Capítulo com lemon ou seria dark lemon?

Capítulo II – Pensamentos incontroláveis

POV Severus Snape

Toc, toc...

Alguém bateu a porta do meu escritório. Já havia passado do toque de recolher da maioria dos alunos, então eu já tinha ideia de quem seria. A porta se abriu antes que eu autorizasse a entrada do visitante. Simplesmente detesto essas pessoas expansivas.

Lupin enfiou a cabeça para dentro de minha sala e perguntou:

"Posso entrar?" Seu olhar primeiro vagou até mim, depois caiu sob Draco. Então acrescentou: "Se estiver ocupado agora Severus, eu posso voltar mais tarde."

"Entre, Lupin", disse seco. Depois, falei para o aluno sentado a minha frente:

"Terminamos esse assunto por hoje, senhor Malfoy."

O jovem não se levantou, encarava o lobisomem com um olhar que eu já havia visto antes. Um olhar exatamente igual ao de Lucius quando tinha aproximadamente a mesma idade do filho e olhava para um Lupin uns vinte anos mais jovem. Nojo, asco e repugnância... São palavras perfeitas para definir sua expressão.

"Senhor Malfoy?", chamei de novo. Ele tirou os olhos do lobisomem e me olhou com o que acredito ser um olhar acusatório. Então repeti para ele: "Já pode ir, senhor Malfoy. Boa noite!"

Ele se levantou e disse com seu tom usual, arrogante e arrastado:

"Boa noite, professor!"

O garoto foi em direção a porta. Lupin a mantinha aberta para sua saída. Ele era mesmo um homem patético! Estava sorrindo para Malfoy quando falou:

"Draco, por favor, queira não se atrasar para a aula amanhã, sim? Estudaremos grindylows."

Não pude ver o rosto de Malfoy quando Lupin o advertiu, mas acredito que ele tenha ficado vermelho de ódio.

"Sim, professor." A última palavra saiu meio engasgada.

O aluno saiu e Lupin fechou a porta, depois veio em minha direção. Continuava sorrindo. Por isso eu precisava tirar o sorriso da cara dele!

"Não me admira que seus alunos se atrasem. Grindylows são criaturas das trevas tão interessante", comentei com sarcasmo, depois olhei bem para ele. O lobisomem não pareceu se abalar, mas seu sorriso diminuiu um pouco.

O Gryffindor se sentou no local onde Draco estivera e perguntou em tom casual:

"Acha que lobisomens são criaturas das trevas mais interessantes?" Ele olhava fixamente para mim, como se analisasse minha reação.

Qual foi sua intenção com essa pergunta? Ele queria saber se eu o achava interessante? Não vou responder uma asneira dessas! Achei melhor mudar de assunto.

"Sua poção está aqui. Vou pegar um cálice."

Levantei-me e caminhei até uma das estantes que ficava do lado oposto da minha escrivaninha. Nessa estante estava o caldeirão cheio com a poção e o cálice. Enchi o cálice com a poção e, em seguida, senti a presença de algo atrás de mim. Rapidamente me virei e vi que era o Lupin. Pergunto-me como ele chegou atrás de mim fazendo tão pouco barulho. Maldito lobisomem! Estava tão agitado que demorei alguns segundos para reparar sua feição. Seus olhos castanhos brilhavam, a boca estava úmida, como se houvesse a umidificado com saliva e suas bochechas, mesmo atrás das cicatrizes, estavam rosadas. Ele colocou as mãos na parede atrás de minhas costas, me prendendo entre a parede e ele.

"O que diabos está fazendo, Lupin?", perguntei. A irritação alterava minha voz. Enquanto isso, passei o cálice para a mão esquerda, enquanto a direita ia na direção da minha varinha dentro da minha veste. Segurei-a firmemente, iria enfeitiçá-lo caso ele não se afastasse.

"Você não me respondeu. Gosta de lobisomens ou não?", ele questionou de um jeito... Sedutor? Provocativo? Charmoso? Não sei ao certo dizer. Havia muitos anos que ninguém flertava comigo e vice-e-versa.

"Saia da minha frente, lobisomem." Eu não aumentei o timbre da minha voz, mas meu tom deixava claro que era uma ameaça. Mas, para meu desespero ele não se abalou. Apenas apareceu meio decepcionado. Pegou a taça de minha mão e rapidamente se afastou.

"Me desculpe e obrigado", falou inexpressivo e foi em direção a porta. Tocou na maçaneta e disse sem se virar: "Boa noite!" E saiu fechando a porta.

Relaxei com um suspiro.

O que foi isso? Ele estava fora de si. Só pode ser isso. Mas... O que é isso que está acontecendo comigo? Por que meu batimento cardíaco está acelerado? Por que minha testa está suada? Por que meu estômago parece estar raivoso, se revirando? E por que, diabos, minhas mãos estão tremendo?

Inspirei uma boa quantidade de ar para me acalmar.

Algo na minha cabeça disse: Calma, Severus. É só adrenalina. Você pensou que ele fosse te atacar e, por isso, seu corpo reagiu. Era a minha razão. Sorri de tranquilidade.

Outra voz, ainda dentro da minha cabeça. Uma voz endiabrada e amaldiçoada questionou: Será que é isso mesmo? Você não gostou de saber que ele seria professor esse ano? Você não queria revê-lo? Você não queria, finalmente, poder tocar em sua pele tão cheia de cicatrizes?

"Vou dormir", falei, ignorando ambas as vozes na minha cabeça. Não era bom sinal estar ouvindo aquilo.

Fui para o quarto, anexo ao meu escritório. Troquei de roupas e me deitei. Fechei os olhos, mas não sentia sono. Mudei de lugar na cama, mas ainda não sentia sono. Fiquei me remexendo na cama por aproximadamente uns trinta minutos. Simplesmente não conseguia dormir.

Levantei-me da cama e peguei uma Poção de Sono que deixava guardada no criado mudo. Virei todo o conteúdo de uma vez na boca. Sorri. Enquanto o líquido descia pelo meu esôfago eu já conseguia sentir a maravilhosa sensação calmante e tranquilizadora que a poção proporcionava. Bocejei. Então a voz endiabrada disse na minha cabeça: Está precisando tomar poções para dormir? Há quantos anos uma pessoa não te desestabilizava assim?

Eu já ia responder algo ácido para mim mesmo, mas a sonolência estava forte. Tive que me deitar para não cair no chão. Deitado, fechei os olhos quase que involuntariamente e depois tudo ficou escuro.

OoOoOoOoO

Só podia ser um sonho! Uma droga de sonho, por sinal.

Porque eu me vi correndo em direção a sala de Lupin.

Porque meus olhos estavam ensandecidos de desejo quando o encontrei apenas usando calças em seu quarto.

Porque eu praticamente voei na direção dele e comecei a deslizar as mãos por seu tórax, cicatrizes e mamilos.

Porque depois de apenas apalpá-lo, eu senti um desejo doido de senti-lo com a boca. Eu beijei boa parte do seu abdômen e ainda assim não me sentia satisfeito. Eu queria mais dele.

Porque enquanto eu o atacava com a boca ele não reagia, apenas gemia de prazer e sussurrava meu nome de um jeito que me fazia adorar meu nome.

Porque eu arranquei suas calças junto com a sua cueca em poucos segundos e encontrei seu membro totalmente ereto. Mesmo no sonho eu senti minha confusão. Como ele conseguia sentir atração por mim? Como ele conseguiu ficar excitado comigo? Ah, eu não quero respostas! Não no meu sonho erótico! Eu o empurrei com força na cama. Sim, com força, algo que aprendi em minha época de Comensal da Morte. Nunca seja gentil com as vítimas.

Eu não me deitei, apenas me ajoelhei no chão e puxei suas pernas para perto de onde eu estava, agora meu rosto estava bem próximo da sua ereção. Eu o engoli, depois chupei alguns segundos e comecei o fazer um movimento de sobe e desce. O tempo todo eu olhava para seu rosto. Estava contorcido de prazer, os olhos fechados e a boca soltava sons inteligíveis. Ele estava perdendo o controle e, aparentemente, no sonho era isso que eu queria. Quando eu percebi que ele estava chegando ao clímax, eu parei. Ele abriu os olhos, confuso.

"Por que...?", ele começou a perguntar.

Eu o interrompi:

"Acha que vim aqui lhe dar prazer? Errou se achou isso, lobisomem. Eu vim aqui para eu ter prazer."

Levantei-me e com um movimento de varinha, ele estava de bruços. Não tirei as calças, apenas coloquei meu membro para fora. No sonho eu queria fazê-lo entender que ele era apenas um brinquedo, que me proporcionaria prazer. Ajoelhei-me na cama e coloquei um travesseiro em baixo de sua barriga. Minha ereção já implora para ser aliviada. Eu receberia esse alívio. O penetrei de sua só vez, sem nem prepará-lo.

Ele gritou, é óbvio. Tinha dor no seu grito e mais alguma coisa. Não consegui identificar. Mas gostei de ouvi-lo gritar. Saí quase completamente para preenchê-lo novamente. E de novo, ele gritou. O mesmo grito, dor e... Prazer? O desgraçado do meu sonho era masoquista. Voltei a me movimentar, com movimentos cadenciados, mas não muito rápidos. Ao que parece ele perdeu a voz, mas eu lembraria a ele onde encontrá-la. Puxei seu cabelo com firmeza. Ele ganiu de dor. Eu sorri. Se ele era um maldito masoquista, eu era um maldito sádico, o que era uma maldita boa combinação.

"Quero ouvir você gritar, entendeu?" Usei meu tom letal.

"Sim", ele assentiu.

Me movimentava mais rápido agora. E foi com prazer que reparei que seus gritos acompanhavam meus movimentos. Meu ritmo agora estava descontrolado e segundos depois eu gozei dentro dele. Eu arfei de prazer e ele gritou meu nome:

"Severus!"

Sorri internamente e caí deitado em cima dele. Tentava controlar minha respiração, em baixo de mim ele também arfava, mas se mexia. Ele retirou o travesseiro de baixo dele e se virou para ficar de frente para mim. Ele sorria, aquele maldito sorriso sereno que parecia estar impresso permanentemente na cara dele. E no meu sonho maluco eu não fechei a cara, como normalmente faria quando o vejo sorrindo sem motivo, eu apenas fiquei o admirando. Ele passou os braços em volta do meu corpo, me abraçando, e aproximou o rosto do meu. Confesso que essa aceitação me deixava confuso. Nenhuma de minhas vítimas aceitava bem o... Estupro. Mas Lupin continuava me abraçando, com uma das mãos mexeu em meu cabelo, o colocando atrás de minha orelha.

"Então... Agora eu posso beijar você?", ele perguntou e seu sorriso expandiu mais.

E foi aí que o sonho erótico ou simplesmente pesadelo acabou. Acordei suado e para minha total vergonha ereto. Sentei-me na cama e murmurei:

"Eu realmente odeio você, Lupin."

Mentira, gritou a voz em minha cabeça.

"Cale a boca! Foi um sonho. Ou um pesadelo. Apenas isso."

Você gostou, falou a razão.

"Assim como gosto eu gosto de dar aulas", zombei.

Nunca te vi ficar empolgado assim na sala de aula.

Rosnei, mas retruquei:

"No pesadelo eu transava com ele. Como queria que eu não me empolgasse?"

Primeiro, pare de falar que é pesadelo. Sabe que não foi. E, segundo, como você pôde se empolgar com alguém que odeia?, questionou a razão.

"Não sei se você se lembra, mas sou Comensal da Morte", falei mostrando a Marca Negra no meu braço esquerdo para ninguém. Percebi minha insanidade. Estava discutindo comigo mesmo. "Talvez eu realmente esteja ficando doido. Quatorze anos com Dumbledore, o que eu poderia esperar?"

Mas havia uma certa verdade nas minhas palavras. Eu me empolguei com todos e todas que eu violentei no passado. Lembrar dessa parte do meu passado me trazia um certo amargo a boca. Nunca era minha escolha violentar ou torturar. Era muito mais fácil simplesmente matar. Matar não trás sequelas, quer dizer, pelo menos não para as vítimas. As sequelas e feridas do assassino não vem ao caso.

Continua... : )

OoOoOoOoO

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