Capítulo com lemon.
Capítulo VIII – Poções
Remus e Severus saíram da Floresta e entraram no Castelo. Snape conduzia Lupin até seu escritório nas masmorras. Não encontraram ninguém pelo caminho. Os dois bruxos passaram direto pelo escritório de Severus e em seguida adentraram no quarto dele. Não passou desapercebido a Remus que Severus trancou a porta com a chave.
"Sente-se", disse indicando uma das poltronas cinzentas. "Se conseguir sentar, Lupin", acrescentou maldoso.
O lobisomem se sentou sem nada comentar.
Snape pegou a garrafa de vodca, que ainda estava em cima de uma bandeja sob a cama. Abriu a garrafa e colocou o líquido transparente nas duas taças de cristal. Ficou com uma e a outra entregou ao outro bruxo.
"Vodca duplamente destilada. Prove."
Remus olhou para Snape longamente. Ele havia batizado a bebida com alguma coisa? Alguma outra poção? Não, ele não fez isso; não teria razão para fazer isso, pensou Remus. Então bebericou a bebida. Tinha, de fato, o gosto legítimo de vodca. Olhou para Severus que simplesmente segurava sua taça. Ele não bebeu o líquido.
Snape observando o outro se dirigiu a poltrona ao seu lado. Se sentou e sugeriu:
"Por que não bebe mais um pouco?"
Remus olhou para o líquido que parecia água cristalina. Como Severus não havia bebido a vodca, ele agora tinha a forte desconfiança de que tinha realmente algo naquela garrafa. Ele abriu a boca para falar Por que você também não bebe um pouco, Severus? Mas as palavras não saiam de sua boca. Ele sentia uma necessidade opressora e inevitável de falar a verdade.
"Acho que colocou algo na bebida, por isso não vou beber mais."
Severus sorriu de malícia.
"Está certo. Eu coloquei algo na garrafa. Desconfia do que seja?"
"Veritaserum a julgar pela minha incapacidade de mentir", disse apático. A tristeza crescia no peito de Remus como um balão de gás. Se sentia um estúpido por achar que as coisas mudariam entre ele e Severus só porque transaram.
"Correto mais uma vez. Agora, se não se incomoda, vou te fazer algumas perguntas necessárias." Ele pausou e olhou fixamente para o rosto do lobisomem. "Onde está Sirius Black?"
Uma onda de dor assolou o corpo do outro. Então Severus só queria respostas. Nada além disso. Foi apenas por isso que o chamou até seu quarto. Ele não sentia remorso nenhum. Só usou Remus na floresta e ia continuar o usando em seu quarto. O lobisomem sentia raiva. Raiva de si mesmo por ser um bobo apaixonado. Com tristeza na voz ele respondeu:
"Não sei."
"Entrou em contato com Black desde que ele saiu da prisão?"
"Não."
"Black entrou em contato com você?"
"Também não."
"Se ele tentasse entrar no castelo para pegar Potter, você o auxiliaria?"
"É claro que não", respondeu feroz. "Tomara que eu não me encontre com Sirius, pois se encontrá-lo vingarei a morte de James e Lily."
"Caso ele venha a entrar em contato com você, você reportaria isso a Dumbledore?"
"Não. Já disse que se vê-lo farei vingança com as minhas próprias mãos. Eu irei matá-lo."
Severus assentiu, depois voltou seu olhar para a taça, que ainda segurava em sua mão.
"O que sente por mim, Lupin?"
Remus olhou longamente para ele antes de responder.
"Gosto de você. Gosto de você desde que tenho quinze anos."
"E ainda gosta? Mesmo depois de tudo que te fiz até agora?"
Lupin abaixou a cabeça e deu um sorriso triste.
"Sim, mas..."
"Mas?"
Remus respirou fundo como se estivesse ficado muito tempo sem ar.
"O efeito da poção terminou."
Severus ainda fitava a taça em sua mãe e disse em tom suave e perigoso:
"Vai me falar o que pretendia dizer ou terei que forçá-lo?"
"Não será necessário. Direi com prazer. Gosto de você, mas esse sentimento faz com que eu me deteste. Severus... Você claramente não merece meus sentimentos. Desde que te conheço sempre me tratou como se eu fosse menos que um ser humano."
"E você é."
"Sim, eu sou lobisomem em época de lua cheia. Mas no resto dos dias eu sou humano. Igual a você. Não... Igual a você não. Melhor que você. Eu sou capaz de expressar algum sentimento, já você não. Não faz outra coisa além de testar as pessoas e humilhá-las..."
Snape levou a taça calmamente até os lábios. Tomou um pequeno gole e se virou para Remus.
"Pergunte o que quiser. Eu te interroguei. Você também tem direito de me interrogar."
Lupin estava chocado. Não esperava por isso.
"O tempo está passando, lobisomem. Se ficar calado eu não beberei a poção de novo."
Rapidamente Remus organizou os pensamentos.
"Ainda desconfia de minha lealdade com Dumbledore?"
"Não."
Lupin olhou para ele com uma feição de dor. Queria muito fazer essa pergunta, mas tinha muito medo da resposta.
"Só tinha essa pergunta?", questionou Snape.
"Não." Respirou fundo e perguntou rapidamente: "Você gosta de mim?"
Severus passou o dedo indicador nos lábios antes de responder.
"Sim", falou meio engasgado.
O coração de Lupin batia descontroladamente.
"Não te ouvi. Estava resmungando?"
Uma veia na testa de Snape pulsava loucamente. Ele depositou a taça no chão porque sua mão tremia.
"Não estava resmungando", ele pausou, olhou diretamente para Lupin e continuou: "Eu gosto de você, lobisomem. Me sinto atraído por você. Na época do colégio você era o Gryffindor que eu menos detestava."
Menos detestava? Isso deve ser um elogio, pensava Remus enquanto fitava o outro bruxo. Então viu Severus respirar fundo, como se não tivesse respirado nos últimos segundos. Com tristeza, percebeu que o efeito da poção passara. Mas isso pouco importava. Snape se sentia atraído por ele. Remus queria dar pulos de alegria.
"O efeito passou", comentou Severus.
"Eu sei."
"Você tem que beber a Wolfsbane. Não tomou hoje", disse e se levantou.
"Você só pode estar brincando! Quer me dar mais poções?"
"Esta você realmente precisa. Não está alterada."
"E eu posso confiar em você dessa vez?"
"Acho que dessa vez sim", falou e saiu do quarto.
Depois de alguns minutos, o Slytherin voltou com uma taça contendo uma poção fumegante.
"Beba, Remus. Confie em mim", falou enquanto entregava a taça para o lobisomem.
Lupin pegou a taça, espantado.
"Me chamou pelo primeiro nome?"
"Chamei", respondeu, então levantou uma sobrancelha. "Isso não te agrada?"
O lobisomem sorriu.
"Me agrada muito, só que é a primeira vez que você me chama assim..."
"Beba, Remus", repetiu Severus com a voz de seda.
Lupin sorria bobamente de alegria. Olhou para a taça. Não se importava se nela tivesse mais alguma poção. Era o momento mais especial de sua vida. Severus parecia estar o aceitando. Virou todo o conteúdo da taça de uma única vez na boca e o engoliu. Começou a tossir depois de fazer aquilo. Havia de fato Wolfsbane ali, o gosto ruim da poção era inconfundível.
Snape remexeu no bolso e retirou um tubo de ensaio fechado com um líquido cinzento dentro.
"Também te prometi uma poção para a dor", disse e estendeu a mão com o frasco para o outro.
Remus parou de tossir e falou fazendo uma careta:
"Prefiro uma pomada."
"Poções líquidas são mais eficientes do que poções em forma de gel."
"Vou ariscar a pomada. Vou precisar de alguém para passar em mim...", disse sugestivo.
"Remus... Acho melhor não..."
"Severus...", sussurrou e se levantou. Largou a taça em cima da poltrona e caminhou até Snape. Eles estavam frente a frente.
O Slytherin guardou o tubo de ensaio no bolso novamente. Olhava para o outro, inseguro. Não sabia o quê dizer, fazer ou como agir. A situação estava claramente incômoda. Ele tinha se arrependido de ter tomado a poção da verdade. Não queria ter assumido que gostava do lobisomem. O que eles iriam fazer agora? Iriam namorar?
Por outro lado, Lupin sorria para ele, estava tão feliz que parecia que dele emanavam ondas de alegria. Aparentemente Snape era imune as essas ondas, porque permaneceu sem sorrir.
"Diga que gosta de mim. Fale por livre e espontânea vontade, não porque a poção o obrigou."
"Lupin..."
"Lupin não. Use Remus."
"Remus..."
O lobisomem esperou ele falar mais alguma coisa, mas ele permaneceu em silêncio.
"Diga Severus. Por favor."
Snape parecia aflitíssimo.
Lupin resolveu o encorajar.
"Gosto de você. Gosto de você como nunca gostei de outra pessoa."
"Eu sou amargo, Remus. Eu sou uma pessoa estritamente mau humorada. Nada nem ninguém pode me mudar. Nem mesmo você, que é doce e gentil. Você não será capaz de me modificar."
"E quem disse que eu desejo mudá-lo? Quando comecei a gostar de você, eu já sabia como você era. E eu gosto do jeito que você é. Eu te amo. Eu te quero... Hoje e sempre."
Snape fechou os olhos. Essa aceitação incondicional... Era perfeito demais. Ele não merecia isso. Ele não merecia Lupin.
"Você ainda não me falou o que eu pedi."
Severus abriu os olhos. Remus reparou que os olhos negros não estavam foscos e sem vida, tinham um inconfundível brilho neles.
"Eu gosto de você, Remus", murmurou.
"Obrigado!", disse e se jogou no outro, o abraçando. "Obrigado. Eu sempre quis ouvir essas palavras ditas pela sua boca. Eu sempre desejei que você me quisesse."
E eu sempre ansiei que alguém que me quisesse, pensou Snape, mas permaneceu em silêncio. Severus desfez o abraço e se afastou do outro. Parecia inseguro.
Remus notou a insegurança dele.
"Eu quero ficar com você. Deseja o mesmo?"
Snape fitava o chão calado.
"Você gosta de mim, não é?"
"Gosto."
"Então vamos ficar juntos ou... Não deseja ficar comigo?", perguntou incerto.
Severus encarava o lobisomem quando respondeu:
"Quero ficar com você, mas não acho que isso seja o melhor para você."
"Você é o melhor para mim."
"Tem certeza?"
"Total."
Nos lábios de Snape brotou um sorriso de malícia.
"Isso é bom, pois não costumo aceitar desistências. Se quer mesmo ficar comigo, selará um compromisso para toda a vida."
"Estou de acordo", concordou Lupin sorrindo.
"Eu exijo exclusividade."
"Eu também, Severus."
"E seus alunos apaixonados, como ficarão?", questionou maldoso.
"Merlin! Não seja bobo, Severus. Não gosto de crianças. Só tenho olhos para você."
Snape assentiu, caminhou rapidamente até o outro e o envolveu em um abraço apertado. Beijou o pescoço do lobisomem, depois o lóbulo da orelha.
"Vai ficar comigo para sempre?", sussurrou suave.
"Sim", disse com firmeza, enquanto laçava os braços em torno do outro.
"Bom. Então comece ficando essa noite comigo."
"Ficarei."
Severus colocou as mãos no pescoço do outro, guiando seu rosto ao encontro do dele. Fechou os olhos e beijou o lobisomem lentamente.
OoOoOoOoO
"Acorde, Remus!"
"Hmm...", gemeu Lupin, se virando na cama macia e quentinha. Não podia já ser a hora de se levantar. Ele tinha a forte impressão de não ter dormido todas as horas que precisava.
"Remus, levante-se. Tenho muitas coisas para fazer antes do café da manhã", disse o Slytherin. Sua voz soava irritadiça.
"Que horas são?", murmurou.
"É cedo, mas preciso que acorde."
O lobisomem abriu os olhos. Procurou uma janela para ver se pelo menos o sol já tinha se levantado, mas o quarto circular de Severus nas masmorras não tinha janelas. Ele esfregou os olhos e se sentou na cama.
"Está me expulsando daqui, é isso?"
"Não, não estou. Só precisamos fazer algumas coisas juntos antes de nos separarmos. Irá dar aulas hoje, certo?"
"Sim", disse e depois bocejou. "Só na parte da noite é que estarei incapacitado de conviver com seres humanos."
Snape sorriu de malícia.
"E é por isso que não podemos perder essa manhã. É nosso último tempo juntos antes de você se transformar, já que a tarde estaremos em salas de aula."
Lupin olhou para o outro. Entendeu bem o que ele queria fazer.
"Vou tomar banho primeiro, tudo bem?"
Severus assentiu e indicou onde era o banheiro.
Remus se levantou da cama e caminhava em direção ao local indicado. Quando passou por Snape ele segurou seu braço. Lupin olhou para ele confuso.
"O que foi?"
Severus fitava o amante com paixão. Puxou o lobisomem para mais perto e o beijou com ardor.
Remus fechou os olhos. Agarrou Snape e correspondia ao beijo entusiasticamente. Lupin se sentia no paraíso enquanto estava nos braços do colega. Severus beijava bem demais.
Após alguns rápidos segundos Snape desfez o beijo. Remus mordeu o fino lábio superior de Severus.
"Volto logo."
"Estarei te esperando", disse Snape.
OoOoOoOoO
Remus saiu do banheiro enrolado em uma toalha preta de Snape. Encontrou o próprio sentado na poltrona cinza com um pergaminho. Quando Severus olhou para ele sorriu, dobrou o papel e o guardou no bolso da calça.
"Peguei umas roupas suas em seu quarto enquanto tomava banho", falou e apontou para uma pilha de vestes dobradas em cima da outra poltrona.
"Obrigado, mas é para eu me vestir agora?", questionou sugestivo.
Severus se levantou.
"Não, não é."
Lupin sorria para ele.
"E o que eu devo fazer?"
"Poderia começar se despindo."
Remus retirou a toalha do corpo e a jogou no chão.
Snape fitou o amante. O cabelo castanho claro ainda pingava água nos ombros dele. Combinando perfeitamente com a cor dos cabelos seus olhos castanhos claros olhavam para ele de um jeito diabólico e angelical. Sua boca estava retorcida em um sorriso, mas esse sorriso não parecia nada com o sorriso sereno que ele costuma usar. Era um sorriso de pura luxúria. A pele branca do tórax era marcada por várias cicatrizes. Os músculos eram fracos, mas firmes. A mera visão do corpo do amante nu fazia a ereção de Severus crescer. Snape caminhou até ficar em frente ao amante. Tocou levemente em seu peito e viu o outro se arrepiar. Sorrindo de deboche, perguntou:
"Está com frio?"
"Não. Não foi um arrepio de frio, foi de excitação, desejo...", falou e foi interrompido pelos lábios de Severus grudando-se aos seus. Snape explorava a boca de Remus com sofreguidão ao mesmo tempo em que se apertava contra o corpo do lobisomem.
Lupin sentia as pernas tremerem. Uma sensação maravilhosa e única percorria todo seu corpo. Estar com Severus era um prazer indescritível.
Snape terminou o beijo, depois desceu os lábios e desferiu diversos beijos no pescoço de Remus. Parou quando ouviu Lupin gemer baixinho. Segurou a mão direita do lobisomem e a beijou, depois traçou um caminho de beijos em seu braço até chegar ao ombro. Pegou a mão esquerda e fez o mesmo percurso
O lobisomem colocou as mãos na gola da túnica de incontáveis botões de Severus. Desabotoou o primeiro, mas Snape retirou as mãos dele de sua roupa. Lupin olhou para o amante franzindo.
"Não é justo. Também quero beijar seu corpo."
Severus sorriu enviesado.
"Hoje não. Estamos um pouco atrasados essa manhã. Não quero perder tempo tirando minha roupa e depois a vestindo."
"Mas..."
"Pare de reclamar, lobisomem. Nós teremos outras inúmeras manhãs juntos. A próxima eu faço o que você quiser. Mas hoje eu escolho", falou e empurrou o lobisomem em direção a cama.
Remus caiu sentado em cima cama, ainda parecia contrariado. Severus olhou para o amante que estava com a testa franzida.
"Quer ver eu te fazer relaxar rapidamente, lobisomem?", perguntou se ajoelhando no chão em frente as pernas do amante. Depois envolveu a mão no membro semi desperto de Lupin.
"Hum...", murmurou e sua feição relaxou imediatamente.
Snape sorriu com malícia e começou a mover a mão velozmente na ereção do amante.
Remus apertava o lençol com as mãos. Severus era hábil demais. Tudo que ele fazia era muito bem feito, por isso proporcionava muito prazer em Lupin.
"Está bom, Remus?"
"Ah, sim... Está ótimo..."
Severus tirou a mão quando sentiu que o membro do lobisomem já estava totalmente intumescido. Antes de Lupin começar a reclamar Snape separou bem os lábios e abocanhou o membro dele.
Remus sorriu deleitado. Queria poder agradar Severus da mesma forma que ele estava o agradando. Então lembrou de algo que Snape pediu para ele na noite passada. Lupin uivou baixo.
Severus riu internamente, sua cueca e calça pareciam ainda mais apertadas após ouvir Remus gemendo. Estimulado ele levou a mão direita aos testículos do lobisomem enquanto sua boca descia e subia lentamente.
"Hum... Hum..." Gemia e uivava. "Severus... Por favor..."
Snape continuava se movendo devagar.
"Por favor... Mais... Mais!"
Severus atendeu ao pedido de Lupin. Acelerou os movimentos. Agora ele ia e vinha rapidamente. Os velozes movimentos de Snape faziam o lobisomem ver estrelas. Remus uivava e gemia descontroladamente.
"Severus!", berrou antes de chegar ao clímax.
Snape não parou, continuou se movendo loucamente. Depois de duas subidas e descidas sentiu sua boca encher de um líquido quente. Como não conseguiu engolir tudo, o sêmen vazou pelos cantos dos lábios.
Lupin olhou para baixo. Severus continuava ajoelhado no chão, havia tirado a boca do membro, agora flácido do amante. Passou a mão no queixo e nos lábios para retirar o excesso de líquido.
"Você é demais, Severus."
Snape deu um sorriso arrogante para Remus.
"Eu sei. Você é o sortudo de nós dois. Você tem como amante um indivíduo extremamente habilidoso e eu... Bem... Eu tenho um lobisomem", comentou com desdém.
Lupin sorriu também.
"Deixa eu te mostrar que eu também posso ser habilidoso."
"Você pode tentar, Remus", disse e se levantou.
O lobisomem também se levantou.
"Você tem algo em mente ou posso te agradar como eu bem desejar?"
Snape se sentou na cama.
"Eu escolho hoje, Remus", falou e deu duas palmadas em seu colo. "Agora sente aqui."
O lobisomem fez o que o outro pediu. Sentou-se no colo de Severus de frente para ele, depois passou os braços em volta dos ombros dele.
Snape fechou os olhos. A mera fricção do corpo de Lupin em sua ereção fazia ele gemer baixinho. Aflito Severus levou as mãos a calça e desabotoou os botões, colocou sua ereção totalmente intumescida para fora. Depois levou ambas as mãos a bunda de Remus, o ergueu um pouco e penetrou seu membro com cuidado no lobisomem. Estava tão desesperado para satisfazer sua própria ereção que esquecera de usar o lubrificante que havia separado para a ocasião.
"Desculpe Remus", disse quando já estava totalmente dentro dele.
"Por que pede desculpas, Severus? Por me dar prazer?", questionou brincando, depois deu um beijo no queixo dele.
"Eu devia ter usado lubrificante, mas..." As palavras morreram em sua boca enquanto o lobisomem se movia, fazendo seu corpo subir e descer na ereção de Snape. "Ahh...", gemeu, depois pediu com a voz suave: "Faça isso de novo, Remus."
Lupin sorriu. Abraçou Severus mais firmemente e começou a cavalgar no colo do amante.
"Ah, Remus... Remus...", gemia com a voz irregular.
O lobisomem sorria de deleite em ouvir e ver como podia dar prazer a Snape. Continuou se movendo para cima e para baixo na ereção de Severus.
Snape passeou as mãos pelas costas de Lupin até chegar sua nuca. Agarrou os cabelos de Remus e empurrou sua cabeça até ficar próxima a dele. Quando suas bocas estavam bem próximas ele beijou Lupin.
Remus separou os lábios e Severus penetrou a língua na boca dele. Mesmo enquanto correspondia ao beijo o lobisomem não parou de se mover. Ao contrário, a cada ida e vinda ele se movia com mais velocidade. Ficou fazendo esses movimentos acelerados de vai e vem por mais meio minuto então sentiu o líquido o preenchê-lo por dentro.
Snape gemeu ao chegar ao clímax dentro dos lábios de Remus. Sem forças para permanecer sentado ele se deitou na cama. Lupin foi junto deitando-se em cima dele.
O lobisomem terminou o beijo e saiu de cima do outro. Quando estava deitado ao seu lado questionou divertido:
"Então, eu também sou hábil?"
Severus sorriu enviesado.
"Você é ótimo, Remus."
"Obrigado", agradeceu sorrindo.
A respiração de Snape continua alterada pelo orgasmo.
"Eu preciso me levantar."
"Por que? Fica comigo mais um pouco."
"Ainda tenho coisas para fazer antes do café da manhã."
"O que, por exemplo?"
"Preciso ir a estufa. Ver se a Digitalis já está madura."
"Para a minha Wolfsbane?"
Severus olhou para ele intrigado.
"Sim. Como sabe os ingredientes para a poção?"
Lupin deu um sorriso travesso.
"Severus, eu sei preparar Wolfsbane. Apenas disse para Dumbledore que não sabia porquê queria que você a fizesse. Não me olhe assim. Se eu não fizesse isso qual seria a desculpa que daria para poder te ver mais vezes? Para poder me aproximar?"
"Sua mente para o crime é super desenvolvida."
"É crime eu querer ficar mais próximo de você?"
"Devia ser."
"Mas não é. Em todo o caso... Sugiro que vá logo para as estufas. Não sei que horas são, mas as melhores folhas de Digitalis são aquelas recolhidas antes das oito horas."
"Agradeço os conselhos. Quando eu não souber preparar uma poção já sei quem chamar", zombou e beijou mais uma vez Remus, então se levantou da cama. Colocou seu membro de volta dentro da calça e abotoou os botões. "Te encontro no café da manhã."
"Sentirei saudades", falou rindo.
Severus saiu do quarto, depois saiu do seu escritório. Então confessou para ninguém:
"Eu já estou com saudades, Remus."
Continua... : )
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Comentários da autora: Perdão pela demora, queridas. E perdão, novamente, por esse lemon estar tão ruinzinho. Enfim... O próximo capítulo é o último.
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