N/A: Todos os personagens pertencem a Stephenie Meyer e a história pertence a Elisabeth Bernard , a mim só pertence a adaptação.
Capitulo 2 - ELE NÃO É UM MONSTRO
Sete horas mais tarde, Edward Cullen me pegou de surpresa. Vinte minutos atrasado para o ensaio, ele se precipitou pelas grandes portas de mola do Caldwell Theater, o teatro do Revere High; Todos os membros do elenco e da equipe técnica de A Bela e a Fera olharam para ele. As luzes da platéia estavam acesas. Nós estávamos no palco, formando um grande semicírculo com as cadeiras. Carmen Denali, a professora de teatro e diretora da peça, tinha acabado de começar a falar sobre a programação dos ensaios quando Edward finalmente apareceu. E, assim como todos os que estavam sentados no grande semicírculo de cadeiras, quando Edward Cullen fez sua aparição eu me inclinei para frente para vê-lo melhor.
Ele era bonito, uma beleza felina e misteriosa, com olhos grandes e maçãs do rosto salientes. Teria sido perfeito para o papel de vampiro. Contudo, apesar de seus cabelos cor bronze e olhos verdes, tinha um rosto claro e límpido. Na verdade, nós dois tínhamos o mesmo tipo
de pele. Um capacete de motoqueiro com uma insígnia vermelha enfiado embaixo do braço. Um brinco brilhando na orelha direita. Muitos garotos usam jaqueta de couro e brinco. Muitos garotos que eu tinha visto perambulando pela escola eram até mais bonitos. Mas alguma coisa em Edward me fez parar e reparar. Como se ele estivesse dizendo: "Ei, olhe para mim, eu estou aqui". Aquele cara tinha algum efeito sobre as pessoas. E, com certeza, algum efeito sobre mim. Ele não fez meu coração pular, mas decididamente provocou minha curiosidade.
Edward era como um livro com uma capa chamativa e com um título ao qual você simplesmente não consegue resistir. Eu queria saber tudo sobre ele. Não me perguntem por que, mas logo que bati o olho em Edward pela primeira vez instantaneamente fiz uma rápida prece para que Alice estivesse errada, para que Edward não significasse "más notícias". Porque a verdade é que, de alguma forma, ele fazia mesmo pensar em más notícias. Pude entender perfeitamente por que minha amiga estava preocupada quanto a eu ter de beijá-lo.
- Obrigada por ter vindo – disse Carmen, por cima de sua prancheta.
- Um cara lá perto da oficina teve um problema com o carro, e eu tive de lhe dar uma carona até o trabalho.
A voz dele era suave, mas cada palavra sua que atravessava o palco silenciava automaticamente os cochichos que se haviam iniciado entre o resto do elenco e da equipe técnica.
- O ensaio estava marcado para as três em ponto – disse Carmen.
Ela estava numa das pontas do semicírculo, sentada em sua cadeira do lado contrário, de frente para o encosto. À medida que falava, pontuava seus comentários dando pancadinhas com a prancheta no dorso do espaldar da cadeira. Eu a conhecia havia apenas vinte minutos, mas já chegara à conclusão de que era uma pessoa com a qual não gostaria nem um pouco de duelar.
- Não vou admitir atrasos. Não vejo o menor charme neles.
Achei que Carmen estava sendo um pouco dura demais com o rapaz. Contudo Edward não pareceu alterado:
- Não pretendo fazer disso um hábito. Mas eu não podia deixar o cara perder o emprego, podia?
Edward Cullen estava começando a me impressionar. Eu teria murchado até ficar do tamanho de uma ervilha seca se Carmen ou qualquer outro professor tivesse falado comigo do jeito que ela falara com ele.
- Tudo bem – o tom de Carmen se suavizou. – Eu admito que de vez em quando não pode fazer mal a um ator se comportar com um ser humano – acrescentou, com uma piscadela.
Todo mundo riu. Edward sorriu. Ele não tinha aquele tipo de sorriso amplo e caloroso como o de Mike. Era mais um meio sorriso pendurado no canto da boca.
Ele ainda estava sorrindo quando se dirigiu para a única cadeira vazia no semicírculo. Bem ao lado da minha.
- Oi – disse, enquanto empurrava o capacete para debaixo da cadeira. – Eu sou Edward Cullen. Você deve ser a Bella.
Eu olhei fixo para ele, um pouco perplexa.
- Sou... – respondi devagar. – Como você sabe?
Ao mesmo tempo que tirava a jaqueta de couro, inclinou a cabeça e estudou meu rosto. Edward vestia uma camiseta cinza, com algumas letras vermelhas desbotadas que diziam: DOIS ERRES – OFICINA DE CONSERTOS EM GERAL. Ele era magro, porém musculoso e parecia bem forte para o seu tamanho.
- Você é a minha parceira – ele se sentou e cutucou um buraco desfiado no joelho de seus jeans. – Como você ainda não era membro do clube do teatro, andei perguntando por aí. Queria saber com quem iria trabalhar.
- Ah...
Ele fez aquele "saber com quem iria trabalhar" soar tão sensato que cheguei a me sentir meio idiota. Afinal, ele não tinha ficado o dia inteiro se atormentando sobrem quem exatamente seria Bella Swan. Ou se gostaria dela. Ou se ela seria uma garota qualquer.
Então pensei que eu também poderia ter me informado mais sobre ele, apesar de não conhecer muita gente nas turmas mais adiantadas para poder perguntar.
Eric estava distribuindo cópias do texto. Ele passou uma para Edward, e o cumprimento com um amigável tapa nas costas?
- E aí, Edward – disse.
- Fala, Eric – retrucou Edward.
- Edward folheou a sua cópia rapidamente e em seguida a lançou no chão à sua frente.
Ele me olhou:
- Além disso – disse -, você ainda não notou? Desde que a lista do elenco foi pendurada no mural hoje de manhã, todo mundo na escola já sabe que nós somos.
- Então é por isso que as pessoas ficaram me encarando o dia inteiro? – Dessa vez eu ri. – E eu que fiquei o tempo todo tentando descobrir se havia algo de errado com a minha aparência.
- Não, não tem nada de errado com a sua aparência.
Ele disse aquilo com total simplicidade, sem a mínima intenção de flertar. Mas mesmo assim eu corei. Se ele percebeu, não deixou transparecer.
- No meu colégio anterior, qualquer um que fosse selecionado para o elenco da peça escolar virava instantaneamente uma celebridade. Claro que a Hermam Melville High, lá no interior de Berkshires, não era nem a metade dessa escola.
- É verdade, você é novo na cidade.
- Vê, você também sabe algo a meu respeito! – provocou irônico, ao mesmo tempo que adiantou o corpo em minha direção e me deu um pequeno empurrão com o ombro.
Todo o seu corpo parecia irradiar calor e energia, produzindo uma sensação suavemente perturbadora. Eu me afastei um pouco, fingindo estar ofendida, mas não estava.
- Não sei muito, na verdade. Só sei que você é da turma mais velha, tem um moto e entrou em Paul Revere High em setembro.
Ele estava a ponto de dizer algo mais, mas Carmen deu início à aula. Pediu para uma garota que distribuísse as fotocópias da programação dos ensaios. A menina era baixinha, e eu já a tinha visto pela escola. Seus cabelos eram espetados e escuros, e vestia uma blusa de moletom com os dizeres: MÁSCARAS – EQUIPE TÉCNICA.
- Obrigado, Kate – disse Edward pegando uma cópia e esticando as pernas. – Kate, essa aqui é a Bella.
Ela sorriu para mim e piscou para ele. Eu me perguntei se eles estariam saindo juntos.
- Essas são as apostilas de ensaio – explicou Carmen em meio ao farfalhar de papéis. – quero que comam, durmam e respirem com elas. Esqueçam o resto de suas vidas pelas próximas duas semanas.
Uma menina sentada perto de mim, que pouco antes havia se apresentado como Charlotte, sacudiu a cabeça, e seus enormes brincos balançaram. Seu jeans estava repleto de remendos coloridos. Ela me contara que mexia com figurinos, o que de alguma forma, a julgar por sua aparência, fazia sentido.
- Isso é o que mais me fascina no teatro – comentou Edward, do meu outro lado. – Adoro gostar de uma coisa a ponte de ela poder me devorar.
Antes de que eu tivesse uma chance de pensar naquilo, Carmen olhou em nossa direção e limpou a garganta para começar a falar:
- Vocês têm uma semana, a partir de hoje, para memorizar todas as suas falas.
Meu gemido se misturou com duas dúzias de outros
Com o canto dos olhos, reparei que Edward ficara subitamente desanimado. Ele captou meu olhar e explicou:
- Eu não sou muito rápido nos estudos. Sou péssimo para decorar qualquer coisa
- Eu sou um prodígio nisso – contei a ele. – Aprendi alguns truques com uma professora do ginásio.
- Você bem que poderia me ensinar alguns deles – disse ele sorrindo.
- Claro...
Fiquei calada de supetão, pois Carmen estava de novo olhando para nós. Repassei mentalmente minha agenda de estudos para as próximas duas semanas. Ia ser difícil encontrar algum tempo livre para ajudar Edward, mas eu daria um jeito.
- Como eu ia dizendo... – Carmen recomeçou a batucar com sua prancheta no encosto da cadeira -... Temos menos de três semanas para tornar nossa estréia viável. Parece utópico, mas é plenamente possível. É uma semana a mais do que tivemos na primavera passada para a produção de fim de ano.
- É para a gente ficar agradecida? – o comentário de Kate ressoou pelo semicírculo.
Eu reparei que ela estava sentada perto de um cara cuja malha com o letreiro da equipe técnica do Máscaras era igual à dela. Kate jogara uma de suas pernas por cima dele. Eles emitiam vibrações parecidas às de Jasper e Alice. Obviamente ela não estava saindo com Edward. Sorri para ela e decidi que gostava daquela garota.
- Para começar – prosseguiu Carmen -, vamos fazer uma série de exercícios de representação que irão ajudá-los a se soltar, a "afiar suas ferramentas de trabalho" e ao mesmo tempo a conhecer uns aos outros. Vamos conviver muito e intensamente nas próximas semanas. Na maior parte do tempo, vais ser legal e divertido; mas, às vezes, o clima pode ficar tenso, até meio louco. E no fim de tudo, depois da última apresentação, quando este grupo se dissolver, vão ficar com a sensação de que perderam todos os seus melhores amigos de uma só vez.
Edward olhou para mim e eu lhe sorri, na esperança de que parecesse apenas um sorriso bem-educado. Não podia imaginar o fato de me tornar amiga de alguém tão rápido assim. Eu conhecia todos os meus melhores amigos – Alice, Jasper , Mike – desde a infância. Claro, tinha muitos colegas na escola, mas não do tipo de colega com quem partilharia meus segredos mais profundos.
Carmen andou para o centro da sala. Seu rabo-de-cavalo loiro pulou de dentro do boné de beisebol. Era uma mulher magra e enérgica, e eu sabia que ainda atuava vez ou outra em Nova York, em novelas de TV.
- Andem, garotos. Vamos fazer um círculo de mãos dadas.
As cadeiras arranharam ruidosamente as tábuas do piso. As cortinas do fundo foram levantadas, e o palco mudou de aspecto ao ser alongado em direção à escuridão dos bastidores. Todos tropeçaram uns nos outros. Ninguém parecia ansioso para assumir o papel de um bando de crianças do jardim-de-infância, de mãos dadas num círculo. Alguns fizeram piadas a respeito.
Primeiro fizemos algumas brincadeiras de roda que eu tinha até esquecido que existiam. O "jogo do anel" foi uma delas, acredite se quiser. Então houve um exercício engraçado, em que todos tinham de se jogar no chão e manter os olhos fechados, fingindo-se de mortos.
Em seguida algumas posturas de ioga, para relaxar. Quando todos estávamos em pé outra vez, Carmen nos disse para pegarmos um parceiro e imitarmos tudo o que ele ou ela fizesse.
- Edward – disse Carmen -, vamos mostrar a eles.
Ela se virou para nós:
- Edward já teve algum treinamento profissional – explicou. – Ele já fez isso antes.
Todo mundo estava agora olhando para os dois, rindo, enquanto Edward e Carmen espelhavam os gestos um do outro. Aquilo parecia tão bobo! Então Carmen fez com que o resto de nós começasse o exercício. Tentei ficar na moita, mas Charlotte, minha parceira, saltitou em círculos na minha frente, como uma menininha. Eu saltei também. No começo me senti desajeitada, sem graça. Mas então percebi que ninguém estava olhando para mim, e aos poucos comecei a me soltar. Fiz uma careta. Charlotte também. Aquilo me fez rir. Ele imitou minha risada; mostrou a língua para mim, mostrei a língua para ela.
- Mudando de parceiros! – gritou Carmen.
Eu me vi cara a cara com Edward. Ele inclinou a cabeça para esquerda. Vacilei um momento, um pouco confusa. Ele começou a acariciar o estômago com uma mão e o topo da cabeça com a outra. Dei uma risadinha boba e fiz a mesma coisa. Então ele gritou – não um rugido, mas um grito penetrante que veio direto do fundo de seus pulmões. Os olhos dele estavam me desafiando. Ele não sabia nada a respeito de minha possante e profunda voz de contralto. Retribuí o grito. Ele gritou mais alto. E gritei feito uma louca, tomando de vez a dianteira. Foi um grito espantoso, que me fez sentir selvagem, livre e maravilhosa.
Edward ficou boquiaberto.
- Certo! – exclamou Carmen. – Chega!
Todos pararam instantaneamente. Minha garganta estava ardendo.
- Isso foi incrível! – falei com voz rouca, a pouca que me restava.
O teatro, as pessoas, as paredes cinzentas, as roupas brilhantes, o cabelo espetado de Kate... o mundo inteiro me pareceu mais vivo do que nunca, com cheiros, cores e texturas que eu nunca tinha notado. Respirei fundo, mas não fechei os olhos. Eu queria absorver ao máximo cada detalhe daquele precioso momento.
- Você foi demais! – disse Edward, enquanto cambaleava na minha direção
Deixei meu corpo desabar no chão, na direção dele.
- Que baita vozeirão! – ele completou, parecendo assombrado. – E eu que pensei que você fosse do tipo delicadinha, de fala suave, quietinha.
- Te peguei, hein?
Lancei um sorriso matreiro para ele, e nós dois deixamos nossos corpos relaxarem, apoiados nas costas dum do outro.
Mas eu estava pensando que na verdade também tinha "pego" a mim mesma: caramba, nunca tinha gritado tão alto em toda a minha vida!
- Muito bem, vocês dois! – elogiou Carmen, que viera em nossa direção.
Reparei então que as pessoas que haviam feito juntas o último exercício tinham permanecido assim, cada uma com seu par. Estavam batendo papo, ou só sentadas perto umas das outras, como se todas as barreiras entre elas tivessem caído. De repente, tive a sensação de adorar todo mundo naquela sala.
- Agora quero que vocês me digam exatamente como se sentem... Não, Edward, não se mexa. Fique assim, apoiado contra o corpo de Bella. Como você se sente? Diga a primeira imagem que passar pela sua cabeça.
Ele mordeu os lábios e fechou os olhos. Reparei que seus cílios eram bem longos
- Eu me sinto... eu me sinto como uma coluna quebrada numa daquelas ruínas gregas – disse
Uma visão de céus azuis, templos brancos e altas montanhas invadiu minha mente.
- Eu também – falei.
- Então sejam colunas, sejam ruínas. Confiem um no outro – instigou Carmen.
Procurei não parecer idiota. Ser uma coluna? Tentei o melhor que pude, me apoiando com mais peso contra Edward.
- Confie em mim – disse ele. –m Não vou deixar você cair.
Eu me enrijeci um pouco. Não sentia segurança.
- Em pé agora – mandou Carmen.
Eu me levantei.
- Fique atrás dela, Edward. Bella, deixe-se cair. Ele vai te segurar.
- Não consigo. Dá medo.
- Confie em mim – repetiu Edward.
Ele estava atrás de mim. Não podia vê-lo. Carmen não me deixaria olhar para trás para conferir a que distância ele estava. Ela só acenava com a cabeça, me encorajando.
- Caia! – ordenou num grito
Deixei-me desabar para trás. E caí tão rápido que quase soltei um berro. Os braços de Edward me seguraram quando eu já estava a uns trinta centímetros do chão. Sua pegada foi firme e segura, e pude sentir o coração dele batendo. Sua força pareceu fluir diretamente para dentro de mim através de minhas costas. Então me ajudou a ficar em pé e me virou de frente para si.
Foi aí que percebi que nós éramos da mesma altura. Meus olhos estavam nivelados com os dele.
Passaram-se no mínimo três segundo até me dar conta de que nós dois ainda estávamos nos olhando fixamente.
De repente dei um passo para trás, e nesse momento corei.
Carmen assobiou.
- Eu falei que você podia confiar em mim – ele murmurou, ao mesmo tempo que Carmen dava a todos algumas instruções sobre as falas, a programação de ensaios e alguns exercícios.
Acho que não ouvi nem uma palavra do que ela disse.
Quando o ensaio acabou, Edward retirou seu capacete debaixo da cadeira. Ele se deteve um pouco, enquanto o resto do pessoal se engarrafava nos corredores entre as cadeiras da platéia.
- Imagino que você nunca tenha feito algo parecido antes – ele disse enquanto vestia a jaqueta
Reparei numa pequena tatuagem no dorso de sua mão esquerda. Perguntei-me se seria do tipo "lavável", mas apostei que não era
Sacudi a cabeça, confirmando. Percebi que havia se demorado só para poder falar comigo. Senti-me lisonjeada. E um pouco sem jeito.
- Você é um talento natural – ele continuou. – Alguns movimentos que você fez enquanto eu os imitava, aqueles gentes grandes, amplos... No palco funcionariam muito bem. Os espectadores da última fileira com certeza iriam entender o que estava querendo expressar. Você é muito boa, Bella.
- Não tão boa quanto você – me apressei a observar.
- Bom, já atuei profissionalmente...
- É, vi a Carmen falando.
Eu não tinha tanta certeza se o fato de ele parecer tão bom tinha a ver ou não com ser um profissional. Mas do que estava certa era que, depois daquela tarde de malucos exercícios teatrais que acabaria de viver, eu queria ardentemente ser tão boa quanto ele. Num impulso, barganhei:
- Eu te ensino a memorizar, se você me ensinar algumas das suas técnicas teatrais.
Seu rosto se iluminou com um sorriso; ele pegou minha mão para sacudi-la:
- Feito!
Subitamente, fora da segurança protetora do ensaio e dos exercícios, tocá-lo me pareceu muito íntimo.
Eu me afastei um pouco e segurei meus livros contra o peito passando os braços em volta deles e formando uma espécie de escudo.
- Eu sou novo aqui, e trabalhar em grupo é um jeito fácil de fazer amigos – disse ele causando uma rachadura do piso com a sola de sua bota.
Pareceu-me um pouco solitário.
- Claro... – repliquei, me sentindo meio culpada.
Eu havia até me esquecido de que ele era novo na escola. Tinha a sensação de que já o conhecia havia muito tempo.
A campainha das quatro e meia tocou. Edward deu um pequeno pulo:
- Preciso ir – disse, dando um puxão na jaqueta para terminar de arrumá-la.
- Eu também. – Ainda tinha de passar no meu armário e pegar o resto dos meus livros.
- A gente se vê. – Edward sorriu e deu uma encolhida de ombros, meio sem jeito.
Então girou sobre sues calcanhares e saiu num meio pique porta afora.
Fiquei lá um pouco mais, vendo a porta se fechar atrás dele. "Esperem só até eu contar para a Alice que o Edward não é nenhum monstro", pensei. Simplesmente tocar em Edward e estar perto dele já tinha sido uma experiência muito interessante. Eu não podia nem imaginar o que seria beijá-lo.
"Ou podia?", matutei, enquanto corria em direção ao meu armário.
N/A: Olá pessoal!
Desculpa pela demora, mas como na minha outra fic, não vou poder adaptar com tanta freqüência assim.
Alguns esclarecimentos: O meu Ed não é perigoso, ele é misterioso, e a fic só vai ter POV da Bella.
Agradeço á Reszka , Lih e Gabi, leitoras fiéis também da minha outra pra vcs.
E quanto mais reviews, mais rápido a postagem !
Bjcas ,
Days3.
