Capitulo 7: A historia de Sakura.

Naruto olhou abismado o estrago que as bombas inimigas tinham feito nos muros do castelo.

- Naruto! – Kakashi gritou correndo ate o loiro.

- Kakashi-sensei! De onde você veio?!

- Isso não importa agora Naruto! Onde estão Sasuke e Sora?

- Eu não sei, kakashi-sensei. Mas eles estavam juntos.

- Ah! Se Sora estava com o príncipe estará tudo bem com eles. Mas agora vamos logo Naruto! A princesa foi capturada pelo inimigo!

- Oh Não!

- Ande! Os soldados do Orochimaru se dividiram em dois grupos. Siga de longe os que foram para o norte e eu irei para o oeste.

Kakashi e Naruto então se separaram seguindo nas direções ditas por Kakashi, porem só então Naruto percebeu que não sabia a aparência da princesa. Se ele voltasse para o castelo somente para perguntar o que não sabia poderia perder o rastro dos inimigos, então o loiro continuou os seguindo. Se achasse a princesa, saberia reconhecê-la. Pelo menos assim esperava.

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Sakura acordou num lugar úmido e sujo.

- Droga. – praguejou abrindo os olhos e se sentando. Percebeu que estava numa cela subterrânea iluminada apenas pela luz das poucas velas que havia no corredor.

- Sakura! – Sasuke falou aflito o vê-la acordar. Ele estava péssimo. Com as vestimentas meio sujas e arranhadas, um pouco de sangue escorrendo da testa e um filete de sangue já seco perto da boca.

- Sasuke! – Sakura gritou abraçando o príncipe. Ela também não estava com sua melhor aparência. A armadura suja de terra, a boca manchada com o sangue, o nariz um pouco inchado por causa do soco que levara, o cabelo bagunçado e alguns arranhões nos braços.

- Você está bem? Fizeram algo com você? – ela perguntou colocando a mão no rosto do moreno. Ele pegou a mão de Sakura e balançou a cabeça negativamente.

- Sakura, você tem alguma idéia de onde possamos estar?

- Posso não ter certeza, mas creio que estejamos na prisão do Orochimaru.

- Orochimaru. – Sasuke rosnou – Por que esse maldito fez isso?! Aliás, por que ele ataca Konoha? Nunca fizemos nada para ele.

- Mesmo depois de três anos como samurai, eu ainda não consegui entender o que se passa na mente dos criminosos.

- Ah... – Sasuke murmurou.

Ficaram em silencio por algum tempo. Apenas em silencio. Olhando o nada.

- Isso é engraçado. – Sasuke então falou quebrando o silencio.

- O que é engraçado?! – Sakura falou indignada – Por acaso estar preso aqui é engraçado?

- Não é isso! Eu quero dizer que é engraçado o fato de que você só está nessa situação por que tem essa coisa de se passar por um samurai. Sabe. Você poderia estar em casa a salvo.

- Não fale dessa maneira Sasuke. – Sakura falou num tom triste – Você não tem idéia de por que eu me esforço tanto para ser um samurai.

Sasuke a olhou perplexo.

- Você tem um motivo?

- Claro que tenho! – ela ganiu – Você não achou que eu fazia tudo isso por pura vontade de quebrar as regras.

- Eu nunca havia pensado nisso. – ele murmurou.

- Percebe-se, Sasuke-KUN.

Novamente se calaram por uns instantes.

- Você quer desabafar?

- O que?

- Você sabe. Me contar por que você faz o que faz.

- Bem... Na verdade é uma historia comprida.

Sasuke espiou pela grade. Não havia sinal nos corredores que se estendiam por metros e metros.

- Acho que vamos ter muito tempo para poder conversar. – ele comentou.

- Hummm. Acho que sim.

Ela pigarreou.

Tudo começou quando eu tinha apenas 6 anos e meus pais morreram. Eu achei que ficaria sozinha e abandonada, já que eles eram minha única família. Na verdade, eu fiquei mesmo sozinha. Eu vivia numa casinha miserável perto de uma vila, eu não era bem vinda nas vilas, sabe? Ninguém quer uma garotinha maltrapilha e sem família. Embora eu vivesse sozinha eu ate que era um pouquinho feliz. Quero dizer, eu podia viver perto da natureza e aos animais. Não era difícil a minha vida. Havia arvores frutíferas por perto e às vezes um viajante ou outro que me encontrava sentia pena de mim e me ajudava com alguma coisa. Eu devo ter vivido daquela maneira por aproximadamente 1 ano e meio.

Daquele dia eu me lembro como se fosse ontem. Era inverno, não havia frutas nas arvores e nenhum viajante tinha me ajudado nos últimos dias. Eu estava realmente com fome! E então eu vi de longe, era pouco, mas serviria. Eram três pequenas castanhas. Lembro-me de que fiquei muito feliz por encontrar aquelas castanhas e então foi quando aquele homem apareceu. Não que fosse alguém importante ou que eu conhecesse. Era só um homem, mas eu nunca vou esquecer do que ele fez. Eu estava próxima de um pequeno vale, tudo estava coberto de neve, e minhas roupas não eram muito quentes. Mas se dependesse de mim eu iria para casa acenderia uma pequena fogueirinha e assaria as castanhas, e elas me esquentariam um pouquinho. Mas aquele homem não pensava o mesmo que eu. Ele pensava em usar as castanhas para seu próprio satisfazer.

- olá mocinha. – ele falou enquanto sorrateiramente se aproximava.

Eu podia ser nova, mas não era burra. É claro que eu me afastei dele, porem de costas, dando passinhos para trás. Um terrível erro, pois isso me fez cair barranco a baixo rolando na neve gelada e encharcando minha roupa. Eu bati a cabeça num tronco e o local ferido começou a sangrar. O homem me seguiu descendo o barranco e eu tentei fugir pelo rio congelado. Obviamente ele correu atrás de mim. E eu acabei escorregando no gelo e caí. O gelo se partiu libertando o rio e eu caí na correnteza. A água estava gelada. Era como se mil agulhas fincassem meu corpo. As minhas castanhas? Sim. Elas foram levadas pela correnteza também e eu vi que o homem ficou lá da beirada só olhando. Aquele desgraçado!

Naquela época eu ainda não sabia nadar. Tudo o que eu pude fazer foi me debater pedindo ajuda inutilmente ate perder a consciência.

Algum tempo depois eu acordei e me vi enrolada num cobertor e próxima a uma fogueira. Claro que eu levei um susto.

- Tudo bem com você, mocinha? – me perguntou um samurai de cabelos meio roxos.

- Ah! Quem é você? – eu gritei me afastando ligeiramente.

- Eu sou Arashi. Sou um samurai.

Eu o olhei desconfiada.

- Foi você que me salvou?

Ele disse que sim e me perguntou o que eu fazia sozinha por aquelas bandas. Eu expliquei que não tinha família e que estava fugindo daquele homem...

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Naruto seguiu os homens que iam para o norte e não tardou a encontrar uma das entradas para o covil. As pressas chamou sua ave mensageira e mandou uma carta para o castelo pedindo reforços e dizendo a localização do covil. Após fazer isso desceu as escadas de pedra em direção ao subsolo.

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Arashi, depois de ouvir atentamente a minha triste historia, perguntou se eu gostaria de ir com ele para seu vilarejo. Disse que ele poderia cuidar de mim e que sempre havia sonhado em ter uma irmãzinha.

Eu acabei aceitando e então passei a viver junto com Arashi. Ele era a pessoa mais legal que eu já havia conhecido. Me levava para conhecer vários lugares, me contava historias e era um herói. Sim. Ele era um HEROI! Ele salvou inúmeras pessoas e não esperava nada em troca.

Sasuke olhou para sakura. Era um pouco triste tudo o que ela havia passado. Mas ainda assim, ele não via nenhum motivo para que ela começasse a querer dar uma de homem.

Eu vivi com Arashi mais ou menos quatro anos. E eu nunca conheci ninguém como ele. Ele era muito especial e um samurai simplesmente incrível. Mas infelizmente suas habilidades de samurai não o ajudaram quando ele adoeceu. E foi nesse momento que eu pude agradecer por tudo que ele havia feito por mim. Eu cuidei dele dia após dia. Durante todo o tempo eu cuidei dele. Porem somente os meus cuidados não foram o bastante para salvá-lo e ele morreu. Tenho certeza de que ele foi para o céu. Mas instantes antes de ele morrer ele me disse algo. Disse-me algo que me faria querer lutar pelo bem. Lutar pela justiça e por tudo o que é certo.

Ele estava deitado na cama respirando muito mal e eu estava ao seu lado.

- Sakura. Você deve saber que eu não vou sobreviver mais, não é? – ele me perguntou. Meus olhos e meu rosto estavam completamente cobertos de lagrimas.

- Não Arashi! Você não vai morrer! Eu sei que você é forte. Você salva muita gente. Você não vai morrer! – eu gritei e Arashi me olhou triste.

- Sakura. – ele colocou a mão em meu rosto – Você e eu sabemos que eu irei morrer. E eu não vou ficar feliz se você não parar de chorar e me prometer que vai dar o seu melhor para viver pelo bem.

- Mas Arashi-nii-chan! Eu não quero que você morra!

- Sakura. Por favor. Prometa-me para que eu possa morrer sabendo que você fará o certo.

- Arashi-nii-chan. Eu prometo! Eu prometo que vou lutar para fazer um mundo mais justo!

Sakura soltou um longo suspiro e limpou as lagrimas que insistiam em escorrer de seus olhos.

- Eu vi o momento em que os olhos de Arashi perderam o brilho da vida. Foi o momento mais triste de toda a minha vida.

Depois da morte de Arashi e andei durante alguns meses. Pensando no que eu havia prometido. Eu não sabia o que fazer! Eu era uma mulher, uma menina. O que uma menina poderia fazer para tornar o mundo um lugar melhor? Eu era só uma menina! Sabe, eu fiquei muito tempo pensado no que eu poderia fazer. Ate que pensei que poderia ser como o Arashi e me tornar um samurai. Porem, não é permitido mulheres serem samurais. (o que eu acho muito errado. As mulheres dariam ótimas samurais. Eu sou a prova viva). Eu vaguei por mais um tempo sem saber o que fazer ate que ouvi um boato sobre uma mulher de um lugar chamado Konoha do leste. Essa mulher se chamava Tsunade. E ela havia conseguido ser um samurai! Ela havia sido um samurai durante trinta anos! Ela havia sido um samurai mesmo sendo mulher. Infelizmente, isso havia ocorrido durante os trinta anos em que ainda não havia uma lei contra mulheres serem samurais. Mesmo assim eu a procurei.

É certo que eu levei algum tempo, seguindo pistas certas e erradas, ate encontrá-la.

Flash back on

Uma Sakura de 12 anos subia as escadas de uma espécie de templo antigo meio abandonado.

- Olá, Tsunade-sama? – chamou a garota começando a achar que seguira novamente uma pista falsa e que a tal Tsunade não estava naquele lugar. Porem quando ela se virou para ir embora ouviu lhe chamarem.

- Quem chama por Tsunade? – perguntou uma voz forte e imponente vinda dos fundos do templo.

- Eu sou Sakura! Eu gostaria muito de falar com ela! – Sakura gritou se mantendo mesmo lugar.

- Por que quer falar com Tsunade? – a mesma voz falou.

- Eu gostaria de ser treinada por ela! – Sakura falou e não obteve resposta por parte da voz. Mas uma mulher com belos cabelos loiros veio em direção a ela.

- Então você, acha que é qualificada para ser treinada pela grande Tsunade?

- Sim! Eu acho.

- Por que quer treinar menina? Por que uma menina como você quer aprender a lutar?! – a loira falou. A mesma voz imponente e forte. Fora ela que falara anteriormente.

- Quero ser um samurai para poder proteger todos os inocentes. Proteger o correto e o bom. – a loira a olhou longamente.

- Você por acaso sabe que é proibido mulheres serem samurais?

- Eu sei senhora. Mas eu prometi a alguém que eu daria o meu melhor para proteger os valores e a honra. Ser um samurai é a única forma que eu encontrei de cumprir minha promessa.

A mulher a olhou de cima a baixo com uma cara indecifrável.

- Você tem certeza disso? Tem certeza de que quer se passar por homem perante os outros apenas para salvar vidas de pessoas que você nem ao menos conhece?

- Eu tenho certeza. Por favor, deixe-me falar com Tsunade-sama.

- Eu sou Tsunade. – a loira disse fazendo o queixo de Sakura cair. Aquela mulher já deveria ter uns 50 anos, no entanto aparentava apenas 30.

Flash back off

Tsunade se tornou então minha mestra. E me ensinou tudo o que podia. O treinamento foi duro, mas eu não posso dizer que não valeu a pena. O treinamento durou uns dois anos e quando eu o completei Tsunade sugeriu que eu fosse ser samurai em Konoha do Leste.

- E desde então tenho sido uma samurai de lá. – a garota finalizou.

- Nossa. Profundo. Uma historia que merece ser contada.

Sakura sorriu com as palavras do príncipe.

- Obrigada. – ela respondeu e passou a contemplar as grades.

- Você acha que nós conseguiremos sair daqui?

- Quem sabe. Mas se não conseguirmos, e morremos aqui... Eu gostaria que voce soubesse que eu te amo muito e sou muito feliz por ter te conhecido.

- Sakura...

- E vou continuar te amando mesmo depois que nós sairmos daqui e voce se casar. E eu sinceramente espero que você seja feliz. – A garota falou começando a derramar lágrimas.

- Sakura não chore! Eu também te amo.

- Mas eu não estou chorando por isso!

- Porque então voce estão chorando?!

- Por que nunca poderemos ser felizes juntos. se ficarmos aqui morrremos e se escaparmos voce irá se casara com a princesa.

- Eu posso me recusar. Então nós poderiamos fugir.

- Mas você não vai recusar. E não iremos fugir. Isso seria errado!

- Está vendo! É você que faz as coisas darem errado semrpe! Por que seguir tão a risca as regras? Não é você que é uma 'camponesa criminosa'? - Sakura trincou os dentes ao ouví-lo.

- Sasuke. Por favor. Vamos parar de brigar, sim? - ela respirou fundo - Venha. Me ajude a achar uma pedra. Agora eu me sinto motivada a sair daqui.

- Vai tentar quebrar a fechadura?

- Isso mesmo.

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Naruto desceu as escadas do covil e começou a correr pelos muitos corredores vazios em busca da princesa.

"Eu irei salvá-la princesa! Aguarde-me!" ele pensou e seguiu descendo cada vez mais fundo na terra.

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Yo! Aaaaaaaaah!! Eu peço mil desculpas por ter demorado tanto a postar T.T

eu admito que estava com preguiça de escrever, embora também estivesse sem a minima inspiração e se eu escrevesse sem inspiração não ficaria bom. (acabaria saindo uma gororoba que só) t.t

Ok. Esse seria o penultimo capitulo, mas estava demorando muito a escrever eu resolvi postar o que já estava escrito e postar o restante no proximo cap. :D mas caso eu fosse escrever tudo o que falta no proximo cap ele iria demorar muito por que é muita coisa. Então eu vou tentar escrever mais rapido e postar mais dois caps menores ao inves de um grandão. Ok.

Bellinha2345, Mayu Hionne e Marimary-chan Obrigada pela review.

bye e ate o proximo cap.