N/A: Todos os personagens pertencem a Stephenie Meyer e a história pertence a Elisabeth Bernard , a mim só pertence a adaptação.
Capitulo 1 - SONHANDO EM SER ESTRELA
Meu nome é Bella Swan, e só de olhar para mim vocês jamais diriam que eu sou uma garota que guarda um segredo. Ou dois segredos.
Nada de segredos obscuros ou assustadores. Meu pai não é um agente secreto, e nossa família – minha irmãzinha Jane, minha mãe e nossa gata Pebbles – com certeza não está se escondendo de um cartel de traficantes de drogas do subúrbio de Boston em que moramos. Não, nada disso. Eu sou só uma garota comum de 16 anos. Mas há algumas coisinhas a meu respeito que ninguém jamais adivinharia.
Por exemplo: apesar de já ser uma aluna do segundo colegial do Paul Revere Righ, minha escola, eu ainda devoro livros que falam de amor como se fossem bombas de chocolate.
A maioria de minhas amigas gosta de histórias de amor. Mas, sempre que começam a viver a sua própria, elas geralmente param de ler. Eu não. Tenho saído com Mike há meses e continuo vidrada em histórias de amor.
Vocês sabem o tipo de histórias de que estou falando – aquelas em que um simples beijo coloca você em órbita, em que o herói sabe a heroína é o seu destino e está disposto a ir até o fim do mundo se for preciso para conquistar o amor dela. Isso é o que eu chamo de "romantismo". Já na vida real, com Mike, eu continuo esperando o tal romantismo aparecer...
Talvez Mike Newton não seja a matéria da qual as grandes histórias de amor são feitas.
E talvez eu também não seja. Mas naquele frio dia de novembro em que a lista dos papéis de nossa produção escolar do clássico A Bela e a Fera foi divulgada, eu comecei a duvidar.
Eu estava tão entusiasmada! Vesti minhas roupas novas para ir à escola naquele dia, incluindo as botas que eu tinha economizado todo o verão para comprar e a longa saia de brim que fazia meus olhos desbotados ficarem decididamente destacados. Apesar de ser uma manhã cinzenta e chuvosa e a maioria dos garotos e garotas estar se sentindo melancólica e desanimada por causa da terceira derrota consecutiva do time de futebol do Revere High, eu me sentia de altíssimo astral enquanto caminhava apressada em direção ao anfiteatro da escola. Quase uma felizarda... Como se alguma coisa de muito especial estivesse prestes a me acontecer.
Minha vida estava a ponto de mudar completamente. Tinha certeza disso. Eu, a tímida e doce Bella, de quem todo mundo gostava, mas definia como uma cê-dê-efe obcecada em chegar o mais rápido possível à Faculdade de Direito de Harvard, tinha cometido um verdadeiro ato de transgressão! Sem conversar com meus pais ou ter duzentas discussões intermináveis com minha melhor amiga, Alice Brandon, e sem sequer mencionar meu plano a Mike, eu tinha matado as sessões de estudos na biblioteca e usado aquele tempo para batalhar um papel na peça de teatro da escola – nada menos do que o papel principal.
Isso realmente era algo que as pessoas jamais me imaginariam capaz de fazer. Todo mundo – meus pais, meus melhores amigos – já havia decidido que eu seria advogada, mas secretamente eu sempre quis ser uma atriz. E A Bela e a Fera poderia ser o meu começo.
- Boca fechada, pessoal!
Era a voz de Eric Martin, presidente do Máscaras, o clube de teatro do Revere High. Ele parou em frente ao mural do anfiteatro . Portas de escaninhos se abriam e fechavam com estrondo. Todo mundo parecia atrasado para a aula, e todos os que haviam participado dos testes para a peça queriam ser os primeiros a ler a lista dos selecionados. A barulheira era fenomenal, mesmo para os padrões de nossa enorme e populosa escola.
- Dá um tempo, moçada! Assim não dá nem pra pendurar a lista!
A multidão obedeceu, dando espaço ao atarracado do Eric.
- De onde saiu toda essa gente? – perguntou espantada minha amiga Alice.
Quando na noite anterior havia lhe contado sobre minha participação nos testes, ela pensou que eu tinha pirado, mas admitiu ter sido um bocado corajosa para subir no palco na frente de todo aquele povo. Achou também que eu não tinha a mínima chance de ser aprovada. "Segundanistas não ganham papéis principais", lembrou-me ela. E muito menos segundanistas inexperientes e mais altas do que qualquer garoto do clube de teatro. Mesmo assim, tanto ela quanto Jasper Withlock e Mike chegaram mais cedo naquele dia só para poder estar comigo na hora que saísse o resultado dos papéis e me dar um apoio moral.
Eu precisava daquilo. Não sei o que deu em mim para ter peito de tentar o papel. Só sei que, lado a lado com o desejo de viver um grande romance, anseio pelo estrelato mais do que por qualquer outra coisa. Esse é o maior dos meus segredos. Desde os 5 anos, quando representei um anjinho no espetáculo escolar do domingo de Natal, sonho com Hollywood, ou com a Broadway, ou com a TV. Só que até agora fora tímida demais para tentar.
Aquela minha primeira e única experiência no palco não tinha sido nada animadora. Minhas asas haviam ficado presas no cortinado e eu desabara de uma plataforma, arrastando metade do cenário junto. O público em peso caíra na gargalhada, e com isso nascera meu medo do palco. Meus sonhos de estrelato não incluíam, de jeito nenhum, papéis cômicos. Para mim, eram papes românticos ou anda.
A campainha de chamada para a aula tocou, e a pequena multidão de aspirantes a uma papel na peça avançou como uma manada em direção ao mural. Apesar da esperança, eu já estava em parte tentando me desiludir de antemão, para depois não sofrer muito com a provável derrota. "Idiotice. Só pensar em tentar já foi uma grande idiotice", murmurei para mim mesma. "Não sei nem por que estou perdendo tempo em conferir a lista".
Contudo estiquei o pescoço o máximo que pude para tentar enxergar por cima da cabeça de dois caras na minha frente.
- Provavelmente, isso só vai me servir de lição, por ter sido tão pretensiosa – resmunguei desanimada. – Com certeza fracassei no teste.
-"Fracasso" é uma palavra que não existe no vocabulário de Bella Swan – disse Alice atrás de mim, desembaraçando-se dos braços de Jasper. Ela e Jasper tinham se tornado tão grudados nos últimos dias, tão abraçadinhos e de mãozinhas dadas o tempo todo, que estavam começando a parecer um daqueles monstros mitológicos de quatro pernas, quatro braços e duas cabeças.
As maçãs do rosto de Alice estavam vermelhas de felicidade, combinando com o rosa - pálido da cor de sua camisa. Enquanto forçava passagem em direção ao mural, ela me pareceu exatamente como eu achava que alguém apaixonado deveria se parecer.
Não como eu. Não como o Mike. As pessoas apaixonadas parecem estar meio fora de foco com relação ao resto do mundo, como se suas mentes só conseguissem se sintonizar com a do ser amado e vice-versa. A minha mente estava na peça.
E a mente de Mike estava no segundo toque da campainha de chamada. Quando ela soou, ele deu a uma olhada em seu relógio e depois no que ficava acima dos escaninhos ao longo do anfiteatro. Voltou-se então para mim com um olhar expressivo. Não apaixonado. Era mais um olhar do tipo "vamos acabar nos atrasando". Mike e eu estávamos namorando só havia alguns meses, mas éramos amigos desde a infância. Portanto, acreditem em mim, eu conheço bem a "peça": decididamente, aquele não era um olhar apaixonado.
Alice se livrou de Jasper e saiu se espremendo por entre as pessoas na nossa frente. Ela era baixinha, e por isso mesmo já havia aprendido bem, com seus 16 anos e meio, a abrir caminho a cotoveladas no meio das multidões. Uma habilidade que eu sempre admirei nela."Olha eu!" , anunciava, e milagrosamente a plebe se apartava para lhe dar passagem.
Eu fiquei vacilando um pouco atrás dela, com medo de que os outros notassem a minha presença. Mas Alice simplesmente me puxou pela manga da minha jaqueta de camurça novinha e foi me arrastando pelo caminho.
- Agora chega desse papo de fracasso, Bella – impôs – Você nunca fracassou em coisa nenhuma em sua vida. Caramba, você é "fera" em tudo o que faz!
- Pois desta vez eu prefiro ser a Bela do que a Fera.
Aquilo soou tão engraçado na hora que eu e Alice torçamos um daqueles olhares únicos de "melhores amigas desde o jardim-de-infância" e caímos na gargalhada.
Jasper riu com a gente:
- Eu acho que a Bella é perfeita para o papel de Bela... – disse ele, ao mesmo tempo que me lançava um sorriso e ajeitava os óculos.
Eu me senti corar, mas agradeci o elogio. Costumavam me chamar de Olívia Palito – sempre fui magricela -, mas felizmente eu conseguira ganhar um pouco mais de peso com relação ao ano anterior.
- Ela tem uma beleza mais do que suficiente para o papel – acrescentou Jasper.
- E esse deveria ser o seu papel – disse Alice, dirigindo-se a Mike.
- Papel...? – Mike coçou a cabeça, com expressão confusa.
Quando ele ficava assim, meio confuso e sem graça, eu sentia um impulso irresistível de lhe dar um forte abraço, do mesmo jeito que faria com um ursinho de pelúcia meio estropiado, mas muito querido. Mike era uma pessoa muito doce, o perfeito companheiro. Um metro e oitenta e cinco, sardento e de ombros largos, ele tinha aquele sorriso simpático e amigável que fazia a metade da população feminina da escola dar uma segunda olhada quando ele atravessava os corredores. E uma das qualidades de Mike era justamente não ter a menor idéia do quanto ele era atraente para as garotas – para a maioria delas, pelo menos. Quanto a mim, acho que o conhecia havia tempo demais para sentir uma moleza nos joelhos quando ele passava por perto.
Depois de seu treinamento semanal das segundas-feiras pela manhã com a equipe de tênis, ele estava com um aspecto meio abobalhado por causa do cansaço. Mas não se iludam. Mike era o garoto mais esperto da escola. Ele era o presidente do clube de debates e sempre se saía brilhantemente em todas as discussões e polêmicas. Mike já estava querendo fundar um outro clube dentro da escola, uma espécie de "clube dos futuros advogados", que se chamaria Águia da Justiça. Era só quando se tratava de relações humanas que ele ficava meio perdido. O que chegava até a ser fofo – às vezes.
- Eu... Eu... acho que não captei...
- Você é o namorado dela, bobão! – disse Alice, sem mais rodeios. – E seria de esperar que você a achasse tão bonita que fosse uma pura questão de lógica ninguém mais no mundo além de Bella poder ganhar o papel da Bela!
- Mas é óbvio que eu acho você bonita – disse Mike, no mesmo tom em que diria "o céu é azul" ou "eu gostaria de um pedaço de pizza no almoço". – Mas não é assim que essa história de casting funciona – completou o meu sempre pragmático namorado. – Claro, seria demais você ganhar o papel, mas, se não der, não é nada sério. Afinal, você não estava mesmo pensando em se tornar atriz ou algo parecido. Bom, vamos indo que a gente já está meio atrasado, e eu não estou nem um pouco a fim de ter de agüentar a irritação de Mr. Dunsmore.
Fiquei irritada, mas nem deu tempo para me preocupar com isso. Alice já estava de nariz colado na lista, e eu bem atrás dela. Nós duas batemos o olho no meu nome exatamente ao mesmo tempo. Por um segundo as letras embaralharam, e pensei que fosse desmaiar.
- Você conseguiu! – gritou ela.
- Eu consegui... – sussurrei. Minha voz entalou na garganta. O sangue fugiu de meu rosto. – Eu consegui o papel principal! Eu não acredito... – falei como se estivesse sufocada, meus joelhos viraram geléia e desabei em cima de Alice. – Isso é bom demais para ser verdade!
- Pois é, mas é verdade! – Suas palavras saíram tão cheias de orgulho que eu me recompus e comecei a sorrir.
Ela sorriu de volta.
- Eu sabia que você estaria à altura, mas nunca imaginei que eles fossem dar o papel a uma aluna do segundo ano. Estou muito feliz, Bella!
Então ela rodopiou comigo num abraço forte, enquanto Jasper me dava tapinhas nas costas. Mike me pegou no meio do redemoinho formado por Alice e Jasper e me esmagou num enorme abraço de urso. A camisa dele me provocou uma sensação de suavidade ao roçar em minha pele, e eu me senti absolutamente, completamente feliz.
A felicidade, eu já aprendi, é um sentimento muito fugaz. Num minuto você está tão alto quanto o monte Everest, no topo da alegria, e no seguinte já pode estar mergulhada no mais profundo oceano de desespero. Eu costumava me preocupar muito com esse fenômeno da vida. Minha mãe dizia que isso tem a ver com ter 16 anos.
- Ah, não! – Alice continuava a fuçar na lista dos selecionados. – Olha só quem ficou com o papel masculino!
Mas é claro, o papel principal masculino! O papel da Fera! Como eu tinha podido me esquecer da Fera? Não existe uma Bela sem a sua Fera, e nem sequer uma vez durante os testes do dia anterior tinha parado para pensar a respeito de quem poderia vir a contracenar comigo se eu ganhasse o papel. Tudo em que me concentrara fora em ser a Bela, em imaginar de que jeito ela caminharia, como pensaria, como soaria sua voz. Eu tenho tendência a ser mentalmente muito "mono direcional", o tipo da pessoa que sempre se concentra numa única idéia de cada vez. Meus pais, meus amigos e meus professores achavam que essa é uma das minhas qualidades mais preciosas: a concentração perfeita.
- Más notícias – resmungou Alice. – Uh!
- Uh? - repeti, questionando Alice.
Eu não tinha gostado nada da entonação que ela dera àquele "uh". Fizera-me pensar numa coisa comprida, nojenta, como um réptil, algo monstruoso e horripilante, como a própria Fera. Dei uma olhadela ao redor da sala, em direção aos garotos que haviam estado checando a lista e já se afastavam. Qual seria o meu parceiro? Nenhum deles me pareceu tão horrendo assim. Nenhum tinha cara de "uh", ou algo semelhante.
- Quem é o parceiro dela? – perguntou Jasper.
Mike ergueu os olhos de seu relógio.
- Parceiro? – indagou inquieto.
- A peça não é só "A Bela" – lembrei-lhe.
Ele franziu as sobrancelhas.
- Parceiro, no papel de Fera – expliquei, paciente.
- Bom, eu não diria que Edward Cullen é uma fera ou um monstro – emendou Alice -, mas não vou com a cara dele. Pelo menos não é mais baixo do que você, Bella.
- Você o conhece? – Jasper pareceu ciumento.
Alice sorriu e fez uma pausa só para dar um beijo nele.
- Você é o único cara que eu realmente conheço, Jasper. Mas há alguns caras de quem {ouvi} falar...
Edward Cullen. Minha imaginação rodopiou a mil. Alice tinha "ouvido falar" daquele sujeito. Mau sinal. Isso significava que ele tinha algum tipo de má fama. E se fosse um ordinário qualquer? "Eu vou ter de beijá-lo!", pensei, me dando conta disso pela primeira vez. "E não vou ter escolha!"
- O que exatamente você sabe sobre esse Edward? – perguntou Mike, colocando uma mão protetora em cima de meu ombro.
- O pai dele é Carlisle Cullen, aquele cara que tem uma oficina do tipo "Conserta-se tudo" em Keaton Corners – informou Alice.
Meus ombros, minhas pernas e minha alma relaxaram com alívio. "Uma oficina" soava tão normal, e Keaton Corners era um lugar também normal...
- Ah, é aquele cara que tem uma Harley... – Mike franziu a testa. – Eu não o conheço, mas o vi zanzando na oficina quando levei o limpador de neve de meu pai para consertar lá, na semana passada.
- Um motoqueiro? Numa peça de teatro? No papel principal masculino? – Eu tentava com dificuldade visualizar aquilo.
- Estranho, não? – observou Alice.
- E por que a gente nunca topou com ele? – perguntou Jasper, enlaçando sua mão na de Alice.
Agora nós já caminhávamos a passo ligeiro para o fundo do anfiteatro, em direção às nossas respectivas salas de aula.
- Ouvi dizer que ele só se transferiu para Paul Revere High em setembro. Ele estava morando em Berkshires com a mãe e se mudou para cá para viver com o pai. Além do que, é de uma turma mais velha do que a nossa e trabalha na oficina do pai depois do horário escolar. De forma que os nossos caminhos não têm muito como se cruzar.
- Essa é boa! Você me deixa besta! Como é que você sabe tantas coisas a respeito de alguém que nem sequer conhece? – perguntou Mike.
Eu respondi por ela:
- Sai dessa, Mike. A Alice é a antena ambulante de Paul Revere High.
- A questão – continuou Alice, enroscando seu braço no de Jasper e apressando o passo ao mesmo tempo que soava o terceiro toque da campainha – é que ele não é nem um pouco o tipo de cara que eu gostaria de beijar.
- Puxa, fico contente de ouvir isso! – Jasper toca brincalhão na franja do cabelo curto e brilhante de Alice.
Ela afastou o rosto só o suficiente para acrescentar:
- E muito menos maquiado de monstro. Uh!
- Pois eu não gosto nada da idéia de te ver beijando outro cara, maquiado de monstro ou não! – disse Mike, pegando na minha mão.
Aquilo foi um gesto inédito. Ele nunca pegara na minha mão na escola.
- Olha só! Você até que está parecendo enciumado! – brinquei sem ter certeza de como me
sentia a respeito daquele ciúme.
A mão dele apertou a minha, e subitamente tive uma estranha sensação de aprisionamento.
- Não se preocupe, Mike. Ela não vai curtir nadinha esse beijo. Não com Edward Cullen, maquiado de monstro ou não. Eu garanto! - disse Alice, justo no momento em que ela e Jasper atingiram a bifurcação que conduzia para as salas de aula da ala oeste.
- Eu não teria tanta certeza – contestei, um pouco irritada.
Por alguma razão as atitudes de meus amigos estavam começando a me incomodar. Será que eu era tão entediante, tão previsível assim? Alice não sabia tudo a meu respeito. Ela não tinha nem idéia de que eu ainda lia histórias de amor. Ou que uma parte de mim achava as Harley muito românticas. Ou que todas as minhas partes consideravam os atores a matéria da qual os sonhos são feitos.
- Eu poderia gostar – provoquei, jogando minha trança por cima do ombro.
Alice arqueou as sobrancelhas. Jasper tossiu. Mike fez uma cara de cachorrinho ferido.
- Você está falando sério?
- Ora, Mike, dê um tempo! A gente está falando de um simples numa cena de uma peça, só isso. Além do que, o mais provável é que eu só o beije uma vez, no final... Você sabe, aquele clássico beijo para transformá-lo no príncipe dos meus sonhos.
- Príncipe dos seus sonhos? – Alice soltou uma risada e deu uma cotovelada em Mike. – Não esquenta, Mike. Isso vai ser divertido de ver. Escute, Bella, você vai encontrar o tal Edward Cullen dentro de... – ela olhou para seu relógio – exatamente sete horas. Mais tarde você nos conta tudinho sobre esse ator-motoqueiro. Fica combinado? Depois do seu ensaio, no Jonesy´s. A gente se vê lá – e dizendo isso acenou um tchau com o braço e partiu com Jasper num pique acelerado em direção à sala de aula.
Mike parou para me dar um beijo rápido na bochecha – outro gesto inédito - e se apressou rumo à aula do Sr. Dunsmore.
Eu corri para o lado oposto, em direção à minha sala, vagamente irritada com Alice. O que, afinal de contas, dava a ela o direito de pensar que sabia como me sentiria ou anão ao beijar um cara – qualquer cara! Talvez, pela primeira vez na vida, ela estivesse redondamente enganada a meu respeito.
N/A:Olá pessoal
Estreando fic nova por aqui
Agradeço desde já ás reviews que recebi, tanto as novas quando ás minha antigas leitoras
Passando rapidinho só pra postar
Mas não deixe de comentar sobre o que vc achou ok?
Bjcas,
Days3.
