Título: Meus Direitos, Suas Obrigações.
Autora: Samantha Tiger Blackthorn
Co-autora: Lady Anúbis
Beta: SEM BETA
Casal: Harry Potter e Draco Malfoy
Tema musical: A new day has come – Celine Dion
Classificação: NC-17
Resumo: Um relacionamento tem exigências claras, os dois envolvidos têm direitos e deveres iguais. Draco está para descobrir isso, do pior modo possível.
Gênero: Slash - Romance entre dois homens, se não gosta não leia.
Disclaimer: Estes personagens pertencem a J.K. Rowling, mas eu procuro me divertir o máximo com eles, principalmente com o Harry e o Draco, que são os meus preferidos.
Dedicatória: Presente para minha leitora e fã, Nanda W. Malfoy.
Meus Direitos, Suas Obrigações
5ª Parte
Sábado
Harry saiu da lareira no Ministério. Sabia que Draco estava desapontado, mas não queria que ele se decepcionasse se as coisas não saíssem como planejara. Estava ansioso, e podia se esperar qualquer coisa quando se lidava com o Ministério da Magia. Os papéis de soltura já estavam prontos, todas as assinaturas corretas, mas a liberação não saia. Era angustiante. Entrou em sua sala, Ronny e Hermione já estavam lá. Seus amigos leais nunca o abandonaram. Mandaram algumas corujas, corrigiram alguns documentos, pegaram novas assinaturas, maldita burocracia! Mas enfim deu tudo certo, estava tudo pronto.
Por volta das cinco da tarde Harry aguardava ansioso diante de uma das lareiras do Ministério, quando a viu sair, loira, alta, orgulhosa, imponente como sempre se lembrava dela. Finalmente 'ELA' havia chegado, estava tudo pronto para a última parte daquela história construída pedacinho por pedacinho por um longo tempo. Cumprimentou-a formalmente, beijando-lhe a mão com educação, e entraram em outra lareira, saindo no saguão da prisão, em Azkaban, com todas as permissões. Aguardou, enquanto ela entrava, indo dar a boa notícia ao prisioneiro, prepará-lo para o encontro consigo, quando tudo seria esclarecido, quando todas as condições seriam informadas. Finalmente estariam frente a frente, depois de todos aqueles anos, Harry seria sua escolta.
Harry entrou sozinho na sala, onde ele o aguardava já com as roupas limpas, vestes à altura de sua aristocracia. Finalmente eles se encontravam, sete anos depois. Houve um silêncio perturbador. Ele se voltou, no olhar a surpresa, rapidamente oculta pela máscara fria e controlada. Ambos se estudavam. Naqueles sete anos Harry não havia se mostrado, não queria alimentar falsas esperanças, caso seu pedido não fosse aceito. Mas precisou contar a ela, precisava da ajuda dela para reunir as provas e fazer sua petição ao Ministro e ao Conselho de Justiça.
- Você...! Nunca imaginei que fosse você o meu benfeitor. Harry Potter! Por quê? – foi o que perguntou ao rapaz a sua frente.
- Pelas razões incertas de um coração certo. – foi tudo o que Harry disse, o moreno tinha essa única certeza...
oOo
Mansão Malfoy – Noite de Sábado
Draco estava muito impaciente. Todos os convidados estavam no grande salão de banquete. Sua mãe não saía daquele quarto nunca e ele não sabia mais o que fazer para disfarçar sua frustração quando perguntavam de Harry. "O Ministério o mantém a ferros..." essa era a resposta que gostaria de dar. E a parte de ser somente os três? Sua mãe iria ouvir. E logo depois mataria 'Potter'!
Finalmente viu Narcisa aparecer imponente no alto da escada, acenando sutilmente para que ele subisse. Ele assentiu. Silenciosamente subiu as escadas e já ia reclamar quando sua mãe colocou as mãos delicadamente em seus lábios.
- No gabinete...
Ela apontou para o cômodo que tinha a porta entreaberta. Sua mãe a tinha selado quando Lucius fora para Azkaban. E agora, depois de sete anos, ela estava aberta. Caminhou hesitante pelo corredor até a porta, empurrando-a receoso. Um turbilhão de emoções o assaltava. A sala estava exatamente como Lucius a deixara... Como se lembrava dela. Iluminada com a luz suave do abajur sobre a escrivaninha que realçava a silueta junto à janela, reluzindo nos cabelos e nos olhos claros do homem nas sombras. Draco sentiu suas pernas bambas sob aquele olhar. Chegou mais perto.
- Pai... – Sussurrou inseguro.
- Draco... – O homem deu alguns passos a frente, ficando totalmente exposto à luz.
O homem o encarava, como se o tempo não tivesse passado. Lucius não sabia exatamente o que sete anos haviam feito com o amor de seu filho, mas deu mais um passo em direção a Draco, vasculhando profundamente os olhos tão semelhantes aos seus. Sempre fora tão formal com ele, e agora tinha uma emoção tão pungente dentro de si, naquele momento só o que queria era abraçá-lo, aconchegá-lo ao seu peito, mas não tinha certeza do que o rapaz desejava. Pela porta entreaberta Harry e Narcisa assistiam a cena daquele encontro emocionante.
- Mas... Como...? – Perguntou baixinho, hesitante, olhando nos olhos prateados como os seus.
- Pelas razões incertas de um coração certo... – Sussurrou aproximando-se mais do filho. – Foi isso o que me disseram hoje, quando fui solto. Antes de me escoltarem até aqui, para que eu cumpra o restante da minha pena em prisão domiciliar.
Os dois estavam tão próximos, separados por alguns centímetros apenas, sem saber ao certo o que fazer com o que estavam sentindo. Draco sentia receio em satisfazer o desejo secreto de abraçar o pai, por todas as convenções impostas desde cedo pela sua educação severa. Lucius via o impulso emocional nos olhos brilhantes do filho, percebia nele a emoção engasgada, notou que ele vacilava. Segurou-lhe pelos ombros, apertando com força, e vendo uma lágrima escapar-lhe dos olhos, puxou-o para si e o abraçou.
Nada preparou Draco para aquele momento. Era a segunda vez que ele abraçava o pai, a primeira foi no dia em que a guerra acabara no meio de toda aquela euforia do lado vencedor. Era bom, era quente. Não soube por quanto tempo ficaram ali abraçados fortemente. Então Lucius olhou para a porta e, sorriu.
- Sei que estão aí! Por que não se juntam a nós? – A voz de Lucius se elevou levemente alterada, sem se afastar do filho que ainda o apertava.
Draco levantou a cabeça, se surpreendendo ao ver a mãe à porta, mais surpreso ainda ficou ao ver Harry entrando com Narcisa no gabinete. Ainda tinha a garganta embargada. Ambos tinham as expressões comovidas pela cena emocionante daquele encontro, e foram pegos de surpresa pelas palavras de Lucius.
- Obrigado mais uma vez Potter, eu soube de seu empenho para me livrar das acusações durante todos esses anos, Narcisa já me colocou ao par de tudo. – disse Lúcius sinceramente, soltando o filho e estendendo a mão para o moreno, o movimento mostrando os pulsos adornados com os braceletes dourados.
- Vo-você...! – Draco olhou para a cena mais improvável que poderia sonhar, um aperto de mão entre seu pai e Harry Potter. Deu um passo em direção ao moreno, no rosto perturbado um sorriso se insinuava.
- Feliz aniversário amor...! – Abriu os braços, os olhos calorosos transmitindo todo seu amor.
- Harry...! – Draco o abraçou, com força, demonstrando a ele toda a sua emoção, sua felicidade, todas as dúvidas se dissipando de vez. Esse era realmente o homem da sua vida. O seu Gryffindor passional e heróico. Sua escolha. Seu Harry.
- Não é de bom tom deixar os convidados sozinhos... – A voz feminina soou logo ao lado deles. – Vocês terão a vida inteira para estarem juntos.
- Tem razão mãe... – Draco tentou se recompor. – Todos estavam perguntando pelo Harry...
- Vocês são a alma da festa de hoje, espero que aproveitem o banquete, vocês merecem...
- Hoje é realmente um dia especial para todos nós. – Harry diz olhando enlevado para Draco.
- Graças a você Potter. Serei eternamente grata por isso. – disse Narcisa acariciando discretamente o ombro do marido.
- Quem ainda está em dívida com você sou eu Narcisa. Você não me deve nada. – Disse Harry, voltando os olhos para o loiro entre seus braços. – Vocês merecem toda minha gratidão.
- Vão, seus convidados os esperam. – disse Lucius colocando o braço na cintura de Narcisa.
- O senhor não vem? Mas... – Draco estava incerto, não queria se separar do pai naquele momento.
- Melhor não. A noite é toda de vocês. Quem sabe podemos passar o dia todo juntos amanhã?
- Então quero que sejam os primeiros a saber. – Harry fez uma pausa retirando do bolso duas alianças, olhando firmemente para Draco, com os olhos já brilhantes pela emoção. – Quer casar comigo? Ser meu para todo o sempre?
- Eu... Eu... Harry...! Não há ninguém no mundo que pudesse estar ao meu lado além de você!
Harry colocou uma aliança no dedo fino de Draco e o loiro repetiu o gesto com Harry. Houve um profundo silêncio. Os olhos de Harry perdidos nos olhos prateados. E para Draco não havia mais nada além das esmeraldas que o fitavam. Agora certamente sabia o que era amor, agora poderia responder a sua mãe. Ele amava Harry com cada centímetro de seu corpo.
Ao lado Lucius e Narcisa assistiam a cena de amor, podiam ler nos olhos dos rapazes o sentimento profundo que nutriam um pelo outro. Lucius agora compreendia perfeitamente as palavras de Harry: "Razões incertas de um coração certo". Coração certo de quem amava seu filho profundamente, além de toda e qualquer razão, colocando todo prestígio de seu nome e sua carreira à disposição para tirá-lo de Azkaban. Draco vinha em primeiro lugar para ele.
Pensando racionalmente... Harry tinha prestígio, fama, poder e a família Potter tinha tradição... Não havia motivos para ser contra aquela união a não ser o preconceito, e já estava cheio disso. Não teriam herdeiros de sangue, é verdade, mas não poderia exigir isso de Draco. Já cometera loucuras demais, que exigiram um preço alto demais, tão alto que quase custara a vida de seu filho e de sua companheira, do seu amor. Seu filho merecia ser feliz, e a felicidade estava ali ao alcance de seu abraço. Pensando bem, achava que isso era mais do que suficiente. Então, apenas apertou mais o braço em torno de sua esposa, sentindo-a apoiar a cabeça em seu ombro, as mãos dela em suas costas e em seu peito, numa carícia suave, saboreando a sensação de estar com sua família, em casa novamente.
oOo
Pararam no alto da escada e todas as pessoas ficaram em silêncio, Harry com certeza tinha um pronunciamento.
- Boa noite a todos. Agradeço por terem aceitado meu convite. Todos sabem que eu e Malfoy vivemos juntos...
- E permanecem vivos! – algum engraçadinho gritou cortando a fala de Harry.
- Yeahhh! Uma façanha! – Esse foi Fred com certeza...
As interrupções fizeram o moreno rir e apertar a mão do loiro ao seu lado que sorria meio tímido e levemente corado.
- Bem vivos e apaixonados. – Ouviram-se assobios, pelo salão. – Hoje é um dia muito especial para todos nós, para mim e para ele... Acabei de pedir que ele se casasse comigo e graças a Merlin ele aceitou. – Mais alguns assobios e alguns risinhos baixos. – Estou diante de todos os meus amigos e do amor da minha vida, para tornar o pedido oficial. – Levantou as mãos enlaçadas, mostrando a aliança no dedo de Draco, deixando o loiro completamente escarlate com esse gesto. Selou seu pequeno discurso com um beijo arrebatador que deixou Draco sem fôlego.
Harry e Draco desceram ao salão de mãos dadas, sob as palmas e os assobios, tapinhas nas costas e apertos de mão, o relacionamento de ambos não era segredo para ninguém ali, tão pouco o fato da soltura de Lucius. E quem ainda não sabia, saberia em breve, pois Rita Skeeter com certeza logo estaria contando a história, do jeito maldoso e distorcido dela. Harry podia até ver a manchete de primeira página no Profeta Diário: "Solto um dos bruxos mais perigosos depois daquele-que-não-se-deve-nomear". Nada daquilo era verdade, mas iria provocar o falatório e as fofocas populares.
O banquete foi servido com o requinte dos Malfoy, mas transcorreu com a alegria de amigos que viveram um inferno juntos e saíram dele ainda mais unidos e fortalecidos. Convidados ilustres como o Ministro da Magia dividiam a mesma grande mesa com os Weasleys, amigos de uma vida inteira, ex-alunos Gryffindors ao lado dos Slytherins.
Draco estava feliz finalmente, toda a sua insegurança havia desaparecido depois daquele pedido. Era todo sorrisos, até mesmo para os Weasleys, os Granger e os Longboton. Eram amigos do seu Harry, tratavam a si com consideração e respeito, o mínimo que podia fazer era retribuir, sabia que cada um deles havia colaborado para que sua família estivesse junta novamente, e tudo isso apenas pela amizade. Mas foi com alívio que viu o ultimo convidado entrar na lareira. Seus pais não apareceram, mas todos entenderam a reclusão do casal e haveria muito tempo para compensar a ausência de sete anos do seu pai, que lhe parecia muito diferente daquele austero e frio homem que sempre conhecera.
- Feliz? – Harry perguntou enlaçando-o pela cintura e pousando sua testa na dele.
Draco apenas suspirou e tomou os lábios do moreno com avidez, tirando-lhe o fôlego.
- H-hey... Calma... Estamos na casa dos seus pais...
- Então vamos rápido para casa, não vejo a hora de tirar você de dentro desse traje formal. – disse muito sexy sussurrando em seu ouvido.
- Estava pensando...
- Pensando em uma hora dessas? Harry...
Harry calou-o com um longo beijo, o abraçando pela cintura, depois fez uma proposta muito tentadora.
- Já que vamos passar o domingo aqui, por que voltar para casa? Com certeza deve ter um quarto, um cantinho, um armário de vassouras... Só pra nós...
- Já entendi, eu ainda tenho o meu quarto, cama não é tão grande quanto a nossa, mas dá-se um jeito... – Tirou a varinha do bolso interno do smoking, fazendo um movimento floreado com ela. – Tenho certeza de que seremos bem vindos esta noite na mansão. – Puxou o laço da gravata, segurando nela, dando um leve puxão. – Vem 'meu leão'.
- Bem... Já que você gostou da idéia... – Sorriu maroto. – Preparei outro lugar para nós!
- Huuummmm... Você está cheio de surpresas hoje... – Apoiou o corpo manhosamente no peito do moreno, ainda segurando na gravata desfeita. – Espero que não seja o armário de vassouras, amor...
- Não confia em mim, gatinho? – Enlaçou a cintura dele, o guiando pelas escadas acima.
- Claro que confio! – Apoiou-se totalmente nele, sem largar a gravata, deixando-se levar.
Harry o conduziu pelo corredor da ala leste da mansão, até um dos quartos previamente preparado durante aquela semana. Assim que a porta se abriu uma melodia se espalhou pelo ambiente. Velas aromáticas flutuavam, iluminando suavemente. Lençóis negros de linho egípcio, arrumados com esmero, cobriam a cama no centro do quarto. Vasos de cristal ostentavam ramalhetes de rosas vermelhas espalhados sobre os móveis, ladeando a porta dupla do terraço que se abria para o roseiral e na mesa dos noivos, fartamente provida de champanhe, alguns salgados e petit-fours para agradar ao paladar dos amantes naquela noite especial.
- Minha mãe... – Sussurrou Draco, notando cada detalhe e sorrindo ao ver a mesa e as rosas, reconhecendo o toque delicado de sua mãe ali.
- Sim... Narcisa me ajudou muito...
- Foi uma semana movimentada, ao que me parece sua agenda esteve lotada, hum? – Sussurrava, puxando a gravata e a retirando do colarinho. – E eu te dei muuuito trabalho...
- Huuuummmm... – Gemeu sentindo a gravata deslizar do seu pescoço.– Nenhum trabalho que não me desse muuuuito prazer em cumpri-lo eficientemente... – Estremeceu com os dedos gelados entre a camisa de seda e a sua pele, desabotoando botão por botão numa lentidão torturante.
- Meu cavaleiro de armadura brilhante! – Falou junto à orelha do moreno, mordendo-lhe o pescoço, as mãos frias percorrendo a pele arrepiada, deslizando sob a camisa branca, tirando-a dos ombros largos, caindo sobre os braços, ainda presa pelos punhos que o seguravam na cintura, e pelo cós da calça social ainda fechada.
O riso baixo e divertido vibrou sob os lábios finos e vermelhos, terminando num gemido dolorido e excitado, com o aperto dos dentes brancos do loiro sobre a sua pele.
- Eu estou mais... Aaahhhhmmmm... – Os dedos entraram pelo cós da calça... – Mais para o sapo... Aaahhh... – ...chegando ao botão e zíper, desabotoando-os e deixando a roupa escorregar até o chão, desnudando o loiro da cintura para baixo, acariciando-lhe as coxas. – Apaixonado pelo prínce... Ahn... Príncipe...
Aquelas palavras fizeram Draco parar por um instante, enlaçando o pescoço dele com seus braços, levantando os olhos para encarar o seu amor, os olhos verdes brilhando de paixão para si.
- Um sapo não teria a coragem do meu leão, não teria vindo numa vassoura veloz para me resgatar da morte... – As palavras tiveram um tom emocionado, antes do beijo.
Harry o beijava com ardor, apertando sua cintura, a mão direita descendo para a coxa, puxando-a para cima e apoiando em seu quadril, insinuando um enlace prontamente obedecido por Draco que deu o impulso e cruzou as pernas em torno do quadril do moreno. Segurou o corpo delgado grudado ao seu, partindo o beijo já sem fôlego e passando a aliciar o pescoço que se inclinava mais ainda, dando acesso aos seus lábios e sua língua. Deu alguns passos para frente, encostando o joelho na cama e deixando que os seus corpos caíssem nela, seu corpo por cima do dele, mordendo de leve a clavícula, olhando o rosto em êxtase, de olhos fechados, a pausa fazendo o loiro abrir os olhos e encontrar os seus.
- Eu teria feito isso por qualquer pessoa... – Mordiscou-lhe o lábio inferior vermelho e inchado dos seus beijos. – Por que não faria pelo meu grande amor...? – Desceu os beijos pela garganta, afastando o colarinho da camisa, lambendo rente ao tecido.
- Huuummmm... Harry...
- Ssshhhh... Eu já... Te amava... Mesmo não entendendo... O que eu sentia... – Espalhava beijinhos no pescoço e na pequena parte da pele que aparecia pelo colarinho aberto, entremeando o que dizia.
- Eu te amo Harryyy... – Draco sussurrou, sentindo o desejo crescer a cada toque dele, apertando-o entre as coxas, abrindo os botões da sua camisa, convidando os lábios dele a tocarem seu peito
- Meu coração... Gritava que eu tinha... Que te salvar. – Segurou o biquinho do mamilo com os dentes, puxando-o e deixando escapar, ouvindo um gemido mais alto. – ...Mesmo que morresse tentando...
- Aaahhhhh... – Soltou a voz, sentindo-se estremecer de tesão, o membro pulsando dentro da boxer, sentindo o tecido sedoso da calça do moreno em contato com suas coxas nuas. Suas mãos desceram até o botão, abrindo-o afoito, descendo o zíper ansioso por senti-lo mais intensamente, empurrando o tecido leve com os pés, até livrá-lo dele. – Então... huuummm... Me salva... Me... Me salva de novo! – Enfiou as mãos por dentro da boxer dele, sentindo aquela boca indecente sugando seu mamilo, deixando-o desesperado por mais contato. Foi descendo o tecido, acariciando a pele nua do quadril, quente, esfregando os membros, mesmo com o seu ainda preso. – Me ama!
Harry abriu ainda mais as pernas dele, soltando-as de si, tirando a boxer branca no loiro, tocando-o com mais deleite, descendo mais os beijos e mordidas pela pele arrepiada, sentindo o desespero do desejo e da paixão que tomava o corpo do seu amante, ao dedos finos entremeando nos seus cabelos, puxando-os, não deixando que fosse adiante, trazendo-o para cima, fazendo com que se deitasse sobre ele.
- Vem, me ama agora... – Mordeu o queixo do moreno, e a garganta, o coração batendo forte, quase saindo pela boca, do mesmo jeito que na primeira vez que se amaram.
O corpo de Draco se roçava no dele, ardente, sentindo os toques dele, das mãos e da boca, o quadril dele acompanhando o movimento do seu, mas vendo-o hesitar, a mão forte alisando sua virilha e tateando suas nádegas, acariciando entre elas. Puxou-o mais, sentindo-se pegando fogo, encantado com o carinho e cuidado, mas interrompendo-o, envolvendo-o com as pernas, desejando senti-lo em si.
- Mas... Vai te... Machucar... Amor... – A voz grave sussurrou na penumbra, entrecortada, resfolegando com o coração acelerado, sentindo que ele o puxava com as coxas, exigindo que se acomodasse melhor sobre ele, apoiando-se no cotovelo e olhando o rosto transtornado.
- Não... Não vai... Huuummm... – Gemeu sentindo o membro teso roçar em si. – Você nunca... Faria isso, vem! Agora... Aaahhhmmmm... – meneou o quadril, tentando encaixar o corpo no dele. – Eu quero... Me ama agora...
Harry segurou-o pela coxa, imobilizando-o por um momento, posicionando-se e investindo com seu corpo, o tomando para si, sentindo o calor do interior do corpo sob o seu, ouvindo o gemido dolorido e parando por um instante, antes de arremeter mais uma vez e preenchê-lo por completo, ouvindo os gemidos soarem ainda mais alto, sem que ele conseguisse contê-los.
- Te amo... – Sussurrou junto ao ombro suado, tenso, beijando-lhe o rosto, buscando-lhe a boca, invadindo-a, sentindo o corpo sob o seu mover-se, o incentivando a ir em frente, gemendo dentro do beijo, apertando-se contra si.
Seu corpo mexia-se quase que só por instinto, buscando o prazer dele, o seu prazer, guiando-se pelos gemidos extasiados, pelos movimentos que ele fazia acompanhando os seus, pelo modo como as unhas dele se cravavam nas suas costas, como a voz dele, manhosa, pedia por mais, a cada arremetida mais forte ou mais funda, até o grito alto de prazer encher o quarto. Arrepiou-se por inteiro, seu corpo se tensionando com a carga enorme de prazer, o corpo sob o seu se arqueando perigosamente, o peito dele se esfregando no seu, levando-o ao limite, ao limiar do êxtase.
- Vem... Vem Harry... Ahhhh... Eu não posso... Não agüento... – Arqueou o corpo, apertando mais as coxas em torno do quadril, se derramando em golfadas quentes entre os corpos que se roçavam. – HARRYYYYY HUUUUMMMMM...
Levando Harry ao ápice, sentindo o corpo se fechando sobe o seu, massageando, como se o puxasse ainda mais para ele, prendendo-o no seu interior, como se o absorvesse por inteiro, o enlouquecendo de prazer.
- Draco... Aaahhhhhhhhhmmmmmmmm... – Beijou-o com sofreguidão, preenchendo seu interior com seu gozo, seu corpo continuando a tomá-lo com fúria, prolongando aquela loucura deliciosa, até que não pode mais, o ritmo foi diminuindo, seu corpo pesando sobre ele. Suspirou profundamente, beijando-lhe o ombro, sua mão buscando a dele com carinho.
Draco adorava aquele momento, quando o sentia ainda em si, o peso dele o envolvendo, os beijos e as mãos enlaçadas com aquele carinho que só o seu Harry tinha. Com aquele amor que o aquecia, o dominava, o fazia feliz.
- Eu te amo, Harry, com todo meu coração... - Disse baixinho fazendo um carinho suave nos cabelos negros, sentindo a mão enlaçada na sua se fechar mais forte, a voz grave responder a sua com emoção. Foi pouco mais que um sussurro, mas ele sabia o quanto fazia seu moreno feliz quando dizia.
- Eu também, meu gatinho... Eu também te amo com toda minha alma.
E Draco não conseguiria dizer mais nada... Só amar aquele gryffindor maluco que tinha em seus braços, e que o abraçava com a mesma paixão todos os dias, sempre que estavam juntos.
oOo
Dois meses depois...
Preparar um casamento, não foi tarefa fácil. Depois de muito discutirem com Narcisa, que queria algo suntuoso. 'Afinal', dizia ela, 'vou casar meu filho único'. Então quando chegaram a um consenso, Draco surpreendeu a todos com a seguinte proposta, olhando firme para Harry.
- Além de todo ritual... Quero fazer com que o elo mágico seja um voto perpetuo.
- Filho... Sabe o que está dizendo? – perguntou Lúcius com olhar penetrante, tentando ler os olhos do filho.
- Sei pai. – Disse desviando o olhar... – Sei muito bem o que quero. – ...Voltando os olhos novamente a Harry. – E você? Sabe o que quer? – Draco tinha um arremedo de sorriso provocante nos lábios finos.
- Sempre soube. – Foi a resposta firme de Harry Potter.
oOo
A cerimônia foi intima; os noivos, o casal Malfoy, Ronny e Hermione como padrinhos de Harry, os Weasleys, os amigos de Draco, Blaise e Pansy como padrinhos de Draco, o próprio Ministro da Magia que fez questão de presidir a cerimônia. A imprensa é claro não foi avisada, mas acabaram descobrindo e se acotovelavam nos portões da mansão.
Era fim de tarde e a primavera explodia nos jardins da mansão à luz de um maravilhoso pôr-do-sol. A cerimônia foi no jardim de rosas, o local mais perfeito da propriedade, uma enorme tenda de seda toda iluminada por lanternas mágicas, armada em frente a uma fonte acomodava o altar, os convidados e o bufe. Os aromas das flores do fim de tarde envolviam os presentes à cerimônia.
- Estamos aqui reunidos para oficializar e testemunhar a união dessas almas gêmeas. Harry Potter e Draco Malfoy. Com um elo mágico vem também direitos e deveres. Os dois são responsáveis pela felicidade que a vida a dois pede. Estejam cientes que dias difíceis poderão cair como uma sombra sobre essa união e nesses momentos, só a luz do amor de vocês poderá afastar as nuvens negras e trazer de volta o sol. Desejo que esse amor que os envolve se fortaleça a cada dia.
- Agora segurem no braço esquerdo um do outro e façam seus votos...
- Eu, Harry Potter, prometo te amar por toda a eternidade. Que da minha boca não saia nenhuma palavra que não possa ser perdoada. Que meus ouvidos estejam sempre prontos a te ouvir. Que meu amor seja um escudo forte, para afastar os dias nublados que eu não conseguir evitar. E que seja quente e iluminado para nos acolher quando a tempestade passar.
- Eu, Draco Malfoy, prometo te amar por toda a eternidade. Confiar e te respeitar sempre. Estar presente todos os dias da sua vida. Ter sempre uma palavra doce para seus ouvidos. Ser seu porto seguro nos dias ruins, seu companheiro nos dias alegres.
- Suas magias vão se reconhecer, tornando-se um elo de amor e poder que os acompanharão para sempre.
Assim que as palavras foram pronunciadas uma energia vital correu pelas veias de ambos e Harry reconheceu Draco em si, e este por sua vez sentiu a magia de Harry percorrendo cada fibra de seu corpo. Então o Ministro se afastou, Lucius e Narcisa e o casal Weasley como representantes da família de Harry se aproximaram para a cerimônia do voto perpétuo. Havia chegado a hora. Os homens no meio, diante do casal, as mulheres ao lado dos maridos com as varinhas estendidas, tocando os braços dos rapazes. Logo finos fios brancos e fluorescentes envolveram os braços de ambos.
- Draco Malfoy... – Lucius começa o feitiço. – Jura ser fiel, amar, respeitar e proteger Harry Potter em qualquer momento, em qualquer lugar, com a sua vida se necessário for?
- Juro...
- Harry Potter... – Artur Weasley fala a sua parte do feitiço. Jura ser fiel, amar, respeitar e proteger Draco Malfoy em qualquer momento, em qualquer lugar, com a sua vida se necessário for?
- Eu juro...
O elo foi firmado e o quase transe em que ambos se encontravam foi quebrado. Deixando um sorriso doce nos lábios de ambos. Os véus da noite finalmente tomaram conta dos jardins. Música, risos, palmas acompanhadas de vivas e felicitações foram ouvidas naquele momento à volta deles, quando Harry puxou Draco para um abraço apertado e um longo beijo. Agora sabiam, tinham certeza, que seus direitos e suas obrigações um para com o outro eram reais, mais palpáveis, e teriam direito a todos os percalços e alegrias de seu amor por todo o sempre.
Fim
N.A. - Bem, acabou. Este é o último capítulo, nós adoramos escrever e esperamos que a presenteada tenha gostado do final. Mas atendendo ao pedido de um leitor aqui do , Totosay de Cueca onde também posto minhas fics, talvez, digo TALVEZ mesmo, nós escrevamos um capítulo extra, mostrando como eles começaram o namoro. Porém isso não tem uma data marcada, vai fugir do esquema de um capítulo por semana. Quando posto uma fic ela já está completa, por isso posso colocar um capítulo on line regularmente, mas do capítulo extra não tem nada escrito, então não podemos prometer nada. Beijos a todos.
Muito obrigada a todos que além de ler deixaram reviews: LudMills (Eu adooooro fazer o Draquinho se ferrar por causa do ciúme exagerado dele. Quem mandou seguir o Harry? E eu não sou má... Terminei pertinho do jantar, por que depois do jantar tinha cenas mais quentes e deliciosas. XD Você não achou? Acabou, mas como eu disse acima, vou pensar com carinho.); SamaraKiss (Eu acho que Narcisa É super protetora, afinal Draco é filho único, carrega todas as expectativas dos pais e todas as obrigações e direitos de único herdeiro. O Draco amou a surpresa, e você?); Totosay de Cueca (Ele teve foi sorte... Queria ver se o cachorro tivesse pegado ele e dado uma mordida no bumbunzinho lindo dele... hahahaha E o Harry não foi ruim, ele não podia deixar o loiro desconfiar, e aproveitou pra fazer uma vingança pequenininha. E você deve ter visto ali em cima o que eu disse, que prometo pensar no capítulo extra.); dandi- winchester (Agora você já sabe os segredos e as surpresas que o Harry reservou pro Draco. Eu sou boazinha, não sou? Faço o loiro sofrer e depois eu dou uma bela recompensa! Valeu a pena todo sofrimento para ver o pai fora de Azkaban, ser pedido em casamento de um jeito tão romântico. A celebração do casamento foi um bônus...).
Meus agradecimentos também a todos os que leram e por qualquer motivo não deixaram review, espero que tenham se divertido acompanhando a história. Até a próxima!
Samantha Tiger Blackthorn
