- Atenção básica!! Essa história vai ter sempre BPOV e EPOV, mas algumas vezes - quando necessário - terão capítulos com o POV da Alice, cujo personagem eu gosto e poderia explorar. Vocês estariam interessados em alguns Outtakes com um pouco mais da história dela? Sim, o personagem dela cresce mais pra frente.
- Atenção ² - http : / / tinyurl . com / 36b3qfx Esse link - sem os espaços, obviamente, entra nesse capítulo, então já que não dá para integrá-lo, é bom só darem uma olhadinha para não ficarem perdidos quando for citado.
- Disclaimer; Tia Steph é dona de tudo, as maluquices e desordens que eu faço com os personagens dela, são todas culpa minha! :D
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Capítulo 5 – He Said, She Said.
BPOV.
Não. Ele não era chato. Jasper era insuportável. Durante todo o jantar aquela expressão de menino exemplar, sendo educado e respondendo corretamente estavam me deixando no extremo da irritação. Minha cara emburrada foi questionada pelo menos sete vezes por minha mãe e algumas olhadas de meu pai. Aquelas porcarias de olhos claros brilhavam quando ele sorria, o que só me deixava mais irritada. Depois que desistiram de questionar meu comportamento, todos pareceram esquecer do motivo do jantar e resolveram se focar no pobre menino que acabara de se mudar e precisava de ajuda para se encaixar em uma cidade diferente. Eu sinceramente espero que minha mãe não me taxe como guia. Pela primeira vez eu agradeço por ela se focar no meu aniversário, por enquanto.
Quando levantei, sem a mínima vontade e coragem de encarar a escola, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e lavei o rosto evitando me olhar no espelho para não me irritar com meu rosto provavelmente amassado de sono. Antes de abrir a porta do meu quarto respirei fundo sabendo que o encontraria de novo essa manhã. Pelo que eu tinha me permitido escutar, Jasper já estava no último ano e ainda não tinha se matriculado nessa escola. Como tinha perdido a mãe muito novo, foi criado pelo pai e arrastado para esse fim de mundo. Ainda sim, meu fim de mundo que tinha paz até ontem.
Desci as escadas com o máximo de silêncio sabendo que poderia ser surpreendida a qualquer momento. A cozinha estava relativamente escura por causa do mau tempo e eu precisei acender a luz para procurar alguma coisa que estivesse limpa, já que minha mãe insistiu que ninguém a ajudasse que ela limparia assim que acordasse. Afinal de contas, onde estavam as pessoas dessa casa? Peguei um copo qualquer e lavei para tomar pelo menos um copo de leite e colocar algo no estômago com esperança que o mau humor passasse um pouco.
"Bom dia." Jasper entrou na cozinha com cara de sono e parecendo emburrado.
"O que você tá fazendo aqui essa hora da manhã?" minha voz não era histérica nem mau educada, apenas ausente de doçura.
"Olha, eu não preciso lidar com seus draminhas de adolescentes essa hora da manhã, ok? Você está desgostando dessa união tanto quanto eu."
"E você é o que, esperto? Super adulto experiente de oitenta anos com filho e carreira estáveis?"
"Sou mais velho que você..."
"Dois anos, grandes merdas. Mentalidade de criança."
"O que é, Isabella? Não te fiz nada." ele cruzou os braços em frente ao corpo e olhou pela primeira vez diretamente para mim.
"Não. Você e o James são uns amores." usei meu sarcasmo revirando os olhos.
"Ficou irritadinha só por causa de um beijo?" agora ele tinha o sorriso cínico na cara.
Eu senti todo meu corpo esquentar com a raiva. Eles eram amigos desde a infância. Aliás, todos nós. Mas não tão próximo a mim para saber que aquele foi meu primeiro beijo. Eu não falei antes e não falaria agora.
"Ai Jasper, vê se me erra."
"Você sabe que ele vem. James pode ser seu par na festa de aniversário, dar o beijo na dança especial..." Sua voz carregada de sarcasmo era o que me deixava a ponto de estourar, mas eu apenas engoli minhas palavras com o leite.
"Terminou de falar merda?" perguntei e ele apenas riu balançando a cabeça e olhando ao redor vendo a bagunça da cozinha.
"Nossos pais saíram mais cedo pra alguma coisa" finalmente me respondeu novamente olhando ao redor. "Falaram pra eu tomar café aqui que você estaria para me receber, mas a porta da frente estava destrancada..."
"Ninguém deixa a porta trancada por aqui, e nós esperamos que alguém bata na porta antes de sair entrando."
"Mas pelo visto não tem como tomar café por aqui..." ele parecia irritado, o que me fez rir.
"O que? Não sabe lavar um copo não?"
"Nem sei onde vou encontrar um copo aqui no meio."
"Se vira, gente grande." ri baixo e saí da cozinha com a alça da mochila no ombro escutando-o resmungar.
(…).
A chuva caía torrencial naquela manhã e eu não estava no humor para nada. Assim sendo, em minhas primeiras aulas eu abaixei a cabeça e consegui tirar pequenos cochilos até o sinal tocar, me fazendo pular da cadeira e correr para o lado de fora da sala. Com toda a irritação que se passou em casa – e as horas que eu ainda teria que enfrentar até a maldita festa – eu tinha esquecido de Edward e do que aconteceu no dia anterior. Por isso quando ele passou no corredor por mim, eu tive a urgência de desviar os olhos e apressar os passos. Mas claro que também esqueci que a próxima aula, eu tinha com ele. E era par dele.
Claro que se ele tinha passado por mim, ele não estaria na sala ainda. Sentei em meu lugar sentindo dificuldade para engolir e até mesmo concentrar em algo que não fosse a presença dele se aproximando. Quer dizer, nós não tínhamos ficado nem nada para essa paranóia começar a me perseguir. Apenas o ajudei. Mas que droga! Eu nunca tinha me sentido assim. Sempre fui a tranquila que não se importava em cair ou com qualquer outra coisa que fosse fazer vergonha às outras pessoas, e agora ele simplesmente me deixa preocupada com tudo a minha volta.
"Idiota." me xinguei e escutei uma garganta ser limpada. Quando olhei para cima, vi Edward apontando para minha mochila que ocupava o lugar dele. Nossos olhos nunca se encontraram e quando ele sentou ao meu lado, meu pescoço esquentou. Mas eu não estava sozinha nessa, ao pegar de vislumbre seu perfil a meu lado, vi os extremo de sua orelha vermelha e seu pomo de adão subir e descer vagarosamente.
Mr. Norman – coordenador da escola – entrou na sala com seu aspecto engraçado e gravata com estampas de banana e alguns papéis na mão. Sempre quando o professor se atrasava ou estava ausente, ele vinha dar avisos, então já podia-se escutar os planos para o tempo livre que provavelmente teríamos.
"Classe, a professora não pôde vir hoje por problemas pessoais..."
E a turma começou com assobios e gritinhos de animação.
"...Porém eu vim para lhes dar uma atividade para ocupar o tempo livre." E então os gemidos de desaprovação. Era engraçado ficar ouvindo as reações e se eu não estivesse perto de Edward, talvez risse junto a turma, mas ele conseguia mexer com as minhas reações normais. "Vou organizar vocês em quatro para responder às perguntas."
"É teste?" alguém perguntou do fundo da sala.
"Não. É uma avaliação pedagógica de ensino. Nada demais, não vai influenciar em seus bimestres."
Mr. Norman começou com os grupos do canto e enquanto esperávamos a tensão de antes crescia. Edward tinha entre os dedos do meio e indicador seu lápis batucando sem parar, mirando um ponto fixo em sua frente e os lábios apertados. Eu estava ficando agoniada. Ele deve ter percebido minha encarada nem um pouco discreta e virou a cabeça para mim encontrando nossos olhos. Aquele verde era absurdo, cristalino. Isso, cristalino era a melhor característica.
"Caralho..." sua voz era lenta enquanto seus olhos se arregalaram. "Tenho muita vontade de ir pra Londres, cara."
"Brighton não fica em Londres." suas palavras foram rápidas e ela parecia não ter tido a intenção de dizê-las, porque novamente corou.
"Po... mas é tudo perto não é? Digo... tudo na União." ele fez alguns movimentos com as mãos mostrando a 'união' e eu não consegui conter a risada. Os lábios de Alice tremiam enquanto ela tentava se conter também. Até mesmo Edward tinha a boca entortada enquanto sacudia a cabeça.
"É, é sim."
"Ok turma." Sr. Norman interrompeu os zumbidos. "Quem for terminando pode ir descendo para o intervalo. Não façam de qualquer jeito."
"O que a professora tem que não veio?" uma voz feminina perguntou.
"Está com uma virose..." e antes que ele pudesse terminar, Alec interrompeu.
"Coitada." seu tom era tão cético e sério, que passou como um sarcasmo e a turma rompeu em gargalhadas. Minha barriga doía e eu procurava apoio para me sustentar. Encontrei a mão de Edward em cima da mesa e apertei tentando recuperar a respiração. "O que que tá todo mundo rindo, cara? Coitada!" novamente o tom desconhecido e mais gargalhadas.
Sr. Norman desistiu e sentou na cadeira lendo algum livro.
EPOV.
Quando acordei meu pai já estava na cozinha fazendo café. Ele era o único da casa que realmente cozinhava, então pela primeira vez em muito tempo eu não deixei de sentar na mesa para comer direito. Eu tinha visto o desconforto que ele tinha ficado, mas claro que ele não iria falar porra nenhuma. Carlisle precisava sentir que estava sendo bom em alguma coisa, agradando todos a sua volta para não receber reclamações de sua ausência. Ele apenas não entendia a diferença de um pai presente e um que tenta se fazer presente com presentes.
Depois de algumas palavras cruzadas enquanto ele estava distraído com o jornal, eu terminei meu café e levantei da mesa sem falar nada para pegar minha mochila e me dirigir para a aula, mas ele me parou quando acenou com a chave do próprio carro para que eu pegasse e dirigisse. Afirmou que seria para eu me acostumar com a direção que era parecida com a do meu futuro carro. Murmurei um agradecimento e fiz meu caminho em ridiculamente sete minutos.
As aulas passavam e eu não conseguia me concentrar em nenhuma delas. Se eu fosse sincero eu me escutaria e entenderia que estava querendo ver Isabella de novo. Era uma merda pensar dessa forma só porque ela tinha me dado uma ereção por ter respirado perto do meu corpo. Mas ao pensar nisso eu já me sentia justo em minhas calças. Ela era inteligente, bonita, engraçada e apesar de muito diferente de mim, era a que eu poderia passar algum tempo próximo sem querer mandar calar a porra da boca.
Eu só não tinha o que fazer. Nem, sinceramente, sabia se queria. Que eu tinha pensado nela de todas as formas essa manhã no chuveiro, eu pensei. Que ela tinha ganhado minha atenção outra forma, não era mentira. Mas isso não me dava direito de carregá-la para qualquer canto e fazer tudo o que eu queria e isso me dava nervoso no estômago e me deixava com raiva de estar de mãos atadas.
A aula de literatura chegou e eu dei meia volta pensando em não encará-la, mas seu rosto ansioso me olhou no corredor e eu entrei na sala me ajeitando na cadeira. Depois das frases inesperadas de Alec – quem exalava porra de maconha por todos os cantos – fizemos nossos trabalhos discutindo em silêncio. Isabella me olhava de canto de olho e bufava, chegava a ser engraçado, mas eu me segurei e trinquei o maxilar.
Eventualmente o sinal bateu e saímos da aula. Eu sabia que deveria ficar para fingir assistir a aula de Educação Física, mas dessa vez eu fiz meu caminho até Jacob e me despedi falando que compensaria na próxima. Aliviado com a porra da minha dispensa, fiz caminho para a saída encontrando o carro do meu pai. É, eu podia me ver em um carro, apesar de tudo. De um modo geral, o dia tinha ficado mais leve.
Quando estava dando partida no carro avistei Isabella com o capuz na cabeça andando pelo estacionamento em direção a saída. Eu sabia que ela tinha aula agora, mas seus passos largos com as pernas longas apertadas no jeans – engoli seco abrindo a porta do carro – faziam a direção errada. Era puro instinto, mas eu queria saber que porra ela estava fazendo.
"Ei, ei, ei!" tentei chamar sua atenção e apressei os passos, mas ela não me ouvia. "Isabella, porra." grunhi tentando alcançá-la e peguei seu capuz.
"Ai, ai." ela reclamou e eu vi que tinha pego um punhado de cabelo junto. Isabella virou para mim com olhos fulminantes como se eu fosse algum lunático e tirou os fones de ouvido. "Vai me agredir agora?"
"Você não estava me ouvindo." esclareci esperando que ela entendesse. Isabella rolou os olhos e se aproximou - para minha surpresa - fungando minha camisa.
"Não está cheirando a cigarro." ela já ia virar novamente e eu entrei em sua visão.
"Que porra foi essa?"
"Você não queria saber se estava cheirando a cigarro?" seus olhos buscavam resposta, mas ainda estavam irritados.
"Não, não era isso." falei e ela suspirou fundo cruzando os braços na frente do corpo. Ela não tinha muito volume de peitos, mas certamente ficou mais evidente quando ela fez a pose. "Por que esse estresse todo? E onde você estava indo?"
"Você não tem aula não?" ela retrucou, mas sua vergonha a traiu na voz tremida.
"Você sabe que eu não faço Educação Física. Estou indo pra casa."
"Não quero fazer aula. Ia andando para casa que daria tempo suficiente pro final da aula..."
"Mas você não gosta de Educação Física?"
As perguntas derramavam da minha boca. Eu tinha certeza que nunca tinha me importado tanto em saber alguma coisa de alguém, mas pelo menos isso parecia a estar aliviando. Isabella respirou fundo e passou os dedos pela testa.
"Gosto, mas hoje não é um bom dia, amanhã tem a porcaria da festa e todo mundo fica perguntando um monte de coisas que eu não sei responder..." seu rosto tinha suavizado e suas expressões agora eram perturbadas e tristes. "Angela sumiu também, então eu não teria como ir pra casa."
"Quer uma carona?" perguntei sem pensar. Minha voz não tinha tom malicioso e eu agradeci por isso.
"Você tem carro?"
"Estou com o do meu pai hoje."
"Certo." ela pareceu pensativa, mas não tirou os olhos de mim. "Pode ser."
Acenei com a cabeça para que me seguisse e fizemos o caminho para o carro. Destrancando o carro com o alarme cada um sentou em seu respectivo banco em silêncio. Girei a chave na ignição mas quando o rádio mostrava que ainda tínhamos quase duas horas até que a aula terminasse. Desliguei o motor de novo.
"Está com pressa de ir pra casa?" perguntei em um tom baixo, vendo seu rosto virado para a janela e seu cotovelo sustentando o dedo que ela tinha na boca.
"Na verdade, nenhuma."
Encostei a cabeça no banco e suspirei.
"O que aconteceu?" perguntei hesitante.
"Essa festa..." ela suspirou e abaixou a cabeça. "Não queria parecer ingrata, sabe. Mas eu realmente não queria que acontecesse. O que eu pedi de aniversário foi meu carro, e minha mãe pediu que eu concordasse com a festa por poder reunir parte da família e amigos. Mas eu não me sinto confortável, ainda mais minha tia arrumando um cara daqueles e trazendo pra dentro de casa aquele verme que só sabe ser filhinho de papai e me irritar. E a propósito, ele vai entrar na escola, mas é totalmente um babaca, e seria bom se você não se enturmasse com ele."
Sua respiração estava tão escassa que seu pescoço estava vermelho de raiva. Peguei a garrafa de água dentro da minha mochila e estiquei para ela.
"Respira."
"Eu sei." ela deu um gole e respirou. "Desculpa essa falação toda. Mas realmente me irrita essas pessoas na minha casa falando um monte de coisa que não é verdade."
"E o que não é verdade?" perguntei e Isabella virou o rosto tentando achar alguma expressão em meu rosto.
"Porquê tão interessado em saber agora?" ela quis saber e eu dei os ombros. Mais alguns momentos a encarando - e sendo encarado de volta – e minha vontade era de avançar nela. Isabella voltou a atenção para a mochila, retirando um fio do seu iPod e tentou avançar no rádio do carro, mas eu segurei seu pulso.
"O que é isso?" ela olhou para seu próprio pulso envolvido por minha mão e levantou uma sobrancelha voltando a me encarar. Alarguei meus dedos, mas não deixei seu braço.
"O que você faz pra distrair a raiva?"
"Ahn?!" perguntei confuso. "Não sei... vou para a aula de box. Corro." dei alguns exemplos e ela abriu um sorriso pequeno nos lábios preenchidos.
"Eu..." ela plugou os fios e voltou a atenção ao iPod. "Faço isso!"
He Said, She Said – Ashley Tisdale.
O volume estava alto e o início da música me assustou. Os vidros estavam fechados e Isabella sentou de lado, um pouco mais de frente para mim e dublava as letras de olhos fechados. De início eu fiquei com raiva. A porra do carro não era dela e a música era insuportável.
"Isabella!" gritei irritado, mas ela pareceu me ignorar. Ela abriu os olhos e continuou cantando e me desafiando. Bufei balançando a cabeça e prestei atenção na letra.
"One day with you, boy just one day with you, all the things we could do, every day i think of" *
Ela não parecia perceber o que estava cantando, mas estava me excitando. Ela balançava o rabo de cavalo e continuava a gritar por cima da letra. Não consegui segurar uma risada, e ela vendo que eu tinha cedido, riu também, se jogando de volta no banco. Certamente se fosse meu carro eu teria desligado o som, mas como era do meu pai...
Liguei o carro novamente e sai do estacionamento da escola, sabendo que se alguém nos escutasse por ali, viriam nos perguntar merdas que eu não estava afim de responder. Eu lembrava do caminho para a sua casa, então não interrompi seu pequeno show ao meu lado. Poderia ser irritante, deveria ser até, mas eu me sentia confortável, leve, sem pensar sempre nas merdas dos meus problemas ou foco nas coisas erradas.
Mais duas músicas, que pareciam ser da mesma cantora rolaram e aos poucos fomos nos aproximando de sua casa. Três carros parados em frente a sua casa mostravam o porquê de sua irritação. Mas ela parecia mais calma quando suspirou dando um pequeno sorriso e tirando seu aparelho do rádio.
"Obrigada pela carona." ela escolheu dizer enquanto colocava as coisas na mochila. "Até amanhã então."
"É." respondi baixo. Nenhum de nós queria deixar a bolha que tínhamos criado. Era onde podíamos esquecer o que nos irritava lá fora e as merdas que nos rodeavam. Tínhamos criado alguma coisa que nos deixava confortáveis. "Er..."
"O que?" ela perguntou quando eu não continuei.
"Me dá o número do seu celular." não foi uma pergunta.
"Pra que?" ela não parecia hesitante em fornecer o número, apenas curiosa.
"Somos amigos não somos?" meus olhos procuraram a resposta nos dela.
"Somos." sua voz era baixa e pouco confiante, como se esperasse uma confirmação minha.
Não houveram mais perguntas, trocamos os números e nos despedimos em um clima leve. Eu só me sentia assim perto de Emmett, que era meu primo e meu melhor amigo. Sem complicações, apenas sendo nós mesmos sem precisar lidar com responsabilidades que não eram nossas. Porém, agora eu tinha achado outra pessoa, não que fosse substituir e fosse igual. Era diferente, e eu tinha que admitir que gostava disso.
