N/A: Todos os personagens pertencem a Stephenie Meyer e a história pertence a Elisabeth Winfrey , a mim só pertence a adaptação.


Capitulo 5 - QUEBRANDO ALGUMAS REGRAS

- Uma semana e três dias. Você consegue acreditar que faz pouco mais de uma semana que nós nos conhecemos? – a voz de Edward ressoou através do Pizza Palace.

Era uma sexta-feira, e ele havia me arrastado para fora da escola para almoçar. As regras da escola estabeleciam que calouros e segundanistas não podiam de jeito nenhum sair do campus durante o horário de aula, e eu nunca tinha comido em outro lugar a não ser na cantina do colégio. Edward me disse que já era hora de aprender a quebrar algumas regras. E era hora de comemorar. Comemorar nossa primeira semana. Nossa nova amizade.

- Uma semana, três dias, quatro horas e vinte minutos – disse eu.

Queria que ele soubesse que eu estivera contando cada instante daqueles maravilhosos dias. Contudo, ao mesmo tempo, uma parte de mim estava nervosa, temendo que algum professor me pegasse ali no Pizza Palace. Tinha pavor de suspensões. E outra parte de mim estava excitada por estar fazendo algo levemente perigoso. Mas a maior parte de mim estava apenas perplexa por ver como eu me sentia bem perto de Edward.

Seu rosto se abriu num sorriso.

- É bom saber que você registrou tão bem a passagem desse tempo.

Apoiou os cotovelos na mesa e esse inclinou em minha direção.

Respirei fundo e me forcei a cair para trás no assento. O que, diabos, estava acontecendo comigo?

- A minha vida antes da peça era uma droga – ele me contou.

- Não acredito.

- Ah! Eis aqui uma pessoa sensível – disse e se inclinou para trás para deixar o garçom colocar a pizza na mesa.

Ele me passou um pedaço e pegou outro para si.

-Tem razão – continuou. – E só queria ver se você se importava.

Com um peteleco, lancei um canudinho através da mesa, na direção dele.

Ele o devolveu do mesmo jeito e continuou a falar:

- Não, a vida não tem sido uma droga. Eu gosto de Revere Hills. E também gosto de morar com o meu pai. Mas com certeza está sendo muito mais legal agora que conheço você. Gosto der ir à escola só para te ver por lá.

- Antes da peça nunca tinha visto você em lugar nenhum – comentei.

Aquele pensamento ainda me desconcertava. A nossa escola era enorme, mas, mesmo assim, como eu poderia nunca ter reparado em alguém como Edward?

- Eu também, quero dizer, eu também nunca tinha te visto – replicou ele. – Devia estar cego.

Edward bateu seu canudinho pela mesa como se fosse a bengala de um cego, e com ele apanhou uma fatia de pimentão da minha pizza.

Dei um tapa no canudinho dele. Mas antes ele conseguiu jogar o pedaço de pimentão na boca e sorriu para mim.

Sorri de volta. Será que eu sorria tanto antes de conhecer Edward?

- Você mora com seu pai... – falei. – Você mencionou isso...

Deixei a frase no ar. Continuava sem saber quase nada a respeito dele, com exceção de sua paixão pelo teatro. E que sua pizza favorita levava uma dose extra de queijo, almôndegas, pimentão e salsicha por cima. Exatamente igual à minha favorita. Às vezes eu me questionava sobre quem seria o verdadeiro Edward. Era difícil dizer quando estava sendo ele mesmo e quando estava representando.

- É, moro com meu pai – afirmou, enquanto pegava fatias de salsicha de seu pedaço de pizza e as depositava no meu pedaço. – Eu me mudei para cá, para morar com ele, quando minha mãe decidiu se casar de novo. Não gosto do cara com quem está se casando.

Pela primeira vez a voz de Edward soou um pouco mortiça.

- Não é nada fácil mudar totalmente de vida quando você já está no fim do colegial – disse eu, jogando uma isca na esperança de que ele fosse em frente e me contasse quem era antes do Máscaras, antes de vir para Revere Hills, antes de me conhecer.

- Não, não é mesmo. – Ele fez uma pausa apenas longa o suficiente para cortar outro pedaço de pizza. – E com exceção do Máscaras, não tenho tempo para nenhuma atividade extra-escolar. Nem para sair e me divertir – continuou, num tom meio pensativo.

- O seu trabalho...

- Pois é. – Ele fez uma nova pausa. – Trabalho para meu pai, na oficina. – Começou a batucar em seu copo com o canudinho. – Meu pai é um conserta-tudo... um dos bons – acrescentou, mas soando um pouco defensivo.

- Ouvi dizer. – Edward me lançou um olhar duro. – Ele é dono da Dois Erres, com keaton Corners, não é isso? – perguntei. – Quero dizer, é lá que você mora... – completei, tentando rapidamente cobrir o meu fora, já que nunca tinha comentado com Edward que havia ouvido falar dele pela boca de meus próprios amigos.

Ele relaxou:

- É isso aí. No outro laço da cidade – confirmou, dando uma significativa ênfase a "outro lado".

Finalmente compreendi por que ele estava sendo tão defensivo quanto a falar de sua vida. Considerava-se uma pessoa "do lado errado da cerca". E então percebi que provavelmente Alice também achasse isso, e Mike, e até mesmo Jasper. Nosso pais eram todos doutores e advogados, e o juiz Withlock estaria concorrendo a governador no próximo ano.

O pai de Edward consertava os cortadores de grama e limpadores de neve deles.

- Nada disso – disse eu com leveza -, não é o "outro lado desta cidade". É totalmente outra cidade. Acho que você ainda não conhece bem a geografia local.

Parei para vestir meu casaco.

- Conheço o suficiente – retrucou Edward, num tom nada leve.

Então fiz uma coisa que nunca tinha feito antes. Uma semana atrás – quatro dias atrás -, teria fingido não saber do que ele estava falando só para não dar vazão a seus sentimento. Para evitar uma cena. Mas agora, depois de alguns ensaios com Edward, que haviam começado a soltar as minhas travas, amarras e bloqueios, já não era mais a mesma pessoa polida, contida, do tipo "não agitemos as águas". Era agora uma garota que preferia usar os cabelos soltos.

- Olhe aqui, Edward Cullen – disse eu, enquanto ajeitava os cabelos por cima do casaco e encaixava a mochila nos ombros - , não importa onde você mora, sou sua amiga. keaton Corners é um lugar tão bom quanto outro qualquer.

Ele se levantou e me olhou direto nos olhos.

- Agora me explique uma coisa: como é que eu sabia que você ia dizer exatamente isso?

Virei-me rapidamente e dei uma olhada no relógio numa das paredes do Pizza Palace. Todos os meus pensamentos sobre Edward e Keaton Corners se desvaneceram no ato.

- Já é uma hora da tarde! Vou me atrasar para a aula de sociologia.

Nós atravessamos a toda o estacionamento, até chegar na porta da frente da escola. Quando entramos no anfiteatro, a segunda campainha de chamada já estava tocando.

- Ah, não! Agora estou ferrada! – gemi.

- Agora estou ferrada! – ele gemeu de volta, caçoando de mim.

Olhei para ele e corri até meu armário. Todos os meus livros para as aulas da tarde estavam lá dentro. Não era hora para piadas e brincadeiras teatrais.

Ele me seguiu. Tive a sensação de que estava imitando o meu jeito de andar.

- E você, não está atrasado para alguma coisa também? – perguntei.

Ele se apoiou no armário próximo ao meu e ficou olhando com interesse. Errei o segredo da fechadura duas vezes. Quando finalmente consegui destrancá-la, a porta não se abriu. Edward me afastou para o lado com delicadeza e deu um leve pontapé no armário. Milagrosamente, a porta se abriu num estalo.

Ele se plantou na frente do armário e não me deixou guardar meu casaco nem pegar meus livros.

— Estou sem aula agora — me informou com a maior calma. — Período livre. Um ótimo momento para memorizar as falas da peça. Hoje à tarde, no ensaio, nós vamos repassar as nossas grandes cenas, você sabe.

Respirei fundo.

— É mesmo. É hoje. Eu me esqueci.
Realmente tinha me esquecido, apesar de que naquele instante, com o rosto de Edward a poucos centímetros de meu nariz, não conseguia imaginar como tinha podido me esquecer.
Aquele era o Dia-B. O Dia do Beijo.

O último toque da campainha soou.

— Preciso correr, Edward.

Mas apenas fiquei lá parada, incapaz de me mexer.

— Eu já notei — disse ele, sorrindo.

Tive uma estranha sensação de que ele estava fazendo força para não rir da minha cara.

— Edward, eu vou ficar muito atrasada para a aula de sociologia. Vou ser suspensa.

— Talvez seja uma boa experiência. Quero dizer, os atores deveriam estar sempre procurando por novas experiências.

— Chega, Edward! — gritei.

Ele continuava a bloquear meu acesso ao armário.

— Eu aposto como você tira A direto em sociologia. Arregalei os olhos:

— E daí?

— Que tal uma nova experiência?

— De que tipo? — perguntei, tentando manobrar em volta dele para furar o bloqueio e pegar meus livros. Mas ele não se mexia.

— Qual é a maior loucura que você já sonhou fazer na sua vida? Estou me referindo a loucuras dentro da lei, claro — emendou ele, sem me dar tempo para corar. — Alguma coisa que ninguém jamais imaginaria que você fosse capaz de fazer... — completou depois de uma breve pausa.

Pensei por um longo segundo.

— Cortar os cabelos! — deixei escapar, para logo em seguida dar uma palmadinha de arrependimento na boca.

Como podia ter dito aquilo a Edward, justamente a ele, que tinha me feito gostar de meus cabelos compridos mais do que nunca?

— Ótimo! — ele bateu com o punho na palma da outra mão. — Muito bem, vamos fazer isso. Agora!

Fiquei sem fala.

— Você conhece aquele lugar no mini-shopping atrás da escola?

— O Tesoura Maluca? — me senti como se estivesse rolando num skate ladeira abaixo, em alta velocidade.

— Isso mesmo. Minha madrasta costuma ir lá. Eles fazem cortes de cabelo em meia hora por dez dólares. Você só vai perder uma aula — ele acrescentou malicioso. — E pense só no que todo mundo vai dizer quando te ver!

Eu sabia que devia dizer "não". Mas, mais uma vez, por que não? Mordi os lábios.

— Matar uma aula para cortar os cabelos! — exclamei, surpresa com a ideia.

E de repente me lembrei de Alice: "Bella não vai cortar nada. Ela odeia mudanças". Só para ver a cara dela quando viesse me encontrar naquela mesma noite para a nossa sessão semanal de estudos já valeria a pena o sacrifício.

— É isso aí, matar uma aula — disse Edward, imitando meu tom horrorizado.

Então bagunçou meus cabelos com as mãos e saiu da frente do armário. O tom de sua voz se suavizou e soou quase pensativo:

— O dia está lindo, e...

— Nunca matei aula em minha vida!

— Sempre há uma primeira vez...

— E... e se a gente for pego?

— Confie em mim. Não vamos ser pegos. A gente sai pelo estacionamento atrás da escola, passando por trás da casa dos funcionários, e vamos descendo pela margem do rio. O rio conduz direto ao mini-shopping. Podemos ensaiar nossas falas enquanto esperamos a sua vez no cabeleireiro.

Estendeu-me a mão.
Hesitei só por um segundo. Então agarrei sua mão e a apertei com força, como se estivesse a ponto de iniciar a maior aventura de minha vida.

— Por que você não mata a próxima aula também? — sugeriu Edward quarenta minutos mais tarde, quando nos esgueirávamos de volta no anfiteatro da escola. — Acho que precisa de pelo menos mais uma hora para se acostumar à "nova Bella "!

Edward ria, mas não conseguia tirar os olhos de mim. Tinha adorado meu corte de cabelo.
E eu também tinha adorado, especialmente depois que ele dissera que com os cabelos curtos meus olhos tinham aumentado e dominado meu rosto.

Admito que a tentação de matar mais uma aula foi grande. Não conseguia me imaginar largando Edward ali para entrar numa aula de francês. Meu corte de cabelo tinha tomado só vinte minutos, e durante o resto do tempo havíamos ficado vadiando pela beira do rio, ensaiando nossas falas. Ainda estava sintonizada em Edward e na Fera. Na verdade, naquele momento não conseguia desvincular um do outro.

— Não que eu esteja querendo te levar para o mau caminho... — disse ele, com um leve sorriso nos lábios.

Neguei balançando a cabeça. A realidade me chamava. Reprimi rapidamente meus sonhos de passar todas as tardes de minha vida com Edward, e suspirei.

— Foi muito bom. Mas não me tente mais. Por favor.

— Estava só perguntando... — disse, ainda incapaz de tirar os olhos de mim.

O jeito dele me olhar me fez corar. Por um momento me senti como se estivéssemos de volta à cena que tínhamos acabado de ensaiar. A cena em que a Bela pela primeira vez começa a perceber que a Fera não é uma criatura terrível e monstruosa, mas alguém merecedor da sua compaixão.

— Não posso. E é melhor não me atrasar. Monsieur Manet não gosta de que faltemos às suas aulas nem mesmo se estivermos de cama por causa de uma gripe ou algo parecido.

— Está certo — aceitou ele, já dando uns passos de costas na direção oposta à minha. — Mas qualquer hora vamos almoçar juntos de novo.

— Está bom. Mas não sei se quero dar sopa para o azar de novo, vadiando fora da escola.
— E matando aula.

Já estávamos bem a uns dois metros de distância um do outro e a aula de francês continuava a quilômetros dali. Não havia quase ninguém no anfiteatro.

— A gente se vê mais tarde. A voz dele ecoou pelo corredor.

— Mais tarde... no teatro — retruquei.

Meu coração bateu mais forte. Faltavam 45 minutos a partir daquele instante. Continuava a olhar fixo para ele.

Edward não se mexia.

Virei-me primeiro e disparei numa leve corrida, quase nocauteando , o bedel.
— Bella Swan? — perguntou ele, me olhando como quem não tem certeza de com quem está falando.

Por dentro me dizer que eu estava assim diferente?...

— Você está atrasada? — continuou ele,parecendo chocado.

— Só um pouquinho.

Mr. Wernet provavelmente teria tido um enfarte se tivesse me pego matando aula,e ainda por cima com ainda estava pálida por causa desse pensamento quando entrei na aula de francês.

Todos já estavam em suas respectivas carteiras.

— Bonjour,Mademoiselle Swan! — disse Monsieur Manet. — Você está um pouco atrasada hoje,un peu tard,non?Novo corte de cabelo? — acrescentou,arqueando as sombrancelhas. — Trés chic!

— Hã,é...quer dizer,oui...quer dizer,merci.

Deixei-me cair em minha carteira na primeira fileira,bem perto de Mike.
Olhei para me olhou de volta,boquiaberto com meus sentir que não tinha adorado meu novo ão ele olhou para minha mã ainda estava segurando uma cópia do texto da peça.A cópia de Edward,para ser mais precisa.O nome dele estava impresso com letras garrafais na capa e no lombo — claro como o dia.E a borda verde e vermelha de um guardanapo do Pizza Palace ,que eu tinha usado para marcar a página da cena que Edward e eu estivéramos ensaiando,sobressaltada entre os papéis.

Monsieur Manet limpou a garganta:
— Maintenant,agora,posto que Mademoiselle Swan está un peu tard,um pouco atrasada,vou ter que repetir a ,estamos tendo un petit conversation. Vocês têm de agir como se estivessem num de vocês será o garçom e o outro será o ê já tem um parceiro,Monsieur Newton,oui?

— Hã,já...oui...é a Bella .

Sorrateiramente enfiei a cópia do texto da peça em minha mochila e abri a apostila de francê mãos tremiam, e as letras da página à minha frente não entravam em foco de jeito nenhum.O guardanapo era uma revelação provavelmente já havia deduzido que eu fora ao Pizza Palace.E o texto da peça deixara claro exatamente com quem eu havia estado durante o almoç súbito me senti falsa.E foi um sentimento horrível.

Mike me passou um o abri:

"Eu estava na cafeteria.
ONDE ESTAVA VOCÊ?
E... O QUE ACONTECEU COM OS SEUS CABELOS?

Sete pontos de exclamaçã duas vezes para ter certeza.Não encontrar a turma na cafeteria não justificava sete pontos de exclamação.E dez pontos de interrogação constituíam um insulto que eu não estava disposta a tolerar.
Não conseguia acreditar que Mike estivesse tão para ele.
Mas ele evitou meus çou a cabeça em sinal de desgosto e girou sua cadeira até ficar de frente para mim.

- Temos exatamente quinze minutos para praticar. Depois temos que apresentar esta droga de diálogo para a classe – me informou ele, com os lábios semicerrados.
Todos tinham se juntado com seus parceiros e começado a murmurar e praticar seus diálogos.

- Bonjour, mademoiselle – começou Mike, numa voz baixa mas agressiva.

- Você é o garçom?

- Oui, jê suis votre garçon ce soir.

Ele estava me dizendo apenas que era o meu garçom, mas sua frase soou como se estivesse dizendo que estava prestes a me estrangular.

- Mike – sussurrei -, não entendo porque está tão furioso comigo.

- Parlez vouz seument français, Medemoiselle Bella ! – interrompeu o professor, nos lembrando de falar somente francês.

Ele vagava pela sala, prestando atenção nas diversas conversações.
- Oui, monsiuer – disse eu, fingindo consultar algo no dicionário até ele sair do raio da escuta.

- Não estou extremamente furioso. Estou chocado – retrucou Mike – Por onde você andou? Você está muito estranha. O que, diabos, levou você a cortar os cabelos?

Ele parecia profundamente ofendido, como se eu tivesse cortado os cabelos dele, ou algo do gênero.

Antes mesmo que eu pudesse pensar numa resposta, Mike continuou:

- Você não estava na aula de sociologia. A Alice desviou do caminho dela para o laboratório de biologia só para me contar que você não tinha aparecido por lá também.

- Porque "também"?

- Porque também te esperei na cafeteria, para o almoço.

- Bom, apenas não almocei na cafeteria, só isso.

- Não posso acreditar que esteja se comportando assim.

- Assim como? – desafiei

Discutíamos pela primeira vez. E todos começavam a notar.

Jessica Stanley e Lauren Malory levantaram a vista de seus papéis e olharam boquiabertas para nós.

- Cuidem das suas vidas! – falei rispidamente.

Elas se viraram, e mostrei-lhes a língua pelas costas.

Mike parecia horrorizado.

- Droga, tudo o que eu fiz foi sair pra comer uma pizza na hora do almoço – disse eu, esmagando o tíquete da conta que ainda estava na minha mão direita.

- Você saiu do campus na hora do almoço?- concluiu Mike, afastando sua cadeira de mim, como se sair do campus fosse algo contagioso – Segundanistas não podem fazer isso!

- E dai, o que é que tem demais?

- É contra as regras, Bella . Nunca pensei que você fosse o tipo de pessoa que sai por aí quebrando regras. E ainda por aí a matou aula de sociologia, não foi? Só para trabalhar na peça com esse Edward, não foi? Essa história toda de teatro está indo longe demais. Vocês está se comportando como uma cabeça-de-vento deslumbrada.

- Não sou cabeça-de-vento, Mike. E não vou morrer só por perder uma aula de sociologia. Ao é para tanto. Além do mais , não sou do tipo de pessoa, em absoluto. Sou eu, e nada mais.

Quis comer um pedaço de pizza no almoço e trabalhar um pouco um pouco mais no texto da peça, só isso.

Contudo não acrescentei que tinha matado aula para ir cortar os cabelos. Mike não estava pronto para ouvir tanto.

- Mas eu estava esperando você...

Subitamente ele apareceu meio perdido.

Esquadrinhei meu cérebro, tentando me lembrar.

- Tínhamos combinado alguma coisa? Tínhamos ficado de nos encontrar na cafeteria? – perguntei

- Combinado?

Afirmei com a cabeça e então reparei que Monsieur Manet estava vindo de novo em nossa direção.

-J'ai faim! – exclamei, voltando ao diálogo em francês. – Jê voudrais dês pizza! – acrescentei, só para provocar Mike.

Ele ficou vermelho.

Mondieur sorriu satisfeito ao passar.

- Não, não tínhamos combinado nada, mas sempre almoçamos juntos – continuou Mike, olhando fixo para mim. Sua expressão passou de ofendida para confusa, e depois para irritada.

- Todo mundo ficou se perguntando o que poderia ter acontecido com você. A Alice quase foi à enfermaria quando não apareceu na aula de sociologia.

- Ah, dê um tempo!

- Não é justo – continuou. – A Alice ficou preocupada.

- Não já nada para se preocupar. Apenas tive vontade de fazer algo diferente uma vez na vida.

Mike deu um suspiro e esticou os cabelos para trás com as mãos. Olhou para o teto, para o chão, para todos os lugares, menos para meus olhos.

- Pensei que nós sempre almoçássemos juntos.

- Não sempre, Mike. Tem sido assim, mas agora, com a peça, vez ou outra posso ter de ensaiar na hora do almoço, como hoje.

Não tinha ensaiado coisa nenhuma na hora do almoço.

Tinha somente me divertido, pelo simples fato de estar ao lado de Edward. Mas havia ensaiado depois, ambos havíamos, e com muita dedicação. De qualquer, o que dissera a Mike ainda era uma meia-verdade, e me sentia desconfortável como aquilo.

— Por isso —continuei — ,não dê por garantido que sempre estarei na cafeteria na hora do almoç?
Mike finalmente olhou para mim e mordeu os lábios.
— Claro... Quero dizer,o que é que eu posso fazer com relação aos seus ensaios e tudo mais?Conformar-me, não é?Tudo bem,a gente supera isso.Só não quero perder a sua pista — concluiu,com uma tentativa de sorriso.
Sorri de volta e rocei carinhosamente com a mão na manga repente me senti muito triste.Não sabia o que dizer.E NÓS DOIS SABÍAMOS QUE ELE ESTAVA ME PERDENDO.

— Beijos no palco são sempre uma coisa atrapalhada. Mesmo quando você é uma velha profissional e está acostumada à eles — disse Carmen a Edward e a mim naquela mesma tarde.

Ela havia desocupado o teatro dos outros Kate e o pessoal da construção dos cenários estavam por lá,martelando,atrás das cortinas do fundo do palco.

— Portanto —continuou — vamos colocar nossos sentimentos para fora na mesa,tudo às claras.

Nossos sentimentos?Eu sabia que Edward devia estar sentindo algo,porque ficava em pé,muito rígido e tenso,ao lado de uma grande roseira de papier-mãchê.Seus braços estavam cruzados na altura do peito,e ele havia evitado meus olhos nos últimos dez minutos.
Quanto aos meus sentimentos,eu não tinha certeza de que queria pendurá-los num estandarte para que o mundo inteiro os que discutira com Mike,minha vida tinha se tornado uma massa confusa de sentimentos conflitantes.A maioria deles ruins.

Mike dissera algo a respeito de estar me tornando uma pessoa diferente.E ele estava daquele dia,nunca me sentira falsa ou desonesta.Não tinha certeza se gostava daquilo em que estava me transformando.

E beijar Edward era um problema que ainda não sabia como encarar.
E Carmen?Que sentimentos poderia ter ela?Estudei-a por um olhava para o fundo do teatro,onde os outros membros do elenco se embolavam na saída. Aparentemente ela não tinha dado até aquele momento muita importância ao ensaio da cena do agora eu tinha a nítida sensação de que havia orquestrado tudo cuidadosamente,trabalhando primeiro as grandes cenas do grupo,depois as cenas comigo,"meu" pai e o malvado conde que queria casar comigo,e assim por diante,até o elenco necessário para continuar o ensaio e reduzí-lo a apenas duas pessoas — Edward e eu.

A única cena que faltava repassar era a em que a Fera está morrendo e Bela se apressa para salvá-la.

— Como eu dizia — continuou — ,o melhor é pôr tudo às falar sobre beijos no palco não é difícil.O difícil é fazê de mais nada,você precisa estar dentro da — disse Carmen se dirigindo a mim da maneira como sempre fazia no meio de uma cena —, venha cá.

Carmen me levou de volta à coxia e depois sinalizou para que eu entrasse em cena.
Eu tinha de correr pelo fundo do estreito cenário,por cima de uma pequena plataforma,depois descer de novo para dar a impressão de estar fazendo um grande percurso,e finalmente subir e descer escadas dentro do jardim da para cima o capuz do vestido de ensaio que Angela havia alinhavado para mim e fui aos trancos e barrancos até Edward.

Estava à espera de que Carmen me detivesse a qualquer momento e me fizesse começar a cena de ,eu não estava dentro da personagem.
Deixei-me cair com não muita graciosidade ao lado de Edward,tão desajeitadamente que meus joelhos doeram ao bater no chã consegui abafar um "Ai".Pelo menos Edward tinha tido o bom senso de manter os olhos fechados,apesar de que seu coração batia tão forte que quase podia vê-lo pular por debaixo de sua blusa.

Tinha os nervos à flor da pele quando me inclinei sobre Edward,peguei sua cabeça e a aconcheguei em meu colo,como se supunha que deveria ele respirar fundo,tentando relaxar ou pelo menos aliviar a tensã-me para a frente e dei-lhe um beijo...na bochecha.

— Não era esse tipo de beijo que eu tinha em mente,Bella .

Olhei para tentava reprimir um sorriso.

— Quer que eu saia e comece tudo de novo?— perguntei.

Ela ignorou o tom esperançoso em minha voz:

— Não,não de novo só a parte do beijo.

Agora já conseguia me imaginar salvando a vida da a bochecha dele e depois beijei-o nos lábios.
Sua boca estava fria,e ele não reagiu ao meu repente fiquei com medo de -o de novo.E dessa vez ele me beijou de beijo do tipo "menininho beija menininha na boca pela primeira vez na vida."

Foi pé ele continuou a cena.A Fera pegou em minha mão,fingi empurráávamos cara a enlaçou seus braços ao meu redor,me trazendo para mais perto de nossos narizes e depois nossas testas trombaram.

— Ai! — ele gemeu,pulando para trás como se tivesse sido atingido pelo soco de um boxeador.

— Ai para você também! — gritei,esfregando minha testa com a mão.

Nossos lábios não tinham nem mesmo chegado a entrar numa "distância de beijo".
Carmen soltou uma sonora gargalhada.

— Como eu disse,costuma ser atrapalhado — Ela nos empurrou um para perto do outro. — Já é muito bom que vocês tenham quase a mesma torna tudo mais fácil.

— Mais perigoso,você quer dizer — brincou Edward.

— Edward — começou a instruir Carmen — ,incline-se de forma a que sua cabeça bloqueie o rosto dela da vista do pú ,passe seus braços ao redor ão,à medida que vocês se aproximarem — e ela nos aproximou —,vocês abrirão levemente os lábios,de maneira que o público pense que vocês estão a ponto de começar a se agarrar na verdade não precisam nem encostar na boca um do outro,se não quiserem.O público imagina o resto sozinho.

Obedientemente seguimos as instruções de Carmen,passo a colocou seus braços ao meu redor,escondendo levemente meu delicadamente nossas bocas,e nesse momento nossas faces se girou meu corpo e ficou de costas para a platéia,escondendo meu rosto com sua cabeça.

Então ele me um beijo desajeitado na -me -nos dando risadinhas sem graça,mas por fim a tensão estava totalmente dissolvida.
Admito que fiquei um pouco decepcionada.

Felizmente Carmen terminou o de trocarmos de roupa,me encontrei com Edward no segurava sua mochila por uma das correias e a balançava para lá e para cá.Estava leve,e todos os meus confusos sentimentos e sensações de antes do ensaio haviam se dissipado.Não me preocupava mais com Mike ou com o quanto se chateara comigo.E não tinha mais de me inquietar com o fato de beijar Edward no palco.

— Não foi tão mal — comentei,enquanto seguia Edward escada abaixo e depois pela ala lateral da platéia.

— Muito obrigado — disse ele golpeando seu coração com a mão. — Sabe,um cara se sente ferido quando é qualificado de "não tão mal".

Dei-lhe um safanão com minha agenda.

— Quis dizer que beijos no palco não são assim tão complicados como pensei que fossem.

Eu não podia acreditar como tinha sido fácil dizer aquilo.

— Não acho que já tenhamos feito a coisa direito — ele observou.

Passávamos perto de Carmen,que estava sentada numa cadeira da platéia com sua prancheta apoiada nos joelhos,fazendo anotações.

— Ia ajudar bastante se conseguíssemos entrar mais nas personagens — completou ele.

— É difícil para mim começar uma cena no meio da ação e me sentir a Bela,ou imaginar que você é a Fera — expliquei.

Então me lembrei:— E aquele livro de que você me falou,sobre como construir uma personagem?Você disse que ia me emprestar.

Edward parou sobre seus passos:

— Esqueci ê devia mesmo dar uma lida.

— Traga-o no próximo ensaio,na segunda-feira à tarde.

Edward fez que sim com a cabeça e então parou de novo.

— Por que desperdiçar o fim de semana? — perguntou,dando uma olhada em seu relógio. — Trabalho no turno da noite hoje.Não preciso estar lá antes das cinco e meia mais ou levar você da escola para sua casa e no caminho dar uma parada na minha,para pegar o livro.O que você acha?

Antes que eu pudesse responder "sim" ou "não",antes que eu tivesse tempo de conectar a carona para casa com a temível motocicleta de Edward,Carmen levantou a vista de sua prancheta:

— Nós ainda não terminamos de conversar sobre essa cena — disse ela,num tom bem casual.

— Ainda não? — perguntou Edward,lançando-me um olhar desconcertado.

Retrocedemos alguns passos pelo corredor lateral,até chegar perto de Carmen de novo,e nos encostamos na parede.

— Como tudo na vida — continuou ela — ,a prática faz a perfeição,e isso se aplica aos beijos em os atores com freqüência se atrapalham quando se esquecem de que os romances no palco são exata e somente isso — algo imaginário,que ocorre entre duas personagens no palco.

Será que ela vira algo entre Edward e eu?De que raios estaria falando?
Edward me se endireitou e olhou direto nos olhos de Carmen:

— Você quer dizer que pelo fato de nós dois estarmos convivendo juntos com tanta freqüência ultimamente poderíamos começar a pensar que somos algo mais que amigos?Que isso é o que costuma acontecer entre os atores que contracenam muito juntos?

Carmen riu por entre os dentes:

— É por aí.Se bem que a palavra "pensar" não joga um papel importante nessa história ê compartilha uma relação muito especial ao trabalhar com alguém numa peçê vê partes dessa pessoa que julga serem da alma dela,quando na verdade são apenas parte de seu ofício.

Devo ter parecido realmente perdida ao ouvir se aproximou com um ar brincalhão e tocou em minha manga:

— Não fique tão séria,Bella .Só estou dando um toque típico de professora de teatro de escola.É que você me parece ser uma pessoa muito sensí claro que não há nada de errado em vocês se tornarem amigos.

Quis ignorar a ênfase que ela colocara na palavra "amigos".No entanto não estava com medo de que eu e Edward estivéssemos nos envolvendo um com o outro,era isso.

— Não se preocupe — disse eu.— Não há por que se inquietar com os "somente amigos" aqui na sua frente.

— Óão a gente se vê na segunda-feira — disse ela. — E dê um jeito de arranjar tempo para os figurinos amanhã.Não vai demorar muito.

— Espero que não — murmurei,enquanto Edward e eu já saíamos do teatro para o anfiteatro da escola —, porque estou terrivelmente atrasada com a lição de casa.

— Você ainda quer pegar aquele livro em minha casa?— perguntou ele.

— Ah,é mesmo!Hum...eu gostaria — admiti,com cautela.— Mas nunca andei de moto em minha vida.

Os olhos de Edward brilharam como brasas.
— Então vai ser mais do que uma carona,vai ser um programa!

— Não sei,não...eu...meu pai...

Mas Edward não me deixou nem terminar de dizer que meu pai me mataria se a moto não me matasse primeiro.

— Eu ê provavelmente está com mundo fica na primeira é eu fiquei!Foi meu pai que me ensinou a faz parte de um clube de motoqueiros.

Visões daqueles motoqueiros delinqüentes estacionados do lado de fora do Pulito começaram a dançar em minha mente.
Edward deve ter lido meus pensamentos:

— Não é o tipo de "clube" que você está Cates,do banco,é o presidente desse clube a que meu pai pertence.

Ele riu com a expressão da minha cara.
— Está brincando! — exclamei.

Ele assentiu com a cabeça e abriu a pancada de ar frio nos recebeu.O céu estava de um azul intenso e o sol ainda brilhava,apesar de já ir típico dia de novembro.
— Não está muito frio para andar de moto?

— Não tenha esperanças.Não vou te deixar perder isto de jeito nenhum — disse Edward. — Puxe bem o seu zí um cachecol e um capacete extras,pode ficar sossegada.

Caminhamos até sua estava contente por ele ter uma moto grande.

— Não moro tão longe assim.E conheço uma estrada que volta direto de Keaton Corners para onde você Town Road,não é isso?

Confirmei mexendo com a cabeça.

— Não estou achando que vou gostar muito disto — disse eu quando me mostrou como apertar o capacete.

Ele me explicou rapidamente como eu devia me inclinar nas curvas e prometeu que não iria correr muito.

— Pode confiar em mim — garantiu.

Mesmo amedrontada do jeito que estava,subitamente senti um desejo intenso de vivenciar mais uma novidade.Só para ver como era.
Eu tinha experimentado o teatro,e até agora havia sido uma experiência tinha matado aula e saído para almoçar, e não ficara enrugada como a Bruxa Malvada do Oeste por causa tivesse nascido para dirigir motocicletas e ainda não sabia.

Edward acelerou o motor umas duas vezes e se embrenhou no trânsito movimentado da hora do os olhos e senti um grito procurando o caminho de saída na minha estava tão absorta em me segurar em Edward e em fazer frente ao vento e ao barulho,que minha voz se esfumou.

Os primeiros cinco minutos são terríveis. O ronco do motor,a sensação de não haver nada entre você e o em Edward como se fosse meu colete salva-vidas na tempestade do trânsito do fim da logo desviamos para South Main e entramos numa das ruas menores que levavam à região em que ele morava e comecei a desfrutar.

— Gosto disso! — tentei dizer a ele.

Duvidei que ele conseguisse ouvir algo através do por cima,o vento gelado tornara minha fala difícil."Esta pode ser a primeira vez que ando de moto",pensei,"mas com certeza não será a última".Quando,após dobrar uma esquina,apareceu a placa vermelha da oficina do pai de Edward,senti que tinha adorado cada segundo daquele passeio.
"Ah,se Alice pudesse me ver agora!", ela seguida se levantaria e congestionaria todas as linhas telefônicas da região para contar a todo mundo que conhecíamos,a começar por Mike,que Bella Swan tinha pirado de vez.

Saboreei a sensação de ser uma má menina,enquanto Edward parava no terreno coberto de cascalho que servia de ão inclinei a cabeça para trás e ri de prazer e alegria.Não estava fazendo nada de ruim ou de só me divertindo,tentando experimentar situações encontrar a verdadeira Bella Swan.


N/A:Hmm Bella agora um pouco mais irresponsável

Matando aulas e indo almoçar com o nosso *cof cof* motoqueiro *-*

Quem achou o beijo fail? Ahhh

Tá ai um capitulo beem grandinho pra vcs me comentar ^^

Respondendo:

Camilla052:Oie flor, o problema pode até não ser entre eles, mas os que estão de fora! Dona Lice bem que podia dá uma ajudinha, mas ela só protege o Newton :/ O Ed aqui é misterioso sim, mas esse é o charme *suspira* .Obrigada pela review e continue comentando flor ^^

Lih:A nossa Lice aqui não é vidente, então ela não vê que o melhor pra nossa belinha é o Ed ^^ Ela só apóia o Mike porque eles já são amigos de infância, mas será que ela nõ percebe que eles nem se gostam neah? Puxa vida, mas o Ed vai da um jeito de contorna essa .Bjcas flor e obrigada pela review, to te esperando nessa também ^^

Tami: Ai, eu também tinha me apaixonado pela historia quando eu tinha lido o original, foi por esse motivo que eu adaptei, e eu não quero nem pensar em parar, o problema é falta de tempo e reviews! Mas eu fico muitíssimo feliz quando leio as reviews de vcs, continua mandando que eu vou ter mais razões para postar ^^ bjcas flor

Talita:É, como vc viu, teve um beijo maio fail ai, mas quem sabe o negocio não esquenta fora dos palcos?O Ed é um amor, apesar de todo misterioso, mas esse é charme dele *suspira*. O Mike (creio eu) ta tentando proteger o que é dele, mas não consegue ganha do Ed não =] E a Lice, só por Deus mesmo, ma ela vai cai na real alguma hora .Obrigada pela review flor, não me deixe aqui esquecida (drama !)e me mande uma reviewzinha ok? Bjcas flor ^^

E flores, não deixem de comentar o que vcs acharam do capítulo ok?

Eu fico muitíssimo feliz quando vejo suas reviews ^^

Bjcas,

Days3.