SECRET LOVE
Capítulo V – Enamorados.
– Namorar? – Shiroyama ouve Takashima perguntar e faz um 'sim' com a cabeça, apressado.
Aoi sabe que talvez esteja frustrando o amado, porém tem certeza de que essa é a melhor decisão, por isso acompanha com ansiedade cada movimento de Uruha, esperando uma resposta, apesar da ansiedade que o consome. Vê os olhos chocolate descerem, mirando sua boca e então ele morder o lábio inferior, pensativo e seu estômago revira louco para saber o que seu loiro vai dizer...
– T-Tá... Então... Vamos namorar... – O guitarrista mais novo responde, pensando nas coisas boas que isso pode trazer.
Um sorriso largo se desenha nos lábios de Aoi, que puxa Uruha mais para si, tomando novamente aquela boca tão deliciosa, beijando-o com paixão e sendo correspondido na mesma empolgação pelo agora 'seu namorado'. Suas línguas se enrolam em uma dança sensual e apenas quando o ar falta em seus pulmões é que ambos encerram o ósculo.
– Yuu... – O loiro sussurra, amolecido nos braços do amado.
– Você me ajuda a arrumar a mala? – Aoi afasta-se ligeiramente, mesmo contrariado, pois sabe que logo Kai estará chamando os dois. – Machuquei a mão.
Gostaria de ficar abraçado por mais tempo, mas prefere estar pronto e deixar pra 'namorar' no ônibus. Toca seus lábios novamente, sentindo o calor e a doçura deles, lamentando que o tempo seja tão curto.
– Ajudo sim e... Você machucou a mão? – A expressão de Uruha muda, ficando sério, segurando as mãos dele, fitando ambas e vendo que a esquerda tem um forte vermelhidão, ficando preocupado na mesma hora.
– Logo vamos ter que sair e ainda estou com a roupa de dormir. – Tenta convencê-lo a separar-se do abraço. – Nem tomei um banho.
– Antes vamos cuidar da sua mão. – Diz, se afastando.
– Não precisa, Uru-chan! – Aoi fala, não querendo preocupá-lo.
Ignorando as palavras de Shiroyama, Takashima vai até a mala, agachando-se e abrindo o zíper, tira um óleo de massagem de lá, voltando para perto de Aoi, puxando-o e fazendo com que se sente na cama, ficando de frente pra ele.
– Ainda bem que não foi a mão direita. Como você está com anel, seria bem pior. – Diz, despejando um pouco de óleo na mão machucada, começando a espalhar delicadamente, com calma, prestando atenção ao que faz para que ele não sinta dor.
– Ai... Ai... – Tenta puxar a mão, mas o loiro a segura com firmeza. – Ai... Está doendo!
– Como você conseguiu se machucar? – Pergunta, continuando a massagem, até fazê-lo erguer mais a mão, subindo e descendo seus dedos do pulso à ponta dos dedos em movimentos repetitivos, lentamente, apertando de modo suave, apenas o necessário para fazer o óleo penetrar na pele, concentrado demais para perceber como a expressão do outro muda.
– Pode parar! – Esses movimentos são inocentes para Uruha, mas sugestivos demais para ele. – Já está melhor... Preciso tomar banho!
– ...?! – Uruha pisca e concorda ainda sem entender direito o porquê da reação quase exasperada de Aoi.
Yuu levanta de um pulo, tentando disfarçar o efeito disso sobre si mesmo, caminhando até o banheiro. Sente que deve seguir a idéia de namorarem, mas se ficar excitado toda vez que Kouyou o tocar... Pode deixar-se levar e não quer isso. Abre o chuveiro quente, o frio da rua deixando seu corpo, uma sensação gostosa de conforto substituindo-a. Deixa a água escorrer por suas costas, por seu peito, desligado de todo o restante, pensando apenas na possibilidade de iniciar um relacionamento mais sério com a pessoa que descobriu amar. É muito mais do que ter uma noite com ele...
Sozinho no quarto, Uruha dá de ombros após vê-lo adentrar o banheiro. Suspirando, guarda o óleo e começa a arrumar a mala do moreno, que nem está tão desarrumada assim... Nesse ponto ele é até organizado. Deixa a mala dele sobre a cama, aberta, para que assim o mais velho possa pegar a roupa que quiser para vestir e se deita na própria cama, para descansar.
"Acho que namorar vai ser muito bom!" – Pensa consigo mesmo, fechando os olhos, deitado de bruços.
Sentia-se terrivelmente sozinho há um bom tempo e, tem que confessar para si mesmo, ficou balançado com o que leu, elétrico e... Morde o lábio inferior. É melhor não pensar naquilo agora.
ooOoo
Aoi veste a yukata devagar, o corpo ainda levemente úmido, pensando em tudo que está sentindo, no 'território desconhecido' em que está pisando. Pensa em como se enganou quando namorou Kyoko, chegando ao ponto de trocar alianças de compromisso com ela... Mas no fundo, somente conseguia sentir cada vez mais a falta de Uruha, sem entender o porquê e a solidão era inimaginável, um vazio profundo tirando-lhe o sono. Sai do banheiro e vê que seu loirinho está ali, deitado a sua espera, tão lindo como sempre o achou.
– O Kai já apareceu chamando a gente? – Senta na própria cama, separando a roupa que vai usar e fecha a mala.
– Hum? Não... Ainda não. – Responde, se virando na cama, ficando de barriga pra cima, bocejando e se espreguiçando, resmungando pela fisgada incômoda que sente na costela e então se ajeita.
Não se lembra de ter se machucado, mas... Não se lembra de muita coisa da noite anterior mesmo. Passa a mão pelo local dolorido, sentindo que dói mais ao tocar, mas decide não questionar Aoi quanto a isso... Esse clima de 'namoro' entre eles é muito gostoso para estragar com algo assim.
– Sua mão está melhor mesmo? – Indaga, fitando-o, bocejando mais uma vez, suas bochechas ligeiramente coradas.
Takashima não pode evitar. Afinal, o moreno despe à fina yukata e fica nu diante dele, de costas, deixando que veja seu dorso forte, o bumbum bem delineado, as pernas firmes e... Quando se move para vestir a cueca, do seu ponto de vista, Uruha pode ver tudo... Tudo mesmo.
– Você está muito bonito, Yuu-chan! – Elogia o loiro, sorrindo ao moreno, que se volta ligeiramente, até ouvir batidas na porta, a voz de Kai se fazendo ouvir do outro lado.
– Vocês estão prontos? – Os dois guitarristas ouvem a pergunta e o moreno fica em silêncio, não tendo a oportunidade de responder ao loiro.
Uruha se levanta lentamente, caminhando até a porta, a abrindo, vendo o sorriso estampado nos lábios do baterista e sorri de volta. Dá passagem a ele, que pára e o fita por alguns instantes.
– Está se sentindo melhor? – Indaga o baterista.
– Com um pouco de sono... – Fala o loiro, erguendo uma sobrancelha, vendo Kai levar a mão a sua testa, medindo a temperatura. – Não se preocupe!
– Hum... Bem... Sua febre está subindo de novo. – Fala Yutaka, deslizando a mão pela bochecha do loiro. – Vamos ter que comprar remédio antes de sairmos...
– A febre voltando? – Aoi se aproxima, sentindo-se relapso por ter esquecido esse detalhe.
Passa o braço por seu ombro trazendo-o para junto de si, notando as bochechas coradas, provavelmente mais por causa da falta de jeito com sua proximidade, do que devido à febre, mas ainda assim fica preocupado, ainda mais tendo sido um erro seu.
– Eu o levo pro ônibus e vou garantir que saia daqui bem agasalhado. – Diz para Kai, que ainda o observa intrigado. – Melhor não ficar andando com ele no vento!
– Yuu... Não precisa de tudo isso. – Uruha diz, sentindo-se uma criança, no entanto, está gostando daqueles cuidados do moreno para consigo.
Shiroyama volta para o quarto, vindo com as duas malas e colocando no corredor para o carregador levar. Pergunta-se por que o baterista permanece parado na porta, mas assim mesmo retorna ao interior do aposento, pegando um pesado casaco seu e o coloca sobre as costas do loiro.
Uruha acompanha com os olhos os movimentos de Aoi, resmungando, por pura birra, quando o casaco é colocado sobre seus ombros, mas apenas morde de leve o lábio inferior, vestindo-o, sentindo o perfume gostoso de Aoi nele.
– Nós não vamos. – Uke olha sério para os dois.
– Como assim não vamos? – Uruha indaga, olhando abismado para Kai, começando a ficar indignado. – Se for por minha causa podem parar. É só febre passageira e podemos continuar muito bem com a turnê.
– Tem certeza? – Aoi olha dele para Kai. – Ele pode piorar com aquele maldito ar condicionado do ônibus.
– É só eu me enrolar, Yuu! – Explica o loiro. – E como está frio lá fora, o ar condicionado vai ser mantido mais alto, então vai ficar mais quente no ônibus.
– Isso é, mas... – Kai ainda não está completamente convencido, intrigado demais com as atitudes do guitarrista moreno.
Shiroyama sente que precisa protegê-lo, impedir que seu erro possa colocar em risco a vida de Uruha. Puxa-o novamente para si, ainda com os olhos do líder da banda sobre ele, mas sem disposição para explicar sua atitude.
– Ok... Deixa que eu cuido dele. – Aoi começa a caminhar, levando o loiro ainda aturdido consigo.
Uruha sente seu rosto esquentar mais uma vez quando Aoi o puxa para si e abaixa timidamente a cabeça, sentindo-se guiado pelo moreno. Apenas faz conforme indicado, caminhando pelo corredor, ainda tendo-o abraçado a si.
Kai dá de ombros, tendo muita coisa a pensar, indo ao quarto de Reita e Ruki para avisar que vão sair. Faz 'ouvidos surdos' para as reclamações do chibi quanto à mudança de horário e logo todos estão em frente ao ônibus.
A temperatura está baixa e inconscientemente Uruha se encolhe contra Aoi, percebendo que está para nevar...
– Acho melhor pegarmos cobertores... – Diz Kai, ao ver Uruha encolhido. – Um dos rapazes do staff já foi comprar o remédio. Por que não entram de uma vez?
Uruha sobe, sentindo Aoi bem atrás de si e, como sempre, vão para os fundos do ônibus, vendo o moreno reclinar as duas poltronas. Os olhos chocolate observam os preparativos do outro, lançando vez ou outra um olhar para os demais, que vão se acomodando alheios ao que os dois fazem. Vê Aoi se sentando recostado à janela, pegar o cobertor e abrir os braços em um chamado mudo para que se deite entre suas pernas, o que timidamente faz, acomodando a cabeça em seu peito, sendo coberto e apertado por aqueles braços fortes.
O moreno sente-o sonolento agora que o remédio começa a fazer efeito. Afaga seus cabelos com carinho, tocando seu rosto com suaves beijos e ouve em resposta gemidinhos baixos e dengosos de Uruha, reconhecendo cada detalhe dele com a ponta dos dedos. Beija seus lábios, sentindo como estão realmente quentes e aperta ainda mais o abraço, desejando tirar-lhe toda a dor, mas sabendo que o descanso é o melhor para ele.
– Uhm... – Uruha suspira com os beijos delicados, relaxando sobre o corpo do outro, sentindo calor... E este calor gostoso não é só por causa da coberta.
Reita, Ruki e Kai apenas observam de longe, achando inusitado tal gesto deles, mas logo o vocalista sorri, vendo que Aoi seguiu seu conselho e isso é bom. A maioria do staff fica sentado mais a frente, Takanori e Akira no meio do ônibus e Uke também, dando mais privacidade aos outros dois.
– Você é um amor, Yuu... – Uruha fala baixinho, fechando os olhos por segundos cada vez mais longos.
– Não sou um amor... Te amo. – Diz em um sussurro, sentindo o corpo dele cada vez mais entregue ao sono, sabendo que talvez não o esteja escutando, mas precisa falar assim mesmo. – E eu sempre vou cuidar de você...
A viagem demoraria umas quatro horas aproximadamente e em menos de vinte minutos o loiro já está adormecido. Aoi o acomoda, sentindo-se feliz demais por tê-lo em seus braços, temendo que isto seja um sonho ou que algo aconteça que possa estragá-lo. Segura firme, sentindo a mão inchar, mas pouco se importando com a dor... Teme perdê-lo de alguma forma e agarra-se a ele com todas as suas forças, porém acaba vencido pelo cansaço, até que também adormece.
Após quase duas horas de viagem o ônibus para a fim de que todos possam lanchar. Uruha acorda um pouco desorientado, assustando-se com a forma como está nos braços de Aoi, mas então sorri, se acalmando. Fica quieto apenas por alguns minutos, mas então se levanta com cuidado para não acordá-lo, querendo ir ao banheiro, mas não o do ônibus, porém, antes de sair, olha-o mais uma vez e...
– Yuu-chan... Eu vou ao banheiro. Fizemos uma parada. – Diz, acariciando o rosto dele, despertando-o suavemente.
Mordendo o lábio inferior, Uruha se inclina, dando um selinho em Aoi, vendo-o sorrir e concordar com a cabeça e então se afasta. Caminha rapidamente para a saída, praguejando com o frio que faz fora do ônibus, entrando no restaurante e indo em direção ao banheiro. Não demora muito e logo está voltando para o ônibus.
– Ai que frio! – Reclama, indo para o fundo, querendo apenas sentir o calor de Aoi junto a si de novo.
– Todo mundo desceu pra comer? – Yuu pergunta, estendendo os braços para ele. – Vem aqui... Volta pra mim.
– Sim, eles desceram. – Fala, sorrindo ao ouvir o pedido, não resistindo.
Aoi o acomoda quando volta a sentar, apertando suas costas contra o próprio peito, passando sua mão por sob sua blusa, acariciando a pele macia. Beija sua orelha delicadamente mordiscando-a, continuando com suas carícias suaves e românticas.
Uruha morde o lábio inferior ao sentir a mão de Aoi dentro de sua blusa, acariciando seu abdômen, causando arrepios nele, os músculos se contraindo de leve com o toque e o loiro suspira, molhando os lábios ao ter a orelha mordiscada mais uma vez.
– Que acha de aproveitarmos que estamos sozinhos e namorar um pouco? – Mesmo sabendo que o loiro ainda está febril, não agüenta a tentação.
– Uhmmmm... Eu acho uma ótima idéia! – Sussurra, remexendo-se nos braços dele.
Gosta de compartilhar do calor dele, virando o rosto, procurando-lhe os lábios com os seus, beijando lentamente a boca carnuda, relaxando naqueles braços, aproveitando cada vez mais do beijo.
E ser beijado faz o moreno sentir-se mais empolgado, arrebatando a boca deliciosa, enquanto o faz virar e deitar-se sobre ele, os corpos se encaixando, os quadris esfregando-se devagar.
Uruha sente um frio gostoso na barriga ao ser virado de frente para Aoi, seus corpos colados, a coberta os cobrindo, seus quadris naquele contato... Aquele doce roçar... Tudo isso é tão gostoso que não quer que pare.
– Hummm... – Yuu geme baixinho quando aprofunda o beijo, sua língua invadindo a boca do loiro, brincando travessa com a dele. – Você é perfeito...
– Uhmm... Hummmm... – Kouyou geme, estremecendo de leve quando a língua dele provoca a sua, brincando consigo, atiçando seus desejos, deixando-o completamente ofegante com o final do beijo.
O mais velho o puxa mais para si, colocando-o completamente sobre seu corpo, passeando suas mãos pela pele das costas, vendo-o arquear de leve e se arrepiar, estremecendo com o arrepio que isso causa. E aos poucos as mãos ousadas vão descendo, sem nunca deixar de apreciar a expressão deleitosa de Uruha, que morde o lábio inferior, fechando os olhos... E num gesto travesso, acomoda as mãos sobre as nádegas fartas, apertando-as e sorri com a reação surpresa do namorado.
– Aoi-hentai... Fica me provocando... – Uruha sussurra, fingindo-se de bravo.
– Estamos apenas namorando... Não vamos fazer nada. – Fala maroto, mas sabendo que de certa forma Uruha tem razão... A provocação é muito perigosa para ambos.
– Hummm... Eu sei... – Takashima responde baixinho.
No momento seguinte, o loiro move o quadril contra o dele em resposta, lambendo os lábios, se aproximando e tomando os de Aoi em um beijo quente, seus dedos entrelaçando-se aos fios negros, se deixando levar pela sensação gostosa.
Então Yuu sobe as mãos, decidido a mantê-las sobre as costas dele, mas não consegue se conter ao ser tomado em um beijo tórrido, correspondendo, deixando a língua do loiro também brincar com a sua, para ter a sensação de tomar a iniciativa. E essa atitude do namorado o empolga, esfregando-se mais intensamente, sentindo como as ereções logo surgem, deliciosamente pulsando quando roçam uma contra a outra.
Estar assim com Aoi é simplesmente delicioso! Sente as mãos dele viajando por seu corpo, acariciando suas costas e todo aquele roçar simplesmente começa a excitá-lo... E é bom demais ter o moreno roçando em si, alimentando seu desejo, mesmo que saiba que estão dentro de um ônibus e nada podem fazer, mas...
– Ahhh... Posso ficar assim o dia todo... – Sussurra ainda no beijo. – Te provocando dessa forma... Pra te ver maluquinho de tesão...
– Ahmm... O dia todo? – Ofega contra os lábios dele, olhando-o languidamente, os lábios vermelhos pelos beijos trocados. – Huummm... Você não seria mal assim, né Yuuuu... Ficar me provocando... Assim... Gostoso... A viagem toda...?
– Ah, sim... – Volta a beijá-lo, mordiscando-lhe os lábios.
Kouyou ronrona enrouquecido contra os lábios dele, lambendo-os em seguida, remexendo-se para se acomodar melhor, passando uma das pernas para 'fora', deixando-a sobre o quadril dele, suas ereções pressionando uma a outra, até que ouve o som das pessoas entrando no ônibus e pragueja.
– Merda! – Deita a cabeça no ombro de Aoi e fica quietinho, sua mão apertando a blusa dele por debaixo da coberta, até a enfiar sob o tecido, tocando a pele quente, fechando os olhos, não fazendo movimentos suspeitos, apenas seu indicador que contorna o mamilo do moreno...
– Ah... É assim que vai ser, seu safadinho? – Sussurra no ouvido de Uruha. – Também sei provocar.
Uruha ouve o que Aoi fala, mas permanece quieto, apenas sorrindo, percebendo que todos entram no ônibus, se acomodando, rindo e tudo mais. Kai se aproxima, mas parece desistir de fazer qualquer pergunta, pois percebe que os dois devem estar namorando... Principalmente porque sempre que pensa em ir para o fundo do ônibus, Ruki se intromete.
O loiro mantém um sorriso nos lábios, ainda acariciando suavemente sobre e ao redor do mamilo de Aoi, sentindo o ônibus dar a partida e logo eles estão em movimento, todos quietos em seus assentos.
O moreno move-se discretamente sob o corpo quente, procurando disfarçar um sorrisinho maldoso, pois se o loiro continuar com isso vai ser incapaz de segurar um gemido. É extremamente bom, mas muito indiscreto em um ônibus cheio de pessoas. Decide também colocar o namorado em apuros e desce a mão até se colocar entre os dois quadris encaixados, segurando o membro dele ainda teso, apalpando-o de leve, vendo que Uruha congela.
– Yuu... – O nome dele sai em um gemido baixo e as mãos de Uruha vão para os braços do namorado, segurando firme. Sua respiração se descompassa à medida que seu membro se enrijece mais, literalmente na mão de Aoi.
Precisa concordar que Uruha tem razão em agitar-se com seu toque, ele mesmo se excita com a forma como o membro do loiro se enrijece em sua mão e imediatamente teme que a provocação tenha passado dos limites.
– Nã-Não faz isso... – Pede, sua face completamente corada, desconcertado por se sentir tão excitado com apenas um toque, parando de provocar o moreno, olhando-o, deixando que Aoi veja o desejo ali presente.
– Desculpa... – Abraça-o, tentando acalmar a ambos, beijando-lhe a testa com delicadeza. – Exagerei.
Quando os braços fortes envolvem seu corpo, Uruha apenas fecha os olhos, tentando controlar a respiração descompassada que volta ao normal aos poucos, o coração ainda batendo rápido demais, enquanto ele tenta diminuir aquela excitação tão grande... Aquela gama de emoções que permeia todo o seu ser, molhando os lábios que se encontram secos, ainda segurando nos bíceps de Aoi.
– Nã-Não precisa se desculpar... – Sussurra baixinho, os lábios entreabertos, fitando-o longamente.
Aoi traz o rosto bonito até junto do seu, tocando seus lábios mais uma vez... Um toque suave e casto... Uma sensação gostosa de não precisar nada mais do que Uruha em seus braços. E esse sentimento o faz sentir uma segurança que há muito procurava, a constatação de pertencer a alguém, de ser importante para alguém que o escolheu... Mesmo conhecendo seus defeitos e fracassos.
Uruha apenas fecha os olhos, correspondendo placidamente, sentindo-se aquecer por dentro, mas não um calor de excitação e sim de afeto, de carinho! É tão bom sentir aquilo... Aquele sentimento de afeição e amor através do beijo... E ele não tem mais medo. Deita a cabeça no peito de Aoi, ficando quieto, sua respiração mais compassada que antes, apesar de seu corpo não ter se acalmado por completo, porém se sente muito bem ali, junto do moreno, curtindo o calor dele, dos braços ao redor de si.
– Yuu... Nós podemos... Namorar quando chegarmos ao outro hotel? – Indaga, sentindo-se sem jeito, mas ao mesmo tempo ansiando demais por isso. – Eu... Eu queria te tocar e... Sentir seu toque...
– Vamos fazer o que você quiser... – Toca seu rosto com os lábios. – Sem qualquer pressão.
Acomoda-o melhor sobre si, sentindo que o corpo de Uruha ainda está quente demais e teme... Teme que egoisticamente possa estar causando a sua piora. Ouve o loiro suspirar, deliciado com seus carinhos, bem mais calmo graças aos seus gestos amorosos, sorrindo ao vê-lo fechar os olhos e quase ronronar de satisfação.
– Mas agora você precisa descansar... Dorme. – Passa a mão por seus cabelos. – Quero que você melhore... Não faremos nada que possa prejudicá-lo.
– Eu não estou com sono, Yuu... – Fala, sentindo seus cabelos serem acariciados, suspirando com aquele carinho gostoso.
Não acha que vai piorar só porque estão se acariciando ou coisa assim, mas decide não discutir com Aoi sobre isso, ficando quietinho, sentindo os afagos em seus cabelos e... Isso é tão bom que lhe dá sono. E mesmo não querendo, lutando contra por aproximadamente meia hora, Uruha acaba adormecendo, ficando com uma expressão suave como a de uma criança.
ooOoo
Depois de um bom tempo velando o sono de Kouyou, Yuu acaba dormindo abraçado a ele. Seus sonhos se enchendo com imagens de felicidade e desejo, passando para as imagens representando as cenas da fanfic, cada uma delas mais quente, mas sendo exatamente uma realidade, não mais a ficção.
E acaba despertando, vendo que chegaram à próxima cidade, da qual nem se lembra do nome no momento. Ainda se sente meio perdido no despertar, sentindo a delícia do contato de Uruha, beijando seu rosto, mas... Percebe que há algo de errado e no mesmo instante não crê que isso tenha acontecido com ele...
"Não... Só mesmo eu..." – Pensa, ainda não acreditando que está todo molhado por causa dos sonhos que teve.
O moreno nota que com o remédio ainda surtindo efeito em seu organismo, Uruha dormiu como uma pedra durante o resto do percurso, mais parecendo um anjinho em seus braços, respirando suave e tranqüilamente, sua face não mais corada, mostrando que está reagindo muito bem ao medicamento.
– Hummm... Yuu... – Sua voz sai baixa e rouca e Uruha se remexe, acomodando-se contra Aoi mais uma vez, mas... Sente algo... Estranho.
– O que foi, amor? – Indaga ao moreno, mordendo os lábios, sem jeito.
Piscando os olhos, o loiro ergue a cabeça, fitando o outro, se mexendo mais uma vez e... Sim, há algo molhado ali, e começa a se sentir envergonhado, afinal, estava tão excitado antes de dormir e...
– Y-Yuu... Desculpa, eu... – Ele não se lembra de ter sonho nenhum, mas com certeza havia tido uma bela ejaculação ali e se sente extremamente envergonhado com isso.
– Fui eu... – Shiroyama diz sem graça, tentando tranqüilizá-lo quanto à autoria da proeza. Seu rosto cora, mesmo não sendo uma coisa comum em si mesmo, tocando a face do loiro, acarinhando-o com muita delicadeza.
Uruha sente o toque suave e fecha momentaneamente os olhos, apreciando o carinho que lhe é feito, beijando a mão dele, sorrindo, encantado com o jeito amoroso com que Aoi age.
– Sonhei com você... Que fazíamos como naquela fanfic... – Observa com ternura os olhos chocolate.
– Oh... – Não sabe bem o que dizer, mas acaba sorrindo, lisonjeado por estar em um sonho de Aoi e... Um sonho tão quente desses, fazendo com que chegasse ao orgasmo assim. Isso só o faz pensar no quanto o deseja.
– E agora? Como saímos assim? – Pergunta Aoi sem ter nenhuma idéia.
– Hum... – Uruha morde o lábio inferior, pensando em como sair e então ergue mais a cabeça, olhando pela janela e... Sorri ao ver que neve cai do lado de fora.
– O que está pensando? – O moreno sorri, vendo que seu loiro teve uma idéia.
– Vamos deixar todos descerem... E aí você desce comigo, enrolado nas cobertas. – Explica, sorrindo, vendo que o staff já tinha descido. – Assim ninguém vai saber o que aconteceu e... Vão achar que é só preocupação com minha febre.
E assim fazem, descendo do ônibus abraçados, Uruha envolvido na coberta. Os dois riem da situação constrangedora, mas ao mesmo tempo engraçada. Notam que o pessoal do staff acha engraçado ver os guitarristas juntos, enrolados no cobertor, mas levando em conta que Uruha estava tendo febre, acabam deixando pra lá, logo subindo para os quartos. Os dois namorados entram no hotel, animados, aproximando-se do grupo, apenas os membros do the GazettE ficando no hall do hotel, terminando de decidir os quartos. São recebidos por Kai, que lhes entrega as chaves do quarto de cada um. Aoi as pega na mão, pára um instante para pensar e as devolve.
– Vamos ficar no mesmo quarto. – Olha diretamente para ele com a maior naturalidade.
– Ah... Se vocês preferem... – Kai diz, até preferindo assim porque o valor é menor.
– E com cama de casal... Por favor. – Aoi fala, categórico, como se nem sequer notasse os olhares de todos sobre ele.
Quando o moreno completa a frase, Kai abre a boca, chocado, vendo Uruha olhando timidamente para o chão, corado, mas com uma expressão que mostra que gosta muito da idéia. Ergue uma sobrancelha, mas depois sorri, vendo Reita e Ruki fazendo o mesmo, o vocalista parecendo que começaria a pular e festejar de tanta alegria a qualquer instante.
– Nós também queremos cama de casal, Kai-chan. – Diz Ruki, adorando a idéia de Aoi.
– Tudo bem... Vou pegar três quartos de casal então... Vocês que sabem... – Kai diz, voltando a falar com a moça da recepção, pegando as chaves e entregando aos respectivos donos. – Vamos?
Aoi segue o tempo todo silencioso, como se pouco lhe importasse a opinião de qualquer pessoa e sua atitude fosse a mais natural. Mantém-se sempre abraçado ao amado, claramente declarando que está com Uruha e ninguém deve se aproximar. Usam um elevador menos utilizado, conforme recomendado pela gerente, logo chegando ao andar, encaminhando-se para o quarto...
Quando eles entram e a porta se fecha, Uruha abraça o moreno com firmeza, deixando a coberta cair, beijando os lábios dele com paixão, colando seus quadris, movendo-os sutilmente. Percebe como sua empolgação deliciosa parece amolecer-lhe as pernas, tendo o beijo quente correspondido, sendo tomado com força em seus braços.
Uruha se delicia ao ter Aoi correspondendo ao seu beijo, ao sentir os braços fortes dele ao redor de seu corpo, apertando, colando-os cada vez mais, até que o ar em seus pulmões acaba, fazendo-os se separarem minimamente, e sua respiração está alterada.
– Desculpe se fui ousado demais. – Aoi fala ainda no beijo. – Não quis te comprometer.
– Hum... Não precisa se desculpar. Somos compromissados, não? – Indaga, sorrindo ao moreno, afagando-lhe os cabelos, dando um selinho em seus lábios fartos. – E... O que você quer fazer agora, Yuu? Tomar banho? Namorar...?
A pergunta faz o moreno parar um minuto para pensar. O que fazer agora que estão sozinhos? Precisa tomar um banho, mas... Namorar é altamente tentador. Olha para a cama de casal com lençóis de seda branca, aparentando serem muito macios. Seu olhar se volta para Uruha e um sorrisinho maroto se abre no instante em que o beija suavemente.
– Vou tomar banho... – Percebe certa decepção nos olhos chocolate.
– Ahhh... – E Uruha faz um esforço tremendo para não emburrar.
– Mas... – A malícia nos olhos negros é indisfarçável. – Não quer me ajudar a tirar a roupa?
– Hã? – Pisca os olhos, um brilho deliciado se fazendo presente nos orbes chocolate. – Quero sim, Yuu...
Sem mais nada dizer, Uruha segura a blusa de Aoi, começando a puxá-lo em direção ao banheiro, caminhando de costas, sem nunca deixar de fitá-lo, depositando selinhos nos lábios dele, até chegarem. O loiro sorri, subindo a mão sob a malha do moreno, erguendo-a e tocando a pele dele ao mesmo tempo, até chegar aos mamilos, as palmas de suas mãos roçando neles.
Aoi respirou fundo quando o loiro entrou na brincadeira e assumiu uma atitude safadinha, quase infantil, puxando-o para o banheiro sem deixar de tocar seus lábios. Sua vontade agora é agarrá-lo, mas se contém, deixando-se levar para não estragar a brincadeira.
– Vamos tirar isso, Yuu. – Kouyou diz, livrando-o da blusa, voltando a deslizar as mãos pelo tórax dele, descendo pelo abdômen, colocando os dedos por dentro do cós da calça, brincando ali, até chegar ao botão, abrindo-o...
– Humm... – Cada palavra e ação de Kouyou o excitam, mas se mantém calmo, com uma expressão inocente, mesmo quando o outro abre o zíper de sua calça.
– Sabe, Yuu-chan... Acho que terei que tomar banho também... – Sussurra, manhosamente, descendo lentamente o zíper da calça de Aoi.
– Ah, vai... E você ainda está doentinho? – Espanta-se com o tom de sua própria voz, tão sedutora e doce ao mesmo tempo.
– Hummm... Eu estou, Yuu-chan... – Ronrona com os lábios próximos aos dele, descendo apenas um pouco a calça do moreno, suas mãos apertando-lhe os quadris.
– Então acho que vou ter que te banhar. – Confessa o moreno, sorrindo.
– Uhm... Então me dá banho... Cuida de mim, cuida... – Uruha fala em um tom sensualmente infantil, erguendo os braços, envolvendo o pescoço do moreno, abraçando-o. Deita a cabeça no ombro dele como uma criança carente faria, colando seu quadril ao de Aoi, deixando sua respiração se chocar contra a pele do pescoço dele.
Da mesma forma que Uruha o despira, Aoi passa a mão por sob a blusa grossa que o loiro usa, puxando-a para cima, tocando propositalmente a pele, arrepiando completamente a cútis macia do corpo adorado. E ao libertar a cabeça da gola, toma novamente seus lábios em um beijo ardente, beliscando de leve seus mamilos.
– Uhmm... – Uruha geme dentro do beijo quente dado por Aoi, seu corpo todo arrepiado e gemidos baixinhos escapam quando ele o provoca, apertando seus mamilos, dissipando correntes elétricas por seu corpo.
A respiração de Uruha está ligeiramente descompassada devido à ansiedade e a excitação do momento, seus olhos presos nos dele, arrepios gostosos passeando por sobre sua pele enquanto Aoi apenas se insinua, brincando consigo, atiçando seus desejos cada vez mais...
E em seguida Yuu desce as mãos, chegando ao cós da calça e penetrando os dedos delicadamente por ele, brinca e faz suspense, nunca deixando claro se vai despi-lo ou não. Finalmente abre o zíper, seus dedos travessos escorregando para dentro, tocando o membro teso aparentemente por acidente e sorri ao ouvir o gemido do amado, que morde o lábio inferior. Então o encara diretamente nos olhos em expectativa, descendo a calça devagar, até que a mesma lhe desce pelas pernas e chega ao chão.
As bochechas de Uruha coram em um misto de prazer e timidez, porque ainda não está acostumado com aquilo... Com toda aquela intimidade entre eles, mas ainda assim anseia por tais toques... Tal intimidade.
– Vamos apenas namorar, ok? – Shiroyama fala sério. – Você nunca esteve com outro homem... Vamos com calma pra você ir se sentindo mais seguro.
Uruha o fita, percebendo a preocupação dele.
– Yuu... Só cuida de mim... – Roça seus lábios nos dele, mordiscando o inferior. – Se eu me sentir desconfortável... Vou dizer.
– Uhmm... Você é lindo demais! – Yuu respira fundo. – E eu... Eu... Te adoro...
Uruha leva as mãos ao rosto de Aoi, beijando-o delicadamente, encostando seu corpo, agora nu, no ainda parcialmente vestido do namorado, gemendo baixinho dentro da boca dele ao sentir seus tóraces se tocando, compartilhando calor... E desliza os dedos pelas costas dele, apertando de leve os músculos, arranhando suavemente em seguida.
– Cuida de mim... Me faz carinho... – Pede baixinho, no ouvido dele, lhe mordiscando o lóbulo da orelha. A única coisa que Uruha quer naquele momento é ser amado. Apenas... Ser amado por Aoi!
Continua...
ooOoo
Começo minhas notas mais uma vez pedindo desculpas pela demora, tanto nas atualizações como nas respostas aos reviews. Final de ano, problemas e coisas do gênero que todas nós conhecemos bem. Mas agora, tanto eu qto minha co-autora iniciamos uma fase de recuperação e pretendemos atualizar com mais freqüência. Prometo responder todos os reviews, pois há uma profunda gratidão por cada palavra que vcs carinhosamente nos deixam.
E... Não nos matem, pois voltamos a terminar o cap em um momento maldosamente excitante... Gostamos de fazê-las sofrer, não é?
Dedicamos mais esse capítulo a nossa amada beta Eri-chan, a quem agradecemos por todo o incentivo e paciência com duas autoras malucas. Te amamos!
Espero que gostem e COMENTEM!!!!
25 de Janeiro de 2010
08:58 PM
Lady Anúbis
