Castle caminha, guiado pelo menino até que param perto de dois baloiços. O menino pára ao que Castle lhe pergunta: "Queres que eu te empurre?" "Empurre aquele." O garoto aponta-lhe para o da direita e senta-se no da esquerda. "Mas, ali não tem ninguém!" "Tem, tem. Empurre." Castle não sabia como reagir. Ele vê o baloiço vazio, sem ninguém, mas estava pesado e tinha de despender da sua força para o empurrar. Ele jura ouvir uma gargalhada, a gargalhada de Kate, mas como?
"Toque nos elos." Castle abranda o baloiço e toca nos elos. Ele sente algo que imagina como a mão de Kate; ele toca-lhe e sente que ela está ali com ele, o que o faz sorrir. Castle tenta falar com ela, aproximar-se um pouco mais, quando se depara a falar para um baloiço vazio. "Ela já foi." Diz-lhe o pequeno. "Foi onde? Onde é que ela foi?" Ele pára de falar, ele não tinha sido o único a vê-la. "Como é que…" "Ela é um pensamento, agora, sente-se no baloiço." Castle obedeceu, afinal tudo é estranho de mais.
O rapazinho levanta-se num pulo. Ele pega na mão de Castle e diz-lhe: "Eu não a posso trazer para aqui, ainda não é hora para isso." "Hora para quê? Ela está bem?" "Posso fazê-lo sentir o que ela está a sentir neste momento…" Castle ficou amedrontado. Ele pensa por momentos que aquilo é um sonho muito, muito estranho. "Ela está sentada e não fala." O miúdo tinha fechado os olhos enquanto falava. Depois vira-lhe a mão, e com um suave movimento, mexe o dedo dele na palma da mão de Castle. "Diga-me se ela está bem…" O miúdo larga-lhe a mão num relance e recua, enquanto Castle olha para ele, atónito.
Castle sente-se a sufocar; um ardor corrompe-o pelo peito acima. O coração parece que tem uma faca espetada que fica cada vez mais cravada nele. O estômago dá um nó bem forte e doloroso; as pernas dele estão bambas e não as sente. Ele sente pontadas sistemáticas no fundo das costas. As gotas de suor escorrem-lhe testa abaixo enquanto ele se contorce, deitado no chão. Os ouvidos dele ouvem um zumbido ensurdecedor. "Pára, pára!" Ele berra. O infante estala os dedos e ajoelha-se perto dele: "Perdão…"
Castle recupera o fôlego. "Não é possível. Não é possível. Como é que ela está sentir isto? É tão…doloroso… Afinal, que sítio é este?" "Aqui é o submundo. Talvez ainda possa voltar…" Castle lembrou-se do momento que o deixara ali e levou a mão ao peito de onde começou a sangrar. Não sentia dor nenhuma, mas sentia o lugar onde a bala estivera alojada, que agora já não lá estava. Beckett tinha-lhe dito para ficar no carro, e ele obedeceu nem vestindo o colete à prova de bala. O suspeito apareceu, ele não podia deixá-lo escapar.
Deu-lhe com a porta do carro, Castle quase que rastejou para se levantar e segui-lo. Ele corria imenso e no beco sem saída e com Beckett, Esposito e Ryan já atrás dele, o suspeito ameaçou Beckett. Castle pôs-se no caminho e a bala entrou-lhe no peito, caindo imediatamente. Ryan e Esposito agarraram o homem enquanto Beckett lhe pressionava a ferida.
