somente um batom na minha boca pequena pois não tinha muita paciência para maquiagem, não que eu nunca usasse, mas era cedo o bastante para nenhum psicopata da moda – diga-se Alice – conseguir vir atrás de mim correndo enquanto eu procuro um lugar para tomar café da manhã. Saindo ainda passei novamente no meu armário colocando minhas botas abertas na frente de salto agulha pretas brilhantes, pegando minha bolsa, que era do mesmo material da bota mas também com detalhes de tachas pratas e um chaveiro de caveira com olhinhos de rubi e dentes de diamante – sim eu gostava dessas brincadeirinhas de marca - abrindo um compartimento falso da parede onde eu guardava minhas armas, escolhi uma de cerâmica perfeita para passar onde quer que houvese detector de metais , que aqui em Paris era praticamente em cada entrada, encaixando na bolsa e jogando carteira e celular dentro junto fui direto para a saida sem nem reparar no cheiro de panquecas que estava por perto e nem no ser magicamente perfeito estranho com avental e uma frigideira na cozinha...

Epa…eu não vi isso…estaqueei em frente a porta com a mão na chave e decidi dar dois passos para trás dando de cara com Edward com um sorriso de lado debochado, vestindo um avental preto que eu tinha comprado quando estava fazendo um curso de culinária perfeitamente encostado na frente da bancada com um braço segurando sua cabeça.

Mas minha mente maligna trabalhou mais rápido que eu já pensando "Epa! Agora só falta colocar uma aliança!" e ai outro pensamento saia boca afora em voz alta antes de eu conseguir controlar meu rosto que ficava cada segundo mais roxo:

-Certeza que você não lê pensamentos né?!

-Pelo menos os seus não…se bem que pela sua cor não deveriam ser muito puros e inocentes. Ele ia falando enquanto apertava os olhos me encarando com a cara safada mas ao mesmo tempo meia frustada e isso me fez relaxar um pouco vendo que ele não tinha captado tanto a intensidade da minha mente maligna quanto eu imaginava, se bem que ele captou um pouco a mais...o que me deixou um tom mais vermelho só que esse era de raiva mesmo…

-Uhum e depois não sabe porque eu digo que você é um vampiro tarado. Rebati dando também um sorrisinho malicioso e mandando um beijinhu que ele deve ter captado rapidamente com a intensidade do vermelho que estava nos meus lábios deixando ele quietinho tempo suficiente para mim recobrar a consciencia e parar de secar ele e olhar para a bancada e as panquecas no meio dela.

-Mas o que que é isso tudo? Perguntei meia maravilhada com a visão de comida…aquilo era um fato inédito na minha cozinha francesa!

-O que lhe parece, um enfeite? Seu café lógico! Ele respondeu vontando a sua voz aveludada normal e aparecendo atrás de mim num piscar de olhos, segurando meus ombros tirando minha bolsa e jogando no sofá lá na sala e me levando para sentar na banqueta vermelha em frente da bancada arrumada.

E minha cabeça foi para o lado tentando entender ainda aquilo – recapitulando, eu…pessoa mercenária que sempre me virei desde que me mandei de casa, do nada com um galã de cinema fazendo comida pra mim, já que ele também é um vampiro e a dieta dele não permite panquecas e ainda com esse sorriso colgate que me deixa louca...

-Bella? Ei…Se tá bem? E me chacoalhou enquanto eu voltava a fita aqui…mas sabe, acho que posso me acostumar com a idéia… "pensamento maligno novamente: enfie uma aliança no dedo do cara com um localizador gps e celular embutido….ai mente idiota"

-Mas isso tudo? Olhei para ele com a dúvida explícita na cara com a sombrancelha erguida "Você tem certeza que não come?" e ele me respondeu virando os olhos e colocando duas panquecas enormes no meu prato e dizendo coma! Desse jeito ele vai acabar com esse corpinho 36 aqui oh…mas sabe, eu to gostando disso, vamos agradecer meu vampiro! Pensei já formando um pequeno planinho maligno para deixar ele louco da vida…

Aquela comida era perfeita, nenhum chefe fazia algo melhor! E olha que eu já rodei o mundo e comi em tudo quanto é lugar. Mas com ele sentado do meu lado observando cada movimento que eu fazia me deixava louca, só por isso eu acabei comendo bem rápido e me virei para encarar aquelas órbitas douradas.

-Sabe…isso é disperdício. Ele disse com o sorriso torto dele…

-Você que está acabando com a comida do mundo, não vai me deixar culpada desse modo…num se empolgue tanto, eu nem sei porque você faz tudo isso por mim. Com isso me levantei e fui recolhendo o prato e indo para a pia, mas antes disso ele já estava tirando o prato das minhas mãos e lavando ele bem na minha frente. Isso me deu a deixa para agradecer ele…

-Edward...Disse bem baixinho ao lado de seu ouvido e vi que ele tentou conter um arrepio, o que fez meus lábios subirem num sorrisinho, mas ele não imaginava que eu iria continuar.

– …Obrigada. Sussurei e quando ele virou o rosto para olhar para mim eu lasquei um quase selinho nele – que ficou bem marcada de vermelho…batom bom é outra história né, há americanas que matariam para uma fixação dessa,pena que o preço não é viável para o mercado - bom eu diria que foi na trave mas que valeu como um gol, a cara que ele fez em seguida meio surpresa meio abobalhada foi impagável.

Me afastei dele então já sorrindo abertamente e recobrando meu juízo e me lembrei do que mais eu tinha que aprontar antes que anoitecese e eu sabia que não iria escapar das garras da pixel, além de que eu precisava dar sinal de vida na facudade. Voltei lá para dentro escovei meus dentes novamente e já indo direto para a sala sabendo que estava constantemente sendo observada pelo charmoso garoto ruivo sentado no meu sofá, olhei para ele com uma cara de "a gata comeu sua língua" o que ele respondeu piscando e abrindo o sorriso torto e logo fechando quando percebeu que eu não iria até ele e sim até minha bolsa, a pegava e colocava no lugar me virando e saindo, claro que eu fui interrompida antes por uma mão grande e gelada que segurava meu pulso por completo.

-O que você tá fazendo?

-Hmm tentando ir ao banco?

-Ahn? Prá que?

-Sabe, eu sou mercenária, mas ainda preciso fazer a contabilidade da casa... – não quis acrescentar também que se eu pegasse pela internet aqui eu não conseguiria nem olhar pra ela, já que tinha uma visão melhor se virase para trás… - e preciso ir no mercado, além de pensar numa forma de me livrar das compras que a sua irmã vai querer ir depois da facudade – e que provavelmente hoje seriam dois espectros malignos me mandando provar roupas, será que a Rose é má assim? – hmm…continuei sem olhar para ele nem para a mão que me segurava firme mas delicado, se olhase agora provavelmente eu coraria…quer ir?

Ele deixou sua mão cair novamente me liberando e isso me foi estranho de certa forma, será que ele não iria? me perguntei e isso me levou a olhar para ele e ver que ele olhava o dia ensolarado que passava atravez das cortinas fechadas da sala, me lembrando que Rose tinha dito que eles não desintegravam e deixei escapar a pergunta:

-Mas que diabos acontece pra vocês fugirem tanto do Sol? Olhei novamente para Edward que me encarava com cara de dúvida.

-A Rose não disse?

-Ela disse que vocês não desintegravam…mas então o que acontece?

-Olhe, ele apareceu derrepente perto da janela e puxou um pouco a cortina deixando a luz do Sol entrar para dentro, onde ele colocou a outra mão e ela começou a brilhar feito milhares de diamantes.

Eu é claro já não me surpreendia mais com nada, mas assim mesmo aquilo me fez arregalar os olhos e deixar um pensamento maligno escapar:

-Você se daria bem no Brasil…Ele rápidamente bufou e retirou a mão da luz passando ela nos cabelos, com olhar revoltado ofendido, acho que ele sabia que eu estava falando do Carnaval de lá, isso me fez rir mas ao mesmo tempo correr até ele.

-Ahh…espera!Deixa eu ver! Puxei de novo a cortina com o meu pé e segurei a mão dele com as duas minhas, levando-a até a luz e observando sua pele de marmore brilhar, enquanto olhava para ela ia acariciando com os dedos e sem me dar conta puxei ela até meus lábios e beijei de leve continuando:

– É tão lindo, sussurei suspirando e sentindo seu cheiro e seu olhar forte em mim, mas se esse é o problema…o carro tem um insufilme bem forte sabe? – É isso é o básico para não deixar folga para um atirador transpassar sua cabeça ou saber que você já o viu quando se está dirigindo. - Se você não sair de dentro e abaixei sua mão dando um sorriso olhando para ele que correspondeu levantando minha mão e beijando como se fosse um cavalheiro antigo o que me fez rir e continuar na brincadeira fazendo uma mensão quando ele me indicou a porta.


OK ok...sorry por deixar vocês desesperados por mais...eu sei que essa é a idéia mas dessa vez não foi por maldade XD, tava um rolo só tudo aqui e ainda tive que ir num congresso...então relax people...

Cap só com o Ed, para os felizes de plantão...iria escrever mais, so que sabia que vcs estavam com saudades, então prox post a continuação do dia e mais perigos para nossa Bella!

É isso...saudades das reviews uhauhahauhaauhuh X.x""""""

Bye