Capitulo 14:

Na semana seguinte Grisson tinha voltado a morar com Catherine. Era uma sexta feira, Lindsay tinha voltado da escola chorando. Ela chegou na casa arrasada. Catherine assistia TV junto com Grisson, assim que Catherine viu a filha chorando foi ver o ocorrido.

- O que houve? – perguntou Catherine abraçando a filha.

- Mãe, terminei o namoro com o Tim – respondeu Lindsay

- Senta aqui filha – Catherine a guiou para o sofá. – Como isso aconteceu?

- Ele me traiu – respondeu Lindsay entre lágrimas.

A irmã que tinha chego junto com Lindsay resolveu dizer

- Eu estava junto quando ocorreu – começou Marggie – Nós tínhamos entrado no ônibus para vir para casa. No final do ônibus tinha duas vagas, nós fomos lá. E num banco que passamos vimos Tim se agarrando com outra.

Lindsay ao lembrar-se de tudo chorou mais ainda.

- A filha, sinto muito. – disse Catherine – Agora, se ele ama outra, não podemos fazer nada. Eu sou a prova de que não mandamos no coração. – falou Catherine – E olha, os homens são assim, e não vai adiantar nada você ficar chorando. Se ele te traiu quem está perdendo é ele. Você é uma excelente garota, vai se sair bem. Eu não sou a melhor pessoa para dizer sobre relacionamento, os meus sempre foram pavorosos. Enfim: Ele te traiu, você é jovem e tem uma vida inteira para namorar, e a vida continua.

- Mãe, juro que nunca vou querer um consolo teu – disse Marggie – Não são consolos, são... qualquer coisa menos consolos!

- Marggie, não piora a situação – disse Grisson

- Mãe, posso chamar a Lise para vir em casa?

- A Elisabeth está de castigo filha, lembra? – respondeu Catherine

- Não tenho culpa que ela é indiscreta!

- Ai de você se fizer o mesmo que ela – disse Catherine

"Ainda bem que eu sou discreta e ninguém viu eu me agarrando com o Luca na escola hoje" – pensou Marggie

- Ok mãe.

Na casa da Sara...

Elisabeth chegou de cara amarrada. Já Luca chegou como sempre.

- Boa tarde crianças – cumprimentou Sara

- Só se for para você – retrucou Elisabeth indo em direção ao seu quarto

- Não liga para ela mãe – disse Luca sentando ao lado da mãe. – Ela não toma jeito

- É impressão minha ou você está mais feliz? – perguntou Sara olhando para o filho o mesmo corou. – Aconteceu algo?

- Só que estou completamente apaixonado pela Marggie – respondeu o garoto

- Toma jeito também – falou Sara

- Eu sempre tomo – respondeu o garoto

- Você a beijou?

- Começou na festa dela – respondeu o garoto lembrando-se de tudo – Aí, estávamos ficando desde então, só eu hoje estamos juntos oficialmente

- Cuidado, é o que peço. E deixa o Tio Grisson e a Tia Cath ficarem sabendo...

- Me comem vivo – disse o garoto.

- E deixa seu pai saber também...

- Acho que ele me afoga numa piscina com larva!

- O que houve? – perguntou Nick chegando na sala.

- Que você afoga Luca se ele começar a namorar com 13 anos – respondeu Sara

- Nem sei o que faria se o meu filhote começasse a namorar com 13 anos, já chega a nossa filha querer namorar.

- Ela vai dar um trabalhão para a gente nessa adolescência – disse Sara olhando para o filho

- Não to a fim de participar dessa conversa – disse Luca se levantando e indo em direção ao quarto

- Queria conseguir conversar com a Elisabeth... – disse Sara

- Uma hora ela vai ter que falar conosco – disse Nick abraçando Sara

- Eu não consigo nem dizer "oi" sem ela retrucar. – disse Sara magoada

- Vai falar com ela agora, que tal?

- Pode ser – falou Sara afundando no colo do Nick

- Então vai Sar – disse Nick levantando Sara do colo

Sara se levantou e foi no quarto da filha. Ela bateu na porta do quarto, a menina nada respondia. Então Sara entrou (ela não tinha a chave do quarto enquanto estivesse de castigo), ela se deparou com um quarto nada arrumado.

O guarda-roupa estava aberto e todas as roupas jogadas no chão, sapatos espalhados pelo quarto todo, e seu rádio estava ligado, estava tocando Avril Lavigne e Elisabeth estava deitada na cama com um travesseiro sobre a cabeça. A única coisa arrumada no quarto era a prateleira de livros. O material escolar estava jogado pro todo o quarto. No ventilador tinha um par de meias, na escrivaninha não cabia nem mais um lápis. Elisabeth tinha uma prateleira com ursos de pelúcia, naquele momento não tinha nada sobre a prateleira. Mal se conseguia andar no quarto. Quando Sara entrou pisou em um grampo de grampeador.

- AIII! – gritou Sara

A menina nem se deu o trabalho de olhar para a mãe. Depois que Sara conseguiu chegar à cama da filha a menina a ignorou.

- Filha não da para viver em guerra! – gritou Sara para que a filha pudesse escutar.

O travesseiro da filha estava encharcado, Elisabeth não queira conversa. Sara não satisfeita pegou o controle do rádio e abaixou o volume.

- Pronto, vamos conversar agora – disse Sara olhando para a filha.

A menina não moveu um músculo. Sara então tirou o travesseiro que cobria o rosto da filha.

- Filha... – Sara não conseguia ver sua filha chorando – Podemos conversar?

- Não quero conversa, não quero saber de nada, quero ficar sozinha – respondeu a menina virando para o outro lado.

- É por causa do Michael que está assim. – isso foi uma afirmação, mas Elisabeth assentiu do mesmo jeito. – Filha eu entendo que goste do garoto...

- Eu o amo – corrigiu a menina

- Seja como for, você é muito jovem ainda para namorar. – disse Sara limpando as lágrimas que caíam dos olhos da filha.

- Você não entende... Ninguém entende. – disse a garota.

- Sabe, um dia eu me apaixonei por um cara assim – confessou Sara

- E...

- E que eu era cinco anos mais nova que ele. Ele tinha namorada, mas eu dizia que o amava e no final estava só me iludindo.

- Isso não está ajudando.

- Eu sei. Por isso quero que primeiro faça tudo o que puder fazer, e quando for mais velha pense em namorar e fazer esse tipo de coisa.

- E enquanto você quer que eu faça essas coisas de adolescente eu sofro de amor. Isso não vai funcionar – disse a menina.

- Então posso te pedir uma coisa? – perguntou Sara

- Se estiver ao meu alcance...

- Prometa-me me deixar saber mais sobre você, como pensa e se sente. Isso vai facilitar tudo.

- Eu não sei se consigo fazer isso – confessou a menina.

- Então pelo menos tente.

- Eu vou tentar, mas se não der certo?

- Tenho certeza que vai. – disse Sara

Na casa do Warrick...

- O que? – perguntou Tina horrorizada

- Mãe... – Michael ia começar a dizer, mas foi interrompido por Warrick.

- Você não tem tamanho e nem idade para isso!

- Eu... – Michael tentou dizer algo de novo

- Ai se eu for chamada na escola! – disse Tina histericamente.

- Eu posso... – tentou o garoto novamente

- Você está muito encrencado – disse Warrick

- ... Explicar... – continuou o garoto

- Um Mês inteirinho sem saídas, sem computador, sem videogame, sem amigos – disse Tina se segurando para não bater no filho.

- Só vai sair do castigo quando tomar juízo – corrigiu Warrick.

- Eu posso explicar – disse o garoto

- Então explique – falou Tina

- Estou apaixonado por ela, não posso fazer nada. Por acaso vocês mandam no coração de vocês? Se mandarem eu quero aprender. – disse o garoto quase chorando – E não estávamos fazendo nada de errado, só nos beijando – explicou Michael – E nem era na aula.