N/A: Todos os personagens pertencem a Stephenie Meyer e a história pertence a Elisabeth Bernard , a mim só pertence a adaptação.
Capítulo 11 - Meu príncipe encantado
Algumas promessas são difíceis de se manter, e descobri isso na noite seguinte, no mini-shopping de Revere Hills. Havia prometido a todos – a Alice, a Edward, a mim mesma – que desmancharia o namoro com Mike naquela noite sem falta. Mas em vez disso, às oito e quinze eu estava dançando com ele.
Tínhamos estacionado o carro em frente à entrada principal, e o tempo todo estivera praticando mentalmente as minhas melhores frases "termine o namoro". Mas antes de dar cinco passos na direção da ala dos restaurantes, nós nos vimos no meio de uma pista de dança. Parece que havia uma festa-baile aberta bastante animada por lá, e nós dois fomos pegos de roldão.
Uma mulher com chapéu de caubói e minissaia de brim fazia uma demonstração em cima de um pequeno palco. Mike olhou perplexo e então se voltou para mim, soltando uma risada:
- Não acredito! Finalmente você conseguiu me convencer a dançar!
- Não, Mike. Não convenci você de coisa alguma. Nem tenho vontade hoje.
Mas Mike não estava escutando. Ele batia os pés no ritmo da música e prestava atenção na instrutora, que ensinava alguns passos novos.
Um minuto mais tarde, Mike já havia agarrado a minha mão e me arrastado para o meio dos dançarinos. Fiquei em parte feliz por ele finalmente conseguir se soltar e dançar. Mike tinha uma mão grande e calorosa, mas não era mão de Edward. Não queria mais que nenhum outro garoto me tocasse. Só Edward.
De qualquer jeito, a dança estava boa. Distraiu um pouco a minha cabeça da penosa tarefa que ainda tinha pela frente. Parei de praticar mentalmente minha frase "terminar o namoro" e me soltei com o ritmo funk-country da música. Não sei por quanto tempo dançamos, mas, quando por fim a banda fez uma pausa, Mike e eu, da mesma forma que o resto das pessoas que lá estava, nos dirigimos para a praça de alimentação, nosso destino original.
Ficara corada e quente, mas me sentia bem, com o corpo solto e relaxado. Seguimos o fluxo da multidão, sem prestar muita atenção. Cheguei a perder Mike de vista por um instante e então percebi que não estávamos nem perto da praça de alimentação. Mike vinha logo atrás de mim. Tínhamos ido parar numa das compridas galerias do shopping. Pequenas rajadas de ar frio se infiltravam através de uma porta aberta que conduzia a uma aléia do lado de fora, também conhecida como Beco dos Amantes.
Mike me conduziu porta afora antes que eu pudesse perceber o que estava acontecendo. De repente, ele estava tão perto de mim que podia sentir o calor do seu corpo através da camisa de flanela. E, de repente, minhas costas estavam sendo pressionadas contra a parede de tijolos, com Mike se inclinando sobre mim. Ele começou a beijar meu pescoço e meus lábios de uma forma como ele nunca fizera antes.
Empurrei o peito dele. Forte.
- Mike, o que você está fazendo? – eu disse bem alto, sem poder reprimir meu gesto de limpar o rosto com as mãos.
Ele ficou meio atordoado, e sorriu para mim.
- Acho que a gente devia dançar com mais freqüência – ele sussurrou, com a voz toda melosa. – Nunca te achei tão bonita como nesta noite. Eu sinto... Eu sinto como se estivesse te vendo pela primeira vez, Bella. Acho que estou me apai...
- Mike Newton ! – interrompi, antes que ele dissesse o que eu não queria ouvir. Desvencilhei-me de seus braços e abri uns bons sessenta centímetros de distância entre nós. Cruzei os braços na altura do peito e me esforcei para assumir uma ar brincalhão, para rir, ainda que a aminha vontade fosse de sair correndo para longe dele o mais rápido possível. - Não me venha agora com essas intenções sérias! – disse eu com um falso bom-humor, em vez de fugir. Então olhei para o meu relógio. – Opa, vamos nos atrasar. Vamos embora, eu não quero deixar a Alice e o Jasper esperando.
Apressei-me para sair do shopping e deixei que ele me seguisse por todo o caminho de volta ao carro. Enquanto atravessávamos o estacionamento, continuei a limpar o s meus lábios dos beijos de Mike. Agora seus beijos me pareciam pecaminosos. Como se houvessem contaminado tudo o que havia partilhado com Edward.
Durante todo o trajeto do shopping para o Jonesy's tentei criar coragem de que estava precisando. Eu precisava dizer: "Olha, Mike, não posso te ver mais, a não ser como amiga". Mas ele continuava a assobiar aquela vulgar música country e a batucar com seus dedos no volante do carro. Ele transbordava de felicidade por cada fibra do corpo. Senti-me terrivelmente mal. Como eu iria fazer o que tinha de fazer?
O luminoso do Jonesy's cintilava na noite. O trânsito fluía intenso pela South Chestnut e se fundia num mar de luzes vermelhas. No estacionamento, uma grande e vagamente familiar pick-up ocupava mais vagas do que deveria.
- É estranho, Bella, mas nesta noite... nesta noite acho que estou me apaixonando por você.
- Ah, Mike... – sussurrei, percebendo no ato, pela expressão do seu olhar, que achara que o meu "Ah, Mike" fora um suspiro de amor.
Entramos no restaurante. Alice e Jasper estavam na nossa mesa de sempre. Mike passou seu braço por cima de meu ombro e brincou com os meus cabelos. Enquanto nos aproximávamos deles, Alice nos olhava, toda sorrisos.
Sabia exatamente o que ela estava pensando: que em vez de romper, Mike e eu tínhamos ajeitado as coisas. Que eu havia retomado o meu juízo feito a escolha certa. Alice me lançou um olhar camarada. Mas de repente a expressão do seu rosto variou da alegria para o espanto, para o desalento, para algo que não consegui entender.
Olhei em volta e vi Edward em pé, ao lado da caixa, segurando um copo de café, desses para viagem. Ele vestia seu macacão de trabalho. Por trás de seu ombro enxerguei a velha vitrola automática, que já havia sido reinstalada e agora tocava "Hound Dog", de Elviz. Edward olhou de Mike para mim e de volta para Mike. E sua boca, sua linda boca, se contorceu de desgosto. Ele apenas balançou a cabeça e girou rapidamente sobre os calcanhares.
Um segundo depois ele não estava mais lá.
Mike não vira nada daquilo, ele estava muito ocupado conversando com Jasper. Fiquei pálida e pensei que fosse desmaiar. Libertei-me do braço de Mike e saí correndo do restaurante.
- Edward! – gritei na noite, procurando por sua motocicleta.
Então via pick-up. Sob a luz do holofote da rua pude enxergar com clareza o logotipo vermelho da Dois Erres. Fora por isso que a caminhonete me parecera tão familiar. Edward parou no meio-fio por um breve momento e mergulhou no fluxo do trânsito, desaparecendo rapidamente no mar de luzes vermelhas das traseiras dos carros.
Fiquei um bom tempo olhando fixo paro o lotado bulevar.
- Bella! – exclamou Mike, atrás de mim.
Antes que ele pudesse me tocar, desci apressamente a escada do Jonesy's.
- Quero ir para casa. Agora! – explodi, enquanto Mike me fitava. – Preciso ir para casa. Por favor, Mike, não me olhe assim.
- Tudo bem – disse ele, com os lábios apertados numa fina linha horizontal. – Vou avisar Alice e Jasper que estamos indo embora.
Fiquei olhando Mike entrar de volta no restaurante. Mas observara sem ver coisa alguma. Tudo em que eu conseguia pensar era em Edward. O jeito como ele havia olhado para mim. O quanto devia ter se sentido traído.
Durante o trajeto rumo á minha casa, permaneci muda e imóvel no carro de Mike que rodava velozmente. Sabia que ele estava bravo e confuso. E sabia que eu não estava sendo honesta com ele. Mas naquele momento não podia conversar com Mike. Precisava ligar imediatamente para a Dois Erres. Tinha de explicar tudo a Edward primeiro.
Edward me amava. Uma vez que lhe explicasse o que havia ocorrido, ele entenderia. Ele me perdoaria. Ele tinha de me perdoar. Mike mal havia parado o carro quando o deixei e saí correndo na direção da varanda dianteira de minha casa.
- Bella! – ele gritou por trás de mim.
- Vou conversar com você amanhã – gritei de volta, por cima do ombro.
Tinha sido a pior noite da minha vida, mas não era culpa de Mike.
- Voltou cedo – observou minha mãe, da sala.
Meus pais estavam concentrados na TV que não repararam nas lágrimas que escorriam pelo meu rosto. Subi a escada, agarrei o telefone e estiquei o longo fio do aparelho até o meu quarto. Fechei a porta com cuidado e me sentei, sem nem tirar o casaco. Liguei para Informações e pedi o número da Dois Erres. Meus dedos tremiam enquanto discava os números da oficina.
"Você ligou para a Dois Erres, oficina de consertos em geral. Estamos fechados à noite. Se for uma emergência, ligue para..."
Desliguei o telefone. A voz da secretária eletrônica era grave e rude. Não era a de Edward. Provavelmente era do pai dele. Resolvi ligar para a casa de Edward. Eu já decorara o número.
"Oi para você. Você ligou para o apartamento do Edward Cullen, também conhecido como O Boteco do Edward. Não estou no pedaço agora, e já sabe o que fazer depois do bip."
Odeio falar com máquinas e tive de lutar para encontrar a voz.
"Edward, sou eu. Bella. Me ligue hoje á noite. Terça-feira. Mesmo que seja tarde, não importa a hora. Por favor. Precisamos conversar. Preciso te explicar. Não é..."
A secretária eletrônica me cortou. Comecei a discar de novo, mas desisti. Como poderia dizer a Edward o que sentia através de uma secretária eletrônica?
— Liguei para ele a noite inteira! — sussurrei no camarim do teatro, na tarde seguinte. — E ele não retornou nenhuma vez.
Sentei-me no chão, rodeada pelo meu longo vestido e cinco garotas que eu mal conhecia. Jamais tinha me descontrolado emocionalmente daquele jeito na frente de ninguém a não ser de Alice. Perdera todas as pessoas que contavam comigo — o cara que eu amava, minha melhor amiga. E estava a ponto de perder Mike também, porque com ou sem Edward não poderia continuar a fingir que gostava dele mais do que como um amigo.
Nunca havia me sentido tão só em toda a minha vida. O ensaio geral de A Bela e A Fera ia começar em cinco minutos, mas não conseguia nem me imaginar andando pelo palco. Esperara a semana toda por aquele dia, minha primeira chance de vestir o luxuriante e romântico figurino da Bela, de ver o rosto de Edward se iluminar quando eu emergisse do camarim com a maquiagem perfeita. Como se ele fosse o meu príncipe encantado e eu, a sua Bela. E agora só pensar naquilo já trazia uma nova enxurrada de lágrimas aos meus olhos.
Eu,que duas semanas antes era calma e tímida,estava aprontando um enorme escâ simplesmente não dava para evitar.
Edward havia me jogado fora,e agora meu coração estava partido.Não tinha certeza do que era pior: não ter Alice por perto para me consolar ou o fato de Edward estar me evitando como a uma pensamento me ajudou a reprimir a próxima crise de soluços. A noite inteira telefonara para Edward.A noite inteira a secretária eletrônica atendera.E no dia seguinte Edward desaparecera no meio da multidão da sido o primeiro dia desde que nos conhecêramos que nem sequer acidentalmente havíamos trombado um com o outro em alguma sala ou corredor do Revere que ele estava me evitando de propósito.E não podia suportar não queria nem mesmo me dar uma chance de explicar o que havia acontecido. Como podia me barrar daquela forma?Como podia aceitar me perder assim tão facilmente?
— Que tipo de pessoa ele é? — solucei,enterrando a cabeça entre os braços.
Charlotte tentou desesperadamente pincelar as escuras gotas da sombra de olhos derretida que riscavam minhas bochechas recém-maquiadas. Kate se ajoelhou atrás de mim e me passou um lenço de papel atrás do outro. Poucas semanas antes eu mal conhecia aquelas garotas,e agora elas haviam substituído Alice.E o pior de tudo era que a culpa de que Alice,assim como Edward,não fizesse mais parte da minha vida era minha.
Será que Carmen e Alice tinham estado certas o tempo todo?Será que o nosso romance só funcionava quando eu era a Bela e Edward,a fera?
Então pensei na expressão do rosto dele na noite anterior,no Jonesy's.A decepção,o sofrimento,o Edward Cullen podia ser tão bom ator raiva sem dúvida tinha sido ter ficado realmente com certeza ficaria.
— Você precisa se recompor,Bella.O ensaio começa em cinco minutos.E você entra em cena em oito nós precisamos manter o ensaio geral tem de ser exatamente igual,em todos os detalhes,à noite da estréia."Amanhã à noite" — disse Charlotte,enfatizando a palavra AMANHÃ.
Dez minutos mais tarde,enquanto esperava na escuridão das coxias pelo momento da minha primeira entrada em cena,vi Edward.O curto prólogo terminara,e ele foi saindo do palco,rodopiando num redemoinho de fúria.A poeira subia das tábuas do assoalho à medida que arrastava a pesada capa atrás de ão ele se virou e,já perto da coxia,soltou do fundo do cenário um animalesco rugido na direção do palco.A horrenda máscara tinha um microfone sem fio embutido,para amplificar o mesmo amplificado,o grito dele soou fraco,rouco,pouco ão rodopiou de novo e estancou em seco,ruidosamente,bem na minha frente.
Seu olhar encontrou o meu através dos pequenos orifícios dos olhos da má continuou,passando por mim como se eu fosse apenas parte do cenário.
Eu estava atordoada.
— Edward! — gritei em sua direção.
Mas o próximo fato de que tive consciência foi sentir alguém me empurrando para o lá no meio,parada,cega pela luz dos refletores,minha cabeça mente se tornara um vazio total,exceto por uma palavra : Edward.
Comecei a ficar em pâ meio da escuridão da platéia eu podia enxergar o bloco de notas branco de Carmen e o brilho de seus olhos,mas mais ão Charlotte,da coxia,me deu o memória deu partida,e comecei a dizer meu texto.
No meio da minha primeira frase,Edward cambaleou e arrancou a máscara da andou direto para a frente do palco,protegendo os olhos da luz dos refletores com as mãos.
— Carmen? — chamou ele,olhando para a platéia escura.
Sua voz soou como um túmulo. Houve uma nítida pausa antes de Carmen replicar.
— O que,diabos,você está fazendo,Edward? — perguntou ela.
— Vou para casa.
— Para casa? — repetiu ela num grito sufocado e horrorizado.
- Estou doente. É a minha garganta. Tenho certeza de que amanhã vou estar bem, mas não quero deixar alguém... ah... a Bella doente.
Fiquei chocada. Carmen limpou a garganta com estardalhaço.
- Tudo bem, Edward. Provavelmente o que você tem é só nervosismo, um estresse típico de ensaio geral. Mas por via das dúvidas, se for uma gripe chegando, um pouco de repouso não vai fazer mal. Você já ensaiou o suficiente para se dar bem amanhã sem precisar do ensaio de hoje. Vamos ter de nos virar sem você, mas damos um jeito.
Ela chamou Steve Levine, o substituto de Edward que estava no fundo da platéia.
- Não precisa se trocar, Steve. Só coloque a máscara de Edward, para se acostumar, no caso de realmente precisa entrar em cena amanhã.
Então disse a Edward para ir para casa, tomar um chá com limão e mel, e dormir um pouco. Carmen soou maternal, mas senti que podia enxergar através dos olhos dele.
Ele não estava doente, e Carmen sabia disso.
Edward foi embora, e o ensaio foi de mal a pior. Às oito da noite Carmen tentou nos dar uma injeção de ânimo, falando a respeito de como os ensaios gerais são sempre uma confusão, e então nos mandou para casa.
Eu estava sozinha no camarim, calçando os meus sapatos, quando Carmen entrou. Ela arrastou uma cadeira, virou-a de trás para frente e se sentou, com as pernas afastadas.
- Oi, bela – disse ela, numa voz zombeteira. – Quer conversar um pouco a respeito do péssimo desempenho que você acabou de ter? Ensaios gerais são sempre infames, Bella. Mesmo sem "seja lá o que for" que está acontecendo entre você e Edward.
- O que é que há entre mim e Edward? – repliquei, com a força de um golpe de caratê.
- Não sou cega, Bella – disse ela, franzindo a um pouco a testa.
- Bem, com certeza eu sou. Cega, estúpida e completamente idiota quando se trata de garotos. E para sua informação, nada, absolutamente nada está acontecendo entre nós. Não agora... não mais. – O "não mais" da minha própria frase me pegou, e rompi em lágrimas mais uma vez. – Sinto muito – gemi, escondendo o rosto entre os braços. – Vá em frente, diga "Eu avisei a vocês que romances de palco não funcionam".
- Eles são arriscados, mas às vezes funcionam, sim – disse Carmen.
Fiquei tão surpresa de ouvir aquilo que olhei para cima.
- Mas funcionando ou não – continuou -, vocês têm de lidar com a situação com profissionalismo. É para isso que estou aqui, dirigindo o Máscaras. Estou aqui para ajudar vocês a superarem os momentos difíceis. Muitos sentimentos malucos vêm à tona durante os ensaios de uma peça. Mesmo entre adultos, quando eles trabalham lado a lado tão intensamente como você e Edward tem trabalhado. Ensaiar é uma experiência muito forte.
- Diga aquilo de novo – pedi, assoando o nariz.
- Mas, aconteça o que acontecer – prosseguiu Carmen -, o show deve continuar.
Fiquei completamente abatida. O show podia continuar, mas eu não. Sem condições. Como poderia encarar Edward novamente?
- Talvez se você conversasse com ele... – sugeriu Carmen. – Talvez possam combinar uma trégua, pelo menos pelas próximas noites. Se entrar no seu papel, vai ficar surpresa com os milagres passiveis de ocorrer no palco. Vai se esquecer de que ele é Edward Cullen e vai se apaixonar pela Fera. E, quando a cortina cair, você pode até continuar odiando o sujeito, mas na noite seguinte conseguirá ir adiante e fazer a mágica acontecer na frente do público de novo. Pode acreditar em mim. Você acha que todos e esses atores da Broadway se entendem tão bem entre si na vida real quanto no palco?
Sabia onde ela estava querendo chegar, mas o meu problema era diferente. Não era Broadway, era Edward e eu.
- Bella – disse Carmen, tocando em minha manga -, preste atenção no que vou dizer. Você é uma atriz talentosa. Você tem o dom. Sei que é difícil aceitar isso agora, mas depois das próximas noites vocês dois não precisaram jamais se ver de novo. Você tem o resto da vida para viver e vai ter inúmeros namorados. Mas o importante é não jogar tudo isso pela janela – concluiu ela, fazendo um amplo gesto com o braço que abarcou os potes de base, os pincéis de maquiagem e os cabides com os figurinos dependurados. – Dê uma chance a você, Bella – acrescentou. – Esse rapaz não é alguém por quem valha a pena perder a felicidade que o teatro lhe dá.
- É, sim! – declarei, me pondo em pé num salto e agarrando a minha jaqueta.
Edward era a razão principal daquela felicidade toda que eu tinha encontrado nas últimas semanas. Não podia nem sequer me imaginar fazendo teatro sem ele.
- O que ele é – disse Carmen enfaticamente -, é um ótimo ator, Bella. Ele tem um enorme talento e com certeza vai longe. Quando está em cima daquele palco, Edward realmente mergulha em seu papel... de protagonista masculino, de Fera, e tudo o mais.
Escutando Carmen, minhas lágrimas subitamente secaram.
- O que você está insinuando? Que ele estava num faz-de-conta o tempo todo? Que tudo entre nós foi fingido, que ele estava só representando comigo? É isso?
Senti um terrível peso no peito e me perguntei se uma garota de 16 anos poderia ter um enfarte.
- Não, Bella. Estou dizendo que ele foi pego de roldão pela enxurrada de sentimentos do momento, sentimentos que vieram à tona com a peça. Como você. Às vezes as coisas, as pessoas, os sentimentos não são o que parecem ser.
- Não tenho de ouvir isso! – disparei. – Você não sabe nada a respeito de mim e de Edward. Ele não é esse tipo de pessoa. Não é. Não é!
As duas últimas palavras pronunciei aos berros. Então peguei minha mochila e dei um jeito de sair do teatro o mais rápido possível, antes de começar a chorar de novo. Precipitei-me para a escuridão da noite. Garoava levemente. As gotas do chuvisco rolaram pelo meu rosto e se fundiram com as minhas lágrimas.
N/A: Flores do meu campo, esse capitulo demorou mas saiu n.n
Eu tinha falado que eu ia postar o mais rápido posível, mas como eu tinha dito também, a minha internet tá tendo idéias próprias :/
É que ninguem descobria o que era que tava dando, mas depois descobriram que era a placa, e tava caindo toda hora...
Então, mas agora que voltou to postando e respondendo as reviews dos ultimos capitulos
Lih: Eh, deu tudo errado pra Bella mesmo, mas too mundo sabia o que dava com aquela enrolação dela não é mesmo? E a Alice ta uma bitch nessa mesmo, mudança de ares neah...asuahsuahs . O Edward sofreu muito achando que a Bella só tava usando ele :/ A peça já se estréia, e nos próximos capitulos a gente vai ver o que se desenrola neah? Bjcas flor.
Clarinha Schueller: Olá flor, bem vinda aki na area ^^ Valeu pelo elogio, adoro essa historia mesmo, por isso resolvi adaptar, parece um "A Bela e a Fera" moderno neah? ROBeijos pra vc tbm *-*
Gui: Vixi, se ela tava em pressão antes, imagine agora! A vida dela tá parecendo um cabo de guerra, um problema puxa de um lado, e outro tenta do outro :/ Mas a historia ta na retafinal já, a estréia vai se já já e tomara que elesse resolvam logo neah? Bjcas ^^
Lari SL: Oh Deus, a culpa não é minha juro! ashuahuahuh, e o pior e que as coisas só esquentaram nesse tambem neah? Mas a Aliceainda vai leva uma lição, espere e verá *-* Bjcas ^^
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Mais uma vez desculpa pelo atraso, não esqueçam de comentar o que estão achando do capitulo e só pra lembrar, estou atualizando também "O Amor pode Esperar" agora
Bjcas,
Days3.
