Capítulo 7
Respirou fundo, mantendo o ar dentro dos pulmões. Contou até dez.
Não tinha escolha. Tinha que passar pela casa de Câncer. E ia encontrá-lo.
- Vamos, Afrodite! – disse a si mesmo – É melhor encarar as coisas de uma vez por todas.
Máscara da Morte tinha acabado de tomar o terceiro banho do dia e estava saindo do banheiro, enrolado na toalha quando sentiu o cosmos do cavaleiro de peixes. Apressou-se em vestir alguma roupa e, ao entrar na sala, encontrou Afrodite à meio caminho da saída.
- Vai se atrever a passar pela minha casa e não dirigir a palavra à mim, Afrodite de Peixes? – ele buscou sua voz mais rouca e mais sarcástica, pois sabia que isso iria mexer com a cabeça do pisciano.
- Tenho de pedir permissão para passar pela sua casa, Máscara da Morte de Câncer?
- É claro que tem – disse ele, acentuando o tom de sarcasmo. Sentou-se relaxadamente no sofá, olhando para o pisciano, que continuava parado no mesmo lugar, sem virar-se para ele.
- Permite que eu passe?
- Não.
Ouviu o bufar indignado de Afrodite e sorriu. No segundo seguinte, gargalhou.
O pisciano não podia lidar com aquele riso. Era algo que penetrava em sua mente e embaralhava seus sentidos. Fez menção de sair, mas Máscara o impediu, dizendo – Minha casa, Cavaleiro de Peixes. Não pode passar a menos que tenha permissão. Você não se esqueceu disso. Ou esqueceu, Dite?
Foi só então que Afrodite virou-se, encarando o italiano esparramado no sofá. Como aquele maldito conseguia ser, sempre, o objeto de seus desejos? E como, mesmo magoado como estava, ele simplesmente ainda sentia-se atraído por ele?
- O que você quer, Máscara?
- Nós precisamos conversar, Afrodite...
- Não. – cortou o pisciano – O que você quer? Qual é a sua intenção por detrás disso tudo?
Ele riu sarcasticamente da cara confusa do canceriano.
- Não faça essa cara de bom moço. Não para mim. Eu conheço você. – disse ele – Julgava que o conhecia melhor, mas mesmo assim, conheço você. O que você quer? Quer que as coisas voltem a ser o que eram?
Câncer nada disse, e continuou a olhar nos olhos do outro cavaleiro.
- As coisas não vão voltar, Máscara. – disse – E sabe por quê? Porque você me beijou. Encare os fatos, porra! Você me beijou!
- Eu sei que eu te beijei...-começou ele, mas o pisciano não o deixaria falar.
- E não venha com uma porra de uma desculpa qualquer. Foda-se a sua curiosidade! Você não tinha o direito de me usar só para saber como era. Você não tinha o direito de me beijar!
- Eu sei que...
- EU NÃO TERMINEI! – gritou ele – Você não tinha o direito de me dizer aquilo. Eu não sou um brinquedo para você se satisfazer e então deixar de lado. Eu expus meus sentimentos para você, e você não deu a mínima para eles.
Então ele se silenciou. Ainda com a cara amarrada. Uma lágrima solitária que parecia lutar para despencar, mas não caia. Não trilhava seu caminho pelo belo rosto de Peixes.
- Terminou agora? – perguntou o canceriano, ao que o outro não respondeu – Ótimo. Agora você vai me ouvir!
- Eu não quero ouvir você. – disse, virando-se para sair.
- AFRODITE DE PEIXES! – exaltou-se Câncer – Você ainda não tem permissão para deixar essa casa.
- E quem você pensa que é, Cavaleiro de Câncer, para falar comigo neste tom de voz?
- Você vai me ouvir, Afrodite. Por bem ou por mal. Eu só espero que não precise lutar com você por mil dias até que entre nessa cabeça dura que eu também tenho direito de me explicar.
Seguiu-se mais um período de silencio, enquanto Afrodite, encarando o teto, e Máscara, encarando Afrodite; buscavam um modo de se acertar.
- Você anda por esse maldito Santuário pensando que o mundo é todo seu. – disse o canceriano – Deixe-me falar – disse, quando viu o pisciano girar o olhos e preparar-se para argumentar. – Você fica presente na minha vida quase de maneira constante. Está sempre ali quando eu olho para o lado. Você é minha maldita sombra.
Viu o sueco morder os lábios, como se estivesse engolindo uma resposta.
- E quando eu já não podia viver se a sua presença, você vem me dizer que está apaixonado. Por mim. O que esperava que eu fizesse? Que acolhesse seus sentimentos e, de repente, descobrisse que te amava também?
Ele via o peso que suas palavras tinham para Afrodite. Via o rosto tão belo se contorcer em fúria e dor. Levantou-se e, acercando-se do amigo, capturou um dos braços dele em seus mãos, delicadamente.
- Eu não podia simplesmente dizer "Eu te amo". Você me conhece, Dite, como você mesmo disse. Sabe muito bem que eu não me apaixono assim, de repente. O que você quer? O que você quer realmente, Afrodite? Que eu diga que estou apaixonado por você, e então seremos um casal feliz como Aquário e Escorpião?
- Eu só quero que você respeite. Respeite o que eu sinto e não se aproxime de mim. – disse o pisciano – Se não pode me amar, completamente. Se não pode mergulhar de cabeça nisso. Se não pode simplesmente me desejar, me amar, me querer de todo o coração e com toda a sua alma: Afaste-se de mim.
- Afastar-me?
- Eu não quero sua piedade. Sua comiseração. – disse ele – Se não pode me dar o que eu quero, não quero mais nada.
- E a nossa amizade? - perguntou o italiano – Ela é tão insignificante assim que você prefere abrir mão dela?
- Não. Ela não é insignificante. Eu me importo muito com a nossa amizade, mas Máscara, no momento eu simplesmente não posso continuar sendo aquele Afrodite. Eu estou cansado. Cansado de fingir que não sinto nada. Eu preciso de um tempo. – disse ele – Um tempo para tirar isso da minha cabeça. E então, quando eu me livrar disso tudo, vamos voltar a ser amigos.
Deixou que sua mãos corresse pelo braço de peixes, alcançando-lhe a mão, entrelaçando seus dedos por um milésimo de segundo e depois, finalmente, o soltou.
E ele foi embora.
Quando Milo juntou-se a Deba e Dite na casa de Touro, o pisciano lançou-lhe um olhar de pura raiva.
- Nunca mais tente uma dessas novamente ou eu vou cravar uma Rosa Sangrenta no seu coração! – disse, entre os dentes, quando Aldebaran não estava olhando.
O escorpião achou melhor não comentar nada, mas fez uma carinha inocente que quebrou um pouco do mal humor de Afrodite.
O local estava cheio, mas não lotado, o que dava espaço suficiente para que todos pudessem circular.
É claro que o trio dourado chamava atenção ali. Ora essa. Ali estava Aldebaran, imenso daquele jeito, com toda aquela cara de macho pegador que se-te-pega-te-arregaça; Milo, com todo aquele ar de conquistador barato que se-te-conquista-te-parte-o-coração e por fim, Afrodite, encantando a parcela masculina e feminina daquele lugar com seu corpo andrógino e sensual.
Sentaram-se em uma mesa. Deba pediu uma cerveja, Milo pediu ouzo e Afrodite pediu vodka.
- Vodka pura, Dite? – estranhou o taurino. – Nossa. Já vi que hoje eu vou ter que te carregar até sua casa.
Ele riu, e os outros dois acompanharam sua risada. Era particularmente fácil esquecer das preocupações perto de Aldebaran, pois o rapaz era sempre tão alegre e bem humorado, que não tinha problema que parecesse grande o suficiente perto dele.
Milo dizia que era por causa do tamanho enorme dos músculos de Aldebaran.
E falando no Escorpião, lá estava ele, olhando para o nada.
Afrodite o acotovelou, rindo – Acorda, Milo! Se fosse para dormir, era melhor ficar em casa.
O grego sorriu, e desculpou-se, dizendo que estava pensando em Camus. Corou quando Deba começou a rir, pensando que Touro fosse zombar dele, mas o brasileiro apenas bagunçou um pouco os cabelos do amigo.
- Já vi tudo. Você vai ficar depressivo romântico de um lado, e o Dite, depressivo bêbado do outro. Eu vou à luta, arranjar alguém, antes que eu tenha de ficar de babá de vocês.
Tomou o resto da cerveja em um gole e entrou na multidão que já assistia à primeira apresentação cover.
- Você devia desamarrar essa cara, Afrodite! – disse Milo – Assim não vai conseguir arrumar ninguém.
- Escorpiãozinho abusado! Esqueceu que o "cubo de gelo" me mandou tomar conta de você? – riu-se. – E vamos curtir o show, tá?
Ele levantou-se, puxando Milo pelo braço e o levando para o centro da multidão.
Máscara da Morte cogitou seriamente a idéia de não ir à porcaria do show, mas por fim, venceu-se pelo desanimo de ficar em casa sozinho e já estava quase descendo sozinho quando Shura e Shina apareceram. Era o último impulso para que ele fosse, então desceu com os amigos.
Ao chegarem, o italiano logo se separou dos dois. Gostava muito dos amigos, é claro, mas ele é que não ia ficar segurando vela a porra da noite inteira.
Ele logo distinguiu Afrodite no meio da massa, mas absteve-se de qualquer aproximação.
"O que você está precisando, meu amigo" – disse sua consciência – "É de uma boa foda!".
Ele riu.
As pessoas sempre costumavam comentar sobre o lado maligno do Cavaleiro de Gêmeos. Bom, enquanto Saga agüentava uma personalidade malvada, ele agüentava um alterego promíscuo e ninfomaníaco.
Foi para o meio do povo, tomando o cuidado de afastar-se de Afrodite o máximo possível.
Afrodite por sua vez, sabia muito bem que o Cavaleiro de Câncer estava ali. Ele sentira o cosmos de Máscara se aproximar, mas fingira não prestar atenção. Era-lhe essencial que o italiano não atrapalhasse.
O que ele estava precisando no momento, era de uma transa totalmente avulsa e descompromissada.
Woah ahh ah ah ahhhh
Ele encontrou a vitima perfeita. Sorriu satisfeito. Era tudo que precisava no momento.
Uma mulher bonita e que estivesse interessada.
Ela era branca, magra, tinha pouco peito. Os cabelos eram loiros, quase brancos, com uma mecha lateral azul. Tinha piercings nos lábios, e ele imaginava que tivesse na língua também.
As tatuagens marcavam a pele de forma sensual.
Estava bebendo Bacardi, e Máscara soube que logo ela estaria pronta.
Era só jogar o charme italiano.
Nunca falhava.
Woah ahh ah ah ahhhh
Ele também encontrara a vitima perfeita, mas não sorriu satisfeito, e nem deu sinais de agrado.
Tudo se resumia a um jogo, e Afrodite sabia jogar muito bem.
Não era apenas chegar em alguém, agarrar, puxar, beijar. Não, era muito mais do que isso. Tinha a ver com ser capaz de excitar alguém à distancia.
O sueco nunca admitia estar com alguém que não o excitara. Não. Ele era extremamente exigente quando o assunto se referia ao seu prazer.
Ele era forte e era apenas um pouco mais baixo do que Peixes. O cabelo era preto e ele tinha um jeito latino que lembrava Shura. Tinha uma barba cerrada que encantou o cavaleiro de peixes. Os olhos, reparou Afrodite, eram castanhos.
Tomava um drink que o pisciano não soube nomear. Tanto fazia.
Woah ahh ah ah ahhhh
Ele quase gargalhou quando sua investida deu certo.
Ele nunca falhava mesmo.
As mãos na cintura traziam o corpo dela para perto do seu, apertando, esfregando, excitando e enlouquecendo.
Não demorou muito para que ela o chamasse.
Nunca falhava, não é mesmo?
Woah ahh ah ah ahhhh
Sorriu ao sentir a mão máscula na sua cintura. Discretamente, é claro.
Um sussurrou no ouvido.
O cheiro da pele dele misturava-se com o cheiro forte da bebida e do cigarro.
Deixou-se levar.
Woah ahh ah ah ahhhh
Ela não quis sair dali com ele, afinal, no mundo de hoje, não dava para simplesmente conhecer um cara e sair por ai com ele. Ela não se arriscaria a tanto.
Ele a puxou para um canto, para ter mais privacidade.
Beijou-lhe o pescoço enquanto as mãos dela entravam sorrateiramente dentro da calça do italiano.
Thunder. Thunder.
Quando se deu conta, estava no quarto dele. Certo, ele sabia muito bem que não era para ir para qualquer lugar, com um cara qualquer. Mas, sinceramente, em que aquele serzinho poderia lhe ser perigoso?
Ele era Afrodite de Peixes, afinal de contas.
Era um quarto espaçoso, de hotel, é claro. Afrodite reparou na limpeza e arrumação do local. Era de extremo luxo e bom gosto. Ah, e como ele adorava quando estava com alguém que gostava de luxo e bom gosto, tanto quanto ele próprio.
Pela urgência dos beijos do outro, o pisciano chegou a pensar que ele iria jogá-lo na cama, comê-lo e dispensá-lo, mas enganou-se. Com agilidade, o moreno jogara Afrodite contra a parede, colando seu corpo ao dele e devorando-lhe a boca.
Thunder. Thunder.
Não podiam continuar fazendo aquilo ali, na frente de todos, e por esse motivo, ele a puxou para dentro do banheiro masculino.
O local era mal iluminado e estava vazio, assim, ele pode trancar-se com ela dentro de uma das cabines sem que ninguém os visse.
As mãos dela abriram sua camiseta, enquanto as dele estavam ocupadas em passear pelo corpo da jovem.
Ela abriu sua calça e o fez sentar, para então ajoelhar-se entre as pernas do italiano. A mecha de cabelo azul caindo sobre o rosto, funcionava hipnoticamente como um pêndulo para Máscara. E quando ela envolveu sua ereção com a boca, ele fechou os olhos com força e gemeu.
Estava certo sobre o piercing na língua.
Thunder. Thunder.
Quanto tempo fazia mesmo? Quando tinha sido a última vez que alguém o pegara daquele jeito, com aquela vontade? Fazia a cabeça do pisciano girar, enquanto ele só conseguia gemer. E gemer, e gemer. E gemer mais um pouquinho.
E tudo isso sem ter tida sua roupa completamente.
O moreno puxou-o pela calça, sentando-o na beirada da cama. Despiu a calça do cavaleiro, envolveu-o com sua boca e sugou dele gemido arfantes de prazer.
E tudo que Afrodite conseguia pensar era – "Puta que pariu!". A língua dele, enroscando-se em seu membro. Os lábios que subiam e desciam por seu comprimento. E quanto, levemente, o moreno roçou os dentes contra sua ereção, ele agarrou-o pela cabeça, forçando contra seu quadril, quase em seu ápice.
I was caught in the middle of a railroad track (Thunder)
I looked round and I knew there was no turning back
A mecha de cabelo azul parecia hipnotizá-lo, e parecia expandir-se, transformando a cabeleira loira da moça em um mar de cabelos azul-piscina. Gemeu. Piscou os olhos, pensando que estava louco.
Ela o encarou e ele viu, lentamente, as duas íris cor de esmeralda se transformarem um duas poças cor de água. Viu também uma pinta surgir sobre o olho esquerdo dela.
- O que foi? – disse ela, enquanto maliciosamente passava a língua por todo o comprimento dele – Tá gostoso?
O italiano buscou, no bolso da calça, por uma camisinha. Mas antes que ele pudesse encontrar alguma, ela já tinha puxado um preservativo também. Sem demora, ela colocou a camisinha dele, com a boca.
"Puta que pariu" – pensou o canceriano. Ele estava totalmente dividido entre a realidade e aquilo que sua mente confusa o fazia enxergar. Pois, por mais que soubesse que estava ali com uma mulher, seu corpo teimava em sentir o toque do cavaleiro de Peixes. Seus ouvidos ouviam a voz do pisciano. Seus olhos enxergavam o corpo do pisciano.
Maldito Afrodite que tinha enfeitiçado-o.
My mind raced and I thought what could I do (Thunder)
And I knew there was no help, no help from you (Thunder)
Antes que ele se aliviasse, o moreno o puxou, jogando-o de bruços sobre a cama e subindo sobre o seu corpo. A boca mordia e lambia a orelha do pisciano. A mão esquerda impedia que seu corpo pesasse sobre o corpo do outro, a mão direita brincava com o dedo médio dentro da boca do pisciano.
A ereção dele, ainda dentro da calça, roçava contra as nádegas do pisciano fazendo-o rebolar instintivamente.
E gemer.
Sound of the drums
Beating in my heart
The thunder of guns
Tore me apart
You've been
Thunderstruck
Imprensou-a contra a porta do boxe, mordiscou-lhe os ombros. As mãos puxando-lhe o quadril, roçando contra sua ereção.
Ela se assustou quando o membro dele a tocou naquele lugar. Soube, naquele momento, o que ele queria.
O mar de cabelos azuis voltaram a se transformar em fios loiros platinados.
Máscara sentiu-a contrair-se instintivamente, e, sugando-lhe a orelha, sussurrou – Relaxa – inserindo dois de seus dedos no sexo dela, aproveitando seu próprio liquido para lubrificar sua outra entrada.
Ouviu-a gemer quando inseriu um de seus dedos. Ela era tão apertada que ele tinha certeza que nunca tinha feito isso deste modo antes.
Rode down the highway broke the limit, we hit the ton
Went through to the Texas, yeah Texas, and we had some fun
We met some girls, some dancers who gave a good time
Ele tinha dois dedos dentro de si agora, e isso só o fazia querer mais. Rebolava contra aqueles dígitos, que entravam e saiam de seu corpo arrancando suspiros. Ele queria mais. Precisava de mais.
- Quer mais? – perguntou o moreno, com uma pontada de sadismo na voz.
- Quero – gemeu o pisciano.
O moreno riu-se, saindo de cima do corpo do sueco e estendendo-lhe uma camisinha – É todo seu – disse, apontando para a ereção, ainda limitada pelas roupas. Coube a Afrodite libertar o membro dele, e em meio à lambidas, sugadas e tudo mais, colocar a camisinha no seu objeto de desejo.
Subiu o corpo para ficar por cima dele, colocando cada joelho de um lado do corpo do moreno. Beijou-o.
As mãos dele na sua cintura, forçavam o cavaleiro a se sentar, deixando-se penetrar lentamente.
Broke all the rules, played all the fools
Yeah yeah they, they, they blew our minds
And I was shaking at the knees
Could I come again please
Yeah them ladies were too kind
You've been
Thunderstruck
Forçou um pouco mais a ereção contra a entrada dela, e então finalmente a havia penetrado. Mais da metade de seu membro estava dentro do corpo dela, e ela gemia.
Os cabelos haviam se transformado novamente no mar azul-piscina de Afrodite.
Empurrou com força, bruto e rude, enterrando os dedos no cabelo dela, que só fazia gemer.
I was shaking at the knees
Could I come again please
Jogou o corpo para trás quando percebeu que ele estava completamente dentro de seu corpo. O moreno levantou um pouco o corpo, usando os dois braços para manter-se reclinado.
Afrodite rebolava, arrancando gemidos que pareciam vir de sua garganta. Subia a descia. Apertado.
O moreno jogou a cabeça para trás e Peixes aproveitou para atacar-lhe o pescoço.
Ele sabia que provavelmente todo mundo estava ouvindo-os gritar e gemer.
Uma das mãos do moreno circundou sua ereção, fazendo-o tremer.
E gritar. Ainda mais alto.
Thunderstruck, Thunderstruck, Thunderstruck, Thunderstruck
It's alright, we're doin' fine
It's alright, we're doin' fine, fine, fine
Massageava o sexo dela com uma das mãos, consciente de que mulheres raramente conseguem prazer com aquele tipo de sexo.
Ela gemia. E ele ia fundo dentro dela. Tão apertado que chegava a ser doloroso.
Deliciosamente doloroso.
Sentiu quando ela finalmente chegou a seu ápice, gritando e se contraindo tanto ao redor dele, que Máscara sentiu seu gozo ser sugado para fora de si numa espiral inebriante de prazer.
E quando, cansado, ele puxou o corpo dela mais para si, e sentaram-se os dois sobre o vaso; e enquanto ele, com a mente ainda inebriada de prazer, observava como o corpo dela deixava de parecer ser o corpo do pisciano e transformava-se novamente no corpo da jovem, ele sentiu uma pontada de remoço.
Pela primeira vez, tinha transado pensando em outra pessoa.
Thunderstruck, yeah, yeah, yeah
Thunderstruck, Thunderstruck
Thunderstruck, baby, baby
Thunderstruck, you've been Thunderstruck
Thunderstruck, Thunderstruck
Sentiu a boca dele dominar a sua, mordendo o lábio inferior.
Sentia-o pulsar dentro de seu corpo. Tentava conter os gemidos em sua garganta, mesmo depois de ter gemido demais. Parecia mesmo a vadia-que-geme.
- Geme – ele pediu. Ou melhor, ordenou. Por um instante, quando ele pronunciou aquelas duas silabas, a audição do pisciano captou um sotaque italiano e uma voz sarcástica.
Enquanto ele subia e descia, aquelas mãos em sua cintura lhe pareceram mais fortes do que na realidade eram. E aquele cheio de bebida e cigarros, lentamente se transformava no cheiro dele.
Mas não teve muito tempo para processar a informação. Sentiu o amante liberar-se dentro dele e também gozou.
Gemendo, arfando, rebolando.
Então tombaram os dois, lado a lado, ostentando sorrisos cansados.
You've been Thunderstruck
N/A: Oi gente! *aparece*
Eu preciso me desculpar imensamente com vocês, pois tinha prometido postar no domingo, mas acabei nao postando. De fato, aconteceu que eu recebi uma noticia de um falecimento no sábado à noite, e domingo foi o enterro. Fiquei muito triste, pois era a mae de uma amiga minha, e eu tinha grande apreço por essa pessoa.
No domingo, não consegui terminar o capítulo, por isso não postei. Mas de hoje eu não podia passar, e corri para terminar e colocar para vocês.
Preciso também, é claro, agradecer pelas reviews. Gente, assim vocês vão me deixar mal acostumada. xD
É maravilhoso ler o que vocês estão achando. Eu acabei me apaixonando muito mais por essa fic do que eu imaginava.
Bom, espero que vocês tenham gostado desse capítulo. Sei lá, foi meio, ou melhor, MUITO tenso escrever esse hentai do Máscara, mistando com o lemon do Afrodite. Mas a ideia geral veio da música, Thunderstruck, da banda maravilhosa que eu amo, AC/DC. Recomendo que vocês ouçam a música, relendo ou não o hentai/lemon e que leiam a tradução tambem. É uma coisa meio pornográfica, mas que é uma delícia.
Bom, sobre os dois personagens sem nomes: A moça foi totalmente inspirada em um profile avulso do orkut. O rapaz, bem, eu estava pensando no Alejandro Sanz. Sim. Eu acho ele um tesão. Ainda mais no clipe que ele fez com a Shakira, La Tortura. Alias, recomendo que vocês assistam. É uma delicinha. *baba*
Então...é isso...
E, como sempre, vou pedir suas opniões! ^^
Prometo que tentarei não atrasar.
Beijos,
Até o próximo capítulo.
Lika Nightmare.
Ps: Ainda quero fazer um lemon MiloCamista.
Ps2: ALdebaran na night, catou todas as menininhas da cidade (...)
Ps3: Ultimamente tenho visto uns casais bem diferentes em fan Arts. Tipo, MuAldebaran, ShakaAfrodite e MuMáscara. Cara...e o pior é que fica bonito. *tendo ataques* Alguem mais curte algum desses casais "diferentes"?
