Sua Mente e uma promessa parte 02 - Capítulo 22

-Aquele lugar, nunca pareceu realmente meu lar sabe? Eu amo meus pais e tudo mais e os adoro imensamente, mas eu não tinha liberdade para poder agir do modo que eu queria e parecia que cada vez mais eles queriam afastar as pessoas de perto deles...eu entendia o motivo, as pessoas eram normalmente tão falsas e intereceiras ou monótonas, como poderiam se importar tão pouco com o que os outros sentem? Com o que pensam? - abaixei meu tom de voz irritado para um mais sombrio e baixo, sem me deixar olha-lo e eu sabia que seus olhos estavam queimando de curiosidade ao meu lado - Como eles conseguem viver em paz sem alcançar nada? Sem fazer nada....acho que essa minha "criação" em casa me tornou meio esquisofrenica, meia louca provavelmente, mas quando aquela presença estava por perto eu não me importava, não estava com medo de ficar só, não me preocupava com isso...

Mordi meu lábio tentando juntar todas as peças para explicar o quebra-cabeça para ele. Eu vi ele se virar e sabia que ele estava achando que eu iria parar por ai então levantei o dedo o parando e dizendo:

-Calma.....deixe-me pensar. E isso parece que o acalmou por um momento.

-Eu não sei explicar direito o que eu sentia, mas era como se a cada instante eu estivese sufocando mais e mais, tanta coisa que eu poderia fazer que eu queria fazer e sentir e sempre parecia que havia uma coleira em mim, me aprisionando e eu não poderia me rebelar porque isso só os magoaria e traria mais problemas para mim provavelmente...e quando o mundo pareceu cair, eles só reclamavam e sonhavam e não agiam e deixavam serem enforcados pouco a pouco por aqueles parentes controladores e ficavam desesperados por causa de dinheiro, até finalmente tudo voltar aos eixos e estarmos novamente na queda da montanha russa quando inventavam mais uma loucura...o mundo parecia cada vez mais se fechar e se definir como um nada que eu era e seria até o final dependente já que eles fariam o mesmo a mim ao que estavam sendo submetidos até hoje. Eu não queria depender disso, eu não queria ter meus passos contados....

-Eu não era para aquela vidinha insignificante, eles queriam viver em paz...e eu sempre pensava a cada reclamação ou suspiro triste inconformado nos cantos que ouvia "você é feliz e não se da conta e se deixa dominar.....isso é tão fraco....eu prefiro o fim a isso..." e quando eu comecei a desejar mais e mais o fim,eu decidi me dar outro começo, bem longe onde nada em ninguém se importariam com minha existência para tentarem comandar. Afinal se não desse certo eu não traria mais infelicidade a eles e eles nunca saberiam que eu já não estava jogando e assim era mais fácil - sorri olhando-o seus olhos que me encaravam estranhos e me voltei para o teto continuando o começo da aventura - eu fui para o lugar mais longe que eu poderia encontrar, sem nada mais que uma mochila, um pouco de dinheiro aplicado na bolsa de valores que eu controlava pelo meu laptop, algumas roupas e documentos e uma passagem para o Japão. O outro lado do mundo era interesante e mágico e ao mesmo tempo extremamente assustador e eu ralei até conseguir uma fluência decente e um empreguinho ilegal numa lojinha de conveniencias em Kioto, bom até ai eu era normal, e conseguia viver mais ou menos entre lan houses e hotéis capsula, eu vi o mundo finalmente e o mundo quase me matou de tanto mioji que eu comi - mas releve isso, meu estomago embrulha só de lembrar, fiz uma careta e Edward soltou uma risadinha baixa, tentando disfarçar - então eu aprendi uns certos macetes, diga-se hackear e assaltar e até que estava indo tudo bem, só não podia chamar muita atenção ou desviar milhares de ienes de uma vez só, até que a ganância me dominou e certos...hmmm...mafiosos japoneses cairam na armadilha e isso ferrou tudo - agora lembrando e rindo da cena, mas ainda meia séria comecei a primeira lembrança:

" Eu estava trabalhando para variar um pouco, naquela lojinha no meio de dois templos em kioto, quando certos homens de terno preto e óculos escuros entraram com cara fechada na loja, eu não me importei muito, afinal normalmente aparecia cada tipo de adolescente colorido por lá ou aquelas lolitas com roupas fru fru góticas que um trabalhador de empresa com cara fechada já não me chamava muita atenção.

Era quase hora de troca de turno e meu patrão, um tiozinho meio careca que adorava um leque e uma garrafa de saque vinha sempre conferir como estava o lugar, quem o visse não achava que era tão dedicado a aquele lugar, mas eu jurava que se alguém esquece-se de limpar algum cantinho sequer ou não cumprimentar o cliete como se ele fosse praticamente um deus, ele surtaria e tiraria uma katana daquele kimono que ele sempre colocava por cima da camisa.

Eu tinha quase acabado de fechar o turno e já preparava para sair quando aqueles homens resolveram inquirir meu patrão sobre alguma coisa e quando ele botou os olhos naqueles homens a sua cor passou de amarelo bronzeado para um branco papel ao vento, logo ele apontou para mim e eu que naquela altura do campeonato era só uma gaijin* tentando me virar acabei descobrindo da pior forma que não era uma boa idéia dar uma rasteira e sair correndo num mafioso que tinha uma arma. Ah! E também que não era uma boa idéia mandar ele a alguns lugares antes de saber que eles eram parte da máfia.

Bom....foi ai que eu comecei a mecher os pauzinhos para não ser tão desastrada. Vamos dizer que eu ouvi eles gemendo um "Aut..." quando eu derrapei escadas do templo abaixo e um "Merda" quando eu nocauteei o que tinha ficado em baixo de mim, mas depois dessa ceninha...hmm....nada dolorida eu acordei dentro de um carro toda amordaçada do lado de mais daqueles amiguinhos de preto e quando chegamos e fui jogada casa tradicional japonesa adentro com um "aqui está ela aniki".

Não sei se era porque eu já estava puta por ter me ralado quase toda e saber que com certeza meu emprego ja era ou se era porque eu me senti num anime, mas eu não fui lá muito educada com o tal de aniki, um homem japones com cabelos meio brancos e cara muito mal encarada vestindo um traje tradicional - o que mais tarde também infelizmente eu soube que era o chefão da máfia o que fez sentido finalmente - e acho que isso chamou atenção dele, depois é claro de eu dizer que não tinha como saber que aquele era filho dele - o que eu rapei quase toda a conta - porque afinal, quem iria achar que aquela carinha de bebê, com roupas berrantes insolente que tentou me cantar era herdeiro de tanta honra...então murmurei entre os dentes ainda sem perceber que saiu rápido e cheio de ódio - se eu soubesse que ele iria chorar eu tinha levado tudo e mais aqueles pinduricalhos que ele estava cheio...

OH! MERDA PAREM DE RIR VOCÊS TAMBÉM AI EMBAIXO! - Gritei ouvindo as risadas estrondosas de Em e dos outros vindo ao longe e olhei para Edward que estava mordendo o lábio que se repuxava e com os olhos fechados, que eu achava que era para se concentrar e também não rir... - Eu tentando contar as coisas e vocês rindo da minha desgraça.....vampiros idiotas - resmunguei e continuei:

Eu percebi algo estranho na aura daquele lugar, os mafiosos que estavam me rondando tremiam, mas tentando se controlar e eu estava já achando que ia levar um tiro mas foi ao contrário...o chefão começou a rir sem parar mais e depois de eu cruzar meu braços e sentar então finalmente de um jeito normal com pernas cruzadas - aquela forma postura certa e pernas dobradas em baixo formalmente estavam me formigando toda - e fazer cara de "vamos lá! Já chega de zuar com minha cara me matem logo" para o chefão ele começou a se controlar junto da multidão ao meu redor e me olhou com o olhar sério e perigoso que me fez arrepiar mas que não desviei e isso também parece que o agradou quando ele sorriu e disse:

-Gostei de você garota. Não é todo o dia que se ve alguêm sem nenhum senso de autopreservação por esses lados...se bem que você não parece ser daqui....mas isso só facilita as coisas para mim....De agora em diante você vai trabalhar para mim.

Ahh não, eu pensei agora vou virar escrava de mafioso, até parece....prefiro o plano B - morte matada - então eu ri o encarando de novo e perguntando:

-E se eu não quiser?

Então um dos capangas dele - acho que não gostou do meu tom - se levantou já dizendo e puxando uma espadinha e indo até mim dizendo rispido "Sua insolente", mas antes que chegasse em mim eu vi o chefão dando um olhar e fazendo um sinal com a cabeça e outro mafioso tirou uma arma do palitó e explodiu os miolos do primeiro sem nem exitar - até hoje eu não sei como eu consegui ver tudo isso, eu estava em choque só com a espada pronta pra me atravessar, mas todo aquele sangue espirrando deve ter me despertado. - eu não tinha me movido, nem respirado direito eu tinha e eu acho que de novo o cara interpretou errado achando que eu não estava com medo - suspirando e dizendo "odeio quando eles não me respeitam - ele novamente se virou para mim e eu ainda olhava o sangue espirrando e os mafiosos se mechendo para limpar tudo aquilo - eu não era daquelas que entram em pânico e saem gritando, sempre que via filme de terror sempre ficava quieta e nas provas de coragem nos acampamentos da escola eu ia primeiro e em silêncio. Eu acho que sou muito racional para ficar com medo pelo o que o outro fez...acho que foi assim que a parte calculista nasceu...

-Acho que seria mais vantajoso se você mocinha aceita-se, ele disse sério novamente.

-E o que eu ganho com isso? Afinal o senhor quer um trabalho bem feito certo? Encarei ele de novo e ele esbouçou um sorriso esperto.

-Acho que você mesma já compreendeu o que eu quero que faça, nós gostamos da sua..."habilidade" em tirar dinheiro então se você fazer alguns servicinhos para nós, acho que você poderia ficar com uma quantia...

-Eu quero 50% em tudo ou nada feito. Disse fria sem pestanejar - se era para me ferrar, iria fazer isso ganhando alto. - E outra coisa, se eu vou trabalhar para vocês quero que vocês assegurem de que nenhuma polícia, outra máfia ou outro capanga seu fique me perseguindo.

-Tudo bem, você estará sobre a proteção dos shirotora* e nós sempre honramos nossos acordos. Daremos notícias sobre seu primeiro trabalho. Ele disse por fim com uma cara de que comeu mas não gostou, por fim se levantou e saiu junto com uma tropa para dentro de algum comodo e eu puxada para fora novamente.

Bem pelo menos eles me deixaram na porta de casa, mas daí eu percebi que isso não era nada bom. Corri para dentro do apartamentozinho que começara a alugar quando consegui o emprego e vi tudo jogado e bagunçado....e eu sabia o que eles tinham pego e fui direto verificar...meu passaporte e documentos já eram e eu estava presa aquela ilha."

-Foi assim que tudo começou, eu não tinha para onde ir nem o que fazer, estava presa no estrangeiro com a máfia na minha cola e logo eles deram sinal de vida e eu comecei a roubar de desconhecidos que eles traziam informações e pelo menos eles me deixavam livre o suficiente para andar pela cidade e comprar coisas, eles sempre me vigiavam e uma vez que eu tentei fugir pelo menos de lá....bom não foi uma boa idéia - não iria contar a ele que eles me quebraram toda...bom pelo menos pagaram a conta do hospital depois de dias que eu fiquei apagada lá... - depois disso acho que eu me acostumei com minha "livre custódia" e suseguei um pouco, já tinha até feito um pouco de "amizade" com os capangas que sempre me levavam para lá e para cá em serviço e com os que eu percebia ser "da confiança" do chefe, pelo menos eram educados sabe? Japoneses sempre são formais e educados e eu aprendi bastante do modo de vida deles e como eles tinham confiança e respeito pelos superiores e os que estavam dentro mesmo desse mundo - os que não eram só usados - viviam pela honra e pelo brasão da máfia, é estranho eles tinham a vida e a familia deles toda nesse mundo...por exemplo o filho estranhinho era tratado como um principe e mandava como um e eles tinham que respeitar...

Eu sempre me sinto meia fascinada por isso e acho que Edward percebeu isso, porque prestava muita atenção e já não tinha aquela cara de preocupação tão estampada nos seus olhos, talvez todos eles estejam curtindo um pouco da minha história sangrenta.

-Bom até ai eu estava ferrada até a raiz do cabelo, mas como eu te disse antes a ganância é perigosa... - fechei novamente os olhos me lembrando de todas aquelas cenas e de todo o sangue e de como eu me tornei uma assasina.

"Era mais uma daquelas missões bizarras deles, mas essa eu percebi ser diferente, não estavamos mais na cidade e havia duas pessoas novas na equipe, um grandão com uma cicatriz pelo rosto todo e um mais ou menos acho que com a mesma idade que eu tinha e com cara pensativa, parecia que tinha acabado de entrar para aquele mundo já que eu nunca o vira antes e ele saiu lá de dentro da mesma casa que eu fui levada a primeira vez, junto do grandão.

E era diferente, não iriamos assaltar ninguém hoje, iriamos roubar informações da sede da máfia concorrente russa que estava em negócios com a japonesa lá. Isso ia ser perigoso, eu inquiri para eles o que eles estavam pensando? Aquilo estava praticamente escrito "armadilha na cara", mas o grandão interviu e não deixou ninguem tomar as rédeas da situação. Bom entramos no prédio até estava dando tudo certo, mas um daqueles infelizes quis se achar o maiorão e acabou dando um tiro mal dado e o que devia estar morto acionou a segurança e acabamos todos sendo pegos mais cedo do que o esperado quando começamos a correr do alarme e todo mundo que sobreviveu foi jogado dentro de uma sala toda fechada e com uma bela porta de aço que não deixaria nada passar.

-Merda,merda,merda....eu disse que não ia funcionar, seus imprestáveis. Disse fria. E puxei da minha pulseira a pequena lâmina que eu começara a esconder para emergências, e comecei a cortar a corda de varal que prendia meus pulsos. Olhei para a sala e não havia nada nela, nem uma camêra e isso pelo menos deixava-nos a salvo por enquanto.

-Não se preocupe K - foi o meu primeiro codinome, já que depois daquela visita ao meu apartamento no proximo encontro eu os fiz preservarem minha identidade verdadeira, mais tarde o K passou pra Kat, já no exterior e ai depois teve uns trabalhos na guerra que eles começaram a chamar de Kat Capitã e ficou até hoje...KC...depois eu falo mais disso, continuando:

-Logo mais eles vão pedir resgate por nós, e eles precisam da nossa equipe para os negócios então estamos seguros - um segundo continuou dando de ombros e isso me fez fever.

-Não me preocupar?! Essa é a máfia russa! Eles nunca fazem resgates idiotas! Eu estourei para eles e eles já querendo brigar se levantaram para encarar. Mas o novato, que estava meio branco, meio verde, mas aguentando as pontas os parou com um braço dizendo:

-Ela está certa...os russos não fazem sequestros....os inimigos vão para tortura afim de eles tentarem tirar alguma informação e depois eles os matam, se não morrerem antes...não há salvação certo Yumura?

-Certo...- então o grandão olhou para os dois continuando - vocês são uma vergonha para a máfia, por não saberem de algo tão simples.

Eu revirei os olhos - até quase morrendo eles com o ataque de honra deles....se houvesse uma chance... - então eu estaqueei quando vi a parte de cima da parede....oh então eles pensaram em manter as vitimas por tempo suficiente aqui - eu dava um sorriso enquanto via a as grades da ventilação."

-Sério Bella? A ventilação? Isso é tão Hollywodiano....- Edward me interrompeu com a sombrancelha erguida em duvida.

-Eu sei...eu sei....mas num posso dizer que não deu certo - fiz bico e perguntei - posso continuar? E ele fez o mesmo sinal que eu para continuar.

" -Você grandão, levanta um pouco e me ajude pra variar, num fique só dando ordens.

- O que você disse? Gaijin?!

Apontei então para as grades e foi como se um clique se fizesse na sua cabeça.

-Consegue arrancar?

E ele sem nem responder o fez rapidamente e lá aparecia um belo caminho, perfeito para uma garota como eu passar.

- Me ajude a subir disse então. Já indo para lá, mas fui interrompida novamente...

-E quem disse que você vai sair primeiro, você não conseguiria nem passar pela segurança! - O que atirou fazendo-nos parar aqui disse e eu me irritei, mas continuei racional e pensei na melhor cortada.

-E quem disse que algum de vocês passa por ali? - Todos eles seriam grandes e pesados demais para isso - Além do mais eu provavelmente não vou atirar no primeiro que vir e sair correndo...ou confiam em mim ou vamos todos esperar sentados pela hora mágica...

-Deixe que eu vou, disse o novato jovenzinho verde e eu praticamente ri.

-A sim....garoto além de você poder acabar com nossa ultima chance caindo em algum lugar por pesar demais, você parece que vai desmaiar a qualquer momento...se precisar matar alguém não acho que vá aguentar - e eu vi ele com essa frase engulindo em silêncio e depois perguntando.

-E você é capaz?!

Então eu o encarei e dei meu sorriso - eu nunca tinha feito isso, mas agora não era hora de pensar e sim de agir...era eu ou eles e eu prefiro escolher a mim - respondi fria,cortante e firme:

-Eu não tenho nada a perder.

Dessa vez o grandão não disse nada e me ajudou a subir mas antes eu disse:

-Vou tirar agente daqui e eu não volto com as minhas palavras.

Eu andei por algum tempo espremida na ventilação mas ia observando cada sala, ouvindo as conversas na maioria em russo, que passava até que um dos corredores chamou minha atenção por estar vazio, mas ainda continuei andando e o proximo lugar que eu cheguei foi na "sala de controle",havia dois dormindo lá e isso foi o que eu poderia dizer sorte. Devagar e com muito cuidado, consegui arrancar a grade da ventilação sem fazer barulho e pulei para dentro do comodo sem muito alarde, primeiro fui até a porta e a tranquei - imaginando que se alguem entrasse e a encontra ali não iria ser uma boa idéia e também se algum dos dois acorda-se, ainda teria uma minima chance - Eu tinha levado comigo a corda que foi utilizada para nos amordaçarem e já tinha bem pensada a utilidade para ela naquele momento.

Me aproximei do primeiro - o que não estava roncando muito e que parecia estar mais alerta- passei a corda envolta do seu pescoço e então puxei com toda a força, sem dar muito tempo para ele que logo sufocou e eu vi que não tinha mais pulso, o bom é que o outro ainda estava roncando sem nem dar sinal de ter ouvido algo vindo do mundo dos vivos...bom agora ele não iria ter mais que acordar do soninho pesado dele, com isso soltei a corda do primeiro pescoso e fui para o outro que se assustou mais que o primeiro e quase conseguiu se soltar mas eu apoiei o pé na cadeira dele e puxei ainda mais forte, completando a primeira parte do serviço.

Depois disso eu fui direto para o telefone avisando os poderosos que o plano tinha ido água abaixo - ele propois somente chegar perto do lugar, mas nós teriamos que conseguir sair pela nossa conta, malditos - e depois parti para cima do pc e consegui encontrar a planta do local, isso iria ajudar, agora eu sabia como chegar até a sala e como sair rapidamente além de também ter encontrado o plano de segurando, o que me dizia onde teria menos gente e uma idéia de como afrontar cada um. Bom eu teria que ser rápida, pela hora quem ia torturar agente chegaria de manhã e já eram quase duas da matina. Aproveitei também e copiei todos os arquivos do computador para o pen drive que levava pendurado no pescoço para esse serviço. Dei uma olhada na sala e peguei as armas daqueles dois, era pesado, mas não seria dificil carregar e assim eu abri a porta e fui.

O primeiro eu não consegui atirar nele como planejado mas eu usei a arma e dei na cabeça dele - eu me lembro de praguejar bastante por não ter pensado em como usar a arma antes de sair - , deixado-o desacordado, ai eu tive tempo de analisar a arma e aprender a disparar e bem...meu alvo estava parado, eu atravesei a cabeça dele e o puxei para um canto. Sorte que tinha silenciador naquilo se não acho que teria chamado muita atenção.

O segundo mais a frente já foi rápido e mais pratico, eu não era muito boa de pontaria mas conseguia atirar no tronco sem problemas e depois eu corria e acertava mais de perto num lugar mais mortal, e foi assim...acho que seis foi o total sozinho naquela noite e eu cheguei na sala e os soltei de lá dizendo:

-Eu os avisei, cumpro minha palavra, mas agora agente vai ter que ralar. O seu chefinho não quer entrar aqui dentro para nós buscar e nós só vamos ter ajuda ser sairmos inteiros desse prédio. Me sigam.

- Você daria uma bela mafiosa moça, disse o novato já voltando a sua cor natural e eu perguntei:

-Sabe atirar garoto? Ele me deu um sorriso zombeteiro e então respondeu:

-Sou filho de mafiosos, eu aprendi isso no berço.

-Que bom então vilão do berçário, tente matar todos sem gastar muita munição. Então joguei a arma e ele pegou rapidamente já engatilhando, então eu fiz sinal para todos havia um para cada na frente e lá fomos nós. Eu já estava pegando o jeito da coisa, já acertava bem eram normalmente dois tiros - tronco, cabeça - mas depois eu peguei confiança e comecei a acertar só cabeças.

-Você é boa garota. Disse o grandão e eu respondi meia alheia tentando me lembrar do caminho.

-Mesmo? É a primeira vez que eu pego numa arma...Eu vi a surpresa no olhar dele e isso me agradou.

-Sério? Então você tem o dom, mercenária. Disse o novato - A propósito meu nome é Seth não vilão do berçário.

Bom vamos dar uma chance ao garoto afinal ele estava indo tão bem quanto eu e levou tudo na esportiva muito bem - o que até agora me surpreendia e eu gostei de ser a mercenária, não mais a gaijin - então eu sorri e disse:

-Ok, só porque você está sendo um bom garoto Seth....Eu sou a K...prazer em conhece-lo."

-No final nós conseguimos sair de lá e tinha um carro de vigia nos esperando, como se nada tivesse acontecido ali dentro e isso tudo tivese sido um trabalho comum, eu vi que o pobre Seth estava tremendo de raiva, assim como o grandão. Não dei importancia na hora, mas naquele momento todos eles tinham criado respeito por mim e isso foi a chave para minha liberdade.

-Esse Seth na verdade era filho do irmão do chefe - estava dando um tempo do lado dele para ver os negócios na familia do seu tio e o grandão era seu capanga de maior confiança, quando ele percebeu que o seu tio nem se moveu para fazer algo ele tinha ficado com muita raiva, mas o seu modo era mais calculista e quieto, não fez nenhum alvoroço por isso e logo se mandou de volta a Tokio - e seu pai controlava a parte central da máfia, na capital. Ele se interessou pelo modo como eu me comportei e quis me agradecer de algum modo pela vida do filho e pela honra das minhas palavras, então ele viu a minha situação e me devolveu meus documentos e meu passaporte, me tirando de qualquer dívida com a máfia e também de Kioto - não sei se era por medo do seu tio .

" Eu não sabia o que responder aquele garoto me devolvendo todos meus documentos no carro, ele não sabia do que tinha me tirado...era estranho eu sentia que podia confiar no garoto e sem pensar abracei ele e disse com total sinceridade:

-Muito Obrigada Seth...você não sabe quão aliviada estou....

-Eu não poderia te deixar naquela enrascada, depois do que você fez...você poderia ter saido daquele prédio e nos deixado para morrer lá... - eu podia mas se eu o fizesse provavelmente acabaria perseguida e acabaria pior que eles, além do mais eu não volto nas minhas decisões."

Eu tinha ainda aquele pen drive cheio de arquivos e nada mais a fazer com eles então eu estava na presença do chefe maior da máfia e seu filho e eles eram totalmente diferentes dos seus parentes, mais normais mas ao mesmo tempo ainda seguindo aquela tradição rigida, ele me salvou vou dar um ultimo mimo para o garoto do berçário.

" - Pegue Seth! Joguei então o pen drive para ele que pegou no ar com o olhar surpreso, isso era algo estranho no meio de todo aquele povo mafioso uma feliz saindo virando e jogando algo no filho do magnata.

-O que eh isso? Ele olhou para o pen drive e eu sabia que não era só ele.

-É o serviço que eu devia ter feito lá....bom vamos dizer que eu fiz, acho que isso vai ser mais proveitoso para vocês do que para mim. Respondi dando de ombros então ouvi a voz do poderoso chefão.

-Quem imaginaria que alguem que seria tratada como lixo pelo meu irmão valeria tanto....criança o que acha de trabalhar para nós....como uma mercenária mafiosa oficial? Pelo que eu ouvi você tem jeito para isso...

Eu não sabia se corria gritando de novo não ou se entrava em alerta, mas eles eram diferentes e eu gostava do garoto e do pai, eles pareciam ser confiaveis. Então eu pensei, por que não?

-Eu vou poder ficar com meus documentos? Perguntei meio receiosa.

-Poderá ficar com tudo que quiser, além de arranjar documentos aqui também, não vamos te aprisionar por trabalhar para nós - somos como uma família por aqui, essa é a nossa tradição e por isso que dá certo - você estará livre pra fazer e ir o onde quiser.

-Então eu estou honrada em aceitar sua oferta. Disse encarando-o sem medo. Foi assim que eu me tornei Yuki e também que eu ganhei essa tatuagem de fenix - quanto maior a tatoo mais honrada é a pessoa entre eles - a minha pegava as costas inteiras e foram 19 horas de tatuagem manual me furando para isso - e a fenix significa aquela que resurge."

-Depois disso as coisas meio que se seguiram sozinhas, acabou que eu e Seth ficamos até bem amigos e diria que rolava até um climazinho - nessa hora eu senti a mão de Edward me apertar um pouco e eu não deixei de perceber e sorrir com isso...será que vampiros sentem ciúmes? Não não....nessa altura do campeonato ele só tá tentando mesmo é me fazer falar mais rápido para ele poder ir embora. - mas isso foi até a Angel aparecer, ficamos somente como irmãos depois disso...era a pessoa que eu mais tinha confiança por lá...Hmm, fiz facudade por lá, agora que tinha documento eu não exitei em usa-los e capacidade eu sempre soube que tinha...eu conheci muitos lugares depois disso, a máfia é uma organização muito bem administrada e ela possui alianças com praticamente a maioria dos outros grupos e outras máfias, eu diria que parece uma dinastia e ela só quer se misturar com outra....bom eu trabalhei para eles e conheci o mercado negro e suas ofertas, trabalhei com os italianos e aprendi bastante sobre arte, mas acho que eles não me querem mais por perto - afinal agora que eu trabalho por conta, estou pegando o mercado deles...roubar arte é mais pratico e lucrativo - Passei um tempo antes disso também com mercenários americanos na guerra e eu vi cada coisa lá de dar medo....o que eles fazem com as pessoas é insano e me vi matando gente sem nem pensar, gente que não tem nada haver e só teve a má sorte de nascer onde ninguém se importa, onde no final vai ser torturado e morto por pura diversão....gastei o dinheiro com tudo que me interessase, aprendi bastante coisa até...essa era a parte boa de fazer tudo...eu podia viver livre é ótimo poder escolher o seu tempo para fazer as coisas sem ter que se preocupar que seu proximo salário não vai cobrir...

Eu me soltei da sua mão e suspirei e fechei os olhos....não me deixaria ter nenhuma esperança para não sofrer mais do que eu já sofro por saber que minha alma estára limpa como água...

-Eu.....nunca me arrependi, nunca nem cogitei a possibilidade de não ter feito isso...eu gosto de matar....a vista mais linda que eu já vi foi quando vi o sangue escorrendo e manchando a neve com o amanhecer na sibéria e a aurora boreal tingia o céus em várias cores e o silencio que se fez naquele fim de mundo acalma meus nervos até hoje...E-eu....trabalhei para gente que só queria acabar com uma cidade porque lá as pessoas pensavam diferente e eu matei, degolei crianças, adultos....todos.....até o fogo terminar meu serviço....eu vi o mundo do lado mais negro e agora acho que ele quer cobrar pelo passeio....

-Alguém descobriu, quem eu sou, alguém descobriu de onde eu vim e quem eu deixei para trás....agora eles querem meus serviços pelos momentos de silêncio deles e não dá para fugir porque qualquer movimento em falso meu ou deles será considerado como deixa para eles irem atrás dos meus pais Edward....se eu não aparecer onde eles querem, nem que seja só para mostrar que ainda estou viva e não fazer nada eles, vão matá-los...e se eu pensar em fazer qualquer coisa para eles fugirem eles vão atrás deles e de mim, não há como fugir quando todos os bons estão sendo pagos para ir atrás da sua cabeça e se ela já vale mais de 7 milhões de euros....bom os novatos também querem tentar....bom eu vou tentando e quando eles cansarem disso, eu vou tentar não deixar eles fazerem mal a mais ninguém junto comigo...

Já chega eu não aguentaria falar mais nada....eu só queria o silêncio e o vazio....onde ninguêm me julgaria, onde ninguém iria atrás de ninguém pelas minhas burradas...onde eu não pudesse ser um monstro tão despresível…Sentia o gosto do sangue dentro da minha boca - acho que tinha mordido muito forte minha lingua, mas a dor era de certo modo reconfortante....

-PARA! Ouvi Edward gritar desesperado segurar meu rosto com suas mãos frias. Abri meu olhos com o susto e eles foram de encontro com os dele, negros e sedentos mas ao mesmo tempo desesperados....então eu ouvi o que eu menos esperava e as lágrimas sairam sem eu perceber:

-EU NÃO ME IMPORTO...NINGUÉM SE IMPORTA COM O QUE VOCÊ FEZ, SÓ NÃO SE ENTREGE A TUDO ISSO!


LoL! Isso é um record! Nove págs num cap só é algo totalmente inédito....juntando os 60 reviews para fic eh algo emocionante.....ual....

Então o que acharam? Tudo o que vocês - eu sei *-* - amam está aqui, sangue, ação, tiros, porrada....e drama...mt mt drama pq sem ele ia ficar mt água com açucar....Eh isso ai... quero milhões de reviews por isso *9 págs....9págs! nunca escrevi tanto*

*Evy Noronha - Na verdade foi os tapas q deu a idéia mas uhahuahuauha vai lah......deixe o pobre f5 respirar!

*Dada Cullen - Acho q vc descobriu minha especialidade XD...mas dessa vez vc vai ficar feliz eu sei uhahuahuaahu

*Saty - Thanks ^^...vou achar mais umas músicas desse jeito que eu gosto pra colocar então, eu gosto mt de escrever tb essa bella durona...eh diferente ^^

*Lena Swan - Vc me assusta guria....mas eu gosto do seu vicio uhauhaauhhau - mas durma um pouco XD - , acho q deu pra ser rápida o bastante neh? Eu li a sua fic...bem rox continua ela tb ok? ^^

*Camila Canfora - To postandu!!!Ahhhhhh! *dando pulinhus histéricos junto dela*

*Katryna Greenleaf - Casal problemático, mas agente ama eles sempre neh uhahuahua e Cullens agente nunca joga fora! Hmm será que a fase final já tá tão perto? Hmmm quem sabe...continue jogando mas não esqueça d salvar em todas as paradas uhahuahua....bom mt sangue e espero q tenha gostado do cap XD

*Respira* Nossa....q legal responder tanta gente *-*=....*momento autora no paraiso...ok vamos pra realidade XD*

Eh isso ai....preciso pensar no proximo cap!

Bye bye povo!