N/A: Obrigada a todos que deram review! =)

Quem me tem no twitter (beesmirk), viu que eu postei uma foto como pictease, e alguns spoilers. Como pode acontecer novamente.

Esclarecendo algumas dúvidas que recebi:

1) Eles são adolescentes, vivendo em mundos adolescentes. Não são maduros como os do livro, que tem 109 anos de existência e a outra que nasceu com 30 anos. Então os assuntos abordados serão diferentes, assim como as reações. Coisas que vão fazer/dizer e se arrepender, estresses bobos, escolhas erradas, gostos bregas, etc.

2) Alice e Edward NÃO terão qualquer tipo de relacionamento amoroso.

3) Mais perguntas? formspring PONTO me BARRA beejelly

Os links do post estão no meu profile.

Agradeço a minha índia CellaE.S por betar. TE AMO índia branca! Pegue sua canoa e desça já pra cá! Não deixem de ler "Lucky", super recomendo! ;)


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Capítulo 8 – Bubbly.

BPOV.

Seus lábios encostaram de novo no espaço entre minha orelha e meu pescoço, minha pele arrepiou fazendo cócegas, mas foi ele quem riu baixinho exalando quente em minha pele. Depois de me convencer que seus pais não estariam na porta de casa esperando, me arrastou para o lado de fora para se despedir... há pelo menos meia hora atrás. Apoiei minhas mãos em seu peito para afastar, mas como sua força não podia ser comparada à minha, com seus dedos prendeu meus polegares sem desgrudar o rosto do vão do meu pescoço.

"Por que você já quer ir?" Manhou. Como se isso fosse possível.

"Seus pais vão vir aqui fora, e eu não vou ter onde me enfiar para não encará-los." Falei abafada contra sua camisa, meu nariz arrastando em seu ombro.

"Isabella, nem me ligar eles me ligaram." Seu tom era sério, mas assim que plantei outro beijo em seu queixo, ele sorriu.

"Mas a minha já. Três vezes, eu tenho que me despedir dos meus avós."

Edward exalou pesado e se afastou o suficiente para que eu visse seus olhos preguiçosos me encarando, fazendo uma careta. Já estava para anoitecer, e o céu cinzento começava a esfriar o clima.

"Me liga quando chegar em casa então." Edward se afastou estalando a língua, olhando para as nuvens feio. "Deve chover mais tarde."

"Não entendi a lógica, mas tudo bem." Ri franzindo as sobrancelhas.

Ele pareceu aborrecido. "Me liga pra avisar que chegou bem. Tá escurecendo e deve chover, as ruas ficam perigosas." Seu tom era seco, mas preocupado.

"Ai, grosso." Senti meu pescoço esquentar por conta de sua rispidez, mas ele riu pegando meu rosto entre as mãos e me pediu desculpas de um jeito bobo, deslizando lábios e línguas rapidamente. Mas o beijo foi acalmando até serem apenas carinhos entre nossas bocas. Ambos terminaram com sorrisos.

O caminho não era tão longo. Ou pelo menos eu não o senti assim. Minha cabeça viajava quilômetros à frente de distância, e só voltei ao presente quando estacionei na porta de casa e vi meus avós se despedindo. Saí do carro e apertei o passo para dar um abraço neles. Ninguém tinha perguntado onde eu estava, porque queriam se apressar e não chegar em casa muito tarde. Então na primeira oportunidade, corri para meu quarto e me joguei na cama.

"Oi, Angie?"

"Finalmente!" Ela exclamou exagerada. "Não aguentava mais dar desculpas para a sua mãe por estar ligando o tempo todo."

"Por que não ligou para o meu celular?" Questionei confusa.

"A questão é: onde estava a senhorita que não deu sinal de vida?"

"Minha mãe não disse?" Tentei não parecer surpresa.

"Não! E você perdeu a estréia de 'Camp Rock'!"

"Ai, verdade!" Coloquei a mão na testa e me joguei de costas na cama.

Angela começou a me dar todos os detalhes de como tinham falas e músicas como em High School Musical. Era uma coisa nossa, apesar de eu já não estar vendo mais tanta graça como via antes. Era como um ritual aprender as músicas, tentar copiar as coreografias. Conseguiu emendar em como as pessoas estavam se vestindo, e pulou para os figurinos das pessoas no meu aniversário. Explicou como Ben tinha ficado com raiva dela não estar dando atenção a ele e que tinham ficado novamente.

Foi nessa hora que percebi que não tinha falado de Edward para ela. Nem de gostar dele, de nossas conversas... nada. Então resolvi não comentar por telefone. Eu estava ainda bem nervosa de tudo estar acontecendo agora, e no fundo sabia que queria guardar esse iniciozinho entre nós. Essa parte que me fazia poder pensar sem ter segundas opiniões e sonhar a noite sem culpa. Desligamos a ligação quase duas horas depois com a promessa que assistiríamos a reprise juntas.

Depois de tomar banho e me arrumar para cama, me lembrei que não tinha ligado para ele, já passavam das onze e eu não sabia se ele ainda estaria acordado. Mordi o lábio batucando o dedo no celular sem me decidir se ligaria ou não. Mas se ele estivesse preocupado ligaria, certo?

Sacudi a cabeça dispersando os pensamentos negativos e digitei a mensagem, clicando no 'send' antes que desse para trás.

Desculpa não ter ligado antes! Despedida de família e amigas ligando. Cheguei bem. Boa noite :) - Bella.

A resposta não demorou para chegar, e eu não contive o sorriso no rosto.

Acabei de jantar. Avisei que ia chover. :P - Edward.

Não gosta de chuva? O barulho me acalma. - Bella. Digitei rapidamente.

Ouvi dizer que chuva só é bom quando se está acompanhado. ;) - Edward.

Um suspiro ficou preso na minha garganta, e eu senti minhas bochechas aquecerem meu rosto. De repente, todos os lugares que ele tinha abraçado e tocado formigavam. Meus dedos estavam bobos apertando as teclas que agora pareciam confusas e pequenas demais.

Será? :P – Bella.

Um dia vamos ter que descobrir! Boa noite, Isabella. - Edward.

Deixei que aquela fosse nossa breve despedida. O relógio marcava que faltavam apenas oito horas para vê-lo de novo. Não que eu estivesse contando.

EPOV.

Só dava para enxergar o contraste da sua mão pálida contra a pele do meu estômago. O quarto estava escuro e aguçava todos os meus outros sentidos. Eu sentia sua respiração contra o meu ouvido e os breves toques de sua boca contra o lóbulo da minha orelha. Os dedos tremeram e o pequeno movimento me fez contrair a barriga em antecipação.

Isabella prendia entre as pontas do dedo os poucos cabelos ali, e foi impossível não impulsionar meu quadril. Escutei o zíper rangir, sendo aberto e sabia que tinha pulsado contra sua pequena mão.

"Mais firme."

Pedi quando seus movimentos testavam minha vontade. Seu pulso fez exatamente como pedi, tinha os movimentos certos da extremidade a base com o ritmo mais tortuoso. Eu estava perto, e não ligava por estar chegando rápido assim. Era como se eu chegasse sempre próximo ao ápice e não conseguisse completar minha meta. Completamente fodido.

Acordei de bruços, sentindo a mesma sensação de não conseguir gozar nunca. Meu quadril fazia força contra a cama, tentando achar algum tipo de fricção que me trouxesse o prazer que tentava buscar no sonho. Merda, só um sonho. Isabella não estava do meu lado e sua mão definitivamente não estava nas minhas calças. Mas meu desejo ainda estava pulsando no meu membro e eu sabia que iria sujar a cama a qualquer momento. Me senti novamente com treze anos.

Abri os olhos vendo que o dia ainda estava tentando clarear, e tateei a camisa que tirei a noite antes de dormir. Sentei rapidamente na beirada da cama abaixando a boxer o suficiente para liberar o torturado e com apenas dois movimentos me satisfiz em cima do pano. Argh, hoje eu quem teria que colocar minhas roupas para lavar.

Queria dizer que tinha sido a primeira vez, desde que fiquei com Isabella, que tive essa urgência. Mas estaria mentindo. Eu podia culpar os hormônios que circulavam nas minhas veias, eu era afinal de contas um adolescente, mas nunca tive tanto desejo acumulado em tão pouco tempo. Como todo garoto normal, eu tinha minhas ereções matinais, algumas vezes durante a tarde, ou a noite. Mas nas últimas vinte e quatro horas eu já tinha exercitado meu pulso quatro vezes. Era o que ela fazia comigo.

Quando desci para o café, antes da escola, a casa estava silenciosa de novo. Na noite anterior, eu não deixei que a merda deles atrapalhasse meu sono, nem tirasse a tarde que eu tinha passado com Isabella. Olhei pela janela da cozinha, antes de pegar duas barras nutritivas e jogar na mochila, os dois carros estavam estacionados, o que significava que em poucos minutos alguém iria acordar. A porra da chuva ainda continuava irritante e fraca, então tive que pegar as chaves do carro. Eu preferia ir de bicicleta, ou a pé.

Ainda era cedo para entrar e o estacionamento estava vazio. Ficou silêncio demais quando desliguei o carro, a chuva não era distração suficiente para calar meu cérebro e a ansiedade que de repente crescia no meu estômago. Liguei o rádio e deixei que a próxima música fluísse enquanto jogava minha cabeça para trás e o braço por cima dos olhos.

A música era de menininha, mas me lembrava Isabella. Não me o dei trabalho de mudar. Eu tinha vontade de passar mais tardes com ela, conversando e tentando conhecer o que passamos anos sem falar. Porra, era difícil achar alguém legal nessa cidade. Não que eu me sentisse superior à alguém na escola, mas a superficialidade de alguns eu não conseguia tolerar. E Isabella passava longe de ser densa, apenas trazia para fora com mais leveza e naturalidade.

Os minutos se passaram, a música mudou e eu acabei pegando no sono. Desnorteado, saí do carro batendo a porta atrás de mim quando escutei o sinal tocar. Merda!

~ LYAI ~

Se tinha uma matéria que me dava dor de cabeça era a merda da geografia. Uma história mascarada por gráficos e espaços físicos que não teriam utilidade nenhuma na minha vida. Infelizmente eu tinha que fazer essa matéria se quisesse ter pontos suficientes para a faculdade no ano seguinte. E copiar do quadro também não era um dos meus esportes preferidos. Apoiei a cabeça na mão direita e continuei.

Floresta decídua temperada, composta por árvores caducifólias...

"Oi, Edward." Uma sombra surgiu em cima do meu caderno, antes que eu olhasse para cima e visse uma loira baixinha na minha frente. Ela abriu um sorriso e ficou me encarando.

"Oi." Resolvi acelerar o processo quando ela não continuou falando.

"Você tem uma caneta? É que a minha acabou e eu não tr..."

"Não, essa é a única – a que eu tô usando." Respondi sincero, não era como se eu tivesse um estojo com uma coleção. Tentei olhar o quadro novamente, e percebi aquela amiga de Isabella olhando nossa conversa por cima do ombro.

"Hmm, eu tenho." Uma voz baixinha respondeu do meu lado. Até então eu nem tinha percebido quem estava do meu lado, pois assim que cheguei já tinha matéria sendo dada. Era a tal da Alice.

"Ei, Jess. Eu tenho, volta aqui."

A amiga de Isabella cortou Alice e Jess fez seu caminho ao lado dela. Só não entendi por que ela tinha vindo pedir caneta a mim, quando a amiga do lado dela tinha. Alice fez um barulho com a garganta do lado, sem graça, mas com um sorriso sábio.

"Ela estava só dando em cima de você, não precisava da caneta." Explicou.

"Como?"

"Você sabe..." ela ofereceu com o ombro. "Pedindo uma caneta, sorrindo largamente e enrolando um pedaço de cabelo no dedo." Rolou os olhos. "Eu sabia que ela iria recusar a minha, por isso ofereci antes que ela falasse mais alguma coisa."

"Errr... hmm..." Que porra! "Obrigado, eu acho."

Ela deu os ombros e voltou a copiar. "Eu vi você e Isabella ontem no meu condomínio." Sussurrou.

"É, eu vi você na sua varanda." Eu a percebi corar quando terminei de copiar a última linha. "Você toca violão, não é?"

"Alguma coisa assim." Replicou tímida. Mas quando olhei novamente, ela parecia ter lágrimas nos olhos.

"Está tudo bem?"

"Só saudade de casa. Eu ainda não me sinto muito adaptada a Forks."

"Eu moro aqui há dezesseis anos e ainda não me sinto adaptado." Ri sarcástico. Mas a distraiu.

"Você parecia feliz ontem." Ela arqueou uma sobrancelha.

"Eu estava relaxado..."

"É bonitinho vocês dois juntos." Alice sorriu sincera. Foi minha vez de desviar os olhos, mas meu sorriso foi a resposta mais concreta que poderia dar. Alice era legal.

O sinal bateu e partimos para nossos caminhos distintos. Parei no armário pegando o livro de matemática e escutei a voz que ecoava na minha cabeça quando ficava distraído. Eu não costumava escutar conversas alheias, odiava essa merda. Estava acostumado a me focar em outra coisa quando meus pais argumentavam no escritório, perto do meu quarto. Mas quando escutei meu nome, foi mais forte que eu.

"Ah, é?" Isabella perguntou.

"...uma caneta ao Edward, mas ele foi todo grosso." a segunda voz disse.

"Ele é tão bonito, mas parece ser um babaca." Disse a terceira. "Mas eu gosto dos badboys, o que posso fazer?"

"Hmm..." Isabella respondeu. Parecia desinteressada. Mas que merda era essa?

Fechei o armário com um pouco mais de força para que notassem que tinha gente do lado de fora que podia escutar. O silêncio foi imediato e as três meninas saíram do banheiro. Era a tal da Angela, a loirinha que me pediu a caneta e Isabella. Pararam na minha frente e Angela deu uma cotovelada na loira, que abriu um sorriso para mim.

"Oi, Edward." Franzi a testa e percebi Isabella inquieta olhando para todos os lugares menos para mim. Eu não ia para aula sem entender essa porra.

"Isabella, posso falar com você?"

Ela finalmente me olhou e cruzou os braços na frente do corpo, fazendo o casaco de capuz aumentar o volume dos seus seios. Pisquei mais algumas vezes, tentando disfarçar e vi as meninas irem embora cochichando. Isabella não parecia muito feliz.

"Tudo bem?" Perguntei quando vi que os corredores já estavam ficando vazios. Mais uma aula que eu chegaria atrasado.

"Hmhmm, tá sim."

Ela estava cheia de merda. Encostei no armário e cutuquei sua costela vendo-a dar um pulo de susto e cócegas. Suas bochechas coradas, eu sorri.

"Que foi agora? Vai ficar com vergonha por que tá na escola?"

Isabella negou com a cabeça e me olhou, exalando. Parecia mais relaxada. "Não te vi chegando na escola." Mudou de assunto.

"Eu adormeci no carro, no estacionamento, cheguei atrasado pra primeira aula. E pelo visto vou chegar pra segunda."

"Aula de quê?"

"Inglês." Respondi. "E você?"

"História."

Ela estava estranha, mas eu não queria pressioná-la. Era uma merda não saber o que fazer, ou poder perguntar por não saber o grau de intimidade que estávamos pisando. Mesmo assim, eu larguei o foda-se e fiz o que quis.

"Aconteceu alguma coisa no banheiro?"

Fez uma careta e negou. "A gente pode conversar depois?"

"No intervalo?" Ela concordou.

O inspetor passou pelo corredor torcendo o nariz e nos mandou ir para a sala. O dia estava passando devagar demais.

BPOV.

Pela primeira vez eu me sentia sozinha nessa escola. Ou talvez fosse um ciúme bobo de amigas. Sei que sentia minhas bochechas esquentarem de raiva e o nó na garganta que não queria descer. Eu nunca fui dessas besteiras de não dividir a amizade, mas o jeito que Angela se comportou com Jessica foi um pouco ridículo demais. Ou talvez tivesse um impacto maior por Edward estar envolvido.

Quando decidi não contar de Edward ainda, era só para não me decepcionar com algo que poderia estar começando. Manter essa nossa bolha, coisa nossa. Mas o universo parecia não estar de acordo comigo. Angela me contou no estacionamento, quando chegamos um pouco mais cedo, que Jessica e ela começaram a conversar na semana passada e que passaram tempo juntas na minha festa – já que eu estava tão ocupada sendo a aniversariante. Eu, na verdade, nunca tinha julgado Jessica, pois nem a conhecia direito. Mas o que ela e Angela faziam era ficar discutindo quem deveria namorar quem, e falar mal dos defeitos de todas as pessoas. Todas, menos os garotos que elas queriam.

E acontecia de Jessica ter se interessado por Edward. Agora eu teria que contar para Angela, que ficaria irritada comigo e contaria a Jessica. Era uma grande bola de neve. Elas nunca tinham sido muito próximas, mas agora pareciam ser amigas de infância. Rolei os olhos, pela ironia da situação. Falavam do cabelo de uma, do corte da outra, da maquiagem excessiva de algumas outras, da falta de algumas outras. Ela nem sequer usava maquiagem! Era uma droga de segunda feira, e eu já estava de saco cheio pela semana inteira.

Quando Edward me perguntou o que tinha acontecido, eu sabia que se falasse iria parecer uma idiota, infantil. Mas eu deveria confiar nele, certo? De repente ele entenderia e me faria esquecer, do jeito que ele fazia com o resto do mundo quando estávamos juntos.

Círculos e mais círculos no meu caderno, sem anotações, e uma tampa de caneta mordida depois, o sinal finalmente tocou anunciando o intervalo. Passei no banheiro jogando uma água no rosto e percebi que meu cabelo estava cheio demais. Eu tinha que parar com a mania de ficar passando a mão e jogando o tempo todo. Essa juba nunca ia abaixar.

Angela provavelmente passaria o almoço pendurada em Ben, e fofocando com Jessica. Realmente estava aliviada de Edward ter falado sobre conversar comigo agora. Tentei não focar os olhos em canto algum para não encarar Angela, até porque ela viria com a inquisição espanhola sobre o que eu tinha falado com Edward. Ou pior, perguntar se eu falei de Jessica com Edward.

"Ei." O próprio surgiu do meu lado.

"Ai, droga! Que susto, Edward!"

"Desculpa. Hmm..." Olhei para trás e vi que ele não estava sozinho. Alice estava a seu lado um pouco mais rosa que o normal. Os olhos muito azuis me encaravam incertos, e ela cruzou os braços na frente do corpo. Foi aí que percebi que ela tinha dois casacos, um que vestia e outro amarrado no quadril.

"Oi, Alice." Ofereci um sorriso e ela parecia mais relaxada.

"Oi."

"Ah, sim. Vocês se conhecem." Edward comentou. "Hmm, vamos sentar?"

O almoço me relaxou. Edward não pediu pra conversar sobre o que eu estava chateada, mas explicou que Alice morava no condominio que paramos ontem. Ela sorriu envergonhada de ter nos visto, e falou que era ela quem estava tocando. Alice era tímida até certo ponto, mas definitivamente quando engrenava em alguma conversa parecia outra pessoa. Ela disse sentir falta de casa e dos amigos que deixou para trás.

Eu não conseguia – ainda – me ver afastada de casa. Pois tinha passado todo o tempo na mesma cidade, escola e com as mesmas pessoas. Mas teria que me preparar para a faculdade. Quando entramos no assunto, os olhos de Alice brilharam, ela mal via a hora de voltar para Londres e reencontrar o seu pessoal. Lá eles podiam começar a faculdade antes, assim a deixando com a possibilidade de voltar no próximo ano.

Edward comentou sobre lugares um pouco mais quentes, talvez Califórnia. Eu fui a única quem não conseguiu pensar em um lugar. Talvez eu estivesse ainda ligada demais a Forks. Não querendo adicionar mais outra coisa para se pensar, mudei de assunto e passamos o resto do tempo conhecendo as músicas que Alice gostava de tocar e aprender. No final, ela prometeu fazer uma lista com as que eu gostei e que ela pensava que eu iria gostar.

Faltavam dez minutos para terminar, e Alice teve que sair para atender um telefonema nos deixando sozinhos na mesa, com seu iPod. Edward estava com um fone e eu com outro. A música era velha, mas leve e me deixava com sentimentos bobos gelando meu estômago como milhões de raspinhas.

"Literatura agora, não é?" Edward quebrou o silêncio.

"Isso." Confirmei com um sorriso cansado.

Edward arrastou a cadeira para mais perto, e meu coração parecia abafar toda a conversa do refeitório. Ele não podia me beijar aqui, agora. Eu queria conversar com Angela. Ele deve ter entendido minha expressão, porque apenas esticou a mão por baixo da mesa em cima da minha perna, mantendo os olhos em mim como se pedisse por permissão. Relaxei o corpo e encostei a cabeça no meu braço que descansava na mesa. Nós não paramos de nos encarar até o sinal bater.

EPOV.

Foi a primeira vez que eu não prestei atenção em uma palavra sequer do que a professora dizia. Isabella sentou do meu lado, e eu só pude me concentrar em suas expressões. Culpe a merda dos hormônios, mas foi ridículo como eu estava excitado só por passear com a mão em sua perna e reparar em seus movimentos de morder a borracha do lápis. Ela não copiava de caneta, e só tinha percebido isso hoje. Como ela também só reparou que eu era canhoto e notificou quando passou um bilhete.

"Eu vou ver com o diretor se consigo encaixar outra matéria." Torci o nariz. Estávamos no corredor, e eu expliquei que queria trocar Educação Física por outra coisa, se pudesse. Já que tinha sido relativamente dispensado.

"Meeh, sorte a sua." Era visível que Isabella não queria ir para a aula.

"Isso tem a ver com Angela?"

"O que?"

"Você não querer ir."

O corredor estava vazio e ela estava impaciente. Passei a mão por seu braço, antes de segurar seus dedos nos meus. Ela não iria me responder, mas eu estava impaciente e curioso. Afinal, meu nome tinha sido pronunciado. Dei um beijo em sua bochecha, - que estava febril – e passeei com o nariz em sua pele do pescoço.

"Isabella."

"Hmm..."

"É por causa delas?" Ela exalou pesado.

"Mais ou menos. É complicado."

"Olha, deixa elas falarem o que for e se concentra na aula." Falei contra a sua boca, tão vermelha. Isabella assentiu e levantou a cabeça, pressionando nossos lábios firmemente. "Então a gente se vê na hora da saída." Beijei o lugar atrás da sua orelha, imprensando seu corpo nos armários de metal.

Ela tinha outras ideias, com pressa buscando a minha boca e segurando meu ombro. A minha sorte era o corredor vazio, ou assim eu pensava estar.

"Então é ele, Bellinha?" Uma voz grossa nos separou. Um cara mais ou menos da minha altura, com carinha de playboy e uma marra que precisava ser desmanchada nos olhava sarcástico.

"Ai, Jasper. Vai pra aula, vai." Isabella parecia irritada.

"Quem é?" Sussurrei no seu ouvido e passei a mão por sua cintura. Senti sua mão apertar na minha camisa. Ela não estava para brincadeiras.

"Idiota de um meio-primo." Ela esclareceu, mas eu continuei esperando. "Minha tia e o pai dele estão juntos, ele agora tá morando aqui perto e estudando aqui. Ele é um saco!"

Ela falou as últimas palavras mais altas para ele escutar, mas só o fez rir e virar as costas para ir para a aula.

"Bem, se ele é um idiota não precisa se aborrecer."

"Mas ele implica!"

"Vem, vamos pra aula." Puxei sua mão na direção oposta e tomamos nosso rumo.

"Você não vai no diretor?" Ela ficou confusa.

"É, mas eu te levo lá."

~ LYAI ~.

O diretor ficou de me dar a resposta durante a próxima semana, quando os quadros de horários se confirmassem. E assim que pude, me direcionei para a quadra, sabendo que Isabella ainda tinha mais vinte minutos de Educação Física. Mas quando cheguei, não a vi pela quadra. Presumi que como combinado, esperaria no estacionamento, e me surpreendi por vê-la sentada nos degraus do pátio.

Ela ainda estava com seu uniforme e a mochila do lado. Sua cabeça estava entre os braços que apoiavam nas pernas encolhidas. Pernas que estavam bem expostas pelo short escuro e pequeno. Engoli seco antes de limpar a garganta e anunciar minha presença. Isabella olhou para cima com o rosto vermelho.

"Aconteceu alguma coisa?" Perguntei, ela continuava enfezada.

"Fui dispensada mais cedo." Ela rolou os olhos sarcástica.

Relembrei do dia que tivemos, a pouca oportunidade de conversar e suas expressões que não eram típicas. Era hora de saber que merda estava acontecendo.

"Tá, porra, o quê que houve? Passou o dia inteiro com a cara amarrada..." Eu parei de falar quando ela me olhou com olhos culposos.

"Desculpa." Esfregou a testa respirando fundo. "Eu não devia estar jogando tudo isso pra cima de você. Quer dizer, ontem o dia foi tão bom e hoje – tirando a hora do intervalo – só acontece coisa ruim uma atrás da outra! Argh!"

"E eu quero saber o que é." Insisti.

As bochechas dela ficaram vermelhas por causa do meu tom e eu me repreendi. Eu tinha que controlar essa merda de grosseria, pelo menos com quem não merecia. Isabella fez uma careta, e ela estava visivelmente desconfortável. Eu não queria me meter em sua vida ou seus problemas, mas era difícil tê-la por perto com a cabeça em outro lugar.

"Eu não quero parecer idiota e infantil reclamando de Angela pra você." Ela murmurou abaixando a cabeça e olhando para frente.

"O problema é ela?"

"A maior parte, sim."

"Olha, Isabella. Eu não vou forçar você a falar quando você não quiser. Mas também não leio mente pra saber quando você vai se sentir a vontade pra tal." Tentei manter um tom menos rude e ela me olhou com a expressão mais suavizada. "Se quiser conversar, eu vou te ouvir e não vou te julgar por isso, ok? Quer dizer... a gente devia... a gente devia ser capaz de conversar sobre tudo, se vamos continuar... isso." Mencionei os espaço entre nós.

"Eu sei..." Isabella mordeu o lábio.

"Pode me dizer pelo menos porque foi dispensada da aula mais cedo?"

"É idiota." Um sorriso brincalhão me dizia que ela de alguma forma estava orgulhosa do o que quer que tenha feito. Sentei do seu lado finalmente esperando que cedesse. "Angela não me escolheu pro time dela de vôlei... Aí eu cortei na cabeça dela."

Relembrei do dia que tivemos, a pouca oportunidade de conversar e suas expressões que não eram típicas. Era hora de saber que merda estava acontecendo.

"Tá, porra, o quê que houve? Passou o dia inteiro com a cara amarrada..." Eu parei de falar quando ela me olhou com olhos culposos.

"Desculpa." Esfregou a testa respirando fundo. "Eu não devia estar jogando tudo isso pra cima de você. Quer dizer, ontem o dia foi tão bom e hoje – tirando a hora do intervalo – só acontece coisa ruim uma atrás da outra! Argh!"

"E eu quero saber o que é." Insisti.

As bochechas dela ficaram vermelhas por causa do meu tom e eu me repreendi. Eu tinha que controlar essa merda de grosseria, pelo menos com quem não merecia. Isabella fez uma careta, e ela estava visivelmente desconfortável. Eu não queria me meter em sua vida ou seus problemas, mas era difícil tê-la por perto com a cabeça em outro lugar.

"Eu não quero parecer idiota e infantil reclamando de Angela pra você." Ela murmurou abaixando a cabeça e olhando para frente.

"O problema é ela?"

"A maior parte, sim."

"Olha, Isabella. Eu não vou forçar você a falar quando você não quiser. Mas também não leio mente pra saber quando você vai se sentir a vontade pra tal." Tentei manter um tom menos rude e ela me olhou com a expressão mais suavizada. "Se quiser conversar, eu vou te ouvir e não vou te julgar por isso, ok? Quer dizer... a gente devia... a gente devia ser capaz de conversar sobre tudo, se vamos continuar... isso." Mencionei os espaço entre nós.

"Eu sei..." Isabella mordeu o lábio.

"Pode me dizer pelo menos porque foi dispensada da aula mais cedo?"

"É idiota." Um sorriso brincalhão me dizia que ela de alguma forma estava orgulhosa do o que quer que tenha feito. Sentei do seu lado finalmente esperando que cedesse. "Angela não me escolheu pro time dela de vôlei... Aí eu cortei na cabeça dela."

"Foi... de propósito?" Perguntei entretido.

"Foi." Ela admitiu esperando uma reação. "Você sabe como eu não sou muito boa em Educação Física, mas acho que dei sorte dessa vez."

Explodi em gargalhadas altas chamando atenção de alguns que estavam chegando no estacionamento.

"Pára de rir!" Isabella empurrou meu ombro, mas nem ela conseguia parar. "Quebrou o óculos dela..."

"Porra, quem usa óculos pra educação física?"

"As lentes dela estão chegando ainda." Ela explicou enquanto eu limpava as lágrimas dos olhos. "Vou vir pra detenção no sábado, como 'castigo'." Fez uma careta.

"Aí deu mole, porra. Se for fazer merda, faz direito!" Brinquei e ela sorriu finalmente. Eu queria ficar sozinho com ela.

"Você tem que ir pra casa agora?" Perguntei levantando, ela me olhou confusa mas negou com a cabeça. "Tá de carro ou veio de carona?"

"Carona." Ela bufou.

"Vem comigo então, eu te levo em casa depois."

"Hmmm..."

"Foda-se ela, Isabella. Angela deve tá puta contigo, - eu sei que eu ficaria – a gente passa um tempinho numa quadra aberta que tem aqui perto e depois eu te levo em casa."

Ela deu um sorriso triste e eu me arrependi por ter sido tão direto.

"Confia em mim?" Questionei testando-a com a mão estendida.

"Em quem mais eu confiaria?" Ela brincou de volta, mas aceitou minha mão.

"Ouch." brinquei.

"Brincadeira." Ela riu baixo e apertou minha mão na sua, e eu a levei até meu carro sem soltá-la.

A quadra era literalmente atrás da escola. A vantagem é que não seríamos vistos. Ninguém mais a usava, pois já estava velha e destruída. Era apenas uma grade um lado, com saída para a rua, uma parede de verdes do outro e uma possível cesta... sem a cesta em si. Sentei no único banco enferrujado enquanto Isabella entrava olhando o local.

"Quantos esconderijos você tem?" perguntou distraída.

"Não é esconderijo. É só um lugar que ninguém mais vem." Expliquei. "Ou vem a noite... pra fumar." Ela me olhou, me analisando.

"Você vem pra fumar?"

"Eles não vêm pra fumar cigarro." Ri debochado. "Emmett costumava vir as vezes. Me trouxe numa dessas, mas eu não fiquei até o final."

Ela veio se aproximando com os braços presos as costas, e sorrindo. Isabella era bonita. O cabelo estava preso, deixando o rosto livre de fios, e continuava linda. As orelhas não eram furadas como das outras meninas, e eu queria passear com a minha boca por ali. Porra. Limpei a garganta, mas não pude deixar de visitar o resto de seu corpo com os olhos. O jeito como seus peitos ficavam marcados na blusa, pequenos e arredondados, e as pernas pálidas e longas.

Fallin' For You - Colbie Caillat.

"Vem cá." Pedi e ela se aproximou olhando para o meu rosto. Peguei a parte de trás do seu joelho com a mão e senti sua pele macia se arrepiando entre meus dedos. "Hmm..." Fechei os olhos e encostei a cabeça em sua barriga.

"Seu cabelo tem uma coloração tão diferente..." Senti seus dedos tentativos entre os fios. "É como bronze, mas meio dourado, ruivo... Você era ruivo quando era bebê?" Eu ri baixinho.

"Era sim."

Ficamos em silêncio e eu concentrava no barulho do vento contra as folhas, fazendo frio em minha nuca. Mas de alguma forma eu não sentia meu corpo resfriar. Era um lugar pacífico, e eu gostava de como estávamos.

"Muito louco né?" Ela quebrou o silêncio. Me afastei para ver seu rosto.

"O que é louco?"

"A gente aqui, depois da escola... Não era uma coisa que eu tinha pensado em acontecer."

"Mas tá gostando?"

"Sim." Isabella passou a outra perna pro outro lado do banco, e eu imitei sua posição para ficarmos de frente um para o outro. "E você?"

"Não tinha te trazido aqui se não estivesse." Remarquei.

"É fácil ficar com você. Não sei explicar, mas eu não me preocupo sabe?" Era como se estivesse falando sozinha, e eu fiquei observando tentando entender. Ela quebrou o pescoço para o lado e continuou pensando. Coloquei a mão em seu joelho para que ela continuasse, eu gostava de ouvi-la falando, e queria saber o que ela pensava da gente, já que não conversou sobre o que eu tinha pedido mais cedo.

"Preocupar com o quê?" Perguntei e ela me olhou sorrindo.

"Não sei. Eu fico... hmm... ansiosa as vezes, eu acho. É besteira, eu sei. Mas eu não sabia como íamos reagir na escola." Explicou. "Eu não contei a ninguém do final de semana, e... queria, não sei, talvez manter isso pra gente mais um pouco."

"Mhmm..." Sua coxa era tão branca que as pequenas veias azuis e roxas apareciam. Não de um modo feio, eu queria sentir com a boca também.

"Eu sei que as pessoas podem ser intrometidas e ficar dando opiniões, fazendo fofoca. Ainda mais agora que eu vi Angela e Jessica conversando... Ugh!"

Isso tirou minha atenção de suas pernas. "Olha, eu sei que elas são suas amigas..."

"Só Angela." Ela me corrigiu rapidamente.

"Que seja. Sei que você tem amizades e eu respeito. Mas é de você que eu gosto, e o que tem entre a gente é problema nosso. Se por acaso elas começarem a falar alguma merda, eu não vou me preocupar quem seja, eu vou mandar se foder."

"Ok."

Só eu entendia como terceiros pontos de vista poderiam atingir um casal. Eu morava com um deles. Puxei com as duas mãos seus tornozelos para mais perto de mim, e assim suas pernas estavam em cima dos meus joelhos. Eu sorri para ela e senti suas mãos nos meus braços.

"Vem cá."

"Tô aqui."

"Aqui." Insisti contra seus lábios que não demoraram um segundo resistindo. Eu tinha esperado o dia todo para isso, sentir sua língua na minha, o lábio entre meus dentes, os meus entre os delas. Conforme nossos corpos foram pedindo, ela subia mais em meu colo e eu tinha que tomar cuidado para que ela não esbarrasse em meu membro já excitado. Era fácil e rápido demais.

Senti sua mão agarrar meu pescoço enquanto a outra segurava meu rosto e minhas mãos tremiam para descer para seus shorts, mas eu as mantive em sua cintura, apertando para não grunhir. Isabella nos afastou para respirar, mas continuou trilhando sua boca em meu pescoço. Meu jeans já estava me machucando.

"Isabella..."

"Hmm..."

Quando parei de beijar seu rosto ela se afastou tímida, mas com os olhos sorrindo.

"É melhor a gente ir pra casa, né?" Ela torceu o nariz. Eu ri.

"É."

Isabella levantou tirando o que estivesse prendendo seu cabelo e sacudiu a cabeça. Parecia um leão revolto. Ela me flagrou a observando e voltou para dar um último beijo, rápido.

"Vamos." Ela disse e eu assenti.

Me dei mais alguns segundo, e tentei esticar a blusa por cima da calça tentando ver se estava marcando. Seriam pelo menos mais duas rodadas no banho, antes do treino.

"Bora, Edward!" Ela tamborilou os dedos em cima do carro.

"Tô indo, porra."

"Grosso!" Seus olhos arregalaram, mas ela iria rir. Eu gargalhei e corri pra dar outro último beijo. Um dos últimos.


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