Gente, mil desculpas pela demora, mas é que Silver Black (nome do meu computador) está um caos. E eu pensei que toda a história tinha sido apagada (inclusive o metade desse capitulo) perdi totalmente o animo de escrever... Mas a boa notícia é que recuperei a maior parte dos arquivos (inclusive esse capitulo e consequentemente a vontade de escrever) e a má é que Silver continua ruim (Ele é muito voluntarioso).

Sem delongas, vamos a fic...


Paixões Proibidas

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Por Danii Malfoy

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Cap. 12 - Despedida

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"Não chore é o fim, o destino que quis assim"

(Autor Desconhecido)

- Minha cara, creio que você está se prendendo a detalhes a muito esquecidos. Está perdendo o ponto principal da questão.

A ruiva a encarou, estranhando seu comentário.

- O que quer dizer com isso. – remexeu nervosa em seus cabelos ruivos.

- Pensei que fosse mais esperta. – riu em escárnio – O fruto da infidelidade de Molly é seu irmão, seu ex-futuro marido, Draco.

Gina entrou em choque! Não podia ser, não era possível! Eles se amavam e... Ela arregalou os olhos em completo choque.

- Draco sempre foi meu, nunca poderá ser seu. – acrescentou solene.

Vendo que a ruiva não responderia constatou que sua missão ali já tinha se encerrado. Ajeitou sua saia com as mãos e deu uma ultima olhada para Gina que ainda estava petrificada.

- Mesmo que eu concordasse não poderia se casar com seu irmão. – deu um sorriso pesaroso. – Adeus.

E saiu pondo novamente os óculos escuros e o chapéu. Gina ao ouvir a porta bater pareceu despertar de seu transe.

Sentia-se em um grande conflito interno. Uma parte de si queria acreditar que não era verdade. Afinal, que créditos poderia dar aquela mulher tão venenosa? Mas não podia negar que era possível. E algo no que ouviu ali, inclusive a fala de Lady Malfoy, dizia que tudo aquilo era verdade.

Sentiu-se desesperada. Culpada... Culpa por um pecado que nem sabia que estava comentando.

- Não! – começou a chorar. Sentiu náuseas. Arrastou-se até o sofá e deu vazão ao seu choro.

Sua mãe lhe mostrara o paraíso, mas não alertou-lhe que havia serpentes. Por um momento sentiu raiva de tudo.

Raiva de Narcisa por lhe contar esta historia. Raiva de sua mãe por nunca ter lhe dito nada. Raiva de Lúcio por nunca ter questionado nada.

Raiva até de Draco... Oh! Draco, porque tinha de ser seu irmão? Era perfeito demais pra ser verdade. Tudo aconteceu bem demais. E ela sempre soube que não poderia ser assim. No fundo ela sempre soube...

Sentiu raiva de si mesma por ter se desviado tanto do que a trouxera ali. Talvez, se tivesse se concentrado em entregar a carta apenas. Nada disso teria acontecido.

Deitou no sofá e continuou a chorar incapaz de pensar ou fazer qualquer outra coisa.

- o –

- A você e Virginia! – brindou Lúcio Malfoy sorrindo para o filho.

- Obrigado por me contar sobre Molly Weasley – Draco acomodou-se no sofá do escritório de seu pai.

- É um alívio saber a verdade sobre ela finalmente. – desabafou.

- Me diga pai – avaliava suas feições procurando a resposta em seu olhar – Por que se casou com a mamãe?

- Nossas famílias esperavam isso – balançava o copo como se os motivos fossem relevantes - Nós esperávamos isso... Até eu conhecer Molly – sorriu – Meu pai era mais tradicional e rígido do que eu sou para você. Pode imaginar toda a confusão que meu relacionamento causou. – bebericou seu copo por fim.

- É difícil imaginar Lúcio Malfoy criando caso e desrespeitando as tradições.

- Você é mais parecido comigo do que imagina Draco.

- Alguns familiares e amigos já me disseram isso. – bebeu um pouco de seu uísque – Dizem que não tenho nada da minha mãe e sou inteiramente parecido com você. – ele sorriu – Talvez por isso tenhamos tantos conflitos.

Lúcio assentiu e deu continuidade a história.

- Quando ela sumiu, nada mais importou – suspirou pesaroso – não fui justo com sua mãe – encarava o copo e parecia pensar no que dizer – Mas na época isso não me ocorreu. Achei que poderia dar certo, tínhamos coisas em comum...

- Infelizmente o amor não era uma delas. – completou perspicaz. Lúcio assentiu novamente ao comentário do filho.

- o –

- Parou de chorar, está lavando o rosto. – Fordingbride disse ao patrão que o esperava ansioso na sala de comando do barco.

Blaise concordou. Não havia ninguém melhor que Fordingbride para acalmar as pessoas. Por isso Blaise permitiu que ele conversasse com a ruiva quando a mesma chegou aos prantos ao seu barco.

Ouviu passos descerem a pequena escada circular e foi até a ponta dela. Engoliu a seco ao encará-la. Esta que sempre indicou vitalidade agora parecia padecer aos poucos. Seus cabelos estavam desgrenhados, seus olhos avermelhados e perdidos... Definitivamente Blaise não conseguia imaginar motivo de tão mal estado.

Será que ela e Draco brigaram? Mas não era possível, ainda estavam na boa fase de um relacionamento. E depois da conversa que teve com Lúcio mais cedo achou que a aprovação de Lord Malfoy só fosse melhorar as coisas. De fato não entendia...

- Obrigada por me agüentar – a ruiva disse de olhos baixos quase aos sussurros – E não fazer pergunta.

E de fato ele controlava o ímpeto de fazer perguntas, opções não lhe faltavam.

- Gina... – ele segurou seus ombros quando viu que ela fazia menção de voltar a chorar.

- Eu só não queria voltar ao hotel... – fungou retendo o choro, sua voz estava embargada. – e você foi tão gentil. – parou por alguns segundos como que pensando no que fazer e logo avistou seu casaco sobre o sofá.

- E-eu preciso voltar. – ela disse pegando o casaco e vestindo-o.

- Pro hotel? – ele perguntou não tendo bem certeza da resposta.

- Pra casa – ela fungou mais uma vez, passando o dorso da mão sobre o nariz.

Algo no tom empregado por ela o fez ter certeza que a palavra "casa" não estava relacionado a nenhuma das residências Malfoy. Ou mesmo ao território britânico.

- Não pode voltar hoje para os Estados Unidos assim!

- Eu preciso... Não tenho escolha! – ela parecia hesitar quanto ao que falar.

- Sem se despedir? – ele segurou seu rosto obrigando-a a encará-lo.

Logo abaixou o rosto incapaz de permanecer encarando-o. Cruzou os braços e tremia levemente. Ele não poderia deixá-la sozinha neste estado.

- Fordingbride pegue o carro. Não vou deixá-la sair sozinha por ai neste estado. Permita-me pelo menos esta gentileza? – era uma pergunta retórica - Faço questão como bom cavalheiro inglês.

- Sim senhor. – o mordomo pegou seu quepe e rumou para fora do barco.

Fordingbride andou pela calçada até o carro, enquanto abria a porta observou o aparelho móvel entre os bancos da frente. Calmamente entrou no veículo e pegou o aparelho discando um número que já tinha em mente.

Enquanto esperava que a pessoa atendesse do outro lado da linha observava o capô do carro. Já não estava mais tão reluzente e algum pombo oportunista havia deixado sua marca no preto polido do automóvel. De fato precisava levá-lo para lavar.

Talvez o fizesse quando todo aquele alvoroço passasse...

- Alô? – ouviu a voz do outro lado da linha ao atender a ligação.

- Boa tarde senhor Malfoy.

- Fordingbride? – perguntou incerto.

- Sim senhor. Creio que não seja da minha conta, mas tenho uma informação que pode interessar a sua.

- E que informação seria essa? – a voz do loiro já demonstrava preocupação, ele sabia que se Fordingbride estava ligando pra ele era realmente serio.

- Sua noiva, decidiu voltar para a América, achei que deveria saber.

- Gina? Como assim? Mas... – sua voz subia gradativamente – Você esta falando sério? – sabia a resposta a essa pergunta, mas não queria acreditar que era verdade.

- Certamente que sim senhor. Ela vai sair em minutos, se o senhor puder chegar antes disso...

- Já estou indo. – desligou não esperando a resposta.

Fordingbride ligou o carro para certificar-se que o ronco do motor era tão suave quanto deveria ser, indicando que o mesmo estava em perfeita ordem mecânica.

Desligou o carro e dedilhou o volante enquanto esperava Gina e Blaise ou Draco chegar. Penalizou-se por ter esquecido suas sinfonias clássicas no barco. Fechou os olhos e mentalizou a melodia de um dos arranjos.

Não esperou muito, logo o barulho de um carro estacionando foi ouvido ao seu lado. Provavelmente o carro veio em uma boa velocidade, a freada brusca indicava um estacionamento irregular e a batida estrondosa da porta evidenciou a impaciência do motorista. Fordingbride não precisava abrir os olhos, sabia que era Draco Malfoy.

Ainda assim abriu-os e olhou na direção do barco onde viu Blaise ajudar Gina que parecia desorientada. Saiu do carro indo em direção ao casal.

Blaise ao avistar Draco vir a passos largos em sua direção olhou para o mordomo e sorriu satisfeito. Afinal, ele fizera exatamente o que Blaise achou que ele faria. Fordingbride fingiu não ver tal sorriso cúmplice retendo-se apenas a tirar uma linha branca que corrompia seu terno preto imaculado.

- Gina, o que houve? – A voz dele mostrava uma leve irritação, mas acima de tudo impaciência.

Gina, que só então pareceu acordar de seu transe o encarou chocada. Incapaz de permanecer encarando-o ela olhou para os sapatos de Blaise.

- Tire me daqui – murmurou com a voz baixa e incerta.

- Me diga o que aconteceu, por favor – sua voz agora estava mais calma, tentando esfriar os ânimos.

- Preciso pegar um avião – ela olhou em seus olhos, talvez fosse a maneira digna de fazer isso – Desculpe.

- Que avião? Por que vai embora?

Olhou para o mar como que procurando as resposta que deveria dar. No final ficou aflita por não ter uma desculpa convincente a dar.

- Gina – agora Blaise a chamou carinhosamente fazendo com que ela o encarasse – seja razoável... Vocês precisam conversar.

Ela sorriu triste, talvez ele estivesse certo. Afinal, não era culpa dela que o destino tenha sido tão maléfico com eles. Nada mais justo do que Draco saber de tudo. Uma conversa franca era o caminho certo. Suspirou, talvez, se sua mãe tivesse tomado a mesma decisão anos antes, ela não precisasse tomar esta agora.

Caminhou silenciosamente até a grade que dividia o mar da calçada. Não disse uma palavra que fosse, mas Draco sabia que essa era sua deixa.

Apoiou-se na grade contemplando as ondas baterem nas pedras abaixo de seus pés. Ouviu os passos dele atrás de si.

- Sabe Draco... – falou com a voz ainda embargada pelo choro de minutos atrás. – Por vezes o destino interfere em nossas vidas...

- Gina...

- Deixe-me falar! – ela o cortou – Nós somos prova disso Draco. Pela lógica de nossas vidas jamais deveríamos ter nos encontrado. Pessoas distintas, de lugares distintos. Era tão improvável quanto... – sua voz morreu por um segundo – Mas algumas coisas aconteceram no passado e elas nos trouxeram até esse momento. Este exato momento – ela segurou o choro que tentava subir pela sua garganta – A verdade nem sempre é o que parece ser, muitas vez é maior do que imaginamos...

- Gina... – ele não queria interrompe-la, mas ela parecia estar perdida em pensamentos e isso fazia a impaciência dentro de si crescer gradativamente. Ele não entendia onde ela queria chegar.

- Não importa – ela falou, como se adivinhasse o que ele estava pensando no momento – o fato é que da paixão proibida de Lucio Malfoy e Molly Weasley sobrou muito mais que as lembranças.

- O que quer dizer com isso?

- Eles tiveram um filho – ela fechou os olhos por um segundo mentalizando o que deveria dizer a seguir – Você Draco, você é filho deles.

- Mas c-como? Isso não é possível – ele disse enquanto avaliava a improbabilidade da questão – Isso nos tornaria irmãos...

Ele viu Gina enrijecer e se arrependeu de ter dito aquela palavra. Não podia ser verdade. Sentiu seu coração ser espremido enquanto sufocava em batidas aceleradas.

- Lorde Malfoy aceitou ler a carta, meu trabalho aqui terminou é chegada a hora de voltar para minha casa – finalizou o assunto. Não poderia mais discutir aquilo. Não com toda a dor que sentia dentro de si, falar sobre isso só parecia fazê-la aumentar e intensificar.

- Quem te falou isso? – ele disse quando a viu por as mãos no bolso do casaco preparando-se para ir embora. Ela não podia ir assim, tinha muito o que ser esclarecido ainda.

- Narcisa Malfoy.

A imagem de sua mãe veio a sua cabeça e memória a cerca de suas ações. Nem mesmo ainda havia falado com a sua mãe, mas provavelmente ela descobrira de alguma forma.

- Eu me recuso a acreditar! – remexeu nos cabelos loiros platinado nervoso - Ela deve esta mentindo!

- Não creio – a ruiva suspirou – Ela estaria arriscando muito com isso... Doeu demais em seu orgulho.

Avaliando por esse lado, por mais que Draco odiasse a admitir, de fato se fosse mentira ela estaria arriscando muito por nada. A reputação que ela tanto prezava perante a todos, o pouco de respeito que Lúcio tinha por ela...

- Sei que meu pai não imagina... – murmurou quase não sabendo o que dizer.

- Ela não contou – Gina sentenciou.

Suspirou mais uma vez, de repente estava assustadoramente cansada. Começou a andar lentamente em direção ao carro de Blaise.

- Ele tem que saber! – Draco se desesperou quando a viu indo embora. De alguma forma ele tinha que impedi-la, precisava pensar em uma solução depressa.

- Para que? – ela virou em sua direção.

Não era aquele rosto confuso e amargurado de Draco que ela queria guardar de recordação, mas ainda sim registrou cada detalhe de suas belas feições. Sabia que era melhor esquecê-lo, mas sentia-se impedida de tal ato.

O vento parecia empurra Gina até ele. Seus cabelos estavam revoltos e sem sucesso ela tentava conte-los.

Para Draco ela parecia uma visão, linda. Irresistivelmente linda como sempre fora para ele. Não era somente a beleza externa, mas era tudo que emanava dela. Era perfeita demais. Demais pra ser real ou possível... Ele observava ela segurar o cabelo contra ao vento só para encará-lo. Parecia uma pintura, intocável... Era a paixão proibida de Draco Malfoy.

Ele a estava perdendo. Sabia que estava. Mas nada podia fazer, não havia o que ser feito... Foi com muita dor que Draco reconheceu que não havia solução.

Deu um passo em sua direção. Era inevitável não atrair-se a ela. Mas agora parecia tão errado... Mas como poderia ser errado se todo o seu corpo dizia ser o certo?

Gina arregalou os olhos com o menor sinal de proximidade, deu um passo atrás.

- Sei que é errado dizer isso, mas eu te amo Draco. De alguma forma torta e totalmente inapropriada, eu te amo. – Seus olhos marejaram com as palavras. Mas deveria se segurar para não chorar ali e perder todo auto controle.

- Gin... – ele deu dois passos em sua direção. Queria confortá-la. Queria tirar toda a dor que corrompia sua alma e colocar um sorriso em sua face.

Mas não podia...

E nem ao menos sabia como fazê-lo.

E disso ambos sabiam. Gina o encarou por ultima vez e virou-se. Correu como uma presa assustada. Draco queria ir atrás dela. Mas só iria aumentar o sofrimento dos dois.

Viu-a entrar no carro de Blaise pela porta que Fordingbride gentilmente segurava. Ela não o olhou uma vez mais. E isso doeu em sua alma. Blaise abriu a porta do outro lado. Antes de entrar olhou para Draco.

Não viu o Draco forte e viril de sempre. Ele estava despedaçado. Blaise sorriu triste para o amigo como se tentasse consolá-lo. Olhou-o uma ultima vez e entrou no carro.

Fordingbride já havia dado a volta e já ocupara o banco do motorista. Em segundos ligou o carro e pôs-se a andar. Passaram ao lado de Draco que olhou para dentro do carro uma ultima vez. Gina estava apoiada no ombro de Blaise e chorava muito.

O carro ganhou velocidade muito rápido, e essa visão não durou mais que cinco segundos. Mas desde já Draco sabia que levaria uma vida toda para esquecê-la e ainda sim não seria suficiente.

xXx

Gente, desculpa não responder as reviews, mas é que estou mesmo sem tempo e o pc tá que tá. Prometo postar o mais rápido possivel e responder tudo no próximo.

kissus!