Capítulo 11
Afrodite's POV
Eu sempre fui dele, de um modo até doentio, eu arriscaria dizer.
Eu era dele assim que o olhei pela primeira vez. Aqueles olhos escuros de tempestade. Aquele jeito forte e um tanto quanto arrogante.
Não tão arrogante quanto eu me tornaria uns anos depois.
Mas o que é realmente importante é que, eu sempre fui dele, e estava feliz assim. Mesmo que soubesse que a recíproca não era verdadeira.
Ele nunca foi apenas meu.
Naquela época, tudo que eu podia repetir para mim mesmo era que tudo isso era errado. Afinal, eu era um menino. Ele era um menino. E dois meninos não podiam ficar juntos. Sim, eu tive crises sobre a minha sexualidade. Tava achando que eu já nasci sendo essa bichona, é?
Eu o observava quando ele treinava, quando estava conversando e quando estava rindo. E, principalmente, eu prestava muita atenção quando ele estava me observando. Acho que até hoje ele não deve ter percebido que eu sempre notei.
Ele ficava lá, de longe, olhando tudo que eu fazia. E eu procurava fazer tudo bem direitinho, de modo bem gracioso. Tudo porque queria que ele visse o quanto eu tinha talento para tudo. Eu queria que ele me achasse perfeito.
Então ficamos amigos. De um jeito maluco, aquele garoto que era tão diferente de mim, se tornou o meu melhor amigo. E então eu vi que éramos mais parecidos do que aparentava.
Éramos dois malditos assassinos de sangue frio. Ele era um filho da puta sádico, um espelho perfeito da minha alma, e eu o amava.
O amava com todo meu coração.
O amei em silencio enquanto ele era um garoto. O amei enquanto ele se tornava cada vez mais frio e sádico. O amei na primeira vez que o abracei. O amei em todos os momentos. Porque eu sou um idiota apaixonado.
Perdi as contas das vezes nas quais eu quis dizer-lhe tudo. Quis gritar todos os meus sentimentos. Mas eu sempre os guardei só pra mim, porque ele não iria me corresponder, eu bem sabia disso. Eu guardei tudo que sentia e eu continuava ao lado dele, esperando suas sobras e os restos de sua atenção. E ele, como um bom amigo, estava sempre disposto à me dar um pouco da atenção que eu tanto queria. Sou um filho da puta dependente, não é mesmo? Sempre vou ser assim.
Então eu me declaro, e me envolvo nessa loucura toda. E a nossa amizade bambeia. E eu não sei mais o que faç me jogar fora novamente, me rejeitar como fez antes. Esquecer que eu sou totalmente dele. Eu sempre fui totalmente dele.
Por uns segundos, tenho vontade de me ajoelhar e pedir, implorar na verdade, que ele não me dispense. Mas eu não farei isso, até porque, puta que pariu, né? Um cavaleiro de Atena, com esse drama adolescente de "meu-amor-não-me-deixe" também já é demais. E meu orgulho? Enfio aonde? No rabo?
Ai eu entro nessa maldita casa de Câncer, disposto a simplesmente passar e te deixar em paz. Sozinho. E você me faz isso?
Me agarra desse jeito.
E eu simplesmente adoro quando me agarram desse jeito. Posso sentir o meu corpo protestando. Será que você consegue ouvir o meu coração? Porque ele está disparado. Meus lábios estão secos, porque você está muito próximo. E sussurra no meu ouvido, e meu corpo se arrepia todo.
Merda. Minhas pernas estão virando geléia e parece que meu corpo inteiro está gritando "Por favor, me toca!". Eu quero gritar com você. Socá-lo e depois abraçá-lo. E beijar você, sem pressa nenhuma.
As minhas mãos estão presas no alto. E eu tenho sua mão forte nos meus pulsos. Ah, por favor, me toque!
"Porque você é meu" – ele diz, e eu tudo que eu queria responder era que sim, eu sou seu. Eu poderia até me oferecer a você, arrancar esta maldita roupa e me oferecer completamente à você.
Cruzes, eu sou uma bicha muito promíscua mesmo!
Então eu começo a tagarelar sobre qualquer coisa...UUOPAAAA...O QUE É ESSA LINGUA NA MINHA BOCA, MINHA DEUSA?
Ele ta me beijando.
ELE ESTÁ ME BEIJANDO, CACETE!
E, puta que pariu, como ele beija bem. Wow! O que foi isso? Ele mordeu meu lábio. Porra, ele mordeu o meu lábio...ele...ah...faça de novo! Faça de novo! Faça! ISSO! Ele me mordeu de novo! Ah, eu posso me acostumar com isso. Eu posso me acostumar MESMO com isso!
Estou gemendo. Espero que ele não note. Ou note, tanto faz. Se ele continuar com isso, vou continuar a gemer. Come uma cagna in calore, ele diria.
Ei, o corpo dele ta colado no meu...dá pra sentir os músculos dele...
WOW! ISSO AÍ É UMA EREÇÃO?
Afrodite's POV.
Agiu por impulso e o beijou. Sentiu-o hesitar de início, mas logo após, ele cedeu. Em seu íntimo, o cavaleiro de câncer sorriu. Ouviu-o gemer e seu corpo estremeceu levemente. Ele queria ouvir de novo aquele gemido. Fora baixo e sensual, como se fosse dando por uma virgem em sua primeira vez. Puta que pariu, aquele safado sabia mesmo provocar, não?
Um verdadeiro mestre da provocação.
O canceriano podia sentir todo seu corpo responder à proximidade de Afrodite. E podia sentir o mesmo da parte do pisciano.
Apertou-se mais contra ele, esmagando-o contra a parede. Sua ereção roçou na ereção do pisciano e Máscara ouviu-o arfar. Fez novamente, apenas para ouvi-lo arfar mais um vez. A boca do canceriano alcançou a pele alva do pescoço de Afrodite e o fez se contorcer, arqueando as costas.
Enlouquecendo.
Soltou os braços do pisciano e enrolou sua mão na cascata azulada de cabelos do outro, puxando-lhe os fios da nuca. Sua outra mão apertava-lhe a cintura, trazendo-o cada vez mais para si.
"Isso é loucura!" – gritou o lado racional do canceriano. Mas ele não lhe deu atenção, pois a língua de Afrodite tinha se apoderado de sua orelha.
E, definitivamente, aquela maldita língua e aquela respiração quente, estavam acabando com sua sanidade. Ou o que sobrara dela. Puxou com força o cabelo do sueco, forçando-o a abandonar sua orelha. Mordeu-lhe o pescoço com mais força do que imaginara, deixando uma marca profunda na pele alva. E o cavaleiro de Peixes gritou.
Câncer era sádico. Era cruel, bruto, rude, forte e sádico. Não que gostasse de espancar as parceiras, mas ele acreditava que um pouco de sexo selvagem caia bem, a qualquer hora, em qualquer lugar.
E era o que queria no momento.
Queria tomá-lo. Forte e bruto. Tomá-lo vorazmente até que estivesse cansado. E queria, mais do que tudo, fazê-lo gozar. E gritar seu nome. E ensinar para aquele puto o que era gemer de verdade.
"Isso é loucura!" gritou novamente seu lado racional "Isso é loucura...por que não parece mais tão errado?"
Afrodite deixou escapar um gemido de excitação quando o italiano colocou as mãos debaixo da bata que o pisciano usava e começou a levantá-la.
Jogou a bata no chão enquanto mordiscava um dos mamilos de Afrodite. Empurrou-o mais contra a parede e, em um movimento rápido, ergueu-o pelas coxas, encaixando-se no espaço entre suas pernas.
Afrodite estava totalmente exposto à ele agora.
- Ah...ahhh...mais...mais... – pediu ele, quando, por cima da calça, Máscara lhe acariciou a ereção.
Sorriu, malicioso – Quer mais, puttana?
E o pisciano lhe respondeu beijando-lhe. Pela primeira vez, reparou o canceriano, visto que nas outras vezes, ele havia apenas correspondido.
Mas não dessa vez. Dessa vez ele segurou o rosto do canceriano com ambas as mãos, beijando-lhe tão suave e tão docemente, que fez Câncer ansiar por tomar-lhe ali mesmo, na sala, de pé. – Eu quero mais – arfou ele, descendo seus beijos para o pescoço do canceriano. Uma trilha indecente de beijos castos. – Eu quero tudo.
Mordeu-lhe o ombro desta vez, deixando uma marca vermelha e arrancando-lhe sangue. Arrepender-se-ia depois pela brutalidade com que tratara Afrodite, mas no momento, nada lhe parava. Até mesmo o filete de sangue que escorrera da mordida lhe era extremamente erótico e afrodisíaco.
Queria marcar toda aquela pele, encher de beijos e mordidas cada centímetro do corpo do sueco. E fazê-lo sangrar. E lamber todo aquele corpo. E penetrá-lo, forte e rude, para que ele gritasse. E tocá-lo. E, até mesmo, chupá-lo, por que não?
Afrodite, por sua vez, estava em sintonia com os pensamentos do canceriano. Se dependesse dele, Máscara poderia fazer o que quisesse, contanto que continuasse com aquilo.
Ele tinha um lado masoquista que não revelava para ninguém. Gostava que o pegasse com força, com se fosse algo forçado. Era um fetiche que ele não satisfazia com ninguém. Não em sua plenitude.
Por isso, quando Máscara mordeu-lhe o ombro, fazendo-o sangrar, Afrodite sentiu sua ereção pulsar dolorosamente. Era como se seu corpo inteiro estivesse lhe gritando que aquela seria a melhor foda de sua vida.
Tomou-lhe a boca, devorando-lhe aos poucos.
Foi quando sentiu um cosmo aproximar-se – Humm...alg...cos...cheg...aqui...sala...ver...a ...a gen..te...lugar...outro...agora...Mask...
Atendendo ao pedido, o cavaleiro de Câncer segurou-lhe mais fortemente, afastando-o do encosto da parede e levando-o, no colo, para longe do caminho de quem quer que fosse aparecer por ali.
Cozinha.
Ora, o destino era um safado que gostava de brincar com suas fantasias sexuais ou o que?
Sentou Afrodite no balcão da cozinha sem deixar de beijá-lo. As mãos apertavam o quadril do pisciano com tanta força, que Máscara soube que deixaria marcado.
Mas não importava. Na verdade, era bom que deixasse marcado. Mostrava que agora ele tinha dono.
"Dono?" provocou sua consciência. "Agora você é dono dele?"
"Ele sempre foi meu. Então eu sempre foi seu dono" retrucou ele. E sorriu, enquanto Afrodite beijava-lhe o pescoço e erguia sua camisa.
Com pressa, livrou-se da camisa e da calça e puxou Afrodite contra si. Beijou-o com voracidade enquanto despia o resto das roupas do pisciano. E então, quando estavam finalmente nus, e o virou bruscamente, forçando-o a apoiar-se de bruços sobre o balcão.
Colou-se ao corpo do sueco, mordendo-lhe a orelha. A ereção roçava na pele do outro, provocando-lhe espasmos. Ele precisava, de maneira urgente, estar dentro de Afrodite. Introduziu um dedo molhado com a própria saliva na entrado do pisciano e o viu arfar com a invasão. O segundo dedo foi logo depois, e, sem dar tempo para que o sueco se acostumasse, inseriu um terceiro dedo, fazendo-o gemer de dor e incômodo. E isso lhe excitara.
Forçou o próprio membro contra a entrada apertada e Peixes retraiu-se um pouco. Mordeu-lhe a orelha, sussurrando – Relaxa, pesce.
Ele gemeu, e seus gemidos se transformaram em gritos quando Câncer ultrapassou a barreira e o penetrou. Era excitante, mas terrivelmente doloroso. Até mesmo para o cavaleiro de Câncer, que sentia-se com sendo espremido.
Doía. Afrodite estava sentindo dor e uma parte sádica de Máscara regozijava-se com isso. Regozijava-se por estar fazendo-o se arrepender por todas as provocações sexuais que ele fizera.
"Que provocações?" gritou sua consciência "Ele nunca provocou você, seu maldito!"
Mas ele existia. Existia, falava, respirava, vivia. E isso era provocação suficiente. Aquela beleza era provocação suficiente. Aquela pele macia e desejável, era provocação suficiente. Aqueles malditos olhos azul-piscina. Aquela maldita boca. Aquele maldito cheiro. Aquela maldita voz. Tudo nele era provocação suficiente.
Moveu-se dentro dele, e sorriu ao vê-lo tentar conter os gritos. Puxou-lhe o cabelo, sussurrando em seu ouvido – Eu quero ouvir você gritar, cadela. – E movia-se com pressa, entrando e saindo completamente dele.
Apertado. Deliciosamente apertado. E doloroso.
Era a perdição.
Sentiu o gozo anunciar-se, mais forte do que qualquer outra vez que havia feito isso com alguém. Foi além do que ele podia imaginar e derramou-se dentro de Afrodite. O corpo inteiro tremendo. As pernas fraquejaram e ele saiu de dentro do pisciano, sentando-se no chão, enquanto Afrodite, ainda apoiado no balcão, gemia.
Peixes virou-se, tentou impulsionar-se para sentar sobre o balcão, mas não conseguiu. As pernas ainda estavam fracas. Sentiu uma mão possessiva em seu quadril, puxando-o para o lado.
Não pode conter um gemido de surpresa quando sentiu a língua quente do canceriano tocar-lhe a ereção. Abriu os olhos, que até então ele não notara estarem fechados, e virou o rosto até encontrar a visão mais erótica que vira na vida: Máscara da Morte o estava lambendo. De um modo que o pisciano jamais imaginaria que ele fizesse.
Gemeu mais uma vez, controlando-se para não forçar-se para dentro da boca do outro. Mas soube que seus quadris ondulantes tinham passado bem a mensagem para o canceriano quando sentiu sua boca cobrir-lhe todo o membro. Gemeu ainda mais alto, embora não soubesse que poderia fazê-lo. E seus dedos enroscaram-se nos fios de cabelo do canceriano, enquanto ele o sugava, faminto.
Forçou a cabeça do canceriano contra sua ereção, quando sentiu seu gozo chegar e derramou-se na boca quente dele. Sabia que ele ficaria muito puto, mas não se importou. Puxou sua cabeça para trás, forçando-o a olhar em seus olhos e sorriu ao notar que o outro não o havia cuspido fora – Quem a cadela agora? – disse, com um brilho sádico no olhar. E riu-se quando viu o mesmo brilho refletir-se nos olhos do outro – Agora engole.
Nenhuma reação, e o pisciano abaixou-se, abocanhando-lhe a orelha ao mesmo tempo que lhe alcançava e massageava o membro – En-go-le. – disse, pausadamente. E mordeu-lhe o pescoço, e apertou-lhe a semi-ereção, e lambeu-lhe a orelha.
E o pomo de adão moveu-se, para cima e para baixo.
N/A: Olá pessoas! *agita os braços*
Eu sei, eu sei. Demorei, né? Me desculpem. A tia aqui tá doente e ai ferrou tudo. Ok, teve um periodo de branco que também me atrasou bastante. Terminei esse capítulo hoje. Exatamente agora! E vim correndo colocar aqui.
Eu queria que ele fosse maior, mas acabaria levando mais de uma semana para ficar pronto. Resolvi postar logo. Por favor, nao me matem.
Sei que esse lemon ai foi meio pesado. Foi tenso de escrever, acreditem, mas eu gostei demais dele. Não foi a coisa melosa e cheia de "eu-te-amo" que eu sempre imagino. Foi brutal, acho que isso me atraiu nele. Foi muito gratificante conseguir escrever essa cena, embora eu não a ache perfeita. Mas foi desafiante. Adorei.
Espero que vocês gostem também.
Beijos a todos,
Lika Nightmare.
Ps: à todos a quem eu não respondi as reviews, desculpem-me. Eu as li, várias vezes, juro, e as amo muito. Espero que vocÊs continuem lendo.
Ps2: Meu aniversário tá chegando, quem vai me enviar o Dite de presente?
Máscara: ¬¬
Eu: Cara, você já comeu...larga o osso!
Dite: *Objeto-feelings*
Sem mais loucuras,
Até a próxima!
