Estou começando uma nova jornada Huddy e espero que gostem.
Por enquanto está classificada como T (por enquanto?).
Capítulo 01 – A intimação
"Você quer me punir porque fui sequestrado? Isso é errado em tantos níveis, basta eu procurar um dos advogados renomados que esse hospital sustenta...".
"Cala a boca! E não. Ao contrário de você eu sou profissional, não uma adolescente brincando de ser médico".
"Oh, mas brincar de médico...".
"Foco House!".
"Então você está me punindo porque eu peguei no seu seio?".
Ela corou, mas tentou disfarçar. "Você é um idiota, mas isso não tem nada a ver com o fato de que você é o chefe de Diagnóstico no meu hospital e haverá um congresso de Diagnósticos no Havaí, ou será que eu deveria levar o chefe da Endocrinologia?".
"Fremens é gordo!".
"Eu estou levando um médico para um congresso e não para um evento sexual".
"Oh mas...".
"Foco!".
"Eu não preciso ir a esses congressos estúpidos".
"Você não vai a um congresso há anos".
"Preciso explicar por quê?".
"Eu preciso ir a esse congresso e você me acompanhará".
"Oh entendi. Você quer se exibir: Vejam como eu tenho o melhor diagnosticador na minha coleira... E olhem como ele é sexy como o inferno".
Cuddy corou novamente, mas ela tinha que manter a compostura. Até porque ele tinha meia razão, só meia...
"Acredite em mim, você seria a minha última escolha se eu quisesse me exibir por aí".
"Minta para si mesma". Ele respondeu divertido.
"House, queira você ou não, você irá! Você pode fugir, pode se esconder, mas eu te encontrarei e você não terá mais um emprego, amanhã estará sentado na sua cadeira o Dr. Floyd e ele irá comigo...".
"Floyd do Seattle?".
"Esse".
"Oh, não querendo me exibir, mas você se contenta com pouco... Ele é gordo, careca, estúpido...".
"Eu não estou procurando um marido".
"Há controvérsias".
Ela arregalou os olhos, mas respirou fundo. "Você irá comigo". Ela falou com o tom de voz firme. "E irá se comportar, caso queira manter o seu emprego".
Ele estranhou, sem piadas, sem brincadeiras... Cuddy estava ferida com certeza. Será que ele pegou pesado demais? Ele só queria a irritar. Será que foi a coisa toda com Rachel?
"Sem gracinhas ou brincadeiras machistas e inapropriadas". Cuddy continuou. "Amanhã passo na sua casa às sete horas da manhã para te buscar. Leve roupas sociais e não se atrase".
Será que a irritação seria devido ao fato dela precisar voltar ao trabalho antes do previsto? Sim, porque ele foi o principal responsável por sua volta, por obrigá-la a deixar bebê Rachel para trás. Ele não suportaria perder a atenção de Cuddy, não para uma bebê, não para ninguém.
"Você está brava comigo porque teve que voltar ao trabalho e deixar as mamadeiras em casa?".
"Vá se ferrar!".
Cuddy partiu marchando pesadamente com seu salto alto e sem olhar pra trás. Ele só fez olhá-la a distancia apreciando a vista antes de voltar seu pensamento para o que havia acontecido. Era intrigante e isso o perturbava.
House estava impressionado e preocupado, e o que ele fazia nessas ocasiões?
"Wilson, Cuddy quer me sequestrar".
"House, paciente aqui...". Ele reclamou envergonhado quando o amigo invadiu sua sala.
"Sayonara!". House disse para o paciente que nada entendeu. "Cuddy vai me sequestrar, me prender na cama, copular comigo até me deixar exausto e depois ela comerá a minha cabeça".
O paciente arregalou os olhos e Wilson não sabia onde enfiar a cara de tanta vergonha. Ele se levantou e empurrou o amigo pra fora.
"Depois falamos".
"Ei, ninguém empurra um aleijado assim".
Mas Wilson trancou a porta e fechou com a chave.
"Todos estão em um complô contra mim!". House gritou chamando a atenção de alguns funcionários que transitavam por lá.
"Ele não me ama mais". House explicou. "Wilson me trocou por um boneco inflável". E saiu deixando comentários maldosos e risadinhas para trás.
Mais tarde naquele dia...
"Se você não tem pudor pela sua imagem, tenha pela minha".
"Oi Wilson, agora você quer falar comigo?".
"Boneco inflável? Sério?".
"Masculino e bem dotado. Não tanto quanto eu, mas...".
"Vá se foder! Eu sou um chefe de departamento aqui".
"Grande porcaria. Me passa o Ketchup".
"Pensei que Cuddy já havia te sequestrado". Ele disse entregando o Ketchup.
"Muito engraçado".
"O que Cuddy quer dessa vez?".
"Quer que eu vá com ela para o Havaí".
"Eu falo sério".
"Eu também".
"Ok House, se você vai bancar o moleque eu tenho mais o que fazer".
"É verdade. Haverá um congresso chato, bem... Isso é redundante. Haverá um congresso de Diagnóstico no Havaí nos próximos quatro dias, e ela está me obrigando a ir com ela".
Wilson riu.
"Não tem graça".
"Oh é muito engraçado, acredite em mim".
House bufou. "Ela não aceita desculpas, nunca a vi tão intransigente".
"Você tem que ir".
"Eu não tenho que fazer nada contra a minha vontade".
"Quando o assunto é sua mulher ou sua chefa, você tem sim que fazer coisas contra a sua vontade".
"Por isso eu não tenho uma mulher".
"Mas tem uma chefa".
"O que eu faço?". House perguntou desanimado.
"Você arruma a mala e vai a esse congresso. Vai ser bom... Você verá outros médicos, ouvirá suas experiências, vai socializar, estará à beira mar".
"A definição de inferno".
Wilson riu. "Além disso... Você estará com Cuddy".
"Que me odeia".
"Isso não é verdade, você sabe".
"Ela me ama?".
"Não sei se é amor, mas que é alguma coisa...".
"Você é romântico demais, e otimista demais".
"Eu sou realista".
House riu alto.
"Ok, eu preciso ir. Então você e Cuddy estarão fora pelos próximos dias...".
"Infelizmente".
"Pense pelo lado bom, sempre há algo bom". Wilson falou antes de sair.
"Ver Cuddy de biquini?". House perguntou baixo para si mesmo.
Naquela noite House mal pregou os olhos, ele sentia-se acuado e House não lidava bem com esse sentimento. A mala estava pronta e foi deixada na sala, poucas roupas, alguns ternos, gravatas e muitas camisetas, jeans e tênis.
Ele desistiu de tentar dormir e levantou-se às cinco e meia da manhã. Tomou um banho, pegou Vicodin extra, vestiu jeans, camiseta, camisa social, tênis e caprichou no café da manhã.
Sete horas em ponto ele ouviu Cuddy estacionar. Ela também não dormiu, estava tensa em ter que deixar Rachel, tão pequena, para trás. Sentia-se uma péssima mãe, primeiro voltou a trabalhar antes do desejado, agora iria se ausentar por quatro longos dias.
"Ei, vamos?".
"Você vai com o seu carro?".
"Vou deixá-lo no estacionamento do aeroporto".
"Você sabe que ficará caro".
"O hospital paga".
"Uh, e desde quando você não se preocupa com as despesas do hospital?".
"Eu me preocupo. Quer que eu te ajude com a mala?".
"Eu ainda tenho dois braços bons e fortes".
"Ok". Cuddy corou se lembrando dos bíceps dele. Ela sempre admirava essa parte da anatomia dele quando o via de camiseta.
Entraram no carro e House mudou a estação de radio.
"Ei, eu estava ouvindo".
"Estava. Passado. Agora eu estou ouvindo. Presente".
"Se você acha que vai me irritar com isso, está enganado".
"Que bom pra você, mas negar o fato significa que atingi o meu objetivo".
Ela bufou e nada respondeu.
"Em que lugar do Havaí será esse congresso chato?".
"Em Maui, em um hotel luxuoso".
"E por que não Honolulu? Lá tem mais opções e mais diversão".
"Você é expert no Havaí agora?".
"Meu pai serviu lá por alguns anos".
"Você morou no Havaí?".
"Só por um ano".
"Sério?".
"Por que o espanto?".
"Não sei, você sempre me surpreende".
"E isso é bom, certo?".
"Nem sempre...".
"Porque você é controladora e chata e sente que não tem controle sobre mim. Isso a assusta e a atrai ao mesmo tempo".
"Ok meu psicólogo, Dr. House".
"É pura e simples observação".
"Você quer salgadinho de queijo?".
"De quem é isso?".
"Da minha sobrinha. Ela esqueceu aqui no meu carro".
"E por que você está me dando?".
"Pra você calar a boca".
"Eu aceito, mas não irei me calar. Lide com isso!".
Cuddy respirou fundo, aqueles próximos dias não seriam fáceis.
Depois de um voo em que House não calou a boca, ela chegou muito cansada ao aeroporto. De lá pegaram um táxi para o hotel luxuoso.
Fizeram Check in e teriam aquele primeiro dia livre, só a noite haveria um jantar obrigatório. Ela foi relaxar no quarto, tomar um banho, trocar de roupa. Colocou um vestido leve de verão e desceu para encontrar House para o almoço.
Ele também havia subido e tomado um banho de banheira, sua perna estava latejando demais depois de toda a viagem. Assistiu um pouco de televisão, bebeu refrigerante do frigobar e chegou atrasado para encontrar Cuddy.
"Você está atrasado".
"Novidade. Vamos, estou com fome".
"Senhores, vocês querem ir para o restaurante mais renomado do Havaí?". Um rapaz muito elegante se aproximou.
"Não, eu só quero comer nesse hotel mesmo". House recusou.
"Por que não?". Cuddy perguntou empolgada.
"Porque estamos com fome e esse restaurante do hotel é o mais perto".
"Vamos House, estamos no Havaí".
"E daí?".
"Vamos, por favor!".
"Temos um carro que os levará gratuitamente, e não fica longe daqui... Vocês não se arrependerão". O rapaz continuou a tentar convencê-los.
"Ok". Cuddy concordou feliz para desgosto de House.
"Cuddy, nem sabemos quem é esse sujeito".
"É um funcionário do hotel, claro".
"Como você tem tanta certeza? E os funcionários do hotel não iriam querer que almoçássemos no restaurante do hotel?".
"É um lugar turístico, é natural que queiram nos apresentar as atrações principais. Vamos!".
Ela saiu na frente e ele não teve escolha a não ser segui-la.
Chegando ao carro House quis ver as credenciais do sujeito. Ele mostrou, era um crachá do hotel.
"Feliz? Depois eu sou a louca controladora". Cuddy falou com sarcasmo.
No carro House estava tenso, Cuddy muito empolgada.
"Relaxa House, estamos nos divertindo".
"Eu pareço me divertir?".
"Você nem sabe mais se divertir".
De repente o carro parou em um local ermo e mais dois homens se aproximaram com armas na mão.
"Desçam casal, sem barulho".
"O que é isso?". Cuddy perguntou surpresa.
"Eu te disse". House falou.
"Vamos!".
"O que é isso?". Cuddy repetia.
"O que te parece, madame dondoca?". Um deles disse apontando a arma pra ela.
Pegaram todos os pertences deles, celulares, carteira, relógios. Só os deixaram com a roupa do corpo.
"Ei, alguém me explique!". Ela insistia.
"Cuddy, estamos sendo assaltados, se é que você não percebeu ainda". House respondeu impaciente.
"Mas e o funcionário do hotel?".
"Ele não é funcionário do hotel. Acorda Cuddy!".
De repente ela lembrou-se de Rachel e começou a chorar.
"Controle a sua mulher senão eu vou atirar nos dois".
"Ela não é a minha mulher".
"Foda-se! Controle ela!". O sujeito ameaçou apontando a arma para eles.
House respirou fundo. "Cuddy, fique calma que isso vai acabar logo".
"Eu sou tão ingênua". Ela dizia entre lagrimas.
"Você meio que é mesmo...".
E ela chorava mais.
"Ei, mas isso não é ruim... Você acredita nas pessoas...".
E mais choro.
Eles foram colocados em um quarto escuro e apertado, e ouviram os homens se afastando.
"O que faremos?". Cuddy perguntou chorosa.
"Nós vamos escapar daqui". House olhava ao redor tentando encontrar uma maneira de sair.
"Como faremos isso?".
"Todo lugar tem uma saída".
"Você é o MacGyver?".
"Sou observador".
"E o que você observou?".
"Ainda é cedo".
"Como você vai correr com a sua perna se formos fugir?".
"Obrigado por me lembrar disso".
"Eu não disse isso para te ferir".
"Ok". Ele respondeu praticamente a ignorando e olhando ao redor estudando cada pequeno detalhe.
"Desculpe".
"Ok Cuddy, ok". Ele respondeu impaciente e ela voltou a chorar.
"Cuddy, não adianta chorar, vamos nos concentrar e usar a mente racional".
"E o que faremos?".
"Esperamos".
"Pelo quê?".
"Pra entender as nossas oportunidades".
Cuddy bufou. Mas ela estava sendo emotiva, House tinha razão, era preciso agir com a lógica.
Eles se sentaram no chão e ficaram em silêncio. Uns três homens falavam a distância.
"Será que eles irão nos matar?". Cuddy perguntou tensa.
"Não".
"Como você sabe?".
"O que eles ganhariam com isso?".
"Então você acha que isso é um sequestro?".
"Provavelmente".
"Será que já ligaram para alguém pedindo dinheiro?".
"Acho que não. Muito cedo".
"Se ligarem pra casa ninguém atenderá".
"Onde você deixou Rachel?".
"Agora você se preocupa com ela?". Cuddy perguntou um tanto irritada.
"Eu não tenho nada contra a bebê, apesar dela vomitar em mim".
Cuddy riu.
"Eu pensei que você não se afastaria dela tão cedo. Sabe... Mães de recém-nascidos costumam ficar grudados em suas crias".
Cuddy olhou pra ele com ódio. "Você fez o que fez, me obrigou a deixar minha filha em casa e depois vem me dar esse discurso?".
"Ei, não é um discurso. E nem estou te criticando".
"Não? Pois parece exatamente isso".
"Então é coisa da sua cabeça".
Ela riu de nervoso. "Você é inacreditável".
"Eu sou. Pode acreditar".
"Você diz uma coisa e faz outra o tempo todo. Não tem como não estar confusa ao seu lado".
"Eu sou bom assim".
"Isso não é uma coisa boa, pra deixar claro".
"Mas isso te excita".
"Cale-se House! Eu disse que não deveríamos levar o assunto para esse lado enquanto estivéssemos aqui".
"Enquanto estivéssemos no congresso, não em um barraco de madeira escuro no meio do nada".
"Estamos ao lado da praia". Cuddy falou olhando entre as frestas de madeira.
"Há praias por todos os lados aqui... É uma ilha...".
"Não me trate como uma idiota".
"Mas você não é uma idiota".
Cuddy corou. Isso significa muito vindo de quem vinha. "Obrigada".
"É a verdade. E você não me respondeu sobre Rachel".
"Ela ficou com Julia. Minha irmã tem experiência com bebês, ela já teve três deles".
"Você terá que se cuidar pra que sua filha não fique muito tempo com a sua irmã. Ela pode aprender a ser chata".
Cuddy riu. "Você não conhece minha irmã".
"Você já me falou dela. Na faculdade".
Cuddy corou lembrando-se dos eventos que aconteceram na faculdade. Ainda bem que estava escuro para disfarçar esse fato.
Ouviram alguém entrando.
"Comida". E jogaram dois pratos.
"Eu não vou comer isso".
"Não estamos na posição de escolher o cardápio". House disse pegando os pratos do chão.
"O que é isso?".
"Macarrão com queijo... Parece ser isso pelo menos. É vegetariano, fique tranquila. Acho que eles sabiam dos seus gostos e restrições".
Eles começaram a comer.
"Isso é ruim". Cuddy reclamou.
"Mas é o que nos manterá fortes pra fugirmos daqui. Coma!".
Minutos depois House riu.
"O que foi?".
"Estava pensando... Eu fui sequestrado duas vezes nos últimos meses".
"É verdade".
"O que isso diz sobre mim?".
"Que você sempre está no lugar errado e na hora errada? Como mexendo na minha gaveta? Ou me obrigando a voltar ao trabalho e deixar minha bebê em casa?".
"Ou te alertando de que aquele sujeito que queria nos levar ao restaurante era suspeito".
"Ok, falha minha. Eu assumo!". Ela disse resignada.
"Eu sabia que você estava irritada em ter que voltar para o trabalho, e que me culpa por isso".
"Quem mais seria o responsável?".
"Você mesma que é tão controladora e não consegue desapegar do hospital".
Quando ela se preparava para responder ouviu um barulho vindo de fora.
"Isso foi um tiro?".
"Parece que sim".
"Eles atiraram um no outro?".
"Ou tem mais alguém aqui... Algum colega de causa que também está sequestrado".
Cuddy arregalou os olhos. "Oh meu Deus!".
Continua...
Se vocês gostaram me deixem saber, devo continuar? Tenho em mente coisas interessantes. :)
