Capitulo 13:
Na semana seguinte Catherine e Grisson estavam trabalhando em um caso complicado. Era um serial killer e eles estavam investigando a casa do suspeito. Catherine estava procurando um sapato com areia e Grisson procurava a arma do crime.
Catherine abriu o closet do suspeito, ela não tinha achado nada, mas na parte de cima do armário tinha areia e ela não conseguia ver o que mais tinha lá.
- Grisson, me ajuda aqui – pediu ela se pendurando no armário
Ele correu dar apoio a ela. Ela usava uma saia acima do joelho. Ele ficou olhando-a. A mesma pegou um par de tênis e perdeu o equilíbrio, fazendo com que Grisson caísse e ela sobre ele.
Eles ficaram se encarando por um minuto, seus lábios se tocaram. Logo saíram daquela posição, estavam trabalhando.
Para não piorar a situação Catherine fotografou o sapato e olhou na sola.
- Eu sou um gênio – sussurrou ela – Gil tem areia nesse sapato.
- Você não é um gênio por ter achado um sapato escondido com areia na sola. – retrucou ele – Eu sou bem mais eficiente!
- Claro... – ironizou Catherine – Admite, eu sou bem melhor que você!
- Não é não sabe por quê? – Catherine disse que não – Pois quando eu já tinha uma carreira você dançava para um bando de homens tarados passarem a mão na sua bunda!
- Respeito Grisson! Eu sou batalhadora, para chegar aonde cheguei tive que passar por muita coisa. Infeliz! – Catherine saiu da casa e foi para o lab
Catherine chegou no lab entregou o tênis para o Warrick comparar com a pegada e foi para a sua sala, lá começou a chorar desesperadamente. De repente alguém bateu na porta, Catherine limpou as lágrimas e pediu para que a pessoa entrasse. Era a Sara.
- Cath a amost... – Sara parou de falar assim que viu o rosto de Catherine
- O que foi Sar?
- Estava chorando... De novo. – Sara sentou na cadeira – Cath está na hora de vocês se acertarem. O que ele lhe disse?
- Ele me ofendeu dizendo que enquanto ele já tinha uma carreira eu ainda dançava na stripp.
- Cath o que mais posso te dizer? Eu já disse tudo. Eu não sei mais o que fazer com vocês.
- Sara apenas me diga o que ia me dizer sobre sei lá o que.
- Ok, a amostra de DNA ficou pronta e o sêmen encontrado na vítima bate com o DNA do nosso suspeito.
- Pegamos o cara.
- Ainda não. A vítima não foi estuprada. As digitais não deram em nada e espero que a pegada nos salve.
- Ok – respondeu Catherine olhando o papel do DNA
- Cath, se cuida.
Sara saiu da sala deixando Catherine a pensar sobre o que ela quer de verdade.
No final do turno todos estavam exaustos, aquele caso parecia não ter fim. O pessoal estava na sala de descanso tomando um café quando Grisson entrou todo sorridente.
- Caso resolvido! – disse Grisson
- O que? – perguntou Nick
- Como? – perguntou Greg
- Calma gente – disse Grisson – Foi assim: depois que a Catherine veio para o lab eu continuei na casa no nosso suspeito tentando achar a arma do crime. Eu achei tanta tralha dentro de um quarto eu nem dava pra entrar. Enfim: no meio da bagunça toda eu achei um estilete com sangue. Eu o trouxe para o lab para a analise e o sangue que tinha no estilete combinava com o sangue da vítima. Agora é só interrogar o cara. E caso resolvido.
- Grisson e para completar, sabe o sapato que Catherine achou com areia? – Grisson assentiu – Combina com a pegada da cena do crime.
- Que bom – disse Greg
- Onde está a Cath? – perguntou Grisson
- Na sala dela – respondeu Sara
Grisson saiu em direção a sala de Catherine, ele queria pedir desculpas para ela e dizer que só faltava interrogar o cara. Quando ele estava chegando na sala de Catherine escutou Ecklei gritando com ela
Dentro da sala...
- Willous você tem duas opções: ou você vai pro turno do dia ou está demitida. Não dá para conviver com vocês dois agindo assim. Você agride qualquer suspeito para confessar o crime, o Grisson não sai daquela sala e você também não coopera. Os dois supervisores não estão sendo competentes. O prefeito está recebendo reclamação uma atrás da outra sobre vocês dois e quer que eu demita os dois. Ele me deu um prazo de 48 horas para fazer vocês voltarem a ser competentes. – disse Ecklei
- É minha culpa agora que o prefeito recebe reclamações... A Ecklei vai tomar banho! – disse Catherine
- Respeito Willous...
- Então se de o prazer de sair da minha sala e parar com frescura. Pelo menos os caras estão na cadeia!
- É e quem vai para a cadeia se continuar assim vai ser você! – dito isso Ecklei saiu
Catherine pegou um peso de papel e jogou na parede. Grisson vendo o a situação entrou na sala de Catherine.
- Cath eu escutei a conversa e...
- Você também Grisson! Faz um favor a si mesmo some da minha frente, vai, vaza, evapora, vira pó! – disse Catherine empurrando Grisson da sala.
Quando tirou Grisson da sua sala sentou na poltrona, pegou o peso de papel que tinha partido no meio e jogou no lixo. Ela pegou uma folha de papel e começou a rasgá-la e xingar as coisas.
Grisson do lado de fora da sala via tudo e não podia fazer, já que a porta estava trancada. Ele resolveu saber da história direito então foi falar com o Ecklei. Grisson entrou na sala do Ecklei o mesmo disse:
- Nossa aqui está virando a casa da mão Joana, é?
- Ecklei o que está acontecendo? O que você disse para a Catherine?
- Que o prefeito está no meu pé para demitir vocês e que a Catherine está agredindo os suspeitos. Enfim: ela não está seguindo as normas do lab. Ela vai mudar de turno ou vai ser demitida pela incompetência, e Grisson toma cuidado você corre o risco de ser demitido também. Agora saia da minha sala.
Grisson estava atordoado, ele saiu da sala do Ecklei e foi tentar falar de novo com Catherine. Ele bateu na sala dela uma, duas, três vezes. Ela não abria a porta. Ele girou a maçaneta da porta, ela tinha destrancado a porta. Quando entrou encontrou Catherine escrevendo em um papel. Provavelmente era um relatório, ele notou também que o papel estava encharcado, provavelmente lágrimas. Ele teve uma reação um tanto fora do comum para duas pessoas que não estão juntas. Ele a abraçou por trás.
- Cath, não chora – pediu Grisson
- Não tem como. – respondeu ela – Tenho duas filhas, casa, contas, e estou no olho da rua daqui 48 horas.
- Não diga isso. – falou Grisson virando a cadeira de Catherine para ele – Cath, se você for demitida, nossas filhas não vão morrer de fome. E você vai morar comigo de novo.
- Grisson você não entende... Lindsay não é sua filha. Você não paga pensão a ela, o juiz não deixou, lembra? E ela nem sabe. Se eu ficar desempregada Marggie terá você, e Lindsay morrerá de fome.
- Isso não é verdade, se acontecer algo com nossas filhas, elas vão ficar em casa, não vão morrer de fome, se é o que está pensando.
- Grisson eu fiz tanta burrada na minha vida. Começando com meu primeiro emprego, depois meu primeiro casamento, a Lindsay, o acidente do Eddie, me apaixonar por você, me casar com você, ter a Marggie, é tanta coisa. Eu nem sei mais se vale a pena viver.
- Jamais diga isso – disse Gil colocando seus dedos nos lábios de Catherine – Eu queria pedir desculpa sobre hoje na casa do nosso cara.
- Você está certo, enquanto você já tinha uma carreira eu dançava para muitos homens ficarem passando a mão na minha bunda.
- Você casou com o Eddie, pois o amava. O acidente dele não é tua culpa, como você ia imaginar que ele ia sofrer um acidente?
- Eu tinha um pressentimento ruim. Eu sabia que algo ia acontecer.
- E bem, eu não sei se foi um erro você se apaixonar por mim e nós nos casarmos, pois nós passamos tantos momentos bons. E nunca, jamais diga que a Marggie foi uma burrada.
- É verdade foi culpa sua – retrucou ela – Que eu me lembre, você me seduziu.
- Não foi bem isso que quis dizer, mas lembre, não foi uma burrada. Nenhuma de suas filhas.
- Grisson, eu me sinto culpada por tudo. Até hoje me pergunto como a Lindsay nunca descobriu que você não é pai biológico dela.
- E ela nunca ia descobrir.
- Espero, mas como já estou demitida, já aceitei outro emprego no lab de Seattle.
- Não, você não vai ser demitida. E você não vai para tão longe, aliás tenho um pedido pra você.
- O que você não pede sorrindo que eu não faço chorando?
Grisson se ajoelhou e disse:
- Catherine Willous, casa comigo? – perguntou Grisson olhando nos olhos de Catherine
Catherine o amava, então ela o beijou, eles só pararam quando precisaram de oxigênio.
- SIM! – respondeu Catherine
