N/A: Todos os personagens pertencem a Stephenie Meyer e a história pertence a Elisabeth Bernard , a mim só pertence a adaptação.
Capítulo 12 – Agulhas, espinhos e lâminas
Apaixonar-me por Edward fora o maior erro de minha vida. Aceitei essa terrível verdade no caminho para o ponto de ônibus, naquela mesma noite, ao sair do ensaio geral.
No começo, tudo em que conseguia pensar era no quanto Carmen estava enganada: a história entre mim e Edward era diferente. Não era um romance de palco, era amor de verdade. Por entre minhas lágrimas ainda podia sentir o sabor dos beijos de Edward, ouvir sua voz, ver a incrível alegria de seus olhos quando olhava para mim... E então a dor que ele devia ter sentido quando me vira com Mike na noite anterior, no Jonesy's.
Mas depois, subitamente, tudo ficou claro e cristalino. Edward não me amava, não verdadeiramente. E nunca jamais havia me amado. Se houvesse, não teria fugido ao primeiro contratempo. Teria permanecido em campo, sem desistir de mim tão facilmente. Teria acreditado em mim mesmo quando me vira com Mike. Teria engolido o próprio orgulho e me telefonado naquela noite. E, acima de tudo, não teria me abandonado no palco como acabara de fazer.
Tinha fingido a poesia, os elogios e até mesmo os beijos. E caíra completamente, como uma pata. Ele merecia um Oscar por sua performance, e eu merecia o prêmio de Idiota do Ano.
Talvez Edward tivesse apenas sido atropeladamente pelo pela sensação de ser o protagonista masculino da peça. Talvez tivesse acreditado em sua própria farsa. Talvez ele fosse de fato uma pessoa horrível.
Eu estava quase no abrigo do ponto de ônibus quando a voz de Mike atravessou o estacionamento:
- Bella?
Virei-me e olhei para Mike como se ele fosse um farol no meio de uma tempestade no mar. O que mais precisava naquele momento era de um amigo. Um velho amigo. Mike estava em pé ao lado de seu Oldsmobile, com as chaves do carro na mão.
- Está chovendo – começou a explicar ele, nervoso, enquanto me aproximava. – O debate terminou tarde, e o ônibus acabou de passar. Quer uma carona para casa? – Mike, alto e sólido no meio da chuva. - Além disso – continuou -, quero dizer... ontem à noite... é que você foi embora sem nem dizer "tchau". – Ele fez uma pequena pausa. – Por favor, Bella, não seja assim... – disse por fim, abrindo a porta do carro do lado do passageiro e esperando que eu entrasse.
Achei bom que estivesse chovendo, porque Mike não perceberia que eu andara chorando.
- Não, Mike. Acho que não vou querer carona, não. Mas com relação a ontem à noite...
De todo o meu coração, naquele momento desejei ser capaz de olhar para Mike, dar um sorriso, pular para dentro do seu carro e fazer com que tudo entre nós voltasse a ser como antes de Edward aparecer. Divertido, fácil, confortável.
Mas o confortável não era mais suficiente para mim. Talvez Edward tivesse fingido o seu amor, mas eu não fingira o meu. Nos braços de Edward havia me sentido tão ilimitada quanto as estrelas e nunca mais poderia me contentar com menos. De agora em diante, teria de ser amor de verdade para a Bella, ou nada! Não amava Mike, e estava mais segura disso do que jamais estivera.
- Ontem à noite, Mike, tentei conversar com você. Mas parecia estar tão feliz que...
- Eu estou feliz – disse ele, com um amplo sorriso no rosto como prova.
- Mas eu não – repliquei.
- É, estou vendo.
Ele deu um passo em minha direção e tocou em minha mão.
- Não, Mike, não. Sabe, somos amigos já muito, muito tempo.
- Desde o terceiro ano?
- Segundo – corrigi.
Sob as luzes da rua, vi Mike se esforçar para dar um pequeno sorriso. Eu precisava dizer a verdade de uma vez por todas, acabar com aquilo de uma vez.
- Ainda sou sua amiga. Mas é o máximo que posso ser, Mike. Simplesmente não posso mais sair com você.
Ele enterrou as mãos no bolso, jogou a cabeça para trás e sussurrou:
- É aquele cara, não é?
- Edward?
- É, o da peça – disse ele, balançando a cabeça. – Sou um bobo mesmo. Deveria ter percebido o que acontecia. Tudo era maravilhoso entre nós dois até você o conhecer. Ele simplesmente a enlouqueceu com toda essa romantice açucarada da peça e tudo o mais. – Mike fez uma pausa e respirou fundo. – Como eu poderia competir com isso?
- Não, Mike, isso não é verdade.
- Você não está envolvida com ele?
Aquela pergunta me deixou gelada e muda por um estante. Lutei para me autocontrolar.
- Não... estou... Não sei. Ah, Mike... – Comecei a chorar de novo. – Edward não tem nada a ver com o que estou te dizendo, Mike. – prossegui. – Sinto muito, mas nunca tive por você nada mais do que um carinho de amiga.
Mike se afastou um pouco.
- Você é muito mais do que uma amiga para mim – disse ele, com grande dignidade. – Ontem à noite... – continuou, fazendo uma pausa para encontrar as palavras certas. – Você mudou ultimamente, Bella. Está mais bonita do que nunca. Algo em você... você está tão cheia de... Não sei como dizer, Bella. Eu sei que isso soa a lugar-comum, mas parece tão mais viva agora...
Meu coração parou. Mais viva! Era isso mesmo que o teatro – e Edward – tinha me feito sentir. Eu havia começado a arriscar. A acreditar em meus sonhos. Dera um pequeno primeiro passo com aquele teste para entrar no Máscaras, e desde então tudo mudara em minha vida. Mike na verdade se apaixonara pela Bella que me tornara depois de Edward, depois da peça, depois que parara de me esconder dos meus sonhos.
Engoli as lágrimas e olhei para Mike:
- Desculpe-me, Mike. Não posso mudar meus sentimentos por você.
Senti-me uma tonta ao dizer isso.
- E esse cara, Edward... – começou ele...
Balancei a cabeça e dei de ombros:
- Não sei, Mike. Acho que estou apaixonada por ele, mas...
E então comecei a chorar outra vez.
Por todo o tempo em que me conhecera, Mike nunca tinha me visto chorar. E agora eu não conseguia parar. Mike me abraçou, e solucei sobre a úmida jaqueta de brim dele. Ele massageou meus ombros. Afastei-me e subitamente me senti muito sozinha:
- Não, Mike. O que disse a respeito de nós dois foi a sério. Só posso ser sua amiga... se você puder aceitar isso.
Mike pareceu perdido, mas encontrou um jeito de dar um sorriso:
- Posso aceitar, aos poucos. Só preciso de um tempo para digerir tudo isso. Afinal, quantas pessoas podem dizer que são amigas desde a segunda série?
Ele sacudiu as chaves e apontou para a porta do carro.
- A oferta da carona continua em pé – disse ele.
- Não, Mike, obrigada. É muito embaraçoso. Além do que, acho que nós dois precisamos ficar sozinhos.
Mike bateu a porta do lado do passageiro. Tocou com gentileza em minha bochecha com sua mão e se afastou calmamente.
- Boa noite, Bella.
- Boa noite, Mike – respondi, olhando-o entrar no carro.
Quando comecei a me afastar, escutei um sonho familiar atravessando o estacionamento. Mas isso é "impossível", disse em minha mente. "Ele abandonou o ensaio horas atrás..."
Olhei ao redor, e meu coração saltou quando vi a Harley emergir de repente do meio das sombras. Estava escuro, mas sabia que era Edward. Ele acelerou até chegar debaixo do holofote da rua. E parou. A expressão em seu rosto por ter me visto de novo com Mike me amedrontou a ponto de fazer minha alma sair do corpo e voltar.
- Edward! – gritei na escuridão da noite. – Não é nada do que você está pensando. Não vá embora. Não é o que você pensa!
O desprezo de Edward me doeu como um soco no meio do peito.
- E como você sabe o que estou pensando? – indagou ele, com uma voz repleta de agulhas, espinhos e lâminas.
Aproximei-me e parei perto da moto. Senti como se o ar houvesse sido todo arrancado de dentro dos meus pulmões: Não sabia que alguém poderia me machucar tanto assim.
Ele tirou as suas luvas e apertou as mãos com força no guidão da moto. Coloquei as minhas mãos em meu rosto. Simplesmente não conseguia acreditar no que viam os meus olhos. Edward tinha aparecido, contra todas as expectativas. E contra todas as expectativas ele havia me visto com Mike, mais uma vez.
E agora estava a ponto de ir embora rapidamente, de me deixar novamente. Disse a mim mesma que aquilo não podia estar acontecendo. Não agora, depois de finalmente ter conseguido resolver a situação com Mike. Deveria haver um jeito de fazer tudo dar certo. Não deixaria Edward pensando o pior de mim.
Plantei-me na frente da Harley e lutei para recuperar a voz:
- Não deu para perceber? Acabei de terminar tudo com o Mike!
- É um pouco difícil de acreditar - disse ele, com uma voz suave e controlada.
Queria sacudi-lo até que voltasse á razão. Será que ele não era capaz de compreender? Havia magoado de verdade um de meus melhores amigos só para poder ficar com ele. Rejeitar um amigo não é como rejeitar um par de meias velhas. Não para mim. Geralmente fazia amigos lentamente e com a expectativa de que passassem a fazer parte da minha vida para sempre.
E Edward – Edward não, o amor – tinha mudado muito. Agora eu só queria que ele fizesse parte de mim eternamente.
- Parece que é um hábito seu beijar e abraças os caras com quem você rompe.
- Isso é uma calúnia! – disparei. – Nunca beijei nem abracei nenhum garoto além de Mike e você. E Mike não conta, você sabe disso.
- É, sei. Você tem um jeito muito carinhoso de demonstrar isso. Duas vezes em dois dias, com esta.
Edward, que tinha sido tão doce no amor, estava mostrando que no ódio podia ser amargo como o veneno. Ele não sorria mais agora. Seus olhos transmitiam sofrimento. Seu corpo, normalmente solto e relaxado, estava tenso pela raiva.
Ele me expulsara, se fechara para mim. "Não deixe a gente de fora da sua vida", dissera minha mãe. Agora estava vendo como ela deve ter se sentido horrivelmente mal para dizer aquilo. Edward havia batido a porta em minha cara e me trancado do lado de fora de seu coração.
- Simplesmente não sabe mais o que é a verdade, Bella. Confiei em você, e você quebrou as promessas que fez. E não gosto de gente que quebra as suas promessas. Tenho de acreditar nos meus próprios olhos e sei o que vi. Acho que é uma mentirosa.
- Não posso acreditar no que estou ouvindo – disse eu.
Enlacei meu peito com meus braços e tentei ignorar a chuva. Minha garganta doía de tanto gritar.
- Nunca menti para você , Edward. Nunca. Tudo o que fiz foi abraçar o Mike. Eu o conheço desde que me conheço por gente. Não posso simplesmente dar pontapé, dizendo: "Ei, cara, não estou a fim de você, por isso suma.".
A chuva caía torrencialmente pelo o meu rosto, mas não conseguia me mexer. Não conseguia parar de procurar o olhar dele. Apenas algumas horas antes aquele era um garoto em quem não queria parar de tocar nunca. Agora percebia quão mal o conhecia.
Enquanto eu enxugava a água de meu rosto com a mão, as duas últimas semanas me pareceram subitamente irreais. Não conseguia parar de olhar para Edward. Aguardando, na esperança de que ele dissesse: "Bom, chega disso tudo. Vamos começar do zero e dar a essa nossa história um final feliz".
Mas Edward apenas levantou o descanso da moto, ergueu o colarinho de sua jaqueta para se proteger da chuva e enfiou as chaves na ignição.
- O que está acontecendo aqui? – gritou Mike da janela de seu Oldsmobile, que tinha acabado de estacionar do meu lado.
Pulou para fora do carro e se plantou entre Edward e eu. Na chuva fria e escura, imponente como uma torre prestes a desabar sobre Edward, o doce e gentil Mike pareceu verdadeiramente ameaçador.
- O que você está fazendo aqui, Mike? – bradei quase sem voz, enxugando a chuva de meu rosto.
- A chuva piorou, e quis levar você para casa.
- Fique à vontade – resmungou Edward, sem se mover.
Ele olhou com raiva primeiro para Mike, depois para mim.
- Esse cara está te causando algum problema, Bella? – perguntou Mike, que dera um jeito de soar quase truculento.
- O que é que há, cara? – replicou Edward, descendo de sua moto e abaixando o descanso de novo.
Não podia acreditar que eles estavam realmente se confrontando. Os dois pareciam estar a um triz de brigar a socos. Por mim.
Achei aquilo horripilante.
- Ei, vocês dois, fiquem frios! – gritei. – Estou bem, Mike, e mantendo o que disse antes. Prefiro ir de ônibus para casa.
Mike hesitou. Edward permaneceu em frente à sua moto. Eles estavam ficando encharcados. De repente percebi que já não me importava mais com o que acontecesse com nenhum dos dois.
- Droga, façam o que quiserem! – berrei. – Se estiverem a fim de se matar a socos aqui, problema de vocês.
Então dei as costas a ambos e fugi no meio do aguaceiro em direção ao ponto de ônibus deserto. Enquanto atravessava correndo o estacionamento, escutei o som da partida do Oldsmobile de Mike. Através das cortinas de chuva pude ver ele fazer o balão na rua e partir em direção à sua casa O ônibus veio e passou pelo ponto justo quando eu chegava no abrigo. Esbravejei para ele parar, deixando escapar um furioso grito, mas não adiantou.
Não escutar Edward se aproximar com a Harley.
- Suba! – bradou ele.
- Suma da minha frente! –bradei de volta.
Ele agarrou meu braço. Puxei meu braço de volta.
- Você perdeu o ônibus e vai ficar no mínimo uma hora esperando debaixo dessa tempestade. Suba!
Olhei para ele e depois para o telhado do ponto de ônibus. Alguns garotos o tinham destruído no Dia das Bruxas, e agora chuva jorrava a cântaros através do buraco. Então as luzes da rua piscaram. Uma vez. Duas vezes. E depois todas se apagaram, na cidade inteira, como freqüentemente acontece por aqui nas tempestades mais fortes. O farol aceso da moto de Edward resplandecia como uma jóia no meio daquela profunda escuridão. Percebi que provavelmente ia me afogar antes de que o próximo ônibus aparecesse. Senti-me tão imponente! Não podia ficar lá, com aquela chuva, esperando sabe Deus até quando. Estava ficando tarde, e provavelmente não seria nem um pouco seguro.
Agarrei o capacete sobressalente da mão de Edward, pulei na garupa e segurei firme nas alças laterais, de forma a não precisar encostar nele. O trajeto para casa foi lento. Edward manobrava sua Harley por entre poças de água e lama de uma roda de profundidade, em ruas imersas na mais negra escuridão. Os carros haviam desaparecido completamente, como se tivessem sido engolidos pela tempestade. Em outro momento teria achado tudo muito romântico – só Edward e eu sobre a Terra, sozinhos em cima de uma motocicleta -, mas agora estava farta de sonhos românticos. Se era aquilo que o amor fazia com uma pessoa, então nunca mais queria me apaixonar novamente.
Quando finalmente chegamos ao meu quarteirão, estava ensopada até os ossos. Edward foi com a moto até bem na frente da minha casa. Não me importava que alguém nos visse, apesar de que sabia que ninguém nos veria. Papai e mamãe estavam com Jane na escola dela, para a reunião de pais e professores.
Desci da moto meio que tropeçando, passei o capacete a Edward e caminhei rapidamente na escuridão em direção à varanda lateral, sem olhar para trás. Minhas mãos tremiam tanto que mal conseguia tirar as chaves do bolso. Naquele breu, não conseguia nem enxergar a fechadura. Nem mesmo ouvi Edward partir.
Alice, contudo, ouviu.
Eu estava ainda na varanda, tateando em busca do buraco da fechadura, quando ob rilho de uma lanterna bamboleou na minha direção através do gramado.
- Bella Swan, você está perdendo definitivamente o juízo! Diga-me que não era o motor de uma motocicleta o que acabei de ouvir descendo a rua no meio dessa chuva. Diga-me que não era o Edward.
Alice sempre fora uma pessoa do tipo "direto ao assunto". E, mesmo estando a ponto de desertar da minha vida, ainda estava disposta a me ajudar. Ela subiu para a varanda, com a água escorrendo por sua capa de chuva amarela e apontou a lanterna para a porta, ate eu conseguir abri-la.
- Obrigada – disse eu cortesmente, enquanto entrava em casa com a esperança de que ela não me seguisse.
- Você está ensopada. E também doente da cabeça. Vocês poderiam ter se matado com essa moto, nessa tempestade. – Ela passou na minha frente colocou a lanterna no parapeito da janela do closet. – Não que você não mereça – continuou. – Magoar tanto uma pessoa maravilhosa como o Mike é algo que e realmente merece um tremendo castigo.
- Mike? Você já falou com ele? – perguntei, enquanto tirava meu casaco e o pendurava num dos ganchos atrás da porta. – Mal faz vinte minutos que acabei de conversar com Mike!
- Você terminou com ele! – exclamou Alice.
- Você sabia que eu ia fazer isso – repliquei.
Estava de costas para num pé primeiro e depois no outro,enquanto tirava minhas botas.
— É,eu sabia,mas tinha a esperança de que mudasse de idéia — disse Alice,tirando sua capa e torcendo os cabelos.
Ela pegou uma toalha da cesta de roupas lavadas e a jogou para bem os cabelos e comecei a secá-los.
— Não consigo acreditar que simplesmente o largou assim,sem mais.E ainda por cima por causa de um traste como o Edward.
— Não o "larguei assim,sem mais", a ele que podíamos continuar sendo amigos.
— Oh,isso foi realmente magnânimo da sua parte — retrucou Alice,ao mesmo tempo que as luzes da rua voltaram a brilhar.
Na cozinha a geladeira zuniu de volta à vida,e a luz da sala da frente,que meus pais haviam deixado ligada,se acendeu.
— Não consigo acreditar que fez mesmo isso.O Mike vale por mil Edwards!
A idéia era risível.
— Talvez para outra pessoa, não para mim.
— Sinto sua falta,Bella — disse ela de repente.
— Estava pensando justamente a mesma coisa — repliquei,enquanto tirava minha malha ensopada e colocava uma das blusas de moletom de meu pai,seca mas enorme para mim. — Hoje,durante o ensaio,chorei e chorei por causa de Edward — continuei,me entristecendo outra vez só por me lembrar daquilo e pensando que não conseguiria encarar de novo Charlotte,ou Kate,ou até Carmen,agora que todas sabiam que papel de idiota eu fizera em relação a Edward. — Outras pessoas estavam lá para me consolar,Alice — prossegui. — Mas não você,a única que realmente pensei que,quando me apaixonasse,eu poderia contar tudo a você...compartilhar que seríamos as melhores amigas uma da outra para sempre e que nunca haveria algo que não pudesse lhe você não estava lá para me apoiar...
- E como eu poderia estar lá? – perguntou ela, com a voz trêmula. – Não faço parte do Máscaras. Você decidiu se ligar numa turma completamente nova. Nem a vejo mais!
- Não dispensei os meus amigos como você está dizendo – retorqui, me dirigindo para a cozinha.
Alice me seguiu, e nos sentamos à mesa.
- Você dispensou o Mike. Ah, sei que supões que vocês continuarão a ser amigos e tudo o mais, mas aposto como isso não vai acontecer. E vou sentir falta de andarmos os quatro juntos. Queria que nunca tivesse conhecido o Edward, Bella.
- Idem – admiti.
- Diga isso de novo! – exclamou Alice, se endireitando na cadeira.
- Conhecer Edward mudou tudo em minha vida – esclareci. – Hoje desejei voltar ao começo e apagar tudo o que aconteceu. Tudo era mais fácil antes de Edward.
- Pensei que estivesse apaixonada por ele.
- Sei que estou apaixonada por ele. Mas agora, exatamente, ele não está por mim.
- Então acho que vou ter de conhecê-lo.
- Mas você não escutou uma palavra do que eu disse, Alice? Terminamos agora pouco. Ele não quer me ver nunca mais. Acredite em mim, sei que é assim.
E naquele momento eu também já não estava mais certa de que queria vê-lo de novo. Só então percebi o que Alice acabara de dizer.
- Você disse que quer conhecê-lo?
- Querer não quero, mas acho que vou ter de conhecer, se ele vai estar saindo com você.
- Mas não vamos mais nos ver.
- Ah, é? – disse Alice, enquanto esticava a mão até a travessa de frutas e pegava uma laranja. – Amanha à noite é a estréia da peça. E vocês vão se ver.
- Não se eu puder fazer algo a respeito. Já decidi. Apesar de ter me apaixonado por teatro, vou colocar tudo no freezer por um tempo. Depois que o Edward se formar, em junho, eu volto. Carmen viu o que aconteceu hoje. Ela vai compreender.
Alice me encarou, perplexa.
- Não posso acreditar no que estou ouvindo. Você nunca abandona nada! Primeiro o Mike... – Alice cortou a si mesma. – Tudo bem... esquecemos o Mike. Mas você assumiu um compromisso com essa peça, e você vai honrar esse compromisso, Bella. O Máscaras não existe em função de você e do Edward. É todo um grupo de garotos que tem trabalhado realmente duro para fazer algo maravilhoso acontecer. Você não pode largá-los agora. Não vou deixar que fala isso. – Alice riu e acrescentou: - Aliás, você não vai deixar você fazer isso. Não é do seu estilo.
Olhei assombrada para ela. Realmente me conhecia. Eu nunca tinha deixado ninguém na mão em minha vida e não podia começar agora.
- Você está certa. Mas, Alice, coloque-se na minha pele. Imagine você terminando com Jasper e tendo de beijá-lo, fingir beijá-lo, no dia seguinte!
- Você precisa conversar com Edward, Bella. Pôr tudo a limpo. Talvez acabem apenas trabalhando juntos, e nada mais. Odiando um ao outro quando a cortina cair, mas dando cada um o melhor de si no palco. Ou talvez alguma outra coisa aconteça...
- Não posso fazer isso. Não dá para conversarmos antes da peça. Amanhã ele vai me evitar o dia inteiro. Não tem jeito.
- Confie em mim, Bella. – disse Alice, pegando sua capa. Uma expressão engraçada, com um olhar do tipo "eu te conheço como ninguém", se formara no seu rosto. – Em se tratando de Edward – concluiu -, você vai encontrar uma saída.
N/A:E aí se passa mais um capitulo dramático, maas nem tudo é para sempre
Esse é o penúltimo capitulo da fic
Próximo capitulo semana que vem e depois é o final
E apesar de tudo, estou me sentindo totalmente desmotivada de continuar
Estou recebendo pouquíssimas reviews, e isso não é incentivo nenhum
Me desculpe quem não mereceu ler isso e que vem sempre me dando um retorno com pelo menos um sinal de vida (aviso que não dói fazer isso)
Enfim, esperando pra ver uns alôs por aí
Ps:Um beijo muito grande para Lih e a Lari SL pelas reviews
Bjcas,
Days3.
