E aí, moçada? Como foram de carnaval?

Devo avisar que esse capítulo não é datado corretamente, os acontecimentos estão dispersos e o tempo está passando.

MUITO obrigada pelo carinho, compreensão, reviews e recomendações! 3 Vocês são lindas.

Outra coisa, mandei junto com o spoiler link para um Podcast que estou participando.

O que é um Podcast? Vocês mandam suas perguntas (anonimamente ou não) e eu serei entrevistada pelo pessoal do respondendo via skype.

Também iniciei outra fanfic chamada "Vicious Wonderland", um pouco - bastante - diferente dessa, se quiserem conferir! ;)

Perguntas; mandem pm/review, acessem meu formspring ou me tweetem (bee_geleias)

Um beijo na minha índia branca (Cella E.S) que salpicou sal da terra e pintou de vermelho vivo esse capítulo pra ficar legível.


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Capítulo 13 - Days, and fights and... love?

EPOV.

"É sério que fui chamado para isso?"

O que tinha de novo? Uma nova merda de briga, uma discussão idiota que iria levar minha mãe a viajar por alguns dias. Não era a primeira vez e não seria a última. Estava tomando meu café da manhã quando ambos sentaram em silêncio na mesa - coisa que raramente acontecia. Eu sabia que meu pai tinha dormido no escritório, pois o ouvi tomando banho no banheiro do corredor. Nunca me era explicado o por quê da discussão, apenas que eu teria que lidar com as consequências. Eu não implorava que me contassem, mas estava ficando cansativo.

"Só achamos que deveria saber."

"Bem, agora eu sei." Empurrei o banco para trás e levantei da mesa. "Agora vou para a escola."

"Edward, isso não é educado." O tom gélido de minha mãe timbrou nos meus ouvidos, borbulhando meu sangue. Eu não iria ficar ali ouvindo mais porra nenhuma. A babaquice era entre eles.

"E agora você vai arrumar alguma briga e me mandar fazer uma viagem para que eu então esfrie a cabeça e volte?" Eu nunca havia rebatido dessa forma. Geralmente apenas saía andando. Hoje não era um dia desses.

"Edward!"

"O que, mãe? É o que você faz. É o que meu pai faz. Não me diga o contrário."

Esme ficou alguns segundos perplexa antes de piscar e limpar a boca maquiada no guardanapo.

"Com licença." E se retirou. Sempre tão educada.

"Edward." Meu pai implorou com as mãos na cabeça. O jeito que ele fazia esses pequenos gestos acrescentavam significantes anos à sua idade. Cansado. Eu também estava.

"Não se incomode." Disse antes de fazer meu caminho.

Sem pensar, tateei o cigarro que há tempos não pegava e acendi com praticidade. Meu carro iria ficar com cheiro desagradável, mas no momento eu não me importava. Se antes eu chegava cedo demais na escola, hoje eu cheguei no laço. Isabella já me esperava na escada, variando os olhares entre o estacionamento e as pessoas que subiam para as suas salas.

Desde o nosso encontro na semana passada que nossas conversas fluíam mais. Não falávamos só de escola, mas sobre sua família, sobre Emmett, vasculhávamos e trocávamos músicas. E um dia a ouvi murmurar letras da música que me fazia lembrar dela. Eu não conhecia o cantor, mas o ritmo leve só me lembrava de seus trejeitos delicados e desengonçados ao mesmo tempo. Isabella me fazia rir e esquecer das merdas que eu não queria aguentar, e de alguma forma eu também a entretia.

"Você fumou, é?" Perguntou depois me cumprimentar.

"É..." Limpei a garganta pegando em sua mão para subirmos a escada, e eu agradeci que ela não tenha falado nada.

(...)

"Porra, Isabella." Reclamei pela segunda vez enquanto ela lançava um flash em meu rosto.

Tínhamos começado alguns projetos de aulas diferentes e enquanto eu montava uma planilha sobre cadeia de desenvolvimento humano da aula avançada de biologia, Isabella pegou a aula de fotografia.

"Desculpa." Falou rindo. Ela não estava realmente se sentindo culpada.

"Alice, o que você pegou mesmo? Ficou com música, certo?" Conferi.

"É, mais fácil de qualquer forma." Deu os ombros da cadeira do computador.

Tínhamos combinado de nos reunirmos na casa de Alice uma vez ou outra, e como se tinha mais espaço, nos espalhávamos pela enorme sala. Angela estava rindo com Isabella em um canto. Pegaram a mesma matéria depois de conversarem sobre o tempo que não passavam mais juntas.

"Por que você não pegou, sei lá... Educação Física? Você não luta boxe?" Angela questionou.

"Eu já fui liberado da aula normal por algum motivo. Pegá-la como extra iria ser imbecilidade."

Alice devia ter engasgado com alguma coisa, pois começou a tossir levantando e muito vermelha.

"Alguém quer alguma coisa pra beber?" E assim vi que ela tentava não rir de algo.

"Tem coca aí, Alice?" Ben perguntou.

"Acho que tem sim." Respondeu respirando fundo.

Quando já estavam todos de saída, Isabella disse que não voltaria comigo, que dormiria na casa de Alice e me encontraria no dia seguinte na escola.

"Acho que ela ficou um pouco chateada."

"Com o que?" Saquei o maço do bolso e notei que já estava acabando.

"O jeito que você respondeu, acho."

"Que jeito?" Traguei e soltei rápido, vendo Isabella fazer cara feia e dar pequenos passos para trás com os braços cruzados. Trinquei o maxilar, seu jeito estava começando a pegar nos meus nervos.

"O seu jeito de dizer as coisas sem pensar, ser grosso. Não é todo mundo que está acostumado." Murmurou sem olhar para mim. O chão parecia estar mais interessante.

"E o que eu falei?" Perguntei impaciente.

"Sobre o negócio de não fazer educação física..." Continuei a encarando. Isabella rolou os olhos. "Esquece, Edward."

Antes que eu pudesse falar alguma coisa, porém, a própria Angela saiu com o telefone tocando antes de parar em frente a Isabella. Aproveitei para terminar o cigarro.

"Não deixou. Vou ter que ir mesmo." Disse antes de passar o braço pelos ombros da amiga, abraçando-a. "A gente se vê amanhã."

"Tchau, Angie."

"Tchau." Respondeu se virando e acenando pequeno para mim. Seu rosto realmente não parecia satisfeito.

"Viu?" Isabella apontou quando Angela saiu com o carro.

"Viu o que, Isabella?" Olhei confuso e irritado.

"Nada Edward, deixa pra lá." Ela também não parecia paciente.

"Fala, Isabella."

"Não!" Teimou em seu limite. Belisquei a ponta do nariz com os dedos e me aproximei para me despedir. Não iríamos fazer merda de progresso nenhum assim.

Mas assim que me aproximei de seu rosto, ela virou a bochecha e franziu o nariz. Eu sabia que ela não gostava do cheiro de cigarro, mas nunca tinha feito isso. No escuro não se dava para ver, mas eu sabia que tinha os dentes trincados. Sua boca cerrada me dava certeza.

Só queria que esse dia acabasse.

BPOV.

Eu odiava ficar brigada com qualquer um que eu me importasse. Minha vontade era de correr atrás de Edward e deixar tudo para lá. Mas ele tinha me deixado com raiva. Eu sabia que tinha sido uma temporada difícil pra ele, estava fumando quase todos os dias, dando mais respostas que o normal. Mas isso não lhe dava o direito de descontar em todos. Eu também tinha um limite. Vi o jeito que tinha feito cara feia quando passei o dia na casa de Angela. Por um lado eu compreendia que ela não estava realmente merecendo, mas por outro nós éramos amigas desde crianças e sentia sua falta.

Foi bom ter minha amiga de volta, e foram mínimos os momentos que Jessica foi mencionada. Outros dias eu passava com Alice, e até mesmo conheci seus amigos de Londres, rimos e trocamos piadas. Foi em um dia que Edward teve treinamento, e eu novamente quis esperá-lo para termos um tempo à sós. Não conseguia imaginar ele fora dali, nem onde jogaria tanta energia.

(...)

Eu não sabia que ele também praticava com o professor. Então fui pega de surpresa, depois de ter sido chamada para assistir a aula, quando os dois começaram a treinar, não eram muitos socos e chutes, mas quando ocorriam eu me encolhia e me assustava. Até que um dos punhos foi na direção do rosto de Edward e eu não contive um pequeno grito, o que os desconcentrou, e eu envergonhada pedi licença.

Um bebedouro me ocupou por algum tempo - na verdade alguns segundos, até eu desistir e pegar meu celular. Quando vi uma chamada perdida torci o nariz por ser o nome de Angela a brilhar na tela. Resolvi deixar para mais tarde, e continuei assistindo o treino pelo vidro. Os músculos que contraíam quando ele esquivava, e o sorriso largado quando acertava algum golpe. Era impossível não encarar, não ficar vidrada nas ações.

Foi a primeira vez que me veio 'sexo' na cabeça. O ato em si. Sexo com Edward. Não que eu fosse fazer logo, em breve, ainda não pensava estar preparada e dava para sentir uma pedra de gelo na espinha de nervoso. Mas não pude deixar de divagar como seria quando finalmente déssemos esse passo.

Os pensamentos devem ter ido longe, pois a próxima coisa que vi foi Edward passando uma toalha pelo rosto enrubescido e me chamando. Entrei ainda vendo sua camisa pingar e escutando sua respiração pesada.

"Quer tentar?" Perguntou assim que vi seu treinador sair rindo.

"O que?" Questionei confusa. "Treinar com você? Está louco?" Ele riu um pouco e deu os ombros.

"Não vou retribuir, é lógico."

Em pensar que o garoto por quem você está apaixonada te chamaria para dançar colado e sussurrar palavras doces, e o meu me chamando para lutar boxe. Como se eu não gostasse.

"Promete?" Um sorriso foi inevitável de segurar.

"Claro."

Ele me jogou sua luva preta, gigante e eu coloquei na mão direita. Tinha certeza que voaria da minha mão no primeiro golpe, mas Edward se aproximou apertando a faixa de velcro no pulso.

"Junta os dois cotovelos na frente do corpo." Instruiu me ajeitando, tão profissional que eu tive vontade de me jogar em cima dele e apertá-lo. "Essa mão sem luva, a esquerda, você protege o rosto - nunca tire ela daí. A outra faz os golpes."

"Ainda bem que eu sou destra, se não seria uma grande derrota desde o princípio."

"Mantenha os pés em equilibrio; o esquerdo fica de contraponto com o direito - esse um pouco mais atrás. Assim." Me ajeitei conforme as instruções. "Agora flexiona um pouquinho o joelho, como se estivesse em cima de uma prancha."

"Certo." Olhei para o espelho na lateral e vi minha posição esquisita. "E eu não me mexo?"

"Mexe, calma." Pediu enquanto copiava minha posição em frente a mim. "Nunca coloque seus pés paralelos, quando for atacar dê pulinhos." Ele demonstrou os pés ágeis. "Viu?"

Murmurei positiva em resposta e dei um sorriso, sendo retribuída. Avancei como ele explicou anteriormente e fingi um soco em seu braço. Edward assentiu aprovando e se aproximou encostando de leve o pé em minha perna. Continuamos a rir fazendo esse mesmo joguinho, até que ele encostou a mão com a luva no meu queixo e eu fingi um nocaute, pendendo a cabeça para trás e fazendo sons de dor. Quando ele chegou mais perto aproveitei para fingir socar seu estômago inúmeras vezes, ele só fez rir dizendo que era falta antes de agarrar meus pulsos e espremer nossas bocas. Eu gostava.

"Isso também é falta." Falei, mas só saiu como uma manha.

Edward arrancou nossas luvas antes de voltar a dar atenção a minha boca. Seu gosto estava salgado, mas isso não estragaria nossa diversão. Quando senti sua língua na minha meu coração deu um salto, era assim toda vez. Eu gostava como ele na maioria das vezes não era apressado, como trocávamos carícias com as bocas mesmo que nossas mãos fizessem todo o trabalho de euforia. Dessa vez minha palma descansava em cima de seu peito, e eu pude ver que não era a única a me sentir desse jeito quando estávamos juntos.

Os elásticos do ringue nos fizeram parar de andar. Cena que seria linda em algum filme; um casal aos beijos no ringue de boxe, logo após um treinamento bobo. Mas na realidade era bem nojento. Seu cabelo estava com mechas que pingavam na frente de seu rosto, consequentemente me atingindo. Seu rosto molhado no meu, e eu nem queria chegar a falar do cheiro. Não que ele estivesse fedendo, mas um ringue de boxe fechado, com ar condicionado não podia ter cheiro de flores. Muito menos suor. O mais engraçado de tudo era que eu pouco me importava.

"Vou tomar banho."

"É, vai lá." Fiz careta.

"Estou fedorento?" Seu rosto era divertido.

"Não, mas está suado." Expliquei.

"Você também."

"Por sua culpa! Eu vou lavar o rosto."

Ele desviou o rosto com um sorriso que não identifiquei buscando as luvas.

"Que foi?"

"Vai se acostumando." Riu baixo e eu o encarei ainda confusa. "Tem coisas que a gente faz que também fazem suar."

Demorou para que a ficha caísse, e quando caiu eu só pude arregalar os olhos e olhar para o resto do lugar me assegurando que não tinha ninguém em volta. Edward tinha me surpreendido, fora a primeira vez que tinha soltado alguma coisa parecida. Os pensamentos de algumas horas antes voltaram e enfim notei o quanto um acontecimento já dava grandes passos na nossa relação.

(...)

E tinha sido a única vez durante essas ultimas semanas que esteve relaxado daquele jeito. Entre novas matérias, os treinos dele e minhas saídas com Angela e Alice não tivemos muitas oportunidades como aquelas no ringue. E cada vez que finalmente nos encontrávamos, eram farpas daqui e de lá.

"Ugh, posso desligar a música?" Perguntei de repente não suportando mais a voz de Taylor Swift cantando 'Better than Revenge'.

"Pensei que gostasse." Alice deu os ombros guardando o resto do material espalhado.

"Eu gosto, só... Ugh. Não sei, fiquei irritada agora." Expliquei, mesmo não parecendo plausível. Alice me olhou sem saber o que dizer e eu bufei alto sentando na cama. "Edward está insuportável essa semana. Eu aguento algumas grosserias dele, é da sua natureza. Ok. Mas ele as vezes passa dos limites. E ao mesmo tempo eu odeio brigar com qualquer pessoa."

"É a primeira vez que vocês brigam."

"É." Assenti cruzando os braços ainda bastante aborrecida.

"Vai ficar tudo bem."

"E ele fica com raiva rápido, agressivo, está fumando mais que o normal... Eu não posso impedir que ele faça, não me sinto no direito. Não sei. Mas ele sabe que eu não curto, e ainda veio querer beijo e abraço depois de acabar com um maço?"

Despejei contando de nossa breve despedida na frente da sua casa. Alice escutou atenta e esperou que eu esvaziasse.

"Desculpa, estou chata." Falei me sentindo cansada.

"Não tem problema."

"Às vezes eu queria ser que nem você, tão calminha. Tranquila com tudo." Sorri, ganhando um de volta.

"Não sou sempre assim. E por enquanto ninguém fez nada para me aborrecer..." Sua última frase saiu incerta no final, e logo ela virou-se escondendo provavelmente o rubor que tomou conta de seu rosto. Mas eu podia vê-lo em seu pescoço. Talvez ela só não quisesse falar.

"Alice." Chamei enquanto ela parecia ocupada com o computador.

"Você sabe que pode conversar comigo também, não é?"

"Mhmm."

Não insisti. Não queria forçar a barra. Ela pareceu quieta por algum tempo antes de voltar a se virar para mim um pouco nervosa.

"Se eu te contar uma coisa, promete não falar pra ninguém? Mas tem que prometer mesmo." Pediu com olhos enormes.

"Claro, Alice." Assegurei sentindo meu estômago gelado.

"Nem para Angela, nem Edward."

"Ok, me fala!" Fiquei preocupada. "Você está me deixando nervosa."

"No dia da feira literária, no final, eu estava guardando meu violão na sala de música quando a professora veio parabenizar a todos." Disse. "Então eu estava saindo quando seu primo..."

Meus olhos arregalaram e uma raiva subiu em minha garganta. Eu iria matar Jasper!

"O que foi que ele fez?"

"Calma!" Pediu com as mãos. "Então ele chegou e perguntou a quanto tempo eu tocava. Expliquei que desde pequena aprendi piano, violão e flauta, bla bla bla... E, conversa vai, conversa vem eelemeioquemebeijou."

"Ahn?"

"Ele... hm, meio que..." Esperou que eu absorvesse gesticulando com as mãos.

"Como ASSIM?" Agora era eu quem estava histérica, confusa e perplexa.

"Você sabe como. Você tem um namorado, não me venha com essa."

"Não. Alice! Do nada? Sem motivo? E depois?"

"Depois nada, fomos cada um para um canto e acabou."

"Mas, mas... isso foi ha semanas atrás!"

Alice não tinha o que falar. E nem muito menos eu. Ficamos algum tempo em silêncio até que ficou desconfortável.

"E não se falaram depois?"

"Não." Ela encostou na cabeceira suspirando. "Falar o quê, também?"

"Hmm, não sei. Uma explicação talvez por ter te assaltado desse jeito."

"Eu também fiquei surpresa, mas não vou ficar obcecada atrás de um motivo."

"Como não? Quando fiquei com Edward pela primeira vez pensava nisso."

"É diferente." Insistiu entrelançando os próprios dedos.

"Diferente como?"

"Não é como se fôssemos amigos antes, nem muito menos gostássemos um do outro. Aconteceu. Garotos são assim; impulsivos."

"E você?"

"Eu o que?"

"Gosta dele?"

"Não." Respondeu prontamente. Duvidei com as sobrancelhas arqueadas. "Se eu for completamente sincera - sim ele me atrai, ele é talentoso, ele é bonito. Mas é um bom babaca também."

"Isso ele é." Concordei prontamente. Ela riu fraco.

"E quando contei para os meninos por skype David..." Alice esperou que eu reconhecesse pois sabia que eu sempre os confundia. "O loiro, hétero." Assenti situada. "Ficou com raiva, disse que isso não se fazia e que Jasper era um idiota por tratar as meninas assim. E ele sempre foi meu melhor amigo, isso me chateou."

"Por que?"

"Porque caso algo mais acontecesse, caso eu realmente gostasse do Jasper eu teria certeza que eles não se dariam bem."

"Você se importa mesmo com David não é?"

"Claro, Bella." Implorou que eu entendesse. "Crescemos juntos, sempre confiamos um no outro quando alguma coisa dava errada. Como não ter um carinho maior por ele?"

"Eu entendo." Disse pensando em Angela e no último mês que tinhamos passado nos estranhando por conta de nossos respectivos relacionamentos e amizades.

"Pois é."

"E o que você vai fazer?"

"Nada ué."

Continuou dizendo que eles nem sequer se esbarraram no corredor, e me lembrou de Jessica, e garotos serem idiotas. E como ela não queria se aproximar dessa maneira de ninguém pois tinha planos de voltar para Londres. Fora que nunca daria certo.

"É meio nojento."

"O que?" Ela riu da minha expressão torcida.

"Jasper. Ugh."

"Nem tanto."

"Ai, não fala isso. É nojento e pronto, e acabou."

(...)

"Hmm." Atendi o telefone sem ver quem era.

"Oi, já está pronta? Estão no caminho?" A voz de Edward ecoou do outro lado. Meus olhos abriram rapidamente e eu me sentei na cama. Que droga ele estava falando?

"Como assim?"

"São quase sete e quinze, Isabella."

Por alguns segundos esqueci que estava no celular e chamei por Alice algumas vezes.

"Ja falo com você, beijos." Desliguei jogando um casaco por cima do pijama antes de tentar chegar ao banheiro sem escorregar por estar de meias.

Escutei Alice murmurando baixinho enquanto se arrumava do mesmo jeito. Sra. Brandon geralmente a acordava, mas como teve que ir para o trabalho mais cedo, seu pai esqueceu completamente do horário. Dando bom dia correndo, peguei as chaves do carro e fomos para a escola ainda sem fôlego.

(...)

Parece que quando acordamos no susto tudo em consequência resolve se adaptar ao dia atrapalhado que tivermos. Edward já tinha entrado para a sala quando chegamos na escola, e como meses atrás saí correndo pelos corredores atrasada para a aula. Ja tinha algum tempo que não chegava esbaforida dessa forma, e o inspetor só fez rir de mim. As aulas passavam incrivelmente rápidas quando não deveriam e eu entendia nada vezes nada.

O anúncio que os boletins seriam entregues no final da semana estava sendo dado enquanto eu tentava copiar o resto da matéria e algo em meu estômago disse que eu não iria gostar nem um pouco. Quando finalmente joguei alguns cadernos no armário, vi no reflexo que meu cabelo estava em seu pior estado. Aproveitei que estava na hora do intervalo para ajeitá-lo antes de descer para o refeitório, minha barriga fazia barulhos altos e ridículos já que pulei o café da manhã.

Em meio a isso tudo não cruzei com Edward, mas assim que pus os pés no primeiro andar, o avistei com uma bandeja na mão e outra embaixo do braço.

"Peguei pra você." Murmurou me entregando a bandeja vazia. Assenti em agradecimento e entrei na fila.

Enquanto pegava alguma coisa que me alimentasse fiquei pensando no que tinha para conversar com ele. Angie já tinha me contado alguma porção de vezes sobre brigas e reconciliações com Ben, mas nada que fosse igual ao nosso pequeno desentendimento.

"Quer ficar por aqui, ou ir lá pra fora?"

"Vamos lá pra quadra, essa hora está vazio acho."

E estava mesmo. O tempo estava fechado e o vento um pouco mais gelado, mas precisávamos de um lugar mais silencioso para conversármos.

"Por que chegou atrasada hoje?" Edward quebrou o silêncio enquanto desembalava um sanduíche.

"Não sei, fomos dormir tarde." Lembrei da minha conversa com Alice e todas as informações que estava guardando. Não me sentia bem por esconder de Edward, mas ao mesmo tempo ela era minha amiga e tinha confiado em mim.

Mais silêncio, e eu aproveitei para comer pois estava faminta. Edward estava desconfortável, mas também não dizia nada. Eu queria que ele enxergasse como mudava quando estava aborrecido com outras coisas e descontava sem perceber. Como ficava verbalmente aborrecido. Mas como diria isso para ele? Cruzei as pernas terminando a lata de coca e senti sua mão no meio das minhas costas.

"Está mais calmo hoje?" Perguntei olhando para o canudo.

"Não fumei hoje."

"Não é sobre fumar, Edward." Suspirei e ele bufou.

"É sobre o quê então?"

"Sobre você controlar um pouco dessa raiva toda que tem do mundo."

"Do que você está falando, Isabella?" Sua voz já tinha se alterado e carregava irritação, mas vi que controlou para que nenhum palavrão saísse. Meu pescoço esquentou com a menção do meu nome, e não foi de um jeito bom.

"Olha, eu te entendo. Nós conversamos e eu compreendo o seu lado e o seu jeito. Não me diz que você não sabe que é respondão e grosso, você sabe que é." Lhe dei um olhar apontado, mas Edward apenas franziu a boca quando trincou o maxilar. "Não vou ficar te dando lição de moral, mas eu sou uma e não é todo mundo que vai levar suas respostas numa boa."

"E..." Ele tentou retrucar mas eu segurei seu braço para continuar.

"Ontem você deu um fora em Angela desnecessário. E eu não estou falando só dela, estou citando como exemplo. Eu não sei o que está te incomodando, mas não sou idiota ao ponto de não perceber o quanto você tem fumado, e quanto tempo a mais tem passado nos treinos." Respirei para continuar. "E as vezes pode não ter um motivo, e eu odeio brigar com você, ou com qualquer um."

"E o que você quer que eu faça? Mude?"

"Não, Edward. Pensa se é necessário as vezes responder tão brusco, tão grosso. O jeito de falar, os palavrões... Só isso."

Só isso que eu queria que ele enxergasse. Só isso e eu estava drenada. Apertei os olhos por alguns instantes sentindo a cabeça latejar.

"Desculpa." Edward disse com a testa encostada no meu ombro. Assenti brincando com seus dedos. "Eu não vou para o treino hoje a tarde, você podia ir lá pra casa."

"Minha mãe vai implicar." Torci o nariz. Já tinha passado quase dois dias fora de casa.

"Amanhã então."

"Pode ser. Vou falar com ela."

(...)

Ao contrário do dia anterior, hoje tinha amanhecido com sol da primavera, o que me fez atrever a usar uma saia pela primeira vez em muito tempo. Edward mostrou como gostou enquanto no caminho para sua casa apertava meu joelho e coxa. Cada vez que me tocava dessa forma - querendo, desejando - eu ficava nervosa. Então tratei de entrelaçar nossos dedos.

Depois de um breve lanche ficamos realmente focados em alguns deveres de casa.

"Minha mãe perguntou se eu não queria fazer curso de italiano." Disse sentada no chão de seu quarto aproveitando o sol que ainda ia embora pela janela lateral.

"É?" Ele respondeu da cama.

"Mhmm. Disse que iria ser legal, e minha vó iria gostar já que é de lá."

"E já sabe onde vai fazer?"

"Tem um em Portland." Abaixei o lápis e virei a cabeça para encará-lo.

"Legal." Aprovou assentindo.

"Sabe mais o que eu acho?" Perguntei. "Que ela não quer que eu me foque muito em uma coisa só."

"Como assim?"

"Bem, eu só tenho passado tempo realmente com você." Esperei que ele ligasse os pontos, mas ficou quieto. "Não que ela queira nos afastar, mas pelo menos uma atividade que não inclua ficar na sua casa quase todas as tardes."

"Eu gosto dessa atividade." Murmurou sério, mas logo um sorriso surgiu. Edward se esticou para o final da cama e puxou meu caderno.

"Claro que gosta." Dei língua e ele riu.

"Por isso que vai vir com nota baixa em física, porra." Atestou olhando minhas folhas. "Por que esses desenhos?"

"Não sei, eu gosto de desenhar espaços e lugares." Subi na cama a seu lado encarando um rascunho de uma sala.

"Na verdade... na verdade eles parecem bons." Comentou. "Já pensou em fazer arquitetura?"

"Está louco? E como eu vou lidar com números, Edward?"

Ele deu os ombros antes de afastar nossos cadernos.

"O que a gente vai fazer nas férias de primavera?" Ele mudou de assunto.

"Não sei, algum plano?"

"Acho que Emmett vem ficar aqui em casa alguns dias... Queria que você o conhecesse."

O papo evaporou e ninguém mais sabia do que estávamos falando. No minuto seguinte eu só sentia seu corpo por cima do meu, e sua boca na minha. Parecia que não tínhamos nos beijado dessa forma há muito tempo, e o único pensamento que cruzou minha cabeça foi que estávamos pelo menos em seu quarto dessa vez. Ele escorregou a mão pela barra de minha blusa empurrando para o topo da minha barriga.

"Que perfume é esse?"

"Ahn?"

"Esse perfume, sei lá..." Sua boca estava em meu pescoço, como ele queria que eu respondesse?

"Não é perfume... Aqui." Tentei puxar sua camisa pela cabeça. "Shampoo de melancia."

Edward sem camisa. Edward com o torso nu. Sua barriga, seu peito, a calça baixa demais. Meus olhos viajavam, e eu tinha medo de ser pega analisando a pequena penugem fazendo caminho para dentro de seus jeans. Eu pensei que fosse cansar de me sentir muito excitada, de cairmos em uma mesmice idiota, mas toda vez algo me surpreendia e me tirava do sério. Mas eu derretia como da primeira vez que fizemos algo por dentro das roupas, os lábios quentes no meu pescoço, os barulhos que ele fazia quando meu quadril sentava no seu. A minha curiosidade de vê-lo completamente despido me excitava ainda mais.

Edward estalava beijos molhados por minha clavícula, atrás da orelha, e mordia, depois voltava para a minha boca. Tudo isso apertando minhas coxas e subia para a bunda, quadris e cintura. E esfregava sem pudor onde nos encontrávamos, enquanto eu tentava acompanhá-lo. Ele já tinha confessado que gostava disso. Às vezes eu me sentia envergonhada, mas hoje em especial, eu dei graças à Deus que minha timidez resolvera dar um passeio.

Minha barriga encontrou com a sua quando desci a cabeça para buscar sua boca. Meus cabelos fecharam em uma cortina em volta de nossos rostos. Suas mãos voltaram a dar atenção para as minhas costas, sentindo minha pele arrepiada e sem camisa, apenas com o sutiã. Mas breve, muito breve, eu senti seus dedos pararem em cima do fecho. Eu congelei.

"Deixa?" Ele perguntou.

Eu me afastei com as mãos apoiadas em cada lado de sua cabeça e olhei para seu rosto. Sua boca estava intensamente vermelha, úmida e seus olhos apertados me pediam permissão. Abaixei novamente enfiando o rosto em seu pescoço e concordei com a cabeça. Seus dedos roçaram pelas alças até eu me sentir livre deles.

"Hmmmmm..."

O contato de nossos peitos era muito maior agora. Meus mamilos estavam sensíveis, mas era muito mais prazeroso. Salpiquei pequenos beijos em seu ombro tentando distraí-lo de sua meta, mas ele não engoliria essa.

"Deixa eu ver." Edward pediu, mas eu ainda estava hesitante com dúvidas idiotas na cabeça. "Eu já os senti antes, Isabella. Já te toquei antes, eu quero ver."

Eu levantei devagar, sem deixar de olhar para o seu rosto. Ele parecia estar esperando, mas não deixou de acariciar meu braço antes de eu me expor. Edward não falou nada, mas passou a língua nos lábios e ficou vidrado comigo a sua frente. E quando finalmente me olhou, eu não me senti mal, nem envergonhada ou idiota por pegar sua mão e levar até a curva de um de meus seios.

Ele continuou brincando, com o polegar, acariciando de leve. Depois, com a outra mão livre, levou até o outro seio, circulando-os com quase nada de pressão. Fechei meus olhos apreciando cada gesto e ficando ainda mais excitada. Quando sua mão fechou toda em volta de mim, deixando somente os bicos para entre os polegares e indicadores, eu gemi alto e impulsionei meu quadril com um pouco mais de força.

"Vem aqui." Suas mãos saíram por um instante, e eu abri os olhos para me ajeitar a nova posição.

Ele preferiu encostar na cabeceira comigo ainda em seu colo. Suas mãos voltaram depressa aos meus seios, e sua boca beijava a minha furiosamente. Seus polegares circulavam toda a área e me deixavam com o corpo quase pegando fogo. Sons saíam de minha boca e eu quase não reconhecia, cada área nova descoberta me trazia uma onda de tremores e prazer. Seus lábios e língua reconheceram meu pescoço e colo novamente, e cada vez mais eu sentia a necessidade de ser tocada .

"Ughhh." Mordi minha bochecha agarrando os fios de trás de sua cabeça.

"Não sei porque estava com vergonha..." Mais beijos, ele estava já entre meus seios. "Deus, eu... eu quero tanto, deixa eu..." Seu hálito quente deslizava perto do meu seio, e meus pensamentos – e corpo - logo exigiram que ele usasse a boca para cobri-los. "Posso...?"

"Pode, pode..." Permiti quase sem fôlego. Já estava ficando com sede.

Então senti sua língua enroscando, mais macia, mais provocante, ardendo, queimando, me fazendo querer pedir por mais. Mas quando ele começou a sucção, eu realmente achei que iria derreter. Meus punhos estavam cerrados atrás de seu pescoço, afundando seu rosto em meu corpo, enquanto eu tentava buscar por alguma coisa, qualquer coisa. Ele se moveu rápido para o outro seio, me fazendo sentir arrepios por toda as costas quando o ar do ambiente tocou o bico úmido abandonado.

Quando a euforia dissipou um pouco - para o bem da minha sanidade - minha respiração foi ficando mais tranquila, assim como os beijos de Edward em meu torso. Passei o dedo em seus cabelos com os dedos tentando consertar a bagunça que fiz. Foi então que notei um arranhado em seu pescoço.

"Ai droga, acho que te arranhei sem querer." Saí de seu colo pegando minha roupa. Edward levantou abrindo a porta do armário e olhando o pescoço no espelho que ficava lá.

"Me marcando, é?" Ele arqueou as sobrancelhas.

"Não, foi sem querer." Subi na ponta dos pés olhando a tira vermelha. Edward me segurou pela cintura e enfiou a cabeça em meu pescoço. Senti a pressão forte de seus lábios e segundos depois um estalo. "Edward!"

Corri para o mesmo espelho apenas para comprovar que tinha um prester-a-ser-chupão em meu pescoço. Nada de prender o cabelo por pelo menos uma semana, ótimo.

"Porr... droga!"

"Por que você não fala palavrão?" Questionou rindo. "Fala: porra."

"Eu falo, mas não tanto quanto você. Vamos virar um casal de caminhoneiros se tivermos os dois bocas tão sujas."

"Vamos, fala."

"Porra." Rolei os olhos e ele gargalhou. "É, super divertido." Disse sarcástica. "Te odeio."

Edward não parava de rir e logo eu tive que acompanhar. Eu não o odiava, lógico que não. A marca me deixava com vergonha e ao mesmo tempo excitada de saber que tinha algo entre nós que ninguém saberia. Pelo contrário, não tinha como odiá-lo. Minhas mãos rapidamente se gelaram, será que eu o amava? Digo, claro que eu gostava dele, mas era essa coisa mesmo boba 'amor'?

Olhei para o seu rosto que me encarava risonho e o brilho dos olhos, e todas aquelas coisas bobas de livros românticos; coração dando solavancos, e nervoso na barriga, e vontade de abraçar e não soltar mais.

Eu acho que amo Edward. Entreguei o bilhete à Angela na aula, no dia seguinte.

Como você sabe disso?

Não sei, eu sinto... Não sei explicar. Por isso o 'eu acho'. AJUDA!

E como você quer que eu ajude?

Não sei, você está há tempos com Ben, deve saber como funciona.

Não sei. Quero dizer, nos amamos - acho - mas não dizemos muito isso.

Então eu fico sem dizer nada?

...sim? Não sei, Bella!.

A olhei de escanteio e vi irritação no seu rosto. Desisti de procurar ajuda e apelei para Deus que me fizesse esquecer e não ficar paranóica com isso.

Passamos o intervalo com Alice, que nos dizia sobre um concurso regional de músicos jovens - qual ela não queria participar. Ela não explicou direito, mas eu sabia que tinha algo a mais ali. Edward foi ao banheiro e eu aproveitei a brecha.

"Mas por quê?" Pressionei.

"Já vai tanta gente. Não sei, isso está ficando grande demais." Sacudiu a cabeça.

No mesmo instante ouvimos uma gritaria, a voz do diretor e do inspetor. Jasper com um sorriso nojento, Jessica com os braços cruzados, Angela e Ben vinham atrás deles vermelhos e de cabeça baixa. Fiquei sem entender a situação enquanto os cochichos cresciam. Um grupo de garotas mais velhas vinham rindo, e Edward vinha logo atrás com o rosto surpreso.

"Sua amiga estava lá no banheiro masculino."

"Angela?" Franzi a sobrancelha.

"É, ela e o namorado. Jasper e Jessica também, mas em outra cabine."

"Como assim? Eles estavam em uma das cabines?" Meu alarme o fez sentar e pedir para falar baixo. "Explica."

"Não sei o que houve, eu fui no banheiro e quando vi o diretor estava brigando com eles porque elas estavam lá."

Fiquei pasma sem saber o que dizer, e Alice também parecia chocada.

"Ben não respeita Angela." Edward murmurou de repente. "Ele não respeita quando passa uma garota do lado, e ele encara sem disfarçar..."

"Acho que todo garoto encara."

"Isabella, eu não vou falar que não olho, mas eu tenho a decência de te respeitar em público, de não ficar te agarrando como se fosse uma exposição como ele faz." Ele parecia bravo.

Eu sabia que era verdade, mas Angela parecia não se importar. Ou pelo menos não aparentava. Olhei para Alice do outro lado da mesa e questionei com a cabeça o por quê de sua expressão. Ela não respondeu, mas sibilou 'nojento' e eu não precisava saber sobre quem ela falava.

EPOV.

Acordei de um cochilo por causa da mensagem de Isabella dizendo que iria no curso de italiano com Alice e não passaria na academia mais tarde. Depois de me arrumar para o treino senti meu corpo pesado e realmente preguiçoso. Escutei barulhos de copo na cozinha e me surpreendi por ter alguém em casa tão cedo.

Minha mãe estava sentada servindo algum vinho e meu pai colocando malas no chão. Mas não eram apenas malas, tinham caixas com anotações e listas.

"Que merda é essa?"

"Edward, querido, sente-se."

Meu pai não disse nada, apenas sacudiu a cabeça esfregando o rosto. Me olhou frustrado antes de eu virar o rosto para Esme querendo respostas.

"Nós estamos nos divorciando."


:O :O :O

Bee, como você termina o cap assim? Muahahaha...

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Mwah! 3