Declaimer: O anime/mangá Naruto © Kishimoto-baka-sensei. Por enquanto, pois meu plano maligno esta em fase final de criação.

Revistas, Conselhos e Chocolate.

Capítulo III

É estranho falar a mesma coisa duas vezes seguida? Acho que não, então vamos lá; Eu tinha um grande problema em mãos, mais um, para variar. Naquele momento eu havia acabado de sair da casa, ou devo dizer mansão, do Kakashi, o meu conselheiro amoroso. Essas palavras ainda não entraram direito na minha cabeça.

Vamos aos motivos: Eu não sabia o que aconteceria a mim, e não devo esquecer-me da Hinata que eu coloquei nessa história, então eu não fazia idéia do que aconteceria a nós duas. O pensamento mais tranqüilo que rondava a minha mente era o fato de que se eu nunca mais aparecesse ali Kakashi e Rin nunca mais se lembrariam de mim.

— Sakura-chan. — Eu ainda podia ver refletido no rosto de Hinata a expressão de incredulidade. — De onde saiu isso?

— De um anúncio no jornal. — Aquelas não eram as palavras certas para acalmar Hinata. — Eu se, eu sei. Fui louca e irresponsável, mas pense pelo lado bom: nós ainda estamos vivas.

Hinata me encarou com uma cara de quem não acreditava no que eu estava falando. Ainda estamos vivas? Foi a melhor desculpa que eu consegui arrumar naquela hora.

— Bom... Depois dessa experiência... Interessante que nós tivemos, acho melhor eu ir para casa. Meus nervos não vão agüentar mais nenhuma surpresa que você planejou.

— Ah, Hina-chan. — Resmunguei — Você fala como se eu só nos metesse em confusão. — Hinata ergueu uma das sombrancelhas — Ok, reformulando, Você fala como se eu QUASE sempre não nos metesse em confusão.

— Tudo bem , Sakura-chan. — Hinata sorriu, ela sabia que eu não entregaria os pontos. — Nos vemos amanhã, ok?

— Até mais, Hina-chan! — Me despedi dela e minha amiga entrou no táxi.

Enquanto via o táxi de Hinata se afastar pensava no que aquilo que eu havia feito afetaria minha vida. Kakashi havia muito claro quantos os termos do acordo. E eu havia aceitado, então poderia contestar nenhuma mudança que ele quisesse realizar em mim. Mas qual foi? Eu não tenho tantos defeitos assim.

Bem... eu nunca fui ligada nessas coisas de moda, isso seria uma coisa boa se estivesse dentro dos planos dele dá uma repaginada no meu visual. Só na minha roupa, claro, porque no meu cabelo ninguém meche. Apesar de ele ser rosa e me dá um trabalhão para combinar cores com o tom dele, eu gosto do meu tipo de cabelo.

Acho que estava na hora de eu mexer na herança que mamãe deixou para mim. Claro que eu não torraria tudo em roupa, não sou louca ao ponto, mas poderia usar uns 10% para gastar nisto. Não faria mal algum ter um guarda roupa novo, não?

E minha personalidade... oras eu gosto do jeito que sou, se bem que jogar um pouco de toda timidez que eu tenho não seria má idéia. Infelizmente estas são apenas divagações minhas. Kakashi realizará o trabalho.

O meu final de quarta-feira até que não estava sendo ruim. Para quem havia tido uma manhã e uma tarde infernal aquele finzinho de dia estava até meio agradável. Eu decidi perder mais alguns dos meus minutos observando aquele bairro. Eu nunca havia tido a oportunidade de andar por aquelas ruas tão bonitas por muito tempo, então resolvi realizar aquele desejo.

Tudo tão bonito. As casas, ou mansões, eram de uma beleza magnífica. Eu me lembro que quando eu tinha uns oito anos mamãe e papai levou a mim e o Sasori naquele lugar. Recordo-me que eu sai correndo quando vi uma pequena praça que tinha alguns brinquedos.

Sasori, desde pequeno antipático, ficou parado com as mãos nos bolsos resmungando alguma coisa do tipo que eu já estava grandinha para aqueles tipo de brinquedo. Eu apenas mostrei a língua para ele e continuei me divertido.

Aqueles sim tinha sido bons momentos, quando mamãe ainda estava perto de nós. Agora só restava papai, Sasori e eu da nossa família feliz. Apesar de mamãe ter nos deixado quando eu tinha apenas dez anos e a morte dela ter sido tão repentina papai conseguiu nos fazer viver sem nenhum tipo de trauma. Papai sim era um grande homem.

As últimas notícias que tive dele era que estava em uma excursão em alguma floresta tropical. Acho que tive de quem puxar a loucura. Papai sempre estava metido em coisas perigosas. Era um homem de sessenta e cinco anos que pulava de pára-quedas.

Imagine a cena: Akio Haruno chegando até um instrutor de salto com aqueles olhos verdes enormes e sua frágil aparência e falando que queria saltar. Qualquer instrutor em sã consciência nunca apoiaria aquilo, mas meu pai sabia ser persuasivo e sempre conseguia o que queria.

Guiada pela nostalgia acabei encontrando a praça que tinha me recordado. Estava diferente da que eu me lembrava. As cores que antes eram vermelho e amarelo agora estavam entre o azul e o verde.

Andei lentamente para o lugar e me sentei em dos balanços. Era legal fazer aquilo, lembrar que um dia eu já fui uma criança sem problemas nenhum. Apesar de eu sempre encarar a vida de bom humor havia momentos como aquele onde eu refletia sobre tudo, e isso vinha com uma onda enorme de melancolia.

A minha forma de encarar o mundo era sim divertida, mas eu ainda sou uma humana e tenho direito de ter meus dias cabisbaixos. Tomei impulso com os pés e o balançou começou a ir para frente e para trás. Como eu não sou nenhum pouco normal, cada vez eu ia mais alto.

Devo lembrar que aquela estava sendo a pior quarta feira do mês, ou seja, nada como uma queda para terminar com chave de ouro. Dito e feito, dois segundos depois de ter dado mais um impulso eu estava estrebuchada no chão.

Minha cabeça girava e eu sentia meus joelhos arderem.

— Meu Deus, menina, você está bem?— Alguém havia parado ao meu lado e me ajudado a sentar.

— M-Mikoto-sama? — O universo deve estar todo contra mim. Qual era a possibilidade havia de eu encontrar a mãe do amor da minha vida, o Uchih-sexy Sasuke ( espero que recordem da coisa do nome) ali?

— Você me conhece? — Os olhos dela se estreitaram em uma expressão que me fez lembrar-se do meu chefe, os olhos escuros dela se abriram e ela pareceu se lembrar de mim. — Claro Sakura-chan. Você trabalha com o Sasuke-kun. — Na verdade não era com e sim para. — Como é que você caiu, minha querida?

— Eu estava no balanço. — Não precisei dizer nada ela sorriu mostrando que havia entendido.

Quando olhei para mim vi o estrago. Os joelhos ralados o cabelo desembrenhado e a roupa suja de areia. Eu merecia uma recompensa muito grande por aquele dia de cão que eu estava vivendo.

— Ah, não! — Suspirei. — Que legal Sakura — Falei em voz alta. — Você é uma estúpida mesmo. — Olhei para o lado e vi a senhora Mikoto sorrindo divertida. Por que todo mundo tinha que rir de mim naquele dia? Eu bem que poderia ter me jogado nos trilhos do trem mais cedo. — Oh... Desculpe.

— Vamos, venha comigo, vamos cuidar desses seus arranhões. — Eu já falei o quanto a senhora Mikoto é bonita? Ela tinha uma beleza simples e marcante e nem parecia que havia dado a luz a dois filhos. Se eu chegasse com aquele corpo aos cinqüenta anos eu seria muito feliz.

Ok. Algo de muito errado está acontecendo. Vamos analisar? Primeiro, meus joelhos estavam ardendo de mais. Segundo, eu estava suja dos pés a cabeça de areia. Terceiro, eu queria estar redondamente enganada, mas estou quase certa de que estou sendo levada para casa da senhora Mikoto.

E isso quer dizer que estou entrando na toca do lobo, em terreno inimigo. Traduzindo: Estou indo para o lugar onde meu lindo e maravilhoso chefe mora. Alguém me salva dessa roubada!

— Não é necessário. — Tentei argumentar para me livrar daquela situação. Enfrentar Uchiha-sexy Sasuke dentro de seus territórios não era boa idéia. — Eu pego um táxi e cuido disso em casa.

— Mas é claro que é necessário! — Por que ela tem que ser tão teimosa quanto o filho?

Eu já estava cansada naquele dia, então a senhora Mikoto não precisou fazer muito esforço para conseguir me arrastar até a sua casa. Até que o local não era muito longe da pracinha onde meu acidente havia acontecido, ficava a cerca de três quadras.

Vou te dizer uma coisa: o que meu chefe deixava de dizer a mãe dele falava em dobro. Não estou reclamando, ela realmente é divertida, mas é uma coisa estranha de perceber. Provavelmente Sasuke puxou mais ao lado paternal da família, apesar de eu nunca ter conhecido o lado paternal, eu achava isso.

Cinco minutos depois estávamos entrando por grandes portões brancos. Os muros que cercavam aquele lugar eram tão altos que se eu estivesse parada na calçada nunca conseguiria ver nenhum resquício do lugar onde residia a família Uchiha. E que lugar.

Aquilo estava mais para um pequeno sítio, ou chácara, do que para uma mansão propriamente dita. Eu podia jurar que o gramado que se estendia a minha frente tinha pelo menos mais de trinta metros de extensão. No final daquela imensidão verde estava uma casa pintada completamente de branco.

A casa do meu chefe dava de dez a zero na casa do Kakashi, isso sem sombra de dúvida. Imaginem por dentro então. Parecia uma galeria de arte, só que com uma atmosfera muito mais acolhedora. Ali sim estava um verdadeiro lar.

— Sente-se aí — Ordenou à senhora Mikoto me fazendo sentar em um dos maravilhosos bancos da linda cozinha. — Vou buscar um kit de primeiro socorros.

Devo comentas que minhas pernas tremiam mais do que tudo? Ou vocês já me conhecem o suficiente para saber minha reação? Se não conhecem deixe-me descrever: Cada célula que ficava na parte das minhas pernas tremia.

O plano era o seguinte: Esperar a senhora Mikoto fazer o que ela queria e testar a saída pela direita (a porta dos fundos) assim eu não seria obrigada a sair pela porta principal e dar de cara com vocês sabem quem.

Em poucos minutos eu já tinha os dois joelhos limpos e com um curativo bonitinho. O bandaid tinha pequenos desenhos. Naquele momento tive que me controlar, juro que imagine Sasuke usando uma coisa daquela. Acho que ele não ficaria nada feliz.

— Eu sei o que você está pensando. — Mikoto-sama sorriu para mim — E não, Sasuke-kun não usa isso. Ele sempre fala alguma coisa sobre eu precisar comprar curativos de gente grande.

— Imaginei. — Eu sorri. — Muito obrigada por tudo, Mikoto-sama, não sei nem como te agradecer.

— Mas eu sei: pare de me tratar tão formalmente.

— Mais uma vez muito obrigada, Mikoto-san. Mas não devo mais lhe atrapalhar já está na hora de voltar para minha casa.

—Ah, Sakura-chan. Não que fazer nem um lanchinho comigo?

— E-Eu não quero incomodar. — E nem encontrar seu filho sexy aqui.

— Não será incomodo algum. — E lá estava eu novamente presa a ela. Como negar algo a alguém que sabia sorrir tão lindamente?

— Espero que eu não assuste você. É que eu fico tão sozinha nessa casa, meus dois desnaturados filhos só pensam em trabalhar e trabalhar. Sasuke se isola naquele prédio da revista e Itachi naquela confusão da bolsa de valores. — Ela suspirava enquanto se lamentava sobre seus dois filhos. — No final de tudo, sou eu quem está te incomodando.

—Claro que não. — Respondi enquanto comia um pedaço do gostoso aperitivo que uma moça, que eu classifiquei como alguém que trabalhava ali, trouxe para mim e para mãe do meu chefe.

Ela e eu estávamos sentadas em volta de uma mesa de vidro redonda. Era muito bonito aquele local onde estávamos: uma varanda que tinha vista para todo gramado da casa. Eu havia me sentado em uma cadeira que me permitia ver toda extensão do gramado e a senhora Mikoto estava sentada a minha frente virada para a casa.

— Veja só quem acordou. — Não eu não queria ver. Mentalize Sakura.! Eu sou uma formiga! Eu sou uma formiga! Tem que dar certo.

Quando eu abrir os olhos não vou estar aqui. Vou estar do tamanho de uma formiga e vou usar a saída pela direita. Eu sou uma formiga.

— Haruno? — Eu não sou uma formiga, eu não sou uma formiga. E se fosse, Sasuke tinha olhos muito bons para me enxergar.

Sabe aqueles filmes de terror onde o pescoço da mocinha sempre vira de lado lentamente? Isso estava acontecendo comigo agora. Meus olhos finalmente encontraram a pessoa que estava parada atrás de mim. Se ele já era bonito dentro de um terno, usando apenas uma calça de moleton e uma regata ele era o próprio deus do Olimpo.

— S-Sasuke-sama? — Antes que eu pudesse dar qualquer explicação pelo fato de eu estar lanchando com a mãe dele na casa dele, Mikoto fez esse favor por mim.

— Não é incrível, Sasuke-kun? Eu estava andando por aí encontrei a pobre Sakura-chan que havia acabado de tomar um tombo lá na pracinha. Coitadinha.

— Belo curativo. — Ele comentou irônico. Aquilo era demais para um dia. Ele estava rindo... De mim, NOVAMENTE. Era impressão minha ou ele ficaria ali? Sasuke sentou na cadeira ao lado da mãe e pegou um dos sanduíches que estavam sobre a mesa.

— Mas você nem me contou o que estava fazendo por aqui, Sakura-chan. — Tudo que eu queria era ficar bem quietinha, mas a minha provável futura sogra não tinha a mesma idéia.

— E-Eu vim acompanhar uma amiga. — Ora, eu não podia dizer: Eu fui encontrar um conselheiro amoroso que vai me ajudar a agarrar seu filho.

— Qual o nome dela? — Por que a mãe do Sasuke tem que ser tão falante? Pensa Sakura. Oh, Hinata, me desculpe.

— Hinata. — Respondi

— Hyuga Hinata? — Ou era sorte ou muito azar Mikoto saber quem era Hinata. Apenas balancei a cabeça positivamente. — Conheço a família Hyuga, mas pensei que Hinata já não morasse mais com a família.

— E não mora, ela veio apenas visitar o primo e a irmã. — Era muita, muita sorte, a família de Hinata morar naquele bairro. Mas não era surpresa nenhuma afinal sendo proprietária de uma grande quantidade de poços de petróleo, a família Hyuuga tinha condição para ter umas dez casas naquele bairro ou mais. Como eu sou uma ótima mentirosa. Deus que me perdoe, mas era necessário contar aquela mentirinha.

— Hoje realmente é o dia das surpresas. — Mikoto exclamou enquanto sorria em direção à porta. — Que bom receber sua visita, Naruto-kun.

— Olá, tia Mikoto. — Eu ouvi uma pequena exclamação saindo dos lábios de Naruto. — Sakura-chan?

— Oi. — Foi a única coisa que consegui fazer sair dos meus lábios.

— O que você está fazendo por aqui? — Porque todos têm que fazer essa pergunta? Ah, lembrei. Por que eu sou assistente do senhor Uchiha-sexy Sasuke e estou lanchando na casa dele como se nós tivéssemos um relacionamento que passava as barreiras do profissionalismo.

Mikoto, novamente, fez o favor de explicar a história novamente.

— A Hina-chan está aqui também? — Eu vi o brilho nos olhos azuis ao perguntar pela Hinata.

— Não. — O sorriso dele pareceu diminuir — Ela já foi para casa, eu que fiquei andando por ai.

— Hina-chan, anh? — Mikoto piscou o olho direito marotamente. — Isso tem cheiro de romance.

— C-claro que não. — Eu não conseguia acreditar que Naruto estava corando e gaguejando. Estava até parecendo a Hinata.

— A Sakura-chan deve saber. — Mikoto tinha um brilho maroto nos olhos — O Naruto-kun e sua amiga têm alguma coisa?

— Não que eu saiba. — E realmente não havia nada entre eles dois juntos, mas eu não podia revelar que Hinata era loucamente apaixonada pelo Naruto.

— Oh eu entendo. — Ela piscou para mim. — Você está protegendo sua amiga.

Oh meu Deus. Meu dia estava se transformando em um verdadeiro desastre, mais um pouco e eu colocaria Hinata em maus lençóis

— Está ficando tarde. — Eu podia ver o pôr-do-sol se iniciar ao fundo. — Tenho que ir. Se eu demorar um pouco mais vai ficar muito tarde. Foi um prazer encontrar você, Mikoto-san. Obrigada, mais uma vez.

— Ah, Sakura-chan. Fique mais um pouco, adorei sua companhia. — Parecia que só estávamos ela e eu no lugar, Naruto e Sasuke haviam sido esquecidos por nós.

—Infelizmente, não posso mesmo. — Eu realmente gostaria de passar mais algum tempo com Mikoto, mas como Sasuke ali aquilo era impossível. — Logo vai escurecer.

— Mas o Sasuke-kun pode levar você mais tarde. — Não, não! Com certeza não. Olhei de relance para Sasuke e o vi com uma das sobrancelhas arqueada.

— Não a necessidade. — Peguei minha bolsa que estava em cima de uma mesa e segurei.

— Volte mais vezes então. — Mikoto agarrou meu braço e me levou para a saída.

— Até amanhã, Naruto-sama e Sasuke-sama. — Me despedi antes de sair.

Naruto fez uma careta devido o tratamento for mal e o inatingível Uchiha Sasuke nem percebeu o que eu tinha falado, estava mais preocupado em tomar um copo de suco.

Despedi-me de Mikoto e finalmente consegui sair do terreno inimigo, claro que antes tive que prometer que em breve retornaria para visitá-la.

Eu só esperava chegar inteira em casa. Aquele meu dia estava péssimo, mas devo admitir que o fim de tarde que passei ao lado de Mikoto foi bastante divertido. Ela era uma pessoa singular, muito espontânea e divertida.

Parei o primeiro táxi que encontrei. Eu poderia muito bem ter ido de metrô, mas estava de muito saco cheio para ter que enfrentar aquele meio de transporte caótico.

Ver Sasuke em seu "habitat natural" havia sido no mínimo estranho. Ela parecia tão menos Uchiha-sexy Sasuke e muito mais Sasuke-sexy-kun. Havia um mundo de diferença entre o homem que governava com punhos de ferro a revista "Life" e o Sasuke filho da Mikoto.

Aquela havia sido a primeira vez que eu via que eu realmente poderia estar certa e que Sasuke era muito mais humano (e com hormônios) do que aparentava.

O.O.O.O.O.O

E lá estava eu. Por que ultimamente eu tenho me metido em coisas tão fora do normal? Será que alguém que eu magoei quando era criança voltou para se vingar? Mas eu não me lembro de ter feito tão mal a alguém dessa forma, a menos que a Karin (minha rival desde os tempos do primário) tivesse resolvido ressurgir das cinzas.

Eu, como sempre, estava começando a ser paranóica. Havia anos que eu não via Karin, ela provavelmente nem se lembraria de mim. Se bem que eu lembraria se uma garota de cabelo rosa tivesse ganhado a eleição de presidente do grêmio com quase duzentos votos de diferença de mim. Muahaha. Até eu tive pena da Karin no dia do resultado da eleição.

Voltando a minha situação fora do normal... Era a quinta loja que eu entrava naquele dia e nada de encontrar o presente perfeito para Mikoto. Sasuke era um verdadeiro crápula ao me mandar escolher um presente que ELE daria para a própria mãe.

E o pior é que nada me agradava o suficiente. Achava tudo simples de mais para uma pessoa como Mikoto, apesar de ela mesma aparentar muita simplicidade. Fora que eu deveria escolher algo que fosse do tipo que Sasuke compraria.

Como eu odeio meu emprego! Eu bem que podia ter conseguido um emprego para trabalhar para alguém normal, mas não, eu havia tido a infeliz sorte de trabalhar na "Life", e justamente ser assistente da pessoa mais perfeitamente fora do comum do mundo. Se bem que era um privilégio poder ver aquele rosto maravilhosamente entalhado todas as manhas. Foco, Sakura! É para você falar mal dele.

Eu tinha duas estatuetas na mão. Estava observando os detalhes de cada e decidindo qual escolher quando o meu celular. Número Privado? Meio raro aquilo acontecer. Atendi.

— Olá. Sakura-chan? — Uma voz falou.

— M-Mikoto-san? — Oh eu não podia acreditar.

— Como vai, querida?

— Muito bem, e a senhora? —Ela havia levado muito a sério aquela coisa de eu voltar na casa dela, eu sinceramente esperava, que ela tivesse ligado para passar algum recado para o filho.

— Estou ótima. — Ouvi um voz grave do outro lado. — Acalme-se, Itachi. — Agora a coisa está ficando sério, o irmão do Sasuke-sexy? — Desculpe, querida, meu filho está perdido entre os preparativos da minha festa. Deixe-me ver por que liguei para você... assim! Quero convidá-la para vir na comemoração ao meu aniversário.

— Sua festa? — Aquilo realmente era uma surpresa.

— Sim. Vai acontecer daqui a duas semanas. Preciso do sue endereço para enviar o convite, pode me passar agora, por favor? — Ouvi algo do tipo no fundo ligação: Mãe onde coloco essas cortinas. — Só um minuto, Itachi está me ajudando a decorar a casa. Na saleta de entrada, querido. Desculpe, Sakura-chan, pode me passar o endereço por favor?

—Tem certeza que a senhora quer me convidar? — Era realmente inacreditável.

— Querida, porque acha que eu não lhe convidaria. Adorei você! Pare de brincadeiras e me passe logo o endereço.

Ainda meio perdida passei o endereço para Mikoto. Ela deu mais um grito em Itachi e se despediu rapidamente. Eu fiquei parada com uma cara de idiota segurando o celular em uma das mãos e a estatueta em outra. Agora eu tinha que providenciar dois presentes.

— Então você tem uma festa em duas semanas? — Quase tropecei nas prateleiras da loja quando vi Kakashi parado a minha frente. A quanto tempo ele estava ali.

— Olá, Sakura-chan! — Vi Rin se aproximar de nós.

— P-parece que sim. — Respondi mecanicamente.

—Acho que é tempo suficiente, não é Rin? — Kakashi se virou para a esposa.

— Creio que sim, Kakashi-kun.

— Ótimo! — Sério eu fiquei com medo do brilho que passou nos olhos de Kakashi. — Essa festa será uma ótima oportunidade para nós apresentarmos ao mundo uma nova Sakura, e se der também, uma nova Hinata.

— Como é que é? — Eu não estava entendendo nada.

— Simples, Sakura-chan. — Rin respondeu. — Vamos começar a trabalhar com você e com sua amiga, e o primeiro teste será essa festa. — Ela falava . — Você tem tempo agora? Precisamos começar rapidamente.

— Eu só preciso comprar uma coisa, depois estou livre.

— Ligue para sua amiga. — Kakashi falou, e marque com ela aqui. — A operação Haruno e Hyuga começa hoje.

— Não ligue para a palavra operação. — Rin cochichou no meu ouvido — É que ele já foi da CIA, tem mania de colocar o nome operação em tudo.

Eu ri nervosamente. Eu tinha uma festa para ir, uma operação (segundo Kakashi) para realizar, e um Uchiha para conquistar. Realmente minha vida não é o que podemos chamar de fácil.

O.O.O.O.O.O

Olá.

O que acharam deste capítulo?

Espero que tenham gostado.

Demorei mais dessa vez, pois estou correndo atrás dos documentos para facul, espero que entendam.

Sugestões, críticas e elogios? Rewies.

O Ministério da Saúde adverte:

Deixar rewies evita o enlouquecimento precoce do autores.