Ser Normal Para Ser Diferente

15 – I'm sorry

- Ela é uma espiã, Butler. – Artemis se sentou numa das cadeiras de seu quarto, onde estava com Butler. – Com certeza ela só começou a ficar comigo porque queria descobrir os planos da Família Fowl. Agora devemos saber quem a mandou…

- Você tem certeza disso, Artemis? – Butler perguntou.

- Claro que tenho. As provas estão em suas mãos.

- Não, Artemis. Tem certeza que é a nós que ela tem de investigar?

- Por que diz isso, Butler? – Artemis levantou as sobrancelhas.

- Porque, desde que ela entrou aqui, eu não senti absolutamente nada demais na casa. Ela não ficou sozinha, e nem fez com que você a deixasse só. Ela pediu para a guarda-costas dela ir embora, ao invés de ficar na mansão. Acho que, dessa vez, Artemis, você está errado. – Butler cruzou os braços.

Artemis olhou para o chão, pensativo.

- Eu espero que tenha razão, Butler.

- Por quê? – Butler perguntou.

- Porque eu a amo.

"I painted a picture of you,

your soul was red and your mind was blue.

Destiny laid a light on my creation.

This dream I had made a slave of my passion,

reality was always too far away."

Diana levantou os olhos. Estava longe, e precisava estar. Já descobrira o que tinha de descobrir. Lindsay, a menina que magoou Artemis, era filha de um dos maiores gangsters da Europa, e o trabalho de Diana era simplesmente saber se isso era verdade, para que a Força Secreta da Europa pudesse agir, e foi o que ela fizera. Era queria ir para outro lugar, e pediu.

"Pai. Deixe-me voltar ao Japão. Lá me sinto como se estivesse em casa…". E lá estava ela, no "Nihon", como ela dizia.

"And we were happy until it came too close one day.

Suddenly I faced the truth of my dream,

my love had only been a picture, a scene.

I suppose I needed to believe,

didn't want to see you had never been close to me."

Era como se Artemis estivesse sozinho no mundo. A sua decisão, em sua cabeça, era certa. Mas em seu coração, fora a maior besteira que fizera. Não conseguia se concentrar em nada… Conseguir, até conseguia, mas se perdia em pensamentos após alguns minutos.

"But I'm sorry,

this illusion has caused you a lot of pain.

And I have no solution,

I'll try to never be back again."

- Diana-Chan! – Hitomi Takemoto, melhor amiga de Diana, correu até a moça no aeroporto onde a ocidental a esperava. – Bem-vinda! – A japonesa falou num inglês tosco.

- Hito-Chan! – As duas se abraçaram. Tantos anos sem se ver.

- Pensei que não a veria nunca mais, Diana-Chan. – Hitomi a ajudou a levar as malas. – Vais ficar por quanto tempo, moça?

- Se depender de mim, Hito-Chan… - Diana suspirou. – Para sempre.

"I'm sorry"

"Desculpe-me, Diana... por favor... talvez eu tenha realmente me equivocado. Eu PRECISO ter me equivocado". Artemis caminhava de um lado ao outro no quarto, sem conseguir pensar em outra coisa a não ser Diana. Tentou ler, e conseguiu, mas não capturava o que lia. Depois de tanto tempo tentando fazer alguma coisa, ligou um dos computadores e foi dar umas olhadas nas notícias do dia (o que ainda não tinha se dado o trabalho de fazer). Uma das primeiras notícias foi a que mais lhe chocou. Lindsay era filha de um gangster famoso que acabara de ser preso com ajuda de agentes especiais infiltrados na vida da própria Lindsay.

Diana.

Diana.

Diana era agente secreta.

Diana investigava Lindsay.

Não a Artemis Fowl.

"I'm sorry"

- Konbanwa! – Diana cumprimentou a família da Hitomi, que era onde passaria os próximos dias. Notou que o irmão da moça, Kazuhiko, a olhava de uma maneira diferente do que da última vez que se viram (há seis anos). Era uma família bem tradicional japonesa, apesar de ter umas idéias bem modernas.

Kazuhiko sorriu para ela, meio desajeitado, e acenou com a cabeça. Os olhos puxados levemente amarelados ainda a olhavam quando ela se dirigiu para o quarto onde ficaria com a amiga.

"I painted a picture of you.

My dream was a lie and the lie became truth.

Reality held his breath too long.

It's disgusting what dreams can do."

- Butler! – Ártemis deu um grito que ecoou pela casa.

- Sim, Artemis? – O guarda-costas saiu de algum canto obscuro da casa, parando bem atrás do patrão.

- Preciso de uma passagem pro Japão. Urgente.

- Mas... pra quê você vai ao Japão? – O guarda-costas olhou o patrão meio surpreso.

- Falei com a guarda-costas da Diana. Ela está lá.

- Ah, claro. – Butler pegou os documentos de Ártemis, já se preparando para resolver tudo. – Vou agora, senhor. – já a caminho da porta ele se virou. – Artemis, como você sabe o telefone da...? – mas não havia sinal de Artemis.

"But I'm sorry,

this illusion has caused you a lot of pain.

And I have no solution,

I'll try to never be back again."

Diana pegou algumas folhas, e sentou no chão. Começou a rabiscar alguns desenhos. Enquanto passava as folhas, encontrou um desenho perdido. Um desenho que tinha feito quando ainda estava estudando com Artemis. Um Ártemis quase idêntico ao original, com o mesmo sorriso cínico, o terno preto, os cabelos escuros... E um coração em volta do nome "Artemis Fowl II".

"I'm sorry"

Continua...

N/A.: Tudo bem, tudo bem, eu sei que demorei! Quero agradecer pelos comentários! Muito obrigada mesmo! Quero que perdoem sua autora... reescrevi esse capítulo no mínimo três vezes para achar a música perfeita! E agora achei "I'm Sorry, do Evergrey"!

Quero agradecer a um comentário em especial!

¡Oh, Elea-Chan! ¡Muchas gracias por el comentario! ¡Yo estoy tan contento para tener una muchacha que no habla portugués que lee mi historia! ¿Si usted puede, usted podría ayudar que yo tradujera esta historia para español? ¡Estaría así muy más fácil de usted entender! ¿Usted puede ayudarse? ¡Ah, excúseme para el retraso... Agradézcale muy incluso! ¡Los besos en el corazón! Polly-Polly.