Capítulo com lemon.

Capítulo VI

Severus passou as duas semanas seguintes trancafiado no laboratório, lendo e relendo poções que pudessem lhe ser útil. Contudo, o ex-professor estava começando a ficar sem esperanças. Ele já testara mais de dez poções e combinações de poções diferentes e nenhuma delas sugira efeito. O máximo que ele conseguiu foi suavizar as linhas das cicatrizes, mas elas persistiam, legíveis, angustiantes, horríveis. Uma lembrança física do pior dia da vida de Snape.

Harry nunca ficou tão frustrado como nessas semanas. Ele tentou ser paciente, mas a resistência de Severus começava a irritá-lo. Snape ficava naquele maldito cômodo cercado de livros, ingredientes e fumaça. Só saía de lá para dormir e, ainda assim, só ia para a cama altas horas, quando imaginava que Potter já estava dormindo. O ex-professor também não admitia ser tocado e somente quando Harry protestava muito, ele recebia um beijo muito casto e comedido. O que, obviamente, não era nada suficiente para saciar o desejo do garoto.

O rapaz estava farto de esperar. Essa situação com Snape estava ridícula. Ele não se importava com as marcas, quer dizer, se importava. Mas isso não o impediria de tocar em seu amante. Hoje eu resolverei esse problema, pensou decidido antes de sair de casa para ir assistir as aulas.

Potter voltou para a casa ao entardecer, trazendo um pacote com uma poção especial. Procurou Severus no quarto, mas não o encontrou. O que significava que o Snape provavelmente estava no laboratório.

Perfeito!, pensou Harry, sorrindo maliciosamente.


Severus estava sentado na poltrona no laboratório. O local estava totalmente escuro e a única claridade vinha da chama sob o caldeirão. Snape parecia triste e absorto demais em seus pensamentos.

Harry abriu a porta do laboratório em silêncio. Trazia duas taças com vinho tinto na mão.

Severus olhou para o rapaz.

"Posso ficar aqui com você?", indagou Potter.

Snape assentiu com a cabeça.

Harry sorriu e caminhou até parar em frente ao mais velho. Potter deu uma das taças para Snape.

O ex-professor olhou para o líquido em sua mão levemente desinteressado. Levou a taça até o nariz e cheirou rapidamente o vinho.

"O que colocou nessa bebida, Harry?"

"Nada!", respondeu rápido demais. Depois acrescentou: "Você é o mestre em Poções, não eu."

Snape deu um meio sorriso.

"É mesmo? Não colocou nada na minha taça? Então, prove! Troque a sua taça com a minha."

O garoto titubeou um segundo, o que fez o ex-professor sorrir de forma irônica. Em seguida, Potter se recuperou da acusação e fingiu estar indignado enquanto dizia:

"Você é desconfiado demais, Severus!"

Então, Harry pegou a taça da mão de Snape e bebeu todo o vinho, como se quisesse provar que não havia nada de errado com a bebida.

Severus sorriu enviesado, depois pegou o copo cheio das mãos de Harry. Cheirou rapidamente o líquido e em seguida fez um brinde mudo ao rapaz e bebeu um gole do vinho.

Potter sorriu também, depois se inclinou até o rosto de Snape e beijou-lhe gentilmente o nariz, os lábios, queixo e pescoço. Preferiu relevar a aparente apatia e frieza que Severus demonstrava com as carícias. Harry agora beijava o peito e abdômen do ex-professor por cima da camisa. Ergueu a cabeça e viu que o amante parecia desagradavelmente impassível. Ah, ele não continuará assim por muito!, pensou travesso. Em seguida, Harry se sentou no assoalho entre as pernas de Snape. Ele colocou a taça vazia no chão e, erguendo os braços começou a desabotoar a calça de Severus.

Ao percebe o que o garoto estava fazendo e com qual intenção, Snape o advertiu:

"Harry, eu não acho que seja uma boa ideia... Eu não estou me sentindo confortável com..."

"Mas eu quero você agora. Já esperei tempo demais. Vai me negar alguma coisa depois de tudo que você me fez passar?", questionou. Enquanto falava não parou de tentar abrir a calça do amante.

A dor perpassou o rosto de Severus, que ficou momentaneamente sem fala. Contrastantemente, Potter sorriu.

"Você não tem muito senso de humor, não é Severus? Eu estava brincando!"

"Harry..."

"O quê?", indagou e terminou de desabotoar a calça de Snape.

"Harry, continuo não me sentindo confortável...", ele parou de falar porque Potter havia se levantado. O rapaz agora dançava sensualmente na frente dele e, ao mesmo tempo, tirava a própria camisa de modo torturantemente lento e sexy.

"Você não vai parar, não é?", perguntou o mestre.

"É evidente que não, professor..."

"Você é mesmo muito arrogante, Potter! Vai ficar se mostrando para mim?"

"Vou. Tente não me agarrar enquanto me dispo, Snape."

Severus sorriu. Um sorriso genuíno.

Harry sorriu de volta para o amante. Desde o fatídico dia Snape não sorria assim.

Severus pegou a varinha e fez um aceno, logo em seguida as luzes do quarto se acenderam.

"Já que vai se exibir para mim, eu preciso ver."

Harry tirou a camisa, depois a jogou no chão. Começou então a abrir o zíper da calça. Devagar, ele desceu a calça até os tornozelos, depois a retirou.

O rapaz vestia apenas a cueca e estava em frente a Severus fazendo movimentos sensuais. A intenção de Potter era ser admirado pelo Comensal da Morte, fazê-lo perder o controle.

E ele tinha êxito em sua missão. Snape apreciava o corpo de Harry como se estivesse admirando uma obra de arte. Potter ficava mais encorpado a cada dia, todos os músculos estavam mais salientes e definidos. O rapaz também estava mais amorenado. Os olhos verdes brilharam de luxúria por trás das lentes grossas do óculos. O cabelo negríssimo continuava rebelde e bagunçado. O cheiro forte do perfume de Harry parecia intoxicar Severus. Era o odor mais afrodisíaco para Snape, pois era o cheiro que ele associara ao seu amante. E Potter era mais que lindo! Era perfeito!

"Eu te ofenderia se usasse um termo que Rodolphus usou? É que não consigo encontrar outra palavra para definir sua beleza que não seja suculento, gostoso, apetitoso..."

Potter riu e se inclinou de novo até o corpo de Severus. Abriu os botões da camisa de Snape rapidamente e depois afastou a roupa do corpo do bruxo, expondo seu tórax e abdômen. Harry passou a mão pelo peito do bruxo e fingiu não notar que ele se contraiu com seu toque.

Sério, Severus segurou a mão de Potter, impedindo-o que continuasse a tocá-lo.

"Está abusando da minha boa vontade, Harry."

"Você não deixa que eu toque em você desde aquele dia. Isso não é justo. Você é meu! Eu tenho todo o direito de te tocar."

"Eu não quero que você veja isso...", disse e fechou a camisa.

"E quando eu vou poder ver? Quando eu vou poder te tocar novamente? Se está tão incomodado com isso, talvez eu deva escrever meu nome no seu corpo também, assim você vai ficar mais confortável..."

Impassível, Severus se levantou da poltrona.

"Irá poder me ver e tocar o quanto quiser quando eu encontrar algo para fazer isso sumir do meu corpo."

"Mas não está nem ao menos procurando algo! Você passa o dia todo sentado aí!"

Os olhos negros cintilaram de perigo.

"Eu passo o dia inteiro pensando em alguma fórmula diferente que possa ser efetiva, garoto."

"É mesmo? Pensei que ficasse o dia todo se lamuriando pelo que aconteceu. Sendo que não aconteceu nada comigo. Só você sofreu danos e isso foi minha culpa e de Malfoy. Se ele tivesse me deixado fazer o que eu queria, eu teria te resgatado mais rapidamente..."

"A culpa não é sua!"

"Não? Então, não me puna. Eu quero você e, quero agora. Já esperei demais", falou decidido.

"Harry, me dê mais um dia..."

"Você disse que a culpa não é minha, então não vou esperar."

Snape resolveu ceder. Estava já cansado demais de resistir as investidas do amante. Harry estava em frente a ele, usando apenas uma cueca e absolutamente sexy. Ele desejava ardentemente estar com Potter. Em sinal de derrota e até submissão, Severus abriu a própria camisa.

Potter sorriu com a falta de resistência. Enfim, Severus estava cedendo. O rapaz puxou o ex-professor para que ficasse perto dele. Depois aproximou o rosto do dele e beijou-lhe de forma desesperada.

Snape correspondeu ao beijo com ânimo. Estava com saudades daquela boca, daquele beijo. E do corpo, principalmente, do corpo de Harry. Severus envolveu o amante em um abraço firme.

Harry estava derretendo de prazer nos braços de Severus. Como era bom estar novamente nos braços de Snape! Contudo, o algo a mais que ele colocou na taça de vinho estava começando a fazer efeito. Potter sentia seu membro ereto e, mais que isso, sentia um desejo incontrolável de satisfazer sua ereção. Ele se viu obrigado a se descolar do amante, logo depois, levou a mão direita até dentro de sua cueca e começou a se tocar.

"O que houve?", indagou Severus, divertido. Parecia saber exatamente o que estava acontecendo.

"É culpa sua...", disse enquanto se masturbava freneticamente.

"Minha culpa? Fui eu que te forcei a colocar uma poção afrodisíaca na minha bebida?"

"Você sabia e me fez trocar as taças! Eu só queria te excitar um pouco. A gente não transa há um tempão! Mas sou um estúpido mesmo. Usar uma poção contra um ex-professor de Poções...", se lamuriou enquanto se sentava no chão. Ele continuava se tocando desesperado.

Snape sorriu enviesado e sugeriu:

"Da próxima vez tente usar um feitiço."

Harry olhou irritado para o amante.

"Por que não me ajuda?"

"O que quer que eu faça?", indagou, mas já estava se sentando perto de Potter. "Quantas gotas da poção você usou? Bastava só uma ou duas..."

"Usei o dobro..."

Snape passou a mão pelo peito e barriga do garoto. Sentiu-o tremer ante o seu toque.

"Ah...", gemeu deliciado.

Severus continuou passeando uma mão pelo corpo de Harry. Ele sentiu falta daquela textura, daquela maciez. A outra mão descia até a cueca de Potter, liberando sua ereção.

Harry continuava gemendo incoerências. Por conta da poção, o mais simples e casto toque proporcionava uma onda enorme de prazer. Seus pelos ficavam constantemente arrepiados. Ele sentiu, então, Snape afastando as mãos que ele usava para se masturbar. Harry já ia protestar quando logo em seguida sentiu o amante passando a língua por toda sua ereção. Potter xingou incoerências por causa da lambida.

"MAIS!", implorou aos berros.

Snape atendeu ao pedido do rapaz. Continuou lambendo o membro de Harry e, ao mesmo tempo suas mãos brincavam com os testículos dele.

Potter, desesperado, impulsionava os quadris para frente. Desejava ter toda sua ereção na boca do professor.

Severus entendeu o desespero do amante. Rodopiou a língua em volta da glande e depois abocanhou o membro do garoto.

"Ah... Ah... Eu senti tanta falta disso..."

Snape queria responder que também sentia. Queria dizer que seu corpo todo estava explodindo de prazer simplesmente pelo fato dele estar chupando seu namorado. Queria dizer que sentir o gosto único e salgado do líquido pré-seminal de Harry fazia sua própria ereção vibrar de desejo. Mas palavras não se faziam necessárias. Potter conseguia expressar tudo que ele sentia com os gemidos e palavrões.

Harry percebeu que o amante agora o sugava com sofreguidão, como se estivesse totalmente desesperado para fazê-lo atingir o orgasmo. E Potter gozaria muito em breve, mas então sentiu a boca do amante deixar sua ereção.

"Que foi agora, Severus?", perguntou desapontado.

"Olhe para mim!", mandou. "Eu quero ver seus olhos."

Potter fitou fixamente o amante, em seguida sentiu a boca dele novamente em seu membro. Ele fez menção de fechar os olhos, mas Snape estava com os olhos cravados no rosto dele. Quando Snape percebeu que o garoto ia fechar os olhos, apertou seus testículos.

"Ah... Desculpe! Estou de olhos abertos, ok? Não precisa me machucar...", disse, mas estava sorrindo.

Severus continuou movendo os lábios sob a ereção do rapaz, agora em um ritmo frenético. Ainda acariciava os testículos de Harry com uma mão. A outra foi para mais além, penetrando o dedo médio em Potter.

Harry não aguentou e gozou violentamente na boca do amante.

"Aaah... Severus... Severus..."

Snape sorriu vitorioso. Adorava ver Potter descontrolado desse jeito. Quando o garoto chegou ao ápice, Severus viu o corpo dele tremer e depois relaxar. A melhor visão do mundo. O bruxo engoliu com prazer o líquido quente que encheu sua boca. Fazia tanto tempo que ele não sentia o gosto do amante. Ele tirou a boca do membro de Harry e antes de levantar-se do chão deu mais uma lambida na ereção dele.

Sorrindo de satisfação, Harry se virou no chão, deitando-se de bruços, praticamente se oferecendo. Então, sentiu Snape se afastar dele. Viu o amante caminhar até o armário de livros. Irritado, perguntou:

"O que você pensa que está fazendo? Eu não estou saciado!"

"Você vai ter que esperar. Acabei de me lembrar de um livro que talvez tenha o que eu quero."

"Que se dane o livro! Volta aqui!", exigiu.

Severus não olhou para o garoto. Parecia muito entretido na busca do livro.

Potter não acreditava. Snape era tão nerd a ponto de preferir ficar atrás de um estúpido livro do que ficar com ele?

"Mmm...", gemeu de desprazer. Por que eu tive que me apaixonar justamente por um professor?

O rapaz, então, sentiu sua ereção reagir involuntariamente. Ainda estava sob efeito da poção afrodisíaca. Ele girou no chão, deitando-se de costas novamente. Levou novamente a mão direita até seu membro ereto e começou a se masturbar.

Snape, enfim, achou o livro que desejava. Este havia sido um presente de Albus depois da segunda ascensão do Lord das Trevas. Na primeira página do livro havia uma mensagem escrita com a letra elegante e inclinada:

Severus,

Você anda entre eles, mas não é um deles.

A.P.W.B.D.

Severus não entendeu ao certo o que isso queria dizer na época. Então, o diretor disse-lhe que ele não devia esquecer quem era realmente, que na realidade ele não fazia mais parte daquilo.

O ex-professor preferiu fingir continuar não entendendo o que isso queria dizer. Pois assim que folheou o livro pela primeira vez sentiu um pouco de náusea. Descritas nesse livro não haviam poções, eram qualquer coisa menos poções, pensava Severus. Todas as pseudo-poções usavam elementos humanos como ingredientes, como lágrimas, sangue, suor, cabelos e até sêmen. Mas as pseudo-poções só realmente funcionariam se o preparador de poções tivesse um envolvimento emocional muito forte com a pessoa de quem ele tirava os ingredientes. Já que o preparador não podia usar seu próprio sangue, lágrima ou cabelo; ele precisava usar de uma pessoa fortemente ligada a ele. Bem, Snape tinha essa pessoa agora.

"AAAH... Severus...", gritou Potter.

O grito do amante perturbou tanto Snape que ele deixou o livro cair e se virou imediatamente na direção de Harry. Ele relaxou quando viu que não havia nada de errado com o rapaz. Potter estava deitado no chão se tocando vigorosamente. A cena fez a ereção já intumescida de Severus latejar, mas ele preferiu ignorar. Estava bem próximo de conseguir a poção que desejava. Portanto, ele se limitou a se agachar e pegar o livro.

"Hum... Severus..."

Snape sentiu seu corpo todo vibrar de excitação. Havia paixão e desejo nas palavras de Potter. Ainda assim, ele estava muito disposto a fingir que o garoto não existia. Por isso, o ex-professor começou a folhear o livro.

"AH! Severus! Você me mata de prazer..."

Severus sentia sua cueca ficando a cada segundo mais apertada. Se Potter continuasse a gritar essas obscenidades sua determinação e controle não iam durar muito tempo.

Por que ele continua longe de mim?, pensava o rapaz frustrado. Harry então deu um sorriso enviesado. Acabara de pensar em algo que certamente faria Snape perder o controle. De um jeito ou de outro.

"Mmm... Severus, você sabe que é o melhor que eu já tive..."

O ex-professor se virou lentamente em direção ao rapaz. Seus olhos negros faiscavam de um jeito sinistro, muito parecido quando Potter provocava-o na sala de aula nas masmorras. Snape colocou o livro em cima da bancada e caminhou até o amante. Sua feição nada amigável.

Potter fingiu não notar o olhar assassino que recebia e continuou a atiçar o amante.

"Ah, Severus... Só você me satisfaz..."

Snape andou até parar em frente ao rapaz. Estava com uma expressão homicida de ciúmes, o que fazia Potter sorrir. Harry sabia que Severus jamais iria admitir que estava curioso, ou ainda com ciúmes. Porque o professor estava explodindo de ciúmes. Estava estampado na cara dele que Snape desejava saber quem eram os outros que Harry já teve.

Sem dizer nada, Severus se agachou rapidamente e agarrou os ombros de Harry, erguendo-o do chão. Em seguida, grudou os lábios nos do rapaz e iniciou um beijo faminto.

Potter achava graça do jeito como estava sendo beijado. Raramente Snape o beijava assim, quase com violência. O amante não era nada agressivo. Depois, sentiu as mãos de Severus descendo por suas costas, arranhando sua pele nua. Parecia que ele estava furioso e desejava se vingar.

Snape finalizou o beijo sem fôlego. Desceu os lábios até o pescoço do rapaz e sugou a pele até deixá-la bem avermelhada.

Harry até estava gostando. Era diferente do que ele estava acostumado, mas igualmente prazeroso. Ainda assim, ele precisavas se justificar.

"Severus...", chamou.

O ex-professor fingiu não ouvir. Continuou sugando a pele do pescoço de Potter.

"Severus, eu não estava falando sério. Você sabe que eu não estive com outra pessoa. Você foi meu primeiro e, provavelmente, o último."

Snape ergueu a cabeça e fitou o garoto intensamente por alguns segundos.

Potter achou que o bruxo estivesse tentando usar Legilimência nele, mas não. Severus simplesmente avançou de novo até os lábios de Harry. Dessa vez o beijo foi mais calmo, carinhoso. Bem mais característico do beijo do amante. Potter laçou o pescoço do ex-professor, correspondendo entusiasticamente.

Harry golpeou algumas vezes a virilha do amante, fazendo-o notar seu volume. Depois levou a mão até a ereção de Snape, passando a estimulá-lo.

Severus gemeu na boca de Potter. Ele finalizou o beijo e foi até o pescoço dele. Beijou suavemente as marcas avermelhadas de chupão que ele tinha feito antes.

Harry sussurrou:

"Eu não posso mais esperar. Eu não quero mais esperar..."

Snape assentiu. Tirou a varinha da calça e apontou para a bancada, fazendo tudo desaparecer, exceto o livro de Dumbledore.

Harry olhou para trás, em direção a bancada.

"Aquelas coisas não iam te ajudar?"

"Você é mais importante...", disse empurrando Potter em direção a bancada.

"Severus", falou tentando repreendê-lo, mas parecia mais um murmúrio apaixonado.

Enquanto andavam até a mesa, Snape beijava o rosto do menino.

"Eu não disse nenhuma mentira. Você é a coisa mais importante da minha vida", disse entre beijos.

"E você é a minha, mas..."

"Eu fui o professor de Poções, Potter, eu sei o que pode ser descartado e o que não pode", disse e colocou a mão no peito do rapaz, forçando-o a se sentar na bancada.

Harry não se sentou na mesa, ficou de pé, fitando Severus com desejo. Depois retirou a camisa de Snape. Observou o corpo do amante e em seguida beijou o ombro, o peito, em cima das cicatrizes.

Snape tentou mostrar impassibilidade, mas não gostava de sentir Potter beijar aquelas cicatrizes.

"Harry", implorou.

Potter olhou para ele de um jeito apaixonado.

"Eu amo você. Todo você. Não são umas marcas que me farão gostar menos de você. Eu te amo!", declarou a última frase na língua das cobras.

Severus sorriu involuntariamente. Segurou o rosto do amante e beijou-o rapidamente nos lábios, depois sussurrou:

"Eu também te amo, Potter. Mais do que pode imaginar."

Escutar seu sobrenome ser sussurrado por Snape fazia o rapaz gostar de ouvir o amante dizê-lo. Na verdade, era muito gostoso escutar 'Potter' sem a voz de Severus estar debochada ou repleta de escárnio, ou ainda, ter que ouvir 'Potter' seguido de 'menos dez pontos para Gryffindor'. Harry sorriu e beijou o queixo de Snape, depois o maxilar e a orelha. Ao mesmo tempo suas mãos percorriam o peito e abdômen de Severus como se o tivesse explorando pela primeira vez. Potter mordeu a orelha direita do ex-professor e depois contornou seu corpo, parando nas costas dele.

Snape sentiu-se contrair involuntariamente. A última pessoa que girou em volta do corpo dele foi Rodolphus. A recordação fez seu corpo esfriar literalmente.

Harry beijou as costas de Severus. Ao fazer isso, sentiu que o ex-professor estava gelado e suado. O garoto abraçou o amante por trás, tentando reconfortá-lo. Ele não queria fazer aquela pergunta, mas devia. Por isso questionou:

"Você quer parar por aqui?"

Severus colocou as mãos sob as do ex-aluno. Notar a tristeza nas palavras do namorado fez Snape sorriu.

"Parar? Mas eu ainda nem comecei..."

Potter abriu um largo sorriso. Foi por esse Severus que ele havia se apaixonado. Um amante voraz e energético. Ele ainda ria enquanto Snape o puxava, para que voltassem a ficar frente a frente. E riu ainda mais quando sentiu a boca do amante em seu mamilo sugando-o e mordendo-o, ao mesmo tempo a mão beliscava o outro de um jeito provocante. Após deixar ambos mamilos rijos, Snape distribuiu beijos pelo corpo do garoto.

A pele alva de Potter, a maciez, o cheiro do perfume impregnado no corpo de Harry... Tudo isso enlouquecia Severus.

Snape ergueu Potter do chão e depositou-o em cima da bancada. Depois empurrou-o para que se deitasse no tampo de mármore. Ele, então, separou as pernas do garoto de forma afoita e se posicionou entre elas.

Harry riu com a pressa do amante.

"Para quem não se sentia confortável, você parece um tanto desesperado, Severus."

Snape sorriu para Potter, um sorriso meio debochado, meio pervertido. Mas totalmente excitante. Depois o bruxo convocou um tubo de lubrificante. Colocou um pouco de gel na mão e em seguida espremeu o mesmo gel em cima da ereção do garoto. Severus começou a acariciar a entrada de Harry com os dedos lambuzados, sem não penetrá-lo. Ao mesmo tempo levava a própria mão de Potter até sua ereção lambuzada.

Harry começou a se masturbar. Ele fitou Severus, que continuava a provocá-lo, mas sem introduzir os dedos.

"Ah, Severus, vamos logo com isso", choramingou.

Snape deslizou dois dedos para dentro de Harry.

"Ahhh...", gemeu deleitado, ao mesmo tempo fechava os olhos.

O Comensal da Morte começou a fazer movimentos circulares dentro do rapaz, adorando o fato do amante ser tão estreito. Severus fitava o rosto do garoto, observando o prazer que proporcionava a ele.

"Por que você não volta a dizer aquelas bobagens pornográficas?"

Harry riu e abriu os olhos.

"Gostou de me ouvir dizendo aquilo?"

"Bastante."

"Talvez se você me inspirasse..."

Snape retirou rapidamente os dedos de dentro de Potter, depois desceu a calça e colocou sua ereção ereta para fora. Em seguida roçou seu membro nele.

"Isso te inspira?", perguntou sorrindo obscenamente.

"Muito."

"Então expresse isso..."

"Ah, Severus! Você me mata de prazer..."

O membro de Snape pulsou ao ouvir aquelas palavras. Rapidamente, ele espalhou o gel por sua ereção. Ele estava indo penetrar o amante quando travou.

Potter observava o rosto de Snape. Viu que ele tinha ficado tenso e pálido, de novo.

"O que foi, Severus? Vai me deixar esperando mais?", provocou.

Snape olhou para o amante deitado na mesa. Entregue, maravilhoso, lindo. Como ele continuou parado, sentiu as pernas de Harry envolverem sua cintura. As ereções se roçarem e Severus relaxou. A excitação o consumiu. Observando intensamente os olhos verdes, Snape começou a penetrá-lo devagar.

Potter involuntariamente teve vontade de fechar os olhos, mas sabia que o amante gostava de vê-lo e principalmente sabia que Severus gostava que Harry ficasse olhando para ele. Por conta disso, ele ficou de olhos abertos, fitando os olhos negros enquanto sentia a dor e o prazer de ser invadido.

"Hum...", gemeu Potter quando Snape o preencheu totalmente.

"Estou te machucando?"

"Você nunca me machuca, Severus."

Snape sorriu enviesado. Depois, começou a se mover lentamente para fora de Harry, em seguida o penetrou na mesma velocidade, porém mais fundo.

Potter largou sua própria ereção. Não sentia mais necessidade de se tocar. Snape faria ele chegar ao ápice com seus movimentos.

Severus repetiu o movimento.

Harry sorriu e esticou os braços, tentando puxar o Slytherin para perto dele. Snape se inclinou, em direção ao corpo de Potter. Agora os rostos estavam bem próximos. Harry passou os braços pelo pescoço do amante, depois iniciou um beijo.

Snape continuou se movendo dentro de Harry. O beijo deles estava meio atrapalhado já que os dois arfavam. Depois de Potter morder os lábios de Severus, eles finalizaram o beijo.

"Você me enlouquece de prazer, Severus...", sussurrou, enquanto suas mãos passeavam pelos cabelos oleosos do amante.

O professor sorriu presunçoso e acelerou seus movimentos. Em uma dessas estocadas ele acertou um ponto especial dentro de Harry.

"AH! Severus..."

Snape voltou a acertar diversas vezes a próstata de Potter. Não demorou muito e o rapaz chegou ao orgasmo. Harry enfiou as unhas nas costas do amante e disse:

"Ah... Severus..."

O ex-professor não aguentou dar outra estocada, ao ouvir Potter, ele próprio também atingiu o ápice. Snape aproximou a boca do ouvido do garoto, então murmurou:

"É você que me mata de prazer, Harry."

O rapaz riu, ainda estava um pouco sem fôlego. Mas agora ele estava totalmente satisfeito.

Severus ficou alguns segundo com os lábios na orelha de Potter. Os corpos deles estavam colados por causa do suor e sêmen. Ele então saiu de dentro do garoto e tentou se afastar, mas braços de Harry ainda estavam sob suas costas, prendendo-o.

"Onde você vai?"

"Eu tenho que fazer uma poção, mas depois eu volto para você", disse sorrindo debochado.

"Voltar para mim", o rapaz resmungou enquanto soltava os braços, deixando o amante se afastar. "Você fala como se tivesse escolha."

Snape lançou alguns feitiços nele e em Harry para retirar o sêmen e o suor dos corpos dele. Depois ajeitou a cueca e a calça, se recompondo.

"E eu não tenho escolha?"

"É evidente que não. Agora você só existe para me servir."

Severus sorriu.

"Eu concordo com você."

Harry se sentou na bancada para conseguir ver o rosto do amante. Os olhos deles se encontraram durante alguns segundos. Surpreendentemente, Snape não estava com uma feição debochada, estava sério, solene.

O ex-professor então pegou o livro e abriu em uma página específica, depois com um aceno de varinha, reapareceu o caldeirão ao lado de onde Potter estava sentado. O rapaz saiu de cima da bancada, para deixar Severus trabalhar.

Harry pegou suas roupas jogadas pelo chão e as vestiu, depois se sentou na poltrona onde antes estava Snape.

Severus tinha acendido o fogo do caldeirão e convocada ingredientes do armário até a bancada. Ele adicionou alguns líquidos viscosos ao caldeirão, depois parou e olhou diretamente para Harry.

Ver Snape usando apenas uma calça negra, com o tórax e abdômen expostos, preparando a poção fazia Potter sorrir de escárnio.

"Sabe... Se você desse aulas vestido desse jeito em Hogwarts talvez eu tivesse me interessado mais pela sua matéria."

"Não seja tolo, garoto. Você me detestava quando eu era seu professor."

"Eu detestava porque não confiava em você. E você também aparentava me detestar. Quantos pontos você tirou da minha casa?"

"Não tantos quanto você merecia. Você foi o aluno que mais infringiu regras naquele colégio."

"Está exagerando, Severus. Olhe! Aquilo está borbulhando!", disse apontando para o caldeirão.

Snape não se virou ao responder.

"Eu sei. Só irá parar de borbulhar quando eu adicionar o próximo ingrediente."

"E o que está esperando?"

"Preciso tirar o ingrediente de você."

"De mim? Tipo um fio de cabelo ou pedaço de unha?"

"Não exatamente. Preciso do seu sangue. Algumas gotas."

"Está falando sério?"

"Infelizmente estou. Eu gostaria de poder usar meu próprio sangue, mas a poção só funcionará se eu usar o sangue de alguém que está fortemente ligado a mim."

Harry se levantou do sofá e foi até perto do amante.

"Esse alguém então sou eu, Severus", disse e ofereceu uma mão para ele.

Snape beijou a testa dele

"Obrigado", falou e pegou uma adaga. Assim que tocou na arma branca sua mão começou a tremer. Ele não seria capaz de fazer aquilo. Ele não conseguiria ferir Harry.

"Severus? Está tudo bem?"

Snape segurou mais firmemente a faca, depois pegou a mão de Potter. Gentilmente ele espetou o dedo indicador do rapaz. Do pequeno furinho começou a sair sangue. Ainda segurando a mão do garoto, Snape apertou o dedo dele em cima do caldeirão e deixou cair duas gotas lá. Depois soltou a mão de Harry.

Assim que o sangue caiu no caldeirão, o líquido parou de borbulhar. Severus adicionou mais alguns ingredientes. A poção agora estava verde. Snape tirou o caldeirão do fogo.

Potter tinha voltado a se sentar na poltrona, acompanhava os movimentos de Severus.

"Falta muito?"

"Está pronta. Só falta esfriar."

Harry franziu.

"Poções não costumam ser produzidas tão rapidamente."

"As poções desse livro são diferentes."

Os dois ficaram em silêncio durante um longo minuto. Severus observando o caldeirão e Harry olhando para ele.

"Então?", perguntou Potter.

Snape continuou parado.

"Severus, o que está esperando? Tome logo isso. Eu quero ver se vai funcionar."

O Comensal da Morte respirou fundo antes de voltar a se mexer. A verdade era que ele estava com medo. Essa poção era quase sua última esperança. Ele não saberia mais o que fazer se ela falhasse. Snape então pegou um copo e com uma concha encheu-o com a poção verde. Ele tocou no copo e sentiu que o líquido estava morno.

"Beba, Severus", mandou.

Snape bebeu toda a poção de uma só vez. O gosto era estranhamente familiar e gostoso. Era o gosto de Harry. Talvez Severus substituísse todas suas bebidas da casa por essa deliciosa poção. Ele estava quase rindo da ideia quando ouviu Potter gritar.

"AAAAAAAH!", berrou desesperado. A dor preenchia Harry. Uma estranha dor física e não física. A dor que Severus sentiu enquanto estava sendo cortado agora era sentida por Potter. O rapaz então teve flashes da cena. Rodolphus cortando-o, depois pedindo-o para implorar por sexo, ele se negando e por último ele viu o reflexo de Snape no espelho todo ensanguentado.

Severus correu até o amante, que tinha caído no chão. Severus estava abraçado a Harry. O corpo do ex-aluno estava trêmulo e suado.

"Harry? Por favor... O que está acontecendo?"

Potter fixou o olhar no rosto do amante e os flashes que passaram por sua cabeça foram sumindo, perdendo a força.

"Estou bem...", falou, mas se aninhou para mais perto do peito de Snape. Era tão bom ficar naqueles braços. Ele olhou mais atentamente para o peito de Severus e sorriu. "Ei, você também está bem. A poção funcionou."

Snape havia ficado tão perturbado com o berro do garoto que nem reparou nesse pequeno detalhe. Ele olhou para o próprio peito e suspirou aliviado. Era verdade. Ele estava bem.

"O que aconteceu com você? Você sentiu dor? Não foi a sua cicatriz, foi?"

Harry riu.

"Por que? Se Voldemort voltar você irá me deixar?", provocou.

"Nem se seu pai, criatura muito mais diabólica que o Lorde das Trevas, voltasse do Além eu largaria você. Eu nunca vou largar você."

Potter sorriu e passou a mão pelo peito intacto do amante.

"Eu vi o que aconteceu com você no momento em que os cortes foram feitos. Assim que você tomou a poção eu vi e senti o que você viu e sentiu enquanto estava sendo torturado pelo Lestrange."

"Eu lamento por isso. No livro não dizia nada a respeito desse efeito adverso da poção."

"Tudo bem, já passou. E valeu muito a pena, pois agora você não tem mais desculpas para dar para evitar que eu te toque...", disse malicioso.

"É mesmo?", perguntou sorrindo de um jeito obsceno. "Quer dizer que você quer continuar a me tocar..."

"Ah, eu quero. Muito e muito."

Os bruxos voltaram a se acariciar e beijar, ficaram transando até de madrugada. Até que seus corpos exaustos de tanto sexo acabaram adormecendo.

Continua... : )


Comentários da autora: Sim, eu sei. Eu demorei muito para publicar. Desculpa!

Outra coisa, acho que todo mundo que assistia LOST percebeu que eu me 'inspirei' da tatuagem do Jack para escrever a mensagem do livro de Albus para Snape. Um leve plágio, né? ; P

Enfim... Mais um ou dois capítulos e eu finalizo a fic. = )

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