O que é isso? Um pássaro? Um avião?
Não, é o capítulo de LYAI.
Obrigada minha índia por sempre me dar uns tapas e tentar fazer meu cap ter sentido.
Agora vou deixar vocês lerem, mas tem uma N/A no final.
Leiam, por favor.
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Capítulo 14 – Warm Embrace.
BPOV
Tinha caído no sono em cima do sofá assistindo seriado na TV quando meu celular me alertou de alguma mensagem. Eram raras as vezes que eu conseguia ficar em casa sozinha, mas Renée e Charlie tinham ido ao mercado juntos. Mas enquanto o aparelho carregava a mensagem, uma batida insistente ecoou na porta. Levantei apressada e com o coração acelerado já pensando em várias maneiras de algo estar errado com alguém.
"Posso entrar?" Um Edward corado nas bochechas, suado e com a respiração pesada me assustou. A mão direita segurava o batente da porta e a outra, a bicicleta.
Não soube o que dizer, apenas deixei que ele passasse. Eu estava de pijamas e me senti exposta, mas naquele momento não ele parecia ter notado nada. Me repreendi por ter pensado em algo do tipo com Edward tão afobado. Me desculpei porque ainda estava atordoada do cochilo. Ele tinha passado direto para o banheiro, fechando a porta por um instante. Mas foi tão rápido que só deu tempo de eu chegar e me acomodar no sofá, desligando a televisão.
Ele permaneceu em pé, porém radiando raiva e confusão. Me inclinei para pegar sua mão, mas ele levou a mesma à ponta do nariz, fechando os olhos.
"Meus pais se divorciaram."
Eu queria falar alguma coisa, confortar, mas não sabia exatamente se ele esperava algumas palavras sinceras de volta. Meus ombros caíram com desânimo, mas nem eu nem ele parecíamos surpresos com o fato. Claro que o iria aborrecer. Meu coração ficava na mão de pensar em suas reações.
"Quer dizer, que porra eles pensavam que estavam fazendo durante os últimos dezessete anos?" Sua mão tremia e seus olhos estavam vibrantes de raiva. "Eu sabia que essa merda iria acontecer, e na verdade nem sei porque estou com tanta raiva. Eles trataram como se fosse outra viagem de negócios. Uma porra de um divórcio como um acontecimento diário."
Mordi o lábio angustiada com seu estado. Agradeci mentalmente que não tinha ninguém, e o esperei terminar.
"Meu pai quem está saindo. Eles sequer perguntaram minha opinião, eu só acordei e vi que suas coisas estavam sendo levadas. Disse que vai passar um tempo em algum hotel antes de partir pra sei lá onde. Porra!" Seu grito me assustou. "Meu pai é um merda de um covarde, frouxo. A maioria das brigas que ele tem com a minha mãe é porque ele não faz nada a respeito de qualquer coisa. Acha que tudo vai se resolver com a droga de um presente aqui e ali. Mas pelo menos ele tentava."
Sua voz estava alta e trêmula, e eu precisava que ele se acalmasse antes que alguém chegasse.
Modest Mouse - World at Large (.com/watch?v=1Hu80onJIko)"Edward." Chamei suave. Seus olhos me miraram arregalados. Estiquei a mão e ele sentou ao meu lado.
"Sabe o que me deixa mais frustrado?" Seu tom ficou baixo e cheio de incerteza. Me aproximei afagando suas costas com círculos. "Que eu sei que o babaca ainda gosta da minha mãe. Não que isso seja errado, mas é ver que amor não foi suficiente pra eles. Então, o que é? Minha mãe não é uma escrota completa, mas ela pode ser tão fodidamente difícil de se conviver que eu tenho que me obrigar a entender o lado dele."
Meus próprios olhos carregavam lágrimas. Suas palavras tão machucadas, e eu sabia que por muito tempo ele guardou tanto.
"E agora o quê? Ele se muda pra longe e perdemos o contato? Ou fico na escrotisse de visitá-lo a cada quinze dias que nem uma criança, e alguns feriados até completar dezoito anos?" Seu rosto estava molhado, mas eu sabia que era melhor não secar aquelas lágrimas . "Eu nem sei o que sentir. É tudo uma merda."
Encostei minha bochecha em seu ombro e rapidamente senti seus braços me enrolarem. Nunca pude imaginar que um garoto daquele tamanho poderia um dia estar chorando nos meus braços. Eu queria que ele ficasse melhor, queria sentir raiva de seus pais por trazerem tanta angústia por tantos anos. Me perguntei se foram um dia pais normais e lhe deram o carinho que uma criança precisa. Mas resolvi que ficar sem saber era melhor.
(...)
Minha mãe não chegou muito depois. Mas foi tempo o suficiente para que Edward pegasse no sono no meu quarto, depois de lavar o rosto no banheiro. Era de ficar com o coração partido vendo o conflito em sua cabeça transparecer em seu rosto. Tentei não chorar na sua frente, mas não consegui prender as lágrimas quando ele adormeceu. Lágrimas de raiva dos pais dele, de não ter o que fazer ou saber o que falar.
Mas para a minha surpresa, Renée não fez alarde sobre o fato de Edward estar adormecido em meu quarto. Eu expliquei com calma, e mais lágrimas desceram quando lembrei de toda a situação. Ela falou que ligaria para Esme dando notícias de seu filho, já que ela provavelmente estaria preocupada. Eu duvidava, mas fiquei quieta.
Na hora de dormir, porém, tivemos um impasse.
"De jeito nenhum você dorme lá."
"Mãe, eu não vou acordá-lo para descer. Ele vai querer ir embora, e não tem condições de ele ir sem quebrar nada - ou ele mesmo - pelo caminho." Racionalizei cruzando os braços.
"Não disse para acordá-lo. Mas posso colocar um colchão no meu quarto... Como quando você fazia quando tinha medo do escuro." Ela sorriu com a memória de meus seis, sete anos.
"Eu vou ficar bem aqui na sala, prometo." assegurei. Eu também não conseguiria dormir com o ronco de meu pai ecoando durante toda a noite. Ele era impraticável.
"Certo. Mas fique lembrada que seu pai sai cedo para trabalhar, e se não vir a senhorita aqui embaixo, o negócio vai ficar feio."
Quis revirar os olhos, mas me segurei achando que a colher de chá que ela estava me dando já era boa demais. Nos primeiros vinte minutos eu ainda estava alerta, com o pensamento que não iria pegar no sono jamais. Mas foi apenas mudar de posição para adormecer, sentindo o desgaste mental do dia.
(...)
Um cheiro estranho incomodou meu nariz, logo eu percebi que estava consciente e novamente abri os olhos. Ainda estava escuro. Um vento gelado passou por minha nuca e eu procurei o foco, dando de cara com as costas de Edward encostado na porta da frente fumando cigarro.
"Sabe que vai ficar com cheiro aqui, não sabe?" Perguntei me aproximando. Meu cabelo devia estar uma zona, e minha cara não das melhores.
Mas ele virou seu rosto tão desligado do mundo, e um cansaço sobrenatural subiu a urgência de retirar as palavras que me saíram e o abraçar até que o dia amanhecesse. Edward esticou a mão, que eu na mesma hora aceitei e caminhei descalça até encostar meu corpo no dele.
"Tá se sentindo melhor?" Perguntei observando seus dedos levarem o cigarro até a boca. Eu podia torcer o nariz e brigar, mas no momento que seus olhos cerraram enquanto ele exalava a fumaça, eu pude apenas encará-lo com a boca aberta.
A pergunta ficou perdida no ar. Edward percebeu com seu rosto inchado de sono o que exatamente eu fitava, seu braço em minha cintura nos aproximou e ele trazia a ponta do cigarro para a frente de meu rosto. Eu sabia que não devia, e nunca tomei interesse por experimentar. Mas que mal faria? Saber pelo menos o que se passava, o que Edward sentia enquanto tragava um atrás do outro. Ele encostou a ponta levemente úmida entre meus lábios, me observando com atenção.
"Puxa e respira ao mesmo tempo, para não engasgar." Sua voz era quase um sussurro grave. Senti sua mão atrás da minha cabeça, enquanto eu fazia o que tinha sido dito olhando para ele.
Senti minha garganta arder quando a fumaça preencheu minha boca. O gosto não era de todo agradável, muito menos quando meus olhos arderam e encheram instantaneamente de lágrimas.
"Como você gosta disso?" sacudi a cabeça vendo um sorriso brincando enquanto ele terminava o cigarro. O trago também ocasionou em uma pequena tontura, como se minha cabeça estivesse leve demais. "Isso é apenas nicotina, certo? Digo, só cigarro."
"Claro, Isabella." Confirmou, os olhos inchados de sono, mas não menos dócil. "O primeiro trago é assim mesmo."
Fiz uma careta e estiquei a mão para tirar o cabelo desarrumado que caía na frente de seu rosto. Eu tinha aquele sentimento de querer cuidar dele até quando fosse possível, e apertava meu coração pensar em futuros distantes. Receio de grandes mudanças, e de não poder acalentar quaisquer dores que poderiam vir pela frente. Talvez fosse cedo para pensar nisso, mas ano que vem teríamos que fazer grandes decisões.
Eu sabia que o bolo que se formava em minha garganta agora tinha nome. Seria um pouco demais falar que era apenas um namoradinho. Eu podia ser nova, mas naquele momento o que eu sentia era amor. E podia ser um de muitos, ou um e único. Mas eu não queria pensar nisso agora.
Seus olhos buscavam algo nos meus, e de repente aquelas palavrinhas que me corroíam e traziam insegurança, eram as mesmas que ele precisava no momento. Um frio na barriga de medo tomou conta de mim; como eu iria saber se era o momento certo de se falar, ou se ele surtaria e sairia correndo? Edward não era o que mais conseguia se expressar com palavras, como eu um dia iria saber o que se passava dentro de seu coração ou cabeça? Ou pior: se estavam se acordo com todos os meus sentimentos?
"Em que você esta pensando tanto?"
"Em você." confessei.
"Não precisa se preocupar comigo, Isabella." me virou, assim estávamos segurando nossas mãos de frente para o outro. "Eu tenho que me desculpar com a sua mãe por ter vindo sem avisar, acabei pegando no sono. Porra, deixei você sem cama."
"Isso é o de menos, Edward pelo amor de Deus."
"Menos? Qual adolescente simplesmente foge de casa por que os pais estão se divorciando e se escondem na casa da namorada?"
"Muita gente faz pior, por muito menos." disse cruzando os braços na frente do corpo.
"Fodam-se os outros. Eu não devia agir como uma criança quando algo acontece. Você não devia ter que ficar com pena de mim, e largar o seu quarto por minha causa."
As palavras foram fortes, e eu tive que respirar fundo para a sobrecarga de emoções não me pegarem de jeito.
"Mas acontece que eu me importo." falei baixando o tom de voz. "E muito. Você não faria o mesmo por mim?"
"Claro que faria." Edward demorou alguns segundos para responder, não por estar pensando na resposta, eu podia ver, mas por entender onde eu queria chegar. Ele se aproximou passando a mão por meu rosto. "Faria, ok?"
"Ok." Estiquei-me na ponta dos pés e encontrei seu lábio inferior rapidamente. "Vamos dormir."
Fechei a porta atrás de nós ainda segurando sua mão. Ficou implícito que voltaríamos para o meu quarto, e aquele calor familiar em meu ventre surgiu como uma cosquinha. Eu sabia que minha mãe falaria no meu ouvido depois, mas isso no momento estava sendo mais importante.
O quarto ainda estava em penumbra e ficou ainda mais escuro quando fechamos a porta. Deitamos lado a lado nos encarando, trocando carinhos com as pontas dos dedos. Em contraponto com toda a calmaria que esses pequenos gestos me traziam, meu coração parecia querer decolar dentro do peito. Algo forte, que trazia todos os tipos de emoções. E eu desejei naquele momento ser corajosa e apenas falar o que eu realmente sentia. Em vez disso, deixei que ele calasse minhas palavras com sua boca na minha. Sem pressa, apenas explorando e aproveitando aquele resto de paz que tínhamos.
Edward me fazia sentir pequena em seus braços, e ao mesmo tempo como se nada pudesse me atingir. Eu queria passar a mesma sensação de segurança e desligar um pouco sua mente do que ele enfrentava em casa. Inúmeros casais se separam por dia, mas só vemos o quanto isso pode influenciar e mudar uma terceira pessoa quando alguém próximo passa pela experiência. Em termos, eu sabia que Esme e Carlisle nunca foram um casal comum. Ambos muito requisitados em seus respectivos trabalhos, eles tinham que ter algo embaixo do tapete. E a mudança transparecia toda em Edward, que nada podia fazer para melhorar a situação entre os dois.
Escorreguei meus dedos para sua nuca, sentindo meus olhos muito pesados, e ao mesmo tempo não querendo parar. Quando nossos corpos finalmente se abraçaram da forma que eu mais gostava, senti que a troca de afetos teve o mesmo tanto de efeito nele que em mim. Minha resposta foi fechar o punho em sua blusa, e ele sentindo minha mão se afastou passando os dedos por meu cabelo.
"Dorme." Parecia mais uma ordem. "Eu dormi demais já, e você quase não deve ter descansado lá no sofá."
"Até que ele é bem confortável." Brinquei bocejando.
Nos aconchegamos sorrindo até que eu peguei no sono.
(…)
Dito e feito, eu levei uma bronca. Não das grandes, mas suficiente para ser tirado o carro por uma semana. Por isso alguns dias depois, quando Edward já estava mais calmo e de volta a rotina – eu pegava carona com ele para Portland para a tal entrevista no curso de línguas. Angela ficou de me encontrar para tomarmos um sorvete. Não estava quente o bastante, mas o tempo começava a esquentar. Desde o incidente do banheiro que não conversávamos direito, e sua suspensão na escola não ajudou.
A parte boa de tudo é que as férias de primavera estavam na esquina, e Emmett finalmente tinha confirmado a vinda. Isso pareceu melhorar um pouco o humor de meu namorado que andava muito calado. Combinamos nos verdepois de se encontrar com seu pai, e nos despedimos com um beijo carinhoso.
"Qualquer coisa me liga." Pediu e eu respondi assentindo.
O local era pequeno, e apenas três línguas estrangeiras eram oferecidas; italiano, espanhol e francês – mas parecia charmoso, acho. Meu nível de sabedoria na língua era ridículo, mas todos foram gentis me apresentando o material usado em sala e como era ensinado. Tinham apenas duas turmas de italiano – uma que já estava avançada, e outra que começaria após as férias de primavera. Nessa que eu deveria entrar. Duas vezes na semana no horário da tarde.
Peguei o panfleto e todo o resto anotado e segui para fora do local em direção a pequena lanchonete que combinei com Angela. A mesma estava sentada com as pernas tão agitadas embaixo da mesa, que tudo parecia balançar. Peguei o lugar à sua frente e coloquei a bolsa na cadeira ao lado.
"Já pediu alguma coisa?" perguntei.
"Um milkshake." e apontou para o copo vazio.
"Chegou cedo por quê?"
"Ai," ela exalou parecendo relaxar aos poucos. "precisava sair de casa o quanto antes. Minha mãe está a flor da pele."
"Angela, você pegou uma suspensão de dois dias, o que queria que ela falasse?" tentei ser lógica. Ela rolou os olhos passando a mão no rosto, parecendo bem estressada e envergonhada. "O que houve afinal de contas?"
Angela olhou para os lados vendo o pouco de gente distraída tomando café, ou o que fosse e voltou a atenção para mim.
"Eu estava no banheiro com Ben." disse apoiando os cotovelos na mesa. "Nós, hmm, estávamos em uma cabine."
"Isso eu já sei."
"Então..." sugeriu algo com as mãos.
"Então o quê?" continuei encarando.
"Nós estávamos fazendo... coisas." seu rosto, apesar da pele mais escura que a minha, enrubesceu.
"Coisas?" demorou, mas a ficha caiu. Meus olhos abriram surpresos e eu a encarei. "Você não é mais...?" gesticulei.
"Shhh. Sou, sou. Mas existem coisas."
"Ah." suspirei aliviada. Algo em ela não me contar se já tinha acontecido sua primeira vez me magoou. Entre coisas, e coisas eu sabia que ela já tinha feito. Ela gostava de conversar comigo, pelo menos antes. "Mas Angie, por que logo no banheiro? Que burrice."
"Não sei." ela fitou o copo tristonha. "Jessica tinha comentado o quanto o Jasper amava quando ela o satisfazia em lugares públicos, eu só pensei que... Na verdade, eu não pensei."
"Que bom que sabe disso." ela me deu língua. "E só por quê Jessica faz, não é por que você tem que fazer. Você nunca foi assim, Angie." disse tristonha.
"Eu sei, eu sei."
"Poxa, eu não digo pra você nunca fazer nada. Mas sabe que seus pais acham isso uma grande coisa. Fora que você acaba se desvalorizando."
"Ah, Bella. Vai me dizer que você nunca fez nada em lugar público?"
"Não disse que nunca fiz." cortei. "Mas eu tomo cuidado, e agradeço por Edward me respeitar. Ben não é dos mais cavalheiros e você sabe disso. Não digo que meu namorado é perfeito, pois ele tem seus dias, mas pelo menos ele me trata com respeito."
"Ben não me desrespeita." insistiu baixinho.
"E olhar para qualquer garota na rua na sua frente é super respeitoso, principalmente passar a mão em você no meio da escola, e te exibir como se fosse um novo brinquedo de auto-satisfação."
"Eu sei, tá legal?" seus olhos agora tinham lágrimas. "Eu surtei quando você disse que amava Edward, e o jeito que vocês se tratam, o jeito que ele te olha... Bella, eu estou com ele há tanto tempo, e simplesmente não consigo fazer com que ele goste de mim o suficiente."
"Ele é um idiota se não gosta." atestei com raiva. "Mas você não tem que ficar pintando o céu de azul pra ele pra fazê-lo gostar de você. A minha amiga Angie mudou muito, e eu sempre gostei dela independente do que fizesse."
Uma garçonete finalmente se aproximou e perguntou se queríamos alguma coisa. Eu pedi um milkshake e Angela pediu outro, mais uma porção de batatas fritas. Ela teria seu momento de tristeza bem acompanhado.
"Me desculpa." ela enxugou o rosto com o guardanapo.
"Tudo bem."
Fizemos alguns planos para as férias de primavera, e nos distraímos um pouco. Ela até perguntou como Edward estava com toda a situação, pois soube por uma amiga de sua mãe que os pais dele estavam se separando. Cidade pequena podia ser um saco. Expliquei que ele estava melhor, mas não cem por cento. E falamos de Alice que Angie com certeza iria adorar, mas que depois me deixou com um pé atrás por toda a história de Jasper com ela. Se é que poderia ser chamada de história. Toda essa confusão com Edward me fez esquecer de ligar mais para ela, e isso me fez sentir culpada.
Quando deu a hora e Angela teve que ir embora cedo, liguei para Edward e fiz uma nota mental de ligar para Alice quando chegasse emcasa.
(…)
"Ah!" Soltei um suspiro de alegria. "Nem acredito, duas semanas pra fazer... nada!" Alice riu ao meu lado.
"Bem merecidos, não aguentava mais ver fórmula de química na minha frente."
"Vocês só sabem reclamar." Edward chegou brincando. Meu coração queria sair do meu peito e abraçá-lo por mim. Na verdade ele queria abraçar Emmett por ter chegado na noite anterior e deixá-lo bem humorado.
"Eu não reclamei, eu agradeci." estiquei minha língua pra ele, que me puxou pela cintura.
"Não mostra a língua se não vai usar."
Meu pescoço esquentou na mesma hora, mas minha alegria era tão grande que deixei de lado a vergonha e dei uma grande lambida na lateral de seu rosto. Edward me largou e eu ri até ficar com dor nas bochechas. Entramos em seu carro depois de nos despedirmos de Alice – que eu iria encontrar à noite em sua casa.
EPOV
Combinei com Emmett que me encontrasse depois que eu saísse da escola. Ele tinha ido encontrar alguns amigos e passar um tempo com sua mãe. Aquele babaca conseguiu em poucos dias apaziguar a minha casa, então não era como se eu pudesse reclamar dele ficar comendo tudo o que tem - e não tem - na minha geladeira.
Depois de toda a merda de situação, eu tentava passar o menos tempo possível em casa. Felizmente minha mãe não se forçava em manter uma conversa. Meu pai ainda ligou algumas vezes de um hotel em Portland pedindo que eu o encontrasse. A minha deixa foi levar Isabella para o tal curso, e finalmente pude ouvir sua versão da história.
Carlisle se desculpou basicamente por tudo, disse que ainda amava Esme, mas que isso não era mais o suficiente para ficarem juntos. Eu me mantive calado boa parte do tempo. O velho parecia cansado, os olhos vermelhos e as têmporas cheias de fios brancos escondidos pelos loiros demais, mostravam que ele não precisava de mais cargo de palavras pesadas. E para ser sincero, eu estava cansado para caralho de guardar toda aquela merda. Conforme ele falava, eu me tranquilizava.
"Tem um hospital de pesquisas na Flórida. E me ofereceram um cargo bem bacana..." Disse paciente. Eu ri baixinho. "O que foi?"
"Bacana." Enfatizei a gíria idosa.
Ele riu. E alto. O que me fez rir mais ainda. Até estarmos os dois nos dobrando e segurando a barriga, com lágrimas nos olhos. Carlisle me abraçou forte, e aquele foi meu modo de aceitar suas desculpas e talvez começar uma nova fase.
As introduções foram breves, e eu fiquei feliz que meu primo não disse uma palavra idiota. Ao invés disso ele estava muito ocupado atendendo seu telefone que não parava um segundo. Isabella e eu sentamos na cozinha para comer algum lanche - ou o que quer que tivesse sobrado dentro de casa e ela parecia feliz.
"Você fica tão feliz com a presença dele." Disse pegando um cookie com gotas de chocolate.
"Mmm." Averti os olhos para o copo de leite sem saber o que responder.
"Digo, eu queria ter um primo legal. Ou um irmão, alguém de idade próxima que eu pudesse ter essa afinidade." Sua voz foi abaixando.
Eu sabia que ela sentia falta de sua amizade com Angela como antes, mesmo tendo Alice, Isabella parecia difícil de se desgarrar de velhos amigos. Sempre tentando agradar a todos, não recusava as ligações desesperadas que recebia. Eu precisava me controlar para não dizer alguma merda que a deixasse chateada. A amizade era dela, e eu não devia me meter. Mas Angela só ligava quando precisava.
Peguei sua mão e virei dando um beijo na palma. Ela sabia que podia contar comigo, eu também queria ser seu amigo. Seu sorriso ficou imenso e ela levantou para me abraçar.
"Você fica mais carinhoso, eu gosto disso."
Dessa vez eu tive que rir enfiando o rosto em seu pescoço. Meu primo não estava sendo discreto ao rir alto no telefone, e muito menos quando entrou de volta na cozinha nos assustando.
"Eu tenho uma proposta." Emmett disse com os olhos grandes e um sorriso na cara. Isabella virou recostando-se no meu corpo esperando, como eu. "Preciso de um lugar para reecontrar alguns amigos..."
Sua sobrancelha sugeriu o resto, e ele nem precisava continuar. Eu conhecia seus amigos, e toda a baderna que eles gostavam de fazer. Geralmente, naquela quadra atrás da escola, mas foram muitas as vezes que tiveram que correr da polícia por causa de bebida e música alta. A partir dali, só se reuniam na casa de alguém. Ele já tinha comentado que me chamaria para o tal reencontro, mas estava mencionando só agora que iria ser aqui.
"Já foi em alguma festa de faculdade, Bella?" ele perguntou e eu revirei os olhos com a rápida intimidade que ele se permitia ter com qualquer um. Isabella disse que não e escondeu o rosto no meu pescoço.
"Não iria ser tão ruim, iria?" a mesma perguntou baixinho, dava para escutar sua animação.
"Sua mãe viajou, cara." ele insistiu.
"Eu não vou limpar porra nenhuma." decidi.
"Ah!" Emmett disse efusivo. "Eu limpo até os quartos! Corto a grama!"
(...)
"Conseguiu?" perguntei quando ela voltou para o quarto.
"Sim, ela só pediu que eu voltasse antes do almoço amanhã." rolou os olhos colocando o celular no bolso da calça.
"Disse que iria dormir na casa de Alice?"
"Isso. Ela deve estar chegando, aí quando ela for, eu vou."
Levantei e fui em sua direção. Meu cabelo ainda estava molhado do banho, mas Isabella disse que gostava. Tinha algum tempo que não fazíamos nada, e de repente o pensamento de tê-la algumas horas a mais no meu quarto me parecia melhor que a festa sendo organizada no andar debaixo. Abaixei a cabeça encostando na sua e passamos longos minutos conquistando a boca um do outro. Demos tanta atenção à apenas isso, que nossas mãos ficaram paralizadas, os dedos entrelaçados frouxamente.
"Para o que foi isso?" Isabella sorriu.
Ela tinha me dado apoio todos esses dias e não forçando nada, eu só queria que ela ficasse mais um pouco.
"Dorme aqui em casa..."
"Oh." ela pareceu surpresa. Minha mão passou no pequeno feixe de pele que aparecia entre a calça e a barra da blusa. "Edward, minha mãe acabou de me liberar do castigo um pouco..."
"Por isso mesmo." brinquei com seus dedos, beijando sua bochecha e depois pescoço. "Amanhã eu te levo cedinho para a casa da Alice, se você quiser tanto."
"Isso não é justo." miou respirando fundo enquanto eu sorria contra sua pele. Seus dedos apertaram meu braços, e porra, eu sentia sua falta. De toda ela.
Uma batida na porta nos deixou com respostas entreabertas. Emmett pediu ajuda para tirar os pertences de valor das salas e trancar alguns cômodos. Eu estava surpreso com seus cuidados, e tive que dar ponto a mais - não sem antes sacaneá-lo.
"Você vai me agradecer depois." avisou quando fechamos o último quarto.
BPOV
Nunca imaginei que fosse ficar animada para algo do tipo. Mas eu nunca tinha ido a uma festa assim. Um pessoal mais velho chegou, e eu me senti como naqueles filmes clichês americanos onde a bagunça começa quando a porta se abre. Mas na verdade não foi nada disso. O som não estava alto no princípio, e os amigos de Emmett não chegaram vestidos com roupas de jogadores, nem as meninas vestidas de líderes de torcida.
Mas com o tempo, e a quantidade de pessoas o volume foi aumentado. Assim que Alice chegou, eu estava encostada no braço do sofá com Edward observando todas aquelas pessoas com copos de alguma bebida na mão - esses sim eram aqueles de plástico e vermelhos. Optando por um refrigerante, nós podíamos apenas encarar o local como um aquário de novidades para um mundo que estávamos sendo apresentados.
"Wow." Alice exclamou quando nos encontrou, finalmente. "Pensei que não fosse encontrar vocês nunca."
"Ficou cheio tão rápido." vislumbrei, sentindo Edward rir contra as minhas costas.
"Querem beber alguma coisa?" ele perguntou mostrando o copo vazio. Inclinei o meu ainda com refrigerante e ele sorriu misterioso. "Beber alguma coisa, que não seja refrigerante." explicou.
"Oh."
Eu já tinha experimentado alguns drinks em festas de Ano Novo com Angela, mas nada passou de meras bebericadas. Tudo era ou muito doce, ou tinha um cheiro muito forte. De alguma forma eu fiquei curiosa para tomar algo, e ao mesmo tempo receosa de ser pega com alguma coisa.
"Tem cerveja?" Alice nos surpreendeu. "Eu sou britânica, não esqueça disso." todos nós rimos.
"Acho que tem sim... Isabella?"
"O que você for beber." dei os ombros.
Foi quando Edward virou as costas para ir para a cozinha, que reparei o que Alice estava vestindo. Seu cabelo um pouco mais comprido que do início do ano espetava por seus ombros, e em vez de milhões de casacos, vestia uma saia - com meias calças escuras por baixo - e uma blusa de manga comprida, com a estampa de uma banda. Fiz a observação e ela deu os ombros, mas não deixou de corar.
"Aqui." Edward voltou empurrando uma garrafa pequena de cerveja. Alice não pestanejou quando tomou o gole, como se tivesse frequência e eu decidi ali que deveria ser coisa de britânicos mesmo.
"Eu trouxe um ponche pra você que é mais leve, eu acho."
Tinha gosto de gelatina e algo que eu não reconhecia. Desceu pela garganta esquentando até a ponta das minhas orelhas. Não era de todo ruim, mas demorou para acostumar com o gosto.
(...)
Éramos o grupo mais novo ali, porém os mais quietos. Algumas meninas dançavam e cantavam, outros relembravam velhos tempos. E nós apenas conversávamos e ríamos enquanto tomavámos mais do tal ponche. Eu não sentia nada, e Edward disse que era por eu estar sentada. Já tinham sido três copos, e a próxima rodada eu quem pegaria.
Antes de levantar, porém, vi alguém que me fez rolar os olhos. Jasper vinha em nossa direção com a expressão confusa.
"Ei." sua atenção foi direta à Alice que não parecia mais tão sóbria.
"Oi."
Eu parecia estar assistindo a um espetáculo, Edward não se comportava nada melhor, apenas mais afetivo depois de alguns drinks, passando as mãos por minhas costas e pernas o tempo inteiro.
"O que você tá fazendo aqui?" não segurei minha língua.
"Eu poderia perguntar o mesmo." rebateu zombeteiro. Minha vontade era de levantar e fazer algo naquela... maçaroca, de cabelo... ou ninho loiro no topo de sua cabeça.
"Shhh." Edward sussurrou no meu ouvido. Virei o rosto questionando. "Você tá murmurando merda."
"Oh." arregalei os olhos surpresa. Ouvi Jasper bufar do outro lado e abaixar para cochichar algo no ouvido de Alice. "Eu não gosto muito dele." Edward não segurou o riso dessa vez, desencadeando um meu próprio.
"Vamos pegar alguma coisa, vem."
Edward me puxou pela mão ignorando minhas perguntas. E pelo visto, algo que ignorava meus comandos eram minhas pernas. Pareciam leves demais, a ponta dos meus dedos estavam dormentes. Olhei a forma que ele andava na minha frente, prevenindo que eu topasse com alguém e a urgência de abraçá-lo.
"Pssssh..." puxei sua mão de volta para que ele parasse. Estávamos quase na cozinha.
"O que foi?" seus olhos verdes brilhavam, talvez por causa do álcool, mas ele era lindo de qualquer maneira. Olhei debaixo, esperando que parecesse sexy e não desengonçada e levemente bêbada, me aproximando.
Deve ter funcionado, pois ele deu um passo ao meu encontro e capturou minha boca na sua. Com vontade. Como se estivéssemos sozinhos. Normalmente não nos comportávamos assim. Não em público. Edward sempre foi muito cuidadoso ao não me expor. Acho que estava cansado de ver o quanto as pessoas se atracavam no meio da escola sem se importar com terceiros. Mas hoje era diferente e eu sentia que cada vez que sua língua acariciava a minha, meu corpo inteiro formigava.
Tinham arrepios literalmente correndo por meu pescoço e costas, e suas mãos não perdoavam quando apertavam as laterais de meu corpo. Estavamos grudados e encostados em algum lugar e tudo que eu conseguia computar estar acontecendo era esse beijo louco com gosto doce, com fôlego escasso e seus lábios pela extensão da minha pele.
"Vamos subir." seu hálito estava quente no meu ouvido. Eu acho que tinha feito um barulho.
"Mas e essa festa, seu primo... Alice..." cada pausa era culpa de seus dentes mordiscando meu ombro.
Viramos o rosto instantaneamente para verificar os ditos cujos. Alice e Jasper pareciam realmente estarem conversando, e sério. Mas no meu estado, eu não queria sério. E pelo jeito que Edward voltou a beijar meu pescoço, ele se importava menos ainda. Sua palma pousou na minha barriga, por baixo da blusa, e foi inevitável aceitar seu pedido.
Chegamos ao quarto em velocidade recorde, passos embaralhados e risadas incomuns. Edward buscou a chave no bolso e finalmente abriu a porta, que serviu de apoio dois ponto cinco nano segundos depois para meu corpo que era imprensado pelo dele. Agora tínhamos mais velocidade e vontade. Vontade de algo que ainda era desconhecido. Não acendemos as luzes, e eu puxei sua camisa por cima de sua cabeça. Os fios ficaram ainda mais bagunçados e charmosos. Minhas mãos reconheceram todo o desenho de seu peito e barriga.
Em vez de ficar parado, porém - como da última vez - seu quadril impulsionou surpreso, e eu ainda mais, quando senti o volume encostando contra mim.
"Desculpa." sussurrou, mas eu não achava que estava realmente se sentindo culpado.
Seus dedos lembraram dos pontos em que eu estremecia, pela gola de minha camisa, atrás de minha orelha e nuca. Logo seus braços estavam me envolvendo, e meu corpo girando. Tudo parecia como uma cena de filme, um hip hop romântico tocava embalando nossos beijos e amassos, e tudo estava perfeito, e sexy e engraçado.
"Tá rindo de quê?" perguntou segurando meu rosto entre as duas mãos. Mordi meu lábio prendendo mais borbulhas de risadas, e sua mão desceu cobrindo meu sutiã e pressionando os dedos. Os meus, em resposta, escorregaram pela extensão de sua barriga, perto da cintura de sua calça.
Eu já o tinha sentido inúmeras vezes contra mim, mas minha coragem nunca foi suficiente para tocá-lo, até o presente momento. Parecia que eu estava mais corajosa, e definitivamente com mais vontade, atrevida. Descansei minha palma de leve contra o jeans e escutei Edward respirar fundo contra meu ouvido.
Sinto minhas orelhas e bochechas arderem quando ele me olhou, concentrado nos pequenos movimentos que eu faço em cima do tecido. Não é nada mais que uma carícia, e parece deixá-lo louco.
"Assim?" perguntei fazendo os movimentos contínuos. Ele respirou fundo e recostou ao meu lado, apoiado no braço. Eu senti a pressão entre as minhas pernas quando ele respirou fundo, se deixando cair para trás.
Edward fechou os olhos, e sua mão voou para cima da minha, suas ações me faziam o massagear por cima do jeans, com mais pressão e certeza. A calça parece apertada, mas eu não tenho certeza do que fazer quanto a isso. Antes que eu possa fazer qualquer coisa, porém, seus dedos libertaram o botão e o zíper abaixou alguns dentes. Ele olhou como se esperasse algo e passou o polegar por meu pulso. Eu sabia que ele ainda queria ser tocado, por isso voltei a fazer o que estava antes.
Mas agora o tecido da cueca era mais fino, e eu podia sentir o calor de seu corpo emanando contra a minha mão, e o jeito que parecia ter vida embaixo dos meus dedos. Meu corpo ficou arrepiado, e não poderia estar mais calor naquele quarto.
"Por dentro..." Edward mumurou. Minha cabeça virou rapidamente, confusa. Como um estalo, eu entendi seu pedido. Minha mão hesitou - por medo de fazer algo errado - mas acatou, sentindo a pele fina da área desconhecida.
Ouvi Edward prender a respiração e balançar a cabeça, voltando a se sentar. Com os dedos em volta dos meus, ele conseguiu coordenar do jeito que ele gosta.
"Tá certo assim?" eu perguntei incerta quando ele soltou minha mão.
"Isso." foi só o que ele respondeu antes de pegar minha boca na sua. Instintivamente, eu fechei minha mão, e o escutei grunhir, mas não de dor, porque seu quadril levantou um pouco impulsionando para ajudar os movimentos.
Se concentrar era difícil, ele demandava atenção com a boca e me distraía sem pena com os dedos acariciando meus seios sensíveis. Era tudo demais. Edward pedia mais rápido, e meu pulso começava a sentir as consequencias das ações repetidas.
"Isabella." sussurrou, e eu vi seu abdomen se contraíndo, mas ele rapidamente virou, pegando sua blusa jogada e se virando de lado.
Depois do que pareceram ser três segundos, ele fechou os olhos controlando a respiração, e só então pude perceber seu maxilar cerrado, as bochechas tão vermelhas quanto as minhas deveriam estar, e o cabelo ainda mais desalinhado. Edward levantou e foi rapidamente ao banheiro, voltando com uma toalha molhada e um sorriso no rosto. Meus olhos pareciam pesados agora que tínhamos diminuído o ritmo
Edward sentou do meu lado passando a toalha por minha mão, e depois sumindo de volta para o banheiro. Resolvi encostar um pouco no travesseiro para esperá-lo, e não consegui nem abrir os olhos quando ele se aconchegou. A música continuava lá embaixo, mas parecia tão longe, e o corpo dele dando apoio para o meu não podia ser maneira mais convidativa de dormir.
Espero que tenha valido a espera. ;)
Tenho em mente mais uns três ou quatro capítulos.
Eu podia ficar horas aqui, explicando o quão sem tempo eu estou.
Mas muita gente tem o mesmo não-tempo que eu, e continua postando.
À essas, a minha reverência.
Minhas sinceras desculpas pela sempre demora dos capítulos, e um beijo enorme às que continuam
sempre deixando reviews lindas de morrer. Vocês ganham meu coração fácil.
Beijos, bom resto de fim de semana. Boa Páscoa e muitos surtos com premiere de WFE!
