Declaimer: O anime/mangá Naruto não me pertence. Já os personagens que vivem nessa minha imaginação louca são todinhos meus. Alguém dúvida? Ò.Ó.

Casal: Sasuke e Sakura (Central) Naruto e Hinata (Secundário)

Revistas, Conselhos e Chocolate

Capítulo II

Eu tinha um grande problema em mãos. Quer dizer, um só não, vários. Vamos enumerá-los:

Eu estava apaixonada pelo ser mais sem hormônios da terra

Esse ser é meu chefe

Eu tinha que arranjar um jeito de fazer com que ele me notasse, como se isso fosse possível.

Eu não tinha idéia nenhuma de como fazer isso acontecer.

Fora isso nada demais? Nada de mais? Essas quatro coisas estavam consumindo minha mente. Não conseguia nem me concentrar e tentar descobrir um ótimo presente para a mãe do meu dito cujo chefe.

O pior era aquilo. Era horrível perceber que insensibilidade de Sasuke fazia com que ele não tivesse ao menos a decência de escolher um bom presente para a mãe. Ele era um crápula. Se minha mãe fosse viva eu faria questão de ir a quantas lojas fossem necessárias para escolher a lembrança mais espetacular de todo mundo para oferecer a ela.

Só que o Uchiha-sexy Sasuke (lembram- se da coisa com o nome?) não concordava com isso. Não concordava com nada relacionado a sentimentos. Era sempre eu que escolhia todos os presentes da família dele. Isso incluía os aniversários de Mikoto, a mãe, e Itachi, o irmão dele. Sem contar os de Natal, dia de ação de graça entre outros.

Eu realmente era a faz tudo dele. Suspirei frustrada e me aconcheguei melhor aos lençóis vermelhos da minha cama. Eu tinha que arranjar um jeito de dizer a ele: Ei, estou aqui, sou a Huruno Sakura... eu te amo. Ahh droga! Esses pensamentos de novo. Acho que estou ficando obcecada por ele, isso não pode acontecer. O jeito era ler o jornal para ver se eu me distraía um pouco.

Folha vai, folha vem, até que tinha algumas matérias legais. Nada tão interessantes quanto as maravilhosas reportagens da "Life", mas estavam dando para o gasto. Pelo menos eu estava distraída.

Um das questões que sempre tive em minha mente era se alguém lia a sessão de classificados nos jornais. Eu a achava desnecessária, mas se existe tinha algum motivo, não? Folhei rapidamente passando os olhos sobre os anúncios.

Muitas ofertas de casas, carros e... PESSOAS? Meu DEUS. Que povo pervertido. Para você ter uma noite maravilhosa era só ligar para um daqueles telefones? Passei as páginas rapidamente, minhas bochechas com certeza estavam rubras. Olha! Mas o que é aquele anúncio?

Conselheiro Hatake

Está cansado (a) de não ser notado (a) pelo amor de sua vida? Está desesperado (a) procurando soluções para fazer com que a pessoa amada perceba seus sentimentos? Nós temos a solução para seus problemas. Nossa empresa lhe ajudara a se torna uma pessoa corajosa e suficiente para se declarar e se fazer notar. A sua felicidade está a uma ligação. Ligue para nós.

Aquele anúncio estava repleto de frases de efeito clichês. A sua felicidade está a uma ligação? Gargalhei com aquela frase de efeito. Quem quer que tenha escrito aquelas cinco linhas, tinha um pensamento bem fantasioso.

Eu não sou o tipo de garota que acredita em conto de fadas. Essa coisa de príncipe encantado em cavalo branco não é para mim. Prefiro Uchiha Sasuke em seu conversível preto. Se bem que de príncipe, sabe com aquelas calças super apertadas que os príncipes costumam usar nas histórias, ele ficaria uma gracinha. Nem tanto, mas seria engraço vê-lo um dia com uma roupa daquelas.

O número vinha logo a baixo do anúncio. Mas que tipo de coisa era aquela? Aquelas palavras podiam ser mudadas por uma simples frase; Conselheiro amoroso. Eu nunca fui de acreditar nesse tipo de coisa, mas eu estava DESESPERADA. Em horas como aquela toda ajuda é válida, não?

Joguei o jornal do lado da minha cama e deitei pronta para dormir. E se aquilo não passasse de uma farsa criada para atrair mulheres e extorqui-las? Talvez aquela não fosse uma boa idéia. Mas se eu arrumasse alguém para ir comigo? Não seria tão perigoso.

Mas quem eu poderia levar? Ino? Fora de cogitação, ela estava fora da cidade. Hinata? Não sei se ela aceitaria ir comigo num lugar desses. A minha amiga é tão certinha. Mas se eu a levasse com uma desculpa qualquer? Quando chegássemos lá ela não teria como fugir. Isso! Ótimo plano. Às vezes eu me assusto com o tipo de coisas que eu penso.

Uma coisa eu tenho certeza, se não fizer bem ir a este tal de Conselheiro Hatake, também não fará mal nenhum. Além do que eu precisava urgentemente por em ação o plano ABU (Agarrar o Bonitão Uchiha). Com certeza eu ficaria mais louca do que já sou se passasse mais algum segundo vendo o tão perto de mim e ele me desprezando daquela maneira.

Se prepare Uchiha Sasuke. O furacão Haruno está preste atingir seu mundo. Muahaha. . Estou exagerando. Não é para tanto assim, mas eu já havia tomado uma decisão. Estava cansada de ser a simples assistente faz tudo para Uchiha Sasuke. Bom... Pelo menos eu acho.

Desde que começara a trabalhar na "Life" à três anos era daquela maneira. Ele não me dirigia nenhum cumprimento, nenhum simples: Oi, Sakura. Tudo bem? Ok. Devo confessar que com toda a certeza do mundo eu desmaiaria depois disso, mas tudo certo. Eu não me importaria se ele ficasse me achando uma maluca depois. Ok. Talvez eu me importasse só um pouquinho.

Olhei para meu velho despertador e vi que em breve ele marcaria a hora crítica para mim. Se eu não dormisse antes da meia-noite eu acordaria com um péssimo humor na manha seguinte. Será que já estou entrando na crise da meia idade? Mas a crise da meia idade não é apenas aos trinta? Vai ver eu sou prematura. Ok. Ok. As vezes eu viajo, literalmente, na maionese.

Fechei meus olhos e dormir antes que minha mente insana arrumasse mais alguma crise além das que eu já estava enfrentando.

O.O.O.O.O.O

Sabe aquele dia que você acorda com o pé esquerdo? Aquele dia onde parece que todo o azar do mundo está direcionado a uma única pessoa, você? Esse era meu dia. Aquela quarta-feira estava literalmente invivível (existe essa palavra? Se não existe acabo de inventar, porque essa quarta-feira realmente está impossível de ser vivida).

O meu dia começou "ótimo" (espero que tenham notado a ironia). Acordei meia hora atrasada. Meu velho despertado vermelho resolveu dar seu último tictac naquela noite. Resultado: Ele não despertou logicamente eu não acordei.

Depois, quando chegou a hora do banho que eu teria que tomar muito rápido, notei que estava com os olhos inchados. Aquilo só podia ser uma coisa: minha alergia havia voltado a atacar. Procurei alguma coisa no meu quarto que pudesse ter causado isso e vi Neko (ah já mencionei que meu irmão tem um gato?) dormindo tranquilamente no MEU travesseiro.

Sasori era um irmão tão desnaturado que mesmo sabendo que eu tinha uma fortíssima alergia a pêlos de gato não se importou nenhum pouco em trazer o dele para morar conosco. Resultado: Como eu havia, acidentalmente, deixado a porta do meu quarto aberta durante a noite, Neko havia aproveitado para tira seus período de cochilo bem ao meu lado. E eu havia dormido com aquele monte de pêlo perto de mim por mais de seis horas.

Tomei banho rapidamente, coloquei uma roupa mais ou menos, uma calça jeans e uma blusa social cafona, mesmo sendo minha eu tenho que admitir que é muito cafona, e sai marchando pelo apartamento em busca da minha próxima vítima: Sasori.

— S-A-S-O-R-I — Soletrei o nome dele pausadamente enquanto entrava no quarto que meu "querido" irmão ocupava. O idiota não fez nada apenas se virou para o lado depois de me dar uma breve olhada e voltou a dormir. Num momento de irritação consegui uma força que eu não tinha e fui capaz de virar o colchão com ele em cima. Resultado: Um Sasori com cara emburrada estatelado no chão. Até que meu dia ficou um pouco feliz naquele momento.

— Você está maluca? — Perguntou enquanto colocava o colchão novamente na cama. — Você andou chorando? AI! — Bem feito, o cascudo bem que podia ter doído mais.

— Quantas vezes eu te disse para deixar o Neko fora do meu quarto. E pelo visto você se esqueceu novamente de dar a vacina dele. — Neko tomava uma vacina que ajudava com que ele não fosse tão 'tóxico' para mim.

— Ah... Foi mal, Sakura. — Só isso que ele tinha para falar pra mim. Era a minha pessoa que passaria o resto do dia com os olhos inchados. — Pegue meus óculos escuros, prometo que o levo ao veterinário hoje.

— Ok! — Não há mais nada que eu poderia fazer mesmo. Eu já estava mesmo com olhos mais enormes do que um bicho-preguiça, gritar com Sasori não faria diferença nenhuma.

Peguei os óculos escuros que estavam sobre a mesa de Sasori e sai indo diretamente para fora do prédio. Eu estava mais que atrasada. Eu deveria estar na empresa às oito horas em ponto e agora já eram oito horas e vinte e sete minutos.

Pelo menos estava sol e eu poderia sair de óculos escuros sem que ninguém me considerasse louca. Fui até o metrô e descobri que este sofreria um atraso de pelo menos quinze minutos. O que falta acontecer agora? Eu ser atropelada por um vagão. Os trilhos do trem estavam tão convidativos. O que um dia ruim não faz a uma pessoa hein?

Exatamente às oito horas e cinqüenta e nove minutos eu estava entrando no elevador. Ok. Todos me olharam de forma estranha ao perceberem que usava óculos de sol dentro do prédio. Eu que não iria presentea-los com a visão de meus olhos totalmente infeccionados pelo Neko. Gato maldito! Irmão maldito!

Foi então que o dia piorou totalmente. Eu podia sentir as nuvens negras cobrindo o céu. Eu ouvi raios e trovões dentro de minha mente. Olhei para meu relógio no pulso e vi o que confirmou meus temores: Eram nove horas em ponto.

Vi quando ele entrou no elevador com sua expressão fria de sempre. Eu realmente estava perdida. Fui me encolhendo ficando atrás de todos os passageiros. Se houvesse como eu queria atravessar a parede daquele elevador. Apenas quatro pessoas me separavam dele. Uchiha Sasuke. Eu torcia para que ele não tivesse notado minha presença ali.

O plano era sair correndo quando o elevador parasse no meu andar e correr mais ainda até chegar minha mesa, para que ele não se desse conta de nada. Só que para meu azar as quatro pessoas que estavam me separando dele saíram no andar seguinte. E só restamos eu e ele.

Prendi a respiração. Não queria fazer barulho nenhum. Eu conseguiria. Deus tinha que ser bom comigo pelo menos naquilo. Por que ele tinha que ter escolhido logo o último andar, dos oitenta e cinco que aquele prédio tinha, para ser seu escritório?

Em fim o temível andar chegou. Dois segundos e a porta se abriria. Eu já estava com tudo calculado. A porta se abriu, meu plano foi por água abaixo. Parado na porta do elevador meu chefe virou-se para trás e disse com aquela voz rouca que eu adoro:

— Está atrasada, Haruno. — Eu desmontei. A bolsa que tinha colocado ao lado do corpo, em baixo do braço, voltou para sua posição normal. Mas o que é aquele sorrisinho sínico no canto dos lábios dele?

Ok. Alguém me segura porque eu estou tendo um ataque do miocárdio. Uchiha-sexy Sasuke ( acho que nem preciso mais comentar sobre o nome)estava sorrindo... de mim. De derretimento total por ele meu rosto assumiu um expressão de raiva. Ele estava rindo de MIM.

Eu juro que vou arrancar aquele sorriso sexy, ops, irônico do rosto dele com a navalha. . Eu não teria coragem de fazer aquilo, estaria estragando uma obra prima de Deus.

― Óculos escuros, Sakura-chan? ― A incredulidade era vista no rosto da minha amiga Hinata.

― Estou com alergia. ― Falei, quer dizer, grunhi, eu estava com muita, muita raiva dele. Recuso-me a pensar, ou dizer o nome dele.

― Tomou alguma coisa? Algum remédio para isso? ― Hinata veio em minha direção e verificou se eu estava com febre.

― Não. ― Eu nem tinha pensado nisso. Estúpida! Estava tão preocupada em chegar ao trabalho que me esqueci de me preocupar comigo mesma.

― Venha. Tenho algo que vai te fazer se sentir melhor. ― Logo depois Hinata apareceu com um pouco de água e um comprimido que tomei sem nem importar com o que seria.

O.O.O.O.O.O

Eu estava satisfeita em simplesmente conseguir ficar sentada atrás da minha mesa realizando tarefas que em um dia comum eu acharia enfadonhas. Mas naquele dia onde tudo estava cooperando para que eu tivesse a pior quarta-feira da Terra, o simples ato de trabalhar tranquilamente me deixava no estado de nirvana. Completamente bem. Isso até o interfone da minha mesa tocar.

—Haruno— Como a voz dele podia ser tão bonita mesmo pelo interfone? — Quero você agora na minha sala.

Não me dignei a responder o chamado. Eu sabia que ele já havia desligado mesmo. A única coisa que fiz foi me levantar e seguir para a parte do dia onde eu conscientizava que contos de fadas eram apenas para os livros.

Ao entrar na sala o vi. Na mesma posição de sempre. Oh meu Deus. O que é aquilo? O terno dele estava jogado no sofá de coro escuro que ficava no canto da sala. A gravata vermelha estava ali também, a camisa que ele usava tinha os primeiros botões abertos. Deus tinha sido tão bom ao permitir que o ar condicionado não desse vazão e eu pudesse ter aquela visão linda.

Controle-se para não babar Sakura. Minha mente me alertou quando viu a pele branca que os dois botões abertos deixavam a mostra.

— Estava chorando, Haruno?— Ok. Era muita emoção para um dia só. Ele havia notado meus olhos inchados, se bem que aquilo não era uma boca coisa para ele perceber. Eu estava com cara de mal-amada.

— Não. Apenas uma alergia. — Oh meu Deus! Ele estava preocupado comigo. Se segura Sakura!

— Não é nada contagioso, né? — Se você pudesse ver meu rosto neste momento sentiria pena. O ódio fez com que minha pele queimasse em uma cor perto de vermelho-malagueta. Ele não estava preocupado comigo. Estava preocupado com ele.

Sakura...Sakura. Eu ainda não sei o porque de ficar alimentando falsas esperanças. Segurei o ódio, afinal ele ainda era meu patrão, e eu não podia dar um cascudo nele como havia feito com Sasori, mas bem que tinha vontade.

—Não. — Grunhi com meus dentes colados um no outro.

— Bem... que seja. Espero que isso não interfira no seu trabalho. — Não caro senhor Uchiha. Sou a super moça meus olhos vermelhos são sinais da minha visão de raio-x que está se desenvolvendo. — Quero que você traga para mim o piloto da edição desse mês. Faça aquelas produtoras loucas andarem rápido com o trabalho quero ter o piloto em mãos ainda hoje.

— Mais alguma coisa?— Na verdade eu querida dizer: Algum desejo antes da sua morte eminente? Se minha bolsa tivesse comigo eu poderia ter pegado minha lixa de unha. Imagine a reportagem: Conceituado empresário Uchiha é assassinado por sua assistente louca por uma lixa de unha.

— Não. — Ele parou um minuto. Acho que estava observando minha cara de revolta. — Só um aviso: Naruto e eu temos uma conferência importante para ir em outro bairro. Você e a Hyuga estão liberadas depois do almoço. Não voltaremos por aqui hoje.

Finalmente alguma coisa boa no meu dia. Uma tarde todinha de folga, eu finalmente teria a oportunidade de arrastar, literalmente, a Hinata para aquele tal de conselheiro Hatake. A raiva de poucos segundos foi substituída por um princípio de alegria.

— Vamos terminar tudo mais rápido, Hinata-chan. — Quase gritei quando cheguei perto da minha amiga— o todo poderoso senhor Uchiha nos deu à tarde de folga.

— Naruto-kun me falou sobre isso. — Vou aproveitar e descansar bastante.

— Nada disso, querida. — Hinata TINHA que ir comigo — Eu já tenho planos para nós duas.

— Que tipo de planos? — Hinata me conhecia tão bem ao ponto de perceber que eu estava planejando algo não tão seguro?

—Por que apenas não confia em mim? — Eu sabia a resposta dessa pergunta. Ela não conseguia confiar em mim porque eu sempre aparecia com uma coisa louca para fazermos juntas. — Quando foi que te coloquei em confusão? Não precisa responder.

— Tudo bem, Sakura-chan. — Ela sorriu para mim. — Então vamos logo terminar isso.

Na minha agenda eu já havia anotado o endereço do tal conselheiro. Liguei mais cedo para lá e peguei o endereço do local com uma mulher. Devo confessar que meu coração se tranqüilizou mais quando ouvi aquela voz feminina, pelo a coisa se tornava mais confiável.

O.O.O.O.O.O

Eu me espantei quando percebi em que bairro eu Hinata estávamos. Era um dos bairros mais caros de se morar na cidade. Era cheio de condomínios de luxo. Será que eu tinha anotado o endereço certo?

Percebi que aquele era o local quando vi o nome da rua escrito numa placa azul e prata na esquina. Ao meu lado Hinata apertou meu braço, sua face mostrava confusão.

— O que nós vamos fazer aqui? — Ela perguntou pela sétima vez.

— Acalme-se, Hina-chan. — Eu também tinha que me acalmar minhas pernas estavam bambas.

Andamos cerca de cinco minutos até chegar aos grandes portões dourados do número 385. Ainda meio indecisa toquei o interfone. A mesma voz que havia me atendido mais cedo soou pelo aparelho.

— Pois não? — Eu respirei e consegui controlar os batimentos acelerados do meu coração.

— Eu tenho uma hora marcada com o Conselheiro Hatake. — Hinata me olhou com os olhos arregalados.

— Ah... Claro. Vou abrir o portão para você poder entrar. — Com um silvo baixo o portão começou a deslizar para direita. Eu agarrei o braço de Hinata e a puxei comigo. Agora que já estava ali não ia fraquejar.

Se a casa parecia linda por fora por dentro era exuberante. Um jardim lindíssimo e um gramado verdíssimo decoravam toda área externa. A casa no fim do terreno erguia-se linda e imponente. Quem quer que tivesse feito aquela decoração havia acertado completamente.

A casa era de um tom amarelo bem claro, uma moça de longos cabelos castanhos saiu de lá com um sorriso no rosto. Era a moça que tinha me atendido. Hinata, ao meu lado, ainda mantinha a expressão mais incrédula do mundo. Ela não podia acreditar que havia chegado ao ponto de procurar ajuda de um conselheiro.

— Bem Vindas. — A moça tinha um sorriso bonito. — Venham ele está esperando vocês.

Eu nunca tinha visto uma casa tão bem organizada como aquela. Cada detalhe parecia que havia sido feito sobre medida para combinar com o resto da decoração. A mulher, que eu descobrir se chamar Rin, durante o percurso nos levou por um longo corredor. Nas paredes que passava ao meu lado eu podia ver as mais diversas pinturas.

Por fim chegamos a uma sala menor. Era cheia de prateleiras de livros. Tudo decorado com cores entre o marrom e o bege. Tratava-se de um ambiente muito bonito em que qualquer pessoa poderia relaxar.

Atrás de uma mesa, sentando em uma poltrona, estava um homem de cabelos grisalhos. O mais interessante de sua aparência é que seu nariz e boca estavam cobertos por um cachecol. Será que ele não estava sentindo calor?

O homem se levantou e veio na minha direção.

— Bem vinda. — Até que eu não estava tão assustada como achei que ficaria. — Sou Hatake Kakashi, e esta é minha esposa Rin.

Depois de estarmos todos confortavelmente sentados e servidos com sucos de laranja, Kakashi toucou no assunto que havia me levado ali.

— Então você está querendo alguma ajuda, Sakura? — Por que ele não bebia o suco?

— A-acho que sim. — Respondi o mais firme que pude.— EU vi seu anúncio no jornal.

— Eu sei disso. — Claro! Anta. Era óbvio que ele sabia disso. — Bom vou lhe falar meus termos de trabalho e você vai me dizer se os aceita ou não, tudo bem? — Acenei positivamente. —Primeira coisa: Quando eu começo com algo eu vou até o fim, então parar no meio do caminho não é uma opção. Segundo independente mente de o quão fora de sua personalidade seja fazer o que eu vou te orientar a fazer, você, de um jeito ou de outro, deverá seguir a risca todo o planejamento. Terceiro a partir do momento que você decida aceitar minha ajuda deve tomar consciência que a Sakura que entrou aqui não vai existir mais. Eu vou te ajudar a criar uma nova Sakura. Então, o que acha?

Ok. Eu havia ficado muito assustada com todas aquelas coisas. Mas quem está na chuva é para se molhar, né? Respirei fundo analisando tudo que ele havia me dito. Ele ser casado ajudava e muito, pois eu já não o considerava um tarado. Eu queria ser diferente, não era?

— Eu aceito tudo. — o confiante e senti Hinata apertar meu braço;

— Ótimo. — Ele parecia animado. — Amanhã mesmo começamos.

— E seu pagamento?

— Depois falamos sobre isso. — Ok aquilo era estranho — E você, mocinha? — Acho que ele estava falando com a Hinata.

— E-Eu só vim acompanhar a S-Sakura-chan.— Respondeu trêmula.

— Eu vou te ajudar também. — Acho que esse homem é um obcecado. Ele saia ajudando as pessoas sem mais nem menos? — Preparem-se garotas. A vida de você vai mudar.

Hinata e eu suspiramos juntas. Aquilo estava cheirando a muita confusão.

O.O.O.O.O.O

E o que acharam?

Eu me divirto muito lendo essa fic. Acho que sou minha maior fã kkkkk

Espero que curtam essa história e já viram que o Kakashi chegou para movimentar né?

Até o próximo.

Kissus