Capítulo 5

Não soube o que fazer, ficando completamente paralisado. E quando o canceriano se afastou, não pode evitar que um gemido rouco de protesto lhe escapasse pelos lábios.

Encarou o italiano – O...o que...o que...o que...que...foi...foi...i-i-isso?

Mas Câncer não respondeu, pondo-se de pé com intenção de sair dali sem olhar para o pisciano.

- Espera! – chamou Afrodite – Espera.

O sueco o viu deter-se, sem ao menos virar para encara-lo. – O que?

- Por que...por que fez isso?- nenhuma resposta, e Peixes aproximou-se do outro cavaleiro – Por que – estendeu a mão, pensando em tocá-lo, mas desistiu - ...me beijou?

- Não foi nada, Afrodite. Esqueça.

- Como...como assim "não foi nada"? Você acabou de me beijar e vem me dizer que não foi nada? – estava ficando irado. Quem aquele canceriano de merda pensava que era para ficar usando-o deste modo? – OLHA PARA MIM QUANDO EU ESTIVER FALANDO COM VOCÊ!

Descontrolado e raivoso, o sueco puxou o braço do cavaleiro de Câncer, obrigando-o a encará-lo. Então confrontou-se com aqueles olhos que ele tanto amava.

- Eu já disse, cazzo, esquece isso. Foi só...curiosidade.

Afrodite sentiu seus dedos largarem o braço do outro. Fechou os olhos. Toda raiva, angústia, ódio, desespero, solidão crescendo dentro de si.

Não disse nada. Virou-se. Pegou as pedras de gelo que agora formavam uma pequena poça de água pelo chão.

O outro também nada disse, nem ao menos se mexeu.

- Sai. – disse Peixes.

E Câncer saiu.

Enquanto Máscara descia até seu templo, ocultando seu cosmos para que ninguém fosse acordado com sua passagem pelas casa, Afrodite estava ajoelhado no chão do templo de Peixes.

Lutava contra as lágrimas que queriam escorrer. Não iria mais chorar por aquele canceriano filho da puta.


E enquanto isso, na cozinha da casa de Áries, Mu e Shaka chegavam ao ápice da discussão.

- Você não me entende, seu ariano arrogante! – reclamou o loiro.

- É claro que não entendo! Você não me explica nada, Shaka. – disse Áries, quase explodindo de raiva. Num acesso, ele agarrara o braço de Shaka, como se quisesse impedir que o loiro saísse de repente. – Me explica! Me diz porque não. Me diz porque é complicado.

- Mu...a gente vai estragar tudo desse jeito.

- Por que?

- Porque...

- É porque eu sou homem? – perguntou o ariano, soltando o braço do amigo. – Diz, Shaka! Diz que você não pode gostar de mim porque eu sou homem!

- Não é nada disso, Mu. – disse Shaka. Então suspirou, arrasado. Aquela maldita discussão tinha tomado a noite inteira.

Olhou para Mu. O ariano tinha lhe virado as costas – Musie... – Áries rolou os olhos ao ouvir o indiano tratar-lhe por aquele antigo apelido de infância. – Mu.

- O que é?

- Não...não fique bravo comigo. – pediu, com a voz embargada. Ver seu melhor amigo chateado sempre tirava Shaka do sério.

- Não estou chateado, Shaka. – disse o rapaz de cabelos lilases – Estou decepcionado.

- Decepcionado?

Áries assentiu – Pensei que...depois de todo esse tempo, você já saberia o que quer. Mas me enganei.

- Musie... – o loiro enroscou os dedos nos fios de cabelo de Mu.

- Não, Shaka. – disse Mu, afastando-se – Por favor. Eu não preciso de um "tira-gosto".

- Isso não é um tira-gosto, Mu. – reclamou Shaka, tentando alcançá-lo novamente e sendo, mais uma vez, rechaçado – Pela deusa, então eu não posso nem ao menos tocar em você? Está com tanta raiva assim de mim que não suporta nem que eu toque em você?

Dizendo isto, o loiro segurou o ariano pela mão, puxando-o contra si, para que Mu o olhasse, finalmente.

- Não, virginiano idiota. – disse o rapaz – Eu não tenho raiva de você, mas não quero que me toque.

- Por que não?

As mãos do tibetano puxaram a cintura de Shaka contra seu próprio corpo – Porque quando você me toca eu sinto como se não pudesse me controlar. Você não tem noção do que faz comigo, não é?

O coitado do loiro estava lá, completamente confuso e morrendo de vontade e vergonha. O contato com a pele do Cavaleiro de Áries só o deixava mais perdido.

- Eu desejo você, Shaka – disse por fim, com a voz grave e baixa, rente ao ouvido de Virgem – Nada do que você faça irá mudar isso. Se afastar, me evitar...nada. Mas se você não me quiser, não vou forçá-lo a nada. Você me quer, Shaka?

- Mu...isso...isso é complic...

Mas Áries cortou o companheiro – Não venha me dizer que é complicado. Só me responde. Você me quer, Shaka?

O loiro apertou bem os olhos, sentindo o próprio corpo dar sinais de vida e excitação. Mandou a prudência e a cautela para um longo passeio – Quero.

O ariano atacou-o como se estivesse faminto. Beijando-lhe a pele exposta do pescoço, mordiscando, deixando marcas que fariam o virginiano se lembrar bem daquela noite por um bom tempo.

As mãos puxavam e mantinham o corpo de Virgem junto a si, e Áries aproveitava a entrega de Virgem com malícia.

Beijou-o na boca, finalmente, sentindo-se muito feliz.

E Virgem continuava tenso, com medo e assustado. Tudo aquilo era muito novo para ele, e ele sabia bem aonde Mu iria querer chegar e, bem, não estava preparado para tudo aqui.

- Está nervoso? – perguntou Áries. Com uma das mãos ele acariciou a face do virginiano, olhando-o com tanta doçura, que Shaka sentiu suas bochechas ficarem vermelhas. – Sha...você não precisa...ficar nervoso. De verdade. Não vou forçar você a fazer nada. Eu juro.

- Eu sei, Musie – disse ele, e mesmo assim, continuava nervoso. – Eu só...- suspirou – Mu, eu nunca...nunca fiz...isso...eu acho...eu...acho que...

Mas o ariano interrompeu seu discurso, sabendo muito bem aonde Shaka queria chegar. – Nós não precisamos nos apressar. Podemos esperar...e ir com calma, se você quiser. – o loiro assentiu, e Mu sorriu – Então ta.

Quando Shaka o beijou, o sorriso do ariano intensificou-se. Segurou com mais força na cintura do loiro, deixando que a língua dele se enroscasse na sua. Sentiu quando Shaka empurrou o próprio quadril contra a ereção de Mu e disse, assustado – O que aconteceu com "ir mais devagar"?

Mas Virgem não respondeu, colando seus lábios de volta nos lábios de Áries. O contato das duas peles fazia Mu delirar.

- É sério, Shaka. Não me faça...perder o controle.

Mas o virginiano conseguia, sem muito esforço, fazer todo o corpo de Mu tremer. Mesmo com aquele jeito calmo e casto, bastava o mais leve roçar das peles, e o ariano sentia seu corpo responder prontamente. Áries forçou Virgem a dar alguns passos para trás até que o corpo do loiro encostou na bancada da pia.

Mu forçou seu corpo para cima, e entendendo o recado, Shaka impulsionou-se e sentou-se na bancada da pia. Nessa posição, tinha que inclinar-se para frente para beijar o ariano, mas deixava Mu com acesso total à suas coxas.

Áries subiu as mãos pelas duas coxas do loiro, por dentro do sári que ele usava, apertando, deslizando e arranhando, de modo a fazer o outro deixar escapar um gemido rouco dentro da boca do tibetano. Satisfeito com a reação do loiro, abandonou os lábios de Shaka para poder desfrutar melhor de toda aquela pele extremamente convidativa. Sugou com força a pele do pescoço enquanto suas mãos passeavam pelas coxas do loiro, aproximando-se perigosamente de sua ereção.

Virgem segurava os gemidos como podia. Mordiscava os lábios com força, tentando não gritar o nome de Mu, enquanto o outro alcançava sua orelha com a boca. A respiração quente, a língua molhada e o cheiro da pelo do cavaleiro de Áries tiraram Shaka do sério e ele soltou um gemido baixo.

Mu sorriu, e sussurrou no ouvido do indiano, ao mesmo tempo em que suas mãos alcançavam a ereção de Virgem – Vamos, Shaka. Quero ouvir você gemer mais alto do que isso hoje.

Virgem sentiu o rosto arder. A mão do ariano deslizava por todo seu comprimento, anuviando seus pensamentos, enquanto aquela língua quente continuava a sugar, mordiscar e lamber sua orelha.

Shaka mantinha os olhos arregalados agora. Não conseguia fecha-los. Mu, virando-se para beijá-lo, deu de cara com os olhos azuis de Shaka e congelou.

- Se-se-seus...seu olhos...Shaka! –foi tudo que o pobre rapaz de cabelos lilases conseguiu articular.

Ele deixou-se cair no chão, assustado, e, com as mãos esticadas para trás servindo de apoio para o corpo reclinado, olhou para o loiro.

- Está...tudo bem, Mu-sie... – disse o indiano – Está tudo bem.

- Como assim? Você pode abrir seus olhos? – perguntou Áries.

- Só...só quando...quando eu estou...assim. – e olhou discretamente para a própria ereção

- Assim como? – É claro que o ariano já tinha entendido, mas, maliciosamente queria ouvir da própria boca de Virgem.

- Assim...- respondeu ele, e com um suspiro, sabendo que isso não era resposta suficiente para o ariano, completou – Excitado.

Viu o ariano sorrir prazerosamente e levantar-se, vindo em sua direção – Certo.

As mãos de Mu voltaram a acariciar a ereção do indiano, e a cabeça de Shaka tombou para trás, deixando exposto todo o pescoço, que Mu logo atacou vorazmente. Com as mãos, empurrou o corpo do virginiano, fazendo-o reclinar-se para trás, para depois descer-lhe pelo corpo, abrindo sua roupa, revelando a pele desnuda.

Mu cobriu o tronco de Shaka com seus beijos, enquanto as mãos voltavam a atenção para as coxas do loiro, que já estava arfante quando a boca de Áries alcançou sua ereção. – Ah...Mu!

Virgem movia os quadris desesperadamente, querendo ir mais fundo na boca do outro ao mesmo tempo que não queria aliviar-se naquele momento. Era torturantemente delicioso.

Segurou Mu pelas madeixas lilases, e o puxou de volta, para apossar-se de seus lábios, sentindo seu gosto na boca do outro. – Mu-u-u-si-e...eu...eu...quero...- queria dizer ao outro que estava preparado, que queria ir até o final.

Mas o ariano ignorou-o, levando sua mão de volta à ereção de Shaka, massageando-a e levando o loiro ao limite – Mu...ah...ah..ahhh...ahhhh...Mu...ahhhhh ahhhhhhh...ahhhhhhh...ah...ah – sentiu o gozo aproximar-se. Mu puxava-o pelos cabelos, pendendo sua cabeça para trás e mantendo seu pescoço exposto e indefeso as caricias do ariano.

Atingiu o ápice agarrando-se ao Cavaleiro de Áries. Tremia e arfava. Mu soltou-lhe os cabelos, e o loiro abaixou a cabeça para olhar o ariano, que neste momento, levava um dedo à boca, lambendo o sêmen maliciosamente. Virgem, excitado, viu-se puxando a mão do outro, chupando o resto do gozo. Sentia Áries respirar fundo, enquanto chupava seus dedos. A língua morna girando sobre suas falanges e sugando com força.

Pulando da bancada (ainda bem que as pernas já estavam firmes) Shaka colou seu corpo ao corpo do ariano, beijando-lhe o pescoço. Com um estalo, percebeu que o outro ainda não tinha chegado ao ápice e sorriu – É a sua vez de gemer o meu nome, Mu.


Na casa de Câncer, Máscara da Morte estava sentado, insone, em sua cama. Ele revivia compulsivamente cada minuto dos últimos dias. Mais especificamente falando, ele revivia cada segundo que tinha passado com Afrodite nos últimos dias.

Não era amor. Não podia ser amor.

Mas era Afrodite, o seu melhor amigo. Aquele com quem ele sempre pode contar. Não era só mais alguém.

Ele se perdeu nos pensamentos e em como sentia-se bem quando estava com Afrodite. Em como o pisciano o fazia rir, e em como ele o havia ensinado sobre a beleza. Não só aquela beleza fútil, mas a beleza profunda. Peixes conseguia ver beleza aonde ninguém mais via.

Ele iria sentir falta de passar o tempo livre com o pisciano. Sentiria falta daquele sorriso.

Sabia bem que tinha magoado seu "pesce" por culpa daquela curiosidade babaca. Tudo por uma curiosidade inapropriada. A amizade mais forte que ele já tivera com alguém, só porque ele queria saber como era.

E saber como se sentiria ao beijar alguém do mesmo sexo. Saber como Afrodite se sentia quando estava com um dos seus amantes.

Era bom, como ele sempre suspeitara que fosse.

Mas para Máscara, parecia errado.


N/A: Oi gente! Aí está o capítulo 5. Bem, ele não ia ser exatamente assim. Essa loucura lemon entra o Mu e o Shaka não estava em meus planos, mas como foi um pedido, resolvi atender.

Ah pessoal, fiquei tão feliz em receber as reviews. Nossa, foram tantas e em tão pouco tempo. Pulei de felicidade. Fiquei muito, muito feliz mesmo. Então, para me acalmar e para agradecer, resolvi escrever esse lemon.

MOMENTOS DE TENSÃO, minha gente. Foi muito tenso mesmo, mas acho que fiz um trabalho (in)decente.

Espero que vocês perdoem o Mask. Tadinho, ele nao sabe o que faz. Aí acaba fazendo burrice.

Mas a hora dele tá chegando...

Afrodite: SÉRIO?

Eu: O.O AFRODITE! ALOKAA! *abraça*

Afrodite: Hehe *abraça*

Máscara: ¬¬

Eu: Desfaz essa cara ou eu chamo o Aldebaran!

Leitores: *desconsideram*

Bom, espero que continuem gostando e acompanhando. Estarei aqui esperando suas opniões!

Beijos a todos,

Lika Nightmare.

PS:Andei lendo umas fics Yaois de tha GazettE (Ando viciada em tha GazettE) e, HOLY CRAP, como tem lemon naquele fandom. É tenso, mas é bem escrito, então vale a pena. (Ou melhor, os lemons da Kami nee chan são muito bem escritos, não li outros, só os dela. Recomendo com força!)

PS2: REVIEWS! Pooooo favoooor! *_*

PS3: Desculpem, quem tem mandado reviews, ando sem tempo para responder uma por uma. =/ Mas eu as amo, fico muito agradecida e cada uma delas me impulsiona a escrever cada vez mais. Faço por vocês.