Cap. X - Reis e Vassalos

Aproximava-se das onze horas da noite, o vento que entrava pela janela começava a ficar cada vez mais frio e aos poucos se iniciava uma chuva fina; Era possível escutar o barulho das gotas de água ao se chocarem contra as folhas das plantas que compunham o jardim do pátio interno.

Reunidos na sala do antigo casarão, os jovens protegidos da Ordem de Fênix pensavam ter motivos para comemorar; Ao que tudo indicava a estadia no México seria extremamente agradável, em parte pela companhia de Lupe, em parte pelo espaço de que tanto sentiam falta na Índia.

Sentados nas extremidades de um grande sofá aveludado de cor esverdeada, Draco e Hermione, trocavam olhares e sorrisos, sem prestar nenhuma atenção na conversa que se desenrolava em volta deles.

Rony contava uma anedota, quando começou a se sentir incomodado com o mais novo casal do grupo, que definitivamente não estava ouvindo uma palavra do que o ruivo estava falando, o deixando desconfortável a ponto de interromper seu raciocínio e questionar a situação.

- Eu tô ficando doido ou alguém tá vendo mais tá vendo o que eu tô vendo? – perguntou Rony um tanto confuso ao observar Hermione.

- Finalmente todos nós estamos vendo, Ronald. – respondeu Gina aliviada, recebendo um olhar contrariado do irmão que se levantou e se sentou a lado de Harry que permanecia com um olhar de desgosto.

- O que vamos fazer? – perguntou Rony para Harry sem que as meninas pudessem ouvi-lo.

- Acho que não há nada a fazer, a não ser ficar de olho... Eu já avisei que se ele a magoar, é um homem morto. – falou Harry sério, recebendo um aceno de concordância do amigo.

O incômodo dos garotos era visível e antes que acontecesse algo desagradável, Gina e Luna decidiram intervir e propor um jogo, onde meninos e meninos se enfrentariam e onde caberia aos vencidos permanecerem um dia inteiro sob as ordens dos vencedores.

- Então Mi, se junte a nós e vamos acabar de vez com esses garotos bobos! – falou Luna sorrindo, enquanto puxava a amiga pelo braço a afastando de Draco.

- Do que ela está falando? – perguntou Draco sem entender.

- Nada demais, é só uma brincadeira: Reis e Vassalos – explicou a castanha sorrindo.

- Ok! Todos já sabem como funciona: 3 minutos para escolher a tarefa dos adversários! Algo difícil, mas não impossível, porque a qualquer minuto os papéis poderão ser invertidos e você terá que realizar sua própria tarefa. O vencedor ganha o poder sobre seu adversário por 24 horas. –declarou Gina.

Logo as três garotas estavam no canto da sala cochichando mil maldades para as tarefas de seus oponentes. Draco as olhava atento achando graça da seriedade com que tratavam a tal brincadeira, que na verdade lhe parecia um tanto tola, mas não diria nada pelo simples fato de que Hermione parecia feliz e isso era tudo o que lhe importava. Permanecia inerte, perdido em pensamentos, quando foi bruscamente despertado pela voz de Rony:

- Vai ficar parado aí a noite inteira e levar um banho dessas metidas, ou vai ajudar? – disse o ruivo no seu tom habitual de impaciência.

Draco ainda não estava convencido, mas na falta de uma opção melhor, decidiu se levantar e ir até os garotos que pareciam completamente perdidos.

- E então? Qual é a estratégia? – perguntou o sonserino com certa indiferença.

- Esse é o problema! Não temos nenhuma! Temos que pensar em tarefas difíceis, que nós possamos realizar, mas elas não! – respondeu Harry.

- Se elas falharem e nós cumprirmos a tarefa ganhamos os pontos, é só isso? – questionou Draco irritando os garotos.

- È, é "só" isso, Malfoy! – revidou Rony estressado.

- Ok! Temos pouco tempo, então vamos ao que interesse eu pedirei a Gina que me traga o xale que Lupe estava usando e faça uma imitação dela. – disse Harry já se divertindo com a idéia.

-Eu... Eu vou pedir que Luna diga a escalação completa da seleção inglesa de quadribol! – disse Rony sorrindo.

- E você, Malfoy? O que vai pedir a Hermione? – quis saber Harry, intrigado com o silêncio do rapaz.

- Não se preocupe Potter, já tenho algo em mente. – respondeu arrogante.

Após três minutos, meninos e meninas permaneciam frente á frente, se encarando.

- Tudo bem, acho que elas não vão ter como vencer desta vez. – disse Harry tranqüilizando Rony.

- Vamos começar logo com isso! Todos conhecem as regras, mas só para relembrar não será admitido o uso de nenhuma forma de magia. Luna dirá a primeira tarefa! – iniciou Hermione.

- Certo! Quero que Rony Wesley vá até o jardim interno e me traga uma aranha em suas mãos. – decretou Luna, deixando Rony em pânico.

-A-aranha, você disse? – perguntou o ruivo tentando disfarçar o tremor de sua voz.

- Isso mesmo! – insistiu a loira.

- Vamos Rony pode ser uma aranha pequenininha, ela não falou nada sobre o tamanho. –disse Harry empurrando o amigo pela porta que dava acesso ao jardim interno.

Minutos depois, Rony retornava à sala com uma expressão derrotada no rosto e declarava: "- Eu não posso!", fazendo com que as garotas vibrassem e Harry e Draco o encarassem com uma expressão de reprovação.

Imediatamente Luna saiu em direção ao jardim interno e poucos segundos depois retornava trazendo em suas mãos uma aranha pequena e inofensiva, fazendo com que o ponto fosse declarado em favor de sua equipe.

- Tudo bem, cara! È hora de darmos o troco! – falou Harry. – Desejo que Gina Weasley faça para todos os presentes uma imitação da nossa simpática anfitriã, Lupe, usando seu xale!

Harry acreditava que a namorada não seria capaz de simplesmente "pegar emprestado" o tal xale e já cantava vitória.

- Oh, Merlin! Como vou entrar no quarto da Lupe e pegar o xale sem que ela note? Ela nem mesmo nos disse qual era o seu quarto... - disse a ruiva preocupada.

- Calma Gi, você consegue! É só ter cuidado e não fazer barulho... – disse Luna.

- Tudo bem! Eu consigo! – disse a menina decidida enquanto subia as escadas à procura do quarto de Lupe, deixando para trás o namorado atônito.

O corredor tinha pouca iluminação e um grande número de portas exatamente iguais, o que dificultava muito as coisas. Gina tinha um palpite que encontraria o precioso xale no quarto que se localizava no final do corredor; Abriu a porta devagar, mas para sua decepção, era Moody quem dormia ali. Seguiu verificando mais algumas portas, até que viu o pela fresta da porta o xale colorido pousado sobre um móvel de madeira, finalmente havia encontrado o quarto certo.

Empurrou a porta com cuidado e olhou em direção a cama para se assegurar que Lupe dormia, mas para não havia ninguém na cama e ela acabou sendo surpreendida pela senhora rechonchuda que permanecia acordada rezando um terço.

- Diós mio! Que susto me destes chica! Que passas? Estás bem? – perguntou aflita, ao ver Gina que neste momento se encontrava branca como uma folha de papel.

- Me perdoe, Lupe! Está tudo bem sim! – disse a jovem completamente envergonhada.

- Então, tu te perdestes? – tentou a senhora.

- Não, na verdade estávamos fazendo um jogo e minha prenda era pegar seu xale, mas era só uma brincadeira e eu iria devolvê-lo em seguida. – explicou Gina encabulada.

- Ah! Um juego de prendas! E porque não disse antes! Pode levar o xale, não tem problema! Tenho muitos destes... – falou Lupe achando graça e mostrando a garota uma infinidade de xales de todos os tipos que tinha em seu guarda-roupa.

- Muito obrigada, Lupe! – agradeceu a garota se retirando em seguida.

- Mas não se demorem a ir deitar que já está mui tarde! – advertiu carinhosamente a senhora.

- Pode deixar! – respondeu a ruiva fechando a porta.

Gina descia as escadas enrolada com o tal xale e com um sorriso triunfante, deixando os meninos pasmos com seu sucesso.

- Não acredito que ela conseguiu! – dizia Harry a si mesmo, quando sua namorada literalmente incorporou o espírito de Lupe e deu um verdadeiro show misturando inglês e espanhol e realizando uma imitação tão perfeita que arrancou aplausos até de Draco.

- É Weasley, tenho que reconhecer que você merece o ponto! – disse Draco tentando segurar o riso diante das caras e bocas de Gina.

Enquanto as meninas comemoravam, Harry e Rony começavam a ficar tensos imaginando o que poderia lhes aguardar.

- Tudo bem, seja o que vier agora, teremos que fazer! Não podemos deixar que ganhem! – dizia Rony, quando foi interrompido pela irmã.

- Ok! È minha vez! Quero que Harry Potter se vista de mulher e abrace seus amigos! – disse Gina causando risos e protestos ao mesmo tempo.

- Gina Weasley! Que espécie de namorada é você! Eu não vou fazer isso! – dizia Harry alterado.

- Então diga que não pode, amor! – respondeu Gina de imediato.

- Calma Harry! Se você não fizer não teremos mais como ganhar delas e você lembra o que aconteceu da última vez que elas ganharam... – dizia Rony fazendo o amigo pensar.

- Ora, Potter, você não tem segurança suficiente de suas convicções para colocar uma saia por alguns segundos? Fique sabendo que na Grécia antiga, homens costumavam interpretar os papéis femininos no teatro e nem por isso deixavam de serem homens de verdade. – disse Draco se divertindo mais do que devia com a situação.

- Droga! Como vou fazer isso? – perguntava Harry derrotado.

- Você pode usar minhas roupas – ofereceu Luna, guiando Harry até seu quarto, para minutos depois retornar ao lado de Harriett.

Harry, emburrado, desceu as escadas acompanhado por Luna, trajando um vestido azul de mangas meio fofas, com um cinto largo prateado na cintura e sapatos de salto alto. Seu cabelo estava cheio de gel e com fivelas coloridas; Seu rosto havia sido coberto com uma maquiagem nada discreta, fazendo com que ninguém conseguisse segurar o riso.

- Eu não acredito! – dizia Hermione vendo o amigo tentar se equilibrar em cima dos saltos.

-Amor, você está... Está ótimo! – dizia Gina sorrindo, fazendo com que Harry lhe lançasse um olhar assassino.

Rony e Draco riam descontroladamente da situação de Harry até que Luna interrompeu, lembrando:

- Agora só falta o abraço nos amigos!

Imediatamente surgiu um incômodo silêncio no ambiente. Aquela situação já tinha ido além do limite para Harry e ele não estava disposto a abraçar Rony vestido daquela maneira e muito menos abraçar Draco Malfoy.

- Vocês já se divertiram o suficiente! Vou subir agora mesmo e me livrar dessas porcarias todas! – disse Harry zangado já se dirigindo as escadas.

- Tudo bem! Vá em frente Harry e perca a tarefa! – provocou Hermione, fazendo com que Harry parasse e se aproximasse dela ainda mais furioso.

- Tudo bem! Eu vou terminar essa maldita tarefa! Mas garanto que quando forem as vassalas vão se arrepender dessa gracinha! – disse o moreno caminhando até Rony e Draco e puxando os dois pelo pescoço ao mesmo tempo num gesto rápido, sem que houvesse tempo para protestos.

- Me larga, Potter! Eu não concordei em abraçar você! – disse Draco revoltado empurrando o garoto.

- Mas agora já abraçou! – respondeu Harry dando as costas para o sonserino. – Além disso, se não ia abraçar, porque eu teria me convencido a me fantasiar desse jeito?

- E você acha que eu ia perder a chance de ver você pagar esse mico? – disse Draco sorrindo e provocando a ira do grifinório.

- Eu te pego, Malfoy! – disse Harry partindo com tudo para cima de Draco.

Uma briga feia teria começado ali mesmo se Rony não tivesse separado os dois e lembrado que aquilo era uma brincadeira e que eles estavam jogando no mesmo time. Embora ainda se encarassem raivosos, ambos concordaram em terminar o jogo.

Até aquele momento as meninas levavam a melhor e tinham a pretensão de manter a vantagem, até que foram surpreendidas com a tarefa de Rony para Luna.

- A senhorita Luna Loveggod deve nos dizer neste exato momento, a escalação completa da seleção inglesa de quadribol!

- Mas eu não entendo nada de quadribol! Não tenho a menor idéia de quem sejam os jogadores da seleção inglesa! Isso foi golpe baixo, Ronald! – protestou a garota.

- Apenas diga que não pode, minha linda! – dizia o ruivo visivelmente feliz, fazendo com que Luna bufasse de raiva.

- Eu não consigo! – declarou a menina, admitindo a derrota, e em seguida ouvindo Rony listar os jogadores em ordem alfabética, deixando meninos e meninas empatados no jogo.

-Muito bem agora só faltam duas tarefas! Hermione, você começa! – falou Gina.

- Se eu devo começar, prefiro tentar cumprir a tarefa que me for designada, se concordarem! – falou a castanha decidida.

- Se você prefere... È o Malfoy que vai dizer sua tarefa. – falou Rony, fazendo com que todos voltassem sua atenção para Draco.

- Muito bem! Creio que você não terá nenhum problema em solucionar um pequeno enigma para mim. – disse o loiro rodeando a menina. – È muito simples na verdade: desejo que desvende a identidade de três estados irmãos, onde percebemos um com muitos anos e mais novo ainda não nascido.

- E para que não restem dúvidas escreverei a resposta e a deixarei sob os cuidados de Lovegood. – disse Draco estendendo um papel dobrado para Luna.

- Três estados irmãos, onde temos um com muitos anos e mais novo ainda não nascido... - repetia Hermione, tentando raciocinar. Se um irmão tem muitos anos, deve ser este o mais velho...Velho, Primeiro, Antigo; Se um ainda não nasceu, certamente será o último, o mais novo. Novo, velho, antigo, último, passado.... – divagava a garota sentada numa velha poltrona marrom.

- Você sabe a resposta? – Rony perguntava baixinho para Harry.

- Eu não! Você sabe? – Harry devolvia a pergunta, fazendo com que os dois se olhassem meio desconfiados.

- Não se apresse, querida! Temos a noite toda! – provocava Draco, recebendo um olhar de censura de Gina, quando Hermione se levantou bruscamente, anunciando já ter uma resposta.

- Foi uma ótima tentativa senhor Malfoy, mas estou certa de que tenho a resposta do seu enigma. – falou a castanha vitoriosa.

- E qual seria tal resposta? – testou o loiro.

- Na verdade existem duas respostas. – declarou Hermione causando surpresa até no próprio Draco. – Tanto posso responder que estava se referindo ao presente, passado e futuro, como posso dizer que se referia ao ontem, hoje e amanhã!

- Ok! Presente, passado e futuro! Mione você conseguiu! – falou Luna sorridente, mostrando a todos o conteúdo do papel.

- Muito bem, é a vez de Hermione dizer a tarefa de Draco e lembro que se ele falhar e ela cumprir, nós ganhamos! – provocou Gina.

- A minha tarefa também é simples: desejo que cante algo que quisesse dizer para mim. Creio que o piano da Lupe possa te ajudar. – disse a castanha tranquilamente.

- Ah! Porque eu tenho que me vestir de mulher e passar a maior vergonha da minha vida e ele tem apenas que cantar uma música qualquer! – protestou Harry, enquanto Draco permanecia imóvel.

Ao contrário do que Harry e todos os presentes pensavam, aquela tarefa era tão ou mais cruel do que qualquer outra. Expor seus sentimentos em público era algo que definitivamente aterrorizava Draco Malfoy. Cantar algo para Hermione significava fazer uma declaração explícita e ele não estava preparado para aquilo; Por outro lado se negasse, acabaria magoando a garota. Estava num beco sem saída.

- Anda Malfoy! Essa é muito fácil, canta "Only you" e pronto! – disse Rony impaciente.

- Lamento, Weasley! Mas receio não conhecer essa canção... – respondeu Draco com uma expressão que denunciava que idéias malignas se passavam em sua mente.

A solução de seu problema apareceu diante de seus olhos e na verdade, era bastante óbvia: inverter o jogo. Ele se aproximou de Hermione e disse baixinho, de modo que apenas a castanha o escutasse: "- Estou apaixonado por você e não ligo a mínima em dizer isso na frente desses perdedores, mas hoje gostaria de ouvir o que você tem a dizer para mim!" – deixando a garota completamente trêmula.

"Oh! Merlim! Ele disse mesmo o que penso que ele disse? Ele falou com todas as letras que está apaixonado por mim?" – Hermione sentia-se como se tivesse acabado de ganhar o melhor presente de sua vida, pela segunda vez no mesmo dia e perdia-se em pensamentos, sem ligar para mais nada, quando ouviu a voz de Draco declarando que não podia cumprir a tarefa.

- Muito bem! Eu inverto a prova! Cumpra e vença o jogo! – o loiro instigava Hermione, sem se importar com os protestos de Rony e Harry, que estavam furiosos.

- Eu não acredito! O que esse imbecil fez? Podíamos ter ganhado! Eu não quero ser empregado delas o dia inteiro! Lembra o que aconteceu da última vez? Elas me fizeram desistir do jogo dos Cannos para levá-las a um monte de lojas trouxa e ficar carregando um monte de sacolas! – dizia Rony revoltado.

- Calma, Rony! Hermione não cumpriu a prova, então ainda não perdemos tecnicamente. – disse Harry lembrando de como a amiga era tímida.

- Não por isso, Harry! Mione vai cantar agora mesmo! – respondeu Luna levando a amiga até o piano.

- Desculpem, meninas, mas acho que não posso fazer isso! Não consigo pensar em nenhuma música! Faz muito tempo que não toco, acho que não me lembro mais! – disse a castanha tentando se esquivar e deixando um loiro profundamente decepcionado.

- Claro que você ainda se lembra, Mi! É só começar a cantar! Pensa como vai ser bom mandar neles um dia inteirinho!- incentivou Gina, fazendo com que Hermione sorrisse.

- È! Mi, canta aquela música que você cantou outro dia... A música do príncipe encantado! - pediu Luna, fazendo com que Hermione se sentasse ao piano e encarasse Draco uma vez mais antes de dedilhar as primeiras notas e começar a cantar:

"There is something that I see in the way you look at me

Há algo que eu vejo no jeito que você me olha

There's a smile, there's a truth in your eyes

Há um sorriso, há uma verdade nos seus olhos

But an unexpected way, on this unexpected day
Mas de um jeito inesperado, em um dia inesperado

Could it mean this is where I belong
Pude saber que é disso que eu dependo

It is you I have loved all along
É você que eu tenho amado todo tempo

It's no more mystery! It is finally clear to me!
Não há mais mistérios! Isso finalmente ficou claro pra mim!

You're the home my heart searched for so long
Você é o lar que meu coração procurou por tanto tempo

And it is you I have loved all along
E é você que eu tenho amado todo tempo!"

Era difícil explicar a mistura de sensações que se faziam presentes em Draco Malfoy; Ele que nunca suportou a idéia da derrota, desistiu propositalmente do jogo, permitindo que as meninas saíssem vitoriosas. Mas este era apenas um fato insignificante, porque no final ele tinha ganhado o prêmio. Ouvia cada palavra na voz tão doce e incrivelmente afinada de Hermione e tinha certeza de que eram realmente ditas para ele. Não lhe importava a fúria dos outros garotos ou o que viria no dia seguinte. Definitivamente havia vencido! Ela o amava e isso era tudo que ele precisava saber.

-------------Notas da Autora------------

Eu sempre fui uma leitora voraz de fics Draco/Hermione e o que mais me chateava era que algumas histórias maravilhosas demoravam meses para serem atualizadas ou simplesmente eram interrompidas sem maiores explicações; Por isso, quando decidi escrever "Fênix", quis fazer algo diferente; Atualizo no limite das minhas forças para escrever tentando fazer sempre o melhor, procuro ficar atenta as sugestões (mesmo que não as utilize de imediato) e junto com o Arzobispo coloco uma capa para cada capítulo... São pequenas coisas, mas este foi o modo que encontrei para tentar agradar pessoas, que como eu, se divertem lendo essas histórias.

E em menos de um mês, uma autora completamente desconhecida, sem Orkut e se amigos que compartilhem do gosto por Harry Potter e companhia, conseguiu escrever uma fic com 10 capítulos e recebeu 200 acessos! Não podia haver melhor resposta e eu agradeço sinceramente por isso!

Em especial, a Michele minha consultora e a Liana que tem me acompanhado desde o início e minhas novas leitoras que gentilmente deixaram comentários com incentivos! Muito obrigada a todos!

Até o próximo capítulo!

Imogen