N/A: Todos os personagens pertencem a Stephenie Meyer e a história pertence a Elisabeth Bernard , a mim só pertence a adaptação.
Capítulo 13 - Cega pela luz dos refletores
Alice estava certa, como de costume. Dei um jeito de falar com Edward no dia seguinte. Na verdade, foi muito simples. Acordei pela manhã com o sol jorrando através de minha janela, e uma idéia. "Que mal vai fazer mais uma mentirinha?", sussurrei para mim mesma quando me levantava da cama.
Dez minutos depois estava no ônibus local para Keaton Corners. À minha mãe dissera que iria me encontrar com Charlotte e Kate para um "café da manhã do dia de estréia". Deu certo. E quinze minutos depois eu já estava na Dois Erres.
A porta ao pé da escada que subia para o apartamento de Edward estava aberta, e eu vi as botas de motoqueiro no chão. Ele ainda não tinha saído.
Respirei fundo e pensei que iria acabar perdendo a coragem se ficasse ali um só segundo a o corrimão e escalei os degraus em direção ao apartamento. Era um curto lance de escada, mas, quando cheguei ao topo, meu coração estava pulando como se tivesse corrido os cem metros rasos. Respirei fundo de novo e bati na porta.
Quase imediatamente Edward abriu. Ele arregalou os olhos como se estivesse vendo um fantasma.
- O que você está fazendo aqui? – interrogou, enquanto continuava a abotoar sua camisa.
- Precisamos conversar. Ontem à noite tudo foi um erro. Não sei se posso endireitar nossa situação, mas hoje à noite temos uma peça para apresentar, e eu não vou dar conta se estiver me sentindo como estou agora. – Então me lembrei do que Alice dissera e acrescentei: - Precisamos pôr tudo a limpo.
Edward respirou.
- É... é mais ou menos isso – disse ele, franzindo a testa levemente. – Desço num minuto – terminou, fechando a porta na minha cara.
Desci as escadas e saí. Estava nervosa. Honrando suas palavras, Edward desceu um pouco depois.
- Está muito frio para conversar aqui. Vamos tomar um café no caminho da escola – propôs ele.
- Está bem – concordei, apesar de detestar café.
Ele entrou na oficina e voltou para fora com um molho de chaves. Então me conduziu até uma das camionetes, evitando o meus olhos o tempo todo. Subi depois dele. Edward colocara no assento, entre nós dois a sua mochila e a sacola esportiva que sempre levava aos ensaios. Enquanto dava a partida, coloquei o cinto de segurança e me perguntei para onde estaríamos indo, que tipo de lugar ele escolheria para conversar. Tinha um forte pressentimento de que pelo menos até chegar lá não conversaríamos muito. A linguagem corporal de Edward dizia: "Perigo. Mantenha distância. Não mexa".
O último lugar em que esperava ir parar era no Jonesy's.
Edward tomou a dianteira e se dirigiu direto para a terceira mesa a partir da porta, do lado direito. Exatamente a mesa da minha turma.
Ele estava tramando algo, e eu não estava gostando disso.
Nós sentamos de frente um para o outro, e Edward pediu café. Eu, chocolate quente.
Continuei olhando pela janela, por cima de meu ombro, só para ver quem ia e quem vinha. Normalmente ninguém tinha tempo de ir ao Jonesy's antes da escola, mas com a sorte que eu andava tendo nos últimos dias, Mike ou Alice ou Jasper provavelmente viriam se juntar a nós.
De súbito percebi que não me importava mais. Aliás, eles que viessem. Que nos vissem juntos. Estava determinada a fazer tudo dar certo com Edward. Alice já estava pronta para aceitar aquilo. E Jasper e Mike teriam de aceitar também.
- E então? Você está esperando por mais alguém?
A pergunta afiada de Edward me fez saltar.
- Não. Claro que não – respondi.
Então nossos olhos se encontraram, e soube que não conseguiria o que planejara. Edward era um livro fechado. Meu coração afundou.
- Quanto a pôr as coisas a limpo, quem começa – perguntou ele.
Dei de ombros, ainda não totalmente pronta para confiar em minha voz e começar a falar. Cutuquei com a colher o montículo de creme no topo do meu chocolate e depois o bati com suavidade.
- Então vou eu – disse Edward, rasgando três envelopinhos de açúcar e despejando-os em seu café. – Não fui legal com você ontem à noite. Não devia ter te chamado de mentirosa. Estava ferido, mas isso não é desculpa. Sei que você não é uma mentirosa.
- Sei que isso era para que eu me sentisse melhor – disse eu -, mas não me senti.
- Sinto muito – murmurou ele.
- Então você compreende a respeito de Mike? – perguntei.
- Não sei, Bella. Talvez ele seja mesmo só um amigo para você, tudo bem. Mas continuo com essa desagradável sensação de que Mike é o bom menino dessa história, e eu sou o mau. Você sabe, o fruto proibido, ou algo assim.
- Você quer a verdade – repliquei rapidamente. – Pois a verdade é que, quando te conheci, você era mais romântico do que qualquer pessoa que jamais tinha conhecido. Parecia diferente de todos.
- Um mau menino do lado errado da cidade. Talvez no fundo você só quisesse provar algo aos seus pais – retrucou ele num tom amargo, magoado e raivoso, com os olhos fixos na janela.
- Bem, não é como vejo a situação. Além do que, você não é tão mau assim.
Ele me lançou um olhar desafiador.
- Então por que continua olhando pela janela? É para checar se não há ninguém vindo para cá? É medo de que alguém nos veja juntos?
Seus olhos procuravam os meus como se estivesse buscando neles uma resposta à sua pergunta.
- Edward, tudo isso não tem nada a ver com Alice ou Mike. Tem a ver com nós dois. Eu... eu realmente gosto de você, Edward.
"Amor" parecia ser uma palavra errada para aquela manhã. Amor subitamente parecia algo grande demais, distante demais.
Os olhos verdes de Edward faiscaram quando os levantou de seu café. Pude sentir que estava lutando para reprimir as lágrimas.
- Pois não gosto de você em absoluto, Bella – disse ele, esmigalhando o que restava do meu coração. – Eu amo você – continuou -, mas não sei o que fazer com isso. Pensei muito a respeito de nós dois. Tantas coisas aconteceram entre nós em tão pouco tempo que não consigo saber como nos encaixaríamos um na vida do outro.
- Também não sei – admiti lentamente. – Edward, ainda não sei dizer onde termina o ator e onde começa você. Não sei mais distinguir o que é real do que não é. Cheguei a pensar que, se você realmente gostasse de mim, não teria se precipita a tirar conclusões tão malucas quando me viu aqui com Mike, na terça-feira à noite. Quem ama não desiste tão fácil.
Uma confusa mistura de emoções atravessou a face de Edward.
- Não desisti de você, Bella. Eu te evitei ontem porque não conseguia agüentar ficar perto de você. Achei que, se encostasse em você no palco durante o ensaio eu me esqueceria de tudo de ruim que havia acontecido. Ia me esquecer até mesmo de te perguntar sobre Mike. Iria te abraçar e te beijar, e o meu mundo ficaria completo de novo. E assim eu nunca descobriria a verdade.
- Ah, Edward, tive pensamento tão horríveis sobre você...
- Mas não desisti de você – prosseguiu ele. – Fiquei horas rodando de moto por aí, depois de ter abandonado o ensaio, tentando pôr a cabeça no lugar e clarear as idéias. Voltei para conversar com você na saída do ensaio, e te vi abraçando o Mike de novo. Foi como um tapa na cara. E decidi que nunca mais queria me sentir daquele jeito de novo.
Edward realmente me amava! Eu deveria ter ficado alegre, em êxtase, mas estava apenas paralisada, me sentindo fadada à ruína e ao fracasso.
Ele me amava, e eu o amava. Mas por alguma estranha razão não estávamos nos beijando e nos abraçando, não estávamos juntos de novo. Algo continuava terrivelmente errado.
Ele pediu a conta.
- Com relação a hoje à noite – recomeçou ele, num tom todo "negócios" –, o show tem que continuar, etecétera e tal. Falando em meu nome, sei posso dar conta. E sei que você também pode. Lembre-se no palco nós não somos Bella e Edward, somo a Bela e a Fera. Desde que mergulhemos nas nossas personagens, tudo vai dar certo. Você consegue controlar isso?
- Controlar? – repeti.
Edward continuou olhando para mim até que concordei. Mas eu estava com o coração na garganta.
Sabermos que nos amávamos deveria ter feito tudo entrar nos eixos e voltar ao normal. Mas, quando saímos do Jonesy's, tudo parecia continuar absolutamente errado. Não nos abraçamos. Não nos tocamos. Não nos beijamos.
No entanto à noite, naquele mesmo dia, teria de beijá-lo na frente de uma sala repleta de estranhos. E se o beijo dele fosse puro fingimento? E se eu não sentisse nada?
E se, quando a cortina caísse, fosse o fim da história de Edward e Bella?
N/A:Ai gente, o próximo capitulo é o ultimo
Eu sei , escrevi errado que o ultimo era o penúltimo, mas na verdade, esse é o penúltimo...(vixi!)
Então, eu acho uma pena esses dois cabeças duras não estarem juntos
Dá vontade de trancar eles numa sala e deixar eles lá pra se acertarem (por que isso não acontece cmg? )
ASHUHASUAHSUHASUH
Mandando um beijão pelas reviews para AnaC. Fanfictions, Lari SL, Lih e nathaalya13
Fico muuuito feliz mesmo com suas reviews ^^
Gente, tenho uma novidade – Com esta adap. acabando, vai ter estréia nova!
Olha a sinopse dela ai:
Isabella "Bella" Swan passou um ano inteiro em Paris escrevendo cartas para sua melhor amiga Alice Brandon… e suspirando de amores pelo belo Emmett Cullen. Emmett é o típico garoto dos sonhos de todas as meninas e Bella sonha com ele desde que se conhece por gente. Agora Bella está de volta a Forks, sua cidade natal no estado de Washington, determinada a fazer com que Emmett repare nela custe o que custar. Mas o irmão mais novo de Emmett, Edward, amigo de infância de Bella, acha que é uma péssima idéia: Emmett tem fama de ser um verdadeiro don-juan. Bella merece algo melhor… ele mesmo, Edward. Mas será que ela vai lhe dar a chance de provar isso?
E ai, o que vocês acharam? Posto ou não?
Esperando as reviews ok? Bjcas,
Days3.
