Cap. XV – Prelúdio de Sangue
Comensais da morte rondavam a floresta russa sedentos por sangue. Optaram por afastar-se de seu mestre e se distanciar do principal alvo das ações para tomar o poder em um momento extremamente crítico; E tal conduta só poderia se justificar pelo fato de buscarem algo deveras precioso para a continuação dos planos de Voldemort.
Após uma longa tarde dedicada ao cumprimento de sua missão, a confraria de bruxos das trevas, se reunia no centro da floresta para montar o acampamento, no qual deveriam permanecer até o nascer do sol. A ausência de Antônio Dolohov não havia passado despercebida; Mas as ordens eram claras e nenhum deles ousaria se distanciar do seu objetivo.
Certas decisões não devem ser tomadas impulsivamente, mas existem outras que devem necessariamente contar com ousadia e impetuosidade para atingirem um resultado positivo. Se não havia um grupo de aurores treinados e aptos para enfrentarem a situação, partiriam para atrevimento; Um ex-comensal e um grupo de alunos que ainda nem haviam concluído os estudos, entrariam na floresta e usariam tudo o que podiam para enfrentar a elite das Trevas.
Severo Snape tinha seus próprios motivos para acreditar que a captura de um grupo de comensais da morte de alto escalão poderia desestabilizar os planos do Lord das Trevas e marcar o início da reação da Ordem de Fênix contra o medo e a escuridão que se abatia sobre o mundo mágico. Com todos os acontecimentos, o professor não teve chance de relatar o que se passava em Londres, de modo que somente ele tinha a exata noção da delicada situação que a Ordem se encontrava; Além disso, depois de tudo que passara sendo acusado e antecipadamente condenado pela morte de Dumbledore, talvez aquela fosse simplesmente uma nova chance.
Diante da convicção de segurança demonstrada pelos alunos, em especial por Harry, Snape decidiu que aceitaria a proposta e arriscaria sob a perspectiva de obter um bem maior.
O sol começava a se pôr em Katyn; Logo a noite chegaria, trazendo consigo a escuridão, que dessa vez era ansiosamente aguardada, por ser o disfarce natural perfeito para a ocasião. Mesmo não concordando com a idéia princípio, Hermione se mostrava completamente disposta a lutar junto aos amigos, ignorando todos os riscos a que seria inevitavelmente exposta. Situação que incomodava Draco, que aproveitou uma breve ausência de Snape para tentar convencer a namorada a não se expor ao perigo.
- Aconteça o que acontecer, eu não quero que deixe esta cabana! – decretou o loiro autoritário, segurando o braço de Hermione.
- Sinto muito, mas não posso atender esse pedido, Draco. – respondeu segura soltando seu braço.
- Você não vai sair, está me ouvindo? – disse o sonserino com um olhar mortal.
- Hei, Malfoy! Quem você pensa que é para falar assim com ela? – interveio Rony zangado com a atitude autoritária de Draco.
- Penso que sou alguém que se preocupa com ela e que está tentando protegê-la! – respondeu Draco encarando Rony e fazendo com que Hermione sorrisse mentalmente diante da preocupação que ele demonstrava.
- Todos nós nos preocupamos com a Mione, mas ela sempre lutou ao nosso lado e não vejo porque seria diferente dessa vez. – disse Harry entrando na conversa.
- São comensais de alto escalão que vamos enfrentar lá fora! Ela não é sangue-puro e se algo sair errado, nenhum de nós sofreria tanto quanto ela. – argumentou Draco.
- Eu sei disso, Malfoy! Mas acho que cabe a Hermione decidir. – disse Harry olhando para a amiga.
O medo algumas vezes pode ser o nosso maior inimigo. Se a morte os aguardava fora da proteção daquela casa, ela os encontraria cedo ou tarde. E pelo que mais valeria a pena viver, se preferisse se esconder a lutar ao lado das pessoas que ama? Hermione não hesitou nem por um instante. Mas antes que pudesse dizer algo, Snape retornou à sala e colocou sobre uma pequena mesa as varinhas de cada um de seus protegidos e foi justamente a menina de olhos cor de avelã a primeira a tomar de volta para si, sua maior aliada.
Snape deixou claro que ele estava no comando e que a única forma de serem bem sucedidos seria a total fidelidade as instruções que ele iria dar. Tudo devia ser milimetricamente calculado, pois qualquer passo em falso poderia por tudo a perder. Todos ouviam atentamente as palavras do professor, mas a estratégia apresentava falhas.
Não havia certeza do número que comensais que podiam estar na floresta e de como reagiram à ausência de Dorlohov, além disso, a aproximação seria um momento decisivo e certamente merecia mais atenção, situação que foi colocada por Rony.
Como um excelente jogador de xadrez, Rony sabia que a forma de abordagem poderia fazer muita diferença no resultado final da operação; E se precisavam se utilizar do efeito surpresa, conforme havia sugerido Snape, deveriam fazê-lo da forma mais inteligente e segura possível. Em poucos segundos o jovem Weasley traçou um esboço de como agiriam, surpreendendo muitíssimo Severo Snape que até então o considerava um aluno medíocre e incapaz de demonstrar qualquer traço de inteligência.
Agora tinham um verdadeiro plano e deveriam executá-lo imediatamente. Assim que todo o céu foi tomado pela escuridão, deixaram a cabana ocultos por capas negras semelhantes as que eram usadas pelos seguidores de Voldemort. O frio era intenso, mas ninguém se importava. Seguiram juntos buscando sinais de presença humana e caminharam por quase uma hora até identificarem um rastro que pudessem seguir.
Snape e Draco sentiam alguma dificuldade em percorrer a floresta escura e perigosa, mas se esforçavam para não demonstrar; Harry e os outros caminhavam seguros com a desenvoltura de quem conhecia bem as trilhas e armadilhas de Katyn, resultado de dias correndo a floresta para cumprir as exigências do guardião-carrasco, como costumavam dizer.
Estavam tão determinados que não já não sofriam os efeitos do frio ou do cansaço; Percebendo que se aproximavam do acampamento dos comensais, diminuíram o ritmo e começaram a colocar em prática a estratégia montada por Rony. Apenas com um gesto, Snape indicava aos alunos a direção que deveriam tomar a fim de cercar o local. Nenhum ruído era emitido.
Harry foi o primeiro a se desgarrar do grupo, caminhava com todo o cuidado entre a vegetação congelada, até atingir a posição determinada, quando sinalizou para o grupo, autorizando Draco a começar a se afastar. O ritual foi repetido por cada um, até que o acampamento estivesse cercado. As ordens eram claras, deveriam agir juntos para que o feitiço conseguisse a eficácia esperada e por isso era preciso esperar uma oportunidade para se aproximarem mais do alvo.
Era preciso controlar a mente e acalmar o corpo. De onde estavam puderam observar o grupo de comensais se movimentarem até que o momento em que o sentinela sucumbiu ao sono e cochilou. Era chegada à hora; Snape sinalizou com sua varinha e todos se aproximaram e simultaneamente atacaram.
- Petrifucus Totalus! - Gina e Luna atacaram Fenrir Greyback que permanecia como vigia do acampamento com um feitiço simples, porém eficaz, fazendo com que o homem-lobo perdesse de imediato todos os seus movimentos.
Harry e Draco vinham pela parte de trás da cabana e buscavam neutralizar os comensais antes que estes atacassem Snape que viria pela frente, seguido por Rony e Hermione que investiram pelas laterais. Cada um mantendo sua posição e cumprindo o seu papel, lançavam feitiços contra os comensais.
Os garotos lutavam com o máximo de suas forças, mas vez por outra acabavam desviando sua atenção para suas respectivas namoradas, que mostravam coragem e desenvoltura surpreendentes. Era estranho tentar proteger outra pessoa, ao invés de proteger primeiro a si mesmo, mas no momento, todos os seis jovens compartilhavam essa sensação.
- Estupefaça! – gritou Rony surpreendendo Mcnair fazendo com que o homem caísse no chão imóvel.
No entanto, o feitiço de Rony acabou por alertar Crabbe, Goyle e Nott, que saíram da tenda de varinha em punho atacando ferozmente a Rony, Snape e Hermione, que revidavam à altura. O que se via era um festival de feixes de luz coloridos sendo lançados de um lado para outro, entre gritos e muita correria.
Draco viu quando Nott saia da cabana e apontava a varinha em direção à Hermione; Novamente se encontravam, e depois do que havia se passado há tempos atrás na casa dos Weasleys, certamente o comensal não pensava em poupar a menina.
- Rictusemp.. – bradou o comensal tentado ferir Hermione.
- Impedimenta! – gritou Draco se precipitando bruscamente até a namorada, fazendo com que seu capuz deslizasse e acabasse revelando sua identidade acidentalmente.
- Você! Não escapará novamente, jovem Malfoy! Sectumsempra! – berrou o comensal atingindo Draco pelas costas.
Hermione ficou desesperada ao ver a expressão de dor no rosto de Draco, não tinha tempo para pensar e instintivamente abraçou o namorado lançando um feitiço para congelar o comensal. Harry e Snape duelavam com Crabbe e Goyle, enquanto Rony partia em socorro a Hermione e Draco.
Num descuido, Snape foi atingido de raspão por um feitiço ficando vulnerável ao ataque de Goyle, que se preparava para atingi-lo com uma maldição imperdoável, quando foi impedido por Harry, que conseguiu desarmar Crabbe e atingir Goyle em seguida, salvando a vida de Snape.
Em relativa segurança, Luna e Gina entravam sorrateiramente na tenda à procura de tudo que pudesse ser usado contra Voldemort. A exemplo de qualquer tenda enfeitiçada, o interior do esconderijo dos comensais surpreendia pela amplidão e organização. Uma enorme mesa de madeira repleta de pergaminhos e frascos contendo ingredientes raros chamou a atenção de Luna, que rapidamente se dirigiu ao local recolhendo tudo o que podia com a ajuda de Gina.
Do lado de fora, Fenrir Greyback transformado em lobo lançava-se em direção a Harry, quando Snape, devolvendo o favor, empurrou o jovem e automaticamente se tornou o alvo da fera, que cravou suas presas no professor que caiu no chão desacordado, deixando a Harry e a Rony a missão de vencer o restante dos comensais.
Tudo parecia está fora de controle; Os comensais levavam vantagem, quando Draco conseguiu ficar de pé e Hermione convocou Gina e Luna para atacarem seus inimigos que agora perseguiam Harry e Rony. Ao sinal de Hermione, os jovens bruxos se dividiram em duplas, atacando simultaneamente, os comensais e finalmente conseguindo êxito.
- Glacius!- gritaram ao mesmo tempo, disparando feixes de luz azuis e formando um enorme bloco de gelo que aprisionava os comensais.
Haviam vencido, retornariam à Londres levando alguns dos principais aliados de Voldemort completamente rendidos. Hermione respirava aliviada e abraçava a Draco, quando uma figura surgia das sombras e os atacava com fúria.
- Sectumsempra!- gritou Bellatrix Lestrange.
Num gesto rápido Draco girou protegendo Hermione com seu próprio corpo e recebendo o feitiço. Era atingido pela segunda vez no mesmo local e desta vez os ferimentos eram ainda mais profundos.
Hermione foi tomada pela fúria e atacou a bruxa com todas as suas forças; No entanto, embora a jovem demonstrasse uma força e uma determinação impressionantes, Bella era uma duelista experiente e estava levando a melhor.
Luna correu até Hermione e tentou pretrificar Bellatrix, mas não obteve sucesso; Antes que pudesse lançar o feitiço, a comensal a estuporou e percebendo que todos os seus comparsas se encontravam fora de combate, aparatou deixando no ar uma promessa de vingança e o som de sua risada insana.
Snape e Draco permaneciam desacordados; Harry, assim como Rony e Hermione, apresentava alguns ferimentos, mas sem gravidade. Deviam sair dali imediatamente. Bellatrix poderia retornar a qualquer minuto trazendo reforços e não podiam correr esse risco.
Utilizando um feitiço de levitação, Gina e Hermione se encarregaram de levar Luna, Snape e Draco de volta para a cabana, enquanto Rony e Harry prendiam os comensais na caverna e a lacravam com um feitiço. Precisavam entrar em contato com a Ordem imediatamente, mas somente neste momento Hermione percebeu mais uma falha no plano: ninguém havia se lembrado de perguntar onde se localizava a nova sede. Não podiam usar a lareira que era protegida por um feitiço de vedação e corujas estavam fora de cogitação.
Cada minuto agravava mais o quadro. A tensão era total, mas não havia escolha a não ser esperar Snape acordar. O professor havia sido gravemente ferido e demorou a recobrar os sentidos. No outro quarto, Hermione tentava em vão fechar os cortes na pele de Draco, mas o feitiço não dava resultado, fazendo com que a garota se desesperasse diante da dor que o rapaz sentia, ainda que ele tentasse ao máximo se conter, procurando não assustá-la.
A menina que sempre foi tão meiga e tão doce experimentava pela primeira vez a sensação de odiar alguém verdadeiramente. Era ódio o que sentia por Bellatrix Lestrange; Como poderia ter ferido o próprio sobrinho daquela maneira? Mesmo percebendo o que havia feito, não demonstrou nenhum traço de remorso. Aquela mulher não tinha coração e não merecia piedade.
Após algum tempo, Gina avisou a todos que finalmente Snape havia recobrado a consciência. Harry e Rony seguiram a garota entrando no quarto do professor onde já se encontrava Luna plenamente recuperada. Nem foi preciso que alguém falasse para que Snape tomasse a iniciativa de pedir sua varinha e enfeitiçasse um espelho colocando Harry em contato com Moody.
- Moody! Moody! – chamava Harry aflito.
- Harry? È você? – respondeu o velho auror depois de algum tempo, visivelmente intrigado com a aparição do rapaz.
- Moody precisamos de ajuda! Você tem que vir agora! Não temos muito tempo! – falava o rapaz exaltado.
- O que houve? – quis saber Moody.
- Comensais acamparam próximos ao nosso esconderijo; Houve uma batalha e Snape e Malfoy foram feridos! Conseguimos capturar alguns comensais, mas Bellatrix escapou e tememos que ela possa retornar! – disse o moreno em um só fôlego, deixando Moody perturbado.
Apesar do nervosismo, Harry se saiu muito bem na tarefa de relator e após revelar as coordenadas do esconderijo, não demorou mais do que cinco minutos para que grande parte dos membros da Ordem de Fênix aparatassem no local.
Era surpreendente a maneira como aqueles jovens junto a Severo Snape tinham conseguido enfrentar um grupo de comensais experientes e poderosos, e ainda, recuperar uma enorme quantidade de ingredientes poderosos que certamente seriam usados para fortalecer Voldemort. Arthur e McGonagall mal podia acreditar na força e na coragem daquele grupo.
Moody, Lupin e Tonks, guiados por Rony, se encarregaram de dar o destino adequado ao grupo de comensais da morte que se encontravam presos na caverna; Enquanto Arthur Weasley e Minerva McGonagall se encarregavam de Snape e de preparar a partida do grupo. Após os últimos acontecimentos, todos deveriam partir imediatamente para Londres.
Hermione permanecia no dormitório se esforçando ao máximo para aliviar a dor de Draco que tinha cortes profundos nas costas. Era uma visão realmente triste: o sangue corria sem trégua, manchando a pele alva do rapaz que parecia cada vez mais fraco. Mas apesar de tudo, Draco não parecia disposto a se entregar e provocava Hermione, tentando distraí-la.
- Essa é a segunda camisa que estrago por sua causa! Acho que é melhor começar a cobrar... – falou o loiro disfarçando o esforço.
- Acho que melhor o senhor ficar quieto! Sabe que não deve se esforçar! – repreendeu Hermione, enxugando uma lágrima que teimava em correr sua face. Sentia-se culpada, pois sabia que o feitiço era destinado a ela.
- Depois dessa, será que você ainda vai querer sair comigo? Sinto que estou te devendo um encontro de verdade, sem tentativas de afogamento, planejamentos de guerra, ou comensais querendo nos matar... – brincou o sonserino.
- E não acha que sozinho comigo ficaria entediado? – provocou a menina entrando na brincadeira.
- Posso pensar em várias maneiras de afastar o tédio! – respondeu malicioso, arrancando um meio sorriso de Hermione.
Neste instante, Hermione foi despertada pelo barulho da porta sendo aberta e revelando a presença de uma senhora muito bonita e elegante, que se precipitava em direção ao filho.
- Draco, o que fizeram a você, meu filho? – perguntava a mulher com lágrimas nos olhos.
- Mãe? – perguntou Draco surpreso. – Calma mãe, não foi nada!
- Como não foi nada? – dizia Narcisa com a voz trêmula, observando o corpo do filho cheio de cortes.
- Hermione? Você pode vir até aqui? – chamou Luna baixinho, fazendo com que a castanha acenasse positivamente. Mas antes que se levantasse, sentiu Draco apertar seu pulso como se dissesse que ela não deveria ir.
- Eu volto logo! – sussurrou a menina indo de encontro a Luna.
Luna permanecia na porta do dormitório segurando um pequeno frasco nas mãos e explicou para a amiga que Snape havia indicado aquela poção para ajudar a cicatrizar os cortes de Draco. O efeito não seria imediato, mas se aplicada corretamente, nas doses corretas, dentro de quarenta e oito horas, ele estaria recuperado. Hermione sorriu e sentiu seu coração se encher de alegria e alívio. Nunca imaginou que pudesse sentir tanto medo de perdê-lo.
Hermione retornou ao dormitório com uma expressão bem melhor. E se aproximou devagar com receio de interromper Narcisa que dizia alguma coisa para o filho; Pediu licença e entregou o frasco para a mulher, explicando as instruções dadas por Snape; Imediatamente, Narcisa começou a espalhar o líquido sobre os cortes, que paulatinamente pareciam clarear. Em alguns minutos, Hermione sentiu a mão de Draco deixar de apertar a sua... Havia adormecido, um efeito colateral conhecido do remédio.
- Me perdoe querida, fiquei tão nervosa com os estado do meu filho que nem sequer a cumprimentei! – desculpou-se Narcisa examinando cuidadosamente Hermione.
- Não se preocupe com isso, Senhora. – respondeu Hermione meio sem graça.
- Meu filho gosta muito de você e até alguns minutos atrás me perguntava se seria recíproco... Mas já não tenho qualquer dúvida. E agradeço por tudo o que tem feito por ele. – disse Narcisa fitando o coração em tom rosado no pescoço da garota e secretamente desejando que fosse aquele romance fosse passageiro.
- Acho que sou eu que tenho que agradecer; Devo minha vida ao seu filho. – respondeu Hermione.
A conversa foi interrompida por Minerva McGonagall, que avisava que havia chegado a hora de partir. A professora caminhou até Hermione e a abraçou ternamente, fazendo com que naquele instante a menina respirasse fundo e percebesse os ferimentos em seus braços e no seu rosto.
O sol já começava clarear a escuridão do céu; Era um novo dia e Londres os aguardava. Hermione viu quando Narcisa partiu levando Draco consigo; Em seguida observou McGonagall levar Snape, que ainda se encontrava gravemente ferido diretamente para o hospital St. Mungus.
Harry e Rony foram até a amiga, e a abraçaram como se agradecessem por estarem juntos e terem conseguido superar a morte mais uma vez; Após alguns segundos, Hermione levantou o olhar e estendeu os braços, num gesto para que Gina e Luna se juntassem a eles; Já não eram um trio, eram uma equipe.
O tempo no exílio trouxe importantes lições e que jamais seriam esquecidas para todos daquele grupo: humildade, respeito, coragem, amor e amizade a toda prova. O tempo cronológico podia ser considerado escasso para tanto, mas na vida daqueles jovens, aquele período significou a perfeita transição da adolescência para a vida adulta.
Todos sabiam que aquele não era o final, mais o início de uma grande batalha que eles enfrentariam, mas não temeriam o que o futuro, pois estariam juntos e era justamente nesse fato que residia sua principal fonte de força e maior vantagem. Eram amigos e sempre poderiam contar uns com os outros.
- Sinto interromper este momento de ternura explícita, mas está na hora de irmos para casa! – anunciou Tonks, reunindo-se aos garotos e os levando a nova sede da Ordem de Fênix.
- Fim -
O exílio havia finalmente chegado ao fim. Aparataram em uma rica sala de estar, muitíssimo bem decorada e que enchia os olhos de todos, mas Hermione não se importava com o luxo e a beleza do local, tudo o que a menina queria era ir ao encontro de Draco; Queria saber como ele estava e cuidar dele, mas numa casa tão grande, não sabia ao certo que direção devia tomar.
Em poucos segundos a senhora Weasley entrava na sala aos pulos, correndo em direção aos filhos e os abraçando; Por um momento Hermione, também desejou rever e poder abraçar seus pais, mas sabia que não era possível. Aproveitando que todos permaneciam distraídos, a garota subiu as escadas devagar e depois de alguns passos se viu parada diante de uma bela porta de madeira escura e seu coração lhe dizia que atrás dela poderia encontrar Draco, mas no momento em que tocou a porta sentiu uma sensação ruim se apoderar de seu corpo.
Mas a vontade de reencontrar Draco fez com que a menina ignorasse sua intuição e empurrasse a porta sem hesitar, deparando-se com algo que fez seu sangue gelar por completo.
Guerra.
Romance.
Confusão.
Uma maldição imperdoável.
Paixão.
Um acidente.
Mortes.
Fênix – parte II: Ascensão
-Notas da Autora-
De volta a Londres...Não sabia se escreveria sobre isso, mas depois de algumas mensagens que recebi nos últimos dias resolvi, que não devia parar agora, então vou guardar algumas coisas para essa próxima etapa, ok? Espero que tenham se divertido tanto quanto eu!
Agradeço por todo o carinho e atenção que eu recebi durante estes dias e espero reencontrá-los na segunda temporada da Fênix.
