Ser Normal Para Ser Diferente
Cap 14 – Venus as a boy
Diana fechou a porta atrás de si e se encostou nela, com um sorriso bobo no rosto.
"His Wicked sense of humor
Suggests exciting sex"
- Levez!! – Ela chamou, desencostando da porta.
- Srta. Corr? – Levez apareceu na porta em menos de um segundo. – Aconteceu alguma coisa?
- Tem fermento? – Dc perguntou, com um sorriso.
- Como é?
- Tem fermento? Quero fazer panqueca. – Dc repetiu, fazendo Levez piscar.
- Vou ver… - Levez saiu para a cozinha, estranhando Diana.
A menina sorriu, subiu até o quarto e pôs uma camisola indiana, aberta dos lados abaixo dos quadris e presa por pequenas fitas douradas, combinando com o laranja-dourado da roupa. Pequenas folhas ondulavam douradas no tecido.
Ela desceu até a cozinha da casa onde estava morando com Levez. A mãe morava em Cuba, com os outros irmãos de Diana, só ela morava na Irlanda, com o pai, mas como este vivia a trabalhar, ficavam só Diana e Levez em casa.
- Ovos ou peixe? – Diana perguntou a Levez.
- Prefiro peixe. – A morena falou, entregando o fermento a Diana.
"His fingers focus on her
Touches, he's Venus as a boy"
A música começou a tocar na cabeça de Diana, enquanto ela misturava a massa. Os pés descalços e pequenos, com pontas rosadas, tocando o chão de madeira da casa amarela. O sol de entardecer entrava pela janela, dando a impressão de sépia-claríssimo na casa. A madeira rústica dos móveis tendo uma cor amarelada por causa da luz solar. A voz sugestiva da garota inundando a sala.
- O que ele disse à você? – Levez perguntou, olhando as unhas.
- Ele acabou comigo… - Diana falou, indiferente, continuando a preparar as panquecas.
- E por que está tão feliz? – Levez estranhou.
- Por outro motivo…
"He believes in a beauty
He's venus as a boy"
Foi como um lampejo de luz. Levez arregalou os olhos.
- Vocês não…?
Diana virou os olhos para ela. Foi como em câmera lenta. Os olhos multicoloridos brilharam, e a voz dela saiu bem mais doce do que geralmente era.
- E se tivermos… Levez? – Diana abriu um sorrisinho e voltou-se para as panquecas.
- Mas… você só tem…!
- 16 anos, Levez. Não sou mais uma criança. – Diana descançou a tigela em que fazia as panquecas, e virou-se para Levez, por inteiro. A luz fazia seus cabelos negros parecerem dourados… Ou brancos? – Na verdade, Levez…
- Não precisa me lembrar disso, Diana. – Levez pressionou os dentes um contra o outro.
De repente, a luz do sol pareceu não mais existir. Os olhos de Diana brilhavam mais que nunca, verdes, intensos, como se houvesse fogo dentro deles. Os cabelos totalmente brancos. Não se sabia a cor da pele. Um desenho na pele, por toda extensão dela. Então a moça começou a chorar, e caiu de joelhos no chão. Os pés eram descalços, e diferentes dos dedos humanos, os dela tinham uma junta a mais.
- Eu odeio ser o que sou, Levez! Eu só queria ser normal! – A menina apertou-se entre seus braços, e duas grandes asas saiam de suas costas.
- Princesa…
- Princesa um caramba! Eu sou Diana! Diana Amethist Alegria Corr!! – Diana parecia meio com raiva, meio triste.
- Mas você é filha de Frond… Não é? Então…? – Levez sentou-se ao lado dela.
- Meus pais são humanos! E não elfos! Ou o que o valha! – Diana voltou ao normal. Seus cabelos voltaram a ser negros, e seus olhos, multicoloridos. As lágrimas rolavam pelo rosto da moça, sem que ela se preocupasse em esconder. - …Eu o amo tanto, Levez…
"He's exploring the taste of her"
A morena abaixou-se para abraçar a pupila. Desde criança, Diana treinava todo o tipo de coisa. A garota era faixa preta, sabia todos os golpes com uma katana, conseguia se dobrar e desdobrar como se não tivesse osso algum e cantava como uma maga, além de ser ótima em matemática – talvez pela sua descendência asiática. Era a garota perfeita.
"Arousal
So accurate"
- Eu acho que ele descobriu, Levez!! – Diana levantou os olhos levemente puxados, e vermelhos, como se houvesse caido pimenta neles.
- Não… ele não pode ter descoberto! – Levez se levantou de um salto.
- Então porque acha que ele acabou comigo?! – Diana se levantou também. Parecia ter diminuido de tamanho.
"He sets off
The beauty in her"
- Artemis… Por que acabou com a garota? – Butler perguntou, quando Artemis lhe revelou o que havia feito.
- Eu gosto dela Butler. Mesmo. – Artemis pegou uns papéis e mostrou à Butler. – Mas, olhe isto.
O guarda-costas ergueu as sobrancelhas em total descrença ao que lia. Mas se Artemis o mostrara aquilo, era porque era verdade.
- Minha Nossa…
"He's Venus as a boy"
Continua…
N/A.: Tá! Me matem! Sei que demorei, mas simplesmente não CONSEGUIA terminar esse cap! E depois que eu consegui, o site - este aqui - ficou com raiva de mim e não quis postar! Mas aqui está ele! Coisas estão a ser descobertas!! Uhuuuu!! E agora, Kamisama!?
