- *Caham* Sim, eu demorei três vidas pra postar, eu sei disso. Mas eu tenho ficado bem atarefada, como eu já disse pras minhas leitoras na minha comunidade (link no profile). Mas aqui está a festa pra vocês.

- Esqueçam o Jacob da saga. O meu é legal e companheiro, e não vai dar em cima da Bella. Eu gosto dele na saga quando ele não está roçando na perna da Bella.

- Quem quiser me seguir no twitter: _beeandrade ou beejelly_

- Disclaimer; Tia Steph é dona de tudo, as maluquices e desordens que eu faço com os personagens dela, são todas culpa minha! :D

ROUPAS E FOTOS, LINK NO PROFILE!


Capítulo 6 – The Birthday Girl.

Time Of Our Lives – Miley Cyrus.

Não era apenas o meu dia. Minha mãe, e até meu pai estavam extremamente animados logo de manhã. De alguma forma, meu humor estava relaxado e então acabei aproveitando o café da manhã completo antes de ser arrastada para o salão de minha mãe. Angie já estava lá com uma lista de atividades para o dia, o que eu tinha que fazer era apenas obedecer, e assim eu fiz. Unhas sendo manicuradas, - inclusive as de Angela que tomou privilégios por ser minha melhor amiga – cabelo, e toda aquela preparação de 'menininhas'.

Eu podia brincar de Barbie de vez em quando, era só continuar seguindo a lista com meus fones de ouvido no lugar para me distrair.

Na hora do almoço minha mãe estava falando com minha tia pelo telefone enquanto nos dirigia para casa, confabulando sobre o restante dos preparativos. Minhas pernas balançavam junto com minha cabeça, agora cheia de bobs para segurar os futuros cachos, no ritmo da música.

"Escutou, filha?" minha mãe me tirou da concentração.

"O que?"

"Não fica balançando esses cachos porque seu cabelo é pesado e não vai aguentar até a hora de ir pra festa."

Eu podia argumentar que com os cinco quilos de spray fixador eu acharia difícil até de saírem no bob, mas assenti e dei um sorriso.

Avistei a entrada de casa com um número de carros além do normal e meu corpo tensionou só de pensar que poderia ser James e sua família a terem chegado. Mas minhas dúvidas foram esclarecidas quando meu pai chegou perto de nós e me puxou pelo pulso com um sorriso no rosto.

"Vem cá, eu quero te mostrar uma coisa."

"Oi, tudo bem, pai?" eu estava realmente assustada. Mais alguns passos depois e estávamos em frente a um carro que brilhava e cheirava a novo.

"Então...?"

Eu sabia que estaria esperando meu carro chegar por essa semana ou na próxima. Desde os meus catorze anos eu falava em um modelo similar. Mas isso... esse carro era melhor do que o esperado. Eu mal podia acreditar no que estava vendo. E era meu!

"É meu?" Minha voz não saiu mais alta que um sussurro incrédulo. Meus olhos pareciam que iam saltar do meu rosto e continuar saltitando como feijões mexicanos.

Minha próxima ação foi a mais óbvia, e eu pulei no colo de meu pai que começou a rir e me abraçou forte. Eu podia escutar minha mãe gritando para tomar cuidado com o cabelo, mas eu não podia me importar menos. Eu literalmente iria careca para o aniversário.

"Fico feliz que gostou, Bella." ele deu um beijo em minha testa. Seus olhos estavam marejados e eu podia me sentir emocionada com aquilo, mas estava frenética demais para ficar chorando.

"Eu nem acredito! Meu Deus! Olha esse carro! É meu! MEU!" olhei em volta e Angie ria para mim, eu sabia que ela estava por trás do segredo junto com minha mãe. "Angie, tem noção do quanto esse carro é PERFEITO?"

"Eu sei!" Nós começamos a pular uma de frente para a outra até nos abraçarmos. Escutei a risada de meus pais e vi que eles estavam feliz por eu estar satisfeita.

"Agora vai pra dentro que você ainda tem que almoçar e temos que ajeitar seu vestido."

O almoço pareceu mais longo do que o normal. Os pais de Angie vieram, assim como minha tia e seus convidados. Por outro lado, meus avós apareceram e eu não podia ficar mais feliz. Jasper que poderia ser um empecilho para a minha felicidade ficou concentrado em seu celular e saindo da mesa assim que terminou de comer. Ainda ficamos conversando e falando dos preparativos e depois eu fui provar pela última vez o vestido.

Depois de tomar um banho com todo cuidado, voltei para o meu quarto olhando para a janela e sorrindo para meu novo carro. Ele tinha que ter um nome...

Beep. Beep.

Escutei meu celular aptar e tirei os olhos do carro relutantemente para procurar o aparelho. Eu senti a ansiedade borbulhar, minha boca ficar seca e a vontade de gritar dessa vez não ficou presa na garganta. No segundo seguinte eu tapei minha boca e continuei olhando para a tela. Naquele momento eu não podia ser mais adolescente.

Espero que não tenham te torturado tanto por ser seu aniversário. Te vejo mais tarde. Parabéns, Edward.

O dia parecia ter passado corrido, e eu me encontrava feliz, mas tentava de alguma forma abstrair que a atenção seria focada em mim em uma festa que eu conheceria apenas metade das pessoas. Mas com a mensagem de Edward eu senti meu estômago revirar de ansiedade e felicidade. Nem comentar com Angie eu tinha, sobre a carona. Eu ainda não sabia o que estava sentindo por Edward, mas certamente não era apenas amizade. Eu tinha que confessar que ansiava por vê-lo, sempre esperando para saber qual seria seu humor, se tinha nervoso por algum estresse e ter fumado, ou se estava tranquilo com seu humor ácido...

Eu estava realmente perdida.

EPOV

Eu tinha acordado com o barulho de algo se chocando contra a parede e vozes irritadas disparadas. Grunhi e tentei voltar a dormir, mas só me deixou rolando na cama até eu desistir e colocar uma roupa confortável para correr. Eu, sinceramente, não gostava de correr, mas preferia fazer qualquer coisa à estar em casa nesses momentos. Com a porra festa mais tarde, os dois estavam em casa, mas como sempre não conseguiam ficar em paz por algumas horas.

"Ei, tá indo aonde, Edward?"

"Dar uma volta." resmunguei antes de bater a porta atrás de mim e colocar os fones de ouvido.

Fall Out Boy – Dance, Dance.

Tentei distrair minha cabeça e tentar não me focar no que eu poderia encontrar quando chegasse em casa de novo. Minha mente virou diretamente para a noite passada. Depois de deixar Isabella em casa, cheguei a minha e evitei ficar na sala para esperar minha mãe chegar da convenção. Pelo visto ela chegou bem tarde, pois a merda da discussão começou de manhã.

Acelerando os passos pensei em como seria essa festa hoje e para a minha surpresa, meu estômago parecia sentir a porra de um cubo de gelo ser ingerido. Pior do que essa ansiedade, deveria estar sendo para Isabella. Lidar com a porra dos pais e ainda toda aquela merda de salão e frescuras que eles sempre planejam para aniversários. Só ter que lidar com família já era um mártir. Se eu pudesse tirá-la de lá para ficarmos só conversando, eu faria. Porque eu sabia como parentes podiam ser irritantes.

Então foi aí que eu me toquei. Por que eu me daria o trabalho de tirá-la de lá? O que eu tinha a ver com essa merda toda? Sacudi minha cabeça e minha vista parecia meio turva. Sentia o suor gelado escorrendo em minha nuca e têmpora e meu estômago revirando-se. Merda! Eu não tinha comido nada e estava correndo. Apoiei na parede do lado de uma mercearia que ficava perto de La Push e notei o quanto já tinha corrido. Era para onde eu costumava correr ou fugir quando eu queria um tempo de casa, mas não achei que fosse chegar tão rápido.

"Oh, Edward! Tudo bem aí?" escutei uma voz masculina saindo da mercearia enquanto eu tentava recuperar o fôlego apoiando uma das mãos na coxa, e outra no estômago com o corpo dobrado. "Vem, entra aqui."

Uma mão no meu ombro me instruiu para que eu entrasse, e então eu vi Jacob e sua esposa com olhares preocupados. Apertei os olhos tentando melhorar minha visão embaçada e sacudi a cabeça.

"Jared, arruma uma garrafa de gatorade aqui pro garoto." Jacob disse. Arranquei os fones de ouvido com raiva e sentei no banco perto. Que merda, nem correr eu conseguia mais!

"Obrigado." murmurei quando o tal de Jared voltou com a garrafa.

"Tudo bem aí, Edward?"

Em vez de responder tomei um grande gole e respirei fundo. Quando abri os olhos ele tinha se acomodado na cadeira ao meu oposto e Leah nos olhava curiosa.

"To bem sim, Jacob. Obrigado."

"Você não parece bem." Ele disse com um sorriso. Olhei para ele de novo e de volta para sua esposa, e ela corou.

"Amor, eu vou indo pra casa. A gente se encontra lá." Eles se despediram rapidamente e Jacob continuou me observando.

"Pode ir também, Jacob. Desculpa o imprevisto." Eu ia levantar, quando senti sua mão em meu ombro.

"Senta aí, cara. Relaxa um pouco." Sua voz estava mais firme e eu me segurei para não rolar os olhos.

"Eu só não comi nada antes de vir correr, por isso fiquei com mal estar." expliquei e ele estalou a língua desaprovando.

"Correndo de casa por que?" Jacob questionou.

Eu não gostava de falar de problemas de casa com estranhos. Ou mesmo com conhecidos. E sinceramente não sabia porquê ele tinha proposto isso em primeiro lugar. Mas antes que eu pudesse me parar, as palavras saiam de minha boca.

"Discussão de merda, que eu não queria escutar." tomei mais um gole para segurar um possível vômito de palavras e ele franziu o cenho.

"É, é uma merda mesmo." eu nunca o tinha escutado xingar, mas tinha verdade nas suas palavras que me fizeram acreditar que ele realmente tinha compreendido. "Só não deixa isso te fazer mal, Edward. Se quiser correr, ou sair, se preocupa em estar bem pelo menos fisicamente. Não quero dar uma de professor de Educação Física chato, mas... É meu trabalho."

Seu humor deixou o clima mais leve e eu dei um sorriso em resposta.

"Obrigado."

"Nah, fica tranquilo. E quando quiser conversar..." ele sugeriu. "Vai na festa da monstrinha hoje a noite?"

Apertei os olhos tentando entender. Eu sabia que ele deveria ter sido convidado, assim como noventa por cento da população dessa merda de cidade pequena, mas de alguma forma o apelido me irritou. Limpei a garganta tentando destrincar o maxilar para respondê-lo, mas não tive a chance, pois ele soltou uma gargalhada alta, segurando o estômago.

"Ou você está odiando a idéia de ir, ou você é realmente transparente para não gostar do apelido dela. Eu estava brincando, okay?"

"Um pouco dos dois." murmurei. Seu rosto ficou surpreso por eu ter confessado, mas sinceramente; se eu já estava na merda...

"Sério? Você gosta da Swan?" E naquele momento, não parecia que tínhamos anos de diferença de idade.

"Não. Quer dizer, não sei. Ela é legal, eu acho."

"Nah! Você entendeu o que eu perguntei." ele ainda esperava minha resposta e eu dei os ombros terminando de beber o gatorate. "Cara, investe! Ela é bonitinha..."

Quando ele viu que eu torci a cara por seu comentário, ele riu.

"Eu sei disso."

"Então! Ela é bacana, divertida e apesar de não saber absolutamente nada de esporte, é esforçada, ambiciosa." ele parecia estar se divertindo me 'dando conselhos', ou qualquer merda que fosse que ele pensava que estava fazendo.

"Não sei se ela quer também." desviei meus olhos para a minha mão. Ao mesmo tempo que parecia ser estranho, era confortável ter alguém para conversar sobre coisas assim.

"É aquela velha história: só vai saber se tentar. E hoje é a festinha dela. Pode muito bem chamar ela pra algum canto, dar o presente de aniversário e tentar saber se o... gostar é recíproco."

"Eu nem comprei nada. Isso é ruim?"

"Não. Ruim não é. Mas seria um ponto a mais, certo?"

"É, pode ser." E por um momento eu me peguei pensativo.

Depois de agradecer pelo papo e pelo gatorade, nos despedimos e eu fui para casa com a cabeça mais leve. Depois de um banho rápido eu notei que já estava na hora do almoço e a minha fome estava me incomodando.

(…)

As luzes estavam um pouco baixas e aquele globo refletia toda as merdas de luzes coloridas nos meus olhos. Para não dizer que eu estava nervoso e ansioso, minha raiva era descontada em todas as coisas que eu não estava acostumado. Eu sabia que as aniversariantes chegavam um pouco depois, mas eu via Sra. Swan andando de um lado para o outro com Angela pelo salão e depois Sr. Swan aparecer sacudindo a cabeça.

Acabei não comprando porra nenhuma para dar de aniversário. Hoje. Eu poderia descobrir algo depois que ela gostasse. Não queria dar qualquer merda. Merda por merda, meus pais já estavam dando um 'iDog', ou sei lá como aquele amplificador se chamava. Era para instalar o iPod, ou algo parecido. Minha mãe achou que seria algo legal.

Mas confesso que liguei para Emmett. Eu sabia que ele tinha desistido de vir para Forks novamente, e eu não poderia culpá-lo. Voltar para o inferno gelado era irracional. Porém, ele alegou que só não viria por problemas com a faculdade mesmo e que depois me explicava melhor. Como eu estava com pressa, precisando me arrumar, contei para ele de Isabella e ele ficou animado por poder me ajudar. Não ajudar exatamente... Esfreguei meu rosto novamente e a música de batidas altas foi diminuindo.

A entrada ficou mais iluminada e um carro aberto foi chegando com o som alto. Eu não pude aguentar e comecei a rir antes mesmo de ela sair. Isabella estava dirigindo e parando em frente ao salão com um sorriso que eu achava impossível caber em seu rosto. Os sussurros surpresos e de ultraje – velhos, em sua maioria – começaram a ficar mais alta e o DJ aumentou o volume da música.

"E em vez de limosine, nossa aniversariante da noite resolveu chegar com seu novo carro. Parabéns Isabella, que você tenha um feliz aniversário!"

Todos aplaudiam olhando Isabella sorrir com a língua brincando entre os dentes e carregando os sapatos na mão. Correndo para cima do tapete, ela coloca os saltos e entra na festa. Isabella estava linda, e eu novamente nervoso.

BPOV

Eu não estava nem percebendo o tempo passar. Depois de convencer meus pais a cancelarem a limosine – que era totalmente clichê e desnecessário – eu fiz alguma pressão psicológica para dirigir meu próprio carro. O que eu mais queria para essa festa era ter algo do meu jeito, escolhido por mim. E o carro era o que eu mais queria. Depois de prometer não dirigir com os saltos, eu cheguei a festa onde todos me esperavam.

Mas tudo acontecia tão rápido que eu não tinha tempo de processar e aproveitar ao mesmo tempo. Eram elogios, palavras de congratulações e sorrisos e abraços, e eu já nem sabia mais quem eu tinha ou não cumprimentado. Quando avistei Edward perto de sua família e Professor Jacob e sua esposa, foi o único momento em que eu respirei fundo de verdade e absorvi todos os segundos. Era estranho me sentir assim. Talvez fosse pela sobrecarga de ser meu aniversário e todos esses acontecimentos, mas ele estava lindo.

Cumprimentei sua família primeiro, agradecendo pelo presente eles logo ficaram distraídos com o professor, deixando eu e Edward nos encarando sem graça. Espera, ele sem graça? Por que ele estava corado?

"Parabéns." ele murmurou se aproximando, e eu só fiz posar como uma estátua. O abraço foi estranho, como se fôssemos apenas colegas, dando tapinha nas costas um do outro. Mas de qualquer forma, era isso que éramos.

Então eu lembrei da mensagem. A qual eu nem pude responder. Como seria agora? Éramos amigos? Eu comentava da mensagem? Não?

"Obrigada." Claro que minha boca nervosa não podia deixar apenas por isso. "E desculpa não ter respondido a mensagem, eu tive que me arrumar, meus parentes estavam lá. Tudo um caos. Eu realmente queria ter respondido, mas não deu. Eu queria e, de verdade... Mas..."

Eu tinha acabado com o ar dos meus pulmões dizendo tudo de uma vez, mas Edward só fazia me encarar e tentar não rir.

"Acho que eu vou indo, cumprimentar os outros. É... Obrigada. De novo."

Antes que eu me envergonhasse mais, eu saí andando. Mais alguns cumprimentos e agradecimentos, o salão estava cheio com pessoas da escola, familiares, desconhecidos e conhecidos indesejáveis. Eu estava já cansada e não pensei duas vezes em tirar os sapatos e correr para jogar em baixo da mesa de meus avós. Também não passou fora da minha visão que James e Jasper estavam apenas pelos cantos da festa falando baixo. Mas me prometi não deixá-los estragarem nada.

Eu dancei com Angie, escorreguei em uma poça de refrigerante no chão, cumprimentei mais pessoas e minha cabeça não tirava o foco de Edward. Andei até a porta do banheiro pensando em como eu levantaria a saia do vestido para fazer meu xixi.

"Ei, Bella!" Jessica apareceu do meu lado.

"Hey!" dei um sorriso e tentei não parecer muito chocada com seu vestido muito rosa.

"Ai, obrigada por me chamar pra festa! Tá o máximo! E aqueles dois, mais velhos!" Ela apontou para meu querido novo primo e seu companheiro. "Aposto que eles já estão na faculdade. O de cachinhos estava olhando pra mim, sabe? Você conhece ele de onde?"

"Ele é..." eu pensei em explicar a história toda. Mas eu realmente queria fazer xixi, e sinceramente não me importava nesse momento. "Meu primo."

"Ai. Meu. Deus! Não!"

"Errr... É sim. O pai dele e minha tia estão juntos agora."

"Mas tipo assim, você é apegada com ele? Tipo, não se importaria se... se a gente se aproximasse, né?" Ela precisava parar de falar 'tipo' e eu realmente precisava fazer xixi.

"Não. Nem um pouco, vai a luta! A vontade e se der, leva o amigo dele."

Sem dar mais explicações eu entrei no banheiro e fechei a porta. Quando finalmente me aliviei e lavei as mãos, olhei no espelho para meu rosto corado de estar para lá e para cá, mas feliz. É, eu estava feliz.

"Isabella."

Não era uma voz de mulher. Ou de nenhuma das minhas amigas. Mas eu já começava a me perguntar se eu estava imaginando coisas.

"Edward?"

Saí do banheiro e lá estava ele, sem o paletó estalando os dedos das mãos. Ai, Edward...

"Edward?" perguntei quando ele não se mexeu, mas ficou murmurando algo para si.

"Queria saber se você estava bem." ele cuspiu as palavras e logo depois parecia ter se arrependido, pelo jeito que estalou a língua depois.

"Estou. Hmmm... Obrigada." eu dei um sorriso sem saber o que falar mais.

Pela primeira vez eu não tinha o que falar. Era uma situação estranha. Mas eu não queria sair de perto dele de novo.

"Argh! Eu não sei fazer isso." Ele pareceu frustrado.

"O que?" perguntei cautelosa. Ele finalmente levantou o rosto e me encarou.

"O que nós somos?"

"Como assim?" Edward me pegou desprevenida. Era uma simples pergunta, que tinha me colocado mais confusa do que antes.

"Você sabe que nunca fomos tão próximo," eu assenti esperando que ele continuasse. "e agora nós ficamos nervosos um de frente pro outro. E eu... eu não quero... Eu não quero ser só seu amigo. Eu, eu tenho vontades..."

"Vontades?"

"Eu quero saber se eu te beijar, se eu vou querer continuar seu amigo, ou querer continuar te beijando. É isso."

"Você quer?" Se eu não quisesse tanto que ele realmente me beijasse, eu saía correndo pelo salão de festas.

Ele concordou com a cabeça e deixou que as mãos caíssem ao lado do corpo. Edward parecia tão maior, tão mais alto e imensamente mais bonito. Respirei fundo encontrando seu corpo no meio e segurei seu braço quando ele pousou a mão em meu ombro.

Meu colo descoberto arrepiou quando ele tirou o cabelo dos meus ombros, e nossas respirações foram confundidas quando nossas testas se encostaram. Não tinha cheiro de cigarro, como uma vez eu senti. Tinha cheiro de refrigerante, o que me fez sorrir, e de Edward. Sem resistir mais, nossas bocas se fecharam entre si e eu já não ouvia festa acontecendo, não ouvia pessoas falando.

Os lábios dele eram macios e quentes e ao mesmo tempo apertados aos meus. Com cuidado ele moveu, acariciando meu lábio inferior enquanto sua mão segurava minha nuca. Eu não tinha coordenação suficiente para fazer nada. Estava em puro êxtase. Os movimentos foram continuando até eu ter a urgência de sentir o gosto de sua língua...

"E agora, a hora do parabéns. Cadê a nossa aniversariante?"

Como se tivéssemos levado um choque, nos afastamos e pegamos ar sincronizados.

"Eu tenho que..."

"É, eu sei. Vai lá."

Eu não senti os passos até chegar na mesa do bolo, nem muito menos ouvi o que as pessoas estavam falando. Eu só conseguia pensar no beijo que tinha recebido e no quanto eu desejava que ele quisesse de novo.

"Parabéns pra você..."


Podem me xingar! ;)

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