Nota Importante: Esta fic não pertence a mim, ela é uma tradução da autora Dulce_Pena_Hime, da qual eu admiro muito e que gentilmente, deixou que eu traduzisse. Espero que assim como eu, vocês possam apreciá-la.
Disclaimer: Esta fic não me pertence, assim como Gravitation não pertence a nenhuma de nós. Além do mais, essa história é baseada em uma ópera chamada Turandot.
Casais: Por enquanto apenas Yuki/Shuichi
Nota: Esta fic é um UA e OOC.
Summary: Segundo as leis de Gaia, o príncipe Shuichi tem um ano para contrair matrimonio, mas ele não está disposto a casar-se com ninguém, no que resultará em jogo por sua mão... um jogo de vida ou morte. Às vezes uma pessoa termina encerrada em seu próprio jogo... sabendo disso... se atreveria a jogá-lo?
Palavras: 5,642
Primeiro ato: O jogo da morte
Gaia é um mundo alternativo ao nosso; um planeta governado por diferentes reinos, todos regidos pelas mesmas leis, o mesmo idioma, a mesma escritura, a mesma religião e quase os mesmos costumes...
Uma só divindade: Natura. Ser superior que inicio a vida no planeta.
Em Gaia existem as "normas matrimoniais para os nobres"; as quais devem ser seguidas de geração para geração:
1- Os nobres são comprometidos desde pequenos por seus próprios pais e devem contrair matrimonio quando o menor dos comprometidos esteja entre os 17 e 19 anos.
2- Se não se casar entre essa data; o nobre será destituído de seu cargo de nobreza.
3- Os únicos nobres que podem sobrepassar essa idade para contrair matrimonio – e até mesmo não se casar – são aqueles que vão herdar o trono de Rei de seu respectivo reino.
4- Se o herdeiro ao trono decide não se casar, deve deixar um herdeiro (um filho) antes de morrer.
5- O compromisso não pode ser anulado, a menos, claro, que o Rei de um dos países pesa sob uma boa razão.
6- Durante os dias de cortejo – que não podem ser mais de dois meses – os comprometidos devem viver sob mesmo teto, dormir no mesmo quarto e, se desejarem, começar com sua vida matrimonial.
7- O casamento só será celebrado no primeiro dia de lua cheia.
8- Entre os dois comprometidos, ficará a cargo do nobre de ranking mais alto.
9- Uma vez casados, viveram sob o teto do nobre que tiver o maior ranking.
TURANDOT
Um reino muito parecido a China antiga, com um clima ameno, cheio de campos de cultivo, amplas planícies, uma costa de areia branca e água cristalina próxima a um vale do qual se pode ter uma maravilhosa visão...
Uma monarquia pacífica, onde quase todos se dedicavam ao cultivo e ao gado.
Um grande palácio imperial se encontra na parte mais profunda do povoado rodeado por uma muralha larguíssima e com um portão custodiado por guardas.
Dentro dessa muralha há uma grande extensão de pasto verde, árvores frondosas, um campo cheio de cerejeiras e amplas e cristalinas lagoas.
O palácio é formado por várias construções de até três níveis, com tetos de telhas azuis, as quais eram vinculadas por longos corredores de madeira. *http: / /espanol. cri. cn/newes/chino/lesson07/img/2. jpg
Dentro de um desses santuários, se encontra uma pessoa fincada em frente à grande estátua de uma linda e delicada mulher vestida com uma túnica e com longas asas saindo de suas costas.
"Oh! Deusa Natura, por favor, te suplico, faça que meu irmão crie juízo. Isso não pode continuar assim. Sabe que se não encontrar um noivo logo as conseqüências serão terríveis. Por favor, ajude-me com esta difícil tarefa" – suplicava um jovem de grandes olhos azuis e cabelos castanhos. A simples vista, não parecia ter mais de 20 anos, embora já tivesse 25. Estava vestido com um kimono de tom negro e amarelo com estampados; o obi negro atado por trás em grande laço.*http: / /www. shopbba. com/freeweb/log/imgs/20080227012759. jpg
"Emperador." – chamo um jovem de longos cabelos vermelhos desde a entrada, vestido com um traje oriental de cor azul escuro. *http : / /www. animextremist. com/mangas-online/tsubasa-chronicle/capitulo-222/tsubasachronicle11. html
"O encontraram?" – pergunto sem sequer se voltar.
"Sim, um dos pescadores o viram; ia em direção ao barranco...
"O barranco? Esse lugar é muito perigoso, por favor, Hiroshi, vá buscá-lo."
"A ordem."
"Natura... por favor... Shuichi deve contrair matrimonio em menos de seis meses. Por que ele não quer? Rejeito a seu ultimo prometido já há algum tempo. Agora tem dezenas de pretendentes com os quais poderia contrair matrimonio. Qual é sua fobia? – continuo de maneira adulta para depois olhar a estatua, gemer e seu aspecto mudar a um muito infantil, enquanto seus grandes olhos umedeciam. "BUAAAAAA, BUAAAAA, POR QUE SHU-CHAN NÃO QUER SE CASAR? BUAAA, MALLL, MALLLLL! – começo a chorar, acostando-se sobre suas costas e fazendo uma algazarra digna de uma criança de três anos.
Grandes rochas afiadas eram as que se expunham sob seus pés, a menos de 20 metros. As ondas arrematavam contra o penhasco provocando um agradável som e uma suave brisa que refrescava; a vista em verdade era maravilhosa, pois se podia apreciar o azul do mar de uma forma agradável, no entanto, a caída era muito perigosa. Milhares de pessoa haviam morrido ali desde a criação do mundo, já que uma queda acidental por perder o equilíbrio nas rochas a uma distância tão curta, não permitiam a ninguém se recompor e o golpe contra as ondas era quase como um forte murro de concreto; os corpos jamais eram encontrados. Havia um mito que uma criatura marinha os devorava, mas na verdade ninguém sabia o que havia abaixo do barranco, se em verdade existia o estranho mostro ou não...
O vento agitava seu comprido cabelo rosa, o qual chegava um pouco acima dos ombros. Passo a mão por seu rosto até atrás da orelha, pondo os cabelos para trás. Um rapaz de 18 anos; seus grandes olhos violetas miravam fixamente o horizonte, o sol ocultando-se por trás do mar, deixando o céu com cores laranja mesclado com o azul.
Vestido com uma yukata branca de manga comprida, e sobre este, um kimono sem manga de cor amarela, com luas laranja vivo que caiam sobre seus ombros. Ambos eram atados por um obi alaranjado. *http: / /www. freewebs. com/dungeon-mations/tomoyo_hime_1280. jpg
"Principe Shuichi" – chamou uma voz atrás dele.
"Hiro..." disse, voltando-se para vê-lo.
"Eu estava lhe procurando, seu irmão o chama. Está muito irritado com você."
"Ahh... deixe-me adivinha; se irrito porque saí do palácio sem permissão?"
"Obviamente."
Caminhavam por um vale, rumo ao povoado. De longe, podia-se ver um lindo palácio chinês rodeado por um grande vilarejo.
"Sabe que é perigoso ir ao vale, ainda mais se for sem escolta e sem avisar ninguém."
"Não é nada divertido estar rodeado de pessoas dizendo o tempo todo o que devo fazer" – se queixo, caminhando ao lado do ruivo e apoiando as mãos atrás da nuca.
"Mas você fica o tempo todo disperso, e desaparece o dia todo."
"..."
"Alem do mais; não se esqueça que as rochas são afiadas e escorregadias, poderia cair."
"..."
"Eu digo isso para o seu próprio bem"
"Hirooooo..." - canto caprichosamente.
"Sim?" – pergunto com desconfiança; não gostava desse tom de voz. Uma das duas: ou ia pedir algo, ou... algo ia pedir.
"Há alguma maneira de me livrar das minhas obrigações?"
"Ninguém se livra de suas obrigações."
"Mas..."
"Mas nada, você é um príncipe e deve contrair matrimonio com outro nobre em menos de um ano."
"Então, já não quero ser um príncipe! Desde hoje serei apenas um súdito a mais!"
"Não creia que as pessoas do povoado também não têm as suas obrigações."
"Hmph..." – bufo irritado. "Mas, ao menos, eles decidem com quem se casar ou não."
"Mas, se quiserem se casar devem pedir permissão ao imperador e se lhes negarem, não podem casar-se com que quiser."
"..."
"Quer isso?"
"Meu irmão jamais nego isso a alguém."
"Mas sempre existe a possibilidade."
"Por que você sempre me repreende em vez de me guiar e apoiar-me? Você é meu guarda pessoal e melhor amigo... deveria ser bom comigo!"
"Vou repetir pela centésima vez do mês: não posso apoiá-lo, se está errado."
"Você é mal comigo..." – refuto com um bico
"Não é mal sair sem sequer avisar?"
"ahh... ahaha..."
"..." – suspiro cansado. "Príncipe, de verdade me preocupa muito o seu bem estar e futuro. Não só como sua escolta pessoal e cidadão deste reino; mas também como amigo."
"..."
"Eu não sou o único que está inquieto com a sua atual situação."
"..."
"Sabe? O imperador passou o dia inteiro rezando..."
"Para que me case, certo?"
"Como adivinho?" – deixo ver todo seu sarcasmo nesta frase.
"Faz meses que ele faz a mesma coisa quase todos os dias. Ahh... sem dúvida alguma Onii-chan se preocupa de mais."
"Como não? Você suplico ao imperador que cancelasse seu compromisso; isto trouxe muitos problemas econômicos e políticos a Turandot."
"..."
"Seu irmão aceito seu capricho de contrair matrimonio com outra pessoa, a alguém que você escolha; mas ignora qualquer pretendente que vem."
"..."
"Amanhã viram outros pretendentes."
"Sim, já sei, meu irmão me disse ontem que viriam."
"E agora, que desculpa dará? De novo usará o: estou doente de 'quem sabe o que se me ocorra no momento' e posso contagiar meu prometido, melhor que venham outro dia..."
"Não essa eu já usei muitas vezes, já está gastada."
"Então?"
"Hum... não sei... ajude-me a pensar..."
"Leva mais de um ano pondo desculpas."
"..."
"Nem sequer se da a oportunidade de conhecer os pretendentes que vêm."
"..."
"Por que não os entrevista?"
"Para quê?"
"Como 'para quê?' Pois, para que os conheça."
"..."
"Se os conhecesse, poderia saber quem é a pessoa indicada para você."
"..."
"Aquela pessoa a quem você irá querer mais que a sua vida."
"..."
"Esta pessoal que estará disposta a dar vida por você. A que conhece o amor."
"..."
"Ver..."
"É isso! Hiro, você é um gênio!"
"Eh... que... quem... eu?"
"Acaba de me dar uma grande idéia!" - adiciono, para correr até o castelo.
"Ai não... o que meteu na cabeça agora..." – levo uma mão a testa, tentando imaginar a loucura que havia ocorrido a seu louco príncipe.
Shuichi tinha uma grande imaginação e qualquer besteira lhe dava as idéias mais descabeladas que podia encontrar...
Entrou correndo ao castelo, abrindo a porta corrediça de par em par.
"Onii-chan! Tenho que dizer algo importante!" – grito ao chegar a uma habitação bastante ampla.
"Shuichi!" – foi recebido por um grito, um abraço forte e um peso extra, que o feziram terminar no solo.
"Ahhh... Ryuichi... não posso respirar!" o moreno se levanto um pouco, prendendo seu irmão menor no chão com pernas e braços.
"Shu-chan, mal! Mal, cruel, horrível! Por que saiu sem sequer avisar? Eu estava muito... muito preocupado!" – apesar de continuar com sua atitude infantil, isso já era uma reprimenda.
"Ahhh... é que eu... ahaha..."
"Sabe muito bem que deve avisar cada vez que saia do palácio. Se tivesse me avisado, teria pedido que levasse a Kuma-chan! Buaaa!"
"Ah, eh... desculpe, não voltará a acontecer."
"Tomará que desta vez cumpra com sua promessa Shu-chan." – disse pondo-se de pé e estendendo a mão a seu irmão para que este levantasse. "Agora, o que queria me dizer?" – adoto uma atitude madura que o caracterizava, mas que poucos a viam.
"Que já sei o que vou fazer para escolher meu futuro esposo!"
"Ehh?"
"Casarei-me com a pessoa que for capaz de dar sua vida por mim."
"..." – levanto uma sobrancelha. "Isso é muito fácil de fazer, qualquer soldado daria a vida por você".
"Não me refiro a isso."
"Então?"
"Será como um jogo... um jogo muito arriscado. O jogo da morte!"
"..."
"Cada pretendente terá que entrevistar-se em privado comigo, e o farei três perguntas."
"..."
"Se acertar as três, me casarei com essa pessoa."
"..."
"Mas... se falhar ao menos uma, seu castigo será a morte."
"..."
"Essas são as condições."
"..."
"O que você acha?"
"..." – aquele homem em todo o momento se mostrou sério, sem expressar nem um só sentimento em seu semblante.
"Diga-me, qual sua opinião?" – insistiu Shuichi ao ver que seu irmão não contestava. Ele não sabia como interpretar esse silencio!
"..."
"Ryuichi?"
"Está maluco." – deu-lhe as costas e caminho até a porta corrediça para sair por ela. "A resposta é não".
"Eh? Por que não? Oi, Ryuichi, escuta, estou falando com você!" – foi atrás dele, alcançando-o nos corredores.
"Não Shuichi." – Ryuichi seguia caminhando, notando que Shuichi ia a seu lado. "Já se esqueceu de todos os problemas que me meteu quando, por seus caprichos, me fizeste cancelar seu compromisso anterior?"
"Mas..."
"Sabe o quão difícil que é buscar uma boa desculpa para romper o pré-contrato nupcial que nossos pais fizeram para que você se casasse?"
"Ma..."
"Portanto, você está maluco se acredita que vou ceder a seus desejos de novo."
"M...Mas..."
"Amanhã entrevistará seus prometidos, e deles escolherá um. Fim de discussão."
"Mas Ryuichi!" – paro de frente para ele. "Não se supõe que devo me casar com a pessoa que amo? Aquela pessoa que eu seja capaz de dar a minha vida? Que essa pessoa dê a vida por mim?"
"..."
"Como quer que me case com esse sujeito, se nunca o vi na minha vida? Em menos de sessenta dias não vou poder conhecer bem a uma pessoa, ainda mais me apaixonar!"
"..."
"Mas se entrarem ao 'jogo', quer dizer que de verdade deseja estar comigo. Não acha?"
"Se entrarem ao jogo pode ser que queiram subir seu ranking de nobre ao de príncipe."
"E o que importa? De todas as formas eu não posso ser imperador de Turandot porque você é maior que eu; e isto o faz herdeiro da coroa, que por certo, já possui."
"Mas se eu morrer você assume a coroa."
"Vamos Ryuichi! Quem vai querer matar-lo?
"Ahn... não sei... talvez quem quiser desposaste para ser rei."
"Isso não vai acontecer Ryuichi! Eu me asseguro de que não acontece nada, te prometo que terei essa situação sob controle, assim a sua vida não estará em perigo em nenhum momento."
"..." – suspiro de forma cansada; seu irmão lhe dizia cada besteira e justificação por demais absurda para ter a razão. De verdade ele achava que era tão idiota? "Já disse que não, você não entende ou o quê?"
"Onegai Onii-chan... deixe que eu faça isso... dê-me um ano... só um ano, sim?"
"Como que te dê um ano? Se é um ano que te sobra para casar-se." – disse um pouco irritado.
"Pois, se é o que me resta de tempo, me dê."
"Shu, eu te conheço e sei que vai fazer trapaça."
"Como poderia?" – pôs cara inocente.
"Sabe que não quero que deixe de ser príncipe e se converta em um servo por isso."
"Isso não vai acontecer."
"Não, claro que não!" – cruzou os braços.
"Anda Ryuichi, diz que sim!"
"Não."
"Diz que sim! Diz que sim! Diz que sim!"
"E o que acontece se não conhecer ninguém neste tempo?"
"Ah... bom... eu... ahhh... pois não me caso!" – que simples solução.
"..." – suspiro cansado e o seguro pelos ombros. "Seis meses. Só isso."
"Que? Seis meses? Está louco? Que seja um ano!"
"Seis meses."
"Dez."
"Seis."
"Oito."
"Seis. Ou pega ou larga."
"Pois eu pego, que opção eu tenho."
"Bom. Mas escuta; se em seis meses não encontrar a uma pessoa com qual quiser se casar, eu escolherei por você, entendido?"
"Sim! Muito obrigado irmão, você é o melhor!"
"Mas te advirto; revisa bem suas perguntas... por que quem as responder se casará contigo e não há marcha atrás, depois de tudo, você assim o escolheu!"
"Sim!" – disse animadamente. "Hehe... agora tenho seis meses inteiros para pensar em como me livrar do matrimonio. Sou um gênio!" – penso maquiavelicamente.
A notícia não se fez esperar no reino de Turandot.
Pouco a pouco os pretendentes foram aparecendo. Condes, duques, marqueses, cavaleiros de alto renome, etc... todos e cada um dos nobres do reino de Tutandot souberam da notícia; e muitos eram os desejosos em participar do jogo pela mão do príncipe. Não só por sua beleza; também por que adquiririam um ranking mais alto na nobreza.
Lentamente a noticia foi chegando a mais lugares, saindo dos arredores do reino aos países vizinhos e pouco a pouco a outros domínios muitos mais longínquos.
Mas junto a esta notícia haviam também terríveis rumores:
- As perguntas eram de uma dificuldade extrema.
- A mesma Deusa Natura havia visitado o príncipe em seus sonhos para dar-lhe as perguntas e respostas.
- A diário dezenas de aristocratas haviam ido com a intenção de contrair matrimonio com tão agraciado príncipe, no entanto, nenhum deles foi capaz de responder nem sequer a primeira pergunta, o que levava a decapitação dos mesmos.
-O príncipe não sentia nenhum remorso quando aqueles homens pediam indulgência; havia estado presentes nas mortes e se regozijava enquanto os escutava suplicar por suas vidas.
-Etc, etc...
Estes rumores fizeram que o número de participantes despencasse de forma esplêndida. Claro! Quem estaria disposto a dar a vida por um rapaz tão frio, cruel e sem alma, a quem, seguramente ninguém poderia desposar?
Sem dúvida os cochichos haviam sido uma extraordinária idéia, mas eram apenas isso: cochichos. Já que:
1- Shuichi jamais havia sonhado em toda sua vida com Natura, já que não era muito devoto.
2- Só uma dezena de homens havia ido, mas sua escolta pessoal, Hiro, lhes havia infundido temor com suas palavras, fazendo que dos 12, somente 5 haviam ido até a sala onde Shuichi estava, quem lhes deu outra advertência, fazendo que os outros 3 se retirassem por medo. Depois falaria com cada um dos pretendentes em privado. Primeiro a um conde, a quem deu uma ultima oportunidade de escapar e a aceito, deixando unicamente um marques, que havia rejeitado a oportunidade com temor. E dando um pequeno lapso de silêncio para atemorizar um tanto mais a este homem que, por fim, sem poder agüentar a pressão, se arrependeu e escapo.
Isso simplificava os feitos a que: ninguém havia escutado as perguntas.
Shuichi agradecia enormemente por isso, já que lhe assegurava que, si os rumores continuassem correndo – sendo mais terrível ao passar de voz em voz, - cada vez menos pretendentes apareceriam, e para matar dois pássaros com uma pedra só, em um futuro próximo, nenhuma pessoa iria querer casar-se com ele, por toda a fofoca que era passada sobre sua pessoa em toda a Gaia; e isso lhe assegurava seu objetivo: "não casar-se".
A luz solar se infiltrava através da frondosa copa de uma árvore...
Shuichi estava sentado no pasto com as costas apoiada no tronco da árvore; vestia um kimono corto de cor rosa e branco, com amplas mangas e flores bordadas. O obi vermelho havia um laço formado na parte de trás e calçava um tabi branco, deixando descobertas suas esbeltas pernas. *http: / /fc03. deviantart. net/fs27/f/2008/111/8/0/Miss_SDL_Kimono_Yan_Qian_by_Iris_Zeible. png
Hiro estava recostado no pasto, com as mãos na nuca, os olhos fechados e jogando com um ramo de folha verde entre os lábios.
"Ei, Hiro."
"Sim."
"Já se passaram dois meses desde que comecei com isso."
"E pensa em continuar?"
"Claro que sim! E farei até o fim" – anuncio triunfante.
"Só restam quatro meses. O que você irá fazer quando esse tempo acabar?"
"Hehe... Hiro parece que você não ouviu os rumores."
"Não os ouvi? Por favor! Se foi minha brilhante mente que os planejo e a minha voz que os espalho."
"Certo. E com tudo o que dizem sobre mim, fracamente, duvido que exista qualquer pessoa sobre toda Gaia que deseje casar-se comigo, não acha?"
"Hmm... E o que fará se alguém não se amedrontar com as ameaças?"
"Que coisas tão horríveis de se dizer Hiro! Eu o asseguro que ninguém é tão idiota a ponto de dar a vida em um jogo de perguntas."
"Quer dizer que ninguém é tão idiota a ponto de dar a vida por você?"
"Hiro! Não ponha palavras na minha boca."
"Ou será que ninguém gosta de você o suficiente para fazer isso?"
"Hiro! Você daria a vida por mim!"
"Claro, já que é o meu trabalho."
"Farei como se você não tivesse dito isso..." – fez um bico infantil.
"..." – sorriu; eles tinham uma boa relação, tanto que poderiam falar-se com esse tom de brincadeira. "Já tem as perguntas?" – mudo um pouco o tema.
"Pois... tenho duas."
"E a terceira?"
"Hm... não sei... talvez eu faça um enigma."
"Um enigma? Não estará pensando nesse chiste?"
"Bom, ninguém o conhece."
"Não seja idiota, ninguém o levará a sério se fizer essa pergunta."
"Você acha?"
"Sim."
"Pois, não importa, por que o que eu não quero é se casar e se ninguém me levar a sério, melhor!"
"E por que você não quer se casar?"
"Não quero e pronto."
"Ninguém sabe as suas razões e acham que é um capricho."
"..."
"Ao menos deveria confiar em mim e dizer, além do mais, você me conta tudo."
"Sim, mas... isso é diferente." – sua voz soou desigual, séria e algo triste; fazendo com que seu servo se ajeitaste para ver seu amigo.
"Aconteceu alguma coisa?"
"..." – se pôs de pé estirando o corpo. "Não, nada." – adiciono com um sorriso. "Tenho vontade caminhar um pouco, nos vemos no palácio, tudo bem?"
"O imperador disse que não..."
"Não irei ao vale, só vou caminhar um pouco por aí."
"Eu o deixarei ir se me prometer que não irá ao barranco."
"Eu prometo" – sorriu.
O sol brilhava com intensidade; um cavalo negro corria a todo galope pelo vale.
"Ohhh." – fez-se ouvir, enquanto puxava a corda para deter o animal. Seu longo cabelo loiro atado em um rabo-de-cavalo e seus olhos azuis celestes miravam para todos os lados; era um home de porte grande, um pouco robusto, vestindo um traje negro com botas alta. *http: / /f5. /pictures/421/49/4/449421_KGIXDSSIXNJVYSA. jpg
Frente a ele, se via a cidade de Turandot, enquanto um cavalo branco galopava em direção a cidade; montado sobre este havia um homem de estatura mediana, cabelos loiros e grandes olhos esmeralda, vestindo um traje com uma capa em diferentes tonalidades de verde. Seus pés eram cobertos por botas escuras. *http: / /namforts. com/malonez/wp-content/uploads/2008/09/legolas_logo-227x300. jpg
"O Encontro?" – pergunto o de olhos turquesa.
"Não e você?"
"Não está na cidade."
"Maldição!"
"Ahhh... sempre a mesma coisa. Por que ele gosta de brincar de gato e o rato com a gente?"
"Mas essa eu não o perdoou! Não senhor! Seu pai o deixou a nossos cuidados neste reino e ele faz isso só para contrariar!"
"Sim eu sei, mas o que podemos fazer?" – o de olhos turquesa com um sorriso no rosto já estava acostumado com isso; sabia que não adiantaria irritar-se.
"Que o podemos fazer? Eu te direi o que eu vou fazer! Primeiro o encontrarei, o trarei arrastado até aqui e fincarei seus pés no solo para que ele deixe de fugir toda vez que tem a oportunidade. Isso é o que eu farei! Alguma dúvida?"
"Ehh... não, nenhuma." - uma gota de suor escorreu pelo rosto do albino diante da irritação do outro. Sem dúvida era um homem explosivo.
As suaves ondas acariciavam a areia branca. O sol começava a ocultar-se por trás desse mar de azul intenso, fazendo que a fina linha do horizonte se apagasse, deixando o panorama no céu de cores laranja e azul.
Suspiro em silêncio sentindo o gentil vento agitar seus cabelos róseos. Lembrando então das palavras que Hiro havia dito há tempos atrás; aquilo lhe trouxe recordações que desejava borrar de sua mente. Fechou os olhos e começo a cantar uma canção qualquer, a primeira que lhe veio à mente, com uma entonação perfeita e uma suavidade muito agradável.
"Que ruído tão espantoso. Calado pirralho!" – ordeno uma voz vários metros atrás dele.
"Ruído?" – Shuichi grunhiu irritado, voltando-se para encarar o descarado que dissera isso. "Que ruído? Eu estava cantando!" – grunhiu novamente ao desconhecido, quem cobria seu aspecto envolto em uma capa negra com capus, embora pela voz, ele podia assegurar-se de que era um homem jovem.
"Cantando? Pois, parecia um irritante zumbido de abelha."
"Como você se atreve a me criticar? Sabe quem eu sou?"
"Não e francamente não me importa." Disse de forma desinteressada, cruzando assim os braços.
"Nnnrrrrg." – Shuichi grunhiu ainda mais irritado. "Como se atreve a..."
"Pela sua roupa, assumo que seja algum nobre; e um muito mimado, cabe mencionar."
"Mimado! Eu não sou mimado!"
"Então, por que está irritado pela crítica de um estranho?"
"..."
"Sem resposta, sua alteza?"
"Ehh? Sabe quem eu sou?"
"Claro..." – disse então. "Um pirralho tão consentido e que se sente intocável não pode ser alguém mais que o príncipe deste reino."
"Ahhh..." – solto tentando soar desinteressado, enquanto cruzava os braços. "E por sua atitude, vejo que não é daqui. Assim, me diga; com quem tenho o desgosto?"
"Por que tenho que te dizer?" – adicionou dando meia volta.
"Como se atreve a não me responder? E me dar as costa? Diga seu nome! É uma ordem!"
"Não quero obedecê-la."
"Desobedecer a um príncipe é um erro muito grave."
"Sério?"
"Sim..." – sorriu prepotente. "Posso enviá-lo a forca por isso."
"Não vai me amedrontar com ameaças, garoto." – giro o rosto. "Não sou como esses idiotas que se deixam levar por simples palavras sem sentido.
"Palavras sem sentido?"
"Fofocas. Essas que se difundem por toda Gaia sobre seus pretendentes e suas 'supostas' mortes."
"..."
"Quando nenhum deles tentou sequer responder uma pergunta por medo."
"..." – pressionou levemente os lábios; como ele sabia disso? "E como você está tão seguro de que isso não é verdade?" – obviamente tentou sustentar sua própria mentira, não era tão idiota a ponto de confessar que ele tinha razão.
"Só digamos que eu sei."
"Nossa! Acabo de encontrar um sabe-tudo."
"Em efeito."
"Mmgg..."
"Bom, como você me despertou com seus ganidos, terei que buscar outro lugar para dormir um pouco mais."
"Ganidos!" – grunhiu.
"Nos vemos depois, Siren*."
"Siren?" – perguntou. "Espera, o que você quer dizer com isso?"
"Assim é como se chama fora de seu país, pirralho." – disse para dar meia volta e se afastar.
"Oii, alto, te ordeno. Explica isso! De onde você vem? Quem é você? É uma ordem!" – grito Shuichi fazendo uma pirraça; no entanto, o misterioso homem já havia partido, ignorando-o completamente. "Quem diabos é esse sujeito tão estranho? Nnnn! Que coragem! O que ele quis dizer com Siren!"
Ao mesmo tempo.
"Hiroshi, onde está meu irmão?" – pergunto Ryuichi ao ver o ruivo em um dos jardins praticando com sua espada.
"Na cidade... ele não deve demorar sua majestade."
"Poderia ir até ele? É necessário que venha agora mesmo."
"Agora mesmo? Aconteceu alguma coisa?"
"Chego um novo pretendente."
"Hunn? Mas faz mais de uma semana que ninguém se apresenta, achei que havia afugentado a todos com suas ameaças de morte."
"Pois nesta tarde vieram do reino de Asgard."
"O reino de Asgard! Mas esse reino está muito longe daqui! São trinta dias de viagem!"
"Sim, isso eu já sei." – deu então um discreto sorriso. "E vieram aqui apenas para pedir a mão de Shuichi."
"...!"
Não, isso devia ser mentira.
O país de Asgard; o reino localizado ao norte, o reino de guerreiros...
Como era possível que nobres deste reino fossem a Turandot para pedir a mão de Shuichi?
Quem ou quais eram os pretendentes? Por quê?
E pior ainda... se fossem rejeitados... começariam uma guerra contra Turandot?
NT: *Siren – faz tempo que li essa fic, portanto não estou totalmente certa do que Siren significa, mas acho que se refere às sereias que catam aos marinheiros/marujos para seduzi-los. :D
Ultima nota: Tentarei traduzir essa fic o mais rápido possível e postá-la ao menos de 15 e 15 dias ou até menos. Alguns capítulos podem que cheguem mais rápidos que outros por serem menores, assim como alguns demorem mais tempo. Ah e para ver as imagens é só juntar as partes que estão separadas. :)
