N/A: Todos os personagens pertencem a Stephenie Meyer e a história pertence a Elisabeth Bernard , a mim só pertence a adaptação.


Capítulo 7 - Amigos por enquanto

Quando entrei em casa, o jantar já havia sido servido, mas meu estômago estava revirado. Estava nauseada. Estava apaixonada. Estava condenada. E com certeza não estava pronta para encarar meu pai.

Papai voltara a falar macio. Mas não se deixem enganar por isso. Seu olhar indicava estar prestes a promulgar uma nova terrível regra.

Depois de tomar sua sopa em silêncio por vários longos minutos, ele disse:

- Estou a um passo de te dar um belo castigo, Bella.

- Castigo! - gritei. - Só porque Edward foi gentil o suficiente para me dar uma carona até minha casa depois do ensaio?

- Numa motocicleta! - chiou minha mãe, levantando o seu guardanapo à altura da boca. - E o que você fez com seus cabelos?

- Indo ao que interessa, você sabe exatamente como me sinto com respeito a motocicletas - continuou meu pai.

- Preconceito! Puro preconceito! - devolvi.

A raiva do meu pai era totalmente à prova de bala.

- Aquele rapaz estava guiando como um louco, perturbando toda a vizinhança - prosseguiu ele, irredutível. - E quase matou a Pebbles.

- Não foi nada disso. Foi Pebbles que quase matou si mesma. Estiquei o braço para baixo e dei uns tapinhas carinhosos na gata, que estava aos meus pés esperando por alguma sombra de comida. - Edward a salvou. Qualquer outro provavelmente a teria matado.

O ato de heroísmo de Edward não impressionou meu pai. Longe disso:

- Vocês quase se mataram – disse ele.

Minha mãe deixou escapar um pequeno suspiro e pousou a mão na manga de meu pai:

- Mas felizmente agora está tudo bem – procurou conformá-lo.

- Não graças a esse garoto. Além do que, não é o tipo de pessoa com quem eu a imagino andando, Bella. Ele me cheira a más notícias.

Não conseguia acreditar em meus ouvidos. Meu pai estava soando como um troglodita da Idade Média.

Decidi tentar uma nova estratégia:

- Só porque uma pessoa dirige uma Harley não quer dizer que seja "más notícias". Mr. Cates, do banco, tem uma. E você não iria me castigar por tê-lo visto, iria?

Meu pai tentou digerir aquilo. Ainda estava furioso, mas agora também fazia força para não rir.

- Mr. Cates não tem nada a ver com esta história. Preocupo-me com quem você sai, Bella. Gosto de Mike. Pensei que estivesse saindo com ele. É um garoto sensível, e o conhecemos desde sempre. Ele é o tipo de garoto com quem você deveria andar, e não um encrenqueiro montado numa moto.

- Não estou saindo com ele – retruquei, esperando que meu rosto estivesse vermelho o suficiente de tanto fritar para cobrir o meu rubor. – Ele está trabalhando na peça comigo e me deu carona até em casa. Edward trabalha, além de ir à escola. E, só porque um rapaz lhe deu carona, não quer dizer que esteja prestes a se casar com ele!

Ao mesmo tempo que dizia aquilo, por um selvagem e breve segundo uma maravilhosa imagem de Edward e eu passeando ao pôr-do-sol com sua moto passou por minha cabeça.

E uma segunda imagem, ainda mais selvagem, tomou o lugar da outra em seguida: meu pai ficaria possesso se descobrisse que eu estivera na casa de Edward sozinha... ou que nos beijáramos.

Minha irmãzinha Jane, de 12 anos, olhou boquiaberta para todos nós:

- Estamos tendo uma briga familiar? Na mesa do jantar? – interpelou ela, com um tom de voz cinicamente alegre.

- Muito perspicaz – disse eu, empurrando meu prato para o lado.

- Bella, o que está acontecendo com você? – perguntou minha mãe por fim, num tom de voz mais normal.

Ela recolheu com a mãos as migalhas espalhadas na toalha de mesa e me encarou. Nós duas temos os mesmos olhos pálidos, que mudam de cor conforme o nosso estado de espírito. Agora seus olhos estavam escuros e preocupados. Continuava também a olhar para os meus cabelos como se estivessem grudados na cabeça de uma estranha. Eu não conseguia adivinhar se ela gostara ou odiara o meu novo corte. Ela simplesmente soltou um enorme suspiro e se inclinou para trás da cadeira:

- Você sempre foi uma menina tão fácil de conviver, tão doce, tão equilibrada... – continuou ela. – Sempre teve ótimos amigos. E agora esse garoto esquisito, que telefona a qualquer hora...

- Ele telefonou depois das onze uma vez! – protestei.

- E falou numa língua estranha, "Oi!", ou "Ei!" – disse minha mão, balançando a cabeça com desgosto ao se lembrar de como Edward a cumprimentara ao telefone.

Encolhi-me por dentro. Se pelo menos ele não tivesse dito "Oi" à minha mãe ao telefone!

- Bella – ela prosseguiu -, me preocupa muito o quanto você está mudada ultimamente. Acho que nem te conheço mais.

- Mas é claro que estou mudando! – exclamei, e imediatamente me arrependi de dizer aquilo ao ver como ela havia ficado sentida.

Mas alguma coisa dentro de mim me fez continuar:

- Só tenho 16 anos. Foi você mesma quem disse que quando se tem 16 anos tudo muda rápido e ao mesmo tempo.

Fiz uma bola com meu guardanapo e me senti como se estivesse a ponto de jogá-lo em alguém. Em vez disso, joguei mais palavras à minha mãe, como se fossem dardos:

- Estou apenas sendo uma garota normal de 16 anos.

- Ela está começando a ter a sua própria vida! – comentou Jane, irônica.

- E você está começando a me encher – disse eu, olhando para Jane.

- Jane, fique fora disso – pediu meu pai.

Mansamente minha irmã voltou a se concentrar em seu purê de batatas.

A voz de meu pai subia para um tom mais agudo:

- Bella, não há algo que você queira nos contar?

Não podia acreditar. Tinha pego uma carona de moto até em casa com um rapaz por uma vez, e só por causa disso meus pais já achavam que estava com algum problema. Provavelmente drogas, ou sabe-se lá que outro terrível perigo da adolescência passava pelo fundo de suas mentes.

Jane se inclinou para a frente em sua cadeira.

- Tire a mesa, Jane. E comece a colocas as coisas na máquina de lavar louça – ordenou minha mãe.

- Tenho mesmo de fazer isso? – Ela gemeu.

- Agora.

Jane apertou os dentes e agarrou a travessa de salada.

- Justo na hora que vocês estão entrando na parte interessante – murmurou ela, enquanto passava por trás da minha cadeira.

Meu pai esperou até que Jane estivesse na cozinha para continuar:

- O seu comportamento está mudando – recomeçou ele. – Nos últimos tempos tem reagido exageradamente a tudo. Nós estamos preocupados.

O tom de sua voz estava tão calmo e regular que soava como se recitasse trechos de uma apostila do Conselho Antidrogas. Não dava para aturar aquilo. Em nossa casa vivia-se a vida como um sussurro. Nunca se gritava, tudo era "conversado". Desde que eu entrara para o Máscaras, desde que eu me tornara a Bela, desde que eu conhecera Edward, eu tinha começado a berrar.

- Você não entenderia – repliquei em voz alta. - Mas não se preocupe. Não há nada de errado comigo, papai. Não estou me metendo com drogas e fui super bem nos meus exames bimestrais na escola. Talvez seja exatamente o que a Jane disse: a equilibrada e doce Bella por fim começou a ter a sua própria vida.

Meus pais olharam desolados um para o outro e depois para mim.

- Pelo menos não deixe a gente fora dessa sua vida – pediu minha mãe, num tom estranho e triste.

Senti que estava a ponto de começar a chorar. Era a primeira vez em minha vida que eu achava que não podia me abrir com meus pais. Eles com certeza não entenderiam nada do que estava se passando comigo.

Empurrei minha cadeira para trás.

- Não estou com fome. Vou lá para cima – sussurrei.

- Não vamos castigar você desta vez, Bella. – disse meu pai antes de eu deixar a sala de jantas. – Nós podemos ser compreensivos a respeito da peça, dos ensaios e de tudo o mais.

E, quando eu pensei que ele já terminara, limpou a garganta e acrescentou:

- Mas não quero vê-la nunca mais numa motocicleta com esse garoto, ou com qualquer outra pessoa! Nunca mais, entendido?

Meu pai não me queria ver nunca mais numa moto. Ele havia dito "ver". Então girei meus calcanhares e encarei de frente, com um meio-sorriso nos lábios:

- Está certo, pai. Você nunca mais vai me ver numa moto com Edward ou qualquer outra pessoa.

Por trás de minhas costas cruzei os dedos ao dizer isso.

Tendo chegado a tal ponto, normalmente me entrincheiraria em meu quarto e cairia no choro. Depois telefonaria para a Alice e nós duas conversaríamos longa e compadecidamente sobre pais, regras e coisas do amor. Mas era óbvio que dessa vez eu não podia ligar para Alice. Ela também achava que Edward cheirava a "más notícias".

Antes de chegar ao meu quarto, a campainha tocou. Minha mãe atendeu. Era Mike.

- Bella está lá em cima – ouvi ela lhe dizer. – Bella, Mike está aqui!

Mamãe fingiu um tom de voz natural, mas pressenti que não iria me dar cobertura se eu dissesse que não me sentia bem, ou que não podia descer naquele momento.

- Já, já eu desço! – respondi.

Enfiei-me no banheiro, joguei bastante água fria no rosto, afofei os cabelos e respirei fundo. Cinco minutos depois comecei a descer as escadas, sem muito entusiasmo.

Mike estava esperando na sala de visitas.

- Oi – disse ele sorrindo.

Ele estava de pé ao lado da janela.

- Oi – retruquei, sem saber direito o que ele estava pretendendo ali.

Depois da nossa briga no começo da tarde, pensara que Mike não iria querer ficar no raio de um quilômetro de distância de mim por alguns dias. Subitamente, em minha cabeça ele passara a fazer parte do pretérito imperfeito, como costuma acontecer com os ex-namorados. Sentia-me mal comigo mesma, embaraçada e confusa. Precisava dizer a ele que queria que fôssemos apenas amigos. Mas não conseguia. Ainda não estava preparada para magoá-lo daquela maneira.

- Sei que esta noite é a sua noite de estudos com Alice... – disse ele.

Tinha me esquecido completamente.

- Ela ainda não chegou – eu informei.

- Pois é – continuou ele -, sabia que você estaria em casa por isso vim para... bem... para pedir desculpas.

Simplesmente ergui os ombros. Não estava muito certa de que era ele quem devia estar pedindo desculpas por alguma coisa ali.

- Gosto dos seus cabelos. Está bonita – ponderou ele depois de uma pausa constrangedora.

- Meus cabelos? – olhei meio confusa para Mike, e então dei uma risadinha: - Ah! É mesmo. Obrigada.

- E então, nós ainda somos amigos? – ele perguntou, com um imenso sorriso se espalhando por todo o rosto.

- É claro.

Não havia dúvida quanto a isso. Mike era alguém de quem eu poderia ser amiga para sempre. Será que ele realmente achava que a nossa discussão tinha sido só por causa dos meus cabelos? Que eu estava pondo em risco a nossa amizade só porque ele não tinha gostado do meu novo corte?

A verdadeira razão de nossa discussão era pura e simplesmente minha necessidade de espaço para crescer e mudar.

Mike deu um suspiro de alívio e se deixou cair no sofá.

- Para falar a verdade, fiquei com um pouco de medo hoje à tarde – disse ele, com mais sentimento do que eu gostaria.

Acomodou-se num dos ângulos do sofá e agora, sem dúvida, estava esperando que eu fosse me aninhar do seu lado. Apoiei-me com mais peso contra a porta da sala de visitas e enlacei as mãos com força para trás das contas. Não estava com a mínima vontade de ficar abraçadinha com Mike no sofá até Alice chegar. Rezei para que ela viesse logo.

- Bom – ele continuou -, apostando na possibilidade de você me perdoar, trouxe alguns filmes para a gente ver. A Vídeo Fever está hoje naquela promoção da última noite do mês, de um dólar por entrada.

Não soube o que fazer a não ser arquear as sobrancelhas.

- Mas a Alice está para chegar... – observei.

- Ela pode assistir também. Alice odeia estudar – acrescentou Mike com uma risada entra os dentes. – Ah, vai, Bella. Faz um tempão que a gente não faz isso!

- Séculos – admiti. – Sempre adorei essa nossa noite de um dólar...

Até aquele outono, Alice, Jasper, Mike e eu sempre tínhamos aproveitado a noite de um dólar da Vídeo Fever com um verdadeiro espírito de vingança, deixando de lado as lições de casa e tudo o mais.

- Não temos tudo mais muito tempo para nos divertir ultimamente - ele concluiu, dando voz aos meus pensamentos. - Provas, trabalhos, escola, está tudo ficando uma loucura. - Mike colocou a pilha de vídeos que trouxera numa das pontas da mesa. - Eu andei pensando em inaugurar um novo cineclube na escola, Film Classics Club. Que tal?

- Ué, o que aconteceu com o Águias da Justiça? - perguntei.

- Também está de pé. Mas é que sinto falta de ter alguma atividade junto com você fora do horário de aulas. E achei que ficaria interessada num cineclube.

- Por quê?

- Por causa desse vírus do teatro que você pegou.

- É verdade. Mas não tenho tempo livre para mais um clube.

- Estou querendo dizer quando a peça acabar...

Naquele exato momento o telefone tocou. Murmurei uma rápida prece de agradecimento para quem quer que seja o deus ou deusa que governa as linhas telefônicas e atendi na segunda chamada. Decididamente aquele não era o melhor momento para revelar a Mike meus planos futuros com relação ao teatro.

- Oi, Bella?

Era Edward. Senti o sangue fugir de meu rosto e em seguida voltar.

- É você!

Não consegui reprimir o tom de alegria em minha voz. Então lembrei de Mike. Dei uma olhada na sua direção e fiquei prestando atenção nele, que estudava a capa da caixinha de um dos vídeos.

- Não posso falar agora – sussurrei ao telefone.

- Você está em alguma encrenca, não está? Por minha causa.

Ele parecia bastante preocupado.

- Não exatamente. Mais ou menos – respondi.

- A moto?

- Entre outras coisas – repliquei com cuidado.

- Então não vou demorar.

Desejei que ele demorasse para sempre, mas eu tinha de ser cuidadosa com Mike. E se meu pai estivesse ouvindo na extensão, ou algo do gênero?

- Andei pensando sobre a gente... – continuou Edward - ... sobre sermos amigos. Eu... eu acho que é uma boa idéia... você não acha?

Detectei uma nota de esperança em sua voz, esperança de que eu dissesse que aquela era a pior idéia que alguém jamais tivera na face da terra. Suspirei.

- Agora está tudo meio confuso, "Charlotte" – repliquei.

- Ah... percebi. Você não pode falar agora.

- Pois é.

- Bom, de qualquer maneira telefone não é mesmo o melhor jeito. Que tal amanhã à noite? Daria para a gente se ver?

"Como?", gemi internamente.

- Claro – respondi, ao mesmo tempo que um plano se formava em minha cabeça. – Eu te vejo no ensaio.

- Mas amanhã não tenho ensaio... – disse ele, confuso. – Ah, já entendi. A moto, o seu pai... Você não quer que eu te pegue aí.

- Sem condições.

Houve um silêncio divertido.

- Escute, Bella – recomeçou ele -, não gosto desse negócio de ficar mentindo e me escondendo.

- Está bem. Encontro você logo depois do ensaio no terreno ao lado da escola, perto do teatro. Às seis é bom para você? A gente pode ir a algum lugar e conversar.

- Ótimo, eu gostaria mesmo.

Fiquei de costas para Mike por um segundo, e então Edward desligou. Compus com meu rosto uma expressão que acreditei ser melancólica e me virei para Mike depois de colocar o fone no gancho.

- Quem era? – perguntou ele.

- Ah, era a Charlotte. Sobre os figurinos. Houve mais um problema com o meu figurino. E tenho de ensaiar algumas cenas com Eric Martin e Irina Lawrence, você sabe, a garota que faz o papel da minha egoísta e horrorosa irmã – expliquei, fingindo uma risada. – Ela nunca sabe suas falas.

O que era verdade. Irina era meio devagar para decorar o texto, apesar de ser uma ótima atriz.

- Prometi ajudá-la a memorizar – acrescentei.

- Quando? – perguntou Mike, franzindo a testa.

Hesitei por uma fração de segundo.

- Amanhã no fim da tarde, depois do ensaio.

A expressão de Mike desmoronou no desconsolo. Enterrou os punhos nos bolsos, angustiado.

- Mas amanhã nós tínhamos ficado de ir à inauguração do novo rinque de patinação do mini-shopping...

- Ah, Mike, sinto muito, mas não dá. Não nesta semana. Os ensaios estão ficando cada vez mais intensos. Quando a peça terminar, as coisas vão voltar ao normal.

Admito que deveria ter dito tudo a ele naquele momento. Ter dito quais eram meus verdadeiros sentimentos, ter dito que queria que fôssemos amigos dali pra frente. Já duvidava muito de que passaria mais alguma noite de sábado com Mike no futuro, e a vida com certeza teria sido bem menos complicada se eu tivesse aberto o jogo ali, naquele instante. Mas simplesmente eu não tinha a menor idéia de como fazer isso.

- Você está bem? – perguntou Mike, com uma voz cheia de preocupação.

Percebi que havia ficado em pé o tempo todo, com uma mão apoiada na parede em que estava pendurado o telefone, olhando para o vazio.

- Estou... quer dizer, não... – menti. – Estou com dor de cabeça.

Mike ficou ainda mais preocupado.

- É, acho que não é uma boa noite para vídeos – disse ele, tristonho.

Concordei com a cabeça.

- Foi um longo dia, Mike, e amanhã vou estar muito ocupada com a peça. E nem me pergunte quanta lição de casa tenho empilhada lá em cima. – Olhei no meu relógio.

- Parece que a Alice vai me dar o cano hoje – comentei. – Vou ter de ligar para ela depois.

- Tive um pressentimento de que ela não iria aparecer mesmo – disse Mike.

Algo na voz de Mike me fez parar e olhar para ele. Ao contrário de Edward, Mike não era um bom ator. Ele estava tentando esconder algo de mim, e se saía miseravelmente. Foi então que percebi: Mike não tinha aparecido ao acaso em minha casa, apenas para retomar o velho costume de assistir a vídeos nas sextas-feiras à noite. Tinha vindo porque Alice havia dito a ele para vir... provavelmente lhe dissera também para prestar mais atenção e tomar mais cuidado, ou acabaria me perdendo para alguém como Edward.

- É melhor você ir agora – eu disse, e foi tudo o que consegui dizer.

Naquele mesmo instante todas as minhas preocupações com Mike e sobre como lhe contar a respeito de Edward se evaporaram rapidamente. Estava ficando cansada de meus famosos "velhos e bons amigos" – especialmente de Alice Brandon – se intrometerem num espaço que pertencia só a Edward e a mim.

Acompanhei Mike até a porta, tomando o cuidado de manter distância suficiente para impedir que me desse um beijo de boa noite.

Assim que ele se foi, marchei de volta para a sala de visitas, determinada a dizer a Alice que mantivesse o seu nariz fora da minha vida.


N/A:Ui, Alice não está se adaptado muito bem ao nosso motoqueiro...

Sabe, dá até uma dózinha do Mike, mas ele não tem chance contra o Ed *suspira*

Como será esse encontro dos dois? Aii adoro *-*

Desculpa, mas to atualizando na pressa, então hoje sem resposta de reviews :/

Um beijão nas meninas que me escrevem e incentivam essa fic ^^

Como minha outra adap. acabou, semana que vem tem estréia nova

Sinopse completa e dia de estréia no meu perfil

Não esqueçam de me deixar uma review, só pra mim saber o que você está achando ok?

Bjcas,

Days3.