Aqui vai o sexto capitulo. Meus agradecimentos a todos que estão acompanhando a fic
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Eles estão terminando o jantar. Ino estava pensando na conversa que tivera com Temari naquela tarde quando Gaara chama sua atenção.
- Gostaria de dar uma volta comigo? Afinal, você me aconselhou a sair e me divertir, e desde que chegou a Suna saiu muito pouco.
O convite a pega de surpresa. Realmente quase não havia saído de casa, a última vez fora o passeio até a academia.
Ao ver que a amiga está em dúvidas, Temari resolve dar um empurrãzinho.
-Vá com ele Ino, a noite em Suna é lindíssima. Tenho certeza que você vai adorar. Mas não se esqueça de levar um agasalho.
Ino concorda e sobe para colocar roupas mais quentes. Ela para na frente do espelho e se olha um pouco. Seus cabelos que antes chegavam abaixo da cintura, agora davam no meio das costas. Desde que chegara a Suna ela os usava presos, mas decidiu soltá-los. Ela desce em seguida. Gaara a esperava na sala.
- Aonde vamos?
- Até um dos pontos mais alto de Suna. É um monte próximo ao portão sul, no alto fica o Mirante Templo as Estrelas e você terá uma visão maravilhosa. A subida é um pouco puxada, mas vale à pena.
Ino empalidece. Devido aos ferimentos que sofrera não podia mais percorrer grandes distancias ou correr. Subidas também não eram aconselháveis, mas não queria deixar Gaara chateado. Então com um suspiro, ela o segue para fora da casa.
Eles andavam, devagar e em silêncio. Encontram algumas pessoas no caminho que cumprimentam Gaara, surpresos por verem o Kazekage na rua àquela hora e ainda por cima, acompanhado. Após meia hora de caminhada, chegam ao pé do monte. Ino vê uma longa escada feita de pedras. Aquilo a assusta, mas tinha chegado até ali e não iria desistir. Começam a subir, devagar, Ino ia à frente, pois a escada era estreita e só tinha espaço para passar um de cada vez.
Quando chegaram lá em cima, Ino pode entender o nome do Mirante. Ela nunca tinha visto o céu tão estrelado. Parecia que estavam sozinhos no topo do mundo. Suna ficava a beira do deserto e a lua cheia permitia que Ino visse as dunas se movendo ao sabor do vento. A visão era um verdadeiro espetáculo.
O vento batia no rosto de Ino e agitava seus cabelos. Gaara olhava para ela, fascinado. Ela estava linda, sob a luz da Lua. Parecia uma deusa. Ele se aproxima da jovem e sem se conter mais a puxa para seus braços e a beija. Ela corresponde com ardor. Eles ficam ali abraçados durante um longo tempo, se beijando. Seus corações batiam no mesmo ritmo. Com esforço, eles se afastam um do outro e ficam se olhando. Ino vê uma luz nos olhos dele que ainda não havia visto. Gaara a puxa de encontro a si, e afaga seus cabelos com carinho. Ele começa a falar com a voz rouca e sexy.
- Ino, eu não sou romântico. Gostaria de saber falar coisas bonitas, mas infelizmente, não sei. Nesses últimos dias minha vida mudou. Agora eu tenho um motivo para me levantar pela manhã e voltar a casa à noite. Todo o tempo que passo ao seu lado, é especial e inesquecível. Você é um presente que não sei se mereço, mas mesmo assim gostaria de tentar fazê-la feliz. Essa seria a missão mais importante de minha vida e eu juro que nunca vou decepcioná-la. Você me daria essa chance?
As lágrimas escorriam pela face da kunoichi. Ao vê-la chorando, Gaara beija cada lágrima em seu rosto. Ela sabe que não conseguirá falar e por isso faz sim com a cabeça. Ele dá um grito de alegria e gira com Ino em seus braços. Depois a coloca no chão e a beija com ternura. Eles ficam mais algum tempo ali, abraçados, admirando as estrelas, as únicas testemunhas daquele momento tão especial.
Depois, devagar eles começam a descer. Ino começa a sentir umas pontadas na perna esquerda, mas não diz nada, não que deixar Gaara preocupado. Quando chegam em casa, ele a acompanha até a porta de seu quarto e a beija, desejando boa noite. Ino entra em seu quarto e rapidamente se prepara para dormir, ao deitar a perna esquerda a está doendo um pouco, mas nem isso apaga o sorriso no rosto da jovem. Logo ela adormece apesar da dor na perna.
Gaara está deitado, olhando as estrelas pela janela do quarto. Ele se sente vivo, como há muito tempo não se sentia. O que sentia por Ino era algo totalmente novo para ele. Ele a desejava com certeza, mas o sentimento ia além do plano físico. Ele queria fazê-la sorrir, queria protegê-la, dormir e acordar ao lado dela. Envelhecer ao seu lado. Mas não sabia se ela sentia o mesmo por ele, e isso o deixava inseguro. Com um suspiro ele se vira para dormir. Após algumas horas de sono, o pesadelo começa. Ele se vê criança correndo pelas ruas de Suna, a multidão atrás dele, seu tio o levando para ver sua mãe agonizando, ele correndo em direção ao penhasco, mas então tudo muda e ele vê uma mulher linda. Ela corre ao encontro dele e quando se aproxima ela o pega no colo e diz que cuidaria dele. Que ele não precisava mais ter medo. Ele olha para ela e passa seus bracinhos em volta de seu pescoço. Se sentia seguro, como nunca se sentira antes. Gaara acorda, e percebe que o dia esta amanhecendo. Ele se levanta e se prepara para trabalhar.
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Ino acorda e percebe que algo não esta bem. Sua perna esta latejando. Ela tenta se levantar, mas ao colocar a perna no chão, uma dor forte a faz gemer e ela cai na cama. Neste momento Temari entra no quarto como um furacão.
- Ino, como você está? – ao ver a expressão de dor da amiga, ela corre para ajudá-la. – Fiquei sabendo que meu irmão a levou para o mirante ontem à noite. Como está sua perna?
- O que você sabe sobre isso? – Ino pergunta séria. Ela nunca havia comentando nada sobre o acidente com Temari.
Temari respira fundo e senta na cama, olhando Ino nos olhos.
- Ino, eu estava em Konoha quando trouxeram você. Foi na época que Gaara estava ampliando a academia e eu acompanhei o arquiteto até lá para que ele visse a escola de vocês e entendesse o que meu irmão queria. Quando a vi naquela maca, pensei que estivesse morta. Shikamaru, que me acompanhava na visita, ficou desesperado. Depois, todas as vezes que fui a Konoha, eu perguntava de você. Shikamaru me disse que você não podia receber visitas, mas me mantinha informada sobre seu estado. Foi assim que soube da extensão de seus ferimentos.
- E você sabe sobre Haku, também? – Temari faz sim com a cabeça. -E por que não disse nada? Estou aqui há vários dias e até agora você nunca tocou no assunto.
- Por que não me cabia dizer alguma coisa. Você já tinha sofrido muito, não queria lhe trazer más recordações.
Ino abraça Temari. Ela tinha se tornado uma boa amiga. Realmente, ela odiava falar sobre o que tinha acontecido.
- Mas me diga como você está? Precisa de algo?
- Bom na verdade minha perna esquerda está doendo muito. Eu ia levantar para pegar o remédio que Tsunade me deu, mas como vê, não consegui ir muito longe.
- Onde está o remédio? – ao ouvir a resposta, ela pega o frasco e entrega-o a Ino que toma dois comprimidos. – Precisa de algo? O que posso fazer para ajudá-la?
- Não conte nada a Gaara, por favor. Não quero que ele fique preocupado comigo ou se sinta culpado.
- Tudo bem. E por falar em meu irmão, o que aconteceu ontem?
Ino sente seu rosto esquentar, ela sabia que estava corada, igual à Hinata. Temari fica olhando para ela esperando uma resposta.
- Bem, nos conversamos e acho que estamos namorando.
Temari não esconde a felicidade. Ela levanta e começa pular feito uma criança. Ino não consegue deixar de rir do entusiasmo da outra, mas uma pontada de dor a faz gemer alto. Temari fica séria. Ela sabia que a perna esquerda de Ino fora a mais afetada no acidente e que durante um tempo Tsunade cogitou amputá-la. Ela vê que Ino esta pálida de dor e se preocupa.
- Eu vou chamar o médico.
- Não é necessário. Tsunade me orientou a fazer caminhadas e massagens diárias, mas desde que cheguei a Suna eu descuidei do tratamento. A culpa na verdade é minha. Não deveria ter subido até o Mirante, mas não resisti a passar um tempo ao lado de seu irmão. Valeu à pena, o local é maravilhoso.
- Bem, fique deitada hoje. Pedirei que lhe tragam as refeições aqui no quarto. Tente levantar o mínimo possível. Eu voltarei mais tarde para vê-la. Agora trate de descansar.
Ino acha graça no comentário. Estava acostumada a ver Temari se preocupando com Gaara e sabia que a amiga era super protetora.
Assim que Temari saiu, Ino ficou pensando no que ela dissera. Shikamaru nunca lhe tinha contado sobre o fato de Temari saber sobre seu acidente. Fora uma época difícil para seus amigos também.
A dor foi diminuindo conforme a manhã avançava. Ela colocara a perna para cima e mantivera a mesma coberta e aquecida. Já era hora do almoço, quando batem na porta do quarto. Ela manda entrar, pensado se tratar da empregada trazendo a refeição, mas quando levanta os olhos, vê Gaara parado a sua frente, com a expressão preocupada.
- O que aconteceu? O que você tem? – ele se senta na cama e pega as mãos de Ino.
- O que esta fazendo aqui?
- Resolvi almoçar em casa para poder vê-la, mas quando perguntei por você a empregada me disse que não havia saído quarto, por que não estava passando bem.
Droga, Temari devia ter orientado a empregada. Mas com certeza ela não esperava que Gaara aparecesse no meio do dia. Ela costumava almoçar em seu gabinete.
- Eu estou bem. A minha perna estava latejando um pouco quando acordei, mas já esta melhor.
- Qual perna? Esta? – antes que Ino possa fazer algo ele puxa a coberta e vê uma enorme cicatriz na perna da jovem. A marca começava no alto e ia até abaixo do joelho. Ele levanta os olhos e encara Ino. Ela espera que ele pergunte algo, mas para seu espanto ele se aproxima e lhe da um longo beijo. Depois encosta a boca em seu ouvido e sussurra- Eu também tenho algumas cicatrizes e terei o maior prazer em lhe mostrá-las um dia.
Ino sente o corpo arrepiar. Ele percebe se afasta com um sorriso. Mas fica sério em seguida.
- A culpa é minha, não devia tê-la levado até o Mirante. Com certeza foi a subida que fez sua perna doer.
- Você não tinha como saber. Na verdade a culpa é minha. Como já expliquei a Temari, eu devia estar fazendo caminhadas e massagens todos os dias, mas descuidei do meu tratamento desde que cheguei aqui.
- Caminhada esta fora de cogitação no momento, mas eu posso fazer uma massagem, se você quiser. Onde está o óleo? – Ino aponta para a cômoda e logo sente as mãos de Gaara tocando-a. Um arrepio de desejo percorre seu corpo. Ele tinha mãos macias e fortes e seu toque era delicado.
- Está bem assim?
Ela faz sim com a cabeça. Esta agradecida por ele não ter feito nenhuma pergunta. Realmente, Gaara era um homem imprevisível. Após a massagem ele cobre sua perna e a abraça.
-Você ficará bem? Precisa de algo?
Ela se aconchega em seus braços. Tinha tudo que precisava naquele momento. Temari entra no quarto neste instante e eles se separam.
- Ninguém lhe ensinou a bater na porta antes de entrar? E por que não mandou me avisarem que Ino não estava bem?
- Quanto à porta, pensei que Ino estivesse dormindo e não quis acordá-la e quanto a chamá-lo, não sabia que você era médico. E posso saber o que faz aqui no meio do dia? Não devia estar trabalhando a esta hora?
- Eu resolvi almoçar em casa hoje e ver minha namorada. – Ao ouvi-lo chamando-a assim, Ino olha para Gaara com um sorriso. Então era oficial, eles estavam namorando.
- Ora então vocês estão namorando? Que ótimo. Parabéns aos pombinhos, agora, que tal deixarmos Ino descansado?
Ino queria dizer que estava bem, mas Gaara se despediu com um beijo rápido. Após recomendar que ela ficasse deitada, saiu do quarto seguido por Temari. Ao chegarem à cozinha ele para e espera pela irmã. Queria algumas explicações. Mas antes que pudesse abrir a boca, Temari faz um sinal negativo com a cabeça e toca-lhe o rosto com carinho.
- Sei que está preocupado, mas sinto muito, não posso lhe dizer nada. Este assunto diz respeito apenas a Ino e cabe a ela lhe contar o que ocorreu. Tenha paciência, ela sofreu muito e deve ser difícil falar sobre isso.
- Você está certa. Mas, por favor, cuide dela. Ino é muito importante para mim. Não a deixe sair do quarto hoje. Ela precisa descansar. E mande me chamar caso ela venha a sentir mais dores.
Ela concorda com a cabeça e eles se acomodam para almoçar. Gaara volta para o gabinete. A tarde transcorre lentamente. A todo o momento ele pensa em Ino. Sabia que somente um ferimento extremamente grave poderia causar uma cicatriz daquela. Ele pensava no que podia ter acontecido com a jovem. Com esforço ele volta a se concentrar nos documentos a sua frente.
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Ino passara o dia todo no quarto, mas como já não sentia dor, resolve descer para jantar. Encontra Temari na sala, que lhe olha como se ela estivesse cometendo um crime.
- O que faz aqui embaixo. Não deveria ter saído da cama e descido as escadas. Gaara me disse para não deixá-la sair do quarto hoje.
- Ele lhe perguntou algo?
-Ele está muito preocupado. Mas eu disse que você mesmo lhe contará o que ocorreu, quando se sentir a vontade para falar. Ino, meu irmão está apaixonado por você. Não quero vê-lo sofrer, de novo. Há muito tempo que não o via tão feliz.
- Prometo que não o farei sofrer.
Gaara entra e vê as duas conversando. Aproxima-se e senta-se ao lado de Ino. Temari sai discretamente, para deixá-los a sós.
- Vejo que desobedeceu a minhas ordens. Eu lhe disse para ficar no quarto e descansar.
- E por que deveria obedecê-lo?
- Por que eu sou o Kazekage e você esta a meus serviços. – Ino ri da resposta. Ele a puxa para perto e lhe dá um selinho. – Sente-se melhor? Sua perna não dói mais?
- Estou ótima, não fique preocupado. – ela lhe dá um beijo e ele não volta a tocar no assunto.
Após o jantar, eles sobem para a terapia. Por sugestão de Gaara, decidem realizar a sessão no quarto do rapaz. Assim Ino poderia fica deitada enquanto o orientava.
Era a primeira vez que entrava ali. O quarto era grande e todo pintando de branco. Tinha uma enorme cama de casal, uma escrivaninha cheia de papéis próxima a janela e um armário para roupas que ocupava uma parede inteira. Sobre o tapete havia um futon grande, ao lado uma mesa baixa com o réchaud em cima, já aceso, e um fraco de óleo para massagem. Uma luminária ao lado da cama fornecia a única iluminação do aposento. Ino se acomoda na cama, com a perna estendida sobre uma almofada.
- Podemos começar? – Ino pergunta. Logo eles estão conversando e depois Ino o orienta na meditação. Após o término da sessão. Gaara se acomoda ao lado dela na cama.
- Bom agora é minha vez de cuidar de você. – ele pega o óleo sobre a mesa, e começa a massagear sua perna, com carinho. Ino solta um suspiro de prazer, deixando Gaara excitado. Aos poucos, as mãos dele sobem pelo corpo da moça, afastando a blusa e depositando um beijo em sua barriga. Ino sente um arrepio correr pelo corpo. Ele a puxa para si, para um beijo. Ela aprofunda o beijo e ele vai empurrando Ino de encontro ao colchão. Ele se separa dela e a olha como pedindo permissão. Ino o puxa novamente para seus braços.
Ino sentia sua pele queimar ao toque dele. Em minutos suas roupas formavam uma pilha no chão, junto com as dele. Gaara desce os lábios por seu pescoço e colo até alcançar os seios, sugando um após o outro, com força. Ino solta um gemido ao mesmo tempo que eleva seu quadril em direção ao dele. Gaara toca sua intimidade, sentindo-a úmida, pronta para recebê-lo. Ele volta a beijar-lhe os lábios, enquanto se posiciona entre suas pernas. Começa então a penetrá-la, mas pára ao sentir certa resistência. Ino emite um gemido de dor. Ele paralisa. Não esperava por aquilo. Nunca imaginara que Ino poderia ser virgem. Ele a olha nos olhos.
- Você está bem? Quer que eu pare? – Ele espera pela resposta sem se mover.
- Não pare, por favor- ela responde, ofegante.
Ele então recomeça a penetrá-la desta vez com mais cuidado e gentileza. Aos poucos a virgindade dela vai cedendo a sua masculinidade e Gaara se vê dentro da jovem. Começa a se mover devagar, aumentando o ritmo quando percebe que ela já não sente mais dor. Ela começa a se mover no mesmo ritmo que ele e juntos chegam ao orgasmo.
Eles estão abraçados descansando. Ino esta com a cabeça no peito dele e ele afaga seus cabelos com carinho. Aos poucos recuperam o fôlego e Gaara a puxa para ver seu rosto. Ele está preocupado com a possibilidade de tê-la machucado.
- Eu não a machuquei? Você está bem? Deveria ter me contado que ainda era virgem, eu teria sido mais cuidadoso.
Ela o olha com carinho. Ergue o corpo e lhe dá um beijo.
- Você foi maravilhoso, Gaara. Não se preocupe eu estou bem. – ela admira o corpo de namorado com atenção. Ele era lindo. – Você mentiu para mim. Não vejo nenhuma cicatriz em você. – ela o acusa fazendo beicinho.
Ele ri e a puxa de encontro ao seu peito. Ela o beija com paixão e eles se unem novamente em um ato de amor e desejo. Depois, exaustos, dormem abraçados.
Ino acorda e se vê sozinha na cama. Ele procura pelo quarto e encontra Gaara sentado próximo a janela. Ela se levanta sem se importar com própria nudez e se aproxima dele.
- Gaara, olhe para mim. – ele obedece e ela vê lágrimas em seus olhos. Ela senta em seu colo e o abraça pelo pescoço. Ele se aconchega em seu peito. Ficam assim durante um tempo. Ela não diz nada. Fica a espera que ele comece a falar. Devagar ele lhe conta o pesadelo.
-Sempre acordo antes de pular no penhasco. Ver minha mãe é a pior parte de tudo. Sei que sou o culpado por sua morte. Meu tio me odiava por isso.
- Isso não é verdade. Infelizmente, muitas mulheres morrem no parto. Não é culpa de ninguém. Você deve entender e aceitar que isso foi uma fatalidade. O pesadelo é provocado pelo sentimento de culpa que você carrega dentro de si. É uma espécie de punição. Mas, você não teve culpa de nada e seu tio foi desumano ao culpar uma criança pela morte da mãe.
Ele reflete sobre suas palavras. Sabe que Ino tem razão, mas o sentimento de culpa permanece. Eles ficam ali até começar a amanhecer. Depois Ino vai para seu quarto e Gaara sai de casa em direção ao seu gabinete.
Ele queria ter ficado mais tempo com Ino, mas tinha uma reunião importante na parte da manhã.
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A reunião já durava várias horas. Os comerciantes estavam contentes com as reformas realizadas no centro comercial. Um parque infantil tinha sido instalado próximo a rua principal e isso estava atraindo muitas pessoas, o que tinha aumentado as vendas. Agora Gaara queria implantar um cinema em Suna, e estava tentando convencê-los a participar da empreitada junto com ele. Mas opiniões estavam divididas. Gaara estava cansado, não tinha dormido muito na noite anterior. Ele, então, pede aos outros que pensem na proposta e voltem a se reunir em uma semana, todos saem e aos poucos seu gabinete fica vazio. Ele então consegue relaxar um pouco e seus pensamentos voltam a Ino. Além da cicatriz na perna, ele tinha visto várias outras ao longo do corpo da jovem. Queria saber o que lhe tinha acontecido, mas sentia que não devia tocar no assunto, pelo menos por enquanto. Ele tinha lhe contado seus pesadelos e esperava que ela viesse a confiar nele também. Ino era sua definitivamente e ele não permitiria que nada nem ninguém ficasse entre eles.
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- Recebi uma carta de Kankuro hoje. Ele diz que virá para casa no fim de semana e que trará uma surpresa para nós.
- Até que enfim. Faz mais muito tempo que não o vemos.
Ino olha de um para o outro. Sabia que já havia ouvido aquele nome antes, mas não se lembrava onde. Temari se vira para ela e esclarece.
- Kankuro é nosso irmão mais velho.
Ela se lembrou do rapaz alto e de cabelos escuros, com pintura nas facas. Ele era um manipulador de marionetes e utilizava o jutsu mestre dos bonecos em combates.
- É verdade, eu tinha esquecido que vocês tinham mais um irmão. Onde ele está?
- Na capital. Faz parte da guarda pessoal do Senhor Feudal. Ele costuma vir a Suna nos visitar sempre que pode. E toda vez traz uma nova namorada. Tome cuidado Ino, ele tem uma queda por loiras.
Gaara não gosta da brincadeira. Ino percebe seus ciúmes e decide tranqüilizá-lo. Eles já namoravam há um mês e as pessoas em Suna já haviam se acostumado a ver seu jovem Kage acompanhado pela bela kunoichi loira.
- Mas eu prefiro ruivos, Temari. – Ino sorri para Gaara que lhe devolve o sorriso. - Há quanto tempo seu irmão está a serviço do Daymiou?
- Há dois anos. Ele gosta do trabalho, mas sente muito falta de casa. Qual será a surpresa desta vez? Outra garota?
- Acho que não, ele não faria mistério se fosse isso. Bem teremos que esperar ele chegar para saber o que é, mas por via das dúvidas deixe mais um quarto pronto.
- Ino, vou preparar seu quarto para uma possível hospede, afinal você quase não o tem usado mesmo.
Ino fica vermelha pelo comentário e os dois irmãos acabam rindo dela.
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Kankuro era esperado para aquele dia. Gaaara ficara em casa para receber o irmão. A reunião dos kages seria em duas semanas e ele já tinha tudo preparado para ela.
Ino se mudara para o quarto de Gaara. Os pesadelos persistiam, mas Gaara já não se encontrava tão estressado. Ele estava mais calmo e controlado. As mudanças em seu comportamento já eram sentidas por todos. Agora o risco de ser afastado do cargo de Kage havia diminuído bastante.
Eles estavam acabando de tomar o café na cozinha, quando a empregada veio avisar que Kankuro havia chegado e os aguardava na sala.
Quando eles entram vêem que Kankuro não estava sozinho. Havia uma moça de cabelos castanhos com ele. Ino imaginou que fosse uma das namoradas. Porém, Temari solta uma exclamação.
- Matsuri! O que você faz aqui?
A jovem se aproxima de Gaara e sem avisar, passa os braços pelo pescoço dele e o beija, demoradamente.
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Eu sei que o capitulo tá meio água com açúcar, mas não a resisti a juntar os dois. Afinal o dia dos namorados esta chegando e o amor está no ar. Beijos a todos, deixem comentários, mesmo que não gostem do capitulo.
