Capítulo 9
Afrodite jogou-se sobre o sofá de sua casa, e só então soltou a respiração que houvera prendido sem perceber. O coração agitava-se como se quisesse explodir em seu peito. Não devia ter dito aquelas coisas para o canceriano, ele sabia disso, mas era o castigo dele, por estar se metendo em sua vida.
Fora ele quem não o quisera. Que o rejeitara. Que não o amara.
Então que se fodesse. Não era para vir dando crises de ciúmes agora que ele estava decidido à aproveitar a vida.
Ele ia voltar à sua rotina. Aos seus amantes. À sua vida promíscua. Porque pelo menos assim, ia se sentir amado.
Não seria o que ele queria de verdade. Não seria amor.
- Mas tem sexo, e é isso que importa – disse a si mesmo.
Bufou, fechando os olhos.
- Meu reino por uma fofoca! – soou a voz do cavaleiro de Escorpião, fazendo Afrodite rir e sinalizar para que o grego entrasse. – Você parece acabado...o que andou fazendo, seu promíscuo?
O sueco riu com gosto, olhando de soslaio para Milo. – Promíscuo, eu? Você fala como se eu fosse a única bicha que passou a noite transando...
Foi a vez de Milo rir. – Então...quem era, como foi, quantas vezes foi, e por quê diabos você só chegou agora?
- O nome é Ícaro, eu perdi a conta das vezes. E boa parte do meu atraso se deve ao fato de que ele acordou duro e eu ganhei uma boa transa matinal – disse, com o sorriso mais safado que sabia dar.
- Filho da puta sortudo!
- E como foi sua noite?
- Você sumiu com aquele cara, Deba arranjou alguma mulher e sumiu também. Aí eu fiquei sozinho, abandonado...voltei pra casa.
- E ai foi até Aquário, descolar uma transa para alegrar a noite, né?
- Você me conhece tão bem que até me espanta! – zombou o grego, fazendo Afrodite gargalhar. – É, minha querida bicha, você não achou mesmo que ia passar a noite inteira transando enquanto eu chupava dedo, sozinho naquela balada fuleira, achou?
Isso fez com o pisciano risse ainda mais alto. – Você não presta, Milo. Não presta mesmo.
O riso foi morrendo aos poucos, e então o grego olhou seriamente para o rosto de Afrodite. Ele parecia acabado. Literalmente.
Não era o rosto cansado, mas alegre, daqueles que acabaram de gozar. Nem o rosto cansado de quem passou a noite em claro, transando.
Era o rosto de alguém que não dormira bem à noite e que parecia estar prestes a cair no sono. Também assemelhava-se ao rosto de que estivera em uma discussão interminável, e que isso estava lhe sugando as forças.
- O que houve com você? – perguntou ele, em voz baixa e séria.
Mas Afrodite, sorriu, fazendo graça – O que? Está ficando senil, Milo? Eu acabei de te contar tudo!- disse, desconversando.
- Não, Dite. Não é sobre o cara que eu quero saber.- então ficou mais alguns minutos em silêncio, até que finalmente disse – Dite, sobre ontem...
- O que tem? – cortou o pisciano, pressentindo o que ele iria lhe dizer.
- O que há entre você e o carcamano?
- Nada.
- Não vem com essa, Afrodite! – disse ele – Eu sei que aconteceu alguma coisa. Porra! Vocês estão se evitando! Vocês nunca se evitam! Só viviam colados. Pareciam siameses.
- Ah, Milo...- suspirou Afrodite. O grego observou enquanto o amigo esfregava o rosto com força, tendo os olhos bem apertados, como se não quisesse enxergar. – Não estamos nos evitando.
- Não insulte minha inteligência, Afrodite. – disse ele – Não vem com esse papo de que nada aconteceu...eu sei que aconteceu algo. Não sei o que, mas sei que aconteceu.
- Existem algumas coisas que você não precisa saber, seu fofoqueiro – disse o pisciano, mostrando a língua em um gesto infantil.
- Sua bicha safada! Eu aqui, dócilmente, tentando te ajudar e você me chama de fofoqueiro! – respondeu o grego. E bateu em Afrodite com uma das almofadas enfeitadas do cavaleiro de peixes.
- Porra, Milo! Vai estragar a almofada! Vai estragar a almofada! – reclamou, para logo depois não conseguir se conter e começar a rir. Escorpião também ria, enquanto continuava atacando Peixes com a almofada.
Parou então, pegando fôlego. – Eu só quero te ajudar, Afrodite.
Afrodite assentiu, recuperando o fôlego e deixando seu sorriso morrer.
- Ele me beijou.
- Ei! Isso é ótimo, Afrodite! Por que essa cara, então? Porra, não era justamente isso que você queria?
Afrodite suspirou. Milo nunca conseguia ficar quieto para ouvir até o final, não era?
- Ele me beijou...por curiosidade, Milo. Curiosidade.
Escorpião arregalou os olhos – Como é?
- É o que você ouviu. – disse o sueco, pondo-se de pé. Pôs-se então a andar de um lado para o outro da sala – Ele me disse, Milo. Eu ouvi da boca dele, com as palavras dele. Curiosidade. Eu...eu...eu não posso lidar com isso...não. Não com isso. Não com curiosidade. Isso... isso...isso é patético!
- Deita aqui. – disse Milo. Ele colocara a almofada sobre o colo e sinalizara a Afrodite que deitasse – Desabafa, Dite...e me conte tudo isso, direitinho.
E assim Afrodite o fez. Deitou-se repousando a cabeça no colo do grego e começou – Lembra o dia em que assistimos aquele filme aqui? – Milo assentiu – Eu acabei dormindo no meio do filme, então não vi quando vocês desceram.
- Ele te acordou com um beijo?
- Teria sido ótimo, mas não. Na verdade, ele foi tentar me acordar, mas eu me assustei e acabei golpeando-o. E o imobilizei no chão.
- Ai ele te puxou e vocês se beijaram?
- Porra, Milo! Dá pra me deixar contar a história, cacete?
- Tá, desculpa...continue.
- Então...eu pedi desculpas e peguei gelo para ele.
- Você passou gelo nele? – interrompeu Milo, mais uma vez. Ele tinha a sobrancelha arqueada, e a respiração falhara por um instante. Que culpa ele tinha se, depois que começou a namorar o aquariano, não podia mais ouvir falar em gelo, que pensava em Camus e, consequentimente, em sexo?
- Se você ficar excitado agora, Milo de escorpião, eu juro que corto seu amiguinho fora.
- Foi mal...foi mal...continua.
- Onde eu estava mesmo? – perguntou-se o sueco – Ah, sim. O gelo. Eu peguei gelo para ele, coloquei no ombro dele, e então ele se virou e me beijou. Assim, subitamente. E eu nem soube direito o que fazer. E logo após ele me largou. Levantou e foi saindo. E eu perguntei o que tinha sido aquilo.- fez uma pausa, procurando ar – E ele disse: "Curiosidade". Cu-ri-o-si-da-de.
Fechou os olhos. Milo alisava seus cabelos por entre os dedos.
- E então?
- Então ele foi embora.
- Não isso. – disse o grego – O que aconteceu ontem? Quando você passou pela casa de Câncer.
- Ele quis conversar comigo. Eu não quis. Joguei na cara dele que ele não tinha o direito de me beijar. Gritei com ele. Pedi que se afastasse de mim.
- E ele?- questionou escorpião. – Concordou em se afastar? O que ele disse?
Afrodite soltou o ar em uma meia risada – Não disse nada. Parecia ter concordado. – disse ele.
- O que ele disse hoje? Ele te viu subir, não viu?
- Viu.
- E então?
- Fez uma ceninha patética de ciúmes. Como se ele tivesse direitos sobre mim. Ou sobre com quem eu ando ou deixo de andar. Agarrou-me o braço e quis saber aonde eu estive a manhã toda.
- E o que você disse a ele?
- Que estava na cama, transando e gemendo como uma cadela.
Fora o tom de Afrodite, bem mais do que suas palavras, que chocaram Milo. – Você o que, Afrodite?- rosnou o grego. Ele pôs-se de pé, e teria derrubado o pisciano, se este não fosse rápido o bastante para desviar.
Olhava atônito para o rosto de Afrodite, sem querer acreditar no que ele havia dito.
- Foi isso que você ouviu, Milo.
- Você ta maluco? Não acredito que disse isso...assim...na cara dele.
- Eu queria feri-lo. Causar dor. Ou ódio, ou rancor. O que fosse. Queria atingi-lo.
- Eu estava na cama, transando ininterruptamente com um homem que me comeu tão gostoso, mas tão gostoso, que me fez gritar como uma cadela no cio.- colou a boca na orelha do canceriano, e perguntou - Era isso que você queria ouvir, Máscara?
O canceriano o encarou, soltando-lhe o braço.
Afrodite sentiu o gosto amargo do remoço subir-lhe pelo peito, agarrando-lhe a garganta. O impedia de respirar direito. Ia sufocá-lo.
Viu uma risada debochada surgir nos lábios do italiano e aquilo lhe cortou por dentro. – "Poi passato la notte gemendo come una cagna in calore..." (Então você passou a noite gemendo como uma cadela no cio...)
O sueco nao respondeu, e nem poderia se quisesse.
- Devo deduzir, então, que já esqueceu aquele amor todo que sentia por mim, não é? – perguntou o italiano, acrescentando notas cada vez mais altas de deboche em sua voz rouca – Se é, é claro, que você sentia alguma coisa por mim.
O punho do pisciano atingiu o rosto do outro com rapidez. – Não...duvide...dos...meus...sentimentos!
- Que sentimentos, Afrodite? – riu-se ele – "Quali sentimenti?" (Que sentimento?)
O italiano deixou que o outro o derrubasse no chão, e antes que o punho do sueco pudesse lhe acertar a face novamente, ele girou sobre o corpo esguio de Afrodite, sentando-se por cima deste.
- Você é mesmo muito fútil, "Pesce"! – riu ele – Mais do que fútil. É promíscuo.
- Fútil? Promíscuo? – o rosto de Afrodite nublava-se de ódio. Máscara segurava seus punhos acima de sua cabeça, deixando-o imobilizado.
- Isso mesmo. – disse – Como pode vir se declarar á mim, para, logo depois, ir se entregando à outra pessoa?
- E o que você tem a ver com isso, Cavaleiro de Câncer? É a minha vida, porra!
- É a sua vida, mas você mexeu comigo quando veio se declarar! E agora vem aqui, com essa cara de quem acabou de gozar, me dizer que passou a noite inteira "gemendo come una cagna in calore".
-É. E dai? Passei mesmo a noite gemendo como uma cadela no cio e isso não te diz respeito.- tinha um soluço preso na garganta – Mas que merda! Foi você que me dispensou. Foi você quem disse que não podia retribuir. Foi você quem pisou na porra dos meus sentimentos, cacete! Me deixa em paz. Não é justo que você venha agora, achando que está com razão, reclamar porque eu resolvi sair e transar com outro. Eu estaria com você se você me quisesse!
Disse tudo com um só fôlego. E, mais uma vez naqueles breves minutos, arrependeu-se instantaneamente. De repente, notou que seus olhos começaram a lacrimejar, empurrou subitamente o corpo do italiano, que não opôs-se ao ato do outro, deixando-o livre para libertar-se dele.
- Eu...eu ainda tenho o meu orgulho, Máscara da Morte. Não pense que eu vou ficar chorando por você, ou esperando que um dia você queria estar comigo. Ou transar comigo. Tanto faz. Eu não sou uma das putinhas que você come, e não vou me rebaixar ao nível delas.
Saiu, odiando-o. Odiando-se.
- E você conseguiu feri-lo? – a voz de Escorpião o trouxe de volta. Ele estava ajoelhado a sua frente.
- Não. Acabou que quem saiu magoado fui eu. – disse ele. Não pode evitar que seus olhos se enchessem de lágrimas.- Eu estou fazendo tudo errado...
- Está mesmo – disse o grego – Você é um tolinho. Vá até ele, puxe-o pelos cabelos, aplique um chave de perna na cintura dele...e quero ver aquele italiano resistir.
- Foi assim que você conquistou o "Cubo de gelo"? – perguntou, com um meio sorriso travesso.
- É, foi mais ou menos por ai. – respondeu, sorrindo.
Já experimentou a sensação de andar em um campo minado? Aquele sensação de que um simples passo pode te estraçalhar. Era isso que qualquer pessoa iria sentir ao entrar na casa de Câncer.
Mas isso não impediria Aldebaran de entrar na casa do amigo, afinal ele precisava mesmo de uma aspirina. Já tinha descido até Áries, mas Mu não estava por lá. Saga tinha acabado de tomar a última da cartela, e Câncer era o próximo da lista.
- Ei, Máscara...- o brasileiro parou um instante, observando o semblante frio e assassino do italiano – Porra, cara. Que que houve? Ta com esse olhar de que vai me assassinar porque? Cruzes, nem te fiz nada.
- Não é nada – disse, bufando – É coisa minha. O que você quer aqui?
- Aspirina. Você tem?
O italiano lhe apontou a cozinha – No armário da cozinha. Vai lá e pega.
- Quanta hospitalidade, hein? Puta que pariu...- saiu reclamando, e ao voltar para a sala, deparou-se novamente com o rosto fechado, preocupado, colérico do canceriano. Touro jogou-se no sofá, lançou um olhar significativo para Máscara e disse – Pronto. Desembucha cara...o que aconteceu contigo?
Seguiu-se um minuto de silencio, enquanto ele decidia se contava ou não para o taurino sobre tudo que estava lhe acontecendo. Queria contar, e sabia que Deba era um cara legal, que não ia tirar sarro da sua cara, mas não queria contar porque não queria admitir o quanto aquelas palavras proferidas pelo cavaleiro de peixes lhe haviam ferido.
- O Afrodite.
- O que tem ele?
- Bom...ele...meio...meio que se declarou. – disse – Para mim. Ele se declarou. Para mim.
- Ah.. – foi tudo que o taurino respondeu, esperando que o canceriano lhe contasse o resto.
- Você não parece surpreso – disse Máscara.
- Bem... – sorriu o brasileiro, sem graça – Era meio óbvio, né? Digo. Ele nunca fez questão de esconder de ninguém o quanto gostava de você. Acho que só você não sabia disso.
Viu o italiano esfregar o rosto – Merda. Isso é complicado.
- O Dite é um cara forte, você sabe disso. Não se preocupe, ele supera. – disse Aldebaran. Ele pôs-se de pé, sabendo intimamente que Máscara não lhe diria mais nada – Só não o faça sofrer, certo? Lembre-se que ele é o seu melhor amigo. Não estrague a amizade que vocês tem.
Sorriu, saindo.
Sozinho, o italiano deu um meio sorriso. Aldebaran era um cara muito legal mesmo.
Suspirou. Doía. Doía em seu orgulho.- Eu devia ir até você e te fazer engolir palavra por palavra do que me disse, figlio de uma cagna. – disse a si mesmo, enquanto andava de um lado para o outro.
Ele podia sentir a risada debochada que Afrodite daria se o pudesse ouvir. Maldito fosse. O que Afrodite estava fazendo com ele?
- Dá vontade de socar. Puta que pariu. Só matando mesmo. Filho da puta. Desgraçado. Viadinho da porra. – rosnava ele, para si mesmo. – Eu devia te socar tanto, mas tanto...devia apagar essas risadinhas debochadas que você dá. Transformar esse teu rosto numa massa de sangue pisado. Ah...e depois ainda cortava tua cabeça. E depois te matava. E ia ao inferno te trazer de volta só pra te matar de novo.
Ele estava completamente absorto na sua própria revolta, que assustou-se quando, ao virar de repente, deu de cara com a imagem de um Mu, completamente tenso, empacado na porta.
- O que é que você quer também? – perguntou, rispidamente.
- Nada – respondeu o ariano – Eu só queria passar.
- Passa.
Mas ao contrario do que esperava, Mu não se moveu. – Você não me parece bem.
- Eu estou ótimo, cavaleiro de Áries.
- Você não me parece nada bem.
- Eu já disse que estou bem. Faça-me um favor e desapareça. Desce logo pro seu templo...ou sobe de novo e volta pro templo do seu namoradinho...mas desaparece. Não percebeu que eu to afim de ficar sozinho?
Viu o tibetano erguer a sobrancelha, ou melhor, ele imaginou que se o ariano as tivesse, ele estaria erguendo uma delas. Ao invés disso, um de seus pontinhos elevou-se sobre o outro. Ele nunca tinha parado para pensar no porque de Mu não ter sobrancelhas. Era estranho.
Mas não era hora de pensar nisso. O ariano continuava parado no mesmo lugar, com um leve sorriso nos lábios. Ele estava feliz. Puta merda, ele estava feliz. Sentiu o sangue ferver: odiava pessoas felizes. Odiava pessoas felizes quando ele estava se sentindo miserável.
- Se está com problemas, deveria ir até ele e resolver. – disse Áries – Não vai adiantar planejar sem agir.
Havia um sinal de "Cai fora" bem grande na testa do italiano, e Mu decidira que não era prudente ignorá-lo. Áries deixou a quarta casa ainda sorrindo. O que deixou o canceriano ainda mais irritado.
- Eu odeio pessoas felizes – resmungou pra si mesmo – Odeio. Odeio. Odeio!
Duas semanas passaram corridas. Afrodite tomava cuidado para não encarar o italiano, de modo que, em dias de treino, chegava à arena depois que todos já estavam por lá. Saia antes de todo mundo, pois assim podia passar pela casa de Câncer sem ter de olhar para Máscara.
Ele não estava com raiva do italiano. Pelo contrário. O que o fazia evitá-lo era a pura vergonha. Estava decepcionado com suas próprias ações para com o amigo, mas não sabia como, ou ainda se, deveria desculpar-se. Teria ido ao encontro dele e dito que sentia muito, mas sabia que o canceriano só iria lhe dar uma resposta atravessada, e talvez eles começassem outra briga ao invés de terminar a primeira.
Jogou-se, cansado sobre a arquibancada – Você acabou comigo, Deba! – riu o pisciano, ao que o taurino acompanhou. – Quero uma revanche!
- Não cansou de apanhar não, branquelo? – zombou o brasileiro, e gargalhou quando Afrodite fez uma falsa cara de indignação. – Certo, certo. Lutamos de novo amanhã. – disse, afastando-se.
E Afrodite ficou lá sentado. Estava suado e o calor parecia cozinhar sua pele. Olhava para Camus, que treinava com Aiolos. Milo treinava com Shura. Shaka meditava. Mu e Aiolia treinavam juntos. E então finalmente seu olhar pousou sobre o canceriano.
Ele estava sentado, conversando com Saga, com quem estava treinando minutos atrás. Sim, Peixes o estivera observando desde que chegara à arena. Pareciam conversar sobre alguns golpes, quando Saga disse algo, supostamente engraçado, que fez o canceriano rir.
Não só rir, como jogar a cabeça para trás, apoiando-se com os cotovelos no degrau acima da arquibancada. O olhar de Afrodite parecia grudado. Não piscava. Então Saga pegou sua garrafa de água, tomando um gole passando-a para o italiano, que, grudando seus lábios no gargalo, tombou a cabeça para trás novamente, tomando um grande gole do líquido e fazendo o pomo de adão subir e descer.
Afrodite arregalou os olhos. E foi neste exato instante que os olhos do cavaleiro de Câncer encontraram as poças azul piscina do olhar do pisciano. Peixes corou, abaixando os olhos. Sentindo-se uma colegial virgem.
"Puta que pariu" – ele pensou – "Eu sou patético!"
Sentado, olhando o pisciano de soslaio, Máscara soltou uma risada baixa e sarcástica. Levantou-se e despediu-se de Saga. Notou um olhar nervoso do pisciano. Ele sabia bem o que Afrodite vinha fazendo, pois só um tolo não notaria.
E Afrodite assistiu, calado, enquanto o canceriano se afastava do grupo e subia as escadas em direção às dozes casas.
N/A: Olá pessoas! *agita os braços*
Hoje eu consegui postar sem me atrasar! =D
Não tenho muito o que dizer desse capítulo, mas creio que ele será o antepenúltimo. Infelizmente, pois eu estou adorando escrever essa fic, e estou muito feliz em receber o retorno de vocês.
Bom, eu já postei o primeiro capítulo do meu próximo projeto, também de Saint Seiya, sendo desta vez um U.A. Sei que muita gente não curte, mas se quiserem ler, é só pegar ali no meu perfil. O nome da fic é "Sickness".
Espero que este capítulo tenha ficado bom para vocês...eu tenho minhas dúvidas, sinceramente. Acho que ele poderia ficar bem melhor...mas eu ia levar MUITO tempo para conseguir escrever algo melhor do que isso...então fiz o melhor que pude, para que vocês não tivessem que esperar muito.
Agradeço a todos que estão lendo, e a todos que estão deixando reviews. Sei que é chato quando nós, ficwritters, ficamos "mendigando" reviews, mas é porque são elas nosso único conforto. Escrevemos por prazer e diversão, sim, mas nos sentimos muito bem quando recebemos um recadinho. E não precisa ser só elogio não, críticas bem feitas também são apreciadas.
De qualquer modo, sou muito feliz pelas pessoas que leem esta fic e que gastam mais dois minutinhos me deixando saber se estou indo bem ou não. Muito obrigada.
E a você que lê, mas não comenta...ah, deixa um oizinho, vai? Eu quero conhecer você. Juro que sou legal (eu acho. xD).
Bom, vejo vocês no próximo capítulo.
Beijos a todos,
Ótimo domingo pra vocês.
Lika Nightmare.
