N/A: Todos os personagens pertencem a Stephenie Meyer e a história pertence a Elisabeth Winfrey , a mim só pertence a adaptação.


Capítulo 9 : Só podia ser amor

Domingo pela manhã fiquei na cama, contando as horas até o momento de ver Edward de novo. A segunda-feira era ainda algo muito distante. Além do que, vadiando em casa, não correria o risco de encontrar com Alice.

Tinha quase certeza de que ela não havia me visto com Edward no cinema, na noite anterior, mas não certeza absoluta. E não estava a fim de uma cena com ela agora. Estragaria completamente a maravilhosa lembrança da minha primeira saída com Edward. E não poderia aturar também ouvir mais um de seus discursos sobre corações partidos e vidas arruinadas, ou sobre como havia me tornado uma irresponsável e sem consideração, uma iludida deslumbrada com o palco.

Às vezes, acho que ela é quem devia ter começado a fazer teatro. Ela podia não gostar de histórias de amor mas adorava tragédias.

Passei os dedos por entre meus cabelos e pratiquei na frente do espelho uma expressão inocente, de olhos arregalados. Eu tinha de ver Edward naquele dia, de qualquer jeito. Decidi sair de mansinho e visitá-lo no trabalho e, para isso, iria precisar das minhas habilidades teatrais mais do que nunca. Apesar de que enganar minha mãe já não era mais um grande desafio.

Esperei até depois do almoço para me aventurar para fora de meu quarto, quando papai e Jane já haviam saído para visitar meus avós. Empacotei os livros que retirara da biblioteca pública dias antes e desci para o andar debaixo. Espiei por entre a fresta da porta do escritório e vi minha mãe trabalhando em uns relatórios que trouxera para casa. Ela me olhou por cima dos óculos quando entrei.

- Vou dar um pulo de bicicleta até a biblioteca. Meus prazos dos livros estão vencidos – expliquei.

- Não está muito frio para ir de bicicleta até lá? – perguntou ela, olhando para seu relógio. – Posso lhe dar uma carona, assim aproveito para pegar uns mantimentos na loja de conveniência na volta – continuou, tirando os óculos.

- Não seja boba, mamãe – disse eu, puxando o zíper da minha japona e torcendo para que ela não reparasse que estava vestindo meu gorro de pele novo e meus melhores jeans. – Você está ocupada. Além do mais, o dia está lindo. Adoro frio, e preciso fazer um pouco de exercício.

- Está bem, mas agasalha-se. Dá para você comprar um pouco de pão e leite para mim, na volta?

- Claro. Mas não me espere antes das cinco. Também tenho de pesquisar algumas coisas para a peça.

Fiquei maravilhada de ver o quanto parecia convincente, até para mim mesma. Pedalei por toda a Old Town Road e no final virei à direita, na Elm. Passei reto pela biblioteca e dobrei à esquerda.

Sentia-me viva, livre e um pouco nervosa. Várias imagens pululavam em minha mente: topar de repente com Mike ou Alice, ser atropelada por um caminhão e ter de explicar a meus pais o que exatamente estava fazendo numa avenida em direção a Keaton Corners, e outras do gênero.

Expulsei meus delírios com uma risada nervosa e redobrei a atenção na estrada. Mas não conseguia tirar Edward da minha cabeça.

"Edward e Bella" soava muito bem. Senti meu coração tão repleto que pensei que poderia até explodir. Aquilo não era só um romance de palco. Alice e Carmen podiam continuar pensando o que bem entendessem.

Atravessei Oak Lane e entrei no estacionamento da Dois Erres. Vi Edward na hora, dentro da oficina. Ele estava cutucando com suas ferramentas numa velha vitrola automática – a do Jonesy's, logo percebi. Pareceu-me simplesmente lindo dentro de seu macacão de listras azuis e brancas.

As rodas da minha bicicleta crepitavam no cascalho enquanto me aproximava da oficina. Edward não sabia que eu iria, e que iria lhe fazer uma surpresa. Pulei com cuidado da bicicleta e a apoiei contra a parede externa da loja. Tudo indicava que ele estivesse sozinho.

Meu coração batia no dobro da velocidade enquanto me aproximava dele na ponta dos pés. De um rádio em algum canto da oficina brotavam melodias de música country. Cheguei por trás e cobri seus olhos com minhas mãos.

Edward saltou com o susto e rodopiou ao redor de si mesmo.

Ao ver que era eu, a expressão de seu rosto mudou de chocada para feliz, com uma luminosidade de um milhão de watts.

- Bella! O que você está fazendo aqui? – perguntou, com o maior sorriso que eu já havia visto em minha vida.

Então olhou para suas mãos. Estavam sujas, e rapidamente tirou um trapo gracento do bolso traseiro do macacão.

- Como você conseguiu chegar até aqui?

Caminhou para uma grande pia de porcelana que havia num canto e lavou as mãos. Então olhou para mim por cima do ombro, com um misto de alegria e confusão.

- Vim de bicicleta.

Meu impulso era correr para cima dele e cobri-lo de beijos imediatamente. Não estava nem ligando para minha malha nova ou para os meus melhores jeans. Mas me senti um pouco acanhada. A velha Bella ainda não tinha se esvanecido completamente.

- Hoje de manhã, recebi um telefonema de uma garota que queria trazer o liquidificados da mãe para consertar. Pensei que fosse você.

- E por acaso todas as suas freguesas chegam aqui cobrindo seus olhos com as mãos? – perguntei brincando, mas com medo de ouvir a resposta.

Ele inclinou a cabeça para trás e riu com vontade. Agarrou uma toalha e enxugou as mãos.

- Não tenho tanta sorte assim! Mas e então... como é que os seus pais deixaram você vir aqui?

- Eles pensam que eu estou na biblioteca.

- Ah...

O sorriso de Edward se apagou enquanto jogava a toalha para o outro lado.

- É que achei que... Segunda-feira... – comecei, sem precisar dizer mais nada.

- A segunda-feira fica muito longe – sussurrou ele.

- Pois é – disse eu.

Edward caminhou comigo pelo quintal atrás da perto da porta traseira,que estava aberta.A porta da escada que levava ao andar de cima,ao apartamento dele,estava me conduziu na direção -me cair para trás,com um braço dele me escorando por trás,e segurei na maçaneta para me equilibrar.

Sorvi todos e cada um dos detalhes daquele momento numa fração de segundo: a pequena mancha de graxa na ponta do nariz dele,o ardente brilho em seus olhos,o "Edward" bordado com esmero no bolso de seu macacão...Não conseguia desgrudar os olhos -me tão atordoada...O chão pareceu subir e o céu pareceu ão ele me beijo longo e maravilhoso.

Edward retirou os braços da minha cintura e se apoiou nas tábuas ao meu lado.

— Eu também queria te ver... — disse ele,sem olhar para mim. — Mas não posso ir lá,não posso te ligar,não posso fazer nada...Bella,não gosto desse jogo de pais,Mike...

— Mas você não entende!...Não é fácil.

— Sei que não é fácil — retrucou ele,chutando uma bolota de capim seco.

— Mas talvez — continuei,inspirada —, talvez depois da peça percebam que você é um grande ator,e não um perigoso de que comentei com meu pai a respeito de Mr Cates,o rapaz do banco,e não ajudou muito. — Edward pareceu perplexo. — Ele disse que Mr. Cates não está saindo com a filha dele — acrescentei.

Nós nos dobramos de tanto rir, e rimos até nossas barrigas doerem.

— Mas não estou saindo com você ainda — disse ele em voz baixa quando terminou nosso acesso de riso. — Só te beijei.E foi só uma vez.

Edward aproximou sua mão do meu rosto e passeou o dedo pela minha bochecha direita. Eu me inclinei na direção dele. Nossos lábios mal tinham se tocado quando um carro entrou no estacionamento e parou bem em frente da loja.

- Que péssima hora! – sussurrou Edward, se afastando de mim em seguida. – Deve ser aquela "peruinha" que ligou de manhã. Não vai demorar.

- Acho bom! – exclamei, tentando parecer ameaçadora. – Vou ficar de olho, para saber exatamente como você recebe os fregueses do sexo feminino.

Edward agarrou seu coração com as duas mãos e fingiu uma expressão de sofrimento. Então correu para dentro da loja. Fiquei lá atrás, ainda apoiada na porta da escada que subia para o apartamento.

Fazia frio, mas o pálido sol de novembro brilhava por entre as árvores desfolhadas. Ergui o rosto na direção da luz e do calor, e fechei os olhos. Não conseguia me livrar do sorriso bobo que se fixara em meu rosto. Quanto mais tempo passava com Edward, mais me convencia de que aquilo devia ser mesmo amor. O verdadeiro. Só podia ser.

Não precisava me preocupar com que garota vinha ou deixava de vir à sua oficina. Ele estava tão apaixonado por mim quanto eu por ele.

Belisquei-me. Será que tudo aquilo estava realmente acontecendo comigo?

- Então você acha que pode mesmo consertar esse liquidificador?

A voz da cliente recém-chegada saiu flutuando alto e bom som pela porta traseira da oficina. Uma voz familiar. Meus olhos se abriram num estalo. Era Alice! Dei uma arfada curta e alta, e imediatamente tampei a boca com a mão. O que ela estava fazendo ali?

Pergunta cretina. Ela queria dar uma checada em Edward por si própria. Tive certeza de que ela estava ali por causa da noite anterior. Provavelmente tinha nos visto juntos no cinema.

Permaneci imóvel nos fundos da loja, apesar da tentação de dar uma espiada através da porta, mesmo com o medo mortal de que ela me visse ali, naquele momento. Optei por simplesmente escutar às escondidas.

- Então, você acha que pode consertar? – a voz dela soava natural, até mesmo simpática.

- Aqui a gente pode consertar qualquer coisa – respondeu Edward com orgulho.

Dei graças aos céus por ele não saber com quem estava falando. Mas subitamente as coisas pioraram.

- E você, veio pegar alguma coisa? – perguntou Edward, prestativo, a outro cliente.

- Vim! O limpador de neve de meu pai.

Outra voz familiar. Mas essa parecia bastante brava.

Mike! Alice tinha trazido Mike? Isso era feio demais para ser verdade. Espreitei pelo batente da porta. Precisava ver, precisava ter certeza de que era ele. E era mesmo!

Mike parecia estar tenso, bravo, muito irritado. Será que ele também tinha nos visto no cinema?

Na verdade, eu achava que não. Se tivesse nos visto partiria para cima de nós. Mas talvez Alice lhe contara depois.

Recuei, antes que eles me descobrissem. Se algum dia tornasse a falar com Alice, ela teria muito o que me explicar. Bisbilhotar era uma coisa. Mas trazer Mike junto já era outra história.

- O limpador de neve está consertado. Vou pegar lá atrás. Vai caber no porta-malas do seu carro?

- E como você acha que nós o trouxemos para cá? – replicou Mike grosseiramente.

Ouvi passou de Edward vindo para os fundos, e no mesmo instante reparei num limpador de neve vermelho apoiado contra a parede da oficina. Parecia novo e reluzente.

Fui saindo de mansinho para bem longe da loja e me escondi atrás de uma árvore. Não queria nem que o próprio Edward visse minha cara naquela hora. Escutei os ruídos que eles produziram ao tentar acomodar a pesada máquina no porta-malas do carro. Mike e Edward conversavam algo a respeito de marrá-la ou não.

Finalmente, um ou dois minutos depois, ouvi o barulho do Olds mobile de Mike dando a partida. E prendi a respiração até perceber que o som do motor se distanciava. Foi só então que me lembrei da minha bicicleta, estacionada bem à vista, do outro lado da loja. Duvidei que Mike se lembrasse de como era a minha velha bicicleta preta, ou que reparasse em minha mochila azul colocada na cesta. Mas Alice tinha vindo para bisbilhotar e ela se orgulhava muito de seu olho de águia. Ela provavelmente tinha visto tudo e deduzido que eu estava por ali.

Esse pensamento fez meu estômago se contorcer.

- Bella? – chamou Edward. – Onde você está?

Sua voz me fez cambalear para fora do meu esconderijo. Saí detrás da árvore e o vi. E através da porta aberta dos fundos da loja pude ver também o liquidificador em cima do balcão, com uma etiqueta da Dois Erres grudada nele.

- Algum problema? – perguntou Edward, pegando na minha mão.

Balancei a cabeça negando e me afastei.

- Preciso ir – disse, mal conseguindo pôr palavras para fora.

Peguei minha bicicleta e a rolei pelo terreno coberto de cascalho, me preparando para sair. Parei de novo frente a frente com Edward.

- E você está certo, Edward – continuei, incapaz de evitar o tremor de minha voz. – Também não gosto desse jogo de esconde-esconde.

Edward estudou meu rosto.

- Bom. Fico contente que estejamos de acordo – concluiu ele.

Os seus olhos procuraram os meus. Não podia enfrentar o seu olhar naquele momento. Não podia de forma alguma contar a ele o que acabara de acontecer: que aqueles que acabavam de sair da Dois Erres eram Mike e Alice. Não podia dizer a verdade.

- Preciso ir agora – repeti.

Justo naquele momento uma pick-up lotada de crianças parou na frente da oficina. Dois rapazes desceram e vieram até os fundos da loja, em nossa direção.

- E aí Edward! Já conseguiu fazer aquele gerador funcionar?

- Com certeza, Riley. Falo com você num minuto.

Então Edward se voltou para mim:

- Preciso ir também – disse ele. – Amanhã, então?

- Amanhã.

- E você vai conversar com o Mike?

- Vou – respondi. – Vou sim.

Uma vez em casa, percebi que havia me esquecido do pão e do leite.

- E como vou fazer os meus sanduíches de queijo grelhado? – ficou resmungando Jane, até meu pai prometer que sairia para comprar.

- Você não devolveu os livros na biblioteca? – perguntou minha mãe, enquanto eu tirava meu casaco e o pendurava no pequeno closet da entrada.

- Ah... claro – respondi olhando para minha mochila, que transbordava de livros. – Mas é que trouxe a minha pesquisa para casa, só isso.

Minha mãe me encarou:

- Você está se sentindo bem?

- Como nunca – retruquei, me curvando para tirar as botas.

- Às vezes fico achando que participar dessa peça não foi uma boa idéia, Bella. Parece que você está queimando a vela pelas duas pontas.

- Ah, mãe! Será que você não entende? A peça é a melhor coisa que me aconteceu nos últimos tempos – proclamei já saindo da cozinha.

Olhei para trás, na direção dela, e lancei o que esperei que parecesse um animadíssimo sorriso. Mas eu não estava em condições de fingir nada naquele momento. Minha mãe parara de lavar alface na pia e agora olhava fixo para mim, estudando meu rosto. Meus olhos encontrar os dela por um momento, e quase perdi o controle. Subitamente senti uma vontade louca de correr para ela, abraçá-la e contar tudo. Absolutamente tudo. O bom e o ruim: a perda da Alice, o não saber como revelar a Mike. Mas sobretudo queria falar de Edward. Pronunciar seu nome cem vezes. Perguntar a ela sobre seu primeiro amor, como era, com o que se parecia. Sobre como se sentira ao conhecer meu pai. Contar-lhe como cada centímetro de mim parecia renovado, mais aberto para o mundo, mais vivo. E que não queria deixar ela, papai e meus amigos ficarem de fora daquilo tudo.

Falar daquilo com mamãe faria com que minha situação, meus sentimentos parecessem mais reais.

- Diga-me, Bella, por que estou com a sensação de que precisamos conversar? – perguntou ela, sentando-se na bancada da cozinha e gesticulando para que me sentasse junto dela.

Mas por muito que desejasse me abrir com mamãe, naquele momento não podia. Pelo menos não enquanto ela e meu pai odiassem tanto a idéia de eu estar tendo algo com Edward. Precisava protegê-lo. Talvez aprender sobre as coisas do amor fosse algo que tivesse de fazer sozinha, por meus próprios meios.

- Agora não, mãe.

Ela balançou a cabeça.

- Nunca tivemos nenhuma dificuldade para conversar – observou, batucando com os dedos na bancada. Então ela se levantou e voltou para a pia. – Desde que essa história de teatro começou, já não tenho mais certeza de que sei quem você é, Bella – murmurou ela, abrindo a torneira.

Olhei para minha mãe e me senti muito jovem, imatura e amedrontada. Mas aquele não era mesmo o momento de conversar. Com esforço, tornei a fechar as portas do meu coração.

- Sabe, mãe – eu disse bem baixinho, de forma que ela não pudesse me ouvir por cima do barulho da torneira -, às vezes nem eu mesma tenho.


N/A:Olá pessoinhas

O começo do capitulo começou tão feliz, eu realmente adoro ele, mas no final foi mais tenso :/

Será que a Bella vai falar mesmo com o Mike? E será que o Mike vai levar tudo na boa?

Não sei não...

A Alice está sendo um pouco, digamos, enxerida mesmo, mas para defendê-la, ela só acha que esta fazendo o certo para sua melhor amiga

Respondendo *atéqueenfim*

Lih: Concordo plenamente que a Bella tenha que contar logo pro Mike, sei não, essa historia de esperar o momento certo sempre dá problema :/ E a Alice ta realmente sendo enxerida, maaas ela vai se redimir, ela não é realmente má, então sempre tem um jeito *-* Eu amo esse Edward, ele realmente é um fofo e dá pra ver que ele é apaixonado por ela ^^ Bjcas flor.

Talie: Oie flor, a fic não é muito grande , ela tem aproximadamente 15 capítulos. Fico muito feliz que vc está gostando a fic, esses dias eu fiquei meio enrolada nas postagens, mas agora as coisas vão ser mais regulares n.n Bjcas flor .

Camilla052: O Mie é deixado de escanteio nessa, mas todos aqui somos team Edward mesmo neah? Bjcas flor ^^

Gui: Obrigada flor, pelos elogios e pelas reviews, eu também adoro a historia, por isso decidi fazer a adap. dela ^^ Espero que seja constante aqui ok? Bjcas flor *-*

L. Potter Cullen: *kospkopskopkspo* Alice que está sendo influenciadora do Mike nessa, ele é totalmente cego! Bjcas flor n.n

Lari SL: Obrigada flor, e espero que esse também ótimo *ksopkspsk* Bjcas flor *-*

Para depois de amanha eu posto "O Amor Pode esperar" , por que você não passa lá e me deixa uma review também?

Bjcas,

Days3.