Cap. VII Amores e Dissabores

Quando se falava de Virgínia Weasley, podia-se dizer sem medo que os opostos conviviam em perfeita harmonia. Embora fosse a mais nova do grupo, Gina trazia em si, além da coragem e da bondade comum aos grifinórios, uma boa dose de maturidade e segurança, que encantavam Harry. Ela tinha consciência de todos os riscos que corria ao assumir um namoro com Harry naquele momento e mesmo assim não hesitou. Voldemort e seus comensais estavam perseguindo toda a sua família, seus amigos e agora ela também seria um alvo preferencial, mas não demonstrava medo, arrependimento ou dúvidas. Mas a ruiva tinha um outro lado que contrastava com a imagem da jovem decidida, na verdade, ela ainda conservava muito do jeito de menina, podendo ser extremamente meiga e levada em alguns casos e capaz de alegrar a todos com suas brincadeiras, sempre sorrindo, sempre cheia de vida.

A garota de cabelos cor de fogo já não conseguia se lembrar de quando exatamente se apaixonou por Harry Potter, o escolhido que sobreviveu a Voldemort, melhor amigo de seu irmão e dono da alma mais gentil que ela já conheceu... Primeiro veio a admiração, a gratidão e por fim uma paixão que ela já não conseguia e nem queria disfarçar. No início, tentou ignorar seus sentimentos, imaginando que jamais seria correspondida, mas depois de algum tempo, decidiu tentar se aproximar do rapaz e para sua surpresa começou a notar que ele a observava.

Na noite em que Harry finalmente a pediu em namoro, Gina sentiu o seu coração se encher de uma felicidade tão intensa, que por várias vezes ela se questionou se aquilo era real. De repente tudo havia se tornado tão perfeito, que não estranharia se a qualquer momento acordasse em sua cama, despertando do sonho mais lindo que pudera imaginar. Sonho ou realidade, já não importava, ela viveria e aproveitaria cada momento ao lado de Harry, do seu Harry.

Durante muito tempo, Harry hesitou em se aproximar de Gina. Além do fato de ela ser irmã mais nova de seu melhor amigo, o medo de colocá-la em perigo, fazia com que o rapaz lutasse ao máximo contra seus sentimentos. Ele já havia perdido seus pais, Sirius e Dumbledore – não suportaria perdê-la... Mas o destino conspirou e os colocou vivendo sobre o mesmo teto, tornado impossível fugir dos sentimentos que já o dominavam. Então, Harry decidiu que lutaria por Gina e a faria feliz.

Procurou se aproximar, conhecê-la melhor e descobrir se ela poderia aceitá-lo mesmo sabendo de todos os problemas que teriam que enfrentar e se surpreendeu conhecendo uma Gina decidida, madura e disposta a lutar por ele com a mesma intensidade que ele se propunha a lutar por ela.

Naquela tarde, o jovem casal de namorados agradeceu mentalmente por Hermione e Draco terem decidido retornar a casa de praia antes do previsto. Assim, os últimos raios de sol foram as únicas testemunhas e agora guardavam o segredo dos amantes que sem pensar , ou hesitar se entregaram completamente a paixão que durante tanto tempo tentaram reprimir. O tempo parou e as conseqüências já não importavam.

Quando Harry tomou a jovem nos seus braços e a beijou profundamente, desejava apenas guardar consigo cada detalhe, o cheiro, a maciez da pele, o gosto do beijo...

- Você é um presente que eu jamais sonharia receber e que não sei se mereço...- disse o rapaz abraçando a menina que prontamente o retribuiu.

- Você é o tudo o que eu sempre desejei e agora já não saberia viver sem você ao meu lado! De algum modo você já uma parte de mim – disse a jovem perdendo-se nos olhos verdes de Harry.

Ele não havia confessado em voz alta, mas Gina era tudo para ele e agora já não temia a própria morte, como temia perdê-la. Por isso, sem dizer nada, a abraçou novamente e a beijou com paixão e sentiu seu coração se encher de felicidade, quando percebeu que era correspondido da mesma maneira.

Aos poucos o beijo foi se tornando mais intenso, sendo acompanhado por carícias e palavras doces sussurradas no ouvido da garota. Por um breve momento, Harry se perguntou se deveriam continuar, mas seus pensamentos foram dissipados por um novo beijo ardente. Nada havia sido planejado, na verdade seguiram apenas o que sentiam e não havia medo, dúvidas ou problemas... Só ela importava para ele e só ele importava para ela. Não sabiam o que aconteceria depois, mas sabiam que jamais esqueceriam aquela tarde. Agora, simplesmente, pertenciam um ao outro.

Em outro ponto da praia, outro casal também se rendia a um sentimento novo, porém extremamente forte que se apossou de seus corações e de seus corpos sem pedir licença. O brilho do sol começava a diminuir pouco a pouco, e a maré avançava ferozmente sobre a praia, quebrando um beijo. Silêncio. Não era preciso dizer nenhuma palavra, pois elas não seriam capazes de traduzir o que sentiam. Ele a ajudou a levantar e com as mãos enlaçadas seguiram até bem perto da casa.

Com a desculpa de esperar o retorno de Harry e Gina, permaneceram na praia por mais alguns minutos e juntos presenciaram o surgimento das primeiras estrelas. Draco a abraçava pela cintura como se quisesse impedir que, por qualquer motivo, a menina se afastasse dele.

Em certos momentos, fazemos escolhas são capazes de mudar para sempre o nosso destino. Hermione não podia dizer que havia escolhido se apaixonar naquele momento, mas aceitou Draco e decidiu viver intensamente tudo o que aquele novo sentimento pudesse lhes proporcionar. A partir daquele beijo, seu coração deixou de lhe pertencer e ela sabia disso.

Mas alguém já se perguntou o que quer dizer realmente a expressão "entregar o coração a alguém"? O que verdadeiramente significa ter consigo o coração de outra pessoa? – Draco Malfoy definitivamente não sabia a resposta, mas iria aprender, vivendo a cada dia as felicidades e adversidades de um amor. Mas como tudo em sua vida, sua lição teve início pela forma mais difícil, através da adversidade.

O céu já escurecia, quando Harry e Gina se aproximaram. Eles caminhavam devagar abraçados e conversavam sobre o futuro, tentando prever o que aconteceria com o mundo mágico e com eles mesmos, quando o medo e a ameaça deixassem de existir. Quando viu Draco e Hermione ainda na praia os esperando, Harry parou e sussurrou no ouvido de Gina: "Eu te amo!", recebendo um lindo sorriso em resposta.

- Oi! O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou Gina surpresa.

- Estávamos esperando vocês; Tonks disse que deveríamos ficar juntos e, além disso, o Rony podia me matar caso desconfiasse que eu te deixei sozinha com Harry... – explicou Hermione com um sorriso.

Harry não dizia nada, apenas observava a mão de Malfoy na cintura de Hermione e a mudança de humor da amiga. Estava claro que algo havia acontecido entre eles, mas novamente, aquele não era o melhor momento para pedir explicações. Apenas entraram na casa.

Depois de um dia maravilhoso a noite trouxe consigo a escuridão para os refugiados de La Madeleine. O clima alegre da casa foi substituído por tensão e pressa, muita pressa.

- O que está acontecendo? – perguntou Hermione assustada ao ver Moody e Lupin na sala.

- Que bom que chegaram, eu ia buscá-los agora mesmo! Não há tempo para explicações, subam e se arrumem; Partiremos em cinco minutos! – ordenou Tonks com uma expressão demasiadamente séria.

- Mas por que? O que tá acontecendo? – perguntou Gina angustiada, enquanto via Rony e Luna descerem as escadas com suas coisas.

- Não há tempo para explicações, apenas se preparem para partir! – insistiu Tonks.

- Ele atacou, não foi? – perguntou Draco, embora tivesse já certeza da resposta.

- O que houve? Falem por favor! – pedia Harry, aflito.

- Tudo bem! Mas não vou entrar em detalhes agora... Houve uma série de atentados em Londres. Os alvos escolhidos foram lugares de grande concentração de trouxas, além da nossa sede. – explicou Lupin, deixando todos atônitos.

- È isso mesmo que ouviram... O largo Grimaud foi atacado e dois de nossos companheiros foram feridos, mas já estão recebendo os cuidados adequados. Mas considerando a remota possibilidade de que os comensais tenham encontrado alguma pista do paradeiro de vocês, antecipamos a mudança de esconderijo. – concluiu Moody.

Harry estava em choque. Não acreditava ser possível a quem quer que fosse conhecer a localização da casa e menos ainda conseguir invadi-la. Novamente Voldemort provava seu poder e tentava amedrontá-lo. Mas ele não pretendia deixar barato mais essa ofensiva das trevas.

- Eu vou voltar para Londres! – falou decidido, deixando Gina apavorada. Ela sabia que aquele tinha sido um golpe muito duro para Harry, afinal, aquela era a casa de Sirius, mas não podia permitir que o namorado retornasse a Londres sem garantias.

- Não, Harry, ainda não chegou o momento! Lembre-se que ainda não conhecemos a localização de todas as horcruxes e dos meios exatos para destruí-las. – respondeu Tonks.

- Não importa, isso não pode ficar assim... Pessoas estão morrendo!- exaltou-se.

- Você assumiu um compromisso com todos nós e não pode voltar atrás! Não irá se expor antes da hora! – decretou Lupin, sem dar chance para qualquer protesto. – Você, Rony e as meninas vêm comigo, Draco seguirá com Alastor.

As palavras de Lupin tiveram um efeito devastador para Draco; Depois de tantos dias ele finalmente tinha conseguido se acertar com Hermione, como poderia ser possível que justo naquele momento ele fosse levado para longe? Não pode ser verdade! – pensava consigo mesmo.

- Como assim? Eu vou pra onde? – quis saber Draco completamente confuso.

- Draco, infelizmente a tia Narcisa foi ferida e está precisando de você! Por isso você deve ir para Londres com o Moody. – falou Tonks tentando amenizar a situação.

E assim, Draco sentia que toda a sua felicidade novamente evaporava. Não podia acreditar que aquilo estava acontecendo... Sua mãe havia sido atacada por comensais e agora estava gravemente ferida. Era cruel demais.

Subiu as escadas em silêncio, para retornar minutos depois, pronto para partir. Despediu-se de Luna e Gina e seguiu para a sala onde viu Hermione parada em um canto da sala com lágrimas nos olhos; Se aproximou da garota, beijando-lhe levemente a testa, e sussurrou: "Não pense que vai se livrar de mim", recebendo um abraço como resposta e aparatando com Moody e Tonks em seguida.

Voltar para Londres naquele momento poderia significar uma sentença de morte para Draco e Hermione sabia disso. Ao escolher lutar contra os comensais na noite do ataque na Toca, Draco havia se declarado um desertor, situação que jamais seria perdoada por Voldemort. Por isso, vê-lo desaparecer diante de seus olhos, fez com que a garota sentisse seu coração se partir em mil pedaços.

...

Aparataram na sala de uma casa simples, tinha uma decoração alegre e alguns objetos trouxas. Draco não fazia idéia de que lugar era aquele, mas pouco importava, ele só queria ver Narcisa.

- Onde está minha mãe? Posso vê-la? – perguntou o rapaz tenso.

- Sua mãe está descansando no meu quarto, mas creio que ela ficará feliz em ver você. Venha comigo! – respondeu Tonks, guiando Draco até um dos quartos.

Ele abriu a porta devagar e viu a mãe deitada na cama; Tinha a cabeça enfaixada, denunciando que havia sofrido uma forte pancada naquele local. Se aproximou com cuidado, procurando não acordá-la e devagar sentou-se ao seu lado, tomando sua mão.

Permaneceu ali durante algum tempo, agradecendo por ela ter resistido e continuar viva. Lembrava-se da vida de luxo e ostentação que tinham até pouco tempo e que agora lhe parecia algo tão distante... De que adiantava ser temido e ter tanto dinheiro? Nada daquilo podia devolver a vida de sua mãe ou a dele próprio.

- Eu prometo que vou recuperar tudo o que perdemos! Teremos de volta nosso nome, nossa liberdade e nossas vidas! – falou baixinho, observando as feições serenas de Narcisa.

Muito longe dali, Lupin, o segundo guardião, chegava com seu grupo a um prédio no centro de Nova Délhi. Era um lugar movimentado e barulhento, que a princípio causou estranheza em todos.

- Tudo bem pessoal! O quarto das meninas fica à direita, o dos garotos à esquerda e o meu no final do corredor... Essa é a sala, a cozinha fica logo ali e isso é tudo o que temos! – disse Lupin animado.

Ninguém falava nada. Normalmente Hermione se encarregava de fazer as perguntas, mas desta vez ela não estava interessada, sua mente estava há muitos quilômetros dali, em Londres, mais precisamente. Tinha o olhar completamente perdido, lembrando Luna, que por sua vez parecia estranhamente feliz naquele lugar.

Estavam em um pequeno apartamento situado na periferia de Nova Délhi, na Índia. Da janela do quarto, Hermione podia ver um movimentado mercado, onde se comercializava um pouco de tudo. O clima era quente e o vento trazia um cheiro doce que invadia todo o local.

Tudo tinha acontecido tão rápido, que ela nem teve tempo de pensar a respeito. Lembrava-se de Draco, lembrava-se das brigas, da tristeza que sentiu durante os dias em que ele deixou de falar com ela, lembrava-se do sorriso e do beijo... Será que ele sentiu o que eu senti? Por que não podíamos ficar juntos? – pensava a menina enquanto observava Luna abraçando Rony, extremamente feliz.

Entrou no quarto destinado as meninas e se deitou em uma das camas e fechou os olhos, sentindo uma angustia sem tamanho no seu coração. O que sentia na verdade era medo. Medo de que Draco fosse atacado pelos comensais sedentos por vingança, medo de nunca mais poder vê-lo, e medo que ele a esquecesse.

Hermione estava tão perdida em seus pensamentos, que nem percebeu a aproximação de Gina.

- Mi, posso falar com você um instante – falou a ruiva despertando Hermione.

- Claro, Gina. – respondeu a castanha se sentando na cama.

- Eu queria saber como você está... Quer dizer, todos estamos mal com esse novo ataque; Harry está muito preocupado e eu tenho tentando acalmá-lo e não consegui te dar atenção...

- Gina, você não precisa se preocupar comigo. Sei que Harry está precisando de você e apoio totalmente sua atitude de ficar ao lado dele e tentar acalmá-lo e aconselhá-lo neste momento.

-Eu sei, mas sei que você também não está nada bem... Eu vi você e o Malfoy na praia e depois vi sua cara quando ele foi embora. Você não quer me contar o que está acontecendo? – perguntou Gina esperançosa.

- Eu acho que não posso te contar, porque nem eu mesma sei o que está acontecendo – respondeu Hermione derrotada.

- Você se apaixonou por ele, não foi? – insistiu a ruiva.

- Eu não sei...

- Não sabe ou não quer admitir? Do que tem medo?

- È melhor você me perguntar do que eu não tenho medo – respondeu a castanha com um sorriso triste.

- Mi, eu sei que normalmente é você quem me dá bons conselhos, mas agora vamos fazer diferente, eu vou te dar um conselho e quero que me escute: não perca tempo, se você o ama, diga a ele e viva esse amor. Nenhum de nós sabe se o amanhã vai chegar, então não perca as oportunidades. – falou séria, deixando Hermione desconcertada.

- Você sabe que isso que está me pedindo não é fácil... Eu e ele somos como água e vinho, o puro-sangue e a sangue-ruim... Até ontem ele me odiava! – desabafou.

- Mas hoje na praia ele estava apaixonado por você! Não questione apenas aceite e viva o que tiver pra viver!

- Gina, tem alguma coisa diferente em você! Nunca te vi falar assim antes, o que aconteceu? – perguntou Hermione observando melhor a amiga.

-Prometo que te conto depois. Agora vamos jantar! – falou a ruiva puxando Hermione pela mão.

Todos estavam na sala reunidos para jantar e escutar as orientações de Lupin.

- Todos já se acomodaram? Falta algo para alguém? Infelizmente não temos tanto espaço quanto na França e nem a mesma liberdade, mas este é um lugar fantástico que pode acrescentar muito na vida de cada um de vocês! – disse Lupin, pretendendo animar um pouco os jovens, que ainda se encontravam sobre o efeito das últimas notícias.

- Não sei se é uma boa idéia continuarmos afastados de Londres... Não posso continuar aqui como se estivesse tudo bem! – começou Harry.

- Harry, por favor... Já discutimos esse assunto! Você precisa confiar na Ordem. – respondeu Lupin.

- Se não temos mais o largo Grimaud, onde os membros da Ordem estão escondidos? Meus pais, eles estão bem, não é? – perguntou Rony apreensivo.

- Eles estão em segurança. A sede da Ordem foi transferida para a casa de Tonks. Andrômeda e Ted estão sendo fantásticos. – explicou o professor. Preciso que vocês sejam pacientes neste momento... Nunca estivemos tão próximos de derrotar Voldemort e por isso temos que ser mais cautelosos do que nunca.

Embora todos compreendessem a atitude defensiva da Ordem de Fênix, Harry acreditava que enquanto ele continuasse fugindo, Voldemort continuaria matando pessoas para pressioná-lo e ele não podia viver com isso. Nem mesmo o carinho e as atenções de Gina conseguiam consolá-lo.

Os dias em Nova Délhi eram quentes e tensos. Ao contrário de Tonks, Lupin havia decidido não voltar a Londres enquanto não recebesse um sinal da Ordem; Assim ele não podia participar das reuniões ou trazer notícias, fazendo com que todos tivessem a sensação de estar vivendo permanentemente no escuro.

Enquanto Rony, Luna, Gina e Harry permaneciam a maior parte do tempo reunidos fazendo planos e tentando prever o que acontecia em Londres, Hermione mais uma vez se isolava, usando suas pesquisas como desculpas.

Em Londres, Draco se esmerava entre os cuidados com Narcisa e a busca pela quinta horcruxe. Em nenhum momento de sua vida tinha se empenhado tanto para alcançar um objetivo como fazia agora. Derrotar Voldemort e seus comensais era mais do que uma questão de honra para ele, era uma questão de vida ou morte. O rapaz havia feito uma promessa para a mãe e para si mesmo e não mediria esforços para cumpri-la.

Hermione sempre estava presente em seus pensamentos, nem mesmo ele conseguia entender como era possível que aquela garota tivesse se apoderado da mente dele daquela maneira. Inconscientemente, desejava reconstruir sua vida, seu mundo, simplesmente para ter algo a oferecer a ela e escolheu dar o primeiro passo conquistando a confiança da Ordem de Fênix.

Inicialmente Tonks intercedeu em favor de Draco, fazendo com que os outros membros da Ordem aceitassem a presença do jovem nas reuniões. E para a surpresa de todos e a satisfação pessoal de Snape, que sempre teve Draco como protegido, o rapaz se mostrou extremamente inteligente e astuto, trazendo importantes contribuições para as pesquisas e planos elaborados pela Ordem. Nos últimos dias, tinham conseguido capturar mais dois comensais e seguiam as pistas de Bellatrix, se conseguissem capturá-la, Voldemort perderia seu braço direito.

A mudança era realmente notável, a senhora Weasley estava encantada com a postura e dedicação do rapaz, especialmente do no que se referia a Narcisa, que aos poucos se recuperava. Poucas vezes tinha visto um filho tão dedicado, era raro ver o rapaz longe da cabeceira da mãe.

Draco trabalhava muito e dormia pouco e essa rotina já se arrastava por dias, fazendo com que seu corpo demonstrasse sinais de cansaço. Tonks que tinha se aproximado do primo nos dias em que passaram na praia, resolveu ajudar.

Entrou no quarto de Narcisa e encontrou Draco sentando em uma poltrona cercado por livros, enquanto sua mãe cochilava.

- Draco, porque não vai descansar um pouco? Eu fico com a tia Narcisa. – falou Tonks num tom gentil.

- Eu estou bem, prefiro ficar aqui com a minha mãe, mas obrigado! – respondeu o rapaz com um meio sorriso.

- Oh! Não adianta Ninfadora, já fiz de tudo para ele descansar um pouco, mas meu filho é muito teimoso e não há quem o faça mudar de opinião ... – disse Narcisa que despertou com a conversa dos dois

- Eu sei... E por isso mesmo vou insistir. Vá descansar ou pelo menos comer alguma coisa Draco, eu tomo conta da sua mãe. – falou a auror.

- Eu realmente estou bem, Tonks! – falou decidido.

- Ok! Eu tentei! Mas pelo visto a tia Narcisa está certa... Quando você cisma com alguma coisa, ninguém consegue te fazer mudar de opinião, exceto, talvez, a Hermione, não é? – provocou.

O simples fato de escutar o nome dela fez com que Draco sentisse seu coração disparar; Sua expressão mudou, sua face ficou corada e ainda que ele tenha se esforçado muito, não conseguiu disfarçar, fazendo com que Tonks abrisse um sorriso.

- Hermione? Então esse é o nome da moça? – perguntou Narcisa, deixando Draco ainda mais nervoso. - Eu já tinha percebido que Draco estava envolvido com alguém, mas ele não se abre comigo! Você a conheceu Ninfadora? É uma boa moça?

- Na verdade já nos conhecíamos, tia... somos amigas a algum tempo e lhe garanto que é uma ótima moça. – respondeu Tonks, enquanto Draco fulminava as duas com um olhar assustador.

Compreendendo o recado, Tonks se despediu e saiu de fininho, achando graça da situação.

Embora sempre pensasse em Hermione, Draco ainda não se sentia a vontade para falar sobre ela para quem quer que fosse, muito menos para Narcisa. Ele não sabia como a mãe reagiria a descobrir que ele estava envolvido com uma nascida trouxa.

- Não me olhe assim, filho! – Que tem demais eu querer saber sobre sua namorada? – perguntou Narcisa sorrindo.

- Ela não é minha namorada! – respondeu Draco seco.

- Eu conheço você, sei que gosta dela...então, porque ela ainda não é sua namorada?– quis saber Narcisa.

- Eu nunca pedi que fosse. Olha, mãe é complicado, ela não é como nós! – respondeu Draco sem encarar a mãe.

- O que quer dizer? Que ela não tem sangue-puro é isso? – perguntou calmamente, fazendo com que Draco a encarasse tenso. – Eu nunca imaginei que algum dia você pudesse se interessar por uma garota nascida trouxa... A linhagem pura sempre foi valorizada pela família Malfoy; È uma tradição antiga a idéia de que o sangue-puro está diretamente ligado ao poder e ao respeito e sinceramente fico feliz em saber que, embora seu pai tenha enchido sua cabeça com esses pensamentos sem sentido, você já não se importa com essas bobagens!

Draco nunca tinha sentido um alívio tão grande em sua vida. Narcisa era tudo para ele, a pessoa que mais amava, sua única família e não poderia ir contra ela para ficar com Hermione. Mas por outro lado, ele não estava disposto abrir mão da grifinória sabe-tudo, que tinha invadido seu coração. Ele precisava das duas e agora poderia lutar para tê-las.

As palavras de Narcisa devolveram a Draco uma paz, que há muito tempo ele não sentia. Naquela noite dormiu tranqüilo e sonhou que estava novamente com sua garota.

Em Nova Délhi, Hermione Granger tinha uma noite agitada, revivia em sonho o ataque a Hogwarts, sentia novamente o medo e a tensão daqueles momentos terríveis, até que em algum momento, alguém tocou sua mão, fazendo com que tudo se transformasse.

Imediatamente se viu em um lindo jardim, cheio de rosas que exalavam um perfume suave. Não havia medo, tristeza, ou preocupações... O sol brilhava e tudo era perfeito; Sentia-se feliz e caminhava devagar observando os tons das rosas que variavam entre o branco suave e o vermelho cor-de-sangue, quando ouviu alguém chamar seu nome e tentado seguir a voz.

Ouviu seu nome novamente e dessa vez teve certeza de quem a chamava e correu entre as flores buscando encontrar o dono da voz. Seus braços e pernas eram arranhados pelos espinhos, mas ela não iria desistir, precisava vê-lo. Correu o mais rápido que pôde e o encontrou. Parou ofegante olhado para Draco, como se esperasse a permissão dele para se aproximar.

...

Draco caminhava por um jardim perfumado, não sabia onde estava, mas seu coração lhe dizia que ela estava ali em algum lugar esperando por ele e decidiu chamar por ela. Gritou por ela, mas não obteve resposta, ficando decepcionado; Mas não desistiria tão fácil, chamou por seu nome outra vez. Caminhava tentando desesperadamente encontrá-la, quando a viu de longe atravessando um caminho estreito entre as rosas; Estava linda e parecia não se importar com os espinhos que riscavam sua pele delicada.

Agora estavam frente a frente, e ele sem conseguir conter a felicidade que sentia por vê-la novamente, sorriu e abriu os braços para receber a garota que correu e se atirou sobre seu corpo. Ele a abraçou forte e não a soltou por um bom tempo, até que a garota se soltou para olhar em seu rosto. Novamente as palavras eram desnecessárias... Ele sorriu e a beijou.

Te deixei sozinha e me senti tão mal; Não quero me sentir assim novamente...Toma-me em teus braços – sou parte de ti! Você é o meu sol – luz, calor e vida para mim! Você é meu sol – a estrela que a minha vida sustentou!

Era maravilhoso poder senti-lo novamente... Ela já não tinha consciência de aquilo era apenas um sonho, desejava apenas continuar sentindo o beijo pelo qual tinha ansiado durante os últimos dias.

Saudade: recordação ao mesmo tempo triste e suave de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada pelo desejo de tornar a vê-las ou possuí-las.

Pela manhã o mundo voltou a ser belo. A alegria de Hermione só pode ser um bom presságio. – pensava Luna, enquanto via a amiga despertar sem sinais de lágrimas nos olhos e com um surpreendente sorriso.

- Você está bem, Mione? – perguntou Luna, enquanto penteava os longos cabelos loiros.

- Eu tô ótima, Luna! – respondeu sorrindo.

- Que bom! Então será que eu posso te pedir um favor? – perguntou um pouco receosa dado o estado da amiga nos últimos tempos.

- O que quiser, Luna! – disse enquanto escolhia uma roupa.

- Queria te pedir que fosse comigo ao mercado... Quero comprar um presente para o Rony, mas Lupin não quer que nenhum de nós saia sozinho. Será que você poderia me acompanhar?

- Claro que sim! Vamos assim que tomarmos café! – disse Hermione animada.

Em Londres, Draco Malfoy acordava se sentindo renovado. Estava muitíssimo bem disposto, preparou uma bela bandeja de café-da-manhã e subiu para o quarto da mãe, que logo percebeu a mudança de humor do rapaz.

- Bom dia, mãe! Como a senhora está? –disse enquanto beijava a face de Narcisa.

- Bom dia, querido! Eu muito bem e me sinto melhor ainda em ver meu filho tão feliz! Será que eu posso saber o motivo? – perguntou curiosa.

- Hum... Hoje vamos passear só nós dois, o que acha? E se você estiver disposta poderá participar da reunião que acontecerá no fim da tarde... – disse o rapaz, fazendo com que o rosto da mãe se iluminasse.

Narcisa não agüentava mais ficar naquele quarto, na verdade já se sentia bem há muitos dias, mas Draco e Molly insistiam em mantê-la em repouso. Quando Draco a deixou, ela decidiu se arrumar; Escovou os cabelos e os prendeu em um coque discreto, depois providenciou roupas adequadas, sempre foi uma mulher vaidosa e não sairia de qualquer jeito.

Desceu as escadas de braços dados com o filho, atraindo a atenção dos que conversavam na sala, em especial, a de Severo Snape. Snape também havia sido ferido no ataque ao largo Grimaud, mas conseguiu se recuperar rapidamente. Ele visitava a residência dos Tonks diariamente sob o pretexto de discutir assuntos da Ordem, mas em seu íntimo o que ele desejava era ter notícias de Narcisa.

O ex-professor de poções ficou maravilhado ao ver Narcisa no alto da escada. Ela estava magnífica e quando por alguns instantes seus olhares se encontraram Snape, que jamais sorria não conseguiu conter um sorriso.

Embora todos considerassem um tanto arriscado, que Draco e Narcisa deixassem a casa, aceitaram o argumento de que um passeio faria bem a saúde da Sra. Malfoy. Aparataram em um parque, cheio de árvores e flores onde muitas crianças brincavam acompanhadas de seus pais.

- Você se lembra desse lugar? Eu te trouxe aqui algumas vezes quando você era criança... – perguntou Narcisa

- Lembro... Eu me divertia naqueles balanços! – falou Draco com um sorriso enquanto via um garotinho se balançar, com uma velocidade maior do que poderia.

- Filho, eu sei que as coisas mudaram muito depressa e que não tivemos tempo de nos adaptar... Mas agora não é um momento para hesitar, eu estou disposta a lutar e dar minha vida se preciso for para restaurar a nossa paz!

- Eu sei disso! E também me proponho a lutar contra Voldemort... Vou recuperar tudo o que nós perdemos, eu prometo! – falou decidido.

- Que bom que pensa assim, porque para dar um primeiro passo, eu quero que você me leve agora ao banco de Gringotes. Vou retirar uma parte do meu dinheiro para ajudar nas missões e na captura de comensais e também quero que você fique com uma certa quantia, podemos precisar. – declarou a mulher.

Draco apenas assentiu com a cabeça e cumpriu a vontade da mãe. E chegando ao cofre da família Malfoy, além de uma soma considerável em Galeões, Narcisa retirou um delicado colar com um pingente de cristal em forma de coração e o entregou ao filho.

- O amor pode ser comparado a um cristal, é frágil e delicado, mas se receber cuidado e atenção necessários pode durar para sempre!

Retornaram para a casa no início da tarde com uma sensação boa de dever cumprido.

Em Nova Délhi, Gina, Luna e Hermione caminhavam devagar entre as barracas do mercado. Havia sido uma verdadeira batalha convencer os homens a deixá-las saírem sozinhas, mas ao final venceram.

Gina havia decidido ir na última hora, pretendendo seguir a idéia de Luna e também presentear seu namorado. Já estavam caminhando há quase uma hora e Gina ainda não haviam encontrado o presente ideal... Luna havia escolhido um par de braceletes com símbolos que representavam o amor.

A certa altura encontraram uma barraca com estátuas e miniaturas. Hermione se encantou com a pequena réplica de um palácio branco cercado por fontes e jardins.

- Que coisa linda! È mais bonito do que qualquer castelo de conto de fadas! – falou a castanha.

- E o que é um conto de fadas, Mi? – perguntou Gina curiosa.

- São histórias que mesclam romance e aventura que sempre terminam com o um final feliz – tentou explicar, ainda com a estátua nas mãos.

- Bom esse castelo que você tem nas mãos também tem uma história bonita... Essa é uma réplica do Taj Mahal – um palácio que foi construído por um rei bondoso para abrigar o corpo de sua esposa que morreu ao dar a luz a um de seus filhos. Ele a amava muito e ordenou que fosse construído um palácio branco, revestido de marfim e pedras preciosas para que sua rainha descansasse nele e planejou construir um palácio semelhante, porém este seria negro, para que ele mesmo descansasse. Os palácios deveriam ser ligados por uma ponte que simbolizaria a união eterna dos dois.

- È uma história muito bonita... – falou Hermione.

- Mas o rei morreu antes que pudesse construir o segundo palácio, e acabou sendo sepultado no próprio Taj Mahal, ao lado da rainha; E assim, o palácio se tornou uma espécie de monumento ao amor. – concluiu Luna.

- Certo, vou levar essa estátua para me lembrar da história e desse lugar – disse Hermione.

- Oh! Merlin e o que eu vou comprar? Logo teremos que voltar e eu ainda não encontrei nada para o Harry! – lamentou Gina.

- Calma, Gi! Vamos dar mais uma olhada... tenho certeza de que você vai encontrar algo perfeito- falou Luna.

Caminharam por mais alguns minutos, até que encontraram uma senhora com roupas extremamente coloridas, que vendia pequenas caixinhas feitas de um material estranho, que a princípio as meninas não reconheceram. Com alguma dificuldade a mulher explicou que a caixinha era feita de uma espécie de bambu polido e que dentro continha uma mensagem de coragem e sorte, fazendo com que Gina se decidisse imediatamente.

Retornaram para o apartamento e passaram uma tarde agradável conversando sobre assuntos leves e preparando um jantar especial para comemorar a volta de Hermione, que finalmente havia voltado a participar da conversas em grupo.

Tudo parecia está perfeito, Rony implicava com Hermione e Gina, enquanto abraçava Luna e olhava para os braceletes que agora usavam. Harry estava tranqüilo e ria da discussão dos amigos, na verdade ele já estava sentindo falta e Lupin respirava aliviado ao ver que a paz reinava.

Todos conversavam animados ao redor da mesa do jantar quando ouviram uma voz conhecida vindo da sala e correram em direção ao espelho se surpreendendo com uma visita inesperada.

- Pai! – gritou Gina sem se conter.

- Olá, minha querida! Como você está linda! Rony, que saudades filho! É muito bom ver vocês, todos vocês – falou Arthur dirigindo seu olhar para Harry, Hermione e Gina.

- Como estão as coisas? Houveram novos ataques? – perguntou Harry preocupado.

- Calma, meu rapaz! Logo você saberá de tudo, mas não por mim... Eu vim apenas convocar o Remo! Já tomamos todas as precauções e o estamos aguardando! Adeus, crianças! Cuidem-se! – dizia enquanto sua imagem se dissolvia no espelho.

- Ok. Voltarei o mais rápido possível e até lá lembrem-se de tudo o que nós combinamos! – falou Lupin, aparatando em seguida.

O clima de tensão tomou conta de todos. Harry andava de um lado para o outro, fazendo com que todos ficassem ainda mais nervosos. Vendo a situação Rony, decidiu que tentaria acalmar o amigo e o levou para a cozinha onde conversavam longe das garotas.

Quanto mais nervoso Harry ficava, mais sombrias se tornavam as idéias que passavam em sua mente. Era mais ou menos igual as vezes em que ele tinha pesadelos com Voldemort; Tudo a sua volta ficava negro e Rony conseguia entender essa situação. Ele sabia que podia contar exatamente o pensava para o amigo sem o receio de assustá-lo, como acontecia com Gina, por isso, aceitou se afastar da sala naquele momento.

Gina já havia percebido o que se passava e sentia uma ponta de tristeza por Harry não conseguir se abrir completamente com ela, mas estava decidida a mudar essa situação pouco a pouco.

Vendo a expressão de tristeza no rosto da amiga, Luna decidiu que o melhor seria distraí-la e recorreu a Hermione, pedindo que a garota contasse um conto de fadas como havia prometido mais cedo.

A castanha prontamente atendeu o pedido de Luna e começou a contar a história da Cinderela para as garotas, que se encantaram com o conto.

-...quando ela viu o príncipe caminhar em sua direção e lhe oferecer o braço, convidando-a para uma valsa, ela se sentiu tão feliz, que se esqueceu de observar as horas. Eles rodopiavam alegremente no meio do salão quando ela escutou a primeira badalada – era meia-noite e ela precisava ir embora antes que o feitiço se desfizesse.

- Mas o príncipe nem teve tempo de beijá-la! – protestou Luna.

- Deixe que ela termine a história, Luna – repreendeu Gina que estava completamente entretida, ignorando a ausência do namorado e do irmão.

- Cinderela desceu correndo as escadarias do palácio, ignorando o chamado do príncipe e partiu em sua carruagem, deixando para trás seu sapatinho de cristal; Que depois o príncipe usou como meio para encontrá-la, fazendo com que todas as donzelas do reino o experimentassem. Quando o príncipe e seus vassalos chegaram à casa de Cinderela, a madrasta malvada tentou impedir que ela calçasse o sapatinho, mas quando o príncipe a viu, mesmo vestida com trapos e desarrumada, ele sentiu seu coração bater mais forte e insistiu para que ela provasse o sapatinho, que é claro lhe serviu perfeitamente, fazendo com que ela recebesse imediatamente um pedido de casamento e fosse declarada princesa.

- Que lindo! E é assim que termina, Mi? – perguntou Luna.

- Não! Termina dizendo que eles se casaram e viveram felizes para sempre! – disse Hermione sorrindo. – Minha mãe sempre me contava essa história quando eu era criança e depois cantava a canção de amor do príncipe e da Cinderela para que eu dormisse... Que saudades!

- Hã? Eles tem uma canção? Canta para gente! – pediu Gina

- Ah, não! – falou sem jeito.

-Canta só um pouquinho, os meninos não vão nem ouvir... – insistiram as garotas.

- Ok! – disse a garota se dando por vencida.

Há algo que eu vejo no jeito que você me olha; Há um sorriso, há uma verdade nos seus olhos... Mas de um jeito inesperado, em um dia inesperado, pude saber que é disso que eu dependo; É você que eu tenho amado todo tempo!

Não há mais mistérios, isso finalmente ficou claro pra mim...
Você é o lar que meu coração procurou por tanto tempo!
E é você que eu tenho amado todo tempo!

Houve tempos em que eu me escondia
Com medo de mostrar meu outro lado
Sozinha à noite sem você

Mas agora eu sei exatamente quem você é e eu sei que você tem meu coração
Finalmente é aonde eu pertenço!
É você que eu tenho amado todo tempo!

Longe dali, Lupin era recebido com festa pelos outros membros da Ordem de Fênix. A senhora Weasley queria saber de cada detalhes sobre os filhos e só parou de fazer perguntas quando Moody a interrompeu dando início a reunião.

Inicialmente Lupin foi informado de todos os avanços da Ordem nos últimos dias, especialmente no que se referia as informações sobre a quinta horcruxe e o plano para capturar Bellatrix. Ele ouvia tudo atentamente e explicou que não havia tido problemas com os garotos, o esconderijo era seguro e deviam permanecer lá pelos próximos três dias. Após esse período, retornaria e pretendia se responsabilizar pela captura de Bella.

Narcisa e Draco se colocaram imediatamente a disposição para ajudar na captura da comensal. Eles a conheciam bem e certamente poderiam contribuir muito. Além disso, Narcisa colocou seus bens a disposição da Ordem, entregando de imediato uma pequena fortuna em ouro e galeões nas mãos de Arthur.

Após quase uma hora de discussão sobre formas de localizar e destruir as horcruxes que ainda restavam, Minerva voltou a discutir sobre a segurança de seus alunos, recebendo o apoio de Snape.

- Já é tempo de decidirmos quem será o terceiro guardião – começou a professora.

- Com certeza! Devemos começar a tomar as providências para a transferência – concordou o senhor Weasley.

- O meninos, Harry principalmente, estão menos conformados com a idéia de permanecer escondidos, por isso, eu sugiro que o próximo guardião seja alguém enérgico. – falou Lupin.

- Neste caso, talvez possamos contar com Severo ou Alastor. – sugeriu Tonks.

- Se não houver inconvenientes, peço para não me afastar de Londres agora, por motivos pessoais – falou Snape, causando espanto.

- Não há problema! Eles ficarão sob meus cuidados. – falou Moody encerrando a questão.

- Sendo assim, declaro esta reunião encerrada – disse o senhor Weasley.

Lupin já se preparava para aparatar, quando Draco o chamou e pediu que ele entregasse uma pequena caixa para Hermione, sendo interrompido por Narcisa neste exato momento.

- E por que você mesmo não entrega, filho? – perguntou.

- Não vou deixá-la enquanto você não estiver bem! – cortou Draco.

- Mas eu estou ótima e me sentiria mais tranqüila sabendo que você está em segurança e feliz! E não aceitarei protestos, rapazinho! Remo, você poderia fazer a gentileza de levar meu filho com você? Ele já passou tempo demais cuidando de mim... – falou decidida, beijando o rosto do filho.

- Claro, Narcisa! Nos vemos em breve! – e aparatou levando Draco para Nova Délhi.

----------Notas da Autora---------

Antes de mais nada, quero lembrar que esse capítulo foi escrito em 2007, muito antes das influências da rede globo, rs. Espero que tenham gostado e continuem acompanhando a Fênix.

Agradecimentos super especiais para: Márcia, , C.K. Lupin, Lara e MariZinha. Obrigada por alegrarem meus dias com seus comentários, meninas!

Imogen