Capítulo com lemon.

Capítulo VII – Ambiguidade seu nome é Severus Snape

Toc, toc, toc. Remus batia a porta do escritório de Snape.

Ao ouvir as batidas Severus sentiu ondas de adrenalina percorrerem seu corpo. Completamente ansioso, ele se levantou da cadeira e disse:

"Entre."

Lupin entrou sorrindo. Aquele sorriso de ternura que estava sempre estampado na cara dele. Sorriso esse que Snape detestava. Achava idiota as pessoas ficarem sorrindo sem motivo. Mas, brevemente, o Slytherin iria tirar o sorriso dele.

"Boa noite, Severus!", cumprimentou.

"Me acompanhe, lobisomem", falou com a voz baixa e caminhou até ficar de frente a um quadro de um dragão preto e verde. Lupin o seguiu, ficando atrás dele. Snape colocou o dedo indicador em cima do quadro. A pintura imediatamente se expandiu, transformando-se em uma abertura na parede em formato de porta. A passagem levava a um corredor iluminado por archotes acessos.

"Entre."

Remus fez o que outro pediu. Snape o seguiu.

No fim do corredor tinha uma ampla sala circular com paredes de pedra, também iluminada por archotes. Nem todos eles estavam acessos o que deixava o ambiente a meia luz. Havia uma cama de casal grande com lençóis brancos, vários travesseiros com fronhas igualmente brancas e no meio da cama uma bandeja com duas taças de cristal e uma garrafa de bebida destilada. Também havia um armário pequeno de madeira de um lado da cama e duas poltronas de couro cinza do outro lado. O quarto estava impregnado com um cheiro de ervas aromáticas adocicadas. Lupin conseguiu identificar, canela e flor de laranjeira.

Severus observou conforme os olhos do outro ficavam surpresos com a decoração de seu quarto.

"Gosta do que vê?", questionou divertido.

Lupin olhou para ele admirado.

"Gosto."

Severus abriu seu melhor sorriso de escárnio.

"Que bom que gostou. Queria que você visse onde eu costumo trazer pessoas especiais, mas... Você não é uma pessoa, Lupin. É um lobisomem, portanto, não poderemos passar a noite aqui."

Remus olhava para ele sem entender.

"E onde vamos passar a noite, Severus?"

Ainda sorrindo com escárnio, ele pegou uma lamparina.

"Vamos a um local que você esteja mais habituado. Vamos para a Floresta Proibida."

"Isso pode ser perigoso."

"Pode ser perigoso para alunos desmiolados e bruxos sem talentos, mas nós somos dois professores de Hogwarts. Podemos nos defender perfeitamente."

A descrença ainda pairava na cabeça do lobisomem. Estava chocado com a ideia maluca de Severus de transar no meio da floresta. Mas... Ele queria tanto Snape que o lugar onde estariam não faria a mínima diferença.

"Vamos?"

"Estou atrás de você", falou irônico.

Os dois saíram da sala de Snape, subiram até o Saguão de Entrada e saíram do castelo. Não conversaram enquanto caminhavam.

Severus abriu a porta do castelo e esperou Remus sair para depois sair também e fechá-la. O vento frio fustigou o rosto deles. Ainda estavam no outono, mas de noite o tempo sempre esfriava. Os dois se arrepiaram. Lupin olhou para o outro.

"Tem certeza?"

"Absoluta."

OoOoOoOoO

Snape e Remus adentraram na Floresta Proibida. Severus conduziu Lupin por entre as árvores. Eles andaram uns dez minutos em silêncio, apenas ouvindo os barulhos típicos da mata. Mas o lobisomem estava impaciente. Para onde o Slytherin pretendia levá-lo?

"Falta muito ou estamos perdidos?"

Severus parou e olhou para o outro irritado.

"Não estamos perdidos. Estou escolhendo o lugar ideal."

"Ideal? Ideal para quê? Para sermos atacados por alguma criatura da Floresta?"

"Não seja covarde, Lupin", disse e voltou a caminhar mais adentro da mata.

As árvores agora estavam tão juntas que não vinha nenhuma luminosidade das estrelas e da lua crescente no céu.

"Lumus!", murmurou Remus para poder enxergar alguma coisa.

Severus continuou caminhando em silêncio e a passo acelerado. Lupin o acompanhava como podia. Várias plantas baixas com espinhos tiravam pedaços de suas calças.

Snape parou em frente no que parecia ser uma clareira. Remus acelerou o passo e viu o lugar. Era um círculo perfeito no meio na floresta. No chão não havia árvores, grama ou insetos andando, só terra marrom. Iluminando o local tinha várias velas suspensas igual ao Salão Principal.

O lobisomem olhou para Severus. O Slytherin já havia entrado para dentro da clareira. Sua capa preta parecia também ter tido problemas com os espinhos das plantas, já que tinha vários pequenos rasgos nas extremidades. Ele tirou a capa e a jogou no chão. Embaixo da capa ele vestia sua usual túnica, de mil e um botões, preta, camisa branca e calça preta por baixo. Remus olhou para o rosto dele, que também o encarava. Sua testa estava suada e algumas mechas de cabelos pretos oleosos haviam grudado nela. Os olhos pretos estavam diferentes, tinham um brilho de excitação e perversão. Seus lábios finos estavam crispados em um sorriso de escárnio.

"Vai ficar parado aí, Lupin?", perguntou com a voz baixa.

"Estou indo...", disse. Remus caminhou e entrou na clareira.

Severus fitava o outro. Estava o testando. Lupin tinha posto o cabelo castanho claro para trás das orelhas. Seus olhos da mesma cor dos cabelos pareciam cansados embaixo das grandes olheiras roxas. Seus lábios, bem mais volumosos do que o de Snape, não estavam sorrindo. Ele parecia cauteloso. Vestia uma camisa branca com botões um casaco marrom escuro por cima e calças pretas.

"Tire a roupa", ordenou com a voz de seda.

Remus não queria fazer isso. Primeiro porque corria um vento gelado pela floresta e segundo porque não ia ser nada confortável transar naquele local, além do perigo constante de serem atacados por alguma coisa. Ainda assim, fez exatamente o que o outro mandou. Tirou o casaco e o depositou no chão de terra. Então começou a desabotoar a blusa.

Snape olhava para ele com descrença. Como Lupin aceitava isso? Por que ele não recusava? Será que tinha tanto medo de Dumbledore expulsá-lo por causa do garoto Witing? Ou será que ele queria muito Snape a ponto de aceitar qualquer condição sádica imposta pelo mesmo?

"Pare!", ordenou ríspido.

"O que foi?", questionou com receio.

"Venha até aqui. Eu quero fazer isso."

Lupin esboçou um sorriso tímido e caminhou até Severus.

Snape notou o sorriso dele.

"Evite fazer isso."

"Isso o quê?"

"Sorrir sem motivo."

"Quem disse que é sem motivo? Você quer tocar em mim, eu acho isso um motivo para sorrir."

Eles agora estavam um em frente ao outro.

"Não quero que diga isso", falou baixo e começou a desabotoar os botões do outro.

"Não quer que eu diga que gosto e desejo que você toque em mim?"

"Lupin... Pare", disse em tom de advertência.

"Parar? Eu ainda nem comecei." E num misto de loucura e desejo reprimido por anos o lobisomem empurrou Severus em direção ao chão. Em seguida sentou em cima dele. Começou a distribuiu beijos no pescoço de Snape. Ah! Severus tinha um cheiro ótimo! Muito parecido com cheiro impregnado no quarto dele. Canela e flor de laranjeira e mais alguma coisa mais forte que Remus não conseguiu identificar.

Severus estava sem reação. Havia batido com a cabeça no chão e suas costas também doíam. Mas a dor parecia tão distante. A única sensação que ele sentia eram os lábios quentes do outro em seu pescoço.

Remus sorria internamente. Achou que Snape iria ficar furioso, mas ele estava reagindo bem. Se é que não reagir é uma forma de reação. Ah, que se dane! Não quero saber disso agora, pensou. Mas os dois ainda estavam de roupas e a roupa de Severus cobria parte do seu pescoço dificultando a vida de Lupin, que queria beijar todo o corpo dele. Ainda o beijando, agora o queixo e a mandíbula, ele pegou a varinha e fez um feitiço não verbal nos dois, fazendo suas roupas desaparecerem.

Quando Severus sentiu suas roupas sumindo ele teve um choque de realidade. Estava deitado no chão frio de terra com um lobisomem em cima dele. Estava bom. Estava deliciosamente bom, mas não era assim que ele tinha imaginado a situação. Ele colocou as mãos na nuca de Lupin e falou:

"Me beije."

Lupin sorriu e fez o que o outro mandou. Passou a língua pelos finos lábios de Severus, que os separou. O lobisomem penetrou a língua na boca de Snape e este fez o mesmo. Eles se beijaram de um jeito cálido e intenso.

Severus segurava os cabelos de Remus enquanto se beijavam. Lupin por sua vez impulsionava o membro contra o de Snape, o fazendo gemer baixinho e aumentando sua ereção.

Severus tirou as mãos da cabeça do outro e as colocou em seu peito, depois o empurrou e eles finalizaram o beijo.

"Levanta."

Lupin levantou-se. Snape fez o mesmo. Remus fitava o colega e aguardava instruções. Severus não tinha cicatrizes, apenas uma pele bem clara e uniforme. Era esguio e sem músculos definidos, mas tinha ombros largos e uma postura intimidadora.

"Abrace uma árvore."

"O quê?"

"Faça o que eu mando sem me questionar."

Remus acenou concordando, depois seguiu até um Salgueiro bem próximo a clareira e o abraçou. Severus foi até ele. Olhava o outro de costas. Várias cicatrizes, todas parecendo ter sido feitas por grandes dentes. Ele também tinha uma pele branca, mas a de Snape era mais. Ele era magro e sem músculos visíveis e uns dez centímetros mais baixo que Severus. O bruxo tocou as costas do outro, encantado com as cicatrizes dele. A pele de Remus era macia e quente.

Lupin se arrepiou com toque do outro. Severus o acariciava com mãos leves, hábeis, porém frias. Ele tocou toda a costa de Remus. O próximo gesto do bruxo surpreendeu o lobisomem. Ele beijou o ombro direito de Lupin, um beijo extremamente suave. Depois beijou o outro ombro. Distribuiu beijos suaves pelas costas de Remus e foi descendo.

Severus estava agachado agora. Passou as mãos pela bunda do lobisomem sentindo a textura e a firmeza do local, depois separou com mãos as nádegas e penetrou a língua em Lupin.

Remus gemeu um uivo rouco. Seu prazer foi tanto com a invasão em seu corpo que agradeceu por estar segurando a árvore, pois sem ela não teria força suficiente para se manter em pé.

Snape sorriu com o uivo do outro. Era exatamente o que queria ouvir. Queria fazer o lobisomem perder totalmente o controle. Circundou a língua dentro do outro alguns segundos depois a tirou.

Lupin gemeu desanimadamente.

Severus continuou sorrindo de escárnio.

"Vai voltar a uivar para mim já já lobisomem." Levou o dedo médio e o indicador aos lábios e os umidificou com saliva, para em seguida penetrar os dedos em Remus.

Lupin gemeu de novo, dessa vez mais baixo. A língua do outro era bem melhor que seus dedos.

"Quero que uive para mim, Lupin", ordenou em tom suave.

Remus estava um pouco cansado de receber só ordens, então desafiou Snape:

"Faça por merecer e gemerei para você, Severus."

Snape penetrou ainda mais fundo os dedos dentro do outro.

"Me conduza." Então moveu os dedos para direita. "Aqui está bom?"

"Um pouco, vá mais para o lado."

Severus acatou o pedido movendo os dedos. Circundou o novo lugar e...

"Ahh...", Remus gemeu alto. "Aí. Exatamente aí."

Snape sorriu arrogante e continuou circulando os dedos naquela área.

"Não é para gemer, é para uivar."

Remus fechou os olhos e abraçou ainda mais sua árvore, depois uivou. Uivou alto, fazendo alguns pássaros voarem de suas árvores. Esse som fez o membro de Severus pulsar. Ele não aguentava mais, precisava de alívio. Tirou os dedos de dentro do outro. Se levantou, colocou as mãos na bunda do outro e o penetrou lentamente.

Remus gemeu baixo, assim como Severus. Snape fechou os olhos enquanto entrava lentamente até estar totalmente preenchido pelo corpo do outro. Quando se sentiu totalmente dentro do outro ele gemeu tímido.

Lupin ouviu, e ordenou:

"Gema para mim, Severus."

Severus não respondeu. Achava gemer um ato pessoal e íntimo demais para ser compartilhado. Então saiu e entrou de dentro do outro lentamente.

Remus uivou levemente.

"Se gemer para mim eu permito que se mexa com a rapidez que quiser."

Snape deu um sorriso travesso.

"Caso eu me movimente com o ritmo que quiser você não poderá se sentar durante uma semana."

"Gema para mim e terá o meu aval para fazer o que quiser com meu corpo."

"Vai se arrepender disso", falou suave, depois segurou firmemente com as mãos a bunda do outro e iniciou uma série de estocadas em ritmo acelerado. Cada vez que ele chegava fundo no outro ele gemia baixinho.

Lupin gemia de prazer, dor e diversão. Devia estar ficando maluco, só pode. Mas a situação toda estava prazerosa demais, irreal demais. Ele com Severus o penetrado com tamanha sofreguidão no meio da Floresta Proibida era uma situação sobrenatural. Sobrenaturalmente prazerosa. Ele se esquecera do frio e da possível dor. A única coisa que sua mente registrava eram os gemidos de Severus. Então Snape começou a golpear seu ponto especial.

"Ahh..." Suas pernas estavam perdendo a força. A corrente elétrica que antecede o clímax descia por sua coluna. Ele uivou alto e derramou seu líquido contra a árvore.

Pelo uivo alto e descontrolado do outro Severus percebeu que o lobisomem tinha chegado ao clímax. Logo também seria sua vez. Estocou rapidamente mais algumas vezes para em seguida gozar dentro de Lupin. O prazer foi tão grande que ele perdeu totalmente o pudor e gemeu alto, fazendo vários pássaros levantarem voo de suas árvores. Depois caiu sentando no chão, respirando com dificuldade.

Remus tirou os braços da árvore e se virou em direção a Severus. Os olhos fechados, a boca entre aberta, a testa suada... Ele era tão lindo!

Snape abriu os olhos e fitou o colega.

"Como está? Dói?"

"Um pouco", confessou. "Mas valeu a pena." Disse rindo para Severus, então caminhou até onde estava o monte de roupas dos dois. Jogou as de Snape para ele.

Severus pegou as roupas e buscou sua varinha nas vestes. Depois apontou para Remus murmurando um feitiço de limpeza para retirar o sêmen que ainda estava no corpo do outro.

"Obrigado", agradeceu Lupin, ainda sorrindo, depois começou a se vestir. Snape fez o mesmo.

Já vestidos Severus falou:

"Temos que voltar para o castelo. É tarde."

"Está com medo da floresta agora?"

"Não seja ridículo, Lupin. Não tenho medo de nada. Vamos", disse e adentrou na mata. Remus o seguiu.

OoOoOoOoO

"Lupin?", chamou depois de uns cinco minutos andando pela Floresta.

"Sim, Severus?"

"Quero que venha comigo até meu escritório, se não se incomodar."

"Por que?"

"O mínimo que posso fazer é te dar uma poção para dor, não?"

"Não precisa, Severus. Eu permiti, lembra?"

"Ainda assim, eu insisto."

Remus sorriu. Se Snape estava sentindo remorso era porque não o desprezava tanto quanto aparentava desprezar.

Continua... : )

OoOoOoOoO

Comentários da autora: Sinceras desculpas pela demora, meninas. Para tentar compensá-las dedico esse capítulo às minhas duas queridas leitoras Joanna (J. P. Malfoy) & Freya Black. Obrigada por continuarem lendo.

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