Ainda sem net! "/ Boas e más notícias. Boas que a net vem esse mês. Más é que estou em ano de formação. Totalmente sem tempo. xD~
Estamos nos aproximando da reta final, a fic vai ficar mais crucial a cada capítulo. Se alguém quer saber por que toda essa enrolação de sete capítulos, não perca uma virgula desse e dos que virão a seguir ;)
Sem delongas!
Paixões Proibidas
.
Cap. 8 - Declarações
Knife, Cuts like a knife, How will I ever heal? I'm so deeply wounded
(Faca, Corta como uma faca, Como eu vou me curar algum dia? Estou tão profundamente ferido)
Knife - Rockwell
.
Quando não aguentava mais correr e suas pernas vacilavam a ruiva parou em uma árvore e se apoiou chorando e gritando de raiva. Tirou o sapato e o arremessou na árvore a frente.
- Foi tudo planejado?
Ela sentiu as mãos de Draco agarrarem seus braços, encarou-o. Seus olhos faiscavam de fúria, isso deu a Gina certo receio. Suas pernas tremeram, ela tentou dar um passo atrás. No entanto, sentiu seu corpo pressionado ao tronco da árvore.
- Não foi! – ela berrou – Eu ia te contar, mas... – sua voz que começara tão alto morrera no meio da garganta. Ela engoliu a seco procurando motivos de não ter esclarecido tudo a Draco antes.
- Mas o que Gina! Diga! – ele chacoalhou-a – Me prova que você não é uma chantagista barata.
A ruiva o encarou com ódio. Ela nunca havia dado motivos para que ele confiasse nela, é verdade. Mas ele não precisava acusá-la assim sem nem ao menos ouvir o que ela tinha a dizer.
- Quer saber? Eu não lhe devo explicação nenhuma! Pro inferno você e sua desconfiança. – tentou sair.
Mas Draco a empurrou abruptamente de encosto ao tronco da arvore prensando-a com seu corpo não dando chances para que ela escapasse.
- Chega de fugir ruiva!
- Me solta Malfoy! – ela rosnava as palavras. – eu não tenho nada a lhe explicar.
Ele sorriu sarcástico.
- Você ainda não entendeu? Só a deixo sair quando souber o que quer aqui.
- SOCORRO! – ela berrou.
- Grite o quanto quiser. Estamos tão afastados e a música está tão alta que ninguém vai ouvi-la.
A ruiva o olhou com raiva. E continuou a gritar.
- Não entende? Não adianta gritar.
- SOCORRO! – ela fingia não ouvi-lo.
Draco encarou aquela mulher a sua frente que continuava a gritar. Parecia que era apenas pelo prazer de irritá-lo. Ela estava ali presa entre ele e um tronco de árvore no meio de uma floresta e não perdia a pose. Tão petulante. Tão...
Draco não ordenou seus pensamentos. E por puro extinto juntou seus lábios ao da ruiva. Era algo que a muito ele queria fazer. E apesar de todos os acontecimentos dos últimos minutos não parecia haver momento mais oportuno.
O beijo era ardente e dominador. Ambos pareciam transmitir tudo o que sentiam no momento. Era avassalador e urgente, continha todo o desejo e luxúria que aqueles dois guardaram nos últimos dias.
Ao termino do beijo eles grudaram as testas e tentavam recuperar o ar. Ambos estavam ali, expostos um ao outro. Pareceu que naquele momento todas as máscaras padeciam.
- Por que ele falou em chantagem? – Draco perguntou baixinho, agora bem mais calmo.
Ela fechou os olhos. Respirou fundo e decidiu abrir o jogo.
- Eu precisava vê-lo.
- Por quê?
- Para entregar uma carta.
- Pedindo dinheiro? – seu tom era inquisidor. Aquele suspense todo o estava irritando novamente. – E eu era apenas o intermediário? – ele ignorou a dor que sentiu no peito.
- Acha mesmo que faria isso?
Ele não respondeu. Gina percebendo que ele não o faria fechou os olhos em decepção. Aproveitou que ele estava confuso em seus próprios pensamentos e se desfez da prisão. Parou de costas pra ele, tentando esconder o choro que voltara a seus olhos.
- Meu pai morreu quando eu ainda era muito nova. Desde aquele dia foi somente eu e minha mãe. Ela sempre foi importante pra mim. Depois da morte do meu pai ela se tornou tudo o que eu tinha. Criamos uma relação, um vínculo muito forte. Não há nada que ela não soubesse de mim. E julguei que soubesse tudo dela. No entanto há três anos, em seu leito de morte – a ruiva fechou os olhos lembrando-se do dia mais triste de sua vida – ela me pediu que entregasse uma carta ao seu pai. Pode imaginar o que eu senti? Jamais havia se quer ouvi o nome de sua família. No entanto ela nada mais acrescentou. E antes que pudesse pedir maiores explicações ela... Ela se foi... – o choro se intensificou e ela deu uma pequena pausa para se recompor – Apesar de tudo estou aqui para cumprir o último pedido dela. Sem nem ao menos saber por que.
O silêncio tomou conta dos dois. Apenas o choro dela era ouvido. E ela não tinha coragem de virar para encará-lo.
- Pensei que você poderia me ajudar a entregar a carta. – ela ouviu um gemido de Draco e não entendeu bem o porquê, mas ainda sim não ousou encará-lo. – Acredite no que quiser Draco. Isso é tudo que tenho a dizer.
Ela fungava tentando conter o choro que parecia não ter fim. Enxugou os olhos com a luva e tentou se acalmar.
Procurou pelos seus sapatos e quando finalmente os encontrou tentou erguer um pouco de dignidade para ir embora.
- Até onde – Gina, que já havia se conformado que Draco nada falaria, surpreendeu-se com a fala. – estava disposta a ir? – acrescentou após um curto período. Sua voz saia rouca e contida.
- Até onde o amor nos leva? – fungou.
- O seu te levou a pisar nos outros. – ela sentiu uma dor no coração. E constatou com horror que ele estava certo.
Respirou fundo e reuniu toda coragem que podia. Virou-se para encarar o loiro que havia apoiado o cotovelo na arvore e encarava o solo desolado. Nunca imaginou vê-lo assim, tão vulnerável... Parecia estar aos frangalhos.
- Draco... – ele a encarou e ela fraquejou. Seus olhos estavam extremamente azuis e... Molhados? – Eu errei sim. Mas não foi onde você imagina. Eu errei ao deixar que me conquistasse. Quando deixei que se aproximasse de mim por um falso pretexto. Pisei em mim mesma. De tudo que aconteceu e não estava em meus planos, sem sombra de dúvidas o pior foi ter me apaixonada por você.
Draco enrijeceu. Ela o encarou, ele parecia absorto demais em seus pensamentos. Seus olhos estavam vidrados e distantes.
- Desculpa. – vendo que ele nada dizia, nem ao menos se movia ela decidiu ir embora – Desculpa... – repetiu e calmamente virou-se e pôs a andar rumo ao que ela lembrou ser à saída daquela floresta.
Draco nem mesmo pareceu notar sua ausência. Ele estava chocado demais absorvendo os últimos acontecimentos.
Gina andou pelo gramado e saiu pela lateral. Não queria que ninguém a visse nesse estado.
Ela se sentia estranhamente calma. Talvez anestesia após tudo. A última declaração foi uma surpresa para ela. Não imaginava, mas ao ouvir tais palavras saindo de sua boca ela teve a certeza em seu íntimo que era a mais profunda verdade.
Andou pela rua e decidiu-se por pegar um taxi. Por sorte não demorou muito a conseguir um naquela noite que agora começava a esfriar.
Já a caminho do hotel sua mente foi clareando e ela começou a organizar os pensamentos. No final, ela estragara tudo. Lucio Malfoy não queria vê-la. Todos pensavam que ela era uma chantagista. A carta de sua mãe não fora entregue. E Draco a odiava e com toda a razão, constatou com profundo pesar.
Fechou os olhos e desejou que todo aquele pesadelo acabasse. Que quando os abrisse estivesse em seu rancho, com seus cavalos. No entanto ao abrir os olhos viu-se em um táxi andando pelas ruas de Londres.
E nesse momento uma pergunta a atingiu com toda a força. Golpeando todo seu intimo e dilacerando-a em dúvida: O que fazer?
- o –
Ele andava por entre as pessoas, mas seu pensamento estava longe. Encarou a fogueira à frente deixando que seus olhos se perdessem no crepitar das chamas. Ele parecia preso em lembranças, de outros tempos... Outra vida talvez?
- Flash back –
- Um hidrante!
Ele ouviu alguém gritar enquanto via horrorizado todo um quarteirão ser consumido pelas chamas. Ao seu lado uma jovem parecia paralisada pela ferocidade das labaredas.
- Molly! – chamou fazendo-a desviar os olhos da chama e encará-lo.
Pegou a mão da jovem e a tirou dali. Levando-a para a direção oposta das chamas. Os dois correram por ruas escuras e desertas. Até que pararam frente a uma porta de madeira.
Ele indicou para que ela entrasse e olhou mais uma vez as chamas que rasgavam a noite. Entrou e seguiu sua companheira que havia se apoiado a uma pilastra do local.
Olhou em volta e viu algumas pessoas deitadas e outras sentadas conversando baixo e com olhares desconfiados. Ela sentou olhando para todos os lados. E ele seguiu seu movimento sentando ao seu lado. Um estrondo foi ouvido por todos. Ela estremeceu e aconchegou-se próximo ao seu companheiro.
- Abrace-me Lúcio. Por favor. – ele viu o terror em seus olhos e prontamente atendeu seu pedido.
- Sempre! Sempre estarei com você. Eu te amo!
Ele apertou o abraço enquanto juntos ouviam os repetidos barulhos de escombros caindo. Era a destruição. O preço da guerra. Ao qual todos eram obrigados a pagar.
- Lúcio... – sua voz estava abafada pelo pesado casaco que usava e cobria-lhe o rosto – eu também te amo!
Ela o olhou com um meio sorriso. Que ele retribui com outro.
- Tudo vai ficar bem. Eu prometo...
- Fim flash back –
O barulho de fogos de artifício explodindo no céu o acordou de seus devaneios. Devia já estar caducando. Bufou irritado. Entrou na mansão a procura de Blaise.
Quando o avistou, puxou-o pelo braço nem mesmo pedindo licença ao grupo com quem ele conversava animadamente.
- Blaise, aquela moça... Quero que descubra tudo sobre ela. – disse sem rodeios.
- Não estou entendendo – Blaise o encarou – Virginia é minha convidada.
- Não interessa! Quero que descubra – ele o encarou longamente – Passe algum tempo com ela.
Blaise riu entendendo bem onde Lúcio queria chegar.
- Seria um prazer. – ele sorriu – Em circunstâncias normais – acrescentou fazendo o homem a sua frente o olhar com estranheza. – Ela é linda sabe...
- Já roubou mulheres dele antes! – Lúcio o interrompeu cortando sua ladainha.
- E ele roubou as minhas! – disse em sua defesa – É um jogo! Ninguém se machuca... Desta vez, não é um jogo para Draco.
O loiro riu em escárnio.
- Com certeza para ela é.
Blaise o encarou por longos segundos com uma seriedade pouco usual.
- Acho que está equivocado.
- Eu duvido muito. – balançou a cabeça em sinal de negativa. Debochando das insinuações românticas de Blaise.
- Espere e verá Lúcio! – ele sorriu misterioso – Vou fazer parte do que me pediu.
E saiu sem nada mais acrescentar.
- o –
Gina abriu a porta do quarto e jogou seus pertences no chão próximo a porta mesmo. Correu para cama e se jogou nela. Encolheu-se o máximo que pode e ficou encarando a parede.
Estava frustrada. Era agora somente dor e decepção. Mas disse a si mesma que não iria chorar mais. Não aguentava mais a sua auto-piedade.
Não saberia dizer quanto tempo ficou encarando a parede. No entanto quando seus olhos estavam pesados e ela estava quase dormindo sentiu uma mão afagar seus cabelos.
Virou-se assustada prestes a gritar e bater em quem quer que fosse, porém o choque tomou conta de si. Uma onda elétrica passou por todo seu corpo.
Por que aqueles olhos azuis acinzentados a encaravam tão profundamente?
- Não me lembro de ter autorizado que subisse. – Ela afastou-se dele e sentou ao pé da cama ficando de costas para ele.
- Quando se é dono do hotel o recepcionista nem mesmo pergunta aonde você vai, acredita? – ela o ouviu rir e bufou insatisfeita.
- Eu não consigo me esconder de você? – Aquela situação a incomodava. Odiava sentir-se acuada.
- Não enquanto continuar se hospedando em meus hotéis. – respondeu sereno.
- É possível fazer o contrario? – perguntou irônica.
- Mas do que imagina – ele levantou aproximando-se das costas da ruiva e sentiu a tensão apoderar-se dela, preferiu parar a meio caminho – Mas o destino parece querer que nos encontremos.
- Não acredito em destino.
- Também não acreditava. – ele colocou as mãos no bolso e olhou pela janela.
O luar invadia e quarto e era a única iluminação do ambiente. Ele olhou para as costas da ruiva, a lua conferiu um brilho azulado a sua pele pálida. Parecia lhe dar uma aura triste. O que, com certeza lhe caia muito bem naquele momento, e Draco bem sabia que tinha uma parcela importante de culpa nisso.
Ela se remexeu e Draco despertou de seu transe. Percebeu que sua presença silenciosa a incomodava.
- Acho que eles se conheceram. – desconversou incapaz de dizer o que queria de verdade.
- Seu pai deu o colar para a minha mãe. – Gina acrescentou entendendo o que ele quis dizer.
- Não é o tipo de coisa que se dá assim.
- Acha que minha mãe pegou então? – ela levantou e o encarou. Seus olhos queimavam em fúria.
- Não sei o que achar... – Remexeu as mãos no bolso. Queria acreditar nela, mas não poderia mentir.
- E eu não sei o que faz aqui – ela cruzou os braços impaciente – Francamente, a última coisa que quero é discutir esse assunto com você há essa hora.
Encarou-a chocado vendo que ela o estava expulsando.
- Por favor. – ela abriu a porta e indicou o corredor pra ele – Me poupe de suas acusações. Se te incomoda tanto... – ela tirou o colar enquanto falava – Tome, fique, é seu por direito – estendeu a mão balançando o colar.
Draco olhou do objeto para ele e dela para objeto. Aproximou-se e fixou seus olhos no rosto de Gina.
Em um movimento rápido ele puxou a mão dela, fazendo-a se desequilibrar um pouco. Empurrou e fechou a porta encostando seu corpo ao dela, prendendo-a entre ele e a porta fechada.
Ela encarou-o atônita.
- Eu não quero o cordão. Eu quero você.
E beijou-a antes que ela pudesse falar qualquer coisa.
- o –
Lúcio via o carro deslizar suavemente pela estrada asfaltada. Olhava para o lado observando a vegetação que passava. Uma luz o fez olhar pra frente. O farol de um carro vindo na direção contraria o atingiu.
Luz...
- Flash back –
Um aglomerado de casais dançava pelo salão onde havia um palco improvisado. O palco estava decorado com bandeiras do Reino Unido, Estados Unidos e Canadá. No meio delas uma mulher cantava. E brilhava...
Seguro nos meus braços de novo
Como eu esperei pelo momento em que
Você estivesse aqui comigo
Bem pertinho
Ela cantava com toda a emoção. Seu coração batia incessantemente. Não estava nervosa, longe disso, mas podia sentir exatamente o que a letra da música passava. Sua voz, em perfeita harmonia com a melodia encantava a todos os casais apaixonados do salão. Em tempos de guerra, momentos como aqueles eram únicos e especiais. E ela sabia bem disso.
Seguro nos meus braços, de novo
O céu cinzento ficará azul
E o sol surgirá brilhando
Quando o mundo for livre
A música ia ganhando mais vida conforme ela cantava. E ele não pode deixar de reparar no esplendor daquela bela mulher que trajava um vestido tão vermelho quanto seus cabelos. Estava hipnotizado pelo seu canto e beleza.
- Quanto tempo vai ficar em Londres?
Ele olhou para a mulher que dançava consigo. Encarou-a por um tempo, assimilando a sua pergunta.
- Alguns meses. Até obter outro posto.
- Quer voltar para o combate? – ela retesou as feições.
Ele limitou-se a concordar com a cabeça. Ela apoiou a cabeça em seu ombro e ele voltou a encarar a jovem cantora.
Ela cantava com a alma, ele sentia. E via todo o seu corpo balançar com a música. Tinha um sorriso fascinante, era linda...
Haverá um fim
Para essas noites escuras e solitárias
E nós caminharemos de novo sob as estrelas
Os olhos dela pousaram em si. Ele não desviou. Ambos se encaravam. E naquele momento ela cantava para ele. Somente para ele.
Nosso amor será mais que uma lembrança
E sob o luar eu o abraçarei com carinho
Seguro nos meus braços de novo
- Quem é sua nova amiga? – falou para sua companheira de dança indicando a cantora que ainda o encarava.
Ela olhou para trás apenas por habito.
- Weasley... Molly Weasley. Vou apresentá-la mais tarde. – ela respondeu olhando de um para o outro tentando entender a pergunta.
Ele concordou com a cabeça. E a rodou, logo após parando de frente a Molly novamente. Que vez ou outra sorria tímida em sua direção.
Eu vou abraçá-lo de novo
Seguro nos meus braços de novo
- Fim Flash Back –
"Seguro nos meus braços de novo".
Ele fechou os olhos. Ainda podia ouvi-la cantar. Mesmo depois de tantos anos, ele ainda a ouvia cantar. Ainda lembrava exatamente daquele dia, não só de sua voz. Mas como a conheceu...
- Flash back –
- Saúde Narcisa! – Levantou seu copo brindando com a mulher que estava sentada a sua frente.
- Por tempos melhores. – ela levantou seu copo brindando-o ao dele.
Antes que encostasse sua taça aos lábios o olhar da jovem parou em um ponto atrás dele.
- Aí vem ela – sorriu e ele olhou para trás vendo a jovem cantora vir em sua direção rindo e cumprimentando a todos que a parabenizavam pela canção – Não pergunte do marido... – ela colocou a mão sobre a de Lúcio e ele voltou seu olhar para ela desapontado – ela já chorou bastante.
Antes que ele pudesse perguntar o que quer que fosse. Sentiu-a atrás de si.
- Narcisa! Pensei que tinha voltado ao trabalho.
Ele a viu passar por si e cumprimentar a morena a sua frente.
Levantou e ela virou bem em frente a ele. Viu-a corar, um pouco constrangida pela proximidade.
- Vou daqui a pouco – ela olhou para o relógio de pulso – Ah! Esse é Lúcio Malfoy. – apresentou-os vendo que já se encaravam – essa é a Sra. Weasley. Molly Weasley.
Ela apertou sua mão e ele a puxou beijando seu rosto. Ela surpreendeu-se pelo ato. Narcisa levantou, como se isso pudesse evitar que se aproximassem mais.
- Olá – ele disse – Como vai? – afastaram-se, no entanto se encaravam intensamente.
- Fim Flash Back –
Lúcio Malfoy fechou os olhos. O que ele levou tanto tempo para aprisionar, agora estava livre de novo. Uma torrente de lembranças vinha em sua mente de uma vez só. Isso o irritava.
- o –
Draco levantou-a. Ela entrelaçou as pernas ao redor de sua cintura. Segurava seu rosto e o aproximava ainda mais. As mãos dele passeavam pelo corpo dela. Tocava em pontos sensíveis despertando-a.
O desejo entre ambos era crescente. Pareciam dois adolescentes afoitos. Ondas quentes fervilhavam por eles. Sentiam a pele arder de forma extremamente agradável.
Ele puxava levemente seus cabelos enquanto beija toda a extensão de seu pescoço, deixando marcas avermelhadas na pele alva de Gina.
- Draco... – ela arfou em seu ouvido e ele quase explodiu de excitação.
- Eu a quero Gina, desde que caiu em meus braços quando nos conhecemos. – ele falou correndo o dedo indicador pela curva do pescoço de Gina.
Ela sorriu, sentiu uma onda sobressaltar-se espinha abaixo.
- Pensei que não chegasse nem perto de uma das suas selecionadas.
Ele sorriu lembrando-se do que falou no dia em que se conheceram.
- Você não esquece uma – ela sorriu em concordância – Meu ego não me permitiria dizer que você excede as expectativas.
- Acho que você está falando demais sabia. – ela sorriu maliciosa – pensei que agisse mais.
Olhou-a incrédulo e logo sorriu para ela.
- Você é incrível Srta. Weasley.
E voltou a beijá-la ardentemente. Caminhou em direção a cama com ela em seus braços. Tirou-lhe o vestido suavemente e levantou-se um pouco para admirar a visão que tinha.
Seus cabelos estavam displicentemente jogados pela cama. Seu rosto estava vermelho e afogueado, os olhos brilhavam intensamente de puro deleite. Seu corpo era emoldurado pela luz do luar fazendo-a parecer uma estatua de mármore.
Por que aquela visão o fazia estremecer? Antes de Gina nada parecia ser tão bom e tão perfeito. Até mesmo um beijo era como alcançar o topo da sublime escala do prazer.
- Draco... – seu nome saia em uma brisa acalorada que não passava de um sussurro.
- Quer me enlouquecer ruiva? – ele olhava-a enquanto ela fazia biquinho.
- Só um pouquinho. – sorriu ao vê-lo desfazer-se de suas roupas.
Sorriu satisfeita. Lentamente ele tirou sua última peça de roupa enquanto alisava e beijava suas pernas no processo.
Ele queria prolongar aquele momento. No entanto o desejo de ambos não permitiram. Ele deitou sobre ela, e ali, apenas a luz do luar foi testemunha da união de dois corpos que pareciam encaixar-se perfeitamente.
Tão perfeitamente que parecia irreal. E talvez fosse mesmo. No entanto, eles não sabiam. Mas de fato o destino encarregar-se-ia de pregar-lhes uma peça.
- o –
Ele olhava pela janela fumando seu charuto. Observava a rua, algumas pessoas que andavam por ela. Um guarda fardado prendeu-lhe a atenção. Ele andava com postura e altivez. Assim como ele há anos atrás...
- Flash Back –
Caminhava apressado pela praça. Olhava para os gramados procurando alguém suspeito. Um habito de guerra. Sorriu ao constatar o fato.
Aproximou-se do centro da praça, onde havia a cúpula de pilastras brancas onde sempre costumava ir. Ao entrar, sorriu em satisfação ao constatar que ela o esperava ali.
Viu-a levantar e aproximar-se dele sorrindo. Abraçou-o animado erguendo levemente do chão. Logo encostou seus lábios ao dela.
- Você é louco! – afastou-se dele rindo.
- Louco por você! – a abraçou mais apertado beijando-a novamente.
- Fim do Flash Back –
Chacoalhou a cabeça procurando afastar aqueles pensamentos. Precisava fazer algo urgentemente quanto àquela situação. Tinha de se livrar do fantasma de suas lembranças e fazer alguma coisa por seu filho, seu único filho. Draco... Parecia sucumbir ao mesmo mal que ele próprio sucumbira há anos atrás.
Apagou a luz e deitou-se tentando inutilmente dormir...
- o –
- Minha mãe nunca veio a Londres. – Gina falou enquanto se aconchegava no peito de Draco chegando mais próximo dele enlaçando sua cintura.
- Não que você saiba. – ele encarava o teto e pensava sobre tudo que acontecera em sua vida desde que aquela ruiva caiu em seus braços. Ele vivia em função disso.
- É, tem razão. – admitiu um tanto contrariada. Não gostava de pensar que sua mãe tinha segredos.
- Ela não conhecia ninguém em Londres?
- Hum... Tinha uma amiga antiga, Holly Cantrell na agenda dela. – bocejou.
- Podemos procurá-la amanha. Talvez ela seja o ponto de partida de nossas investigações. Podemos falar com meu pai, mas depois da cena de hoje não creio que ele esteja disposto a falar sobre o assunto. O que você acha Gina?
Ele sorriu ao ver que ela adormecera. Estava ressonando baixinho apoiada em seu braço. Era visível seu cansaço. Parecia que finalmente, depois de dias, ela descansava.
Ele ficou alguns minutos admirando seu rosto, tão sereno... Draco lembrou-se da declaração de Gina.
Aquilo o atingiu em cheio, ele precisou de alguns minutos para assimilar os fatos. Minutos ao qual Gina foi embora e ele não percebeu.
Mas ao olhar para os lados e não achá-la viu-se em desespero. Tentou imaginar aonde ela iria. Ficou desesperado ao cogitar a possibilidade dela ter sumido pra sempre de sua vida.
Não queria que ela fosse. Não antes de dizer o que sentia, pois naqueles minutos de procura desesperada ele percebeu o quanto gostava dela, o quanto a queria. Agora ele entendia exatamente o que sentia por ela, assustava-o.
- Eu também cometi o erro de me apaixonar por você ruiva. – sussurrou.
Queria fingir que não aconteceu, mas sabia que se o fizesse perderia Gina para sempre. E não imaginava como seria não estar com ela. Tudo parecia aos seus olhos perfeito demais, ela parecia perfeita demais. A mulher que sempre procurou. Encontrá-la assim, caída, literalmente, do céu parecia fácil demais.
Mal sabia Draco o quanto estava certo quanto a isso...
xXx
É povo, a história tá esquentando cada vez mais. Altas emoções nesse capítulo, e no capítulo seguinte ta melhor ainda. Bem deixo uns pedacinhos pra vocês...
"- Ele virá aqui hoje. Vou segurá-lo o dia todo. O resto é com você.
- Não gosto dessa idéia... – Blaise sorriu descrente ponderando os pós e contras."
...
"- Ela gostou de um homem casado?"
...
"- Hum... Mas e o meu pai?
- Bem, vou lhe contar..."
...
"- Poderia ser o John, Jack ou qualquer outro, ainda sim não lhe diz respeito. Eu saio com quem eu quero!
- Então é esse o tipo de mulher que você é? – sua voz era de uma tranqüilidade fingida. Estava fervilhando por dentro.
- É esse o tipo de mulher que você acha que eu sou? – ela sentou sobre as pernas em cima da cama o encarando irritada."
Só isso povo! Acho que esse foi um dos capítulos (digo em relação ao nove) que mais gostei de escrever. Peço perdão pelos erros gramaticais e/ou de concordancia. Os erros de edição também devem (principalmente) serem ignorados. O ff não vai com a minha cara, não tem noção como ele distorce meus "itálicos", "negritos" e "sublinhados". Tá dificil pakas revisar e postar direitinho sem erro. Mas espero que gostem!
Agradeço as reviews! E espero que até a postagem do próximo capítulo eu possa respondê-las adequandamente. Até a próxima.
Kissus!
